Opção de transferência bancária para a Pessoa Física: Dimas Boaventura de Oliveira, Banco do Brasil, agência 4622-1, conta corrente 50.848-9

Clique na imagem

*

*
Clique na logo para ouvir


Telefones: (71) 3634-6194/ 6197/ 6060 - (71) 99965-4537 * E-mails: cpl@construtorapereiralima.com.br - construtoraplima@terra.com.br * Site: https://construtorapereiralima.com.br/

sexta-feira, 6 de março de 2026

Não foi o Ocidente que começou esta guerra

 O único estadista europeu que apoiou a ofensiva de Israel e dos EUA foi Zelensky. Porque, tal como Israel, não pode ignorar a guerra que a teocracia iraniana declarou contra o Ocidente. 

Rui Ramos para o Observador:

É tão fácil condenar e criticar a ofensiva de Israel e dos EUA contra o Irão, ou duvidar do seu resultado. Para condenar, lá está o curioso direito internacional, cujos rigores só se aplicam a dois países no mundo (Israel e os EUA). Para criticar, enumera-se tudo o que pode correr mal, como se tudo estivesse a correr bem antes. Para duvidar, explica-se que o Irão nunca será a Suíça, como se só a transformação do Irão numa Suíça pudesse justificar o esforço de o desarmar.
Valerá a pena perder tempo com tais argumentos? São apenas buracos para as avestruzes meterem a cabeça. Nenhum toca o problema fundamental: a razão de ser da teocracia iraniana é a guerra apocalíptica contra o Ocidente. Por isso, tem promovido agressões terroristas, ajudado Putin e trabalhado para adquirir armas que lhe permitam devastar Israel. Para os seus líderes, tão fanáticos como corruptos, não há limites. Viu-se em Janeiro, quando massacraram dezenas de milhares de opositores. Vê-se agora, quando procuram alargar a guerra bombardeando quase todos os seus vizinhos.
Não foi o Ocidente que começou esta guerra. O que o Ocidente está a fazer é tentar pôr-lhe termo. Durante anos, esperou que sanções e diplomacia contivessem o Irão. Os mullahs contornaram as sanções, e tourearam a diplomacia. Com a Rússia e a China interessadas nos seus recursos e na sua agressividade, não estão sozinhos. O povo iraniano sofre as restrições económicas. Ao regime, porém, nunca faltaram armas e dinheiro para sustentar braços armados no Líbano, em Gaza, ou no Iémen. Em Junho passado, Israel e os EUA atacaram as suas instalações nucleares. Os mullahs preparavam-se agora para as recuperar. Contaram sempre, para se manterem impunes, com a aversão a riscos e a divisão de opiniões no Ocidente. Não contaram, porém, com Donald Trump. Trump fez duas coisas. Primeiro, concluiu que o risco de o Irão arranjar mísseis com ogivas nucleares capazes de alcançar Jerusalém, Paris ou Nova Iorque é maior do que todos os riscos de o tentar desarmar à força. Segundo, e ao contrário do que é costume na política de hoje, decidiu não deixar o problema para os seus sucessores resolverem.
Não por acaso, o único estadista europeu que apoiou a ofensiva de Israel e dos EUA foi Zelensky. Porque a Ucrânia depende, na sua guerra com a Rússia, do apoio americano? Talvez, mas também porque o presidente ucraniano está há anos sob ataque do Irão, grande fornecedor de armas a Putin. Zelensky não pode ignorar a guerra que a ditadura clerical de Teerão declarou desde a sua origem contra o Ocidente. Tal como Israel, a quem os ayatollahs prometem regularmente o aniquilamento. Os outros líderes europeus, porém, acharam que podem fingir que esta é uma guerra que nada tem a ver com eles. É uma ilusão patética, e não apenas porque a Europa estaria na mira dos mísseis e drones iranianos logo que a pudessem alcançar. O "islamo-gauchisme", isto é, a aliança entre o jihadismo e o esquerdismo para voltar as comunidades muçulmanas da Europa contra as democracias liberais tem na teocracia iraniana uma das suas inspirações. O Daily Telegraph deu conta esta semana das homenagens a Khamenei nas universidades britânicas. Uma teocracia triunfante seria um estímulo para a violência jihadista, como foi o Estado Islâmico.
Ao arriscarem o confronto directo com a ditadura iraniana, Israel e os EUA facilitaram a vida aos Pilatos que, na Europa, lavam as mãos. Podem fazê-lo agora à vontade, confortados pela ideia de que alguém está a lidar por eles com o perigo. Talvez até, em segredo, rezem para que tudo corra bem.

[Se você gosta da seleção diária do blog (uma 'revista'), considere contribuir, com qualquer valor, para os custos de sua manutenção. Pix: otambosi07@gmail.com - Muito obrigado]



quinta-feira, 5 de março de 2026

Caso Master: petistas tentam empurrar a culpa para Bolsonaro, cronologia revela outra história

Cronologia de nomeações mostra que os servidores acusados já ocupavam posições estratégicas nos governos Lula e Dilma

Por David Agape 


Na manhã de 4 de março de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero. A decisão levou à segunda prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao afastamento judicial de dois servidores do Banco Central — ambos com tornozeleira eletrônica — e ao bloqueio e sequestro de bens de até R$ 22 bilhões. Segundo a investigação, os dois funcionários públicos recebiam propina para atuar como espiões internos da autarquia em favor do banqueiro, repassando informações sensíveis e antecipando movimentos da fiscalização.

Antes mesmo de o país absorver a dimensão do que estava descrito nos autos — que incluem desde planos de ataques físicos contra jornalistas até uma rede privada de vigilância operando no entorno do banco, envolvendo até o FBI — a tropa digital alinhada ao governo Lula tentou emplacar nas redes a tese de que o caso Master seria, na essência, culpa da gestão de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central indicado por Jair Bolsonaro. O argumento central repetido nas redes é que o Master só teria existido porque o Banco Central autorizou, em 2019, a transferência do controle do antigo Banco Máxima para Daniel Vorcaro.

O problema é que essa narrativa exige ignorar parte substancial do que as próprias investigações revelam. A prisão dos dois servidores do Banco Central mostra que o núcleo do esquema estava instalado na estrutura de supervisão bancária muito antes de 2019. A cadeia de promoções que levou Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana a esses cargos começa em 2007 e atravessa, sem ruptura, os governos Lula, Dilma e Temer.

A cronologia ganha ainda mais peso quando se observa o ambiente político em torno do Banco Master já durante o atual governo. Daniel Vorcaro manteve interlocução frequente com figuras centrais da administração Lula e com aliados históricos do PT. Em pelo menos uma ocasião, chegou a se reunir diretamente com o próprio presidente Lula.

A engrenagem montada anos antes

A tese de que o escândalo Master seria um produto direto da era Bolsonaro esbarra em um dado elementar: Paulo Sérgio e Bellini não foram alçados ao núcleo da supervisão bancária por Campos Neto, nem por Bolsonaro. Eles já estavam entrincheirados ali quando Campos Neto assumiu a presidência do Banco Central, em fevereiro de 2019.

O cruzamento de dados sobre nomeações, promoções internas e histórico funcional revela uma sequência contínua que atravessa quatro governos. Em 2007, no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, com o aval de Henrique Meirelles, então presidente do Banco Central, Anthero de Moraes Meirelles foi indicado para a Diretoria de Administração da autarquia. Quatro anos depois, já sob Dilma Rousseff, Anthero foi promovido à Diretoria de Fiscalização, o posto mais relevante na supervisão do sistema bancário.

Foi dessa posição que, em 2015, ele promoveu Paulo Sérgio à chefia do Departamento de Supervisão Bancária, o DESUP. É ali que se monitora o sistema financeiro em tempo real. É dali que saem alertas sobre liquidez, inconsistências, riscos operacionais e indícios de deterioração. O departamento alimenta a Diretoria de Fiscalização, que pode intervir, impor restrições, instaurar procedimentos ou até empurrar uma instituição para a liquidação. Não por acaso, entre operadores do próprio caso, o DESUP foi descrito como “a área que abre e fecha banco”. É justamente nesse ponto mais sensível da máquina que estavam Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, os dois servidores agora afastados por decisão judicial.

Dois anos depois, em 2017, no governo Michel Temer, ele próprio foi elevado à Diretoria de Fiscalização, ocupando justamente o espaço antes ocupado por Anthero. Antes de subir, indicou para seu lugar no DESUP Bellini Santana. Quando Roberto Campos Neto chegou ao Banco Central, em 2019, os dois já ocupavam posições centrais na engrenagem mais delicada da supervisão.

Essa sucessão desmonta a tentativa de concentrar toda a origem do problema em uma única canetada de 2019. A estrutura que mais tarde seria acusada de servir ao Master já vinha sendo montada e consolidada desde 2007, passando por Lula, Dilma e Temer, sem ruptura institucional relevante nesse núcleo específico.

A transformação do fiscal em consultor

O que a Polícia Federal descreve não é uma simples relação imprópria entre regulador e regulado. O quadro exposto nos autos é mais grave: havia, segundo a investigação, uma arquitetura funcional de corrupção, com canal de comunicação próprio, fluxo de informação sensível e pagamentos recorrentes. 

Paulo Sérgio e Bellini integravam um grupo de WhatsApp criado para facilitar a comunicação direta entre Daniel Vorcaro e agentes que, institucionalmente, deveriam fiscalizar o banco. Nesse canal, Paulo Sérgio repassava ao controlador do Master alertas internos do Banco Central sobre movimentações da instituição detectadas pelos sistemas de monitoramento da autarquia. Isso permitia que Vorcaro se antecipasse à fiscalização formal, ajustasse condutas, preparasse respostas e neutralizasse riscos antes que eles se transformassem em questionamentos oficiais. Em outras palavras: o fiscal havia sido convertido em consultor do fiscalizado.

Bellini Santana, por sua vez, mantinha encontros reservados com Vorcaro fora das dependências do Banco Central, longe de registro formal e longe de trilha documental. Ao mesmo tempo, aparecia internamente como nome forte para ascender à Diretoria de Fiscalização, em substituição a Ailton de Aquino Santos. Segundo os autos, os pagamentos eram disfarçados por contratos fictícios de consultoria, o mesmo expediente usado para remunerar outros integrantes da rede ligada ao Master.

As mensagens reproduzidas na decisão de André Mendonça são diretas. Em uma delas, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, avisa ao banqueiro: “Hoje tem que pagar a primeira do Belline, ok?” Vorcaro responde: “OK.” Em outra: “Belline cobrando, paga?” A resposta vem sem hesitação: “Claro.” O “Belline” mencionado nas conversas é Bellini Santana, o mesmo servidor promovido ao DESUP em 2017 por Paulo Sérgio, que por sua vez havia sido elevado por uma cadeia de comando formada nos governos anteriores.

O nível de proximidade extrapolava o ambiente institucional. Segundo a própria investigação, Vorcaro chegou a providenciar guia turístico para uma viagem de Paulo Sérgio à Disney, em Orlando. Uma relação incompatível com qualquer ideia séria de supervisão pública.

As portas que continuaram abertas

Se a resposta política do governo se apoia no discurso de autonomia institucional e rigor regulatório, a cronologia de 2025 cria um embaraço difícil de contornar. Naquele ano, enquanto o Banco Master já enfrentava processo administrativo sancionador por descumprimento do recolhimento compulsório — uma obrigação regulatória básica —, Daniel Vorcaro circulou com frequência notável dentro do próprio Banco Central.

Foram 17 entradas presenciais, somando mais de 34 horas dentro da autarquia. O trânsito não se limitou a um setor periférico. Passou pelo gabinete de Gabriel Galípolo, pela Diretoria de Fiscalização, pelo DESUP e por comitês internos de governança. Cinco dessas visitas foram reuniões diretas com Galípolo.

Em 1º de abril de 2025, Vorcaro permaneceu 2h42 em uma reunião prevista para durar uma hora. Em 11 de abril, voltou ao gabinete e ficou 3h08, o encontro mais longo do período. Nesse mesmo período, uma auditoria do BRB retirou cerca de R$ 19 bilhões em ativos do perímetro original da negociação envolvendo o Master. Despacho interno do Banco Central, posteriormente apresentado pela defesa de Vorcaro à Justiça, indica que Paulo Sérgio Neves de Souza chegou a confirmar em ao menos uma ocasião o trânsito do banqueiro junto à autarquia — inclusive mencionando a viagem a Dubai que seria usada pela defesa para rebater a narrativa de fuga.

Em 8 de maio, Vorcaro e Galípolo voltaram a se reunir por 1h19. Na mesma data, o Banco Master apresentou ao Banco Central pedido de dispensa temporária do recolhimento compulsório — pedido que o BC negou, por ausência de amparo legal e regulamentar. Em 22 de julho houve nova reunião entre Galípolo, Ailton de Aquino e Vorcaro. Dois dias depois, em 24 de julho, o Banco Central autorizou a transferência do Banco Voiter para Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, que também acabaria preso.

Do Banco Central ao Planalto

O acesso de Vorcaro não se limitava ao regulador. Os registros do Gabinete de Segurança Institucional mostram que o controlador do Master entrou ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto entre 2023 e 2024.

Em 3 de abril de 2024, Vorcaro entrou no Planalto às 17h29. Minutos depois, às 17h51, o senador Jaques Wagner (PT-BA) também entrou para uma reunião fora da agenda. Wagner articulou diversas movimentações ligadas ao banco.

Após deixar o STF em 2023, Ricardo Lewandowski foi contratado pelo banco para integrar um comitê consultivo estratégico, com remuneração de R$ 250 mil mensais — contrato articulado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Mesmo depois de assumir o Ministério da Justiça em 2024, os pagamentos continuaram ao escritório administrado por sua família, acumulando R$ 6,5 milhões no total, dos quais R$ 5,25 milhões foram pagos quando já chefiava o Ministério da Justiça. Segundo apuração do portal Metrópoles, o próprio Jaques Wagner também articulou a contratação de Guido Mantega como consultor do Master, com remuneração de cerca de R$ 1 milhão por mês para atuar na negociação com o BRB — pagamentos que podem ter alcançado ao menos R$ 11 milhões. Wagner nega ter intermediado a contratação de Mantega; confirmou, no entanto, ter indicado Lewandowski.

O detalhe ganha peso porque é o mesmo Jaques Wagner que, mais tarde, subiria o tom na CPI para jogar o foco sobre Campos Neto, como se a história começasse e terminasse na presidência anterior do Banco Central.

Em 4 de dezembro de 2023, Daniel Vorcaro entrou no Palácio do Planalto acompanhado do empresário mineiro Lucas Prado Kallas. Registros do Gabinete de Segurança Institucional obtidos pelo site Poder360 via Lei de Acesso à Informação mostram que os dois tiveram a entrada registrada exatamente no mesmo minuto: 15h42. A reunião não apareceu na agenda oficial do governo, e não há registro público sobre o conteúdo da conversa.

Kallas é um empresário do setor de mineração e sócio de Vorcaro na farmacêutica Biomm. Mineiro como o banqueiro, construiu forte trânsito político em Brasília e em Minas Gerais. Em 2023, passou a integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o chamado “Conselhão” de Lula, por indicação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Seu nome também aparece em investigações relacionadas à mineração e à exploração de rejeitos minerais em Minas Gerais. Ambos também são representados pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Uma reunião ainda mais reveladora veio exatamente um ano depois. Em 4 de dezembro de 2024, um encontro fora da agenda reuniu o presidente Lula, Daniel Vorcaro, Guido Mantega, Rui Costa, Alexandre Silveira, Gabriel Galípolo e Augusto Lima. A reunião não apareceu no relatório oficial do GSI e só veio a público depois, por meio de revelações da imprensa.

Segundo os relatos divulgados, Vorcaro expôs as dificuldades financeiras do banco, relatou que o BTG havia demonstrado interesse em comprá-lo por valor simbólico e perguntou diretamente a Lula se deveria vender. Lula o aconselhou a não vender e ainda criticou Roberto Campos Neto e André Esteves. Cerca de um mês depois, Galípolo — presente naquela mesma sala — assumiu a presidência do Banco Central.

Em 2023, como parte de uma estratégia de governança, Vorcaro criou um conselho consultivo com Henrique Meirelles, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola e o ex-secretário-executivo do BC Geraldo Magela.

O esquema que atravessou governos

Há um ponto real, documentado e indiscutível no argumento dos governistas: em outubro de 2019, a diretoria colegiada do Banco Central, já sob a presidência de Roberto Campos Neto, autorizou a transferência do controle acionário do Banco Máxima para Daniel Vorcaro. Sem esse ato, o Master não existiria nos termos em que passou a operar. Esse fato é concreto.

Mas isso não resolve a questão central. Autorização societária e esquema de propina são coisas distintas. Uma decisão formal da diretoria em 2019 não apaga o fato de que Paulo Sérgio estava no DESUP desde 2015 e Bellini desde 2017. Tampouco altera o núcleo do que a Polícia Federal descreve: o pagamento sistemático a servidores instalados no coração da fiscalização para orientar o banqueiro e contornar o monitoramento interno.

A tentativa de explicar tudo pela “desregulação” esbarra numa contradição difícil de superar. Se a desregulação teria aberto as portas, por que o mecanismo decisivo descrito nos autos foi a compra justamente dos agentes encarregados de fiscalizar e impor limites? Se as regras teriam sido afrouxadas a ponto de facilitar tudo, por que era necessário pagar propina a quem controlava os alertas, os fluxos internos e a temperatura da supervisão?

É aqui que a blindagem política da esquerda falha. Para sustentar a tese de que o caso Master pertence essencialmente à era Bolsonaro, é preciso ignorar 2007, 2011, 2015, 2017, 2024 e 2025, para fixar os olhos apenas em 2019. Só que as datas não permitem esse recorte. Nem os históricos de promoção. Nem os registros de agenda. Nem as mensagens. Nem o acesso excepcional de Vorcaro ao Banco Central e ao Planalto já sob Lula e Galípolo.

O que os elementos disponíveis desenham é outra história. O Banco Central, ao que tudo indica, não foi deformado por uma única gestão nem por uma única assinatura. Foi penetrado por dentro, por servidores que atravessaram governos e acumularam poder num setor decisivo, e por fora, por um banqueiro que, em dezembro de 2024, pôde perguntar pessoalmente ao presidente da República o que fazer com o próprio banco — com o futuro presidente do Banco Central sentado na mesma sala.

Se há uma disputa em curso, ela não é apenas sobre quem será punido. É sobre quem conseguirá controlar a narrativa antes que a cronologia fale por si. E, até aqui, a cronologia é o maior problema de quem tenta transformar o caso Master em um escândalo conveniente demais para caber só no colo do adversário.

Título e Texto: David Agape, A Investigação, 5-3-2026

Fonte: https://www.caoquefuma.com/

Ilha de Itaparica recebe empreendimento de uso misto com o lançamento do Amalfi Itaparica Resort Residences

Complexo reúne unidades residenciais no conceito resort e um street mall em área privilegiada da Avenida Beira-Mar, com píer privativo e acesso exclusivo à praia 



A Ilha de Itaparica ganhará um novo empreendimento, com lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2026: o Amalfi Itaparica Resort Residences, um condomínio de uso residencial e comercial que será implantado na Avenida Beira-Mar, na região de Bom Despacho, em um terreno de 75.332 m² de frente ao mar. 
O empreendimento é um desenvolvimento da KAHHU REAL ESTATE com incorporação pela VERTIS INCORPORADORA. Com investimento de cerca de R$ 500 milhões, o empreendimento contará com duas etapas de construção, totalizando mais de 630 unidades residenciais entregues em 15 Villas, contemplando desde tipologias residenciais tipo estúdios premium, duas suítes garden e varanda, quatro quartos garden e varanda; além de unidades de três quartos com terraços. O projeto ainda prevê 450 vagas de estacionamento e a construção de um street mall com 25 lojas comerciais, ampliando a oferta de serviços e conveniência no município, além de gerar 1.250 empregos diretos e indiretos. 
O resort marca o primeiro lançamento imobiliário da VERTIS INCORPORADORA junto a KAHHU REAL ESTATE, empresa que chega ao mercado baiano com foco em empreendimentos que unem qualidade de vida, sustentabilidade e impacto urbano positivo. "O Amalfi representa a nossa visão em criar e implantar propostas de moradias completas, acessíveis e alinhadas ao desenvolvimento das regiões onde ocupam. Além disso, nos insere no ecossistema da localidade, contribuindo com desenvolvimento econômico e turístico da Ilha de Itaparica", ressalta Túlia Ribeiro, sócia da KAHHU REAL ESTATE.  

Infraestrutura no padrão resort  

O empreendimento já nasce com um conceito focado no lifestyle baiano e com um centro wellness completo, de maneira a garantir bem-estar e qualidade de vida aos seus moradores; um refúgio único a poucos minutos de Salvador.  

Integram o lazer do complexo ambientes como spa com salas de massagem e hidro, sauna seca e úmida, academia, pilates, salão de festas, brinquedoteca, salão de jogos, mirante, quadras esportivas e playground.  

Um dos destaques do projeto são as piscinas, hoje o Amalfi Itaparica possui a maior lâmina de água de piscina de um empreendimento residencial na Bahia, com mais de 3.000 m² de área.  

Outros diferenciais são amplos ambientes externos com bicicletário, quiosques, parque infantil, pet place e bosque com trilha ecológica em reserva particular com mais de 2.000 m² de área verde, horta comunitária; além do acesso exclusivo a uma praia privativa no mar calmo da Ilha de Itaparica.

Sustentabilidade  

O projeto arquitetônico também prioriza soluções de engenharia e construção com menor impacto no meio ambiente, bem como um paisagismo diferenciado e integração com a vegetação local, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável da Ilha de Itaparica.  

Entre as soluções adotadas estão iluminação em LED, medição individual de água, gás e energia, reuso de água para irrigação, automação de áreas comuns, ventilação e iluminação natural, bem como o uso de materiais certificados, paisagismo com espécies nativas e sistema próprio de tratamento de água e esgoto.  

"Desde a concepção do projeto, buscamos alternativas que unem eficiência operacional e sustentabilidade. A implantação do Amalfi Itaparica Resort Residences representa um novo vetor de urbanização qualificada para a orla de Bom Despacho, com impacto direto na vida da população local", avalia Túlia Ribeiro. 

Enviado por Comunicativa Associados

Morre atriz mexicana Ana Luisa Peluffo


Faleceu na quarta-feira, 4, a atriz mexicana Ana Luisa Peluffo, aos 96 anos. Atuou em mais de 150 filmes, desde 1948, quando fez sua primeira aparição no cinema com um pequeno papel em "Tarzan e as Sereias", ao lado de Johnny Weissmuller. 

A longa carreira em seu país começou em 1953 com "Orquídeas Para Minha Esposa". Em 1955, ela quebrou um tabu e se tornou a primeira atriz mexicana a aparecer totalmente nua em um filme - "A Força do Desejo".

Em 1956, atuou em quatro filmes: "A Ilegítima", "Beijos Proibidos". "A Estranha Rival" e "Escravas de Cartago". Em 1959, apareceu em cinco filmes: "A Mulher e a Besta". "Sede de Amar", "Nascida Para Amar", "Lágrimas de Amor" e "Dois Fantasmas e Uma Garota".

Foi uma das atrizes mais icônicas da Era de Ouro do cinema mexicano. E com a carreira mais longa.

Sábado é dia de Retreta no Coreto


 

quarta-feira, 4 de março de 2026

"Feiraguay" estreia na Competitiva Baiana do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema

Primeira vez que um longa feirense é selecionado




O documentário "
Feiraguay", 68 minutos, dirigido por Francisco Gabriel Rêgo, 2025, integra a Competitiva Baiana do Panorama Internacional Coisa de Cinema, um dos mais relevantes festivais de cinema do país e a principal vitrine do audiovisual produzido na Bahia. A participação marca o lançamento nacional, baiano e internacional do filme, que inicia sua trajetória pública a partir de sua própria origem: a Bahia.

Realizado por Pau Ferro Produções e pelo Coletivo Urgente de Audiovisual (Cual), o longa reafirma a força do cinema produzido no interior, em diálogo com a capital e com o circuito nacional. "De Feira de Santana para Salvador, o percurso do filme acompanha as mesmas estradas e caminhos que estruturam a cidade que retrata. Cinema do interior para a capital. Para a Bahia. Para o Brasil", diz Francisco Gabriel.

Para ele, "ao transformar o centro comercial popular em paisagem sensível, o documentário revela o Feiraguay como síntese de uma cidade múltipla, atravessada por fluxos migratórios, trocas culturais e reinvenções cotidianas. Entre vozes, silêncios e deslocamentos, constrói-se um retrato afetivo e histórico de Feira de Santana".

Segundo o diretor, "'Feiraguay' inicia sua circulação em grande estilo, na Bahia e para a Bahia, reafirmando o vigor do audiovisual produzido fora dos grandes centros hegemônicos e a vitalidade criativa de Feira de Santana".

Sinopse

No coração de Feira de Santana, o Feiraguay é território de encontros, onde vidas, memórias e histórias se cruzam entre bancas e corredores. O documentário acompanha as pessoas que constroem esse espaço coletivo, retratando a cidade em sua força, diversidade e reinvenção.

Sessões

  • 27/03, às 16h10 - Cine Theatro Cachoeirano - sessão com debate

  • 30/03, às 19h35 - Cine Glauber Rocha - Sala 1 - sessão com debate

  • 01/04, às 13h10 - Cine Glauber Rocha - Sala 1 - reprise

Trailer

https://www.youtube.com/watch?v=z0wwM_-s7JE

Ficha Técnica

Direção: Francisco Gabriel Rêgo
Assistência de Direção: Yves São Paulo
Produção: Ramon Coutinho, Luisa Maciel
Direção de Fotografia: Danilo Umbelino
2ª Câmera: Ramon Coutinho
Som Direto e Pós-Produção de Som: Marcus Curvelo
Montagem: Ramon Coutinho e Marcus Curvelo
Pós-Produção: Marcus Curvelo
Pesquisa: Francisco Gabriel Rêgo, Geovana Paim
Produção Executiva: Francisco Gabriel Rêgo
Realização: Pau Ferro Produções e Coletivo Urgente de Audiovisual (Cual)

Enviado por Francisco Gabriel Rêgo

francisco1gabriel@gmail.com

https://www.franciscorego.com

ACM Neto lidera corrida de 2026 na Bahia com 48,3%

                                                Jerônimo aparece com 31,2%


Levantamento realizado pela Séculus Análise e Pesquisa, encomendado pelo "Bahia Notícias", mostra que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), lidera a corrida eleitoral pelo governo da Bahia em 2026. Candidato há quatro anos, ACM Neto aparece com 48,28% das intenções de voto, frente a 31,15% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 A pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos. O cenário estimulado em questão inclui ainda os nomes de José Carlos Aleluia (Novo), com 0,65% das intenções de voto, e Ronaldo Mansur (Psol), com 0,52%. Não souberam ou não opinaram 9,93% dos eleitores, enquanto 9,47% indicaram votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.


Esse é o primeiro levantamento da Séculus em 2026 sobre a corrida eleitoral da Bahia. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BA-09740/2026 e possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. Não houve consolidação de dados de uma disputa em dois turnos, dado os baixos números obtidos pelos demais candidatos, além de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues.

REJEIÇÃO

A Séculus perguntou ainda aos entrevistados em qual dos nomes eles não votariam de jeito nenhum. Neste questionário, o governador Jerônimo Rodrigues aparece à frente com 37,96% de rejeição entre os nomes apresentados. O adversário dele, ACM Neto, foi citado por 22,65% dos eleitores. José Carlos Aleluia aparece com rejeição de 5,71%, empatado tecnicamente no quesito com Ronaldo Mansur (6,42%).


Não souberam ou não opinaram somam 14,99% nessa questão, enquanto 12,26% responderam nenhum, branco ou nulo.

Fonte: https://www.bahianoticias.com.br/

TRE-BA alerta: Falta de regularização do título até 6 de maio pode gerar impedimentos à população

Situação pode ser resolvida de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) alerta que eleitores que estiverem com pendências perante a Justiça Eleitoral, como a falta de regularização do título, têm até o dia 6 de maio para resolver a situação. Caso contrário, estarão suscetíveis a diversos impedimentos em serviços associados à administração pública. 

De acordo com o Código Eleitoral brasileiro, aqueles que deixaram de votar, não justificaram a ausência às urnas e nem pagaram as multas eleitorais ficarão impossibilitados(as) de: 

- inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;

- receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;

- participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal ou dos municípios, ou das respectivas autarquias;

- tirar passaporte ou carteira de identidade;

- renovar matrícula em instituição de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

- praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

As restrições se aplicam também aos(às) eleitores(as) com o título cancelado, ficando impedidos(as) de votar nas eleições gerais deste ano, que acontecerão no dia 04 de outubro.

Consultar situação eleitoral

O Tribunal oferece diversas opções para consultar a situação eleitoral, inclusive sem precisar sair de casa.

Site do TRE-BA: no menu lateral do portal, clique diretamente na opção "situação eleitoral", em seguida, realize a autenticação e a consulta. 

Autoatendimento Eleitoral: também na página inicial do TRE-BA, acesse o menu lateral Serviços > Autoatendimento do Eleitor. Clique em “Título Eleitoral” e depois em "Consultar situação eleitoral". 

e-Título: o aplicativo pode ser baixado para smartphone ou tablet, nas plataformas iOS ou Android. Após o download, basta inserir os dados pessoais e realizar a consulta no menu "mais opções".

NAVE:  Núcleo de Atendimento Virtual ao Eleitor que oferece diversos serviços da Justiça Eleitoral. É possível realizar a consulta em um chatbot pelos aplicativos de mensagem: Telegram (@maiatrebot) e pelo WhatsApp, por meio do número (71) 3373-7000. Nesse número também é possível acessar a Central Telefônica do NAVE. Além dessas opções, o NAVE disponibiliza o correio eletrônico nave@tre-ba.jus.br para atendimento por e-mail.

Como resolver?

Caso encontre débito com a Justiça Eleitoral, é preciso fazer o pagamento da multa por boleto, Pix ou cartão de crédito. Também no Autoatendimento Eleitoral é possível realizar a quitação na função "Débito Eleitoral". 

O eleitorado pode procurar o atendimento presencial da Justiça Eleitoral em unidades disponíveis por toda a Bahia. Confira aqui.

Enviado por ASCOM TRE-BA

Ministério da Defesa terá de explicar programa da China no Brasil

 Por Kayo Magalhães

O Ministério da Defesa terá de explicar à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) o que é o TUCANO GROUND STATION, documento apresentado no Congresso do EUA que detalha um programa de cooperação desenvolvido pela China, em território nacional, com potencial de resultar na implementação de uma Base Militar estrangeira no Brasil.

Nesta terça-feira, 3, a CREDN aprovou requerimento de informação ao MD, de autoria do presidente do Colegiado, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP), para que sejam prestados esclarecimentos acerca da denúncia feita em Washington, no dia 26 de fevereiro.

De acordo com Luiz Philippe, "o relatório do Comitê Seletivo do Congresso dos EUA sobre Competição Estratégica entre os EUA e o Partido Comunista Chinês analisa como a República Popular da China está expandindo sua infraestrutura espacial na América Latina, usando projetos civis e comerciais como fachada para fortalecer a Consciência de Domínio Espacial (CDE) do Exército de Libertação Popular", explicou.

O relatório identifica pelo menos 11 instalações ligadas à China em cinco países, no âmbito das leis de Fusão Civil-Militar (FCM) e de mobilização de defesa. Essa expansão faz parte de uma estratégia mais ampla para a superioridade espacial chinesa, que ameaça a segurança dos EUA em seu próprio território, entendem os congressistas americanos.

No Brasil, o relatório descreve a Estação Terrestre de Tucano, estabelecida por meio de um acordo de 2020, como um projeto conjunto entre a startup brasileira Ayla Nanossatélites e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology. Além da área geral, a localização exata da estação é desconhecida.

O relatório descreve o laboratório conjunto de radioastronomia em Serra do Urubu, estabelecido em 2025 após a assinatura de um acordo entre o Instituto de Pesquisa em Comunicação de Redes de Ciência e Tecnologia Elétrica da China (CESTNCRI) e as universidades federais de Campina Grande (UFCG) e da Paraíba (UFPB).

"Considerando as implicações sensíveis que o tema acarreta para a segurança do Estado e a integridade do território nacional, impõe-se o pleno esclarecimento dos fatos pelo Ministério da Defesa", concluiu o deputado.

Assessoria de Imprensa CREDN

Fonte: https://lpbraganca.com.br/

Memorial à Egberto Costa

Na quinta-feira, 26 de março, às 19 horas, a Fundação Municipal de Ciência e Tecnologia Egberto Costa inaugura o Memorial à Egberto Costa, no Museu Parque do Saber.

Nesta data, o vigésimo quarto ano da morte de Egberto Tavares Costa. Em 26 de maio de 2002, ele foi vítima de um desaparecimento brutal, de um crime absurdo e cruel, quando Feira de Santana perdeu uma figura ética e humana.

Trata-se de mais uma homenagem póstuma a um dos mais destacados profissionais de comunicação de Feira de Santana.

Outras homenagens: o prefeito José Ronaldo decretou praça no conjunto Wilson Falcão e biblioteca no Ginásio Municipal Joselito Amorim com seu nome, enquanto o na época presidente da Câmara Antônio Carlos Coelho batizou as instalações da Ascom de Sala Jornalista Egberto Costa. Significativa homenagem prestada é a nominação da Fundação Municipal, que administra o Museu Parque do Saber, que leva o seu nome.

Aniversário de Tamara


Nesta quarta-feira, 4, data de aniversário de Tamara Rabelo de Oliveira (Foto), filha caçula do jornalista Dimas Oliveira. Parabéns, querida professora. Que Deus continue abençoando a sua vida.

terça-feira, 3 de março de 2026

Botafogo empata na Libertadores


O Botafogo acaba de empatar em 1 a 1 com  
Barcelona de Guayaquil, fora de casa, pelo jogo de ida da terceira fase da pré-Libertadores.

Com o resultado o Alvi-Negro precisa ganhar em casa do mesmo adversário para avançar à fase de grupos da Taça Conmebol Libertadores.

Lançamento de "Tá pensando que tudo é futebol?"

Livro de crônicas de Franciel Cruz


Nesta sexta-feira, 6 de março, no Miss Brown Café, a partir das 19 horas, Franciel Cruz entra em campo para lançar seu segundo livro de crônicas. Sob o título/pergunta "Tá pensando que tudo é futebol?", ele faz, em 49 textos, um bem-humorado chamamento à reflexão sobre os descaminhos do jogo de bola e da vida, além de convidar o leitor a bailar, a se deixar encantar pela mágica do drible e outros artifícios que hoje parecem antiquados.
Conforme sublinha o jornalista e escritor Douglas Ceconello , "Franciel é mestre na arte de fingir que vai para um lado e sair para o outro: ameaça que vai falar sobre as desventuras do mitológico zagueiro Pedro 500 ou sobre a 'energia ancestralmente poderosa do Santuário do Barradão', mas na verdade está nos chamando para conversar, munido de megafone ou ao pé do ouvido, sobre as mais relevantes questões da existência, como os sonhos que pedem divórcio assim, de repente, e a miragem de uma velha Fonte Nova que simboliza a beleza e a ruína que podemos alcançar - que, na verdade, nos alcançam".
Ele faz isso sem esquecer a adversidade do cenário. Afinal, nos últimos anos, o aumento do vigor físico no futebol tem sido inversamente proporcional à possibilidade de nos surpreendermos dentro das 4 linhas. O jogo de bola e a vida se transformaram em uma espécie de corrida de cavalos. Além da correria cartesianamente desabalada, o VAR/ passou a decidir a peleja por um dedo mindinho ou por um nariz de vantagem. Atualmente, se substituiu a imprevisibilidade pela máquina de calcular. Tudo passou a ser milimetricamente computado, quantificado. E, nas cabines de rádios, nas (mal) ditas redes sociais e em outros lugares insalubres, pontificam os cabeças de planilha.
Antevendo estes desmantelos, o autor informa que, desde sempre, para combater estas e outras infâmias que tentam nos acorrentar, nos moldar, se guia pela filosofia trágica de Garrincha, gênio que ele viu em ação na sua infância querida que os anos não trazem mais. Qual seja. "Vou tentando uma jogada de efeito, tropeçando e zombando, cotidianamente, das minhas mortes e vidas severinas. E juntando as pedras, os cacos, e subindo e descendo o morro no inútil trabalho de Sísifo".
Nesta árdua e insalubre caminhada, usa como antídoto a celebração. Aprendeu com Beto Sem Braço que o que espanta a miséria, seja nas 4 linhas ou no cotidiano, é a festa. Por isso, o livro será lançado com um Talk Show com a apresentação do produtor cultural Roberto Martins. Calce sua chuteira metafórica e venha pra este jogo dos sonhos.
SERVIÇO
QUE: Lançamento de "Tá pensando que tudo é futebol?", livro de crônicas de Franciel Cruz
ONDE: Miss Brown Café, na Rua Barão do Rio Branco , 100 - Serraria Brasil.
QUANDO: Sexta-feira, 6 de março, a partir das 19 horas
Enviado por Borega

"Davi - Nasce Um Rei" chega às plataformas digitais e leva mensagem de fé para dentro dos lares brasileiros



"Davi - Nasce Um Rei inicia uma nova etapa de sua trajetória e já está disponível nas principais plataformas digitais em formato TVOD (aluguel e compra). Após impactar o público nas telonas, o longa agora pode ser assistido no conforto de casa, ampliando seu alcance entre famílias, igrejas e comunidades cristãs em todo o país.

A produção, que retrata a jornada de um dos personagens mais emblemáticos das Escrituras, chega ao ambiente digital mantendo o propósito que marcou sua estreia: fortalecer a fé, inspirar coragem e lembrar que Deus usa pessoas improváveis para cumprir grandes promessas.Onde assistir

O filme já pode ser encontrado nas seguintes plataformas:

📺 Amazon Prime Video

🍎 Apple TV

📡 Claro TV+ (disponível também via Claro Box)

▶️ YouTube Filmes

📱 Vivo Play

A entrada nas plataformas digitais representa uma oportunidade para que igrejas, líderes e famílias promovam sessões especiais, encontros temáticos e momentos de reflexão a partir da história de Davi.

Uma mensagem especial para esta geração

A história de Davi atravessa séculos como símbolo de fé, dependência de Deus e perseverança diante dos gigantes da vida. O filme resgata essa narrativa bíblica com linguagem acessível, produção cuidadosa e sensibilidade espiritual, dialogando com diferentes gerações.

Em um tempo marcado por desafios emocionais e crises de identidade, a trajetória do jovem pastor que se tornou rei relembra que o chamado precede o reconhecimento público — e que o coração alinhado a Deus é o que verdadeiramente sustenta uma liderança.

A chegada ao digital fortalece o propósito de alcançar ainda mais pessoas, permitindo que a mensagem vá além das salas de cinema e encontre espaço nos lares brasileiros.

Para assistir, basta acessar a plataforma de preferência e buscar por "Davi - Nasce um Rei".



Enviado por 360 Wayup

Calor intenso desafia produção de tilápia e liga alerta para desafios sanitários

Por Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados

A produção de tilápia no Brasil enfrenta desafios significativos durante os períodos de calor intenso, especialmente em regiões tropicais, onde a temperatura da água pode ultrapassar os limites considerados ideais para o cultivo – entre 25°C e 30°C. Em temperaturas próximas ou superiores a 30°C, é essencial redobrar a atenção aos manejos diários. A exposição prolongada a temperaturas elevadas compromete o desempenho zootécnico, a sanidade e a sustentabilidade econômica da atividade.

Um dos principais impactos do calor excessivo é a redução da concentração de oxigênio dissolvido na água. O aumento da temperatura diminui a solubilidade do oxigênio, ao mesmo tempo em que eleva o metabolismo dos peixes, intensificando sua demanda respiratória. Esse desequilíbrio pode resultar em quadros de hipóxia, com redução dos níveis de alimentação, menor ganho de peso e, em situações mais graves, mortalidade.

O estresse térmico também tem impacto direto sobre o sistema imunológico da tilápia, tornando os peixes mais vulneráveis a enfermidades bacterianas e parasitárias, como Streptococcus, um dos principais desafios sanitários, e exigindo maior rigor no monitoramento, além da adoção de medidas profiláticas mais eficientes e incidência de custos adicionais relacionados ao manejo e aos tratamentos.

Aliás, o manejo nos períodos de alta temperatura exige ajustes operacionais estratégicos. Redução da densidade de estocagem,  utilização de sistemas de aeração mais eficientes, monitoramento contínuo dos parâmetros físico-químicos da água e adequação dos horários de alimentação são fundamentais para mitigar os efeitos adversos do calor.

Diante das projeções que indicam o aumento da frequência e intensidade das ondas de calor devido às mudanças climáticas, os desafios enfrentados dos piscicultores devem se intensificar. Adaptar-se às condições climáticas extremas é essencial para garantir competitividade e sustentabilidade da piscicultura brasileira.

Juliano Kubitza é diretor da Fider Pescados

Enviado por Mariana Tabatiano, da Texto Comunicação Corporativa

Texas obriga a exibir os Dez Mandamentos nas escolas públicas


Os Dez Mandamentos exibidos numa escola texana


Monumento dos Dez Mandamentos na entrada do Legislativo. Os políticos mudarão 

Por Luis Dufaur

No estado do Texas, EUA, todas as salas de aula do ensino fundamental e médio deverão ter um "pôster durável ou uma cópia emoldurada" dos Dez Mandamentos, em local de destaque, informou "Infocatólica".

O poster deve medir pelo menos 40 cm de largura por 50 cm de altura e ser "legível para uma pessoa com visão média de qualquer ponto da sala".

A inclusão de qualquer conteúdo adicional é proibida, segundo lei aprovada pelo Legislativo do estado.

A medida concede proteção legal às escolas que enfrentem processos judiciais relacionados à sua aplicação.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), juntamente com sua filial no Texas, a Americans United for Separation of Church and State, e a Freedom From Religion Foundation, declararam a lei "manifestamente inconstitucional" e expressaram sua intenção de "impedir esta violação dos direitos da Primeira Emenda" de alunos e famílias.

Líderes religiosos cristãos e judeus também expressaram sua oposição à legislação em uma carta enviada à Assembleia Legislativa em março, afirmando que "o governo ultrapassa seus limites ao ditar uma versão oficial e aprovada pelo estado de qualquer texto religioso". 

A lei entrou oficialmente em vigor em 1º de setembro de 2025, coincidindo com o início do ano letivo.

Entre as mais de 600 medidas promulgadas por Abbott outra regra autoriza que escolas permitam a alunos e funcionários participarem de orações e leituras religiosas diárias e voluntárias.

De fato, o princípio da separação entre Igreja e Estado, consagrado na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, proíbe o governo de estabelecer uma religião oficial ou favorecer uma religião em detrimento de outra. 

Nos últimos anos, a Suprema Corte tem assumido uma postura mais permissiva em relação à expressão religiosa em espaços públicos.

Por exemplo, no caso Kennedy v. In Bremerton School District (2022), a Suprema Corte decidiu a favor de um técnico de futebol americano que foi demitido por orar em campo, estabelecendo que sua conduta estava protegida pela liberdade de religião e expressão.

Essa mudança na jurisprudência encorajou alguns estados, como Texas, Arkansas e Louisiana, a promover leis que restabeleçam elementos religiosos em ambientes educacionais.

No entanto, essas leis continuam sendo objeto de litígio. No caso da Louisiana, uma lei semelhante foi bloqueada por um tribunal federal de apelações sob a alegação de inconstitucionalidade.

No Arkansas, a lei está sendo contestada judicialmente, e a lei do Texas deverá enfrentar um processo semelhante.

Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

Fonte: https://luzesdeesperanca.blogspot.com/