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sábado, 5 de março de 2016

"Pesquisa revela que 68,8% não votariam em Lula"



Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, um dos mais acreditados do País, indica que 68,8% dos eleitores não votariam "de jeito nenhum" em Lula para presidente, nas eleições de 2018, contra 16,2% que "sim, com certeza" o escolheriam novamente. A pesquisa, fechada nesta quarta-feira (2 de março), é anterior à condução coercitiva de Lula e à revelação da devastadora delação premiada de Delcídio do Amaral.
Lava Jato aprovada
A pesquisa apurou que 66,3% consideram as investigações da Lava Jato positivas, contra 24,8%. São indiferentes para 7,3% do total.
Nada vai mudar
A maioria aprova a Lava Jato, mas para 53,6% a corrupção no Brasil continuará como está. Já 36,8% têm esperanças na sua diminuição.
Protesto do dia 13
O Paraná Pesquisas também verificou que apenas 50,2% sabem das manifestações do dia 13, pelo impeachment de Dilma.
Margem de erro
Foram entrevistados 2.022 eleitores em 160 municípios de 24 estados, entre 28 de fevereiro e 2 de março. A margem de erro é de 2%.
Oficialmente investigado
A 24ª fase da Lava Jato ao menos sepulta as surradas referências a Lula como "apenas informante" ou "testemunha". Agora ele é oficialmente investigado por corrupção e lavagem de dinheiro.
Explica aí, Lula
O ex-presidente Lula deveria ter aproveitado seu pronunciamento desta sexta-feira, após deixar a polícia, para responder às graves acusações que pesam contra ele, em vez de contar lorotas e fazer bravatas.
Carro de barão
Chamou atenção o luxuoso carro que levou Lula do Aeroporto de Congonhas ao diretório do PT-SP, após ser levado sob vara para depor à Polícia Federal: uma BMW X5. Zero km ela custa quase R$ 500 mil.
Oposição sonolenta
Enquanto o Brasil pega fogo com as denúncias contra Lula, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) se limitava a reuniões às quais não conseguiu atribuir importância e a declarações tímidas, burocráticas.
Sob vara é legal
Ninguém se queixou de conduções coercitivas nas 23 fases anteriores da Operação Lava Jato. Quando esse instrumento previsto no Código de Processo Penal foi usado no caso do Lula, os petistas reclamaram.
Ah, bom
Quem discursou no aeroporto de Congonhas em defesa do investigado da Lava Jato foi o ex-ministro do Esporte e deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), aquele que pagava até tapioca com cartão corporativo.
Pote de mágoa
Com a delação premiada, Delcídio Amaral perdeu o advogado Luís Henrique Machado na defesa no Supremo Tribunal Federal. É autor da peça de defesa que soltou o petista, mas não concorda com delação.
Nunca antes
…na história deste País, um ex-presidente foi conduzido sob vara, à força, para depor sobre acusação de corrupção e lavagem de dinheiro.
Fonte: Cláudio Humberto

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