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quinta-feira, 9 de julho de 2020

72 filmes

Com títulos de 72 filmes, uma linha do tempo da vida de Dimas Oliveira.


Não é A Maior História de Todos os Tempos. Essa é a do Rei dos Reis, Jesus Cristo!

Ontem Hoje e Amanhã
Assim Estava Escrito
Onde Tudo Começou
Cenas da Vida
Do Destino Ninguém Foge
Qual Será o Nosso Amanhã?
Um Lugar ao Sol
O Sol É Para Todos
Quero Ser Grande
Sangue de Artista
A Estrada da Vida
A Longa Caminhada
Grandes Esperanças
Viver a Vida
O Rapaz Que Partia Corações
Nos Tempos da Brilhantina
Os Embalos de Sábado à noite
Tudo Começou num Sábado
Gente Como a Gente
Love Story
Outra História de Amor
Amor à Primeira Vista
Um Homem, Uma Mulher
Feitos um Para o Outro
Sorte no Amor
Sintonia do Amor
Quando Fala o Coração
Cenas de um Casamento
Corpo a Corpo
O Grande Momento
Uma Noite Inesquecível
A Mulher Faz o Homem
Laços de Ternura
Embriaguez do Sucesso
Encontros e Desencontros
A Hora do Lobo
O Homem Errado
Atração Fatal
Brincando Com Fogo
A Doce Vida
Curtindo a Vida Adoidado
Caminhos Perigosos
À Beira do Abismo
Sem Destino
Um Estranho no Ninho
A Caminho do Inferno
Algo Para Esconder
Palavras ao Vento
E o Vento Levou
O Passado Condena
A Procura da Verdade
Idade da Reflexão
Contra a Parede
A Encruzilhada do Destino
Após a Tempestade
O Céu Mandou Alguém
A Força do Destino
Depois do Vendaval
Os Dez Mandamentos
Ensina-me a Viver
A Felicidade Não Se Compra
Faça a Coisa Certa
A Missão
Tempos Modernos
Os Melhores Anos de Nossas Vidas
As Coisas Simples da Vida
Melhor É Impossível
Agora Seremos Felizes
Nos Bastidores da Notícia
O Show Deve Continuar
Cinema Paradiso
La Nave Va

Nascido em 9 de julho

O título da postagem é como se fosse título de filme e é, como o jornalista gosta de dar. Remete ao filme "Nascido em 4 de Julho" (Born on the Fourth of July), de Oliver Stone, 1989, com Tom Cruise, tendo a Guerra do Vietnã como pano de fundo.
O certo é que esta quinta-feira, 9 de julho, refere-se à data de nascimento, de fato, em Angico, Mairi, do jornalista Dimas Oliveira, em 1948. A data de direito é 5 de agosto, como consta no Registro Civil.
A foto foi a primeira tirada, em Feira de Santana, no estúdio de Naftalino Vieira, em 1950.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Drama com romance e aventura


Baseado no romance homônimo de Louis Bromfield, o drama "As Chuvas de Ranchipur" (The Rains of Ranchipur), de Jean Negulesco, 1955, com aventura e romance, foi visto na noite desta quarta-feira, 8, no TeleCine Cult. Trata-se de remake de "... E as Chuvas Chegaram", de Clarence Brown, 1939.
Na trama, a milionária lady Edwina Esketh (Lana Turner), egoísta e gananciosa, e seu marido, Lorde Esketh (Michael Rennie), viajam para Ranchipur, na Índia. O casamento deles é de fachada. Ela só casou pelo título aristocrático que ele carrega.
Em Ranchipur, o casal se encontra com a marani (Eugenie Leontovich), para negociar um garanhão. Edwina revê um velho amigo, Tom Ransome (Fred MacMurray), que só anda embriagado e é assediado pela garota Fern (Joan Caulfield). Ela também conhece o médico local Safti (Richard Burton), por quem se apaixona. A marani não aprova o romance pelo comportamento adúltero da lady. Um terremoto e chuvas se abatem em Ranchipur e mudam a situação de todos.

Mais de 50 mil postagens


Com 13 anos, o Blog Demais completou esses dias o número de 50 mil postagens.


Fato passado, fato contado

Celeste de Almeida, um nome que elevou Feira de Santana
Euterpe, deusa do canto lírico

No livro ”Feira de Santana e o Vale do Jacuípe”, de Gastão Sampaio, 1977, que tem apresentação de Dival Pitombo, espaço dedicado a "filhos ilustres da Feira antiga". No meio de nomes como Filinto Bastos, Godofredo Filho, Arthur Hermenegildo da Silva, Sabino Silva, Genésio Silva, Eurico Alves Boaventura, Arnold Ferreira da Silva, Mário Simões Portugal, Gastão Guimarães, Áureo Filho, Honorato Bonfim, Raimundo Oliveira, Georgina Erismann e Maria Quitéria, aparece o da cantora lírica Celeste de Cerqueira.
Gastão Sampaio exalta: "A Feira se orgulha de seu nome. Uma de suas filhas figura na galeria de artistas brasileiros, tendo engrandecido a sua terra, o seu estado e também a sua pátria. Foi o seu exemplo um estímulo para que outros, com vocação e dotes, a sigam na trilha do seu empenho, na beleza de sua voz, na realização de um trabalho que embevece a todos nós."
No livro "Folhas Mortas Que Ressuscitam", de Marieta Alves, 1975, a autora dedica capítulo a "Duas genuínas artistas bahianas", ambas feirenses - Celeste de Almeida e Georgina Erismann.
Ela conta: (...) "Celeste de Cerqueira nasceu na formosa cidade de Feira de Sant'Ana, recanto da Bahia cheio de belezas naturais e amenissímo clima.
Com a cantora espanhola Eloina Martinez, que esteve em breve temporada naquela cidade, iniciou os estudos de canto. À intuição de D. Maria Amélia Bacelar de Cerqueira mãe de celeste não passou despercebida a extraordinária vocação da filha, que vivia gorjeando como os pássaros ao romper da aurora.
Transferindo residência para a capital, passou a estudar com Marie Daumerie e, pouco depois, como Madre Josephine, superiora do Convento das Mercês, a mesma grande artista religiosa que, seguramente desvendou a Cândida Nova Monteiro os segredos da arte de cantar.
Em 1912, Celeste de Cerqueira deixou a Bahia com destino ao Velho Mundo. Em Paris, foi discípula da notável cantora russa Félia Litvinne até 1915, quando forçada pela grande guerra, voltou ao Brasil.
Vem a propósito uma referência à encantadora amizade que ligou a mestra ilustre à discípula bahiana. Muitas cartas de Félia Litvinne para Celeste passaram pelas nossas mãos. Em todas elas a grande artista deixou transparecer a sincera admiração que votava à nossa conterrânea. Num dos vários retratos da mestra, que nos foram mostrados, encontra-se a dedicatória honrosa: 'À la chère et belle artiste Celeste de Cerqueira qui a si bien compris mon enseigment son professeur et amie Félia,'
Realmente, todos os segredos da arte de ensinar e todas as dificuldades da arte de cantar foram transmitidas sem reservas pela famosa cantora e assimilados com extraordidário proveito pela discípula talentosa.
Celeste de Cerqueira voltou à Europa em 1922. Na Alemanha, outra grande mestra - Lili Lehemann - ministrou-lhe proveitosas lições. Novamente em Paris de 1923 a 1926 continuou os estudos com Félia Litvinne.
Segue-se do exposto o que ficamos devendo a Celeste de Cerqueira como professora de canto e como diretoria do nosso Instituto de Música, onde sua ação enérgica e esclarecida se fez sentir e muito contribuiu para o progresso da cultura musical entre nós.
A grande cantora Celeste projetou-se mais uma vez por ocasião do 1º Congresso Eucarístico Nacional realizado na Bahia em 1933, quando da representação impecável do 'Oratório de Fátima' do compositor luso Ruy Coelho e versos de Afonso Lopes Vieira.
Solista principal num côro de mais de 150 figuras, sua educada voz de contralto esteve à altura do grande espetáculo, conduzido pela batuta do Padre Luiz Gonzaga Maris.
Em 27 de janeiro de 1943, aos 57 anos de idade, a cantora conterrânea emudeceu para sempre, no Rio de Janeiro, onde exercia a nobre missão de ensinar. É justo trazer seu nome à tona, pelo muito que trabalhou em favor da cultura artística, entre nós, bahianos e brasileiros."
P.S.: Pena que não tenha sido encontrado nenhum registro fotográfico de Celeste de Cerqueira.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Visita a Masada e lembrança de filme


Na viagem que fiz a Israel, entre 18 de abril a 4 de maio de 2014, visita à fortaleza de Masada, que remeteu ao filme com direção de Boris Sagal, "Masada", lançado em 1981, que conta a epopeia de revolta dos judeus. O filme foi condensado de minissérie feita para a televisão.
O épico narra a história da invasão e tomada da fortaleza de Masada, que fica no topo de um penhasco rochoso, na parte ocidental do deserto da Judéia e vizinha do Mar Morto. 
Segundo historiadores, o rei Herodes, aliado de Otávio durante as guerras civis romanas e temendo os ataques de Cléopatra e Marco Antonio, mandou construir no ponto mais alto da colina, um palácio, reforçando e ampliando a antiga fortaleza, pois a sua difícil localização era considerada estratégica e inexpugnável.
Todo enredo do filme se baseia nas obras de Flavius Josephus, que era um dos líderes judeus na província de Jerusalém, antes da sua dominação pelos romanos. 
As qualidades da engenharia romana e o heroísmo e união dos rebeldes judeus de Masada que se contrapõem aos grupos que defenderam Jerusalém, que brigavam entre si, quando os legionários romanos se preparavam para tomarem a cidade.
O ano era 66 d. C. Os levantes eclodiam cada vez mais, prenunciando-se uma guerra de grandes proporções. Os zelotas comandaram uma revolta gigantesca que se espalhou da Galiléia à Iduméia, mobilizando as mais diferentes e conflitantes facções judaicas, com exceção dos cristãos.
Finalmente, depois de várias incursões, o governo romano logrou êxito no ano 70 d. C., ao enviar à Judéia, tropas lideradas por Vespasiano e, depois, por seu filho Tito, sendo Jerusalém cercada e o templo destruído.
Masada foi o último foco de resistência contra o exército romano, caindo no ano 73 d. C., três anos após Jerusalém. Em sua defesa havia pouco mais de 900 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e era comandada por Eleazar Ben Yair (Peter Srauss), que resistiu por dois anos.
Porém, foram dizimados depois pelos 15 mil soldados da quinta legião do exército romano, liderada pelo general Cornelius Flavius.
Na fortaleza, os zelotas acompanhavam os preparativos, pressentindo a eminência do assalto romano. Durante a noite, decidiram que prefeririam morrer a serem escravizados ou mortos por seus inimigos. Sacrificaram, assim, as mulheres e crianças, e depois os próprios defensores, até que restaram apenas dez e o comandante Eleazar. Tiraram sorte para ver qual deles sacrificaria os demais. Após isso, o último homem incendiou o palácio e lançou-se sobre a própria espada.
Os judeus que resistiram em Masada, preferiram a morte a tornarem-se escravos dos romanos e tiraram suas vidas com suas próprias mãos.
Desde então, Masada é considerada um símbolo de heroísmo e nacionalismo judaico, exercendo um forte apelo à liberdade e a independência israelense.
É lá que novos recrutas das forças de defesa de Israel fazem o seu juramento de fidelidade: "Masada não cairá nunca mais".

Livro sobre o uso comunista da desinformação estratégica

Acabo de receber da Livraria Terça Livre o livro "Meias Verdades, Velhas Mentiras: A Estratégia Comunista de Embuste e Desinformação" (News Lies For Old), de Anatoliy Golitsyn, da Vide Editorial.
Este livro foi publicado há mais de três décadas e já se tornou absolutamente indispensável para a bibliografia de estudos sérios sobre o comunismo e seus meios de atuação e infiltração no Ocidente. 
O livro trata primariamente do uso comunista da desinformação estratégica e tem o objetivo de explicar, com base em informações internas e numa nova metodologia de abordagem do assunto criada pelo autor, o papel do programa de desinformação e as técnicas nele empregadas. 
O autor, ucraniano, ex-agente da KGB, tem a convicção de que o Ocidente está equivocado quanto à natureza das mudanças no mundo comunista, e por isso foi ardilosamente despistado e passado para trás.

Filme noir icônico

Ann Savage e Tom Neal em "Curva do Destino"
Fotos: IMDb

Considerado um dos filmes mais icônicos do ciclo noir, "Curva do Destino" (Detour), de Edgard G. Ulmer, 1945, é narrado em flashback. O pianista de boate de Nova York Al Roberts (Tom Neal) pede carona para ir até Hollywood para se juntar a sua namorada, a cantora Sue Harvey (Claudia Drake). Em uma noite chuvosa, o motorista que lhe dá carona, Charles Haskell Jr. (Edmund MacDonald) morre acidentalmente. Com medo da polícia, Roberts assume a identidade do homem. Em seguida, ele dá carona à misteriosa Vera (Ann Savage) e ele mergulha cada vez mais fundo em problemas. 
O compositor Leo Erdody é quem toca duas peças de piano clássico, "Waltz No. 7 em C # Menor", de Fréderic Chopin e "Waltz Op. 39 n. 15 em Ab”, de Johannes Brahms. Suas mãos aparecem executando as músicas na boate "Break of Down", como se fossem do personagem.
Está incluído entre os "1001 filmes que você deve ver antes de morrer", editado por Steven Schneider.
Está incluído na lista "Great Movies", de Roger Ebert.
Foi o primeiro filme "B" escolhido pela Biblioteca do Congresso para o seu National Film Registry, em 1992. Também o primeiro "Noir" de Hollywood homenageado.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Morre compositor Ennio Morricone


Assista ao vídeo
O maestro e compositor italiano Enio Morricone (Foto: Divulgação), autor de trilhas sonoras que marcaram a história do cinema, morreu nesta segunda-feira, 6, aos 91 anos, na Itália.
Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de "O Fascista", de Luciano Salce.
Morricone escreveu para outras centenas de filmes, programas de televisão, canções populares e orquestras, mas foi sua amizade com o diretor Sergio Leone que lhe trouxe fama, com partituras para o gênero "spaghetti westerns" que consagrou Clint Eastwood nos anos 1960.
Entre as centenas de filmes com músicas de Morricone, "Por um Punhado de Dólares", "Por Uns Dólares a Mais", "Três Homens em Conflito", "Era uma Vez no Oeste", "Sacco e Vanzetti", "Queimada", "A Batalha de Anzio", "A Classe Operária Vai ao Paraíso", "Teorema", "A Missão", "Os Intocáveis", "Cinema Paradiso".
Ganhou o Oscar e também o Globo de Ouro por "Os Oito Odiados". Também recebeu Oscar honorário pelo conjunto da obra.

Quando Jorge Amado lançou "Dona Flor e Seus Dois Maridos” na Livraria Lápis de Ouro


Em 21 de julho de 1966, há quase 54 anos, o lançamento em Feira de Santana do livro "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (capa da edição de lançamento), de Jorge Amado, editado pela Martins. O evento foi realizado na Livraria Lápis de Ouro, de propriedade de Almir Sampaio (1926-2019), situada na praça da Bandeira. Então, a população da cidade era de cerca de dos 150 mil habitantes.
Na data, foi o primeiro lançamento do livro ocorrido fora de capitais dos estados brasileiros, como registrado na época. Em 1º de julho, o lançamento em Salvador, na Livraria Civilização Brasileira.
No "Diário de Notícias", de 15 de julho, a nota: "Enquanto isso, no dia 21 vindouro, quinta-feira, Jorge Amado estará realizando, em Feira de Santana, uma tarde de autógrafos de 'D. Flor e Seus Dois Maridos', a convite de diversas entidades culturais da Princesa do Sertão."
Antônio José Larangeira, no "Diário de Notícias", de 16 de julho, escreveu: "Jorge & 'D. Flor' - Finalmente a 21 deste, 'tout' caminhos intelectuais feirenses convergirão para a Livraria Lápis de Ouro, para a sensacional tarde de autógrafos do magno Jorge Amado, lançando o comentado romance 'D. Flor e Seus Dois Maridos', graças à ação promocional do crítico literário Dival Pitombo (o 'Juiz de Pilão Arcado' - Vide 'D. Flor e Seus Dois Maridos'). Que alívio Feira Cultural sente em ter assegurada a tão sonhada tarde autógrafos do Jorge! Ah! que ansiedade que chegue 21, o DIA - D, quando a Feira, inteligência & alta roda, além de 'tout' patrícios estarão recebendo o expoente máximo da Literatura Nacional, Jorge AMADO, Amado, amado por todos. EM TEMPO: Me perdoem, confrades meus, pelo 'snob furo'."
Também no "Diário de Notícias", de 16 de julho, na coluna "HI-SO", de Sylvio Lamenha, o lançamento ganhou repercussão: "Amanhã, em Feira de Santana, Jorge AMADO estará autografando 'D. Flor e Seus Dois Maridos', o que está monopolizando as atenções da interiorana e progressista urbis. Com o grande JORGE seguirão também alguns escritores, livreiros, jornalistas, artistas, como Dmeval Chaves, Luís Henrique Dias Tavares, Emanuel Araújo, Guido Guerra."
"'Dona Flor' vai a Feira”, publicou o "Jornal da Bahia", em 20 de julho. "Jorge autografa na Supercity", noticiou Antonio José Larangeira, no "Diário de Notícias", em 21 de julho: "Hoje, ao crepusculino momento feirense, o grande romancista baiano Jorge Amado - um dos expoentes máximos da Literatura Nacional, estará autografando na Livraria Lápis de Ouro para toda Feira Cultural, Social, Econômica, Financeira & Política a sua mais recente obra 'Dona Flor e Seus Dois Maridos'. Afinal, hoje o tão esperado Dia - D mais um dia que comporá mais uma página da estremecida História de Feira de Santana. Será sem dúvida, o encontro da intelectualidade desta Planície Amada, pois todos os caminhos feirenses convergirão logo mais para a Livraria Lápis de Ouro, para receberem o autógrafo do Jorge Amado." No mesmo jornal, Silvio Lamenha noticiou: "Hoje, em Feira de Santana, Jorge Amado estará autografando seu best-seller 'D. Flor e Seus Dois Maridos', ao lado de uma caravana de intelectuais." 
"Jorge Amado leva 'Dona Flor' a Feira' deu o "Diário de Notícias" em 20 de julho: "Estará seguindo amanhã, para Feira de Santana, uma caravana de jornalistas e intelectuais da Capital, em companhia do romancista Jorge Amado, que reunirá, naquela cidade, seus admiradores e o povo em geral, para uma tarde de autógrafos, com que lançará, ali, o seu mais novo livro 'Dona Flor e Seus Dois Maridos'."
"Sucesso de 'Dona Flor' em Feira", deu no "Diário de Notícias", de 23 de julho. "Tarde de autógrafos", publicou a "Folha do Norte", em 23 de julho.
Presentes na tarde de autógrafos: prefeito Joselito Amorim. professores Dival Pitombo com Zauri e José Maria Nunes Marques, jornalistas Helder Alencar, Antonio José Laranjeira, Eme Portugal e Guido Guerra, escritor Eurico Alves Boaventura, psiquiatra Carlos Kruschewsky, pintores Juraci Dórea e Aderbal Moura, cineasta Olney São Paulo, intelectuais Raymundo Pinto, Antônio Álvaro e Luciano Ribeiro.
De Salvador, Zélia Gattai e Paloma Amado, Dmeval Chaves, da Civilização Brasileira e senhora, Manuel Cervino, da Editora Aguillar, pintores Emanuel Araújo, Francisco Liberato e Floriano Teixeira, jornalista Otacílio Fonseca, escritor Luís Henrique Dias Tavares, cronista Giovani Guimarães.
Fonte: Benedito Veiga, em Légua e Meia

domingo, 5 de julho de 2020

Eu amo Feira

Amo essa cidade mesmo! Pra trabalhar e pra morar, não há igual. Aqui a gente tem qualidade de vida. De alguma maneira, mesmo sendo metrópole, ainda guarda em si um quê de cidade do interior, onde a gente conhece "todo mundo". Tem engarrafamento, mas tem saída por todo lugar. Tem memória em cada canto: das avenidas que carregaram diversas micaretas, aos botecos que presenciaram e presenciam tantas histórias! Tem corre-corre todo dia, mas mantém o privilégio de permitir que a gente vá em casa almoçar. Feira tem alma de várias cidades, das pessoas que chegaram ou passam todos os dias indo pra algum lugar. Feira tem o cidadão feirense, aquele que por muitas vezes reclama, mas ninguém mais há de reclamar. Porque a gente até pode falar alguma coisa, mas aiii de que quem não seja feirense e pense em falar.
Publicado no Facebook por Soraya Oliveira, publicitária e professora

Quando "espetáculo macabro" ocorreu em Feira de Santana

"Nem Lucas, o bandido famoso da Feira,
era capaz de tamanha miséria"
Em página no Facebook, há cerca de três anos, o professor Carlos Brito, garimpeiro da memória feirense, lembrou de fato ocorrido em Feira de Santana há 69 anos, em 1951, que ganhou alcance nacional com publicação de reportagem na revista "O Cruzeiro". Há relatos que também foi noticiado na British Broadcasting Corporation (BBC), emissora pública de rádio e televisão do Reino Unido, sediada em Londres.
"Profanadores de túmulos" foi o título dado por Odorico Tavares, dos Diários Associados na Bahia. No lide: "Um espetáculo macabro levado a efeito na cidade de Feira de Santana, Bahia, por cinco rapazes que, se intitulando 'existencialistas', violaram diversas sepulturas e transformaram crânios humanos em taças de vinho."
Odorico Tavares (1912-1980), jornalista, escritor e poeta, era pernambucano e em 1942 radicou-se em Salvador, onde a convite de Assis Chateaubriand dirigiu as empresas do conglomerado Diários e Emissoras Associados, que na Bahia possuía os jornais "Diário de Notícias" e "Estado da Bahia", a Rádio Sociedade da Bahia e, mais tarde, a TV Itapoan. Fez diversas reportagens para a revista "O Cruzeiro" - como esta em pauta.
O texto inicia com a citação do artigo 2328 do Código Canônico, que diz que "todo aquele que violar cadáver ou sepulcro com o fito de furto ou outro fim de caráter ilícito, seja punido com o interdito pessoal e seja, por esse fato, declarado infame, e sendo clérigo seja, além de penas acima referidas, deposto de suas funções".
"Pois é este artigo que a Cúria Arquidiocesana da Bahia invoca em aviso ao vigário geral de Feira de Santana, para que seja aplicado contra cinco jovens de famílias conhecidas naquele município. Eles violaram sepulcros para fins ilícitos e por isso serão declarados infames, serão afastados automaticamente da comunidade católica e não poderão receber sacramentos, entre eles o matrimônio, e nem têm direito de serem sepultados em cemitérios eclesiásticos."
Que fizeram eles?, questiona o jornalista. E relata que no sábado, 15 de setembro daquele ano, cinco jovens em Feira de Santana, "reuniram-se para a farra da semana e resolveram ir ao cemitério da Piedade. Segundo uns, declaravam-se existencialistas, tendo uma noção errônea da coisa: ser existencialista, para eles, é não levar complexos para casa, se há vontade para fazer que se faça, e, resolveram realizar a farra no cemitério. Para outros, já embriagados, os jovens resolveram homenagear um dos companheiros mortos e nada mais lógico do que as libações ao próprio túmulo do companheiro. O certo é que foram ao cemitério, lá entraram, violaram cerca de quinze sepulturas, quebrando as lajes mortuárias, abrindo os caixões, fazendo libações constatadas com as garrafas e os copos que encontraram junto das campas. Uma farra sinistra e que faria tremer os heróis do romantismo. Os manes de Alvares de Azevedo se levantaram sinistramente para assistir à lúgubre cena destes jovens de uma pacata cidade sertaneja, onde os costumes cristãos são rigorosamente mantidos, dentro de rígidos critérios. Ninguém os viu entrar e ninguém os viu sair. Mas saíram conduzindo cinco caveiras, quatro delas deixadas embrulhadas num pano, no jardim público. Com a quinta, demandaram ao Cassino Irajá, de Oscar Tabaréu (Oscar Marques), na zona do meretrício. E os presentes, já madrugada alta, tiveram, uns horrorizados e outros entusiasmados com a cena, de assistir aos jovens embriagados inteiramente, a lavar a caveira em vinho e aguardente e, em seguida, cada um deles tomar a sua bebedeira na mesma, que servia de copo. Houve protestos, mas a maioria dos presentes se entusiasmou com a coisa: que todos bebessem na própria caveira e fazendo em seguida dos orifícios oculares cinzeiros, porta-cigarros e nem sabemos que mais."
Quatro caveiras
Narra mais: "Pela manhã, já a notícia corria pela cidade. Foram encontradas as quatro caveiras no jardim público e o provedor da Santa Casa de Misericórdia comprovando a violação dos túmulos levou o fato ao conhecimento do delegado de Polícia, tenente Heitor de Sena Gomes. Este foi pessoalmente ao cemitério e constatou a monstruosidade: lápides partidas, ossadas expostas, pedras tumulares derrubadas, um atentados dos mais sinistros e dos mais monstruosos. 'Nem Lucas, o bandido famoso da Feira, era capaz de tamanha miséria', disse mais de um feirense, na sua indignação. O dono do cabaré foi à polícia e entregou o crânio, ao mesmo tempo que denunciava os rapazes responsáveis pela profanação. Estes já haviam fugido e as diligências policiais para os prender têm sido, até hoje, infrutíferas. Se as famílias estão receosas da represália contra semelhante profanação, há pais indignados". Um deles declarou ao repórter associados: "Se souber onde esteja meu filho o entregarei à Polícia".
"Se o direito canônico atinge os profanadores com a excomunhão, também o direito penal não o faz por menos. Tanto que, concluídas as diligências e o inquérito, a polícia solicitou a prisão preventiva para os criminosos, que foi decretada incontinenti pelo juiz de Direito Dr. Cândido Colombo de Cerqueira, que na sua sentença diz:
'A prova material do delito está nos autos, está no conhecimento da população. Quem sejam os autores do atentado, no-lo dizem as testemunhas ouvidas, o público os aponta. Eles próprios, abandonando o distrito da culpa, denunciam o seu crime, demonstram a consciência de terem agido contra os deveres culturais, sabido que é ser a transgressão da norma penal, antes de mais nada, a transgressão das normas culturais. Ora, se os incriminados, foragindo, denunciam o sentimento de culpa, demonstram, por outro lado, a consciência da vontade. Se não tivessem agido com a colaboração da vontade, a estas horas não estariam arrependidos, mordidos pelo remorso, espavoridos. Os indiciados, pela influência que podem exercer sobre o ânimo das testemunhas, se em liberdade, prejudicarão a instrução criminal e a apuração dos fatos em seus pormenores. Condenados, estaria assegurada de antemão a aplicação da lei penal. E não é só. A custódia preventiva representa, também, uma garantia da ordem pública, a prevenção contra outros delitos, porquanto, tal é a revolta da população, que não seria difícil um atentado à vida de qualquer dos indiciados. A pena cominada na lei é de reclusão e o 'delito é inafiançável'. Estão, assim, preenchidos os requisitos legais para a concessão da medida".
A reportagem prossegue: "Dos mausoléus profanados somente os de Nolenita Gofinho, Aníbel Azevedo, João Jônatas Muniz Moscoso, Honorato José dos Santos e Pedro Carneiro tiveram os ossos retirados e as caveiras lavadas para a farra sinistra. Os outros, embora com as lousas arrebentadas, não tiveram os restos mortais profanados e são os de Ortência Santos, David Saback, Jesuíno da Silva Lima, Miguel Ribeiro de Oliveira, Bernardino Barreiro, Álvaro da Silva Lima, Ladislau Alves Cordeiro, Manuel Antas Parcero, Honorato Alves Caribé e Vicência de Lima e Silva."
E finaliza: "A população de Feira de Santana aguarda confiante a prisão dos profanadores foragidos. 'Não é possível que Feira de Santana passe à história como cenário de tão lamentável acontecimento e estes moços fiquem impunes', dizia-nos um velho morador daquela próspera cidade. 'Basta Lucas da Feira, o grande bandido'."

sábado, 4 de julho de 2020

Morre ator Earl Cameron

Faleceu na sexta-feira o ator inglês Earl Cameron, natural do território das Bermudas, aos 102 anos.
Filmografia
1997 Déjà Vu
1979 Cuba
1976 Maomé - O Mensageiro de Alá
1973 Dezembro Ardente
1973 Scorpio
1970 O Revolucionário
1967 Batalha Debaixo da Terra
1966 The Sandwich Man
1965 007 Contra a Chantagem Atômica
1964 Os Rifles de Batasi
1963 Os Três Desafios de Tarzan
1962 Mentira Infamante
1961 Lá Fora Ruge o Ódio
1960 Tarzan, o Magnífico
1959 A Morte Vem do Kilimanjaro
1959 Safira, a Mulher Sem Alma
1957 A Marca do Gavião
1956 Odongo
1956 A Morte Espreita na Floresta
1955 A Grande Esperança
1955 Simba
1951 Beco do Crime

Fonte: IMDb

Pires & Caneca - Loja on-line


Já viu como nossa loja está cheia de promoções? Porcelanas Oxford é com a Pires e Caneca
Você mesmo pode decorar a sua casa. Acreditamos que o seu bom gosto junto a produtos de qualidade e estilo podem transformar cada momento do seu dia.

"Filme Noir Vol. 16"

A Versátil apresenta "Filme Noir Vol. 16", caixa em luva reforçada com três DVDs que reúne seis clássicos do gênero, com as inéditas versões restauradas de "Punhos de Campeão", de Robert Wise, "Maldição", de Fritz Lang, e "O Beijo da Morte", de Henry Hathaway. Duas horas de extras, incluindo "Uma Estranha Aventura" (When Strangers Marry), filme B noir do lendário William Castle. Edição limitada com seis cards.
DISCO 1
PUNHOS DE CAMPEÃO
(The Set-Up) 73 minutos. De Robert Wise, 1949. Com Robert Ryan, Audrey Totter, George Tobias. Acompanhamos em tempo real um decadente boxeador cujo empresário recebe propinas de gângsteres para garantir sua derrota na próxima luta. O maior dos filmes noir de boxe. Comentários em áudio de Robert Wise e Martin Scorsese.
MALDIÇÃO
(House by the River), 88 minutos. De Fritz Lang, 1950. Com Louis Hayward, Lee Bowman, Jane Wyatt.  Um escritor desequilibrado mata uma empregada, após ela resistir ao seu assédio. E, com a ajuda do irmão, esconde o corpo da vítima. Lang mistura magistralmente filme noir de época e gótico sulista nessa pequena obra-prima.
DISCO 2
ANGÚSTIA
(The Locket), 85 minutos. De John Brahm, 1946. Com Robert Mitchum, Laraine Day, Brian Aherne. Pouco antes de seu casamento, o noivo fica sabendo de uma história complicada que retrata sua noiva como uma mulher diabólica e desequilibrada. Labiríntico filme noir psicológico com flashbacks dentro de flashbacks.
A CASA VERMELHA
(The Red House), 100 minutos.
De Delmer Daves, 1947. Com Edward G. Robinson, Lon McCallister, Judith Anderson. Um velho e sua irmã escondem, da filha adotada, um terrível segredo sobre uma abandonada casa de fazenda no meio da floresta. Pérola noir de atmosfera gótica com direção do mestre Delmer Daves.
DISCO 3
O BEIJO DA MORTE
(Kiss of Death), 99 minutos. De Henry Hathaway, 1947. Com Victor Mature, Brian Donlevy, Richard Widmark. Nick Bianco é preso durante um assalto. Inicialmente, ele se recusa a entregar os comparsas, mas um evento mudará tudo… Excelente filme noir realista que marca a estreia de Richard Widmark, indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante.
NA BOCA DO LOBO
(Appointment With Danger),  91 minutos. De Lewis Allen, 1951. Com Alan Ladd, Phyllis Calvert, Paul Stewart.
Ao investigar a morte de um colega de trabalho, um violento inspetor postal descobre que a única testemunha do crime, uma freira, está sendo perseguida por assassinos. Eletrizante e sombrio filme noir com o astro Alan Ladd

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Morre ator Leonardo Villar


Faleceu nesta sexta-feira, 3, o ator paulista Leonardo Villar, aos 96 anos. Ele se destacou logo no primeiro filme, "O Pagador de Promessas" (Foto), filmado em Salvador. Com direção de Anselmo Duarte, o filme foi vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 1962.
Filmografia
1968 A Madona de Cedro
1967 O Santo Milagroso
1967 Jogo Perigoso - Segmento "HO"
Fonte: IMDb

Reabertura do Cinema Elite


No jornal noticioso independente e literário "A Flor", edição de 16 de outubro de 1921, registro sobre o Cinema Elite: 
"Este confortável cinema que se achava fechado há mezes, reabre-se-a hoje estreando com a colossal película 'Duas Mulheres', sendo protagonista a linda estrela Norma Talmadge, atriz de grande nomeada.
Por estes dias, será focalizada outra película de grande sucesso intitulada 'Pobre Rica' onde Mary Pickford, atriz de grande apreciação, figura como personagem principal, sendo sempre admirada nem so pela sua beleza como também pelo seu fecundo talento artístico."
Registro resgatado na publicação "Memórias", de Carlos Mello e Carlos Brito, lançada pelo Núcleo de Preservação da Memória Feirense Rollie E. Poppino.
Sobre "Pobre Menina"

Na verdade, o título no Brasil foi "A Pobre Menina Rica" (The Poor Little Rich Girls). Drama com direção de Maurice Tourneur, 1917, traz Mary Pickford, com 25 anos, no papel de uma menina de dez anos, Gwen.
Na trama, a família de Gwen é rica, mas seus pais (Madlaine Traverse e Charles Wellesley) a ignoram e a maioria dos criados a empurra, então ela é solitária e infeliz. Seu pai só se preocupa em ganhar dinheiro e para a mãe só a posição social importa. Mas um dia a irresponsabilidade de um empregado cria uma crise que faz com que todos repensem o que é importante para todos.
Foi vencedor do National Film Registry, do National Film Preservation Board, USA, 1991.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

"Narrativas para a história da imprensa brasileira"


Nelson Varón Cadena anunciando seu novo livro, "Narrativas para a história da imprensa brasileira: Memórias do jornal, revistas, rádio, televisão e outras mídias", em formato e-book
Durante três anos (2008-2011), ele foi o único jornalista do país a escrever regularmente, todas as semanas, artigos sobre a memória da imprensa no Brasil. Publicados, a maioria, no Portal Imprensa, outros no Observatório da Imprensa e, alguns, na Revista Imprensa e no Correio da Bahia. Entre mais de 160 artigos do gênero, ele selecionou 125 que compõem este livro, disponível para compra no Amazon.
"A obra, a primeira de uma trilogia de livros meus, inéditos, que pretendo lançar este ano, em formato e-book, tem prefacio assinado por Luís Guilherme Pontes Tavares", conta, completando que "a maiorias dos artigos são inéditos, baseados em fontes primárias e, outros, trazem novas abordagens sobre o tema."

2 de Julho: Maria Quitéria

Maria Quitéria de Jesus (Feira de Santana, 27 de julho de 1792 - Salvador, 21 de agosto de 1853) foi heroína da Guerra da Independência. A imagem a óleo de Maria Quitéria (Foto: Reprodução), 1,55 x 2,535, obra do italiano Domenico Failutti (1873-1923), foi presenteado pela Câmara Municipal de Cachoeira e integra o acervo do Museu do Ipiranga, em São Paulo-SP, por Decreto da Presidência da República, de 28 de junho de 1996. 
No Gabinete do Prefeito no paço com seu nome, uma réplica do quadro. Maria Quitéria foi reconhecida como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. A sua imagem encontra-se em todos os quarteis e repartições da Arma, por determinação ministerial, bem como reproduzida em livros de História do Brasil.
Em sua terra tem seu nome em distrito, no Paço Municipal, em uma das principais avenidas, em Colégio Estadual, em monumento, em comenda da Câmara Municipal.
Na revista "Veja", edição de 25 de dezembro de 2011, uma matéria especial sobre História, "50 grandes brasileiros e seu legado", que insere a feirense Maria Quitéria entre os personagens "que ajudaram a construir o Brasil e que ainda inspiram as gerações atuais na tarefa de antecipar o futuro".
Maria Quitéria (1792-1835)
Nascida em São José das Itapororocas, na Bahia, ficou orfã da mãe aos 9 anos e assumiu o comando da casa. Na juventude, montava, caçava, manejava armas de fogo e dançava lundus com os escravos. Em 1822, vestida com a farda do tio, alistou-se nas tropas que lutavam pela causa da independência do Brasil. Adotou o nome do cunhado, soldado Medeiros, e ingressou no Regimento de Artilharia. Mais tarde, foi transferida para o Batalhão dos Periquitos. No combate de Pituba, em fevereiro de 1823, destacou-se por ter feito prisioneiros. Depois da entrada no Exército Libertador, em Salvador, foi condecorada no Rio de Janeiro com a insígnia de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro pelo imperador dom Pedro I. Retornou à fazenda Serra da Agulha, onde foi aclamada como heroína pela família e pela população local. Casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito e teve uma única filha, Luísa da Conceição. Morreu em Salvador, onde vivia de seu soldo de alferes, já quase cega. (Verbete escrito pela historiadora Mary Del Priore)
Como pioneira no desafio ao preconceito de gênero, ficaria impressionada com a participação das mulheres em todas as esferas da vida profissional.
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1. Além de Maria Quitéria, apenas outra personagem mulher, a princesa Isabel.
2. Além de Maria Quitéria, mais quatro baianos entre os 50: Frei Vicente do Salvador, Luís Gama, Rui Barbosa e Anísio Teixeira.