Opção de transferência bancária para a Pessoa Física: Dimas Boaventura de Oliveira, Banco do Brasil, agência 4622-1, conta corrente 50.848-9

Clique na imagem

*

*
Clique na logo para ouvir


Telefones: (71) 3634-6194/ 6197/ 6060 - (71) 99965-4537 * E-mails: cpl@construtorapereiralima.com.br - construtoraplima@terra.com.br * Site: https://construtorapereiralima.com.br/

Vem aí!

Vem aí!

Segunda semana no Orient Cinemas Boulevard

Segunda semana no Orient Cinemas Boulevard
13h30 - 14 - 17 - 17h30 - 20 (Dublado) - 20h30 (Legendado)

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Aquelas palavras memoráveis: 'Volte na Próxima Semana'


O diretor William Witney quando jovem, com alguns dos seus famosos personagens que dirigiu na Republic Pictures. Meu ícone dos seriados

Por Carlos Modesto

Para os garotos do pretérito, vidrados em cinema, as palavras: "Volte na Próxima Semana", os fazem imediatamente, voltarem aos seus tempos de criança. Qual o garoto, frequentador assíduo das matinês esqueceram dessas formidáveis palavras? Acredito, nenhum. Esta sentença era semanalmente gravada no final de cada episódio dos seriados, que tanto marcaram a infância de cada um de nós, felizardos, que viveram naquele memorável tempo de saudade.

Eu, igualmente, aos meus contemporâneos infantis, adorava os filmes em capítulos semanais. Muitos desses filmes sempre eram exibidos depois da última película projetada de cada sessão de cinema. Gostávamos das galopantes "fitas" de faroeste, mas os seriados eram as nossas principais atenções.

Foram tantos títulos inesquecíveis que ficaram em nossos sensórios, que quando encontramos atualmente os verdadeiros cinéfilos do passado para uma conversação informal sobre os seriados, rapidamente tais nomes voltam logo à memória. Por exemplo, A deusa de Joba, O guarda vingador, Os demônios do círculo vermelho, A mulher tigre, O terror dos espiões, O maravilhoso mascarado, O falcão da floresta, O rei da polícia montada Os perigos de Nyoka, As aventuras do Capitão Marvel entre outros, de imenso sucesso, todos eles produzidos pelos estúdios da Republic Pictures, e realizados pelo magistral diretor dessa empresa, William Witney. Naquele tempo, as películas cinematográficas, só eram conhecidas pelos nomes dos atores e atrizes. Os dublês, os principais responsáveis pelas cenas de ação e perigo, seus nomes sequer apareciam na ficha técnica, Depois, com a continuidade, eles ficaram bastante conhecidos. Yakima Canutt, o rei dos dublês, David Sharpe o príncipe dos dublês, Dale Van Sickel entre tantos, foram alguns desses maravilhosos experts acrobáticos dessas películas encantadoras, que tantas emoções e saudades nos deixaram.

Conhecer uma dessas figuras pertencente ao meio artístico de Hollywood daquele tempo era sonho irrealizável para a pessoa comum daquela época. Mas, depois, houve uma mudança radical, livros e revistas começaram a contar as vidas desses personagens fantásticos, onde ficamos sabendo tudo a respeito deles. Em referência ao diretor William Witney, cuja admiração pelas suas realizações fizeram-me tornar o seu fã incondicional, no final da sua vida, durante um festival de cinema internacional nos Estados Unidos da América, quando ele estava lançando e autografando livros da sua criação, e ele sabendo através de um amigo meu daqui do Brasil, que se encontrava lá, da minha grande admiração pelo seu excelente trabalho nesses tipos de filmes, logo autografou seu livro "Relembrando Trigger" (o cavalo do cowboy Roy Rogers) e mandou para mim, cuja obra guardo com muito carinho. Quem diria que o garoto Carlos Modesto, nascido numa pequenina cidade do Sul de Sergipe, iria um dia receber este maravilhoso presente das mãos desse memorável diretor admirável da tela prateada.

Devo lembrar, que, para o menino perder um desses capítulos semanais, significava uma tristeza inconsolável. Certa vez, com a idade aproximada de oito anos de idade, num certo domingo dos anos 50 do século passado, amanheci com um mal-estar intestinal, causando idas frequentes ao sanitário, Nesse tempo morava com minha avó paterna na Praça 7 de Setembro, em Estância, Sergipe. E ela proibiu de naquela tarde eu ir para a minha ansiada matinê. Coisa que não fiquei conformado. Chorava desesperado, parecia, que o mundo tinha acabado para mim, perder o episódio do maravilhoso seriado O misterioso Dr. Satã, dirigido pelo meu ícone William Witney, era demais, mas mesmo assim, com a saída espontânea e sem controle dos excrementos intestinais, não podia deixar de assistir o meu adorado seriado. Troquei de roupa as escondidas da minha querida avó, abri a porta devagarzinho, e fugi como um relâmpago em direção da casa de projeção.

Bem, havia andado uns cinco minutos, a vontade imperiosa de evacuar apareceu de súbito, procurei um lugar solitário para fazer aquela necessidade fisiológica, não encontrei, borrei a calça curta que usava. Mas continuei em frente em direção ao meu ansiado destino. Ao chegar na Avenida Getúlio Vargas (antiga Rua Nova), novamente surgiu nova vontade incontrolável de defecar. Olhei para um lado e outro da avenida, e, então, aproximei-me de uma igreja evangélica, que ali existia, estava fechada e tinha um pequeno muro na entrada. Um esconderijo perfeito para fazer o que desejava. Acabado o ato, não encontrei papel para limpar-me, segui em frente naquele estado - nunca esqueci desse lugar, quando visito a cidade e por ele passo a lembrança vem logo à tona. Ao chegar no cinema, comprei o ingresso e entrei no salão de projeção.

No meu pensamento de criança, achava, que as pessoas não iam sentir o odor de fezes alojadas em mim. Procurei sentar numa cadeira mais afastada do local usualmente usado por mim, que era em frente da tela, indo me alojar no final da carreira das poltronas, com aquela imaginação infantil de não ir muita gente para ali, fiquei encolhidinho até o final da matinê. O cinema lotou, e eu quietamente ouvia sussurros de algumas pessoas sentido o fedor de merda. São coisa de cinema... Tenho certeza, que casos semelhantes aconteceram com outras crianças de então.

Voltando ao encanto dos seriados, devo esclarecer, que, no começo do cinema mudo, quase todos os estúdios faziam esses tipo de filme. Depois, com o tempo do cinema sonoro, foram apenas continuados com os estúdios da Universal International, (que fez três seriados fantásticos: Flash Gordon conquistando o mundo, Flash Gordon no planeta Mongo e Flash Gordon no planeta Marte), a Columbia Pictures e a memorável Republic Pictures, que tinha o símbolo de uma águia num pedestal.

Explicar a sensação que sentíamos de ver no écran aquelas cenas de ação, onde os socos dos mocinhos e vilões em suas lutas não caiam os chapéus (para não mostrar os rostos dos dublês), explosões dentro de uma cabana com o herói dentro, carruagens caindo no precipício com o corajoso intérprete em seu interior, em outros momentos, ele se encontrava numa esteira rolante desmaiado ou amarrado aproximando-se de uma serra gigantesca, explosões de cabanas e cavernas, ou com o herói desmaiado dentro de uma canoa que se aproximava de uma gigantesca cachoeira, alçapões perigosos, portas que apertavam, areia movediças, aviões caindo com o corajoso intérprete etc. etc. Esses eram os clichês usuais nesse tipo de filme, que ficaram marcado no nosso tempo de criança. Eram momentos que levávamos para fora do cinema para apostarmos com nossos amiguinhos, revistas em quadrinhos, estampas do sabonete Eucalol e soldadinhos de chumbo, para adivinhar quem acertava de como o artista conseguia escapar daquelas proezas de faz-de-conta. Esses momentos encantadores com as palavras "Volte na Próxima Semana", jamais serão esquecidos na criança, que ainda vive em nós.

Carlos Modesto é cinéfilo

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Da bossa nova ao axé music, música brasileira encontra novos públicos e oportunidades no exterior; cantora feirense explica o fenômeno

O mercado cultural europeu tem ampliado o espaço para apresentações de artistas brasileiros, impulsionando a exportação da música nacional. A cantora Kaline Rabelo explica como esse movimento vem abrindo novas oportunidades para quem busca uma carreira internacional.



A música brasileira segue conquistando o público global em um movimento contínuo de expansão. Se nos anos 1960 artistas como Tom Jobim, Astrud Evangelina e João Gilberto apresentaram a Bossa Nova ao mundo, a cena atual se renova com expoentes da música contemporânea que levam a brasilidade a novos palcos.

Para além dos gêneros consolidados por ícones históricos, a exemplo do samba de Carmen Miranda e Jorge Ben Jor e dos arranjos globais da Bossa Nova, estilos como forró, sertanejo, funk, frevo e o axé também integram programações culturais internacionais. Essa "diversidade" tem aberto oportunidades concretas para artistas que buscam expandir suas carreiras no exterior.

É nesse cenário que a cantora e compositora de Feira de Santana, Kaline Rabelo encontrou a oportunidade de internacionalizar sua trajetória. Após construir carreira no sertanejo e lançar sucessos como o hit "Bilhete", em parceria com Maria Cecília & Rodolfo, e "Desaprendi a Ser Solteiro", a artista iniciou uma nova fase dedicada ao axé music. A mudança resultou na criação do projeto Soul Axé, homenagem aos 40 anos do movimento musical, e recentemente levou Kaline ao circuito Eurofollia, com apresentações nas cidades de Lisboa, Porto e Milão.

"A turnê foi a confirmação de que existe um interesse real pela música brasileira e, principalmente, pelo axé music. Eu imaginava encontrar brasileiros com saudade de casa, mas me surpreendi ao ver muitos europeus curiosos para entender a história do axé, perguntando sobre os artistas, sobre o Carnaval e sobre a origem daquele movimento. Foi muito bonito perceber que nossa música desperta esse interesse e consegue criar conexões mesmo com pessoas que não falam a nossa língua. O palco acabou se tornando um espaço de troca cultural", relata a cantora.

Segundo Kaline, a experiência também representou um novo momento para sua carreira. Após anos dedicados ao sertanejo, a cantora decidiu investir na identidade musical que sempre fez parte da sua formação artística, aproximando o público de um repertório que reúne clássicos do axé e interpretações contemporâneas. A artista passa a ocupar um espaço de circulação internacional em um momento em que o axé music segue mobilizando públicos para além da Bahia.

"O sertanejo foi muito importante para minha história, foi através dele que gravei músicas que marcaram essa trajetória. Mas eu sempre carreguei a Bahia comigo. O Soul Axé nasceu justamente deste desejo de voltar às minhas raízes e mostrar que o gênero continua vivo, dialogando com novas gerações e também com públicos de outros países. Volto ao Brasil com a certeza de que existe espaço para o axé fora do país e com muita vontade de construir essa ponte entre a Bahia e a Europa", afirma.

Além dos shows, a passagem pelo velho continente permitiu que a artista estreitasse relações com produtores, empresários e organizadores de eventos internacionais. Durante a passagem pela Europa, Kaline participou de um encontro com a banda Resenha do Samba do Porto na festa 'Samba no Porto', fortalecendo sua relação com artistas e produtores que movimentam a cena brasileira em Portugal. A experiência abre novas possibilidades para a cantora, que já prepara uma música inédita pensada especialmente para o público internacional.

"A internacionalização não acontece apenas quando fazemos um show fora do Brasil. Ela acontece quando construímos relacionamentos, mostramos a força da nossa cultura e fazemos com que as pessoas queiram conhecer mais sobre ela. Ouvir as pessoas dizendo que se sentiram na Bahia através da nossa música foi emocionante. Esse carinho mostrou que o axé continua atravessando fronteiras. Quero que esse seja apenas o início de uma história ainda maior", conclui.

Fotos: Caique Bouzas

Enviado por Antonio Anselmo - Assessoria de Imprensa


Adidas inaugura primeira unidade em Feira de Santana no Boulevard Shopping

Loja é a primeira da marca no interior da Bahia e chega ampliando o mix de marcas internacionais na região


O Boulevard Shopping Feira de Santana passa a contar com a primeira loja da Adidas no interior da Bahia, reforçando o posicionamento do empreendimento como um dos principais polos de compras e experiências da região. A inauguração, nesta sexta-feira, 14, representa um novo momento para o varejo local, ampliando o acesso do público a uma mais uma grande marca internacional. 
Localizada próximo a Farm, a loja reúne um portfólio diversificado com produtos voltados para diferentes perfis de consumidores, desde atletas até clientes que buscam conforto e estilo no dia a dia. 

"Receber a primeira Adidas do interior da Bahia é um marco importante para o Boulevard. Seguimos trabalhando para oferecer uma maior diversidade de lojas para os nossos clientes e contribuir cada vez mais com o desenvolvimento da nossa cidade", destaca Caio Gama, superintendente do shopping. 

Além de ampliar o mix de operações do shopping, a nova unidade contribui para a geração de empregos e para o fortalecimento do comércio local, impulsionando a chegada de novas operações e o crescimento do varejo na região.

Enviado pela ComunicAtiva associados

Da Bahia para o Brasil, Cinara aposta na força da "black music e afrobeats" no reality show Estrelas da Casa

Jovem do bairro de Castelo Branco, na capital baiana, a cantora e compositora Cinara é uma das participantes do reality 'Estrelas da Casa', que vai ao ar a partir do dia 25 de agosto. 



Da periferia de Salvador, a cantora e compositora Cinara (Foto: Edgar Azevedo), um dos expoentes do R&B no Brasil, vai representar a Bahia no reality 'Estrelas da Casa'. No auge dos seus 22 anos, a voz que surgiu das periferias e já considerada a "promessa" do R&B, vai em busca dos seus sonhos a partir do dia 25 de agosto.

Integrando a terceira temporada do 'Estrelas da Casa', apresentado por Ana Clara e com participação da conselheira Anitta e do mentor Junior, a artista leva toda a torcida de Salvador e do bairro do Castelo Branco para dentro da casa mais vigiada da temporada.

"Gente, socorro, é real! A ficha ainda não caiu, mas a mala está pronta e o coração está a mil por hora. Estou mega feliz, empolgada e pronta para dar o meu sangue em cada prova e em cada show", comenta a artista. 

Recém-anunciada como participante do reality, Cinara aposta na força arrebatadora que ressoa além dos ritmos, atingindo diretamente a alma. Sem abrir mão da cultura preta e dos clássicos que difundiram o pop, o soul e o afrobeat no Brasil, através de nomes como Etta James, Beyoncé e Tems, além de inspirações nacionais, ao som de IZA, a artista leva agora seus sonhos, desafios e a dedicação de um talento promissor para o palco nacional, pronta para emocionar todo o país.

Defensora da "black music" e reconhecida pelos seus ídolos publicamente, pela diva do R&B brasileiro, IZA, Cinara conquistou uma legião de fãs apaixonados pelas letras, melodias e a riqueza de tonalidades em seu timbre vocal. Voz idealizadora da canção "Quanto Tempo Temos", que soma mais de três mil visualizações no YouTube, Cinara traz a música como combustível para lutar pelos seus sonhos e inspirar as mulheres pretas a ir em busca dos seus desejos, objetivos e aspirações. 

Mesmo com pouca idade, a artista já acumula mais de 100 composições autorais e acompanha o legado deixado pela família. Apresentada a grandes nomes da música desde cedo pelo seu padrasto, como o ícone do reggae Bob Marley, a artista firmou suas raízes nas periferias de Salvador, misturando gêneros e criando composições que falam abertamente com o coração do público. Galgando "degrau por degrau" na cena alternativa, a oportunidade de evidenciar seu vozeirão ao mundo chegou após sete anos de carreira artística - iniciada em 2019.  

Ao longo da carreira, Cinara também dividiu o palco com nomes como Hiran, Lazzo Matumbi e ÀTTØØXXÁ, consolidando seu espaço entre importantes representantes da música baiana e nacional. A cantora ainda protagonizou um momento marcante na casa de Caetano Veloso, onde cantou ao lado de Seu Jorge, Sophie Charlotte e Hiran

Levando agora a torcida baiana para o 'Estrelas da Casa', Cinara escreve um novo capítulo em sua história, reafirmando o talento que lhe rendeu o apoio de familiares, amigos, vizinhos e fãs. De um lugar improvável para o maior palco da temporada, a cantora pretende levar sua autenticidade, a potência vocal e a força da música preta para o reality show da Globo, que vai ao ar a partir do dia 25 de agosto, com apenas um grupo saindo campeão da edição. "Preparem a torcida, mandem boas energias e vamos juntos!", conclui.


Enviado por Antonio Anselmo -  Assessoria de Imprensa

Anatomia de uma sessão de cinema do passado



Por Carlos Modesto

Para o verdadeiro cinéfilo, recordar uma sessão de cinema, é voltar a um pretérito fascinante das nossas vidas. A sensação sentida dentro de um salão umbroso vendo a passagem de uma película cinematográfica ante os olhos, era pura emoção.  Algo muito difícil de explicar ao espectador atual.
Tudo começava no intervalo antes da projeção, com a chegada do público ao interior do cinema, ouvia-se melodias tocando até chegar o momento do prefixo da música, que na maioria das casas de projeção usava: a abertura da ópera O Guarany, de Carlos Gomes. Nas matinês, devido a participação maior da criançada, ecoavam gritos e assovios, peraltices e algumas vezes batidas dos assentos das cadeiras, enquanto nas soirées a plateia era mais comportada. Com a parada do prefixo musical, escutava-se o som de três batidas de tambor, ao mesmo tempo em que a cortina se abria, as luzes iam trocando de cores até o escurecimento total, quando, então, iniciava a projeção esperada na tela prateada.
Mostrava inicialmente o jornal cinematográfico com notícias muitas vezes defasadas do noticiário brasileiro, depois, em outras ocasiões, surgia outro jornal estrangeiro projetando notícias internacionais. Exibiam-se documentários sobre outros países, complementos diversos, trailer dos filmes a serem exibidos na próxima semana, e até desenhos animados. Enfim, o filme começava. E com o final da película, aparecia o ansiado seriado semanal, deixando o desfecho de cada capítulo em suspense com as famosas palavras: "Volte na próxima semana".
Com a continuidade, os cinemas começaram a exibir dois filmes e dois episódios de um seriado. E logo depois, foram criadas as sessões contínuas com apenas um filme, que foram consolidadas em todo mundo.
Dentro e fora de um templo cinematográfico aconteciam eventos formidáveis dos tipos que foram mostrados no magnifico filme Cinema Paradiso, de 1988, do diretor italiano Giuseppe Tornatore, onde muitas cenas dessa película em referência aos nossos cinemas não são meras coincidências.
No lado externo de um desses cinemas, era comum as trocas, compras e vendas de revistas em quadrinhos.  No interior do salão, havia a mocinha que ia debutar pela primeira vez, o vestidinho comprado por seus pais, ocorriam também, os namoricos inocentes, e as vezes picantes, que aconteciam nos momentos das cenas "noir" entre jovens e adultos, onde em muitos deles nasciam ali e terminavam em futuros casamentos, e, enfim, grandes amizades nasceram dentro de um cinema. Além de tudo isso, o cinema era um arauto cultural.
As deusas e os deuses do celuloide
Os atores e atrizes da tela prateada eram considerados deuses e deusas, eram estrelas inacessíveis para o homem ou mulher comum, conhecer um ator ou atriz de fama internacional, era um sonho impossível, mas o cinéfilo se conformava com uma foto do seu artista preferido, pedido aos estúdios de Hollywood, que depois era enviado pelos secretários desses artistas, e o fã embevecido se emocionava pensando que a foto tinha sido enviado pelas mãos dos seus adorados astros ou estrelas.
Quando se assistia um filme o espectador mais sensível, macho ou fêmea, muitas vezes se apaixonava pelo ator e a atriz do filme em questão. Meninos e rapazes saíam do cinema com as imagens ainda latentes projetadas em seus sensórios, levando para a cama, onde sonhavam com elas namorando, beijando e até mesmo vivendo em colóquio amoroso com essas artistas dos seus sonhos. O covarde, durante o espaço de três ou quatro horas assistindo os filmes de ação, se transformava num herói. A mocinha angelical, tímida e lânguida, vendo as cenas amorosas do seu galã preferido, tornava-se de imediato, fogosa e ardente em seus sonhos íntimos. O cinema tinha essa força de seduzir as massas, Os close-ups desses astros e estrelas projetados nas cenas dos seus filmes tinha o grande poder de hipnotizar a plateia de ambos os sexos.
O mais interessante, era, que, nesses filmes do passado, quando uma atriz entrava numa toalhete, ia apenas para retocar a maquilhagem e nunca para fazer alguma necessidade fisiológica, dando-se a entender que as mesmas não praticavam esses atos. As estrelas americanas primavam pela beleza dos seus rostos, mas corpo perfeito só de algumas delas, como por exemplo, Marilyn Monroe, Kim Novak, Hedy Lamarr, Paulette Goddard, Piper Laurie, as atrizes bailarinas Eleanor Powell e Cyd Charisse entre outras. Quando os filmes franceses e mexicanos começaram a encetar nos cinemas brasileiros, mostrando os nus das atrizes do primeiro, e as danças provocantes das rumbeiras do segundo, um novo tipo de espectador nasceu: os famosos onanistas ou "punheteiros" de cinema. O cinema francês abriu o espaço para mostrar seios e nádegas das suas estrelas, enquanto o México mostrava as lindíssimas bundas estonteantes adornadas com sensuais bíquinis das suas famosas estrelas Maria Antonieta Pons e Ninón Sevilla (primórdio do grupo O Tchan). Era uma maneira de superar a repressão sexual daquele tempo da geração Zéfiro (autor dos famosos catecismos pornográficos). Acredito, que muitos espectadores de cinema tiveram seu harém mental cheio das estrelas que idolatravam, para os momentos de autoerotismo glorioso de prazer solitário.
O glamour dos astros e estrelas de Hollywood
Outra faceta interessante que Hollywood mostrou ao mundo, foi o seu glamour desenvolvido na tela prateada, onde suas atrizes usavam vestimentas suntuosas criadas especialmente para elas, pelos mais famosos costureiros da época, era um vislumbre sem igual. Outra coisa, esses costumes muitas vezes tiravam os defeitos existentes em muitas delas. Para quem tinha corpo malfeito usava-se artifícios protésicos para corrigir o defeito. As famosas joias deslumbrantes que eram utilizadas em seus punhos e pescoços encantavam os espectadores. Os restaurantes famosos, os veículos da nova geração ajudavam a formular a fantasia de mundo de faz de conta do cinema hollywoodiano.
A mensagem que marcava
E finalmente o cinema tinha a força de ditar moda e influenciar o modo de viver do indivíduo de qualquer parte do planeta. Os veículos, modernidades eletrônicas mostradas em seus filmes, imediatamente chamavam a atenção do público, que certo presidente americanos citou em alto e bom som: "Para onde vão nossos filmes, vão o interesse em outras nações de comprarem os nossos produtos". O ator Clark Gable numa cena do Filme Aconteceu Naquela Noite, de 1934, do diretor Frank Capra, estava numa cena com a atriz Claudette Colbert, num pequeno quarto de hotel de estrada, a estrela vendo o ator sem camisa de física (muito em noda no mundo inteiro), perguntou ao mesmo se ele não usava esse tipo de camiseta, cuja resposta foi não. De repente, muitos americanos deixaram de usar a famosa vestimenta, caindo suas vendas em mais de 50%. O ator James Dean no filme Juventude Transviada, de 1955, dirigido por Nicholas Ray, usou em muitas cenas desse filme um blusão de cor vermelha que fez a cabeça dos jovens de então, do mundo inteiro, a usarem esse tipo de jaqueta. Houve um tempo em que os homens e mulheres isentos de beleza não tinham vez com seus parceiros opostos, pois a formosura primava, desenvolvida pela força do cinema. Assim quando um jovem ou uma mocinha tinha pelo mínimo que fosse em aparência, com algum ator ou atriz de cinema, tinha vez com seus parceiros. Quando o público de um país pouco desenvolvido via nos filmes os cafés da manhã do povo americano, ficava com uma inveja danada, vinha logo a vontade de morar nos Estados Unidos da américa.
Mas, também, muitas coisas belas o cinema tinha a oferecer ao cinéfilo daquele pretérito: o aprendizado pelas coisas boas que o mundo oferecia em caráter de arte, o conhecimento pelos grandes homens da história do passado, as maravilhosas músicas com seus compositores e intérpretes, como também, as importantes adaptações das famosas peças literárias e teatrais.
Entretanto o espectador de hoje é passivo vivendo dentro de um salão de cinema, apresenta-se ali para passar um momento descontraído, passatempo com a namorada ou um amigo, influenciado talvez pela propaganda de um filme de sucesso internacional, participando de um cinema moderno de um grande shopping da sua cidade, usufruindo de uma tela gigantesca, som digital, ar condicionado e imagens em terceira ou quarta dimensão, além de acompanhar durante a projeção seu copo gigantesco de pipoca e seu refrigerante preferido. Com tudo isso à sua disposição, ele não possui a sensação do antigo cinéfilo, que ia ao cinema para viver intensamente o filme que assistia, concentrava-se profundamente no enredo, mesmo sofrendo o calor e o desconforto de algumas casas de projeção, ele vivia ativamente o momento, mesmo vendo fotogramas riscados, cenas amputadas por operadores cinematográficos irresponsáveis, som inaudível em certos cinemas do interior ou das grandes cidades, ele saía dali satisfeito, preenchido pelas emoções sentidas naqueles momentos ali vividos numa sessão cinematográfica do passado.
* Carlos Modesto é cinéfilo

Livro que traduz o funcionamento do cérebro para crianças será lançado durante a 19ª edição do Flifs

"A Super Fábrica: o cérebro e suas incríveis máquinas", da psicóloga e professora universitária feirense Cíntia Martins, em parceria com Andrea Bahia e Neander Abreu, será apresentado ao público no dia 27 de agosto. 





Feira de Santana será palco de um encontro entre literatura, ciência e educação durante a 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs). No dia 27 de agosto, será lançado no evento o livro "A Super Fábrica: o cérebro e suas incríveis máquinas", uma obra que apresenta às crianças, de maneira lúdica e acessível, como funciona o cérebro e qual a relação entre seus diferentes processos e o modo como pensamos, sentimos e nos comportamos. 

Assinado pela psicóloga e professora universitária feirense Cíntia Martins, em parceria com os pesquisadores Andrea Bahia e Neander Abreu, o livro nasceu do encontro entre a prática clínica e a produção científica. A proposta é aproximar a neuropsicologia do universo infantil, traduzindo conceitos como atenção, memória, emoções e funções executivas para uma linguagem que faça sentido para crianças, famílias e educadores. 

Na narrativa, o cérebro é apresentado como uma verdadeira "super fábrica", formada por diferentes setores que trabalham de maneira integrada para que tudo funcione. A metáfora ajuda a transformar conceitos complexos em algo concreto e próximo da realidade infantil, permitindo que as crianças compreendam melhor processos que fazem parte do seu cotidiano. 

"Quando uma criança entende que seus pensamentos, sentimentos e comportamentos têm uma explicação, ela também começa a perceber que pode aprender novas formas de lidar com aquilo que sente e faz. A proposta do livro é justamente contribuir para essa mudança de olhar", explica Cíntia Martins. 

Embora tenha as crianças como público principal, a obra também pode ser utilizada por pais, educadores e profissionais que convivem com o universo infantil. A linguagem acessível e a proposta interativa permitem que o livro seja utilizado em diferentes contextos, contribuindo para conversas sobre aprendizagem, comportamento, atenção, emoções e autorregulação. 

Para a autora, levar o livro ao Flifs tem um significado especial. Feirense, Cíntia construiu na cidade parte importante de sua trajetória profissional, desenvolvendo sua atuação clínica, acadêmica e de pesquisa. Depois de passar por Salvador, onde o livro foi lançado em maio, a obra retorna à cidade de origem da autora para integrar a programação de um dos principais eventos literários do município. 

"É muito especial poder apresentar esse trabalho em Feira de Santana, cidade onde minha trajetória profissional foi construída e onde tantas experiências que também atravessam o livro aconteceram. O Flifs é um espaço que reúne literatura, educação, cultura e conhecimento, e poder fazer parte desse encontro torna esse lançamento ainda mais significativo", destaca Cíntia. 

Realizada entre os dias 25 e 30 de agosto, no Centro de Convenções de Feira de Santana, o Flifs reúne literatura, arte e educação em uma programação gratuita e aberta ao público. Com 31 expositores, o festival chega à sua 19ª edição consolidado como um espaço de encontro entre autores, leitores, educadores, artistas e diferentes públicos. 

O livro também está disponível para compra no site da Editora Ampla.

Enviado por Orisa Gomes


Chapada tem muitas vozes. Em 2026, o Festival de Lençóis abre o microfone para todas elas

Na 27ª edição, o festival amplia o espaço para manifestações populares, artesanato e, pela primeira vez, mesas de conversa. De 4 a 6 de setembro, em Lençóis



Há 27 anos o Festival de Lençóis ensina a mesma lição: a Chapada Diamantina não cabe em um único palco. Em 2026, essa lição vira estrutura. O evento amplia decisivamente o espaço dedicado à cultura popular, transformando a Praça Horácio de Matos, o Mercado Cultural e o Coreto em extensões vivas do que sempre pulsou nos bastidores do festival.

Samba de roda, reisado, marujada, capoeira, forró de raiz. As manifestações que atravessam gerações em Lençóis ganham, este ano, protagonismo declarado ao lado dos grandes shows.

Quando o festival também vira conversa

Uma novidade rompe o formato conhecido do evento: pela primeira vez, o Festival de Lençóis leva para sua grade um espaço de mesas de conversa. A ideia é simples e ambiciosa ao mesmo tempo, fazer o público sair do show e entrar em uma roda de ideias, discutindo os temas que sustentam a identidade da Chapada, da ancestralidade ao meio ambiente. Um festival que também pensa junto com quem assiste.

Economia que nasce da tradição

No Mercado Cultural, os artesãos da região ganham vitrine própria. Mais do que exposição, é oportunidade real de renda, um circuito que conecta quem visita Lençóis diretamente a quem faz, à mão, a cultura material da Chapada Diamantina.

"O Festival de Lençóis sempre foi, no fundo, sobre a força da nossa cultura. Este ano, estruturamos ainda mais esse espaço, dedicando tardes inteiros às manifestações populares, aos mestres e às tradições que sempre estiveram no coração do festival. É uma forma de aprofundar o que já somos", resume Paula Resende, idealizadora do Festival de Lençóis.

Gratuito, em praça pública, o Festival de Lençóis segue sendo o que sempre foi, um dos maiores encontros culturais da Bahia. Movimenta a economia local, projeta Lençóis no mapa turístico nacional e, a cada edição, prova que música e identidade caminham juntas.

Quem sobe ao palco e ocupa as ruas

A abertura do festival, no dia 4 de setembro, já dá o tom do novo formato: a Praça Horácio de Matos recebe a cultura popular de Lençóis lado a lado com a música. A noite reúne as Baianas de Lençóis, a banda percussiva Percuhitts, o Reisado da Viola, o grande reisado de Dona Dezinha, e o grupo Banjo Novo, projeto de samba de roda de Salvador conhecido por transformar espaços urbanos em rodas de ancestralidade e celebração coletiva.

Nos dias seguintes, a cultura popular ocupa o Mercado Cultural, com o Grupo de Teatro Infantil Meteoritos (Casa Luz da Manhã), a performance Auto do Boi Diamante, a Marujada Quilombola do Remanso, a Marujada Barcas em Rios e o grupo Capoeira Corda Bamba. No Coreto, o forró de raiz de Élisson Moura embala o público.

Fotos: Marketing Percuhitts e Marketing Reisado da Viola

Enviado por Bruno Ganem

Vez de "Manhã Cinzenta" na "Mostra Olney São Paulo - 90 Anos"



Por Dimas Oliveira

O filme mais importante de Olney São Paulo é "Manhã Cinzenta", média-metragem que mistura ficção e realidade realizado em 1968/1969. Mas, quem conhece esse filme? Em Feira de Santana, pouca gente. 

Nesta quinta-feira, 13 de agosto, às 19 horas, uma oportunidade para visão e revisão de "Manhã Cinzenta" (1969, 22 minutos), na segunda etapa da "Mostra Olney São Paulo - 90 Anos", que acontece no Teatro do Sesc Feira Centro. Ainda no programa, exibição de "Sinais de Cinza: A Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade" (2023, 86 minutos), de Henrique Dantas.

Após a exibição, Roda de Conversa mediada pelo professor doutor Yves São Paulo, e participação do cineasta Henrique Dantas e do professor doutor Cláudio Novaes.

Sessão secreta

No início dos anos 70, assisti à "Manhâ Cinzenta" porque consegui um projetor de 16mm para que Olney mostrasse a cópia que tinha em mãos, projetada em sessão secreta numa parede da casa de familiares. A exibição clandestina não o satisfazia e Olney morreu tentando uma revisão da Censura.

Com "Manhã Cinzenta", Olney São Paulo garantiu um lugar na História. Ele é o único cineasta brasileiro a ser preso, torturado e processado pelo "crime" de ter feito esse filme. Ele registrou nas ruas um momento histórico: a crise estudantil de maio de 1968 e a atuação da repressão. 

Corre a estória que uma cópia do filme foi parar nas mãos de um dos seqüestradores do Caravelle desviado para Cuba, em 1969, e Olney foi preso porque a fita teria sido exibida aos passageiros como prova dos desmandos da ditadura.

Após o parecer em que o filme foi considerado como "altamente subversivo", por “incitar o povo contra o regime vigente", Olney viu-se enquadrado na Lei de Segurança Nacional e processado. Corria o ano de 1971. O filme foi censurado e o autor ficou com o rótulo de maldito, ganhando aposentadoria compulsória no Banco do Brasil, onde tinha um emprego conseguido por concurso - ele começou a trabalhar na agência de Feira de Santana e depois foi transferido para o Rio de Janeiro.

Com a prisão, Olney São Paulo sofreu danos em sua saúde - ele morreu aos 41 anos e até hoje familiares sustentam que sua saúde frágil foi abalada por maus-tratos na prisão.

Sempre revendo "Manhã Cinzenta", filme que o cineasta Orson Welles (1915-1985), autor do antológico "Cidadão Kane", considerava uma "grande obra".

Glauber Rocha, ícone do cinema brasileiro, em seu livro "Revolução do Cinema Novo" (1981), escreveu que "Manhã Cinzenta" é "o grande filmexplosão de 1968 e supera incontestavelmente os delírios pequeno-burgueses dos histéricos udigrudistas. Montagem caleidoscópia desintrega signos da luta contra o Systema  - panfleto bárbaro e sofisticado, revolucionário a ponto de provocar prisão, tortura e iniciativa mortal no corpo do Artysta".

Em 1972, no Festival de Oberhausen, na Alemanha, "Manhã Cinzenta" ganhou o Prêmio Lenin da Paz.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Os vivos e os mortos


Da ficha técnica de "Grito da Terra", do jacuipense Olney São Paulo (07.08.1936-15.02.1978), como o diretor, já faleceram o escritor, produtor e ator feirense Ciro de Carvalho Leite (1915-2011), a atriz soteropolitana Lucy Carvalho (1942-), o editor paraibano João Ramiro Mello (1931-2003), o músico italiano Remo Usai (13.05.1928-09.02.2022), o cantor e compositor ubaitabense Fernando Lona (19.03.1937-05.07.1977), o cineasta e gestor cultural lençoense Orlando Senna (24.04.1940-09.06.2026), a atriz e produtora antense Maria Augusta São Paulo (25.02.1941-29.02.2008), o ator e radialista cearense Nestor Peixoto (22.02.1922-01.05.1994),  a artista multimídia fluminense Lygia Pape (07.04.1927-03.05.2004).

Estão vivos a atriz soteropolitana Helena Ignez (Foto), nascida em 1942; os atores João De Sordi, Lídio Silva, Raimundo Figueiredo, Marinoel Martins, a atriz Branca Dlugolensky; diretor de fotografia italiano Leonardo Bartucci (1931-), o cineasta soteropolitano Roque Araújo (12.04.1937-), que hoje cuida da memória do cinema baiano; e o produtor Oscar Santana (1935-)

P. S.: O título da postagem é o mesmo do filme "Os Vivos e os Mortos", do diretor americano John Houston (05.08,1906-28.08.1987), baseado no romance homônimo do escritor irlandês James Joyce (02.02.1882-13.01.1941).

Fisk Feira de Santana conquista maior prêmio de excelência da rede

Disputa foi com cerca de 800 escolas de idiomas no Brasil e exterior



Feira de Santana ganha projeção internacional com o reconhecimento à Fisk. A unidade local da escola conquistou o maior reconhecimento concedido pela rede mundial da instituição ao ser escolhida como vencedora do Prêmio Honra ao Mérito Fisk, entre cerca de 800 unidades da marca distribuídas pelo Brasil e exterior. A premiação foi entregue durante o Congresso Fisk, realizado em julho, em Florianópolis (SC), e reconhece as escolas que mais se destacam em critérios como qualidade de ensino, resultados, padronização, gestão e fortalecimento da marca.

O reconhecimento representa o ponto mais alto de uma trajetória de consistência. Nos dois ciclos anteriores da premiação, referentes aos anos de 2023 e 2024, a unidade feirense já havia figurado entre as cinco melhores escolas de grande porte da rede; categoria destinada às franquias com mais de 500 alunos. Desta vez, foi escolhida como a melhor entre todas as unidades avaliadas.

A história da Fisk em Feira de Santana começou em 1981, quando o professor Dermeval Vilas Boas trouxe a franquia para a cidade e iniciou as atividades em uma única sala cedida no antigo Colégio Super Star, na Avenida Senhor dos Passos. Com o crescimento gradual da escola e os resultados conquistados pelos alunos, a instituição consolidou seu espaço no município. Em 1992, após a morte repentina do fundador em um acidente automobilístico, o comando da escola passou para o filho, Vinicius Dattwyler, então com apenas 21 anos.

Mesmo seguindo uma carreira na área de Tecnologia da Informação, Vinicius decidiu interromper os planos profissionais para dar continuidade ao legado da família. "Os primeiros anos foram muito difíceis. Eu precisei aprender a administrar uma escola na prática. Mas sempre tivemos a convicção que o resultado do aluno precisava vir antes do resultado financeiro. O crescimento seria consequência de um trabalho bem feito. Esse reconhecimento mostra que valeu a pena manter o propósito ao longo de todos esses anos", afirma.

Hoje instalada em sede própria, a Fisk Feira de Santana atende cerca de 800 alunos e conta com uma equipe formada por 17 professores, dos quais os de ingês têm nível C2, grau mais alto de proficiência em uma língua estrangeira segundo o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR), e a de espanhol é mestre. Ao longo de mais de quatro décadas de atuação, a escola estima ter formado mais de 10 mil estudantes.

Além do ensino de inglês e espanhol, a unidade oferece cursos de robótica para crianças e adolescentes e se destaca por aplicar o Exame ECPE (Examination for the Certificate of Proficiency in English), certificação internacional da Universidade de Michigan. A Fisk Feira é uma das únicas unidades da rede autorizadas a aplicar a prova e, no Nordeste, apenas outra escola de idiomas, localizada em Recife, oferece essa certificação.

A escola também prepara a expansão de suas atividades em Feira de Santana com a abertura de uma nova unidade no bairro SIM, prevista para os próximos meses, ampliando o acesso ao ensino de idiomas e tecnologia na cidade.

Enviado por Orisa Gomes - Jornalismo Notre Comunicação

Eleições 2026: eleitor deve levar, em média, pouco mais de dois minutos para votar

A ordem de votação será: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e vice-governador, presidente e vice-presidente da República.



Nas Eleições Gerais de 2026, os mais de 11 milhões de eleitores da Bahia deverão levar, em média, pouco mais de dois minutos para concluir a votação na urna eletrônica. A estimativa considera todo o percurso do eleitor na seção eleitoral, desde a identificação perante o mesário até a confirmação do último voto.

No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a ordem de votação será: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e vice-governador, presidente e vice-presidente da República. Caso haja segundo turno para os cargos de governador e/ou presidente, a votação ocorrerá em 25 de outubro.

De acordo com Luciana Bichara, secretária de Planejamento de Estratégia, Inovação e de Eleições (SPL) do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a estimativa foi elaborada com base nos dados registrados nas Eleições Gerais de 2018 e 2022. "Nas duas últimas eleições gerais, o tempo médio de votação ficou em pouco mais de dois minutos por eleitor, por isso utilizamos esse parâmetro para 2026. Não consideramos as Eleições Municipais de 2024 porque, naquele pleito, o eleitor votou para apenas dois cargos",  explica.

A secretária destaca que algumas medidas simples podem tornar o processo de votação mais ágil. Entre elas, consultar previamente o local e a seção de votação, levar anotados os números dos candidatos, ter em mãos documento oficial com foto, saber o número do CPF ou do título eleitoral para facilitar a localização do cadastro e, sempre que possível, dar preferência aos horários de menor movimento, evitando o início da manhã e o final da tarde. "Esses cuidados contribuem para agilizar o atendimento na seção eleitoral e tornam a experiência de votação mais rápida para todos", orienta.

Cola eleitoral agiliza a votação

Com seis escolhas a fazer na urna, uma das principais recomendações da Justiça Eleitoral para as Eleições 2026 é que eleitores levem os números de seus candidatos previamente anotados e na ordem em que aparecerão na urna.

A chamada cola eleitoral pode ser preenchida antes do dia da eleição e consultada durante a votação. Além de ajudar o eleitor a lembrar os números escolhidos e reduzir a possibilidade de erros, o seu uso diminui o tempo de permanência na cabine e contribui para a fluidez das filas.

Em todo o país, a votação será realizada das 8 às 17 horas, no horário de Brasília.

Baixe sua cola eleitoral aqui.

Enviado pela Assessoria de Comunicação Social do TRE-BA