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terça-feira, 3 de março de 2026

Lançamento de "Tá pensando que tudo é futebol?"

Livro de crônicas de Franciel Cruz


Nesta sexta-feira, 6 de março, no Miss Brown Café, a partir das 19 horas, Franciel Cruz entra em campo para lançar seu segundo livro de crônicas. Sob o título/pergunta "Tá pensando que tudo é futebol?", ele faz, em 49 textos, um bem-humorado chamamento à reflexão sobre os descaminhos do jogo de bola e da vida, além de convidar o leitor a bailar, a se deixar encantar pela mágica do drible e outros artifícios que hoje parecem antiquados.
Conforme sublinha o jornalista e escritor Douglas Ceconello , "Franciel é mestre na arte de fingir que vai para um lado e sair para o outro: ameaça que vai falar sobre as desventuras do mitológico zagueiro Pedro 500 ou sobre a 'energia ancestralmente poderosa do Santuário do Barradão', mas na verdade está nos chamando para conversar, munido de megafone ou ao pé do ouvido, sobre as mais relevantes questões da existência, como os sonhos que pedem divórcio assim, de repente, e a miragem de uma velha Fonte Nova que simboliza a beleza e a ruína que podemos alcançar - que, na verdade, nos alcançam".
Ele faz isso sem esquecer a adversidade do cenário. Afinal, nos últimos anos, o aumento do vigor físico no futebol tem sido inversamente proporcional à possibilidade de nos surpreendermos dentro das 4 linhas. O jogo de bola e a vida se transformaram em uma espécie de corrida de cavalos. Além da correria cartesianamente desabalada, o VAR/ passou a decidir a peleja por um dedo mindinho ou por um nariz de vantagem. Atualmente, se substituiu a imprevisibilidade pela máquina de calcular. Tudo passou a ser milimetricamente computado, quantificado. E, nas cabines de rádios, nas (mal) ditas redes sociais e em outros lugares insalubres, pontificam os cabeças de planilha.
Antevendo estes desmantelos, o autor informa que, desde sempre, para combater estas e outras infâmias que tentam nos acorrentar, nos moldar, se guia pela filosofia trágica de Garrincha, gênio que ele viu em ação na sua infância querida que os anos não trazem mais. Qual seja. "Vou tentando uma jogada de efeito, tropeçando e zombando, cotidianamente, das minhas mortes e vidas severinas. E juntando as pedras, os cacos, e subindo e descendo o morro no inútil trabalho de Sísifo".
Nesta árdua e insalubre caminhada, usa como antídoto a celebração. Aprendeu com Beto Sem Braço que o que espanta a miséria, seja nas 4 linhas ou no cotidiano, é a festa. Por isso, o livro será lançado com um Talk Show com a apresentação do produtor cultural Roberto Martins. Calce sua chuteira metafórica e venha pra este jogo dos sonhos.
SERVIÇO
QUE: Lançamento de "Tá pensando que tudo é futebol?", livro de crônicas de Franciel Cruz
ONDE: Miss Brown Café, na Rua Barão do Rio Branco , 100 - Serraria Brasil.
QUANDO: Sexta-feira, 6 de março, a partir das 19 horas
Enviado por Borega

"Davi - Nasce Um Rei" chega às plataformas digitais e leva mensagem de fé para dentro dos lares brasileiros



"Davi - Nasce Um Rei inicia uma nova etapa de sua trajetória e já está disponível nas principais plataformas digitais em formato TVOD (aluguel e compra). Após impactar o público nas telonas, o longa agora pode ser assistido no conforto de casa, ampliando seu alcance entre famílias, igrejas e comunidades cristãs em todo o país.

A produção, que retrata a jornada de um dos personagens mais emblemáticos das Escrituras, chega ao ambiente digital mantendo o propósito que marcou sua estreia: fortalecer a fé, inspirar coragem e lembrar que Deus usa pessoas improváveis para cumprir grandes promessas.Onde assistir

O filme já pode ser encontrado nas seguintes plataformas:

📺 Amazon Prime Video

🍎 Apple TV

📡 Claro TV+ (disponível também via Claro Box)

▶️ YouTube Filmes

📱 Vivo Play

A entrada nas plataformas digitais representa uma oportunidade para que igrejas, líderes e famílias promovam sessões especiais, encontros temáticos e momentos de reflexão a partir da história de Davi.

Uma mensagem especial para esta geração

A história de Davi atravessa séculos como símbolo de fé, dependência de Deus e perseverança diante dos gigantes da vida. O filme resgata essa narrativa bíblica com linguagem acessível, produção cuidadosa e sensibilidade espiritual, dialogando com diferentes gerações.

Em um tempo marcado por desafios emocionais e crises de identidade, a trajetória do jovem pastor que se tornou rei relembra que o chamado precede o reconhecimento público — e que o coração alinhado a Deus é o que verdadeiramente sustenta uma liderança.

A chegada ao digital fortalece o propósito de alcançar ainda mais pessoas, permitindo que a mensagem vá além das salas de cinema e encontre espaço nos lares brasileiros.

Para assistir, basta acessar a plataforma de preferência e buscar por "Davi - Nasce um Rei".



Enviado por 360 Wayup

Calor intenso desafia produção de tilápia e liga alerta para desafios sanitários

Por Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados

A produção de tilápia no Brasil enfrenta desafios significativos durante os períodos de calor intenso, especialmente em regiões tropicais, onde a temperatura da água pode ultrapassar os limites considerados ideais para o cultivo – entre 25°C e 30°C. Em temperaturas próximas ou superiores a 30°C, é essencial redobrar a atenção aos manejos diários. A exposição prolongada a temperaturas elevadas compromete o desempenho zootécnico, a sanidade e a sustentabilidade econômica da atividade.

Um dos principais impactos do calor excessivo é a redução da concentração de oxigênio dissolvido na água. O aumento da temperatura diminui a solubilidade do oxigênio, ao mesmo tempo em que eleva o metabolismo dos peixes, intensificando sua demanda respiratória. Esse desequilíbrio pode resultar em quadros de hipóxia, com redução dos níveis de alimentação, menor ganho de peso e, em situações mais graves, mortalidade.

O estresse térmico também tem impacto direto sobre o sistema imunológico da tilápia, tornando os peixes mais vulneráveis a enfermidades bacterianas e parasitárias, como Streptococcus, um dos principais desafios sanitários, e exigindo maior rigor no monitoramento, além da adoção de medidas profiláticas mais eficientes e incidência de custos adicionais relacionados ao manejo e aos tratamentos.

Aliás, o manejo nos períodos de alta temperatura exige ajustes operacionais estratégicos. Redução da densidade de estocagem,  utilização de sistemas de aeração mais eficientes, monitoramento contínuo dos parâmetros físico-químicos da água e adequação dos horários de alimentação são fundamentais para mitigar os efeitos adversos do calor.

Diante das projeções que indicam o aumento da frequência e intensidade das ondas de calor devido às mudanças climáticas, os desafios enfrentados dos piscicultores devem se intensificar. Adaptar-se às condições climáticas extremas é essencial para garantir competitividade e sustentabilidade da piscicultura brasileira.

Juliano Kubitza é diretor da Fider Pescados

Enviado por Mariana Tabatiano, da Texto Comunicação Corporativa

Texas obriga a exibir os Dez Mandamentos nas escolas públicas


Os Dez Mandamentos exibidos numa escola texana


Monumento dos Dez Mandamentos na entrada do Legislativo. Os políticos mudarão 

Por Luis Dufaur

No estado do Texas, EUA, todas as salas de aula do ensino fundamental e médio deverão ter um "pôster durável ou uma cópia emoldurada" dos Dez Mandamentos, em local de destaque, informou "Infocatólica".

O poster deve medir pelo menos 40 cm de largura por 50 cm de altura e ser "legível para uma pessoa com visão média de qualquer ponto da sala".

A inclusão de qualquer conteúdo adicional é proibida, segundo lei aprovada pelo Legislativo do estado.

A medida concede proteção legal às escolas que enfrentem processos judiciais relacionados à sua aplicação.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), juntamente com sua filial no Texas, a Americans United for Separation of Church and State, e a Freedom From Religion Foundation, declararam a lei "manifestamente inconstitucional" e expressaram sua intenção de "impedir esta violação dos direitos da Primeira Emenda" de alunos e famílias.

Líderes religiosos cristãos e judeus também expressaram sua oposição à legislação em uma carta enviada à Assembleia Legislativa em março, afirmando que "o governo ultrapassa seus limites ao ditar uma versão oficial e aprovada pelo estado de qualquer texto religioso". 

A lei entrou oficialmente em vigor em 1º de setembro de 2025, coincidindo com o início do ano letivo.

Entre as mais de 600 medidas promulgadas por Abbott outra regra autoriza que escolas permitam a alunos e funcionários participarem de orações e leituras religiosas diárias e voluntárias.

De fato, o princípio da separação entre Igreja e Estado, consagrado na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, proíbe o governo de estabelecer uma religião oficial ou favorecer uma religião em detrimento de outra. 

Nos últimos anos, a Suprema Corte tem assumido uma postura mais permissiva em relação à expressão religiosa em espaços públicos.

Por exemplo, no caso Kennedy v. In Bremerton School District (2022), a Suprema Corte decidiu a favor de um técnico de futebol americano que foi demitido por orar em campo, estabelecendo que sua conduta estava protegida pela liberdade de religião e expressão.

Essa mudança na jurisprudência encorajou alguns estados, como Texas, Arkansas e Louisiana, a promover leis que restabeleçam elementos religiosos em ambientes educacionais.

No entanto, essas leis continuam sendo objeto de litígio. No caso da Louisiana, uma lei semelhante foi bloqueada por um tribunal federal de apelações sob a alegação de inconstitucionalidade.

No Arkansas, a lei está sendo contestada judicialmente, e a lei do Texas deverá enfrentar um processo semelhante.

Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

Fonte: https://luzesdeesperanca.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de março de 2026

A Guerra do Irã e o Direito Internacional


Por Pedro Erik Carneiro

Tenho PhD em Relações Internacionais. Na minha época de aluno de doutorado,  nas aulas de Direito Internacional ministradas por aquele que era considerado a maior autoridade do assunto no Brasil (não vou citar o nome porque já faleceu e eu discordava profundamente dele sobre o assunto) se fazia muita crítica aos Estados Unidos por usar a prisão de Guantánamo para terroristas islâmicos.  O professor e todos os alunos, com exceção da minha parte, atacavam fortemente o governo americano.  

Eu geralmente não falava muito, a menos que fosse perguntado. Eu vinha de mestrado em Economia,  era neófito na área. 

Fora dessa questão da época, todos reconheciam a fragilidade do Direito Internacional. É um direito sem dentes (não há quem faça cumprir as regras), dependente da aceitação das grandes potências (que se fundamentam no realismo político e não no direito, muito menos na ética cristã), com fundamentos que se relacionam muito mal com a realidade e, ainda pior, com a ética cristã. Além disso, o Direito Internacional, em especial da Corte Internacional de Justiça,  carrega todas as piores políticas que saem da ONU.

Se há dificuldade de enquadrar os critérios da Teoria da Guerra Justa  na Guerra contra o Irã (já falei do tema em outro post), especialmente o critério de causa justa (uma vez que não havia causa imediata para se atacar o Irã, a não ser causa histórica ou possível ofensa do regime iraniano no futuro), o que se pode dizer do Direito Internacional, que filosoficamente tem fundamento em Kant e suas ideias de não-intervenção, desprezo pela metafísica e exaltação da necessidade de um poder global?

Na TV, muitos "especialistas" se apegam ao Direito Internacional para detonar a ação dos Estados Unidos e Israel, ao tratar este direito como se fosse a expressão máxima da ética global e a tratar a ONU como baluarte ético.

Quando eu dava aula de lógica, eu gostava de usar uma frase de um dos grandes brasileiros do Direito Internacional, Rui Barbosa, que disse: "Sem lei não há salvação". Eu pedia aos meus alunos para explicar por que esta frase, em termos lógicos,  não diz nada, é um vácuo. 

Mas hoje eu li um artigo interessante no The Spectator inglês, que fala disso, de como o Direito Internacional deveria lidar com a Guerra do Irã. Eu concordo plenamente com o artigo, escrito pelo escocês Stephen Daisley. Traduzo abaixo:

O direito internacional não deveria impedir a mudança de regime no Irã.

por Stephen Daisley 

Os apoiadores do assassinato do aiatolá Ali Khamenei pelos EUA e Israel estão se esforçando para refutar a acusação de que a Operação Fúria Épica é ilegal. Eles afirmam que Washington e Jerusalém estão retaliando em uma guerra contínua iniciada pelo Irã, que financiou organizações terroristas por procuração para atacar americanos e israelenses. É uma boa tentativa, mas uma vez que se mata o chefe de Estado de um país em um atentado a bomba direcionado, é difícil alegar que a mudança de regime não era o objetivo da operação.

O direito internacional consuetudinário, como geralmente entendido, não permite a violação da soberania de outro Estado para mudar seu governo pela força. Há uma corrente de opinião que considera a doutrina da responsabilidade de proteger insuficiente e acredita que deve haver fundamentos legítimos para remover tiranos que oprimem seu próprio povo e representam uma ameaça a outras nações.

Se alguma vez houve uma ação que reforçou o argumento a favor de um "direito à mudança de regime", certamente foi a do Irã. A república islâmica é uma tirania total, na qual a estrutura de governo torna praticamente impossível a mudança de regime rumo a um caminho liberal ou democrático. Quer lançar um desafio eleitoral sério ao regime? Boa sorte para conseguir a aprovação de seus candidatos pelo Conselho dos Guardiães. Conseguiu aprovar uma legislação reformista na Assembleia Consultiva? O Conselho dos Guardiães tem poder de veto.

Tecnicamente, a Assembleia de Peritos, eleita diretamente, poderia destituir um Líder Supremo, mas isso nunca aconteceu, nem sequer um murmúrio de dissidência, provavelmente porque os candidatos a esse órgão precisam ser aprovados, como você já deve ter imaginado, pelo Conselho dos Guardiães. Existe uma facção reformista, é claro. Nas últimas eleições para a Assembleia de Peritos, os reformistas - ou aqueles que foram autorizados a se candidatar - conquistaram apenas dois por cento dos votos. Derrubar o regime islâmico sem o uso da força é, para todos os efeitos, impossível.

Para os não intervencionistas, isso não muda nada. Existem ditaduras em todo o mundo oprimindo seus próprios povos neste exato momento. Não podemos derrubar todos eles e, mesmo que pudéssemos, seria isso da nossa alçada? Podemos todos concordar, a menos que tenhamos tido o azar de frequentar uma universidade britânica em algum momento do último quarto de século, que o islamismo é bárbaro e os regimes que ele produz são retrógrados e despóticos, mas isso nos dá o dever moral de arriscar a vida de nossos militares e gastar o dinheiro dos contribuintes tentando levar a democracia à região politicamente mais instável da Terra? Não é nossa luta. Deixemos as coisas como estão.

Essas considerações não são facilmente descartadas. Remova um regime cruel sem um plano para o dia seguinte e você corre o risco de desencadear ainda mais crueldade sobre a população já tão sofrida. Se fizermos um trabalho particularmente ruim, um número significativo de pessoas fugirá e acabará buscando refúgio na União Europeia ou no Reino Unido. Certamente não precisamos de mais jovens desacompanhados invadindo o país vindos de culturas retrógradas. Além disso, criar uma exceção para a mudança de regime pode levar Estados autoritários a usá-la indevidamente para desestabilizar Estados rivais ou como meio de resolver disputas, como as de Taiwan ou Gaza. De fato, a Rússia reivindicou um direito comparável a esse em sua invasão da Ucrânia, que inicialmente justificou como a salvaguarda do bem-estar do povo de língua russa, cuja autodeterminação foi negada por Kiev. No direito internacional, toda ferramenta [lei, regra] acaba se tornando um porrete, um instrumento de coerção.

Defensores do direito internacional podem se unir aos não intervencionistas no tema da mudança de regime, mas qualquer aliança é sempre temporária. Aqueles que se opõem filosoficamente à intervenção em quaisquer circunstâncias tendem, em sua maioria, a ser céticos em relação ao direito internacional humanitário, considerando-o uma violação da soberania estatal. Direito internacional e realismo na política externa sempre serão parceiros problemáticos.

Teóricos e profissionais do direito internacional precisam de uma resposta para a questão da mudança de regime. Ou trabalham para estabelecer um consenso sobre a remoção legítima de um regime despótico ou se apegam ainda mais ao status quo. Esta última seria a opção mais fácil, mas não necessariamente a mais sábia. Durante todo o fim de semana, o público em geral foi bombardeado com imagens de iranianos celebrando a morte de seu opressor, agitando bandeiras israelenses e americanas em sinal de gratidão e falando sobre o sofrimento de seu povo nas mãos da república islâmica. O público também foi bombardeado por ativistas, ideólogos e acadêmicos repetindo o mesmo mantra: "Isso é uma violação do direito internacional".

Pode muito bem ser, e o que isso diz sobre o direito internacional? Que ele exigia que essas pessoas que dançavam nas ruas ainda estivessem acuadas de medo? Que envolvia desaprovar a barbárie do regime enquanto se bloqueava qualquer ação para impedi-la? Que respeitar o direito internacional significa aceitar a soberania e a legitimidade de um país onde espancar mulheres e enforcar gays em público são passatempos nacionais?

Pode muito bem ser, e o que isso diz sobre o direito internacional? Que ele exigia que essas pessoas que dançavam nas ruas ainda estivessem acuadas de medo? Que ele envolvia desaprovar a barbárie do regime enquanto se bloqueava qualquer ação para detê-la? Que respeitar o direito internacional significa aceitar a soberania e a legitimidade de um país onde espancar mulheres e enforcar gays em público são passatempos nacionais? Se o direito internacional diz que Khamenei deve permanecer no poder, talvez o próprio direito internacional mereça ser detonado junto com ele.

Fonte: https://thyselfolord.blogspot.com/

Com olhar de Van Gogh


Se Vincent Willem van Gogh tivesse pintado uma tela da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, certamente teria esse olhar! 

Arte digital produzida por IA Generativa, com correções e ajustes do Photoshop feitas por Angelo Pinto

domingo, 1 de março de 2026

Preenchimento de vagas nos quadros da Academia Feirense de Letras


O presidente da Academia Feirense de Letras, João Batista de Cerqueira, vem de público anunciar que em função da existência de cinco vagas no Quadro de Acadêmicos Efetivos e 16 vagas no Quadro de Acadêmicos Correspondentes, está aberto o prazo para indicação de candidatos nos termos do Estatuto Social, Regimento Interno, e deliberações da direção. "Por conseguinte, os confrades e confreiras do sodalício, que queiram apresentar candidatos às vagas supramencionadas, poderão efetivar as inscrições através de e-mail acad.feirensedeletras@gmail.com - anexando a Ficha Cadastral e o Currículo", informa, acrescentando que devem encaminhar para a Avenida Senhor dos Passos, 425, um exemplar de um dos livros do apadrinhado, respeitando o prazo do período de 2 a 31 de março do ano em curso.

Trump aproxima Washington do bolsonarismo ao nomear aliado de Eduardo e Paulo Figueiredo


Por Felipe Vieira

O presidente Donald Trump decidiu colocar um nome ligado a Eduardo Bolsonaro e ao estrategista Paulo Figueiredo no centro da política americana para o Brasil, em um movimento que reforça a conexão entre a Casa Branca e o núcleo político do bolsonarismo.

O escolhido, Darren Beattie, assume como assessor sênior responsável por formular e supervisionar as diretrizes de Washington para Brasília. A função é estratégica: passa por diplomacia, comércio, interlocução institucional e posicionamento político diante do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal.

Nos bastidores diplomáticos, a leitura é de que a nomeação não é apenas técnica. Ela é política. Fontes ouvidas por interlocutores em Washington afirmam que o movimento foi discutido dentro do Departamento de Estado como parte de uma reorganização da política para a América Latina, com ênfase em governos considerados "não alinhados" à agenda de Trump.

Diplomatas brasileiros avaliam que o gesto sinaliza dois movimentos simultâneos: manutenção de canais institucionais formais com o governo Lula e preservação de pontes paralelas com a direita brasileira. Em linguagem diplomática, trata-se de "dual track engagement" - diálogo oficial com Brasília e interlocução política com atores de oposição.

O Itamaraty acompanha o caso com cautela. Internamente, a preocupação não é apenas retórica. A avaliação é que o grau de influência real de Beattie dentro do Departamento de Estado será determinante. Se ele atuar apenas como formulador técnico, o impacto tende a ser limitado. Se tiver acesso direto à Casa Branca ou influência sobre decisões comerciais e de sanções, o cenário muda.

A nomeação ocorre em momento sensível. Após tensões envolvendo tarifas comerciais, críticas públicas a decisões do STF e episódios de sanções diplomáticas em 2025, houve um esforço recente de distensão entre Trump e Lula. A eventual visita do presidente brasileiro à Casa Branca, prevista para março, foi tratada por diplomatas como um passo para estabilizar a relação.

A presença de um assessor identificado com aliados de Jair Bolsonaro dentro da estrutura formal da política externa americana reintroduz um elemento político no tabuleiro.

Nos Estados Unidos, a leitura de analistas é que Trump mantém a estratégia de dialogar com lideranças conservadoras estrangeiras mesmo quando estas não estão no poder. A lógica é preservar influência de longo prazo.

Para Brasília, o desafio é administrar a relação institucional sem permitir que disputas internas brasileiras contaminem o eixo bilateral.

Mais do que um ato administrativo, a nomeação é um sinal. Em diplomacia, sinais importam. Eles indicam prioridades, alianças e intenções.

Trump envia um recado claro: Washington seguirá dialogando com o governo brasileiro, mas não abrirá mão da interlocução com o bolsonarismo.

@felipevieirajornalista. Foto: Redes Sociais

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Postagens com mais visualizações em fevereiro


Entre as dezenas de postagens feitas pelo
Blog Demais no segundo mês do ano de 2026 - uma série de oito notas sobre os eventos políticos e sociais ocorridos na cidade de Boa Vista do Tupim, na Chapada Diamantina, no dia 7, alavancaram a procura. Assim, as 15 postagens que obtiveram mais visualizações foram:

1. ACM Neto diz que José Ronaldo "estará com a gente"

2. Liderança política reverenciada

3. Livro para anfitriã

4. Enfatizando vínculos familiares de Feira de Santana com ACM Neto 

5. Carlos Brito e o patrimônio artístico e cultural de Feira de Santana

6. Agro é fundamental

7. "José Ronaldo estará com a gente", diz ACM Neto

8. Marcante noite cultural e memorial

9. Na Biblioteca de Boa Vista do Tupim

10. Relíquia de familia!

11. Projeto "Feira Lê Sua História" 

12. Tombamento do Monumento Relógio Rotary será solicitado 

13. A primeira mulher imortal do Brasil nasceu em Feira de Santana

14. Luiz Gomes expõe na Itália

15. A saudade tem som

Deu na FOX News: Morte do líder supremo do Irã


"Líder supremo do Irã, o terrorista maior, aiatolá Ali Khamenei, um militante inflexível que governou a República Islâmica por mais de trrês décadas e supervisionou uma era de dura repressão interna e confrontos com os EUA e Israel, morreu após o ataque israelense em Teerã, enquanto seu complexo era reduzido a escombros, disse um alto funcionário israelense à FOX News."


Morre ator paulista Dennis Carvalho


Faleceu neste sábado, 28, o ator paulista Dennis Carvalho, aos 78 anos. Era mais conhecido por sua atuação na televisão, como diretor e ator de novelas e minisséries.
No cinema, apareceu em "Elas", segmento "A Radionovela" (1970; "Ninguém Segura Essas Mulheres", segmento "Marido Que Volta Deve Avisar" (1976); "Beijo na Boca" (1982), "Espelho na Carne" (1985), "Leila Diniz" (1987), "A Partilha" (2001), e "Se Eu Fosse Você" (2006);

AVISO DE EVENTO CANCELADO


Devido às fortes chuvas que caem sobre a cidade, a apresentação da Retreta e da Exposição Fotográfica programada para hoje foram canceladas. Informaremos em breve a nova data.

CNN mudará de lado

Hoje pela manhã, na sede da CNN em New York, o edifício Hudson Yards, o clima era de velório.

Mais: de pânico.

A razão: a Netflix, que defende transgêneros e a volta de Obama, esperada pela esquerda como compradora da Warner Brothers, dona da CNN, desistiu oficialmente da compra.

O motivo do pânico -que acabou indo ao ar hoje pela manhã nos noticiários da CNN e CBS- é mais do que justificado: o novo dono do maior império midiático do mundo agora é a Paramount, de David Ellison, conservador e cuja família é totalmente alinhada a Donald Trump.

A Netflix desistiu oficialmente quando sua oferta de 72 bilhões de dólares foi superada pelos 81 bilhões da Paramount.

Há muito, Trump tem rotulado a CNN como um dos veículos que mais dissemina notícias falsas nos EUA, e tem afirmado sua intenção de reformular totalmente a empresa.

A compra, evidentemente, promete demissões brutais em toda a empresa.

Trump é apoiado integralmente por Ellison, agora dono  de uma enorme rede de franquias, que inclui, além da CNN, dezenas de outras como O Senhor dos Anéis, Batman, Superman e DC Comics.

O comunicado oficial foi feito hoje pelo Departamento de Justiça americano e pela Netflix, e manchetes se alastraram pela mídia de esquerda afirmando que 'Trump e seus aliados pretendem transformar a emissora em canal pró-MAGA.'

Os reflexos dessa guinada nos rumos da mídia mundial vão se espalhar por todo o mundo, e inclusive no Brasil, onde a CNN poderá, sob uma orientação conservadora, virar uma pedra no sapato da rede globo, conhecida por seu 'jornalismo' de ocasião e alugado a quem paga mais.

Fato é que a nefasta onda woke estimulada pela esquerda, que invadiu o mundo, vai agonizar.

Para alívio do planeta, cansado desse lixo.

A própria Netflix deverá, a partir de agora, rever suas posições duvidosas, diante da realidade...e da concorrência.

Good news, especialmente no caso do Brasil, em ano eleitoral e sujeito a uma imprensa totalmente comprada por lula e seus asseclas.

Quem viver verá.

https://blogdopolibiobraga.blogspot.com/

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Livros usados é com Ciso

Banca Mandacaru completa 50 anos



Em 17 de setembro deste ano, vai fazer 50 anos que Ciso trabalha como livreiro, alfarrabista, com a Banca Mandacaru, vendendo livros usados, velhos, raros ou esgotados - tanto obras literárias como didáticas. É como um mediador cultural, que facilita o acesso a livros mais baratos. No seu acervo físico são centenas de publicações.

Um negócio familiar, onde são também são vendidos discos de vinil, gibis, revistas de variedades, coleções - como as das revistas de cinema "Set" e "Premiere".

Interessante, nesses tempos modernos, que Ciso não se utiliza de redes sociais e plataformas online para divulgação e venda. Ele reconhece seu trabalho de décadas como uma alternativa que permite circulação do conhecimento com acesso até a obras raras da literatura universal.

No meio de tantos livros, podem ser encontradas publicações de autores feirenses, como "cinema demais" e "O Processo de Cassação da Rádio Cultura", ambos de Dimas Oliveira.

A banca está situada desde o início na esquina da Rua Deputado Melo Lima com a Rua Conselheiro Franco, ao lado do Mandacaru.

Ciso é Manoel Narciso Marinho da Natividade, 78 anos, casado, sete filhos (um adotivo) e nove netos, morador do Tanque da Nação, em frente ao Clube Ali Babá. Na mocidade, jogou futebol, sendo craque no meio de campo do São Paulo, time amador local.

Irma Amorim: Uma grata lembrança; uma história para contar


Por Moacir Cerqueira

O "Bar de Seu Pedro" foi um espaço de lazer que existiu na Rua Cícero Dantas, ao lado da Coelba no bairro Ponto Central. Conheci este espaço através da minha prima Margarida que residia na localidade, vizinha ao referido bar. Ela nos convidava, a mim e a minha esposa Ana Maria, já que o ambiente era familiar. A prima era uma pessoa muito animada e gostava de tomar um gole de cerveja ouvindo uma boa música ou rindo a valer ao ouvir uma boa piada. Algum tempo depois mudou-se dali. Já familiarizados, por lá continuamos. 

Dava-se ali o encontro de amigos de boa conversa, intelectuais, poetas, músicos, cantores, boêmios e de quebra havia uma mesa especial reservada para o carteado. Passei a frequentar o ambiente, o que me serviu de acalanto num momento de minha vida quando me desliguei da militância política, das lides esportivas e do intenso labor comercial por mais de 50 anos. 

Os bate-papos, às vezes acalorados, o carteado de buraco e as cantorias aconteciam aos sábados, domingos e feriados. Os donos do bar, Sr. Pedro e sua esposa Dona Cleonice, gostavam de cantar e conversar. Bons recepcionistas, eram também muito animados. 

Conhecia Irma Amorim de nome. Seu marido o arquiteto Amélio Amorim tinha escritório no Edifício Áureo Filho na Avenida Senhor dos Passos, em frente à Casa das Canetas. Era nosso cliente de canetas e lapiseiras de linha e grafites especiais. 

Num ensolarado dia de sábado chegando àquele local de encontro de amigos, deparei-me com uma senhora sentada ao lado de Dona Cleonice que me fez a devida apresentação à professora Irma Amorim, informando de pronto que ela estava naquela rua à procura da casa de uma amiga ali residente. Dirigí-lhe respeitosa saudação e ela agradecida observou com um sorriso contido: "- Conheço o Senhor, Sr. Moacir, sou cliente de sua Casa das Canetas". Agradeci a boa e honrosa preferência. Dona Cleonice, de sua parte fez questão de afirmar ter sido aluna da professora Irma no Curso Pedagógico do Gastão. 

Naquele sábado os primeiros contumazes frequentadores começavam a chegar, alguns conhecidos e amigos de Irma Amorim dirigiam-se a ela surpresos, felizes e admirados pela sua presença ali. Foi o bastante para que Irma se afeiçoasse ao local. Indagada sobre sua presença naquele bar, com simplicidade e meiguice respondia: "- Para afugentar a solidão". 

Todos sabiam de sua viuvez, mas nenhuma indagação lhe foi feita a respeito. Já beirando o meio-dia levantou-se, agradeceu a recepção que considerou calorosa e disse que certamente viria muitas vezes, só aos domingos, em virtude de compromissos familiares aos sábados. 

Voltou várias vezes. Numa destas trouxe-lhe uma publicação em forma de caderno, que produzi após receber da Câmara Municipal o Título de Cidadão Feirense e noutra data a Medalha do Mérito Municipal. No corpo da publicação o meu discurso, no verso da capa uma poesia de Irma Amorim na qual realça o seu amor à Feira clamando pelos "- Traços esquecidos/Nas tradições perdidas". Com minha publicação em mãos, alegre e emocionada agradeceu. 

Simpatia, educação, fino trato e bagagem cultural foram marcas deixadas pela Poetisa, entre nós. O tempo, implacável, passou. Sr. Pedro Guerreiro morreu. O bar acabou. Algum tempo depois Irma Amorim também se foi. Ficou a lembrança, a amizade, a saudade de todos os que passaram ali, naquele recanto tão prazeroso, simples e acolhedor.

*

"... Traços esquecidos 

nos belos casarões desaparecidos 

Nas tradições perdidas 

No pôr do sol dos dias  

no luar de agosto nas noites frias 

Minha Feira de Santana minha cidade 

Choro quando te sinto em erros 

Canto com anjos 

te vendo em vôos e pés no chão 

flor cabocla do meu sertão."

Irma Amorim

Moacir Cerqueira é Cidadão Feirense e detentor da Ordem Municipal do Mérito de Feira de Santana

América Invertida e o debate contemporâneo: exposição destaca diálogos entre Joaquín Torres García e mais de 70 artistas, e reconhece sua atualidade

Cultura e identidade latino-americanas estão em evidência em mostra que conta com obras de brasileiros como Bispo do Rosário, Estela Sokol, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Anna Bella Geiger, Rosana Paulino, Alfredo Volpi, Mira Schendel e Lina Bo Bardi

Exposição é considerada uma das mais relevantes em torno da obra do artista uruguaio




Fotos: Renato Parada

A exposição Joaquín Torres García - 150 anos, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 9 de março, reúne um dos maiores conjuntos de obras do artista uruguaio já exibido no mundo, em diálogo com trabalhos de mais de 70 artistas modernos e contemporâneos, brasileiros e internacionais. A mostra propõe uma ampliação do percurso histórico de Torres Garcia e reafirma sua importância na arte latino-americana e na construção de um pensamento artístico global no século XX.

A curadoria articula a produção do artista com a arte moderna brasileira, a produção contemporânea, a cultura indo-americana, a arte africana e as vanguardas europeias. A seleção propõe uma revisão crítica para além das leituras consagradas do Universalismo Construtivo - ideia de usar formas simples e universais para criar uma arte que também represente a cultura e a identidade da América Latina.

"Celebrar 150 anos de um artista da dimensão de Torres García exige pensar necessariamente em uma ampliação do percurso histórico", afirma o curador Saulo di Tarso. "Ele foi amplamente exposto no Brasil, mas ainda sofremos de uma espécie de síndrome da lusofonia, que nos afasta culturalmente do nosso legado espanhol e dos países vizinhos da América do Sul", completa.

Dois fatores centrais influenciaram a escolha dos artistas participantes da mostra. O primeiro, segundo o curador, foi o incêndio ocorrido em 1978 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), que marcou profundamente a história museológica brasileira e teve repercussões internacionais duradouras. O segundo foi a intenção de provocar uma reflexão crítica sobre a persistência simbólica do Tratado de Tordesilhas na cultura contemporânea e nas relações culturais sul-americanas.

No caso do incêndio do MAM Rio, a curadoria buscou transcender qualquer ressentimento existente no Uruguai, trazendo as comemorações de 150 anos do artista para o território brasileiro: "Essa ferida permaneceu especialmente viva no Uruguai, apesar das inúmeras exposições de Torres García realizadas posteriormente no Brasil, em instituições como a Bienal de São Paulo, o MASP, a Pinacoteca, o MAM, o Museu Oscar Niemeyer, a Fundação Iberê Camargo e a Biblioteca Mário de Andrade", aponta o curador.

Muitas dessas exposições se dedicaram a reafirmar um Torres García bastante conhecido em termos de linguagem.  "A responsabilidade histórica desta mostra exigia compensar o nosso cenário cultural e enfrentar essa fatalidade sem medo curatorial. Era fundamental mostrar algo novo, não repetir o Torres García de sempre."

Nesse sentido, a curadoria também buscou inspiração em exposições internacionais que ampliam a leitura da obra do artista, como a realizada pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Reconhecendo que Torres García integra as principais coleções do mundo, a exposição no CCBB SP apresenta uma narrativa para além da iconografia mais difundida, despertando o interesse por um artista fundamental do século XX, que conseguiu estender as experiências da vanguarda europeia — ao lado de grandes nomes da arte moderna - a um retorno singular ao Uruguai, em 1934. Esse retorno, segundo a curadoria, tornou sua obra ainda mais original e profundamente comprometida com a defesa da civilização sul-americana.

Relações diretas e indiretas
A decisão de convidar artistas modernos e contemporâneos para a mostra obedeceu ao critério de "abraçar" o legado de Torres García por meio de produções que mantêm relações diretas ou indiretas com seu pensamento, estabelecendo encontros no tempo e no espaço. A proposta busca reconhecer a atualidade da "América invertida" - a obra tem presença marcante na exposição, é uma oportunidade rara ser vista fora do Museo Torres García - e ir além de sua recorrente utilização, frequentemente apropriada por discursos que tendem a partidarizar o pensamento do artista.
Foram selecionados mais de 70 artistas que ajudam a integrar um percurso que articula uma visão ampla da arte sul-americana. Nesse contexto, a presença de exemplares da arte Chancay, provenientes da coleção Profilli, reforça a pertinência do pensamento de Torres García quando defende a arte indo-americana no mesmo patamar de importância das culturas antigas de outros continentes.
Os brasileiros
Mais de 40 artistas brasileiros participam da mostra e essa predominância se justifica tanto pelo encerramento das comemorações dos 150 anos de Torres García no Brasil quanto pela necessidade de superar definitivamente qualquer divisão entre o país e a cultura da América do Sul, especialmente no âmbito do Mercosul.
"A arte brasileira teve uma contribuição fundamental no século XX", afirma o curador. "Desde o Modernismo, assim como a antropologia dos trópicos, ela influenciou profundamente a cultura europeia e norte-americana, embora ainda insistimos em ler essa história apenas no sentido inverso. Por isso, foi lógico adensar a presença da arte brasileira ao redor de um artista que afirmou que 'o nosso norte é o Sul'."
Entre os artistas brasileiros presentes na mostra estão Cecília Meireles, Antonio Cabral, Paulo Nenflídio, Ernesto Neto, Willys de Castro, Bispo do Rosário, Estela Sokol, Rubens Gerchman, Marcone Moreira, Carlos Zilio, Ronaldo Azeredo, Luiz Sacilotto, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Emanoel Araújo, Arnaldo Ferrari, Montez Magno, Leonilson, Flávio de Carvalho, Tuneu, Jac Leirner, Anna Bella Geiger, Sérgio Camargo, Rivane Neuenschwander, Sofia Borges, Rosana Paulino, entre muitos outros. Volpi, Mira Schendel e Lina Bo Bardi também integram o percurso, reconhecidos como indissociáveis da história da arte brasileira, apesar de não terem nascido no país.
Embora Torres García não tenha vindo ao Brasil para difundir suas ideias, sua influência atravessou os territórios por onde passou e encontrou forte ressonância no país. A exposição evidencia diálogos diretos entre sua obra e artistas como Ronaldo Azeredo, Arden Quin, Sacilotto e Volpi, além de relações conceituais com Tuneu, Ernesto Neto, Bispo do Rosário, Emanoel Araújo e Willys de Castro, especialmente no entendimento do objeto como elemento ativo. O percurso se encerra com um diálogo excepcional entre Torres García e Rosana Paulino, em uma das salas finais da mostra.
"Em um mesmo segmento da exposição, encontram-se obras de Luiz Sacilotto, Sérgio Camargo, Estela Sokol e Rosana Paulino - esta última a caminho da Bienal de Veneza. Ao propor esse encontro, a exposição não apenas articula trajetórias e contextos distintos, mas também provoca o olhar crítico. Sem essa provocação, a complexidade da proposta pode passar despercebida", aponta o curador.
Torres García antecipou em décadas questões centrais da arte concreta brasileira. Foi pioneiro ao propor um horizonte verdadeiramente global da história da arte, sem hierarquizar culturas ou separar tradições, visão que orienta toda a concepção curatorial da exposição.
A mostra apresenta ainda centenas de escritos e trabalhos gráficos inéditos no Brasil, exibidos pela primeira vez em conjunto fora do Museu Torres García, sediado em Montevidéu. Muitas das obras nunca haviam sido expostas anteriormente e todas foram emprestadas diretamente pelos artistas ou por coleções privadas, além de importantes acervos brasileiros, suíços e espanhóis, com destaques para o Institut Valencià d'Art Modern (IVAM), e o MACBA, que contribuíram com peças fundamentais.
Fora do Brasil
No núcleo internacional, destacam-se obras de Carmelo Arden Quin, Gyula Kosice, documentos de Mondrian, Theo van Doesburg e Vantongerloo, além de trabalhos de Alfredo Jaar, Carlos Garaicoa, um desenho de Nijinsky, arte africana de diversas coleções e obras de Robert Kelly, Pablo Uribe, Jacqueline Lacasa, Agustín Sabella e Fernando López Lage.
Sob o ponto de vista do ineditismo, da densidade histórica e da amplitude conceitual, a comemoração promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil se afirma como uma iniciativa única, propondo não apenas uma homenagem, mas uma revisão crítica profunda sobre o legado de Joaquín Torres García e o reconhecimento de sua atualidade nas questões latino-americanas da arte, da vida e da cultura. A mostra foi selecionada no Edital CCBB 2023-2025, viabilizada através da Lei Rouanet, tem patrocínio da BB Asset, e organização e produção da Cy Museum.
Sobre o curador
Um dos idealizadores do projeto, curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, com a colaboração com o Museu Torres Garcia, Saulo di Tarso (Foto: Julio Kohl)  foi considerado pelo poeta Haroldo de Campos e pelo artista plástico Luiz Sacilotto como um dos artistas mais talentosos de sua geração. Em 2022, atuou como museógrafo, produtor e coordenador de multimídia da mostra "Marc Chagall: sonho de amor" - prêmio APCA de melhor exposição internacional de 2023, ano em que traduziu a obra completa dos poemas de Marc Chagall para o português.
Fez, em 2023, a curadoria da mostra "Para falar de amor" no antigo Noviciado Nossa Senhora das Graças, com a participação de 125 artistas, tendo recebido a menção de segunda melhor exposição de 2023 pela Revista Das Artes. Foi curador da Casa do Olhar Luiz Sacilotto, coordenador de arte-educação e espaço expositivo da Casa das Rosas, ação educativa e difusão do Paço das Artes e curador independente de diversas mostras e projetos no Paço Imperial do Rio de Janeiro, A7MA, Galeria da Unicamp, Galeria Olido, Galeria Marta Traba,  Museu Afro Brasil, Instituto de Artes do Pará, entre outros.
Em 2006, idealizou a Trienal Internacional de Grafias percorrendo o Brasil através do Memorial da América Latina, como curador e pesquisador de arte gráfica e digital na produção contemporânea. Em sua trajetória interagiu com Renato Cohen, Edson Zampronha, Francisco Alambert, Wollner, José Roberto Aguilar, Daniela Bousso, Mario Gruber, Wesley Duke Lee, Emanoel Araújo, Alexandre Wollner, além do compositor e educador musical Hans-Joachim Koellreutter com quem esteve no Japão em 1998. Foi também coordenador de cultura e redator do programa de governo na campanha presidencial de Eduardo Campos e Marina Silva, em 2014. Fundador da Tangram Museologia e filiado ao ICOM-CIMAM e vive atualmente no Brasil e na Itália.
 CCBB SÃO PAULO

O Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, iniciou suas atividades há mais de 20 anos e foi criado para formar novas plateias, democratizar o acesso e contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura. A instalação e manutenção de nosso espaço, em pleno centro da capital paulista, reflete também a preocupação com a revitalização da área, que abriga um inestimável patrimônio histórico e arquitetônico, fundamental para a preservação da memória da cidade. Temos como premissa ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, em suas diferentes formas.

Essa conexão se estabelece mais genuinamente quando há desejo de conhecer, compreender, pertencer, interagir e compartilhar. Temos consciência de que o apoio à cultura contribui para consolidar sua relevância para a sociedade e seu poder de transformação das pessoas. Acreditamos que a arte dialoga com a sustentabilidade, uma vez que toca o indivíduo e impacta o coletivo, olha para o passado e faz pensar o futuro. Com uma programação regular e acessível a todos os públicos, que contempla as mais diversas manifestações artísticas e um prédio, que por si só, já é uma viagem na história e arquitetura, o CCBB SP é uma referência cultural para os paulistanos e turistas da maior cidade do Brasil.
SERVIÇO
ExposiçãoJoaquín Torres García - 150 anos
Local: CCBB São Paulo   
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro   
Data: Até 9 de março de 2026
Horário: das 9 às  20 horas, exceto às terças
Gratuito
 
Itinerância
CCBB SP (10 de dezembro de 2025 a 9 de março de 2026)
CCBB Brasília (31 de março a 21 de junho de 2026)
CCBB BH (15 de julho a 12 de outubro de 2026)
 
Ficha técnica
Realização: Ministério da Cultura
Patrocínio: BB Asset
Curadoria: Saulo di Tarso em colaboração com o Museo Torres García
Organização e Produção: Cy Museum
Apoio Institucional: Museo Torres García
Coordenação Geral: Cynthia Taboada
Coordenação Executiva: Paula Amaral
Coordenação Editorial e Pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman.
Projeto expográfico: Stella Tennenbaum
Assessoria de imprensa: Agência Galo
 
Informações CCBB SP
Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9 às 20 horas, exceto às terças
Contato: (11) 4297-0600 | E-mail: ccbbsp@bb.com.br
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14,00 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12 às 21 horas.
Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12 às 21 horas.
Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Entrada acessível CCBB SP: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.  
 
Enviado pela Agência Galo - Assessoria de Imprensa

Filme feirense leva a cidade, pela primeira vez, à Mostra Sesc de Cinema e será exibido no Centro Cultural

"Patricia" foi produzido integralmente em Feira de Santana e selecionado para a VIII edição da mostra



Um filme feito em Feira de Santana, com equipe local e história atravessada por vivências da cidade, integra pela primeira vez a programação da Mostra Sesc de Cinema. O curta-metragem "Patricia" foi selecionado para a VIII edição da mostra e será exibido no dia 7 de março, às 15 horas, no Centro Cultural Sesc Feira de Santana, durante o pré-lançamento do evento.

Protagonizado por Julia Lorrana (Foto: Kaliane Madureira) e com 22 minutos de duração, o curta retrata a tensão entre sonho e realidade, destacando as barreiras estruturais que afetam o acesso à cultura. A narrativa acompanha os passos de Patricia no esforço de retomar sua relação com o teatro enquanto lida com as imposições do trabalho, da falta de tempo, do peso das responsabilidades e a solidão que marcam sua rotina.

Escrito e dirigido por Marco V. Rocha, com produção da Ticuna Filmes e Candeeiro Filmes, "Patricia" propõe uma escuta sensível às histórias que, muitas vezes, passam à margem dos olhares cotidianos. Com uma abordagem estética que mescla realismo e lirismo, a obra aposta na força das atuações e na presença do corpo como território poético.

“Patricia fala sobre sonhos interrompidos não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade. É um filme sobre resistência e sobre o direito de continuar criando, mesmo quando tudo parece empurrar para o contrário”, afirma o diretor.

Para toda a equipe, “Patricia” é, antes de tudo, um gesto de afeto e escuta. Uma tentativa de dar forma e voz às vidas que persistem mesmo diante das ausências e que continuam fazendo da arte um espaço de respiro.

A seleção marca um momento simbólico para o audiovisual feirense, ao reconhecer uma obra construída integralmente na cidade dentro da programação da Mostra Sesc de Cinema. Após a exibição, o público poderá participar de um bate-papo com o diretor Marco Vinícius Rocha, com mediação de Daniel Sal.

Enviado por Orisa Gomes