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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Oydema

NÚPCIAS SUNTUOSAS DE MURILO E FERNANDA

Em bonita cerimônia nupcial, na Catedral de Senhora Sant'Ana, ato presidido pelo cura padre Paulo Tarso, Fernanda e Murilo, uniram-se por amor. O  templo esteve repleto de convidados, os quais, após a solenidade religiosa, em espaço de eventos, foram recebidos pelos nubentes e seus pais, Cléber Lopes Ferreira,  Fátima Lima Ferreira, Major Márcio  Cardoso e Maria Carolina Guimarães, com suntuosa recepção, perfeita nos mínimos detalhes, que integrará o calendário dos mais belos eventos sociais em Feira de Santana.

FESTA PARA AILTON PITOMBO ocorrerá no dia 30, às 19h30, no Restaurante Dendê, no  Edifico Charmant, quando ele celebrará seu aniversário e 30 anos de jornalismo. O presente será um pacote de sabonete, 50 reais, a ser adquirido com o festejado da noite, e que  serão doados à Casa do Câncer e à Afas. Os convidados devem confirmar presença pois, o serviço não será à la carte e sim, em buffet.

A FEIRENSE Gracinha Caiado foi eleita senadora por Goiás e vai ocupar uma cadeira no Senado Federal.

AS INCONVENIENTES propagandas políticas de rádio e televisão voltam a chatear o eleitor com o segundo turno. Inicia nesta sexta-feira e vai até 23 de outubro.

O ESCRITOR E CORDELISTA feirense Franklin Maxado formalizou candidatura à cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), anteriormente ocupada pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura. A notícia está sendo comunicada pelo presidente da Academia Feirense de Letras (AFL), João Batista de Cerqueira, anunciando apoio da instituição à candidatura.

AO FESTEJAR  "BODAS DE OURO", no dia  31 deste mês, a escritora e acadêmica Lélia Vitor lançará na oportunidade, seu 42° livro.

FELIZ ESTÁ ANTÔNIO Carlos Coelho com a chegada de Maria Amália Coelho, que nasceu em Salvador. A netinha é filha de Natália Maria Coelho de Oliveira e Vinícius Oliveira.

''A FILOSOFIA DO SERTÃO", livro de Yves São Paulo, foi lançado ontem no Foyer do Teatro da Uefs. Trata-se de um estudo a partir de Eurico Alves Boaventura e Olney São Paulo.

O ARQUITETO FEIRENSE Hugo Ribeiro foi selecionado entre os Arquitetos de Destaque de 2026 pela revista "Exame". Único representante da Bahia na lista, o profissional atua em Feira de Santana, Salvador e São Paulo.

ANIVERSARIANTES: Abraços vão amanhã, em Salvador,  para a linda adolescente Maria Eduarda Ribeiro Ferreira. Dia 10, Ricardo Cedraz celebrará em familia, e Jailton Batista. Dia 11, a querida Michelle Marie Magalhaēs, em Salvador; aqui, Josimar Sanches Ferreira. Dia 12, Manoel Parisio, em Itaberaba, e em Salvador, Roberto Ribeiro. Dia 13, economista Valdemir dos Santos Conceição Lobo, o querido Dingo.

"Não deixe de sorrir com quem sorriu e chorou com você" (Amedio).

A força do nome Bolsonaro


Além da esposa Michelle Bolsonaro e do filho Carlos Bolsonaro, que conquistaram vagas no Senado, pelo Distrito Federal e por Santa Catarina; do irmão Renato Bolsonaro, que foi eleito deputado federal por São Paulo; e do filho Jair Renan Bolsonaro, que conseguiu uma cadeira na Câmara por Santa Catarina, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda deve eleger o filho Fábio Bolsonaro como presidente do Brasil, em 26 de outubro. 

A ex-mulher de Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro (PL) não se elegeu para a Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, ficando como suplente. O mesmo ocorreu com o primo Marcelo Bolsonaro (PL) e a prima Valéria Bolsonaro (PL), ambos por São Paulo. Ainda tem o caso de um dos irmãos de Michelle Bolsonaro, o cunhado Eduardo Torres (PL), que concorreu a uma vaga de deputado distrital e não se elegeu. 

Mas ainda tem os casos dos que usaram o nome de Bolsonaro nas eleições, como Bruno Bolsonaro Scheid (PL), que se elegeu senador por Rondônia, mais os eleitos deputados estaduais: Capitão Mosart Bolsonaro (PL), Fabiana Bolsonaro (PL), por São Paulo; Fão de Bolsonaro (PL), pelo Paraná; e Joel Bolsonaro (PP), pelo Rio Grande do Sul.

Enéas Bolsonaro, Jean Bolsonaro e Negona de Bolsonaro, todos do PL, não se elegeram deputados federais. Clodoaldo Bolsonaro e Samanta Bolsonaro, também do PL, não se elegeram deputados estaduais.

O bolsonarismo está cada vez mais vivo com a força do nome Bolsonaro.

Conheça as 7 razões pelas quais é inevitável a eleição de Flávio Bolsonaro no 2o turno


Isso é o bolsonarismo


 

domingo, 4 de outubro de 2026

Família Bolsonaro tem quatro candidatos eleitos ao Congresso Nacional

Esposa, irmão e filhos de Jair Bolsonaro passam a ocupar cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado a partir de 2027.

Michelle, Renato, Jair e Carlos Bolsonaro estarão no Congresso Nacional na próxima legislatura (Reprodução | Arte Congresso em Foco)

A família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) elegeu quatro de seus integrantes para o Congresso Nacional neste domingo, 4 de outubro. Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro conquistaram vagas no Senado, pelo Distrito Federal e por Santa Catarina; Renato Bolsonaro foi eleito deputado federal por São Paulo, e Jair Renan Bolsonaro conseguiu uma cadeira na Câmara por Santa Catarina.

Com trajetórias distintas, os quatro estarão no Congresso a partir de 2027. Carlos passou 25 anos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro; Renato tentou chegar ao Legislativo federal em diferentes eleições desde a década de 1990; Jair Renan iniciou a carreira eleitoral em 2024; e Michelle disputou neste ano sua primeira eleição.

Michelle estreia em cargo eletivo

A eleição para o Senado marca o primeiro mandato coinquistado por Michelle Bolsonaro. Natural de Brasília, ela ganhou projeção nacional durante o governo do marido, quando foi primeira-dama entre 2019 e 2022. Antes disso, trabalhou como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados e como produtora de eventos.

No Palácio do Planalto, Michelle presidiu o conselho do programa Pátria Voluntária e concentrou sua atuação em iniciativas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência e à comunidade surda. Após o fim do governo Bolsonaro, assumiu o comando nacional do PL Mulher e passou a percorrer o país em atividades partidárias.

Michelle disputou uma das duas vagas abertas pelo Distrito Federal e foi eleita ao lado de Bia Kicis (PL). A partir de 2027, as duas dividirão a bancada do DF com Damares Alves (Republicanos), formando uma representação inteiramente feminina do Distrito Federal no Senado.

Carlos deixa o Rio após 25 anos

Carlos Bolsonaro construiu a carreira política no Legislativo municipal antes de disputar o Senado. Segundo filho de Jair Bolsonaro, ele foi eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2000, aos 17 anos, e tomou posse no ano seguinte.

Ele permaneceu na Câmara Municipal por sete mandatos consecutivos, de 2001 a 2025. No último ano, deixou o Rio de Janeiro e transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde lançou a candidatura ao Senado ao lado da deputada Caroline de Toni.

A entrada de Carlos na disputa alterou a composição política que vinha sendo construída no Estado. Sua migração rompeu a aliança entre PL e PP para a eleição ao Senado, passando a concorrer contra Esperidião Amin (PP), até então segundo nome da chapa do governador Jorginho Mello.

Jair Renan sobe da Câmara Municipal ao Congresso

Jair Renan Bolsonaro, o mais novo entre os quatro filhos homens do ex-presidente, chegou à Câmara dos Deputados apenas dois anos depois de disputar sua primeira Sua entrada formal na política catarinense começou antes das urnas. Em 2023, assumiu cargo de assessor no gabinete do senador Jorge Seif (PL) e deixou a função no ano seguinte para concorrer a vereador de Balneário Camboriú.

Na eleição de 2024, Jair Renan adotou "Jair Bolsonaro" como nome de urna e recebeu 3.033 votos, tornando-se o vereador mais votado do município. Foi a primeira vitória eleitoral de sua carreira.

No primeiro mandato, teve dois projetos aprovados pela Câmara Municipal até meados deste ano. Um criou programa de apoio psicológico para estudantes da rede pública, e o outro instituiu iniciativa voltada à formação cidadã de jovens. Em julho, anunciou que disputaria uma vaga de deputado federal.

Neste domingo, voltou a utilizar "Jair Bolsonaro" como nome de urna e conquistou o primeiro mandato no Congresso.

Renato chega à Câmara após três décadas de tentativas

A trajetória eleitoral de Renato Bolsonaro é a mais antiga entre os quatro integrantes da família eleitos neste domingo. Irmão mais novo do ex-presidente, ele é capitão reformado do Exército e começou a disputar eleições há mais de três décadas.

Em 1994, concorreu a deputado federal por São Paulo, mas não conseguiu uma cadeira. Sua primeira vitória ocorreu dois anos depois, quando recebeu 834 votos e foi eleito vereador de Praia Grande, no litoral paulista.

O mandato, exercido entre 1997 e 2000, permaneceu como sua única experiência em cargo eletivo nas décadas seguintes. Renato voltou às urnas em diferentes disputas municipais e também tentou novamente chegar à Câmara dos Deputados.

Em 2024, concorreu à Prefeitura de Registro-SP pelo PL e terminou em segundo lugar, com 9.708 votos, equivalentes a 29,82% dos votos válidos. Dois anos depois, recebeu mais de 360 mil votos para deputado federal e terminou como o segundo candidato mais votado do PL para a bancada paulista na Câmara.

Fonte: https://www.congressoemfoco.com.br/

Visão de "O Buraco da Agulha"


Visão do drama "O Buraco da Agulha" (Eye of the Needle), de Richard Marquand, 1981. Baseado no romance homônimo de Ken Follett,
best-seller com mais de três milhões de cópias vendidas antes da produção do filme, que o próprio Follett roteirizou.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1944, o espião alemão Heinrich Faber (Donald Sutherland), que carrega informações vitais sobre o Dia D, se envolve com a jovem e bela esposa, Lucy (Kate Nellighan), de um homem paraplégico, Dave (Christopher Cazenove), em uma ilha isolada na costa escocesa enquanto ele espera ser pego por um submarino alemão, para sair da Grã-Bretanha. A infidelidade ocorre.

Ainda no elenco: Faith Brook, Ian Bannen, Alex McCrindle, Barbara Ewing, Stephen MacKenna e Philip Martin Brown.

Flávio Bolsonaro na frente no exterior


Os boletins de urna levantados pelo G1 em várias partes do mundo até agora mostram Flávio Bolsonaro (PL) à frente na soma dos votos.

No Japão, Flávio Bolsonaro venceu em todas as seções e abriu a maior vantagem registrada até aqui. Após o fechamento das urnas, ele somou 25.109 votos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Flavio Bolsonaro ganhou a maioria dos votos em Israel. Em todas as seções somadas, o candidato do PL teve 523 votos. Na Grécia, 230 votos para Flávio.

Da mesma forma, Flávio ganhou no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos. Nas seções do Qatar, ele teve 173 votos. Já nos Emirados Arabes, Flávio ganhou com 659.

Flávio Bolsonaro em Hong Kong teve 105 votos; em Taiwan, foram 107 para Flávio.

Flávio também liderou nas Filipinas, na Tailândia e na Índia. Em Manila, foram 33 votos para Flávio; em Bangkok, 51; em Nova Dheli, o candidato do PL teve 26 votos.

Visão de "A Cruz de Ferro"


Visão do filme de guerra "A Cruz de Ferro" (Cross of Iron), de Sam Peckimpah, 1977. O título remete a uma condecoração militar alemã. B
aseado no livro "The Willing Flesh", de Willi Heinrich, 1955. Como os filmes do diretor, muita violência, com atrocidades e crimes de guerra.

Orson Welles disse que este foi o melhor filme de guerra que ele viu desde "Sem Novidade no Front" (1930). Ele gostou de como a história foi contada, do ponto de vista de um soldado comum.

Destaque para a participação da atriz austríaca Senta Berger, como a enfermeira Eva, uma mulher tentando fazer o homem que ela ama, o cabo Rolf Steiner), entenda que a guerra é inútil. O pedido dela foi inútil. Outras participações femininas: Véronique Vendell, Katherine Haber, Iviva Pajer, Sonja Jeanine e Hermina Pipinic. 

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, no front russo, o cabo alemão Rolf Steiner (James Coburn) é promovido a sargento após outra missão bem-sucedida. Enquanto isso, o arrogante capitão Hauptmann Stransky (Maximilian Schell) é designado como o novo comandante de seu esquadrão. Depois de uma batalha do esquadrão de Steiner contra as tropas russas lideradas pelo tenente Meyer (Igor Galo), que morre em combate, o ambicioso Stransky assume o crédito pelos atos heróicos de um homem morto, afirmando que liderou seu esquadrão contra os russos e pede a Cruz de Ferro para satisfazer sua ambição pessoal junto com a de sua família aristocrática. Ele dá os nomes de Steiner e do tenente Triebig (Roger Fritz) como testemunhas de sua conquista, mas Steiner, que tem problemas com a arrogância de Stransky, se recusa a participar da fraude. Quando o coronel Brandt (James Mason) dá o comando de deixar a posição na frente, Stransky não retransmite a ordem ao esquadrão de Steiner, e eles ficam sozinhos, cercados pelo inimigo e precisam lutar para sobreviver.

Lula e Flavio são coadjuvantes na campanha do STF, que roubou a cena política

Os eleitores chegam às urnas, neste domingo (4), com Lula (PT) e Flávio (PL) tecnicamente empatados, mas todos perplexos com o protagonismo de ministros do STF, que roubaram a cena, criando um "TSE paralelo" e ofuscando candidatos em benefício de um deles. A disputa entre projetos de governo virou sequência de decisões monocráticas, ataques, decano reclamando de "ética de máfia" para acudir colegas enrolados. Ao final, a lisura do pleito fica sob suspeita não por fraude nas urnas, mas pela percepção, até dos jornais tradicionais, de que o STF escolheu lado.

Fim da neutralidade
Ministros abandonaram seus afazeres regulares para tomar decisões eleitorais, estabelecendo o desequilíbrio e o prejuízo à neutralidade.
Lula, o beneficiado
O caso mais visível foi o debate da Globo. Até regras previamente pactuadas foram desfeitas por intromissão judicial que beneficiou Lula.
Vale-tudo, até fake news
Gilmar validou reajuste no Bolsa Família, que havia negado a Bolsonaro, e Flávio Dino até deu força a fake news que prejudicava o adversário.
Vexame supremo
Ministros neutralizaram decisões do TSE e anularam os limites entre a judicatura e atuação política, ditaram o ritmo da reta final. Um vexame.

Fonte: https://diariodopoder.com.br/

sábado, 3 de outubro de 2026

Franklin Maxado concorre a cadeira na Academia Brasileira de Letras

Professor aposentado da Uefs e referência na literatura de cordel, ex-presidente da AFL recebe apoio de entidades culturais de Feira de Santana



O escritor e cordelista feirense Franklin Maxado formalizou candidatura à cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), anteriormente ocupada pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura. A informação foi comunicada pelo presidente da Academia Feirense de Letras (AFL), João Batista de Cerqueira, que anunciou o apoio da instituição à candidatura.

Nascido em Feira de Santana em 15 de março de 1943, Maxado tem 83 anos e trajetória como advogado, jornalista, poeta e xilógrafo. Professor aposentado da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), é um dos idealizadores do Museu Casa do Sertão. Ex-presidente da AFL, ocupa a cadeira 27, que tem como patrono o jurista e escritor Fernando Alves Dias. Também integra o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana, onde exerce a função de orador oficial.

Referência na literatura de cordel

Autor de centenas de cordéis, Franklin Maxado reúne uma produção que aborda política, acontecimentos cotidianos, personagens históricos, futebol e narrativas fantásticas. A atuação em feiras, espaços culturais e universidades contribuiu para ampliar a circulação da poesia popular nordestina e aproximá-la de públicos de diferentes regiões do país.

Além da criação literária e da xilogravura, Maxado se dedica ao estudo e à divulgação do cordel. Entre os livros publicados estão "O que é literatura de cordel" (1980), "Cordel, xilogravura e ilustrações" (1982) e "O cordel televivo" (1984), obras reconhecidas como referências para o conhecimento dessa expressão cultural.

Mobilização de entidades feirenses

Ao anunciar apoio à candidatura, João Batista destacou a atuação independente de Maxado em defesa das letras e da cultura nordestina, apresentando-o como Embaixador Feirense da Literatura de Cordel. Segundo o presidente da AFL, com o aval das respectivas presidências, será elaborado um manifesto em nome de quatro entidades. São elas, a Academia Feirense de Letras, a Academia de Educação, a Academia de Letras e Artes e o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana.

A cadeira 32 da ABL foi declarada vaga após a Sessão da Saudade em homenagem a Zuenir Ventura, realizada em 24 de setembro. O período de inscrições termina em 8 de outubro, e a eleição está marcada para 12 de novembro.

Fonte: Academia Feirense de Letras 


Glauber Rocha filmou seqüência de "Deus e o Diabo na Terra do Sol" em Feira de Santana


Geraldo Del Rey e Milton Rosa em "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (Fotos: Reprodução)


O filme "Deus e o Diabo na Terra do Sol", que completou 62 anos de lançado, teve seqüência filmada, com Geraldo Del Rey e Milton Rosa, em Feira de Santana. O então Campo do Gado Novo, na região onde hoje está o Boulevard Shopping, foi locação do mais importante filme brasileiro de todos os tempos.
A sinopse de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, 1964: O cangaceiro Manuel (Geraldo Del Rey) e sua mulher Rosa (Yoná Magalhães) são obrigados a viajar pelo sertão, após ele ter matado o patrão, Moraes (Milton Rosa). Em sua jornada, eles acabam cruzando com um Deus negro (Lídio Silva), um diabo loiro (Othon Bastos) e um temível homem (Maurício do Valle).
No livro que contém o roteiro de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, Civilização Brasileira, 1965, a constatação de seqüência realizada em Feira de Santana, que foi locação do mais importante filme realizado no Brasil em todos os tempos.
Seqüência 8 EXTERIOR. DIA. FEIRA DE GADO EM FEIRA DE SANTANA (na segunda-feira)
30. PG Fixo
Movimento da rua que leva à Feira do Gado; Manuel e outros vaqueiros cruzam a rua a trote; vaivém de vaqueiros, bois, cabras, tangerinos. Ruídos naturais.
31. PG Panorâmica
Feira do Gado. Movimento de bois e vacas. Muitos vaqueiros. Manuel entra, em companhia de outros, e vem se misturando na feira. Ruídos naturais; mugidos; ainda sons de violão dispersos; Manuel avança.
32. Panorâmica
Manuel entra pelos currais de gado; aproxima-se de um lugar onde estão os patrões, na compra e venda de bois; Manuel pára o cavalo. Um coronel conversa com outros; Manuel fala de cima do cavalo.
MANUEL: Bom-dia seu Moraes... Já trouxe as vacas... Mas morreu ainda quatro...
MORAES: Beberam no açude do norte?
MANUEL: Sim, sinhô. Era onde tinha água. Foi mordida de cobra... Trouxe doze vacas, queria fazer partilha prá acertá as contas...
MORAES: Num tem conta prá acertar... As vacas que morreram foram as suas...
33. PM
Manuel. Tempo. Ouve últimas palavras de Moraes. O mugido mais intenso das vacas; as vozes dispersas dos compradores e coronéis; Manuel desce do cavalo e vai até o coronel Moraes. Caminha lento e fala humilde; a câmara enquadra Moraes.
MANUEL: Mas, seu Moraes, as vacas tinha era o ferro do sinhô... Num pode ser logo as minhas que sou um home pobre... Foi azar é verdade; as cobras mordeu as reses do sinhô...
MORAES: Isso foi descuido seu, preguiça... Fica dormindo o dia inteiro e não olha o gado direito... Tá acabado e num quero conversa, que a lei tá comigo...
34. PM
Manuel ouve as últimas palavras do Moraes, como uma chicotada. Vira-se em PP. Ao fundo, Moraes continua conversando com os amigos; Manuel se contém um pouco e vira-se; aproimando-se até mais junto de Moraes.
35. PM
Manuel aproxima-se e fala:
MANUEL: Dá licença outra vez, seu Moraes... Mas que lei é essa?
MORAES (fora de campo): Quer discutir?
MANUEL: Não... Só tou querendo saber que lei é essa que num favorece meu direito...
MORAES (f/c): Quer discutir comigo? Já disse, tá dito... Você não tem direiro a vaca nenhuma...
MANUEL: Mas, seu Moraes, o sinhô num pode tirar o meu...
36. PM
MORAES: Tá me chamando de ladrão?
MANUEL (f/c): Quem tá falando é o sinhô...
Moraes subitamente se irrita e pega um rebenque. Vem até PP maior e grita:
MORAES: Pra você aprender, ordinário, filho da puta...
E bate violentamente com o rebenque, quatro vêzes.
37. PM
Manuel, como uma pedra, o rosto riscado de sangue, olhos fixos em Moraes.
38. PM
Moraes com o rebenque
MORAES: Ainda discute comigo?
Manuel, com o rosto riscado de sangue; corte no quadro; a mão de Manuel suspende um facão; corte, o facão; corte, Moraes; corte, o facão em crescendo maior, e um GRITO!

Jorge Amado morou duas vezes na Estância-SE


Assim era Jorge Amado quando morou em Estância

Por Carlos Modesto

Por haver escrito livros mostrando a maneira cruel como os coronéis do cacau enriqueceram em Ilhéus e Itabuna, no Sul da Bahia, protegidos pelas espingardas e pistolas dos seus capangas para conquistarem as terras férteis para o plantio do cacaueiro; por defender os trabalhadores rurais, vítimas da ferocidade dos donos da terra, e por ser simpatizante da ideologia da Aliança Nacional Libertadora (ANL), o escritor baiano Jorge Amado tornou-se vigiado pela polícia. Assim, seus amigos os aconselharam a afastar-se do Rio de Janeiro para ficar a salvo da arbitrariedade do governo Vargas. O escritor logo pensou em ir para a região Sul, no entanto, seu pai João Amado, filho da Estância-SE., dissuadiu-o de tal pensamento e o convenceu a abrigar-se no calor da terra dos seus ancestrais, chegando na Estância no ano de 1936.

Nesta cidade, passou quase um ano morando no Vitória Hotel, de Juca Nunes, jogando pôquer por noites inteiras com os amigos Tota, João Lima da Silveira (Capitão ou Kpitão, como assinava) e Osmar o criador do "Jornal Falado", impresso na extinta Casa Inglesa, brilhante empreendimento literário cujas crônicas notáveis eram censuradas por alguns e fartamente elogiadas pela maioria.

Colaborou com esse jornal a nata intelectual da Estância: João Nascimento Filho, Manoel Rodrigues do Nascimento (Nhô Galo), Ribeiro de Mesquita, João Lima da Silveira, Ernâni Prata e Armando Pacífico Guerra, todos eles estudados por Jorge Amado e transportados para os seus livros com fidelidade surpreendente. Os dois primeiros da lista acima são "João Fulgêncio" e o "Nhô Galo" do romance "Gabriela". Os demais figuram em "Terra Sem Fim", como também outros estancianos dos quais seus romances estão cheios - Dr. Jessé Fontes, Tota, Zéca Tripa e até Zinho, o trampolineiro.

Em março de 1937, Jorge Amado despede-se da Estância através de uma nota publicada no semanário "A Razão" e parte com destino a Salvador, Rio de Janeiro, e depois passa a excursionar pelo nosso continente, onde dessa viagem, nos fala na série de artigos "Rondas das Américas".

Segunda visita de Jorge Amado a Estância

Na data de 23 de junho de 1938, tornou a voltar ao nosso convívio, exatamente na véspera das festividades de São João, ficando deslumbrado com as fogueiras acesas no meio das ruas, de tal modo que, no ano seguinte, encantou os estancianos com uma sensacional Corrida da Fogueira. Logo que chegou, pretendia ficar por mais tempo que a vez anterior, então alugou uma casa na Rua Jackson de Figueiredo e ali escreveu "Capitães de Areia". Nessa casa, considerada mal assombrada por muitos, só tinha de sobrenatural a fama que o romancista lhe dera.

Maior e mais intensiva do que a primeira estadia, a situação sócio intelectual de Jorge Amado. Nesta segunda permanência na Estância, fê-lo credor do afeto e admiração de seu povo. Continuou colaborando com o "Jornal Falado", fez a Festa do Livro em benefício da Biblioteca Monsenhor Silveira, que funcionava na Casa Inglesa (minha mãe Helena contava sempre, que foi muitas vezes ali pedir livros emprestados), realizou concursos de beleza e o inesquecível réveillon no Grupo Escolar Gumercindo Bessa, acompanhado de uma encenação da peça "Sonho de uma noite de verão". A escola foi transformada, internamente, no cenário de uma das ruas de Salvador. Nas extremidades, as orquestras da União Têxtil, pertencente a Fábrica Senhor do Bonfim, e a de Nonô da Lira embalavam a representação. A exibição cênica foi um fracasso financeiro. A renda não cobriu as despesas, e os promotores tiveram prejuízo. Para cobrir o déficit, a solução encontrada foi montar pela primeira vez na Estância, no Cineteatro São João, uma magnífica revista musical de tema local, intitulada "A célebre Papelaria Modelo", texto escrito por Jorge Amado, com um resultado financeiro pífio, revelando outra vez, que o escritor na época, não era tão bom em empreendimentos financeiros.

Mas Jorge Amado não se deu por vencido e insistiu, mais uma vez, no palco do mesmo cinema, pertencente ao seu amigo Diógenes Freire Costa, em por em cena "Alô, Alô Estância", peça muito mais simples e despretensiosa, utilizando quase integralmente o mesmo elenco anterior foi um verdadeiro sucesso. Com o dinheiro apurado nesta última representação, foram saldadas as dívidas existentes.

O romancista declarou seu amor por Estância, escrevendo para a revista "Carioca", edição de 1938 na coluna "Coisas e aspectos do Brasil", a matéria "Estância, cidade de paz e alegria", contando de uma maneira leve e romântica coisas da nossa cidade.

Nessa mesma época, ele também escrevia para o jornal "A Razão" e uma de suas matérias, publicada nesse hebdomadário sob o título "As crianças estão morrendo", foi um grito de alerta que promoveu o movimento oficial para a construção da Casa da Criança, o primeiro lactário do Brasil, sob a orientação do Departamento Nacional da Criança.

A Casa da Criança foi construída na gestão do então intendente Leopoldo de Araújo Souza, em 1939, com a finalidade específica de distribuir leite pasteurizado de primeira qualidade às crianças. A casa mantinha uma nutricionista para promoção de palestras e cursos de puericultura, resultando daí a redução da mortalidade infantil. Como complemento dessa instituição láctica, foi instalado, nos fundos, um parque infantil, com escorrego, gangorras, argolas, trapézio e outras coisas. Ali, por morar na frente desse paraíso de entretenimento, quando era criança, deliciei-me, brincando e fazendo muitas travessuras, recordando-me dele com bastantes saudades e carinho.

Jorge Amado nunca esqueceu Estância, Algumas vezes a visitava para rever os amigos que aqui deixara, entre estes, o criador da Papelaria Modelo, João Nascimento Filho. Na verdade, para o romancista baiano, esta cidade representou para ele momentos apaziguantes, que o fizera esquecer das angustiantes dúvidas do que seria o seu futuro ante a ditadura Vargas.

Para quem não sabe, fica agora sabendo, que o famoso escritor morou duas vezes na nossa cidade, deixando entre nós lembranças maravilhosas. Cujas palavras marcantes escritas induziram a criação da Casa da Criança, uma instituição láctea, promoveu a Festa do Livro, transformou amigos em personagens dos seus livros, levando para longe o reconhecimento do nome da Estância.

Carlos Modesto é cinéfilo e membro da Academia de Letras e Artes de Salvador

Yves São Paulo lança "A Filosofia do Sertão"


 

O Ocidente que resistiu a bordo de um Boeing

Os israelitas a bordo, com a indispensável ajuda do comandante, perceberam que ou tratavam do assunto ou o assunto trataria deles. Já haverá "ativistas" a exigir a sua punição. 

Por Alberto Gonçalves para o Observador:

O Ministério da Saúde de Gaza (abro um avantajado parêntesis para notar que, a julgar pelas notícias que nos chegam, o governo de Gaza parece ter um único ministério, o da Saúde. Raramente se ouve alusões ao Ministério do Interior, que existe, nunca se ouve alusões ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que parece que está na Cisjordânia, e não há vestígios de um Ministério do Ambiente ou da Agricultura & Pescas. A preponderância da “pasta” da Saúde não admira, dada a desmesurada quantidade de hospitais, clínicas e estabelecimentos similares disseminados pelo território: sempre que Israel atinge um alvo ali, quase invariavelmente calha de ser um hospital. Às vezes, também acontece Israel atingir uma escola, embora não haja alusões nos “media” ao Ministério da Educação de Gaza. De qualquer modo, se descontarmos os escudos humanos, os massacres regulares de dissidentes, as penas brutais para homossexuais e adúlteras, a endoutrinação de criancinhas no ódio aos vizinhos e o pormenor de a generalidade dos “hospitais” e das “escolas” esconderem túneis e armazéns com propósitos bélicos, não há dúvida de que o Hamas valoriza imenso os cuidados médicos e a instrução) apresentou há dias um relatório com dados da natalidade e da mortalidade locais, identificando mortes por causas naturais e violentas.


Mesmo sem procedermos ao desconto recomendado quando a informação é produzida por uma organização de terroristas sanguinários, o relatório declara inequivocamente que a população de Gaza tem aumentado desde o início da reacção israelita ao 7 de Outubro (cerca de 1,2%). Aliás, tem aumentado de forma bastante superior à média global (0,8%), ainda que inferior ao crescimento estratosférico que se registava até à guerra, e que era dos mais elevados do mundo (2,5%). Em princípio, estas minudências deveriam bastar para provar, ou mínimo sugerir, que nem Israel cometia genocídio pela fome antes de 2023 nem comete genocídio pelas armas de 2023 em diante. Por muito que se estique o conceito, convém que o conceito cubra a “intenção” de exterminar um determinado “grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Logo, das duas uma: ou os israelitas são genocidas terminalmente incompetentes, o que não é provável se atendermos ao respectivo poder militar, ou os israelitas não são genocidas e apenas se esforçam por erradicar a ameaça de uma associação recreativa que lhes invadiu o país para raptar, torturar e matar homens, mulheres, velhos e bebés. Parafraseando um espécime especialista em pântanos, a ofensiva sobre Gaza não nasceu no vácuo.

Em suma, pois, é o próprio Hamas a involuntariamente explicar que Israel não está a praticar genocídio nenhum. Por azar, desconfio que as inúmeras pessoas que repetem a propaganda do Hamas sem parança e com zelo não vão repetir esta particular evidência. Acredito que, no seu íntimo, fiquem aborrecidas com a circunstância de em Gaza não morrer tantos inocentes quanto gostariam, o que tira verdade aos slogans que guincham por aí. Porém, como a mentira jamais perturbou essa gente, em público os “activistas” do rio até ao mar vão continuar a jurar que sim, que as políticas israelitas são genocidas e responsáveis directas pelo falecimento de dezoito ou dezanove milhões de meninas e rapazinhos que o Hamas, apesar do enorme empenho, foi incapaz de proteger. E se, movido por uma ingénua crença na redenção humana, um mensageiro lhes apontar as estatísticas demográficas divulgadas pelo Hamas, o mensageiro será devidamente insultado , com a indispensável referência à choruda “avença” com que o governo de Netanyahu patrocina os seus lacaios.

Não adianta. Às vezes, os amigos da Palestina não se vergam nem aos argumentos do Hamas, donde é escusado procurar iluminá-los com argumentos adicionais que provam que os actos de Israel depois do 7 de Outubro são uma luta pela sobrevivência e não o genocídio das lendas. É por exemplo escusado lembrar que Israel retirara de Gaza em 2005. E que forneceu a Gaza electricidade e água durante 18 anos. E que em 2024 facilitou a vacinação contra a poliomelite de centenas de milhares de crianças, além de, previamente a 2023, atender nos seus hospitais milhares de doentes vindos de Gaza. E que 20 mil cidadãos de Gaza trabalhavam em Israel. E que cada ataque é precedido por avisos. E que os riscos da ofensiva terrestre são assumidos para reduzir a morte de civis. Etc. As acções de Israel não configuram genocídio, mas o oposto: a resistência ao genocídio que o Hamas, cuja “carta” pede o assassínio de judeus, francamente gostaria de perpetrar. E que os simpatizantes do Hamas gostariam que acontecesse.

O comentador e escritor Douglas Murray reparou que o episódio do voo Dubai-Telavive é uma analogia bastante precisa destes três (?) anos de guerra no Médio Oriente. Perante o perigo, suscitado pelo radicalismo islâmico, os israelitas a bordo, com a indispensável ajuda do comandante, perceberam que ou tratavam do assunto ou o assunto trataria deles. Eles trataram do assunto e tudo correu bem, felizmente para quem prefere os chamados valores ocidentais, infelizmente para quem, mesmo no Ocidente, escolhe os princípios do terror. A fim de manter a analogia, por aqui e por ali, nos “media” não faltaram notícias que, mais do que os factos, revelaram o desapontamento dos “jornalistas” que as assinaram. Uns garantiram que a coisa não passou de um “desentendimento” entre os pilotos – de cortar à faca, esqueceram-se de acrescentar. Outros insinuaram a escassa credibilidade da história através do recurso à atribuição (céptica) de fontes: “Um oficial de segurança israelita afirmou que…”; “Segundo Netanyahu…”.

Suponho que, a esta hora, já haja “activistas” a exigir a punição dos israelitas que entraram no cockpit (pelo crime de violação do direito internacional), que imobilizaram um dos raros muçulmanos a bordo (pelo crime de racismo), e que lhe aplicaram ou deviam ter aplicado uma valente carga de porrada (pelo crime, lá está, de genocídio). Caricatura? Os “anti-sionistas” é que costumam caricaturar judeus para legitimar o ódio que lhes têm e os genocídios com que sonham. Já era assim em 1933.

Fonte: https://otambosi.blogspot.com/

Empresa fantasma que trabalhou para Maduro gastou até R$ 2 milhões em anúncios contra Flávio

PT usou o aso para denunciar "138 anúncios negativos" contra Lula, mas Flávio foi alvo de mais de 600

Uma rede de sites fabricados em série e páginas patrocinadas concentrou ataques a Flávio Bolsonaro (PL) em anúncios pagos, segundo apuração da plataforma A Investigação. A empresa que figura como pagadora de parte das peças, a Corporativo Lam, LLC, já havia usado a mesma conta verificada no Google para divulgar campanhas de órgãos do governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

O PT levou a operação ao gabinete do ministro Flávio Dino, no STF, como possível caso de "interferência estrangeira" nas eleições. A petição citou 138 anúncios negativos a Lula, número tirado de levantamento da Agência Lupa. O mesmo material, porém, já apontava cerca de 600 peças contra Flávio. Na amostra examinada pela reportagem - 1.428 anúncios de 70 páginas -, 514 foram classificados como ataques diretos ao senador e ele aparece como personagem central em 627.

A Corporativo Lam está registrada em Delaware, estado americano conhecido pelo anonimato dos proprietários. O cadastro indica a formação da empresa e o agente registrado, mas não identifica quem a controla nem quem a contratou para atuar no Brasil. Há indícios que apontam para a República Dominicana; o mandante e a origem do dinheiro seguem sem identificação.

A rede reuniu 76 páginas no Facebook e 40 endereços com aparência de portais brasileiros. Trinta e sete desses domínios foram registrados em 6 de setembro, em sequência de cerca de 50 minutos. Os sites compartilham token de verificação do Google e estrutura de navegação idêntica, embora exibam nomes, marcas e cidades diferentes. Até o fim de setembro acumulavam cerca de 130 mil artigos, muitos reescritos automaticamente a partir das mesmas pautas. Uma mesma matéria política chegou a aparecer em 20 portais no mesmo segundo.

Os anúncios começaram em julho, antes da maior parte dos sites existir. Naquela fase favoreciam Renan Santos (Missão) e atacavam Flávio; a partir de setembro passaram a impulsionar Augusto Cury (Avante), sem tirar o senador do centro dos ataques. Em 23 peças de 20 páginas, a operação reimpulsionou vídeos produzidos pela coligação Lula-Alckmin - com nome e CNPJ da campanha visíveis -, entre eles um que chama Flávio de "o pior dos Bolsonaros" e outros que o associam a Daniel Vorcaro e Rodrigo Bacellar sob a palavra "PRESO".

Nas faixas informadas pela Meta, o gasto desses 1.428 anúncios fica entre US$ 210 mil e menos de US$ 385 mil (cerca de R$ 1,1 milhão a R$ 2 milhões). O investimento no Google não entra nessa conta. A plataforma removeu parte das peças por descumprimento das regras de publicidade política, sem identificar o contratante.

O histórico venezuelano da Corporativo Lam - 37 anúncios entre abril e maio, inclusive de órgãos do governo Maduro - e o reimpulsionamento dos vídeos da coligação não comprovam que Maduro, Lula ou o PT tenham financiado a ofensiva. Os registros mostram Flávio como principal alvo da rede levada ao STF. Quem encomendou a campanha permanece desconhecido.

Fonte: https://diariodopoder.com.br/

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Arquiteto feirense Hugo Ribeiro é destaque de 2026 pela revista 'Exame'

Único representante da Bahia na seleção, profissional celebrou o reconhecimento em encontro realizado em São Paulo


O arquiteto feirense Hugo Ribeiro (Fotos: Divulgação) foi selecionado entre os Arquitetos de Destaque de 2026 pela revista 'Exame'. Único representante da Bahia na lista, o profissional, que atua em Feira de Santana, Salvador e São Paulo, participou do coquetel de celebração no dia 28 de setembro, no Hotel Rosewood, na capital paulista.

O encontro reuniu os profissionais selecionados e contou com a presença de Amanda Ferber, responsável pela curadoria. Na ocasião, Hugo recebeu uma placa de reconhecimento por sua participação na seleção. "Uma honra fazer parte da seleção de 15 escritórios que estão trazendo novas ideias para a arquitetura brasileira. Estar nessa lista como o único arquiteto da Bahia tem um significado muito especial para mim. Nunca imaginei ser reconhecido dessa forma", ressaltou.

Nascido em Feira de Santana, Hugo tem mais de dez anos de experiência e atua em arquitetura de interiores, produção visual e design de mobiliário. Seu trabalho explora memória, cor e identidade brasileira. Essas referências estiveram presentes em sua cozinha e jantar na CasaCor Bahia 2026, um ambiente inspirado nas lembranças do interior e na estética dos anos 1970, com materiais naturais e peças autorais.

A seleção da 'Exame' soma-se a outros reconhecimentos recentes. Em fevereiro deste ano, o projeto Apartamento Saint Remy foi capa da 'Casa Vogue Brasil', após conquistar o primeiro lugar no concurso promovido pela revista em parceria com a Todeschini.

Além dos projetos de arquitetura e interiores, Hugo atua como produtor visual, designer de móveis e palestrante. Também compartilha sua experiência com arquitetos e designers por meio de cursos e encontros sobre criação, produção e participação em mostras.

Veja aqui edição completa da Exame, com os arquitetos selecionados.

Enviado por Orisa Gomes - Jornalismo Notre Comunicação

Confiança na vitória de Flávio Bolsonro infla a Bolsa, que passa dos 190 mil pontos

Confiando em pesquisas internas, na média das pesquisas de intenções de votos e também no desempenho da bolsa de apostas Polymarket, o mercado financeiro está convencido de que o senador Flávio Bolsonaro vencerá as eleições.

É esta confiança que tem comandado as continuadas altas na Bolsa e na queda continuada do dólar.

Esta tarde, agora, 16h33min, a Bolsa sobe 2,52%, passando dos 190 mil pontos.

Em contrapartida o dólar vai caindo -0,08%, atingindo R$ 5,2163.

A confiança do mercado financeiro na vitória de Flávio Bolsonaro chega perto do sentimento de euforia.

Fonte: https://polibiobraga.blogspot.com/

Chance de vitória de Flávio dispara e chega a 62% nas apostas da Polymarket e Kalshi


Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República | Foto: Charles Vieira / Campanha Flávio

Por Claudio Humberto

Apostas na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) passaram dos 62% nesta quinta (1º) na plataforma de apostas e previsões Polymarket, e dos 61% na prestigiada Kalshi, também dos EUA. É o maior patamar de Flávio em mais de 12 meses. Apostas na reeleição de Lula (PT) despencaram para 38%. As plataformas têm elevado índice de acerto: os investidores nesse negócio contratam os melhores consultores e se valem de pesquisas detalhadas para orientar apostas milionárias. Na Polymarket, apostas na eleição brasileira mobilizam cerca de US$ 20 milhões (R$104 milhões).

Passou e abriu

Flávio superou Lula em 13 de setembro, nas apostas na Polymarket, e não saiu da liderança. O petista liderou as apostas por mais de um ano.

Outro cenário

Há também quem aposte no candidato que ficará em 2º na eleição. Lula saltou de 5% a 28% entre os que apostam na sua derrota.

Terceiro colocado

A chance de vitória de Renan Santos (Missão) é de apenas 0,3%, longe dos 17% que chegou a obter em junho deste ano. É o 3º colocado.

Sobe-e-desce

Lula liderou nas plataformas entre setembro de 2025 e maio deste ano, quando Flávio virou por três semanas, e voltou à frente até setembro.

Fonte: https://diariodopoder.com.br/

Melaram o debate: Entidades acusam que intervenção do STF e TSE é agressão à liberdade de imprensa

Abert, Aner e ANJ manifestaram indignação contra atos de ministros que desrespeitaram a lei e acordo entre debatedores

Três importantes entidades associativas que representam veículos de comunicação divulgaram nota conjunta, na noite desta quinta-feira (1º), manifestando "profunda indignação" com a intervenção de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para "melar" o tradicional debate da TV Globo, último antes da eleição de primeiro turno, que permitiria o confronto de ideias dos candidatos a Presidente da República.

Na nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizaram com a emissora e protestaram contra a iniciativa de magistrados de notórias ligações ao Palácio do Planalto para intervir "nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno."

"As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada", adverte a nota. "É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos. 

A Aberte, Aner e ANJ lamentaram que "os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate."

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Visão de "O Bandido Giuliano"


Visão do drama "O Bandido Giuliano" (Salvatore Giuliano), de Franceso Rosi, 1962. 
O filme usa técnicas do documentário e narra a carreira criminosa do bandido siciliano Salvatore Giuliano entre 1943 e 1950. O diretor ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim.

Embora seja o personagem título do filme, Giuliano é visto brevemente, como um homem morto e como uma figura indistinta, interpretada por Pietro Cammarata

O elenco é formado principalmente por não profissionais locais como atores. Conhecidos somente Frank Wolff e Salvo Randone.

Em 2008, foi incluído nos 100 filmes italianos a serem salvos pelo Ministério do Patrimônio Cultural da Itália, uma lista de uma centena de filmes que "mudaram a memória coletiva do país entre 1942 e 1978".

Em 1950, o bandido Salvatore Giuliano , de 28 anos, é encontrado morto a tiros em um pátio siciliano. Pouco é o que parece. O filme vai e volta entre o final da década de 1940, quando Giuliano e outros réprobos foram recrutados por políticos separatistas para lutar, e os dias que antecederam e se seguiram à morte de Giuliano. Depois que o autogoverno da Sicília for declarado, os bandidos serão perdoados conforme prometido? E por que Giuliano ordena que sua gangue atire em um comício pacífico no Primeiro de Maio? A polícia, os carabinieri e a máfia têm seus usos para ele. Há um julgamento após sua morte: a verdade virá à tona ou o código de silêncio ajuda a proteger os que estão no poder?