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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Entrega de acervo do projeto "Feira Lê Sua História" fortalece preservação da memória feirense na UFRB


A Fundação Senhor dos Passos realizou, no dia 20 de fevereiro, a entrega de exemplares do projeto "Feira Lê Sua História" à biblioteca da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no campus Feira de Santana. A agenda, articulada a partir do acervo do Núcleo da Preservação da Memória Feirense Rollie E. Poppino, consolida uma parceria institucional voltada à valorização, preservação e difusão do patrimônio histórico e cultural de Feira de Santana.

Participaram do encontro a reitora da instituição Georgina Gonçalves, o pró-reitor de Administração Emerson Franco Santa Bárbara, o diretor do Centro de Ciência e Tecnologia Jacson Machado, e a gerente técnica da unidade Lorena Coutinho. Representando a Fundação, esteve presente o professor Carlos Brito.

Durante a cerimônia, a reitora Georgina Gonçalves destacou a relevância da doação, enfatizando que o acervo permitirá aos estudantes "um contato mais profundo com fatos e personagens essenciais para compreender a formação histórica da cidade".

Segundo ela, "a presença desse material na biblioteca do campus é fundamental para que nossos alunos conheçam, valorizem e pesquisem sobre a importância histórica de Feira de Santana. Trata-se de um acervo que fortalece nossa identidade e amplia as possibilidades de estudo e preservação da memória local".

As obras entregues fazem parte das publicações produzidas pela Fundação Senhor dos Passos, que tem como presidente Péricles Marques, dentro de sua atuação contínua em defesa da memória, da história e do patrimônio cultural da Princesa do Sertão. 

O projeto "Feira Lê Sua História" integra esse esforço, contribuindo para a socialização do conhecimento e para o acesso público às narrativas que constituem a trajetória feirense.

Para o professor Carlos Brito, a entrega do acervo no campus Feira não se reduz a um ato protocolar: "simboliza a inserção institucional da memória da cidade dentro de um espaço federal de produção científica e formação, com capacidade de dar escala, método e permanência à preservação histórica. Ao ocorrer na UFRB, universidade federal, pelo seu papel público e pela interiorização do ensino superior, funciona como eixo de transformação regional, a agenda ganha valor como um marco de legitimação acadêmica da história local e de seus acervos".

Sob a perspectiva do Portal do Sertão, a presença da UFRB em Feira de Santana tem peso estratégico por articular ensino, pesquisa e extensão em um território que é referência econômica, social e cultural no interior baiano. Ao receber e disponibilizar o acervo, a universidade aproxima a produção historiográfica e memorialística do cotidiano universitário, potencializando pesquisas, trabalhos de conclusão, projetos de extensão e ações educativas conectadas às demandas do território.

Ao incorporar publicações voltadas à história local ao seu acervo, a UFRB não apenas amplia sua infraestrutura informacional: ela reforça sua trajetória acadêmica e institucional como universidade comprometida com o desenvolvimento regional, reconhecendo que preservar a memória de Feira de Santana é, também, investir na produção de conhecimento sobre o próprio território que a universidade representa e transforma.

A iniciativa reafirma a parceria entre a Fundação e a UFRB na promoção do conhecimento, da pesquisa histórica e da valorização cultural da região.

Enviado por Carlos Brito



Tirania digital


Nascida sob o símbolo da liberdade, a internet passou a ser usada como instrumento das ditaduras. 
Por Dagomir Marquezi para a Oeste:

"Sua presença em reuniões ilegais foi notada e você está sendo monitorado. Recomenda-se que vocês se abstenham de participar de tais reuniões ilegais, que são desejadas pelo inimigo."

Essa mensagem aparece nas telas dos celulares dos cidadãos iranianos, da mesma forma que recebemos alertas de tempestades da Defesa Civil. Não satisfeito em matar dezenas de milhares de seus próprios cidadãos, o regime dos aiatolás agora persegue quem participou dos recentes protestos que abalaram o Irã.

Segundo matéria do New York Times, o Big Brother de turbante provavelmente baseou o monitoramento dos manifestantes no uso da geolocalização. Se um iraniano tivesse o azar de, ao voltar do trabalho, passar por uma das manifestações, seria automaticamente enquadrado como suspeito. Outro método é o reconhecimento facial, possibilitado por uma vasta rede de câmeras de vigilância. Tudo com o apoio tecnológico de duas outras ditaduras, a China e a Rússia.

Regime dos aiatolás agora persegue quem participou dos recentes protestos que abalaram o Irã 

A organização Citizen Lab informou em 2023 que a estatal iraniana de comunicação Ariantel recebeu o apoio técnico das chinesas Huawei e ZTE e da russa Protei. O suporte, segundo a organização Article 19, foi realizado para implantar a capacidade de censura e controle.

A ditadura que se instalou no Irã em 1979 não está conseguindo fornecer nem água aos seus cidadãos, mas teve recursos para estabelecer no país uma rede de vigilância que integra redes de comunicação, reconhecimento facial e tráfego de internet. Quem é apanhado nessa rede é levado para longos interrogatórios que podem terminar em prisão ou mesmo tortura. Como se não bastasse, os capangas do regime a qualquer momento podem parar um cidadão na rua e exigir que desbloqueie seu celular para uma inspeção surpresa.

Estatal iraniana de comunicação Ariantel recebeu o apoio técnico das chinesas Huawei e ZTE e da russa Protei 

Segundo a organização Holistic Resilience ("Resiliência Holística"), um grupo voltado para os direitos digitais no Irã, quem é apanhado com algum post sobre as manifestações enfrenta castigos adicionais, como a suspensão dos cartões SIM - o que anula na prática o acesso à rede de celulares. Outros tiveram suas contas bancárias bloqueadas.

Mahdi Saremifar, da Holistic Resilience, disse ao New York Times que, com toda essa vigilância eletrônica, "o governo termina com uma longa lista de nomes. Eles podem visitar cada uma dessas pessoas, talvez um mês ou dois meses depois". Quem usou um receptor Starlink para furar o bloqueio estatal da internet pode ser preso pelo resto da vida — ou mesmo ser enforcado num guindaste em público.

A teia de controle vai além. Por volta de 2019, o regime criou um método de centralizar a identidade digital de cada iraniano, registrando seu "comportamento digital" como uma ficha corrida. Essa identidade digital é necessária porque o uso da internet no Irã é todo controlado. Aplicativos como X, WhatsApp, YouTube e Telegram são proibidos. A única rede permitida é a estatal NIN, ou "Rede Nacional de Informação".

Espiões dentro do celular

Para piorar as coisas para os iranianos, toda estrutura de comunicação é dominada pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os carrascos do regime. Os avanços tecnológicos que facilitam a vida dos cidadãos em países livres são usados para escravizar a população do Irã. "Eles querem um sistema centralizado que monitore a vida diária", resumiu Mahdi Saremifar, para a revista Wired. "É a vigilância do estilo de vida."

As garras da ditadura chegam até os instrumentos usados para combatê-la. Aplicativos de VPN (que disfarçam a identidade do usuário) tiveram spywares instalados pelo regime. Spywares são aplicativos que espiam secretamente a atividade do usuário. Cidadãos desavisados que baixaram programas de provedores da Starlink também acabaram instalando os spywares do aparelho de repressão.

Cidadãos desavisados que baixaram programas de provedores de Starlink também acabaram instalando os spywares do aparelho de repressão 

A repressão não se dá apenas a quem participa de manifestações. A polícia também usa um aparelho conhecido como "caçadores de ISMI" para "identificar e intimidar mulheres que se recusam a usar o hijab", segundo a reportagem do NYT. No Irã, mulheres que mostram uma mecha de cabelo são consideradas criminosas.

Esse objetivo de controle total transformou a internet no Irã num sistema tão frágil que, em parte, o feitiço se voltou contra o próprio regime. Para evitar manifestações, o regime desliga a internet. Aí não consegue enviar suas ordens, nem monitorar o que acontece nas ruas.

US$ 9,4 milhões por hora

Um caso semelhante acontece em Cuba. A ditadura comunista não tem dinheiro para distribuir eletricidade ou abastecer aviões. Mas gastou uma fortuna para estabelecer um serviço de vigilância eletrônica na ilha, segundo a ONG Defensores de Prisioneiros, com sede em Madri.

O site Latin America Reports cita o caso típico de Carlos Michael Morales Rodríguez, um jornalista de 48 anos que, em 2021, publicou no Facebook "posts que criticavam os líderes do nosso país". Foi condenado a dois anos e dez meses de prisão. E foi libertado em 2024 com a ameaça de que seria preso de novo se continuasse a exercer jornalismo independente.

Rodríguez, que trabalha para três agências independentes (Martí Noticias, CiberCuba e Cubanet Noticias), além da BBC e do Washington Post, desobedeceu à ordem e ficou mais 45 dias preso, seguido por mais um período de prisão domiciliar. Durante todo o tempo, ele foi ameaçado se continuasse publicando notícias nas redes sociais. As ameaças são baseadas no sinistro Decreto 35, que restringe qualquer mensagem online que desafie o governo. Segundo o decreto, qualquer um que "subverta a ordem constitucional" será considerado um "cyberterrorista".

A Rússia de Vladimir Putin obviamente não poderia seguir caminho diferente. Segundo o site Jamestown, o regime está penalizando todos os que acessam "sites extremistas". A invasão da Ucrânia justifica qualquer ação autoritária como um esforço de guerra.

A Rússia de Vladimir Putin penaliza todos os que acessam “sites extremistas” 

O submisso parlamento russo, conhecido como Duma, passou uma lei que permite que computadores sejam investigados em busca de "sites extremistas". E, como os iranianos, a ditadura russa se dá ao direito de interromper a internet quando decide que é necessário. Só em junho de 2025 foram realizadas 650 interrupções locais da internet, mais do que acontece no resto do mundo num ano inteiro. VPNs são proibidas e quem utilizar o aplicativo pode receber multas que vão de US$ 2,5 mil (cerca de R$ 13 mil) a US$ 6,3 mil (aproximadamente R$ 33 mil).

A justificativa oficial do Kremlin é evitar ataques dos ucranianos dentro do país, com drones. Mas todo mundo sabe que o que preocupa Putin é o crescente descontentamento com a situação do país, onde cerca de 1,2 milhão de soldados foram mortos, feridos ou estão desaparecidos desde a invasão da Ucrânia.

A vítima dessas interrupções da internet não é apenas a liberdade dos usuários. Segundo o Jamestown, cada hora de internet derrubada pelo governo custa cerca de US$ 9,4 milhões para as economias regionais.

Made in China

Cada país que implementa essa tirania digital passa a servir de laboratório para novas experiências. A ditadura de Mianmar (antiga Birmânia), no poder há 64 anos, inventou uma sigla PSMS que significa "Sistema de Monitoramento e Escrutínio Pessoal".

Segundo o site Fulcrum, especializado em assuntos do Sudeste da Ásia, no final de 2023, o regime no poder declarou que havia digitalizado 52 milhões de identidades biométricas e 13 milhões de residências. Ou seja, quase a população inteira do país (55 milhões) está sob total controle. Impressões digitais, dados faciais, registro de íris, tudo está arquivado para que a ditadura siga cada passo de cada cidadão.

Os habitantes têm seu nome registrado no SIM do celular. Cada um de seus movimentos, como transações bancárias, compras, comunicações e deslocamentos, pode ser monitorado. A tecnologia, só para não variar, é made in China. Os equipamentos são fornecidos pelas empresas chinesas Huawei, Hikvision e Dahua. Segundo o site Fulcrum, "com câmeras aprimoradas por inteligência artificial, identidades SIM com nomes reais e reconhecimento facial alimentando um banco de dados central, o Estado pode identificar, comparar e sinalizar cidadãos antes mesmo que os protestos aconteçam". A China está instalando sistemas semelhantes no Paquistão e no Camboja.

No final de 2023, o regime no poder em Mianmar declarou que havia digitalizado 52 milhões de identidades biométricas e 13 milhões de residências 

A ditadura chinesa tem todo esse aparato para controlar seu 1,4 bilhão de cidadãos. E agora conta com um novo recurso: a inteligência artificial. De acordo com uma investigação do Instituto Australiano de Estratégia Política, divulgada pela CNN, a IA possibilita "automatizar a censura, intensificar a vigilância e suprimir preventivamente a dissidência. A China está utilizando inteligência artificial para tornar seus sistemas de controle existentes muito mais eficientes e intrusivos. A IA permite que o Partido Comunista Chinês (PCC) monitore mais pessoas, mais de perto e com menos esforço".

O que começou como alerta no celular de um iraniano termina como modelo exportável de tirania digital. Cada novo país que adota essa tecnologia dá mais um passo rumo a um mundo onde o cidadão já nasce suspeito. Com 600 milhões de câmeras para vigiar sua população - uma para cada 2,3 pessoas -, a China transformou o controle em ciência exata. O monitoramento chega a tal ponto que câmeras em prisões captam se um detento demonstra irritação. Ele é isolado antes mesmo de qualquer reação além de uma careta. Resultado: segundo a CNN, o sistema jurídico chinês - submetido ao Partido Comunista - registra 99% de condenações. Está muito próximo da "perfeição".

A China tem hoje cerca de 600 milhões de câmeras para vigiar seus cidadãos, uma câmera a cada 2,3 pessoas. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Marcante noite cultural e memorial

Fundação Senhor dos Passos realiza abertura das atividades de 2026 com o Cinema no Casarão oferecendo quatro momentos especiais.



Mais uma marcante noite cultural e memorial promovida pela Fundação Senhor dos Passos, através do Núcleo de Preservação da Memória Feirense Rollie R. Poppino, nesta sexta-feira, 20 de fevereiro. 
Foram iniciadas as atividades deste ano com programação quadrupla. em quatro estilos, no Casarão Fróes da Motta.
Tudo  começou com o lançamento do "Feira Lê Sua História", que segundo o historiador e fotógrafo Angelo Pinto, membro da Fundação e criador do projeto, constitui-se uma iniciativa de relevante valor cultural, educativo e social para Feira de Santana.
O projeto disponibiliza, por meio de expositores distribuídos em pontos estratégicos da cidade, como bancas de jornais, obras publicadas pela própria instituição, promovendo a democratização do acesso ao conhecimento histórico local.
"A iniciativa fortalece o sentimento de pertencimento e identidade coletiva. Conhecer a trajetória da cidade - seus personagens, seus marcos históricos, suas transformações urbanas, sociais, políticas e culturais - contribui para a valorização do patrimônio material e imaterial, incentivando sua preservação", disse Angelo. 
Assim, o projeto "Feira Lê Sua História" justifica-se como uma ação estratégica de promoção cultural, educação patrimonial e difusão do conhecimento, contribuindo para que a história de Feira de Santana seja conhecida, valorizada e preservada por sua própria comunidade. 
"Trata-se de um investimento na memória coletiva e na construção de uma cidadania mais consciente de suas raízes e de seu papel na continuidade dessa história", disse mais. Ele ainda ressaltou que, ao levar essas obras para espaços de convivência cotidiana, o projeto rompe barreiras que tradicionalmente afastam parte da comunidade do acesso ao livro e à pesquisa histórica. 
"Grandes Pintores Feirenses" 
O lançamento do vídeo documentário do projeto "Grandes Pintores Feirenses" foi outro destaque da programação. O álbum e revista lançados em novembro de 2007 em homenagem a sete artistas, 18 anos depois ganham uma releitura através de um videodocumentário. Como no lançamento anterior, um compromisso entre duas instituições: a Fundação Senhor dos Passos e a Fundação Carlo Barbosa, que preservam valores culturais de Feira de Santana. Os artistas contemplados são Carlo Barbosa, César Romero, Leonice Barbosa, Marcus Moraes e Pedro Roberto, in memoriam, mais Gil Mário e Juraci Dórea.
O professor Carlos Brito apresentou a história da criação do vídeo, que contou com a importante participação de Luci Barbosa, in memoriam, da Fundação Carlo Barbosa. Na oportunidade ele ofereceu um exemplar do vídeo a Luciana Barbosa, filha de Luci, como gesto de gratidão pelo valoroso trabalho que realizou na preservação dos valores culturais da cidade. 
Documentários
O público ainda assistiu "Princesa do Sertão", um documentário da série "Fragmentos da História de Feira de Santana", uma retrospectiva do inicio dos anos 60, com a evolução do comercio, da indústria, da educação, da infraestrutura e vários outros aspectos da economia e da política. 
A programação foi encerrada com a reapresentação do documentário "100 Anos: Casarão Froes da Motta", de autoria de Rey Bacelar e Edson Borges, quando grande parte do público voltou a assistir, com entusiasmo, a história de um patrimônio que representa não só a memória de uma família tradicional, mas também a própria formação politica e urbana da cidade. Um trabalho belíssimo, com utilização da inteligência artificial para dar movimento a fotos do século passado, encantando a todos os presentes. 
O documentário conduz a um tempo em que Feira de Santana vivia sua fase inicial de uma cidade onde o comércio do fumo era a atividade principal, sendo este o motivo que levou o Coronel Agostinho Fróes da Motta a visitar a Alemanha e de lá trazer a ideia de construir o casarão. Vale ressaltar que o Casarão Fróes da Motta foi palco de grandes decisões políticas de Feira de Santana, em reuniões que aconteciam sob a condução do Coronel Agostinho Fróes da Motta e posteriormente por seu filho Eduardo Fróes da Motta.
Presenças
Presenças do presidente da instituição Péricles Marques com Amália, vice-presidente Marilene Carneiro Barreto com Cícero, professor Carlos Brito com Vera Brito, José Raimundo de Azevêdo e Sarah Pires, Luciana Barbosa e Marco Antonio Vosgnach, Dimas Oliveira e Doralice Oliveira, Jolival Soares e Suzete Martins, Pititiu Miranda e Ivany Cerqueira, Antonyony Santana e Thaís Rabelo, acadêmicos João Batista de Cerqueira, Emanoel Freitas e Josman Lima, historiador Dazio Brasileiro, videomaker Rey Bacellar, fotógrafos Angelo Pinto e Arivaldo Públio, Cristina Alves, jornalista Everaldo Góes, influencer Claudio Sena, poetisa Cintia Portugal, Claudio Júnior, entre outros.
Fotos de Angelo Pinto
Texto de Marilene Barreto com acréscimos de Dimas Oliveira

Acadêmicos do Desrespeito


Talvez a lição deste Carnaval esteja menos na coreografia e mais na consciência. 
Ana Paula Henkel para a Oeste:

No último domingo, na Marquês de Sapucaí, a escola de samba Acadêmicos de Niterói transformou seu desfile no Grupo Especial em um gesto político explícito. O enredo homenageava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tentou exaltar sua trajetória, mas trouxe consigo um espetáculo marcado pelo desrespeito e pela caricatura de adversários políticos.
Na avenida, uma das alas mais comentadas foi batizada de "neoconservadores em conserva", com integrantes fantasiados como latas estampadas com imagens que remetiam a famílias tradicionais, evangélicos e outros grupos associados ao conservadorismo.
O Carnaval sempre foi espaço de crítica e irreverência. A tradição das escolas de samba inclui sátira política, denúncia social e provocações simbólicas - nada disso é novo. A ala foi apresentada como "crítica, ironia ou sátira". Símbolos, contudo, nunca são inocentes.
A caricatura transforma complexidades humanas em rótulos simplificados. Uma lata sugere algo fechado, ultrapassado, homogêneo. A metáfora visual comunica mais do que ironia; estabelece um enquadramento moral. Ao reduzir adversários políticos a objetos embalados, consolida-se a ideia de um grupo uniforme, impermeável ao diálogo e destituído de interioridade. Quando cidadãos passam a ser representados como coisas, o debate deixa de ser mera divergência e adentra a esfera da desumanização. O impacto dessa representação ultrapassa a avenida. Não se trata de melindre ideológico. Trata-se de algo mais profundo: o reconhecimento da dignidade do outro como cidadão.
A política contemporânea vive de símbolos. Eles moldam percepções, organizam emoções e influenciam comportamentos. A desumanização raramente começa com atos extremos; ela costuma surgir em imagens aparentemente leves, que retiram do outro a condição de sujeito complexo.
As latinhas americanas
A história recente oferece um paralelo eloquente. Em 2016, durante a campanha presidencial norte-americana, Hillary Clinton descreveu parte dos eleitores de Donald Trump como um "basket of deplorables" - um cesto de deploráveis. A expressão marcou o debate público não apenas pelo conteúdo, mas pelo tom. Milhões de cidadãos perceberam-se classificados como moralmente inferiores.
A reação não se limitou à indignação momentânea. Ela se converteu em mobilização política. Naquele mesmo ano, Donald Trump venceu a eleição de 2016 em um movimento amplo, surpreendente e inesperado para grande parte do establishment político e da imprensa. Anos depois, retornaria à Casa Branca com uma vitória robusta em 2024, também impulsada por um aumento significativo dos eleitores cristãos. O episódio demonstrou que o desprezo possui força mobilizadora própria. Ele cria coesão entre aqueles que se percebem alvo de escárnio.
O voto tem dimensão programática, econômica e ideológica. Mas também possui dimensão simbólica. Ele afirma pertencimento e dignidade. Pessoas podem tolerar derrotas políticas. Podem suportar reformas com as quais discordam. O que não suportam indefinidamente é serem tratadas como caricaturas descartáveis.
No Brasil contemporâneo, atravessamos algo semelhante. A polarização deixou de ser apenas divergência programática e passou a assumir contornos morais absolutos. De um lado, iluminados; de outro, atrasados. De um lado, conscientes; de outro, ignorantes. O espaço intermediário, onde a maioria silenciosa costuma habitar, vem sendo comprimido.
Para milhões de brasileiros, essa dinâmica ganha contornos específicos. A caricatura de famílias tradicionais como latas de conserva foi vista por muitos como insulto não só político, mas religioso e moral - um ataque à própria noção de fé e valores que sustentam amplos segmentos da sociedade. Essa reação levou muitos a questionarem se o Carnaval foi utilizado como palanque antecipado, não apenas para um candidato, mas contra uma identidade cultural.
Esse enquadramento simplifica um país plural. O Brasil abriga milhões de cidadãos que valorizam família, fé, tradição, autoridade, e que participam da vida democrática com convicções legítimas. Tratá-los como caricatura reforça uma percepção de exclusão cultural.
Retratar conservadores como latas não é apenas uma piada carnavalesca. É parte de um método mais amplo. Nos últimos anos, tornou-se comum descrever o conservador como retrógrado, anticientífico, autoritário, moralmente suspeito. A caricatura substitui a complexidade. É mais confortável combater um estereótipo do que dialogar com um ser humano real.
Quando instituições culturais - escolas, universidades, meios de comunicação, entretenimento - passam a tratar um grupo inteiro como objeto de escárnio, deixam de exercer crítica e passam a promover exclusão simbólica. E exclusão simbólica costuma preceder fraturas mais profundas.

Parlamentares publicaram fotos com a família estampando latas em resposta à provocação do desfile da escola Acadêmicos de Niterói 

A juventude como termômetro
Observa-se, nos últimos anos, um movimento geracional interessante. Parte da juventude, exposta a discursos radicais e a uma atmosfera cultural marcada por permanente desconstrução, demonstra fadiga. Em diversos países ocidentais, jovens têm buscado referências mais estáveis, inclusive religiosas. Igrejas que vinham registrando declínio prolongado passaram a observar sinais de renovação entre segmentos juvenis.
A busca por sentido, ordem e pertencimento revela inquietação diante de um cenário percebido como instável. O fenômeno não pode ser reduzido a modismo ideológico. Ele expressa uma necessidade humana elementar: encontrar âncoras em meio à fluidez contemporânea.
Quando instituições culturais tratam convicções tradicionais como atraso ou motivo de escárnio, fortalecem a sensação de deslocamento. Esse deslocamento alimenta reações políticas que surpreendem analistas e desorganizam prognósticos
Historicamente, sociedades que sobreviveram a grandes conflitos internos encontraram modos de preservar a dignidade do adversário político como cidadão legítimo. Não por ingenuidade, mas por pragmatismo cívico. A decepção com estereótipos e desumanizações pode gerar uma contramobilização, precisamente porque democracia não é apenas a soma de votos: é a soma de reconhecimentos mútuos.
O Brasil precisa decidir que tipo de diálogo deseja cultivar. A liberdade de expressão inclui o direito de provocar e ironizar. Também implica responsabilidade quanto aos efeitos culturais dessas escolhas.
A cultura nacional sempre se orgulhou de sua capacidade de integrar diferenças. O samba nasceu da mistura, da convivência, da criatividade coletiva. Ele floresceu como linguagem comum. Quando se converte em instrumento de segmentação, perde parte dessa vocação integradora.
Roger Scruton e o Sambódromo
No fim, a pergunta não é apenas quem ganhou ou perdeu no Sambódromo, mas que tipo de sociedade estamos construindo quando tratamos uns aos outros como latas a serem expostas, em vez de cidadãos a serem respeitados.
A obra de pensadores como Roger Scruton insistiu na importância da lealdade ao que foi herdado. Cuidar da herança cultural significa preservar instituições e costumes que sustentam a convivência. Entre esses costumes está o respeito no dissenso. A ridicularização constante corrói esse costume. A vida pública ensina que elevações e quedas raramente são acidentais no plano simbólico. Sociedades avaliam não apenas a técnica, mas o espírito.

Roger Scruton 

Respeito não é concessão retórica. É fundamento estrutural. Ele sustenta a possibilidade de divergência sem ruptura. Em tempos de tensão, maturidade consiste em reconhecer que o adversário compartilha o mesmo espaço cívico. A democracia exige mais do que vitória. Exige convivência.
A imagem que permanece não é apenas a da ala das latas. É a da escola deixando o Grupo Especial. Há ironias que dispensam comentários extensos. Talvez a lição deste Carnaval esteja menos na coreografia e mais na consciência. Quando o respeito perde posição, todo o desfile se fragiliza. E a democracia, diferentemente de uma escola de samba, não possui grupo inferior para onde descer sem custo coletivo.
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Cinema no Casarão nesta sexta-feira



Serão iniciadas nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a
s atividades deste ano do Núcleo de Preservação da Memória Rollie E. Poppino, da Fundação Senhor dos Passos com duas programações no Casarão Fróes da Motta, como informa o professor e memorialista Carlos Brito.

O lançamento do vídeo documentário do projeto "Grandes Pintores Feirenses" é a primeira programação. O álbum e revista lançados em novembro de 2007 em homenagem a sete artistas, 18 anos depois ganham uma releitura através de um videodocumentário.

Como no lançamento anterior, um compromisso entre duas instituições: a Fundação Senhor dos Passos e a Fundação Carlo Barbosa, que preservam valores culturais de Feira de Santana. Os artistas contemplados são Carlo Barbosa, César Romero, Leonice Barbosa, Marcus Moraes e Pedro Roberto, in memoriam, mais Gil Mário e Juraci Dórea.

A abertura deste ano do projeto Cinema no Casarão é a segunda programação, com apresentações dos documentários "Princesa do Sertão", da Indio Filme do Brasil, 1963, com palestra de Carlos Brito; e "100 Anos: Casarão Fróes da Motta", que trata sobre a história desse patrimônio histórico, com direção de Rey Bacelar, sendo roteirista o jornalista Edson Borges, que vão palestrar sobre a obra, lançada em 10 de dezembro do ano passado, lotando o espaço de eventos do Casarão Fróes da Motta, mesmo local da próxima programação. 

Em "Princesa do Sertão", a Feira de Santana no início dos anos 60, mostrando aspectos da economia, com principais lojas do comércio, a expostação de fumo, a primeira frota de ônibus, a industrialização de cal, a Oficina Pernambucana. Também o então prefeito Francisco Pinto inaugurando obras e recebendo o senador Juscelino Kubitschek.

Em "100 Anos: Casarão Fróes da Motta", como disse Rey Bacelar, o filme busca reconstruir a trajetória do imóvel que "serviu de palco a decisões políticas importantes e até de abrigo para armas escondidas em sua cisterna durante períodos de instabilidade. O casarão, com sua imponência arquitetônica, representa não apenas a história de uma família tradicional, mas também a própria formação política e urbana da cidade."

O documentário apresenta o testemunho de várias pessoas, à exemplo da bisneta de Agostinho Fróes da Mota Maria Marta Fróes da Motta, advogado Celso Pereira, artista plástico e publicitário Vivaldo Lima - que trabalhou na última restauração do Casarão -, historiador Sidney Araújo, além de Carlos Brito, membro da Fundação Senhor dos Passos, um dos responsáveis pelo incentivo para adquição e restauração da Villa Fróes da Motta, que ele denomina como "a joia da coroa da Princesa do Sertão". 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A voz iraniana da liberdade

 

A cantora Mah Mooni fugiu da tirania no Irã e, no Brasil, passou a denunciar o sangrento regime dos aiatolás. 
Eugenio Goussinsky para a Oeste:

Teerã vivia mais um dia comum em sua trajetória milenar naquele 12 de junho de 2012. Era o último mês da primavera. O comércio fervilhava em meio a gritos de vendedores e cheiro de pão quente e kebab. A atmosfera agitada escondia um drama silencioso que ainda prevalece entre as mulheres, obrigadas pelo regime do Irã a seguir uma série de regras da Sharia (lei islâmica) para não serem presas. O mesmo drama que levava, naquele dia, Mah Mooni, então com 32 anos, a se despedir da família no aeroporto e partir, ao lado do marido e da irmã, rumo ao Brasil. Ela não aguentava mais viver sob a opressão do governo.
Queria se vestir como uma mulher livre e não com os trajes obrigatórios do Islã. Sonhava em atuar como cantora, sua vocação desde a infância, mas algo proibido para mulheres no país. Até hoje, Mah, aos 46 anos, guarda na lembrança todas as vezes em que, andando na rua, era abordada pelos policiais. Ao lado de outras mulheres, era empurrada para uma van que as levava a uma delegacia, onde passavam por duros interrogatórios.

Frame do post publicado nas redes sociais da cantora iraniana Mah Mooni 

Foram pelo menos três detenções. Apenas aquelas que tinham algum homem como “protetor” se livravam da prisão ou de possíveis torturas. Pela lei, um marido ou um pai bastava para assinar um termo de responsabilidade que as livraria daqueles momentos de suplício. No termo, eles garantiam que a mulher iria se comportar, vestir-se de acordo com a lei e seguir à risca as regras da religião. O mesmo vale para uma mulher poder sair do país.
“Apesar do sofrimento, tive o privilégio de ter me casado com um homem contrário ao regime opressor”, conta Mah a Oeste. “Isso me permitiu ir embora do Irã, acompanhada de alguém do sexo masculino. Nunca me esquecerei, porém, da dor que foi deixar o país. A noite anterior foi triste, chorei muito pois sabia que, enquanto o regime islâmico estivesse no comando, não poderia visitar minha terra e minha família.”
A chegada desta ditadura teocrática ao poder ocorreu por meio da Revolução Islâmica de 1979, pouco antes do nascimento de Mah. Para as mulheres iranianas, a consequência foi devastadora. Elas se tornaram alvo de perseguição do governo. Além das restrições para cantar e viajar, na legislação de herança recebem metade da cota destinada aos homens. Em diversos processos judiciais, o testemunho feminino vale metade do masculino. Mulheres também são impedidas de ocupar cargos como os de juíza ou presidente.
Aos 14 anos, Mah foi atropelada por um ônibus. O acidente provocou a amputação de sua perna esquerda. Hoje, com prótese, ela conta que foi atendida graças à presença do seu pai no hospital e pelo fato de ser uma situação urgente. No geral, apesar de certa evolução da legislação, as mulheres também sofrem mais restrições no atendimento médico. Há barreiras que, em muitos casos, as impedem de ser examinadas por homens. Algumas decisões médicas dependem da aprovação do pai ou do marido.
Além do trauma do acidente, seu dia a dia era pesado. Ela testemunhou, na juventude, uma cena que a marcou e que se tornou constante, inclusive nas últimas manifestações, iniciadas em 28 de dezembro último: em um protesto, viu uma conhecida ser presa, enquanto participava de forma pacífica. “A acusação contra ela era ter pedido liberdade e direitos básicos”, conta Mah. Durante a detenção, a jovem sofreu pressão psicológica e ameaças. Os oficiais diziam que ela poderia pegar uma pena longa e insinuavam que seus familiares poderiam ser alvos do regime.

Frame do post publicado nas redes sociais da cantora iraniana Mah Mooni 

“Depois de libertada, ela nunca mais foi a mesma”, afirma Mah, atualizada sobre o estado da mulher. “Hoje ela vive com medo constante, cheia de traumas e sem poder falar abertamente sobre o que aconteceu”, conta. “Isso me impactou profundamente porque poderia ter sido qualquer uma de nós. No Irã, ser mulher, existir, pedir direitos básicos já pode ser visto como um crime.”
Forma de existir
À distância, a cantora viveu os últimos 14 anos obcecada em acompanhar a rotina do país. Mah passou a denunciar o regime. Pelas redes sociais, apresenta cenas fortes de corpos de manifestantes e de mulheres espancadas na rua. No Brasil, aliou seu ofício à cultura de seu país. O islamismo radical não está diretamente ligado à cultura persa, que se distingue da árabe. No Irã, a religião foi imposta pela atual ditadura, ainda que com aprovação popular naquele momento.
A ditadura islâmica deixou à margem uma riqueza cultural, marcada, por exemplo, por poesias de Rumi (1207-1273) e de Omar Khayyām (1048-1131). Até grandes cantoras, como Faegheh Atashin, conhecida como Googoosh, foram obrigadas a encerrar suas carreiras no país. Googoosh, hoje com 75 anos, foi presa durante o golpe e só deixou a cadeia depois de assinar o termo garantindo que seguiria as regras do Islã. Mesmo sendo uma celebridade, esperou muitos anos para recuperar seu passaporte. Em 2000, mudou-se para o Canadá, onde voltou a atuar, desta vez, assim como Mah, contra a opressão do governo dos aiatolás.
Radicada em São Paulo, Mah realiza apresentações de dança tradicionais do Irã, Afeganistão e Azerbaijão, entre outros países da região. Também integrou grupos que apresentam poesia de Rumi e de Khayyām, além de conteúdos ligados à cultura e à história persa.
“Cantar, para mim, é uma forma de existir”, descreve Mah. “Quando sistemas radicais e religiosos tentam silenciar a voz das mulheres, tentam silenciar a própria vida. Deixei o meu país para poder cantar livremente e viver com liberdade de expressão. Mas levo o meu país na minha voz. As músicas que lancei em persa são marcadas pelo espírito de resistência e falam sobre os direitos negados às mulheres iranianas.”
Sem apoio da esquerda
Obrigada a deixar seu país, Mah enfrenta um drama que passa despercebido por defensoras das causas feministas no Brasil. Para ela, o radicalismo ideológico domina setores da esquerda concentrados no que chamam de imperialismo dos Estados Unidos.
A questão dos direitos humanos no Irã nem é levada em conta por eles. “Nunca recebi mensagem de apoio de figuras feministas conhecidas ou de movimentos organizados em defesa da mulher.” Nem mesmo a primeira-dama, Janja Lula da Silva, que acumulou críticas a Israel durante a incursão em resposta aos terroristas do Hamas, manifestou qualquer apoio à causa de Mah. “Ela jamais me enviou alguma mensagem de solidariedade.”
O silêncio da esquerda contrasta com a gravidade do relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2024, declara a entidade, pelo menos 31 mulheres foram executadas. Em 2023, foram 22. Foram mortos ainda, pelo Estado iraniano, 108 presos do Baloquistão - uma região do Paquistão - e 84 do Curdistão.
Até crianças são condenadas à pena de morte e executadas no país. O regime até buscou melhorar as aparências colocando mulheres no ministério. Mas as perseguições prosseguiram. Grande parte das pouco mais de 45 milhões de mulheres no Irã, metade da população de cerca de 92 milhões de pessoas, vive uma rotina de repressão, conforme relata Mah. Este cenário macabro, inclusive, a fez se afastar do islamismo, porque, segundo ela, a religião está sendo interpretada de uma maneira prejudicial ao seu povo.
“Muitos iranianos estão profundamente decepcionados com a forma como a religião é usada pelo Estado”, garante a ativista. “Relatórios de organizações de direitos humanos têm denunciado execuções frequentes de opositores e manifestantes.”
O Centro para os Direitos Humanos no Irã, com sede em Nova York, comprovou que forças de segurança iranianas usaram munição real contra manifestantes desarmados, que protestavam contra a ditadura, em janeiro. Eles estavam insatisfeitos com a inflação de 72% para os alimentos, com a desvalorização recorde do rial e com a crise hídrica. Tudo isso agravado pela corrupção e gestão ineficiente. A entidade Iran Human Rights (IHR) relata que o número de mortos pode ter ultrapassado os 25 mil. Enquanto os EUA tentam um acordo para reduzir o poderio bélico iraniano, Mah insiste em alertar que o regime teocrático é uma séria ameaça. À sua própria população.

Trump lança Grupo da Paz. Vaticano Prefere a ONU

 

Hoje ocorreu a primeira reunião do grupo de países que pode iniciar substituição da ONU.  É o "Board of Peace", iniciativa internacional lançada por Trump em janeiro de 2026.

O Board inicialmente procura resolver a questão da Faixa de Gaza, por isso entre os membros fundadores há muitos da região do Oriente Médio e muçulmanos.

Na primeira reunião,  participaram por volta de 50 países,  o que já é muito. 

27 são os membros fundadores formalmente aderentes. Dois são da América do Sul, Argentina e Paraguai.  Veja a lista dos 27:

  - Albânia

  - Argentina

  - Armênia

  - Azerbaijão

  - Bahrein

  - Bulgária

  - Camboja

  - Egito

  - El Salvador

  - Hungria

  - Indonésia

  - Israel

  - Jordânia

  - Cazaquistão

  - Kosovo

  - Kuwait

  - Mongólia

  - Marrocos

  - Paquistão

  - Paraguai

  - Qatar

  - Arábia Saudita

  - Turquia

  - Emirados Árabes Unidos

  - Uzbequistão

  - Vietnã

Se havia apenas dois países europeus ocidentais entre os aderentes, a própria União Europeia participou da reunião entre os observadores, além da Itália e da Alemanha. Vejam os países observadores:

  - Áustria

  - Croácia

  - Chipre

  - República Tcheca

  - União Europeia (representada pela comissária Dubravka Šuica)

  - Finlândia

  - Alemanha

  - Grécia

  - Índia (algumas fontes dizem que está revisando, mas enviou observador)

  - Itália

  - Japão

  - México

  - Países Baixos

  - Noruega

  - Coreia do Sul

  - Reino Unido

  - Suíça

  - Romênia (presidente Nicușor Dan compareceu pessoalmente)

  - Tailândia, e outros.

O presidente do grupo é  Trump.

Os membros do Executive Board / Gaza Executive Board: Incluem Marco Rubio (Secretário de Estado dos EUA), Jared Kushner (genro de Trump), Steve Witkoff (enviado especial), Tony Blair (ex-primeiro-ministro britânico), Nickolay Mladenov (High Representative for Gaza), e outros como representantes de Turquia, Qatar, Emirados, etc.

O Vaticano declarou, por meio do cardeal Parolin, que prefere que a ONU lidere paz em Gaza, mesmo depois que a ONU reconheceu que membros da organização dela eram terroristas em Gaza.

O Vaticano dizer que não deseja aderir por enquanto é aceitável. Mesmo porque o Vaticano,  ou melhor, a Santa Sé, nunca aderiu nem mesmo à ONU,  apenas aderiu como observador em 1964, quase 20 depois que a ONU foi criada. Até hoje a Santa Sé não tem poder de voto na ONU pois não aderiu.

Agora dizer que prefere a ONU para resolver a Faixa de Gaza não é aceitável.  O histórico da ONU na região é horrível. 

Leão XIV manter a diplomacia da Santa Sé nas mãos de Parolin, o homem de Francisco do acordo secreto com a China, é péssimo sinal do seu pontificado.

Rezemos pela paz em Gaza. 

https://thyselfolord.blogspot.com/