A saudade tem som. E ele vem da Sociedade Filarmônica 25 de Março, que volta ao Coreto da Praça da Matriz com mais uma apresentação do Projeto Retreta, um encontro entre música, memória e cidade. Será no sábado, 28 de fevereiro, às 19 horas. Desta feita, a filarmônica convidada é Sociedade Lítero Musical Minerva Cachoeirana.
sábado, 14 de fevereiro de 2026
A saudade tem som
A saudade tem som. E ele vem da Sociedade Filarmônica 25 de Março, que volta ao Coreto da Praça da Matriz com mais uma apresentação do Projeto Retreta, um encontro entre música, memória e cidade. Será no sábado, 28 de fevereiro, às 19 horas. Desta feita, a filarmônica convidada é Sociedade Lítero Musical Minerva Cachoeirana.
O dia em que meu pai foi presidente
Todos atentos para a escolha dos candidatos a prefeito e vereadores.
Quando se fala atualmente em presidente de partido vem logo na cabeça das pessoas que está recebendo muitos milhões do Fundo Partidário. Este ano por exemplo os dezenove partidos com representantes no Congresso Nacional já receberam um total superior a um bilhão de reais. Dinheirame este que desaparece neste cipoal de maneiras não republicanas. Este fundo foi criado em 1965 pela primeira Lei Orgânica dos Partidos Políticos, sancionada pelo presidente Humberto Castelo Branco. Fui vendo esta soma de recursos que daria para tirar centenas de pessoas da miséria que lembrei de um fato que presenciei. Perguntei ao meu pai se recebia alguma remuneração ou se sabia se o partido que ele presidia recebia algum recurso, e ele simplesmente ignorava tudo isto. Todo o controle estava com o chefe político local e não com ele.
Não lembro exatamente o ano, mas foi na década de 70 quando estava visitando meus pais em Ribeira do Pombal, interior da Bahia, e tomei conhecimento que haveria a convenção do partido a que ele pertencia. Fiquei ainda sabendo que tinha sido escolhido presidente da entidade e como tal iria dirigir os trabalhos durante a convenção. Foi neste momento que passei a ficar preocupado. O meu pai tinha o pavio curto e não costumava levar desaforo para casa. Tinha cerca de dois metros de altura e era um homem corpulento . Todos sabem que as reuniões políticas costumam ser protagonizadas por alguns inflamados que discutem, trocam impropérios e às vezes até bofetões.
Diante disto resolvi acompanha-lo até o local onde iria ocorrer a tal convenção. Lá chegando havia uma mesa grande e várias poltronas em semicírculos para os convencionais e convidados. Na hora prevista o secretário do Partido anunciou a abertura e passou os trabalhos para meu pai. Ele pigarreou e com sua voz grave conclamou a todos que votassem com sua consciência. Foram distribuídas as cédulas com os nomes dos candidatos a prefeito e vereadores, sem nenhuma intercorrência. Ao final foi feita a contagem dos votos e ganhou para ser candidato a prefeito um sujeito que era comerciante conhecido na cidade, mas que não gozava de bom conceito.
Neste momento em diante inconformado com o resultado meu pai, presidente do partido, repetia baixinho sem parar. "Eu não voto nesta desgraça!". Me aproximei e pedi a ele que não ficasse repetindo àquela frase porque poderia vazar e complicar as eleições. Mas, ele deu pouca importância a minha preocupação e ao deixar o recinto da convenção já corria de boca-a-boca na Cidade que nem mesmo o presidente do partido ia votar no candidato a prefeito. Resultado, o candidato não conseguiu ser eleito e meu pai na convenção seguinte já não era o presidente do partido.
Fonte: https://reynivaldobrito.blogspot.com/
Mais uma adaptação cinematográfica de "O Morro dos Ventos Uivantes"
A primeira adaptação cinematográfica do livro da escritora britânica Emily Bronte (1818-1848), sobre amantes infelizes que destroem a si mesmos e a todos ao seu redor, foi em 1920 com "O Morro dos Ventos Uivantes", de A. V. Bramble, com Colette Bretell e Milton Rosmer.
Em 1939, "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de William Wyler, com Merle Oberon e Laurence Olivier (Foto 3), mais David Niven, Flora Robson, Geraldine Firzgerald e Leo G. Carroll. Teve oito indicações ao Oscar - Filme, Diretor, Ator, Atriz Coadjuvante, Roteiro, Direção de Arte, Música e Fotografia, que levou a única estatueta.
Em 1954, Luis Bunuel realizou "Escravos do Rancor" (Abismos de Pasión), uma recontagem parcial de "O Morro dos Ventos Uivantes" no México do século XIX. Com a atriz brasileira (do Rio de Janeiro, radicada no México) Irasema Dilián e Jorge Mistral (Foto 2).
Em 1970, "O Solar dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Robert Fuest, com Anna Calder-Marshall e Timothyy Dalton.
Em 1992, "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Peter Kosminsky, com Juliette Binoche e Ralph Fiennes.
Em 2011, "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Andrea Arnold, com Kaya Scodelario e James Howson. Produção do Reino Unido e Bélgica.
O livro rendeu ainda três filmes para a televisão, em 1948, 1962, 1998 e 2003, duas séries para a TV em 1967 e 1978, e uma minissérie em 2009.
Agora, em 2026, com lançamento nacional nesta quinta-feira, 12, "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Emerald Fennell, com Margot Robbie e Jacob Elordi. No Orient CinePlace Boulevard, com cópia dublada, e sessões às 15h45, 18h20 e 21 horas.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Visão do filme "Fuga Para Athena"
Visão do filme "Fuga Para Athena" (Escape To Athena), de George Pan Cosmatos, 1979. Comédia de guerra em tom de sátira tem ação e aventura. Diversão sem compromisso.
The Economist adota tom depreciativo sobre economia do Brasil e pede ao mundo que evite a 'brasileirização'
Sob Lula, revista britânica aponta que combinação entre juros elevados e crescimento da dívida pública brasileira representa um dos principais sinais de alerta para as economias globais.
A revista britânica The Economist publicou na quinta-feira, 12, um texto enquadrando a situação econômica do Brasil como o alerta mais importante hoje para as grandes potências globais. Segundo o artigo, o modelo brasileiro de convivência prolongada entre juros elevados e dívida pública crescente oferece uma lição mais significativa ao mundo do que a inflação persistente da Argentina ou a estagnação econômica da Itália.
No texto, a publicação afirma que o país enfrenta um dilema estrutural que tende a se agravar nos próximos anos: a necessidade de optar entre um programa de austeridade profunda ou a entrada em uma espiral de encargos financeiros cada vez mais elevados. A revista introduz o termo "brazilification", traduzido como "brasileirização", para descrever o risco de economias avançadas seguirem trajetória semelhante.
A análise sustenta que o custo do financiamento da dívida pública compromete o horizonte fiscal brasileiro. Com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o governo precisaria captar aproximadamente 8% do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente apenas para arcar com o pagamento de juros, segundo a revista. Para a publicação, fechar essa conta exclusivamente por meio de cortes de gastos é improvável no cenário político e orçamentário atual.
A The Economist aponta um conjunto de fatores que explicam a manutenção dos juros em níveis elevados no Brasil. Entre eles, estão a fragilidade histórica das instituições fiscais, a recorrente volatilidade inflacionária e a trajetória considerada preocupante do Orçamento federal. O gasto previdenciário recebe destaque específico: segundo a revista, ele consome cerca de 20% do PIB, limitando a margem de manobra do governo para ajustes estruturais.
A análise alega ainda que a tentativa de manter inflação sob controle sem enfrentar o crescimento das despesas obrigatórias tende a ampliar o custo do endividamento público, criando um círculo de dependência de juros altos para preservar a credibilidade monetária.
Fonte: conexaopolitica.com.br
Relíquia de familia!
O professor e fotógrafo Angelo Pinto compartilhando foto montagem da capa e página - com os nomes de seus pais - do livro "Feira de Santana", de Rollie E. Poppino. De fato, uma verdadeira relíquia de família.
Com duas vagas em jogo para o Senado, Roma mostra entusiasmo para candidatura de Coronel ao lado de ACM Neto: "É animador"
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias
Após o senador Angelo Coronel (PSD) confirmar publicamente sua aliança com o grupo político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, manifestou entusiasmo com a movimentação. Com duas vagas em disputa para o Senado na eleição de 2026, ele avalia que a chegada de Coronel fortalece a chapa de oposição na Bahia.
"Eu acho que é animador para todos aqueles que querem transformar a Bahia, encerrar esse período de 20 anos do PT, onde foram feitas bonitas propagandas, mas infelizmente o PT não entregou o que prometeu, não melhorou a vida do baiano, então a chegada do Coronel fortalece essa chapa que quer mudança para a Bahia", disse em entrevista ao Bahia Notícias na quinta-feira (12), durante a primeira noite do Carnaval de Salvador.
"Ao invés do que alguns ficam achando que tem candidatura desse ou daquele do Senado, eu acredito numa chapa forte e coesa. Eu acredito que a chegada de Coronel fortalece tanto a eleição de João Roma quanto a eleição de Coronel, como, sobretudo, a eleição de ACM Neto, para que a gente possa passar por uma mudança, de fato, no estado da Bahia e que a gente volte a ter orgulho da Bahia e do Brasil", complementou.
A confirmação ocorre após Coronel comunicar sua saída do PSD, partido ligado ao senador Otto Alencar. O senador, no entanto, ainda não confirmou o novo partido que irá se filiar.
Fonte: https://www.bahianoticias.com.br/
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Na Biblioteca de Boa Vista do Tupim
O livro "O Processo de Cassação da Rádio Cultura", organizado por Dimas Oliveira, agora faz parte do acervo da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, em Boa Vista do Tupim. O amigo tupinense David Macedo Fraga foi quem fez a entrega da doação à direção. A publicação foi lançada em 13 de julho de 2018.
Agro é fundamental
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Roteiro do Orient CinePlace Boulevard
Por Dimas Oliveira e Milena Batista
LANÇAMENTO NACIONAL
O MORRO DOS VENTOS UIVANTES (Wuthering Heihghts) de Emerald Fennell, 2026. Com Margot Robbie,Jacob Elordi, Hong Chaw e Alison Oliver. Drama romântico. A paixão proibida de Catherine e Heathcliff, a princípio romântica, torna-se inebriante em um conto épico de luxúria, amor e loucura. Uma história de amor apaixonada e tumultuada que tem como pano de fundo os pântanos de Yorkshire, explorando um relacionamento intenso e destrutivo. Cópia dublada. Duração: 136 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Horários: 15h45, 18h20 e 21 horas.
CONTINUAÇÕES
STRAY KIDS: THE DOMINATE EXPERIENCE (Stray Kids: The DominATE Experience) de Paul Dugdale e Farah Khalid, 2025. Documentário musical. O filme-concerto sobre o grupo coreano registra as apresentações com ingressos esgotados do grupo de K-pop Stray Kids no SoFi Stadium, em Los Angeles, combinando imagens dos shows da turnê mundial dominATE com material de bastidores. O filme destaca a energia dos shows e momentos exclusivos para os fãs. Duração: 144 minutos. Classificação: Livre. Horário: 13 horas.
O PRIMATA (Primate), de Johannes Roberts, 2025. Com Johnny Sequoyah e Jessica Alexander. Terror.. A universitária Lucy vai passar férias em casa com a família e aproveita a ausência do pai para organizar uma festa na piscina. No evento, seu chimpanzé de estimação surge irreconhecível e agressivo, contaminado com raiva, forçando o grupo a buscar algum jeito de escapar da fúria do animal. Terceira semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 18 anos. Duração: 89 minutos. Horário: 15h10.
A EMPREGADA (Housemaid), de Paul Feig, 2025. Com Sydney Sweeney, Amanda Seyfried e Brandon Sklenar. Suspense. Millie é uma mulher passando por dificuldades que se sente aliviada com a chance de um novo começo como empregada doméstica de Nina e Andrew, um casal rico. Logo, ela descobre que os segredos da família são muito mais perigosos do que os seus. Quarta semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 16 anos. Duração: 131 minutos. Horários: 15h30, 18h05 e 20h40.
O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho, 2025. Com Wagner Moura e Maria Fernanda Cândido. Drama. Em 1977, um especialista em tecnologia foge de um passado misterioso e retorna à sua cidade natal, Recife, em busca de paz. Duração: 161 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Horários: 17h05 e 20h15.BOB ESPONJA: EM BUSCA DA CALÇA QUADRADA (The SpongeBob Movie: Search For Square Pants), de Derek Drimon, 2025. Animação. Na esperança de provar sua bravura ao Seu Sirigueijo, Bob Esponja segue um misterioso e aventureiro pirata fantasma conhecido como Holandês Voador em uma aventura marítima. Oitava semana. Cópia dublada. Classificação: Livre. Duração: 96 minutos. Horário: 13h30.
ZOOTOPIA 2 (Zootopia 2), de Jared Bush e Byron Howard, 2025. Animação. Agora parceiros inseparáveis, a coelha Judy Hopps e a raposa Nick Wilde enfrentam o desafio mais perigoso de suas carreiras. Décima segunda semana. Cópia dublada. Classificação: Livre. Duração: 108 minutos. Horários: 13 horas, 15h20 e 17h40.
Programação - sujeita a alteração - até quarta-feira, 18 de fevereiro.
Tombamento do Monumento Relógio Rotary será solicitado
Rotary Clube pede ao prefeito José Ronaldo instauração do procedimento administrativo
Monumento Relógio Rotary, em 2021 (Foto: Franz Reuter)
O Rotary Club de Feira de Santana vai solicitar do prefeito José Ronaldo o Tombamento do Monumento Relógio Rotary como Patrimônio Cultural Municipal. Para tanto solicitará a instauração do procedimento administrativo visando ao determinado objetivo.
O Relógio Rotary, construído por iniciativa do primeiro clube de Rotary da cidade, consolidou-se, ao longo do tempo, como marco urbano, referencial simbólico e elemento integrante da memória coletiva da cidade, ultrapassando sua função original para assumir relevante significado histórico, cultural, social e urbanístico.
Trata-se de um bem que expressa, de forma material, a contribuição do Rotary para o desenvolvimento urbano e para a promoção dos valores de cidadania, cooperação e serviço à comunidade, razão pela qual sua proteção legal representa um ato de reconhecimento institucional e de preservação da memória urbana de Feira de Santana.
Nesse sentido, o Rotary Club encaminhará um Dossiê Técnico de Tombamento, contendo histórico, justificativa, fundamentação legal e caracterização do bem, com vistas a subsidiar a análise pelos órgãos municipais competentes e a deliberação do Conselho Municipal de Cultura, culminando com a edição do respectivo Decreto de Tombamento.
O presidente Ruy Sandes Leal Filho, em nome dos rotarianos, conta com a sensibilidade do prefeito Josér Ronaldo para "as causas relacionadas à preservação do patrimônio cultural e à valorização da história da cidade".
Na justificatica da solicitação, o Rotary Club coloca que "o monumento ultrapassou sua função utilitária original para tornar-se referência espacial, ponto de encontro, elemento identitário e símbolo da cooperação entre sociedade civil organizada e poder público."
Dizs mais que "no longo do tempo, o Relógio Rotary consolidou-se como parte da memória coletiva urbana, integrando o cotidiano da cidade, aparecendo em relatos orais, fotografias, registros jornalísticos e na vivência afetiva da população."
Assim, o tombamento se justifica por: "Valor histórico, como testemunho da ação cívica do Rotary em Feira de Santana; Valor cultural e simbólico, enquanto marco identitário da cidade; Valor urbanístico, compondo a paisagem e a leitura histórica do espaço público; e Valor social, por integrar práticas de sociabilidade urbana e memória afetiva local."
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Mostra inédita de Sarah Maldoror, no Centro Cultural Banco do Brasil, celebra o legado anticolonial e a estética revolucionária da cineasta franco-guadalupense
31 títulos destacam papel pioneiro na história dos cinemas negros e de mulheres
Crédito: BJ Nikolaisen (divulgação)
Aimé Césaire, the mask of words, Sarah Maldoror, 1987, 47 minutos, Estados Unidos, Martinica. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Dez anos após realizar seu primeiro filme em torno do poeta surrealista, dramaturgo, ativista e político martinicano Aimé Césaire, Sarah Maldoror volta a esta figura na ocasião em que recebe uma importante homenagem nos EUA. Ideólogo do conceito de "negritude", na entrevista que concede a Maldoror, Césaire fala de sua trajetória, reflete sobre história, colonialismo, preconceitos e sobre o papel da poesia.
Aimé Césaire - un homme une terre, Sarah Maldoror, 1976, 52 minutos, França, Martinica. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Aimé Césaire foi surrealista, ensaísta, ativista e um dos fundadores do movimento da Negritude, uma corrente artística e política progressista que defendia a cultura negra, fortemente ligada a ideais marxistas e anticoloniais.
Et les chiens se taisaient, Sarah Maldoror, 1976, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Peça teatral cuja narrativa foca na rebelião de um homem contra a escravização de seu povo, filmada no interior do Musée de l'Homme, em Paris. Com atuações de Gabriel Glissant e Sarah Maldoror.
Carnival en Guinée-Bissau, Sarah Maldoror, 1980, 13 minutos, Guiné-Bissau. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um curta-metragem documental que aborda como os habitantes da Guiné-Bissau enxergam sua identidade e cultura negra, tendo como pano de fundo a celebração anual do Carnaval.
Sinopse: A Ilha do Fogo, em Cabo Verde, é o cenário deste documentário dos anos 70 produzido pelo governo revolucionário do novo país, no qual a diretora optou por uma abordagem antropológica. O filme lança um olhar belíssimo sobre uma nação no início de sua independência.
Léon G. Damas, Sarah Maldoror, 1995, 24 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um curta sobre o cofundador da revista L'Étudiant Noir, que promoveu a conscientização cultural negra, colaborador da Présence Africaine, poeta, deputado guianense, representante da UNESCO e combatente da resistência francesa.
Un Masque à Paris: Louis Aragon, Sarah Maldoror, 1978, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Sarah Maldoror entrevista, neste documentário, Louis Aragon, poeta e figura fundamental do surrealismo francês. Ao mesmo tempo, questiona a forma como o movimento surrealista – nos períodos entre e pós-guerra – encarou a questão racial, do “outro” e da afirmação de outras identidades.
Monangambeee, Sarah Maldoror, 1968, 16 minutos, Angola. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Os abusos dos traficantes de escravos portugueses em sua colônia de Angola são retratados por meio da tortura de um prisioneiro, fundamentada na ignorância e na incompreensão.
L'hôpital de Leningrad, Sarah Maldoror, 1983, 58 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma história de prisão política ambientada em um hospital psiquiátrico, onde a polícia estatal de Stalin colocava seus opositores. A narrativa é fiel ao texto original, um conto do escritor russo Victor Serge.
René Depestre, poète haïtien, Sarah Maldoror, 1981, 5 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Pequeno documentário sobre René Depestre, poeta e antigo ativista comunista, umas das mais importantes figuras da literatura do Haiti.
Sambizanga, Sarah Maldoror, 1972, 97 minutos, Angola, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Domingos é membro de um movimento de libertação africano, preso pela polícia secreta portuguesa, após eventos sangrentos em Angola. Ele não trai seus companheiros, mas é espancado até a morte na prisão, e sem saber que ele morreu, sua esposa percorre diversas prisões, tentando em vão descobrir o seu paradeiro.
Un dessert pour Constance, Sarah Maldoror, 1981, 63 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Nos anos 70, Bokolo e Mamadou, varredores na cidade de Paris, buscam uma maneira de custear o retorno para casa de um de seus companheiros doentes.
La battaglia di Algeri, Gillo Pontecorvo, 1966, 121 minutos, Argélia e Itália. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Nos anos 1950, o medo e a violência aumentam à medida que o povo da Argélia luta pela independência do governo francês. Sarah Maldoror foi assistente de Pontecorvo nas filmagens.
Elles, Ahmed Lallem, 1966, 22 minutos, Argélia. Classificação: 14 anos.
Sinopse: No período pós-independência, estudantes argelinas do ensino médio falam sobre suas vidas e comentam como vislumbram o futuro, a democracia e o seu lugar na sociedade. Sarah Maldoror foi assistente de Lallem nas filmagens.
Sans soleil, Chris Marker, 1983, 104 minutos, França. Classificação: 14 minutos.
Sinopse: Uma mulher narra os escritos contemplativos de um viajante do mundo experiente, com foco no Japão contemporâneo.
L'héritage de la chouette - "Logomachie ou Les mots de la tribu", Chris Marker, 1990, 27 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Cineastas ensaístas como Marker e Godard adoram jogos de palavras. Aqui, conforme as imagens mostram como vocábulos de origem grega permeiam a nossa mídia, as placas de rua e até mesmo os grafites, mergulhamos, sob uma perspectiva semiótica, nas bases da própria fala.
Préface à Des fusils pour Banta, Mathieu Kleyebe Abonnenc, 2011, 28 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma elegia ao filme perdido de Sarah Maldoror, "Fuzis para Banta", filmado em 1970 na Guiné-Bissau, durante a guerra de independência e confiscado durante a montagem, na Argélia. Abonnenc estrutura seu filme em torno das fotografias de cena, das anotações do roteiro e de conversas com Sarah Maldoror.
Alma no olho, Zózimo Bulbul, 1973, 11 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Metáfora sobre a escravidão e a busca pela liberdade por meio da transformação interna do ser, em um jogo de imagens de inspiração concretista.
Ôrí, Raquel Gerber, 1989, 100 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um olhar sobre o movimento negro brasileiro entre 1977 e 1988, a partir da relação entre o Brasil e a África.
Cais, Safira Moreira, 2025, 70 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, Safira viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. Num curso fluvial, o filme percorre cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu, na Bahia, e pelo Rio Alegre, no Maranhão, para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte.
Ilha do tesouro
Isla del tesoro, Sara Gómez, 1969, 9 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma curta evocação poética de Sara Gómez sobre a Ilha de Pinos, a ilha onde Fidel Castro foi preso por Batista e onde a revolução constrói uma nova sociedade. O filme apresenta uma justaposição da prisão Presídio Modelo com a produção de cítricos.
Uma ilha para Miguel
Una isla para Miguel, Sara Gómez, 1968, 22 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Miguel, um de 12 filhos oriundos de um bairro pobre de Havana, é enviado pela família para a "Isla de Pinos", para se tornar um novo homem. Gómez aponta a sua câmara para este território, para onde os marginalizados (jovens, negros, pobres, homossexuais, religiosos, hippies) eram enviados para trabalho e reeducação forçados.
Na outra ilha
En la otra isla, Sara Gómez, 1968, 41 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Sara Gómez entrevista habitantes da Ilha da Juventude, em Cuba (então conhecida como Ilha de Pinos), capturando suas perspectivas sobre diversas questões sociais.





















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