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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Méqui encontra a receita perdida de Atlântida em nova temporada do McFish

Sanduíche com inúmeros fãs ganha duas novas versões que  vieram diretamente da cidade mitológica de Atlântida 


                                                                            
Divulgação/McDonald's

O McFish está de volta ao cardápio do McDonald's. A partir de hoje, 8 de setembro, o sanduíche está disponível em todos os pontos de venda da marca no Brasil. E se em outras temporadas o Méqui foi até o Alasca para revelar a origem do filé de peixe Polaca do McFish, desta vez a campanha revela novas histórias e transforma o retorno em uma verdadeira expedição pela profundeza dos mares,  indo até a cidade mitológica de Atlântida.

Antes mesmo da campanha entrar no ar e culminar com o reencontro entre os fãs e o McFish, o Méqui mobilizou a comunidade @VoltaMcFish nas redes sociais com uma narrativa e série de conteúdo que, além de ativarem os sentimentos de saudade e amor pelo sabor inconfundível do McFish, convidaram as pessoas para mergulharem em uma jornada de retorno. Em uma das publicações, foi apresentado até mesmo um dramático bolero - Bolero da Saudade - com letra criada a partir de comentários feitos nas 24 horas que antecederam a postagem do musical. 

"A gente escuta e valoriza a paixão dos nossos fãs, por isso, atendendo aos milhares de pedidos, trouxemos o peixinho mais amado do Brasil de volta em uma jornada épica até Atlântida, criada como uma resposta à altura desse carinho. Mais do que anunciar o retorno desse ícone, a campanha é um convite aberto para os Fish Lovers mergulharem com a gente nessa descoberta, matando a saudade do clássico e conhecendo a grande novidade da temporada, o McFish Deluxe", comenta Ilca Sierra, diretora de Marketing do McDonald's no Brasil. 

"O McFish é um momento cultural da marca. Diferente dos outros produtos do cardápio, estamos lidando com uma comunidade aficionada pelo sanduíche. Por isso, sempre procuramos sair do padrão e construir um arco narrativo envolvente que posiciona o McFish com o destaque que ele merece e que os fãs adoram acompanhar. Dessa vez fomos longe demais, ou melhor, fomos fundo até Atlântida.", afirma Rodrigo Marangoni, diretor executivo de criação da Galeria.

Em "McFish e a Receita Perdida de Atlântida" é chegado o momento de conferir a viagem épica que trouxe o sanduíche de volta: com o McFish fora do cardápio, os Fish Lovers não mediram esforços e viajaram até as profundezas do mar. Nessa viagem arqueológica, acharam a cidade mitológica de Atlântida e a receita perdida. Além de encontrarem o que seria uma versão ancestral do Méqui 1000, o icônico restaurante na Av. Paulista, murais misteriosos e vestígios da civilização atlantes, a marca descobre e traz agora para o cardápio a versão Deluxe do McFish com alface e tomate.

Para chegar nessa superprodução, o filme teve como inspiração o estilo do cineasta Wes Anderson e uma maquete de Atlântida foi montada para materializar a ideia. "Hoje, o uso da IA torna toda produção possível, mas também trouxe um efeito de pasteurização e perda de originalidade. Por isso, esse projeto foi idealizado e planejado nos mínimos detalhes a partir de uma escolha clara: construir esse universo físico. Criamos diversas maquetes, prédios, ruínas e miniaturas, tudo feito à mão. Nosso objetivo era além de criar um universo fantástico, despertar a curiosidade do público sobre como foi executado: de certa forma isso deixa a campanha mais interessante e aumenta as interações com nossa marca.", comenta Gabriel Felde, diretor de criação da Galeria.  

Assista ao filme aqui.  

O clima de expedição arqueológica transborda, inclusive, para a Avenida Paulista. A partir dessa semana, o Méqui 1000 ganha nova fachada e ambientação inspirada em Atlântida. Com a criação da Galeria, além do filme para TV, a campanha é composta também por estratégia digital, mídia OOH, ação de conteúdo e com influenciadores, evento de lançamento para convidados e ativações de marca.


Os sanduíches estarão disponíveis, por tempo limitado ou até durarem os estoques, em restaurantes do Méqui de todo o país para pedidos no balcão, pelos totens de autoatendimento, no Drive-Thru e no app do Méqui pelo McDelivery ou Peça e Retire.  


Para acompanhar todas as novidades do Méqui, acesse o site ou fique de olho no app oficial


Enviado por ComunicAtiva Associados    



Revisão do clássico "À Beira do Abismo"


Revisão do clássico film noir "À Beira do Abismo" (The Big Sleep), de Henry Hathaway, 1946. Certamente, 80 anos depois, não de faz mais filme como esse. Um filme noturno, cheio de neblinas e sombras. "O Grande Sono" é a tradução do título original.

 Incluído na lista de 1998 do American Film Institute dos 400 filmes indicados para os 100 melhores filmes americanos. Incluído na lista de 2001 do American Film Institute de 400 filmes indicados para os 100 filmes americanos mais emocionantes. Também está incluído entre os "1001 Filmes Que Você Deve Ver Antes de Morrer", livro editado por Steven Schneider, bem como está incluído na lista de "Ótimos filmes" de Roger Ebert. Está registrado no National Film Preservation Board.

Com roteiro de William Faulkner, Leigh Brackett e Jules Furthmam, baseado em romance de Raymond Chandler, foi o livro mais vendido - e o primeiro da franquia do detetive particular Philip Marlowe.

"O tipo de homem que ela odiava... era o tipo que ela queria!", era o slogan no lançamento.

Drama policial com mistério e suspense é daqueles filmes que ficam marcados para sempre. Principalmente pelas presenças de Humphrey Bogart e Lauren Bacall, que três meses depois do lançamento casaram na vida real. Foi o segundo de quatro filmes feitos pelo casal na vida real e mais tarde marido e mulher. Primeiro foi "Uma Aventura na Martinica" (1944). Depois, o casal o casal se uniu mais duas vezes, para "Prisioneiro do Passado" (1947) e "Paixões em Fúria" (1948), 

Na intricada trama, em Los Angeles, o obstinado detetive particular Philip Marlowe (Bogart) é contratado pelo rico general Sternwood (Charles Waldron) para descobrir e impedir que sua filha Carmen (Martha Vickers) seja chantageada por dívidas de jogo. Marlowe se encontra mergulhado em uma teia de triângulos amorosos, chantagem, assassinato, jogos de azar e crime organizado. Com a ajuda da outra filha do general, Vivian (Bacall), ele traça um plano para libertar a família dessa teia e prender o verdadeiro culpado.

Os trejeitos - puxar o lóbulo da orelha, fazer careta arreganhando os dentes e erguer as sombrancelhas - de Bogart enquanto reflete, com um cigarro na boca, são imitados até hoje.

No elenco feminino, só com belas atrizes, além de Lauren Bacall e Martha Vickers, as presenças de Dorothy Malone, Sandra Darrin, Peggy Knudsen, Joy Barlow e Carole Douglas.

Ainda no elenco, John Ridgely, Bob Steele, Regis Toomey, Elisha Cook Jr., Louis Jean Heydt, Charles D. Brown e Trevor Bardette.

Festival de Lençóis encerra 27ª edição celebrando cultura, ancestralidade e música baiana

Último dia do evento reuniu feira de artesanato, capoeira, poesia, cordel, roda de conversa, forró e apresentações de grandes nomes da música baiana e nacional



Crédito das imagens: Uilami Dejan

Crédito das imagens: Claudiane Souza 

O último dia do Festival de Lençóis foi com chave de ouro, reunindo diferentes expressões da cultura baiana e brasileira. Feira de artesanato, capoeira, samba de roda, poesia, literatura de cordel, roda de conversa e muita música marcaram o domingo, 6 de setembro, que ainda contou com a apresentação da Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis, o reggae da Cidade Negra e o talento e energia de Larissa Luz.

Começando o dia, a Feira de Artesanato da Bahia serviu mais uma vez como um dos espaços de encontro entre cultura e tradição. Entre os expositores estava Seté Payayá, indígena da Aldeia Payayá, localizada na cidade de Utinga. Ele levou para Lençóis indumentárias produzidas a partir de elementos encontrados na natureza, como sementes. Morador de uma aldeia formada por cerca de 30 famílias, também realizou pinturas indígenas no local e co"Pessoas do Brasil e do mundo tiveram interesse em conhecer e fazer pinturas indígenas. É uma forma de mostrar nossa cultura, nossa identidade e a nossa relação com a natureza", afirmou.

A programação cultural também contou com a apresentação da Capoeira Corda Bamba, comandada pelo Mestre Cascudo, que levou ao público a capoeira e o samba de roda. A atividade faz parte de uma tradição que atravessa gerações e que segue sendo apresentada para quem vive e visita Lençóis. "A capoeira Corda Bamba existe há 120 anos e eu faço parte dela há 38. A gente dá sequência ao projeto que fazemos, de apresentar a capoeira para os visitantes e moradores de Lençóis, nessas oportunidades que surgem. Ficamos muito felizes em poder mostrar essa cultura", destacou.

A tarde ainda teve poesia e literatura com a apresentação do poeta Franklin Machado, que compartilhou seus versos e falou sobre a tradição da literatura de cordel. Na sequência, o Mercado Cultural recebeu a roda de conversa "A importância de desacelerar a vida e conviver com a natureza", com o psicólogo e escritor Alexandre Coimbra e mediação do jornalista James Martins. O encontro propôs uma reflexão sobre o ritmo acelerado da vida contemporânea e a necessidade de recuperar espaços de presença, descanso e conexão com a natureza e com o outro.

Durante a conversa, Alexandre Coimbra abordou temas como a sensação constante de agonia e ansiedade, as relações interpessoais, o luto e o sentido da vida. Segundo ele, é preciso desenvolver maior sensibilidade para perceber quando alguém próximo precisa de um abraço, de escuta ou de um ombro amigo. "A gente precisa entrar no modo avião, desligar, descansar, fazer coisas lentas, reduzir o tempo de tela e voltar a fazer coisas que não precisam ser postadas. Estamos vivendo de uma forma que está transformando a nossa existência. Desacelerar também é observar as armadilhas da otimização do tempo e entender que nem tudo precisa ser produzido, compartilhado ou aproveitado o tempo inteiro", refletiu.

Depois das atividades no Mercado Cultural, a programação seguiu para o Coreto, onde o Trio de Forró com Élisson Moura colocou o público para dançar o pé de serra. Com um repertório inspirado, o grupo encerrou a programação da tarde em clima de festa e valorização da música nordestina. "Sou muito agradecido pelo convite. Foram dois dias maravilhosos. O público se divertiu, dançou e recebeu muito bem as canções. É muito importante valorizar esse ritmo e poder levar essa música para as pessoas", celebrou.

À noite, os grandes shows tomaram conta do Palco Lençóis. A programação começou às 19h30, com a Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis, seguida por Larissa Luz, às 21 horas, e Cidade Negra, às 23 horas, encerrando oficialmente a programação musical do festival com uma mistura de sonoridades e referências.

Maestro Washington, da Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis há quatro anos, celebrou a terceira participação do grupo no Festival de Lençóis. Para a apresentação, foi preparado um repertório especial, valorizando ritmos e referências da Bahia. "Essa é a terceira vez que participamos do Festival de Lençóis. Preparamos um repertório especial para o público, ressaltando a cultura baiana, trazendo elementos como o reggae e o ijexá. É uma alegria poder estar aqui mais uma vez e apresentar a nossa música", afirmou.

Na sequência, Larissa Luz fez sua estreia no Festival de Lençóis e destacou a emoção de finalmente participar do evento e sentir de perto a energia do público. "Estou realmente muito feliz. Vou levar para sempre o que aconteceu hoje. É a primeira vez que participo e eu sempre quis estar aqui. Poder sentir o público, esse calor, essa energia, foi muito especial. Só tenho a agradecer", declarou.

Encerrando a noite e o Festival de Lençóis, Toni Garrido e Bino Farias, líderes da Cidade Negra, levaram o reggae ao Palco Lençóis em uma apresentação marcada por mensagens de paz, celebração e conexão com o público. O show também teve um significado especial para o artista, que comemorou seu aniversário justamente no palco. "Levamos reggae de respeito e paz. Gratidão, Bahia. Estar aqui trabalhando no dia do meu aniversário é um presente. Melhor presente não há".

O Festival de Lençóis 2026 contou com o patrocínio da Bahiagás, Banco do Nordeste (BNB) e Estado da Bahia, além do apoio da Prefeitura Municipal de Lençóis.

Enviado pelo jornalista Bruno Ganem

Perfís cinematográficos baianos: Milton Gaúcho

Milton Gaucho e Luiza Maranhão em "A Grande Feira"


Milton Gaucho (C) com Othon Bastos mais Leonardo Villar e Glória Menezes em "O Pagador de Promessas"


Por Carlos Modesto

Milton Magalhães, melhor conhecido como Milton Gaúcho, entrou para o cinema trabalhando no primeiro filme genuinamente sonoro baiano "Redenção", dirigido por Roberto Pires, em 1957. Na época, Milton Gaúcho era bancário e foi levado para fazer parte do elenco do citado filme pelo ator radiofônico e de teatro Fred Júnior, que era seu amigo. Mas existe outra versão, contada pelo cineasta Oscar Santana, criador junto a Roberto Pires, da empresa cinematográfica Iglú Filmes, que foi ele que levou o Milton Gáucho para fazer o papel de delegado nesse filme.

Na verdade, Gaúcho já tinha conhecimento e certa prática da arte da interpretação, pois, no ano de 1941 do século passado, ele já tinha feito um debut como ator teatral no palco do Cineteatro Guarani, com a peça "Isto É Amor", da Cia. de Comédias Gilberto Guimarães.

No cinema, o eclético Milton participou de quase todas as produções tupiniquins e de algumas estrangeiras que por aqui passavam. Foi o fascínio da câmara cinematográfica que lhe seduziu a alma. Apaixonou-se pelo ambiente de fantasia do mundo de celuloide, que continuou latente até o fim da sua vida.

Personificando um delegado que investiga um homicida psicopata, em "Redenção", Milton Gaúcho se torna conhecido no meio cinematográfico, passando o seu nome a figurar nas revistas especializadas como Filmelândia e Cinelândia, entre outras, mostrando fotografias de cenas dos seus filmes posteriores.

A partir daí, ele flui através dos fotogramas trabalhando em "Bahia de Todos os Santos", "A Grande Feira", "Tocaia no Asfalto", "Festival de Arraias", "O Pagador de Promessas", "Sol Sobre a Lama", "O Caipora", "O Santo Módico" (filme francês), "O Canto dos Retirantes", "Les Globbe-Trotters" (série da TV francesa Office de Radiodiffusion Télévision Française - ORTF)), "Os Rios dos Homens Sem Medo", "A Montanha dos 7 Ecos", "O Forte", "Rebelião dos Brutos" (italiano), "A Construção da Morte", "Meteorango Kid: Heroi Intergalático", "Caveira My Friend", "Queima de Arquivo", "O Profeta" (filme inacabado de Carlos Modesto), "J. S. Brown: O Último Heroi", "3 Histórias da Bahia",  "Sobrevivência", "Vicente Ferreira" (documentário sobre Pastinha), "O Pistoleiro", "Os Pastores da Noite" (francês), "Luar Sobre Parador" (norte-americano) e outros.

Ligeira biografia

Milton Magalhães, nasceu em Salvador, Bahia, em 7 de outubro de 1916. Na juventude foi seresteiro, cantor de óperas, fazendo parte do Coro da Companhia Lírica Baiana, apresentando-se nas óperas "Tosca", de Puccini, e "Rigoleto", de Verdi, encenadas no Cineteatro Jandaia, em agosto de 1938.

Atuou em algumas emissoras de rádio em Salvador, onde adquiriu conhecimentos que lhes permitiu partir para outras empresas radiofônicas de outros estados onde, demonstrou o seu talento versátil se tornando depois além de rádio-ator, criador, redator e diretor de programas radiofônicos.

No teatro, o seu trabalho foi tão vasto que seria necessário um espaço maior para discriminar todo o conteúdo. Mas não devemos deixar de citar sua memorável interpretação na peça "O Auto da Compadecida", encenada em 1978, encenada no Teatro Castro Alves.

Na televisão, Milton Gaúcho participou como teleator em diversas produções baianas e do Sul do país realizadas aqui na Bahia. Citamos algumas como: "A Última Folha", de O. Henry; "Páginas da Vida", de Miranda Filho; "Noites de Chuva", de Péricles Leal; "Rosa Baiana" e "O Pagador de Promessas".

Casou-se com Jacira Magalhães, união esta, cheia de plena felicidade, tornando-se ela sua fiel admiradora, incentivando-o em seu trabalho artístico, até o final da sua vida.

Milton nunca pretendeu seguir carreira em São Paulo ou no Rio de Janeiro, como fizeram seus colegas Geraldo Del Rey e Antônio Pitanga, preferindo permanecer em sua terra natal levando uma vida mais calma.

Bom amigo e um grande espiritualista, sempre procurou ajudar aos jovens iniciantes do meio artístico, onde muitas vezes participou de produções amadorísticas apenas com o intuito de estar sempre ativo e de manter aquele espírito de camaradagem, como quando foi convidado pelo fotógrafo-cinegrafista, Carlos Modesto para ser presidente vitalício do Grupo Baiano de Cinema (Grubacin), na fase áurea da bitola Super 8, que perdurou por alguns anos.

Foi destaque em teatro e cinema, recebendo prêmios que faziam parte da sua coleção que se encontravam numa estante especial da sua residência em Brotas, inclusive a Medalha Tomé de Souza, maior láurea oferecida pela Câmara Municipal de Salvador pelo conjunto dos trabalhos artísticos em prol do rádio, teatro, televisão e do cinema nacional e internacional, em 24 de outubro de 1980.

O seu trabalho é mais conhecido através da arte do cinema, onde Milton Gaúcho nos deu interpretações inesquecíveis como o agiota de "A Grande Feira", o político de "Tocaia no Asfalto", o coronel-fazendeiro de "O Caipora", de Oscar Santana, e o guarda de "O Pagador de Promessas", de Anselmo Duarte, que foi premiado em Cannes, em 1962, com a Palma de Ouro.

Continuamos amigos até com seus avançados anos nos ombros, o incansável ator, continuava participando das artes audiovisuais, representando e fazendo comerciais para a TV, não deixando morrer o dom especial que a natureza lhe deu, prosseguindo a jornada que deixou rastros e que jamais será esquecida na história do cinema baiano. Um exemplo que deve ser seguido pelos artistas atuais, como também, pelos que estão por vir.

Milton Gaúcho faleceu em 6 de janeiro de 2005, aos 88 anos de idade, vítima de um acidente vascular cerebral.

Carlos Modesto é cinéfilo

Obra de Malinovisky em rifa






 

Feira precisa voar


Por Paulo Cesar Bastos

O tempo e o momento decisivo valem mais um oportuno e bom debate sobre o Aeroporto de Feira de Santana. Considerado, atualmente, um problema mundial, o tráfego aéreo trabalha em níveis cada vez mais críticos, beirando o colapso operacional. A redução dos congestionamentos dos grandes aeroportos vem ganhando relevância no planejamento das entidades reguladoras do transporte aéreo em todo o mundo.

Fato interessante: a proximidade de aeroportos, longe de ser uma competição, configura-se como um fator positivo para a segurança aérea e fomento de novos negócios.

Os exemplos para esse fato são diversos. Em São Paulo operam três aeroportos de porte, bem próximos: Congonhas na Capital, Cumbica em Guarulhos e Viracopos em Campinas. No Rio de Janeiro existem dois: o Internacional do Galeão e o Santos Dumont na área urbana. Nos EUA, temos os movimentados aeroportos de Miami e Fort Lauderdale, na Flórida, próximos um do outro, enquanto Nova York possui três aeroportos principais e três auxiliares. E vai por aí, no Velho Continente: a iluminada Paris utiliza o moderno e monumental Aeroporto Charles De Gaulle junto com o tradicional Orly.

Visto isso, o aeroporto regional de Feira de Santana é importante e necessário para a Bahia. Portanto, urgem e valem as iniciativas no sentido de viabilizar a implantação dos melhoramentos necessários em um patamar suficiente para colocar esse aeroporto operando e como uma peça importante no sistema aéreo brasileiro. Ampliado, melhorado, adaptado e adequado à atividade de operar, também, como alternativa estratégica e auxiliar ao aeroporto de Salvador.

Como diz o ditado popular: quem tem dois, tem um. Aí está uma solução alternativa para o tráfego aéreo. Caso ocorra superlotação de aeronaves no aeroporto principal em Salvador, parcelas do tráfego poderão ser direcionadas para um local próximo e com menor demanda. Essa estrutura de contingência será imprescindível.

A crescente expansão econômica do município, sede da primeira região metropolitana do interior da Bahia, e do território de influência aliado à necessidade de um terminal alternativo para Salvador serão os suportes para garantir a viabilidade do equipamento. A ampliação e os melhoramentos aumentariam a segurança e a confiabilidade do aeroporto, criando interesse das empresas, tanto de carga como as regionais de passageiros.

Análises e estudos de viabilidade, no entanto, é que poderão definir a necessidade e o porte do aeroporto para cargas e para passageiros, considerando os aspectos referentes ao mercado, à engenharia, aos impactos ambientais e econômicos. Importaria, também, considerar a operação, do aeroporto agregada aos modais rodoviario e ferroviário, para um futuro Centro Logístico, vocação secular da plana e dinâmica cidade que é o Portal do Sertão.

Vamos avançar e inovar para voar. Como está, não deve ficar.

Paulo Cesar Bastos é engenheiro civil. Publicado em "A Tarde", em 5 de setembro de 2026

Um olhar "In memoriam" afetivo sobre a obra "História da Academia Feirense de Letras 1976-2026"


Por Cintia Portugal

Aqui,  abre-se o tecido  "pèlerine", que significa "peregrino", em referência às capas usadas por viajantes no passado. Um convite à leitura da  obra-monumento, a "História da Academia Feirense de Letras", pode-se dizer, a sala de estar da memória da instituição, na qual se apresentam cadeiras feitas de papel, de escritos de imortais, fisionomias de homens e mulheres de carne e osso, que abraçaram o ser da literatura feirense.

Ao adentrar a sala de estar, o Presidente Dr. João Batista de Cerqueira e confrade Ruy Cerqueira nos convidam a conhecer a gloriosa Casa/Academia, uma rica coleção de cadeiras e de membros de 1976 a 2026, meio século de escritos da vida acadêmica.

Afastei a porta secreta, na qual se amostrava lindamente uma estante de livros de capa dura. Entrei com cuidado, senti o perfume do espaço, fui tocada pelos registros históricos e o pelo papel de cada membro. Me emocionei. Reconheci  alguns rostos que passaram por mim, em especial, de muitos que abracei em vida. Difícil conter as lágrimas.

Olha, a  Confreira Sônia Pires! Eis a bela  das tardes, de tantas reuniões; salta aos olhos a ternura. Sônia, da Loja Pires, com um carisma único, um jeito amoroso de quem faz as honras: chá ou café? Tintas/telas, versos, com  biscoitos  de nata... e ela nos faz sentir em casa. Delicadamente encanta: "Já é pequeno o nome que te dão/De formosa Princesa do Sertão!". 

Menina, quanto chão, nuvens,  quantas histórias, tantas  risadas. Ela diz: vi-te ainda bebê de colo... e sua mãe? - Mainha partiu em 2020, durante a pandemia; ela também circula por aqui, aparece na página 63, na fotografia, junto com Lília Portugal Magnavita, no lançamento do seu livro.

A Confreira Lília  ajeita o cabelo, com mãos em  conchinhas, como quem apalpa algodão... - Dê cá um abraço!    

Este versado pela obra "Poesia... Enquanto é tempo... - corre! "É a Rua do Meio / E de rosas era calçada", "Ali nasci, ali cresci". Festejei esta publicação aos onze anos de idade, em 1981. Lembro-me do vestido esvoaçante que a confreira usava, da cor da goiaba.

A voz cheia, de locutor, ouvia-se antes da presença do Confrade Prof. Cézar Ubaldo de Oliveira. Tinha um jeito galante de mover-se.  Gentilmente sorria com as mãos, olhos e lábios. Declama um verso: "São tambores em mim / Os que batem no meu  peito..." e pergunta: como vai o Museu a Céu Aberto Sales Barbosa? Guardo o calor do seu abraço, do parecer afetuoso, no lançamento do livro  "Caminhando pela Cidade" - 2013.

Ao passar pela página do  Confrade Dr. Outram Borges... um rosto familiar, a receita do óleo de fígado de bacalhau, "Emulsão de Scott",  sulfato ferroso. O olhar à  balança do tempo. A lembrança dos seus últimos versos,  como quem embala um filho.

O Confrade Dr. Djalma Gomes chega  impaciente, majestoso: "Ser forte é cuidar da árvore que vem nascendo..." apresenta um convite à tribuna: afinal, qual modelo de pelerine foi eleito? Um souvenir de tantos causos, com vista para os cuidados com a árvore genealógica, os preparativos para o lançamento do livro da neta. O Confrade Carlos Lima, de feição encantadoramente  amarrada,  circula com gestos impacientes, num canto disputado de tenores, no espaço do Amélio Amorim. Um barulhinho bom, animado pelo desfile com tantos modelos de pelerines apresentados, provas, fotos. Um dia memorável.

A cadeira do Confrade Dr. Helder Alencar parece de balanço, um corpo  animado, a festa em pessoa! Assim comemorou a pesquisa sobre o estudante do curso de Direito e poeta Sales Barbosa. Entre um balanço e outro, o Dr. Helder  apresentou-me o "Entrudo", uma espécie de  Micareta do século XIX, do tempo do Romântico feirense. Assim comemoramos juntos a sua publicação.

O Confrade Antônio Moreira se aproxima trazendo consigo as suas batalhas, com olhar de quem mergulhou no assombro, num mar de tubarões. Um afago das tardes regadas com as suas histórias, em sua sala de estar. Então, questionou: já colocaram as placas das ruas do centro com os nomes das ruas antigas e atuais? Guarda. Não se pode negar um pedido de quem lutou na Segunda Guerra Mundial. Ele viu a boiada passar na Rua da Aurora: "Passem! Voltem!". Assim eu também testemunhei a passagem do boi do Bando Anunciador, na Aurora.

O Confrade Mons. Renato Galvão desperta em mim um folheto de missa. O papel aquece a memória da infância, o caminhar com minha avó Nair. Mais tarde, no Museu Casa do Sertão, celebro a coleta de dados em suas pastas, trazendo a Feira oitocentista. Bem como os confrades Fernando Pinto, com o livro sobre o "Menino de Preto", Filinto Bastos. Já o Confrade Antônio Lopes, leitor de Sales Barbosa, apresenta-se para mim em "Vozes do Ocaso" de 1971.

Emocionada com a presença do Confrade Dr. Milton Britto.

Parabenizo ao Presidente Dr. João Batista de Cerqueira e ao Confrade Ruy Cerqueira pelo "Presente" Imortal à Academia Feirense de Letras - 2026!

É um registro valiosíssimo da AFL.

Cintia Portugal de A. T. de Vasconcelos é Professora Mestre. Segunda vice-presidente da Academia Feirense de Letras. Cadeira n.05. Patrono Aloísio Resende.  

André Mendonça determina afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF

O diretor de Inteligência também foi afastado; Mendonça pediu aval da Segunda Turma do STF

O ministro do STF André Mendonça determinou nesta terça-feira, 8 de setembro, o afastamento imediato de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, no curso do escândalo revelado pelo relatório da própria PF sobre as relações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Mendonça também decidiu buscar referendo da Segunda Turma do STF, no plenário virtual, em manifestações que devem ser enviadas até as 11h59 desta terça-feira. Integram o colegiado, além de Mendonça, os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Dias Toffoli, que já avisou a decisão de não participar.

Contexto da crise entre o gabinete de Mendonça e a cúpula da PFA tensão começou em fevereiro de 2026, quando Mendonça assumiu a relatoria da Operação Compliance Zero (Banco Master) no lugar de Dias Toffoli. Em uma das primeiras decisões, o ministro restringiu o compartilhamento de dados sigilosos apenas aos agentes diretamente envolvidos, impedindo que superiores hierárquicos - inclusive o diretor-geral e estruturas como a Diretoria de Inteligência - tivessem acesso sem vínculo formal ao inquérito. A medida foi interpretada internamente como tentativa de limitar a influência de Andrei Rodrigues.

A crise se agravou com as investigações sobre fraudes no INSS, que passaram a alcançar Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha). Mendonça determinou envio de todo o material bruto ao seu gabinete, comunicação prévia de trocas de delegados e restrições de acesso. A PF recorreu à AGU, sem resultado imediato. Em agosto, os 27 superintendentes regionais divulgaram nota de apoio a Andrei Rodrigues e à independência técnica da corporação.

O escândalo Vorcaro-Moraes e o papel de Mendonça

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, está no centro das apurações por fraudes financeiras. Relatórios da PF tornados públicos por Mendonça em setembro de 2026 revelaram mensagens extraídas do celular do banqueiro com um contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA". Nelas, Vorcaro expressa "gratidão da minha vida" ao ministro, pergunta sobre timing de operação da PF ("Acha que segunda já tenho que estar fora?") dias antes de sua prisão em novembro de 2025 e discute encontros. Há ainda contratos milionários (somando mais de R$ 200 milhões) entre empresas de Vorcaro e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com metadados indicando edição atribuída ao ministro.

Vorcaro também tentou contato com Andrei Rodrigues e o PGR Paulo Gonet antes da prisão e, em depoimento ao gabinete de Mendonça (sem presença da PF), mencionou possível relação com o diretor-geral. A PF registrou que Mendonça já havia perguntado sobre dados envolvendo Moraes extraídos do celular de Vorcaro.

Fonte: https://diariodopoder.com.br/

Revisão do western "Hannie Caulder"


Revisão do western "Hannie Caulder", de Burt Kennedy, 1971. Depois, virou 
"Hannie Caulder: Desejo de Vingança". Foi visto no Cine Timbira, em meados de 1973, ano em que a sala foi inaugurada. O filme número 1.560 assistido. 

Com a onda do western spaghetti, esse filme é influenciado com elementos convencionais do subgênero, como violência exarcebada e muito sangue. Foi filmado na Almeria, Espanha, local onde muitos filmes italianos foram produzidos. Tem muita ação e momentos de humor para alívio do espectador.

Na trama, a bela Hannie Caulder (Raquel Welch) vive com seu marido Jim (Bud Strait) num rancho, quando três irmãos - Emmett (Ernest Borgnine), Frank (Jack Elam) e Rufus (Strother Martin) o matam  e a estupram. Ela pede a ajuda do caçador de recompensas Thomas Luther Price (Robert Culp) para ensiná-la a ser pistoleira para que possa caçar e se vingar contra aqueles que assassinaram seu marido.

Este filme é considerado um remake de "A Lei dos Brutos" (Gunslinger), de Roger Corman, 1956, com Beverly Garland. 

O filme serviu de inspiração a Quentin Tarantino para realizar "Kill Bill: Volume 1" (2003) e "Kill Bill: Volume 2" (2004).

Raquel Welch está deslumbrante, mesmo em trapos.

Chistopher Lee aparece em seu único papel em faroeste.

Stephen Boyd tem aparição com o caçador de recompensas conhecido como "O Pregador".

O compositor e violonista espanhol Paco de Lucia aparece como um jovem tocando violão.

Os três vilões fazem alusão aos Três Patetas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Visão do drama "Entre o Desejo e a Morte"


Visão do drama criminal "Entre o Desejo e a Morte" (A Lovely Way To Die), de David Lowell Rich, 1968. "Uma Maneira Adorável de Morrer", a tradução do título original. "
Um guarda-costas muito envolvido com o corpo que ele estava guardando!" foi o slogan do filme no lançamento.

O policial Schuyler (Kirk Douglas), mulherengo e com tendências a prisões violentas de criminosos, deixa a polícia em vez de enfrentar uma investigação. Ele é recrutado  pelo advogado Fredericks (Eli Wallach) para ajudar no julgamento de Rena (Sylva Koscina), uma bela e jovem viúva, cujo marido, Westabrook (William Roerick), velho e rico, foi assassinado. Ela e seu namorado playboy, Fleming (Kenneth Haigh) são os acusados e Schuyler decide ajudá-la a limpar o nome. Enquanto isso, há uma conspiração criminosa maior em andamento.

Ainda no elenco: Ali McGraw (de "Love Story"), em sua estreia no cinema, mais Sharon Farrell, Ruth White, Philip Bosco, Dana Elcar e Ralph Waite.

Prosa das Letras todas as sextas-feiras


O programa Prosa das Letras estreou em 7 de agosto, uma iniciativa da Academia de Letras da Bahia (ALB), realizada em parceria com a TV Alba. A atração tem como proposta apresentar ao público as academias de letras existentes nos municípios baianos. O presidente da Academia Feirense de Letras (AFL), João Batista de Cerqueira, foi o entrevistado no dia 21 de agosto. Na sexta-feira, 4 de setembro, a entrevistada foi Lélia Vitor Fernandes, presidente da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana.

No programa, o escritor Aleilton Fonseca, atual presidente da ALB, recebe presidentes de Academias de Letras de diversos municípios baianos para um diálogo sobre suas instituições, abordando suas origens, trajetórias, atividades, desafios, projetos e conquistas, além da contribuição que cada Academia oferece para a valorização da literatura, da cultura e da memória de seus municípios.

O Prosa das Letras tem exibição quinzenal, às sextas-feiras, às 18h30, com transmissão pelo YouTube da TV Alba (@tvalba) e pela TV aberta:

Salvador e Região Metropolitana: Canal 12.2

Barreiras: Canal 40.2

Interior da Bahia: Canais 9.2 e 10.2

Confira o cronograma de exibição:

18/09 - Raimundo Magalhães - Academia Teixeirense de Letras

02/10 – Alfredo Gonçalves de Lima Neto - Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes

16/10 - João Lopes Filho - Academia de Letras e Artes de Alagoinhas

30/10 - Cícero Sena - Academia de Letras de Porto Seguro

13/11 - Mayra Sesti - Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas

"Será uma grande alegria contar com sua audiência e compartilhar este novo espaço de diálogo, valorização e difusão da literatura baiana", estima Aleilton Fonseca.

Esvaziamento se repete e 7 de Setembro de Lula volta a flopar em Brasília

Desde a volta do petista ao Planalto, desfiles em Brasília têm registrado público abaixo

Deu em https://diariodopoder.com.br/



Desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Brasília, em 2026.(Foto: Reprodução/Youtube).

O desfile de 7 de Setembro realizado nesta segunda-feira, em Brasília, voltou a ser marcado pelo baixo movimento de público na Esplanada dos Ministérios, apesar da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da primeira-dama Janja e de integrantes da cúpula dos Três Poderes. 

O cenário de esvaziamento, porém, não é novidade. Desde que Lula assumiu seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, os desfiles oficiais da Independência têm registrado episódios de baixa presença popular.

Em 2023, primeiro 7 de Setembro do atual governo, o desfile em Brasília já foi descrito como esvaziado. Naquele ano, assim como nos outros, Lula participou do tradicional cortejo em carro aberto acompanhado de Janja, enquanto a cerimônia reuniu um público menor do que em anos anteriores.

Em 2024, a situação voltou a chamar atenção. O desfile na capital federal levou cerca de 20 mil pessoas, conforme estatísticas compartilhadas na época pela imprensa.

Já em 2025, conforme mostrou o Diário do Poder, o evento na Esplanada dos Ministérios foi considerado o mais fraco dos desfiles da data magna da Pátria desde a posse do atual governo, em janeiro de 2023. Lula e Janja participaram novamente do cortejo em carro aberto, enquanto imagens do evento evidenciaram o baixo movimento em diferentes pontos da Esplanada.

Veja o vídeo do desfile de 2026 abaixo:

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Visão do western "Entre Dois Juramentos"



Visão do western clássico "Entre Dois Juramentos" (Two Flags West), de Robert Wise, 1950. Trata de hombridade, auto-sacrifício, respeito, lealdade, amor não correspondido. Em preto & branco, com fotografia bem nítida.

Em 1863, durante a Guerra Civil, o presidente Abraham Lincoln emitiu uma proclamação especial pela qual prisioneiros de guerra confederados poderiam obter a liberdade, desde que se unissem ao Exército da União. Essa a premissa do filme. 

Uma companhia de prisioneiros da cavalaria confederada da Geórgia, sob o comando do coronel confederado Clay Tucker (Joseph Cotten), ingressa na União com a única condição de não precisar lutar contra o Confederação. A companhia é enviada para o isolado Fort Thorn, no Novo México, que é comandado pelo major da União Henry Kenniston (Jeff Chandler), que está mancando de uma antiga ferida de guerra e odeia os confederados e os índios. 

Transformados em soldados da União os sulistas recebem a missão de escoltar uma caravana, que conta com a bela viúva mexicana Elena (Linda Darnell), que é cunhada do major e interesse romântico dele. Enquanto isso, o major  mata o filho do chefe índio, que estava prisioneiro, provocando um ataque contra o forte. Avisado do ataque, o coronel Tucker e seus homens deixam a caravana e retornam ao forte em tempo de evitar o massacre total pelos índios, em maior número. Esses tomam a decisão de parar o ataque desde que Kennington se entregue, o que se concretiza. O major é morto pelos índios que se afastam deixando em paz os sobreviventes e a esperança do Norte e Sul se irmanarem.

Interessante na trama é a presença da personagem feminina, a bela viúva mexicana, que interessa a três homens. Além do cunhado, ela também é cortejada pelo capitão Mark Bradford (Cornell Wilde) e pelo coronel sulista.

No elenco: Dale Robertson, Arthur Hunnicutt, Noah Beery Jr, Jay C. Flippen, Harry van Zell, Ray Gordon, Aurora Castellán e Donald Curtis.

domingo, 6 de setembro de 2026

Quem lembra de Marinoel Martins?


Pois é. Quem lembra de Marinoel Martins? 

"Saudades, eu participei de "O Grito da Terra" como ator, ao lado de Lucy Carvalho. Fizemos um par romântico, ela como Loli e eu como Jorge", comentou ele na postagem "O Grito da Terra" disponibilizado no Itaú Cultural , feita no Blog Demais e no Facebook, no sábado, 5 de setembro. Solicitei dele para comentar sobre o filme que particiou há 62 anos. Como resposta, enviou foto dele com Maria Augusta São Paulo em cena do filme (Foto 2). Então, estava com 23 anos.

Antes, ele atuou em "O Caipora", de Oscar Santana, em 1962-1964. Lembro que Marinoel Martins também apareceu em telenovelas publicadas em revistas.

"Nasci na simplicidade da roça e ainda muito criança ajudando meu avô; ele me ensinou agradecer a Deus", está contido no seu perfil no Facebook - https://www.facebook.com/marinoel.martins

Aposentado, criador de conteúdo digital como Cowboy Modão 8.0 (Foto 3), completa 84 anos neste mês de setembro, mora em Rio de Contas.

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