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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Academia Feirense de Letras com espaço no Festival Literário e Cultural de Feira de Santana



A Academia Feirense de Letras (AFL) foi habilitada para ser entidade expositora no Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs), edição 2026. A informação foi dada pelo presidente da instituição, acadêmico João Batista de Cerqueira.
"Agradeço à confreira Cláudia Gomes (Foto), que fez todo processo burocrático de inscrição e será a coordenadora da Academia na Flifs, bem como, pois nunca é demais lembrar, aos confrades dom Itamar Vian, acadêmico honorário que, em 2001, fez a proposta de implantação de uma Feira Literária ao então secretário municipal de Educação professor Josué Mello, também confrade honorário", afirmou João Batista. 
Assim, de acordo com projeto aprovado pela Comissão Organizadora da Flifs, no espaço a ser ocupado peja AFL, além de lançamento de novas obras, os acadêmicos que assim desejarem poderão colocar os seus livros para venda direta ao público no espaço. 

Visitem o site: 

https://academiafeirensedeletras.com.br/

Projeto do IF Baiano revela riqueza da fauna em fragmento de Mata Atlântica e contribui para a conservação ambiental

Dentre as quase 30 espécies de aves e mamíferos identificadas na área periurbana de Teixeira de Freitas, está o veado-mateiro, espécie que enfrenta ameaça motivada pela caça ilegal e destruição de seu habitat



Quem passa pelas áreas de mata próximas ao Campus do IF Baiano de Teixeira de Freitas dificilmente imagina a riqueza de vida selvagem que habita aquele fragmento florestal. Em uma área de aproximadamente 30 hectares pertencente ao Corredor Central da Mata Atlântica, pesquisadores do projeto IFauna registraram a presença de quase 30 espécies de aves e mamíferos ao longo de dois anos de investigação científica. Entre os animais identificados estão lontras, veados-mateiros, tamanduás-mirins, tatus, cachorros-do-mato, garças-brancas-grandes, sabiás-laranjeiras, saracuras-três-potes e tapitis. O resultado surpreende pela diversidade de animais de diferentes portes em uma mata de dimensão relativamente pequena, localizada próxima à cidade de Teixeira de Freitas.

A área pesquisada é composta por dois fragmentos com diferentes níveis de conservação - um mais antropizado e de fácil acesso para a população local, outro com vegetação mais fechada e preservada. Apesar do contexto urbano, os dois fragmentos mantêm características ecológicas relevantes para a fauna silvestre. "A área fica muito próxima da região urbana, sendo possível acessá-la a pé. Dizemos que é uma área periurbana, transição entre zona rural e zona urbana", explica a professora de Biologia Rosane Silva dos Santos, coordenadora do projeto.

O que os registros revelam

A lista de espécies identificadas é extensa para uma área de apenas 30 hectares situada às margens de uma cidade. Para a bolsista Emanuelle Nascimento, estudante de Engenharia Agronômica, o resultado foi uma surpresa reveladora. "Muitas vezes temos a impressão de que os animais só estão presentes em grandes reservas, mas os registros mostraram que esses fragmentos também funcionam como refúgio e área de circulação para diversas espécies", afirma. 

Entre todos os registros, o que mais chamou a atenção da pesquisadora Rosane foi o da lontra - animal semi-aquático e extremamente arisco, cuja captura fotográfica exige posicionamento muito preciso das câmeras. Além da dificuldade técnica, o dado tem peso ecológico: as lontras são reconhecidas como excelentes indicadoras da qualidade ambiental e sua presença tende a sinalizar ecossistemas em condições relativamente saudáveis.

Outro registro de grande relevância foi o dos veados-mateiros, espécie ameaçada em várias regiões pela caça ilegal e pela destruição de habitat. A presença desse mamífero de médio porte pode indicar que a área não é um fragmento completamente isolado, mas que mantém alguma conectividade com outras manchas de vegetação por meio de corredores ecológicos. "Ter esses animais em uma área muito próxima da cidade é inesperado, mas também preocupante, devido ao fácil acesso de caçadores e às estradas por perto, que oferecem risco de atropelamentos", alerta Rosane.

Como o projeto surgiu

O IFauna nasceu da confluência entre a curiosidade científica e o trabalho de campo já realizado no campus. Quando Rosane chegou ao IF Baiano - na época ainda atuando como técnica de Laboratório -, foi procurada pelo professor da área florestal Mardel Miranda Lopes, que já utilizava a mata para aulas práticas e havia feito registros preliminares de animais por meio de câmeras instaladas na vegetação. A partir dessa experiência compartilhada, surgiu a proposta de transformar as observações informais em uma investigação científica estruturada. O projeto envolveu estudantes tanto do ensino médio quanto do ensino superior em atividades de iniciação científica, oferecendo a eles uma imersão no método científico aplicado à ecologia e à conservação da biodiversidade.

Para monitorar os animais, a equipe instalou armadilhas fotográficas em diferentes pontos dos dois fragmentos, levando em consideração fatores como a proximidade de fontes de água e a necessidade de evitar áreas onde os equipamentos pudessem ser retirados por terceiros. Uma decisão metodológica central foi a de não utilizar nenhum tipo de atrativo. "Não utilizamos qualquer material para atrair os animais. Queríamos registrá-los em seu comportamento habitual e com o mínimo de interferência possível", afirma Rosane.

Ameaças à fauna local

A pesquisa não se limitou a catalogar espécies. Durante as atividades de campo, a equipe encontrou armadilhas utilizadas por caçadores dentro da mata, e uma das câmeras do projeto desapareceu, provavelmente levada por pessoas que adentraram a área. Rosane também chama atenção para os riscos estruturais que afetam fragmentos florestais em todo o país. "Na ecologia, há algo que chamamos de efeito de borda: quanto menor o fragmento, mais as áreas antropizadas afetam o interior desse fragmento, reduzindo sua capacidade de resiliência frente às mudanças", explica.

A formação de pesquisadoras

Um dos aspectos mais marcantes do IFauna é seu impacto sobre a trajetória das estudantes envolvidas. Raquel da Silva Rocha, primeira bolsista do projeto, participou das atividades ainda durante o curso técnico em Florestas do IF Baiano. Hoje, aos 20 anos, cursa Antropologia e Arqueologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "A possibilidade de fazer uma IC foi a porta de entrada para que eu pudesse construir a confiança necessária para ir atrás do que eu gostaria de estudar", relata. Para ela, a presença do veado-mateiro em uma mata tão pequena também evidencia a escassez de áreas preservadas na região: "Por conta da escassez de alimento e espaço seguro em toda a região em volta, ele não tem escolha a não ser se refugiar nesses espaços pequenos demais para eles."

Emanuelle ressalta o quanto o projeto ampliou sua compreensão sobre o trabalho científico. "Participar desse projeto foi uma experiência muito enriquecedora para mim, principalmente por ter um contato mais profundo com um trabalho como esse. Além do trabalho em campo, pude analisar os registros das câmeras e compreender melhor como funcionam esses levantamentos", afirma.

Próximos passos

O IFauna abre caminho para novas investigações. A equipe elaborou um novo projeto voltado ao levantamento das espécies de primatas da região, à identificação dos grupos familiares e ao estudo de seus comportamentos - com atenção especial ao sagui-da-cara-branca (Callithrix geoffroyi), observado com frequência durante o trabalho de campo. Também está prevista a produção de materiais educativos sobre as espécies registradas, destinados ao IF Baiano e a escolas públicas de Teixeira de Freitas.

Para Rosane, conhecer a fauna local é o pré-requisito para protegê-la. "É importante que a área seja reconhecida como um refúgio para espécies de médio e grande porte para que a população entenda que essa mata faz parte das riquezas existentes em Teixeira de Freitas", conclui.

Enviado pela Diretoria de Comunicação do IF Baiano

comunicacao@ifbaiano.edu.br


Roteiro do Orient CinePlace Boulevard

Por Dimas Oliveira e Milena Batista

PRÉ-ESTREIA


TOY STORY 5  
(Toy Story 5), de McKenna Harris e Andrew Stanton, 2026. Animação. 
Buzz, Woody, Jessie e os demais brinquedos tradicionais ficam em risco e são desafiados pela nova obsessão das crianças do século XXI: os dispositivos eletrônicos, uma nova ameaça à hora de brincar. Cópia dublada.  Duração: 102 minutos. Classificação: Livre.  Horários: 14 horas, 16h10, 18h20 e 20h30, na quarta-feira, 17.

LANÇAMENTO NACIONAL

DIA D  (Disclosure Day), de Steven Spielberg, 2026. Com Emily Blunt, Josh O'Connos, Colin Firth, Colman Domingo e Eve Hewson. Ficção científica. "Tudo será divulgado" é a frase de efeito do filme. Na trama, a questão: "Se você descobrisse que não estamos sozinhos, se alguém abrisse seus olhos e te mostrasse, provasse isso, você ficaria assustado, com medo?" Cópia dublada.  Duração: 168 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Horários: 14h50 e 20h40.
CONTINUAÇÕES

MESTRES DO UNIVERSO (Masters of the Universe), de Travis Knight, 2026. Com Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Idris Elba, Jared Leto e Morena Baccarin. Ação e aventura. Nas regiões mais distantes do espaço, o reino de Eternia é ameaçado pelo vilão Skeletor e seus maléficos exércitos das trevas. Para salvar o reino de seu pai e proteger a vida daqueles que ele ama, o jovem Príncipe Adam precisa recuperar uma espada mítica e se tornar o lendário guerreiro conhecido apenas como "He-Man". Segunda semana. Cópia Dublada. Duração: 133 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Horários: 13 horas, 15h40, 18h20 e e 21 horas.
TODO MUNDO EM PÂNICO (Scary Movie), de Michael Tiddes, 2026. Com Anna Faris, Regina Hall e Marlon Wayans. Comédia de terror. Mais de 25 anos depois de escaparem de um assassino mascarado muito familiar, o quarteto formado por Shorty, Ray, Cindy e Brenda está novamente na mira do criminoso e nenhuma franquia de terror está a salvo. Os quatro se envolvem em uma confusão com assassinos, monstros e criaturas sobrenaturais. Segunda semana. Cópia dublada.  Duração: 90 minutos. Não recomendado para menores de 11 anos. Horários: 13 horas, 15h20, 17h20, 19h20 e 21 horas.
O DIABO VESTE PRADA 2 (The Devil Wears Prada 2), de David Frankel, 2026. Com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Lady Gaga e Kenneth Branagh. Comédia. Quando Miranda Priestly se aproxima da aposentadoria, ela se reúne com Andy Sachs para enfrentar sua ex-assistente que se tornou rival: Emily Charlton. Sétima semana. Cópia dublada. Duração: 120 minutos. Não recomendado para menores de 10 anos. Horário: 13 horas. 
MICHAEL (Michael), de Antoine Fuqua, 2026. Com Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long e Juliano Valdi.
Drama biográfico musical. Narra a história do "Rei do Pop" Michael Jackson. Desde sua infância como estrela do Jackson Five, passando por momentos de abuso por parte de seu pai Joe Jackson. Ao seu sucesso "Thriller". Oitava semana. Cópia dublada. Duração: 128 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Horário: 18h05.
Programação - sujeita a alteração - até terça-feira, 16 de junho.

Eleitos novos gestores da Central do Outdoor na Bahia

Jorge Bulos (Bullos Outdoor) vai atuar como novo diretor do interior




A Central de Outdoor Seccional Bahia elegeu sua nova diretoria para o próximo biênio (2026 – 2028). O empresário Rafael Linhares, que na gestão anterior ocupava o cargo de vice-presidente, vai assumir a presidência da entidade já neste mês de junho. O vice-diretor seccional será Adriano Rangel, que também atua como empresário e é sócio-diretor da Impacto Outdoor e Mupi Brasil.

Atualmente CEO da A. Linhares Outdoor, Rafael acumula ao longo da sua carreira experiência na gestão de empresa de mídia exterior e no desenvolvimento de estratégias voltadas ao fortalecimento do setor. Na Central de Outdoor da Bahia, foi um dos principais responsáveis pelo retorno do projeto Outdoor Universitário, concurso que busca revelar novos talentos da mídia exterior na capital baiana e interior. Já Adriano Rangel está à frente de duas das principais empresas do segmento de mídia exterior no Nordeste, ambas sediadas na capital baiana.

"Assumo a presidência da Central com o compromisso de promover a união do setor, trazer inovação e fortalecer ainda mais a nossa representatividade, ampliando o diálogo com o mercado e poder público, sem esquecer de dar continuidade a projetos que contribuam para o crescimento sustentável da mídia exterior em todo o estado", destaca Rafael.

A nova diretoria da Central será composta ainda por Vinicius Linhares (Grupo Aratu), que deixa a presidência após dois mandatos para ser o novo diretor financeiro. Já Jorge Bulos (Bullos Outdoor), vai atuar como novo diretor do interior. O grupo assume com o objetivo de dar continuidade às ações institucionais da entidade, promover a integração entre os associados e defender os interesses do setor em todo o estado.

Crédito das imagens: Marketing/Central de Outdoor Seccional Bahia.

Enviado por Bruno Ganem

Rejeição a Lula supera aprovação há 18 meses

Dados da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) confirmam 18 meses consecutivos em que a rejeição dos brasileiros a Lula (PT) e a seu governo é maior que a aprovação. Em janeiro de 2025, quando pela primeira vez esse instituto de pesquisas registrou rejeição de Lula maior que a aprovação, isso foi registrado como "fato inédito" naqueles dois primeiros anos do terceiro governo do petista. Em maio de 2025, a rejeição subiu em flecha e chegou a atingir os 57%.

Rejeição maior

Desde meados de 2025, a rejeição a Lula oscila entre os 48% apontados pelo levantamento desta semana e 53% apurados há um ano.

Não sai dali

Em maio de 2026, a rejeição ao governo Lula era de 49%. Segundo manchetes amigas, a imagem de Lula supostamente "melhorou".

Povo insatisfeito

Este ano, a aprovação de Lula se manteve apenas entre 43% e 47%. A rejeição, sempre maior, ficou entre 48% e 52%.

Registro e margem

A pesquisa Quaest foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BR-03598/2026 e a margem de erro é de dois pontos percentuais.

Fonte: https://diariodopoder.com.br/

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Academia valoriza reconhecimento


Dimas Oliveira com o icônico cineasta baiano Oscar Santana, 91 anos.

Academia Feirense de Letras registra a homenagem ao acadêmico Dimas Oliveira durante o Cine Farol, cerimônia de premiação dedicada ao cinema independente da Bahia, realizada na tarde de sábado, 6 de junho, no Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador.

Jornalista, cineasta e memorialista, Dimas Oliveira foi um dos nomes reconhecidos com o prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir, idealizado pelo escritor, cineasta e produtor audiovisual Aderaldo Miranda. A programação celebrou artistas, realizadores e agentes culturais que mantêm viva a produção audiovisual independente no estado.

Na Academia Feirense de Letras, Dimas Oliveira ocupa a Cadeira 16, que tem como patrono Áureo de Oliveira Filho. A homenagem reconhece também a trajetória dele em Feira de Santana, onde há décadas escreve, pesquisa, preserva memórias e atua em defesa da sétima arte.

O grande homenageado do Cine Farol foi Roque Araújo, nome histórico do cinema baiano, lembrado por sua atuação no Cinema Novo, pela relação com Glauber Rocha e pela manutenção do Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual, em Cachoeira.

A cerimônia também destacou o ator e cineasta Flaviano Oliveira, indicado por Aderaldo Miranda e premiado como cineasta independente. Com carreira no teatro, no cinema e na televisão, Flaviano tem no currículo participação em produções nacionais e internacionais, além de atuação em filmes realizados por Aderaldo Miranda.

Ao homenagear Dimas Oliveira, o Cine Farol reafirma a importância de quem resiste, cria, registra e preserva a memória do cinema baiano. Para a AFL, o reconhecimento valoriza uma trajetória dedicada à cultura, à comunicação e à história audiovisual de Feira de Santana.


Fontes: https://www.instagram.com/p/DZaTpKhx0DV/?igsh=OWpjOTVjdHN4YTQ%3D e
https://feirahoje.com.br/

Eleições 2026: TRE-BA disponibiliza versão digital da Coletânea de Normas Eleitorais e Partidárias

Publicação, acessível em formato PDF, funciona como ferramenta de consulta para profissionais da seara eleitoral e cidadãos em geral


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) disponibilizou, nesta quarta-feira, 10 de junho, em seu portal, a versão digital da Coletânea de Normas Eleitorais e Partidárias – Eleições 2026. A publicação, acessível em formato PDF, reúne a legislação eleitoral atualizada e referências jurisprudenciais, funcionando como ferramenta de consulta para profissionais da seara eleitoral e cidadãos em geral.

Produzida de forma colaborativa pela Assessoria de Gestão de Jurisprudência (Assjuris/SJU), responsável pela atualização das normas e seleção das ementas jurisprudenciais, pela Assessoria de Comunicação Social e Cerimonial (Asscom), que atuou na editoração e no desenvolvimento do projeto gráfico, a obra contou ainda com o apoio institucional da Escola Judiciária Eleitoral da Bahia (EJE/BA).

Destinada a magistrados, servidores da Justiça Eleitoral, advogados, membros do Ministério Público, partidos políticos, candidatos e demais interessados, o material oferece acesso rápido e organizado às principais normas que regem as Eleições Gerais de 2026.

Segundo Helis Rocha Rios, assessor da Assjuris do TRE-BA, o lançamento digital da Coletânea amplia o acesso à informação jurídica especializada, facilita consultas durante o período eleitoral e fortalece a segurança jurídica na aplicação da legislação vigente. "Com essa ação, o Tribunal reforça seu compromisso com a transparência, a democratização da informação e a atualização ágil de conteúdos voltados ao público", afirma.

Enviado por Ascom TRE-BA

Boulevard Shopping celebra a cultura nordestina com mais uma edição da Vila Junina

Espaço montado na Praça E3 do shopping conta com decoração temática, venda de comidas típicas e música ao vivo 

Com a chegada do período mais festivo do calendário nordestino, o Boulevard Shopping dá início a mais uma edição da tradicional Vila Junina. Com decoração temática, apresentações musicais e uma variedade de comidas típicas, a iniciativa convida clientes e visitantes a vivenciarem toda a alegria e o encanto das celebrações de São João.

Neste ano, com o patrocínio do O Boticário, a Vila acontece até 29 de junho na Praça E3 do Boulevard Shopping, proporcionando uma verdadeira experiência junina para todo o público. O espaço conta com barracas da Associação de Moradores do Caseb, Dispensário Santana e da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social para a comercialização de artesanatos, comidas e bebidas típicas. 

Neste ano, com o patrocínio do O Boticário, a Vila acontece até 29 de junho na Praça E3 do Boulevard Shopping, proporcionando uma verdadeira experiência junina para todo o público. O espaço conta com barracas da Associação de Moradores do Caseb, Dispensário Santana e da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social para a comercialização de artesanatos, comidas e bebidas típicas.

Para abrilhantar ainda mais os festejos, a praça se transformará em um verdadeiro arrasta-pé com uma programação musical especial. O Forró do Marruá abre os festejos com uma apresentação no dia 11, seguindo com apresentações de Nego Nago, Guymeo Jumonji e A Cor do Xote completando a programação musical que se estende até o dia 19 de junho. 

Além disso, terá também um espaço exclusivo e personalizado do O Boticário, pensado para proporcionar uma experiência interativa aos visitantes. Com uma proposta instagramável, o ambiente foi desenvolvido para incentivar registros fotográficos e compartilhamentos nas redes sociais.

A Vila Junina Boulevard busca reunir famílias e amigos em uma atmosfera acolhedora para celebrar os festejos juninos, brincar e garantir as compras juninas.

Confira a programação musical completa:  

Quinta-feira, 11 de junho - Forró de Marruá das 18 às 20 horas 

Sexta-feira, 12 de junho - Nego Nago das 18 às 20 horas 

Quinta-feira, 18 de junho - Guymeo Jumonji das 18 às 20 horas 

Sexta-feira, 18 de junho - A Cor Do Xote das 18 às 20 horas 


Enviado por ComunicAtiva Associados

O Filme de Al Gore - O Maior Crime de "Soft Power" da História


Por

Vinte anos do documentário "An Incovenient Truth" de Al Gore, que defendeu a hipótese de aquecimento global com base em fraude científica.

Para mim, o filme de Al Gore é o maior crime de "soft power" da história. 

A ideia de soft power foi criada pelo cientista político Joseph Nye, em 1990. É a capacidade de influenciar comportamento e decisões políticas e financeiras sem recorrer ao uso militar ou à coerção econômica. É isso que a mídia e coisas como cinema e música fazem (já pensaram no efeito ético do "funk"?).

Em países de princípios vacilantes, como o Brasil, isso não é difícil de fazer. Mesmo pessoas com doutorado já quiseram debater questões históricas comigo fundamentadas em filmes. Mas Al Gore foi muito mais longe. Tirando países como a China e a Rússia, todos os demais se ajoelharam diante dele.

Cientistas alertaram sobre a fraude, como o grande Ricardo Felício, no Brasil. Eu mesmo, como economista, fui para Cambridge estudar o efeito deste "soft power" e escrevi artigos que, com muita dificuldade, consegui publicar, a dizer que, na economia, lidar com a "Natureza" era lidar com o desconhecido, pela enorme capacidade adaptativa da própria natureza e do ser humano. Em suma, ou Al Gore não tinha a menor ideia do que dizia, ou era um farsante, ou ambos. Quando voltei ao Brasil, ninguém quis saber de minha perspectiva.

Quanto dinheiro jogado fora! Imensurável. Quantos políticos imbecis se sustentam na farsa! Quantos artigos publicados em apoio à farsa! 

Estimulados pelo "soft power", que, na verdade, é uma ideia bem antiga, os "académicos", especialmente economistas, inclusive ganhadores do Prêmio Nobel de economia, inventaram o "nudge", uma forma de coerção econômica para estimular o "soft power" desejado. Certa vez, fui detonar essa ideia de "nudge" para um amigo que trabalha no Banco Mundial e acho que perdi a amizade.

Os estudantes de filosofia poderiam muito bem estudar, em termos éticos, o soft power e o nudge, mas, hoje em dia, estão muito preocupados com gayzismo, feminismo e racismo. Dificilmente também teriam professores para supervisioná-los.

Quando fiz meu PhD em Relações Internacionais, minha tese tratava de economia comportamental. Tive um ótimo orientador, cuja especialidade era a segurança internacional e as questões económicas. Mas depois ele simplesmente entrou na neura do Al Gore e ainda se tornou adepto da filosofia naturalista de Spinoza. Em suma, não tenho qualquer assunto a conversar com ele mais.

Hoje em dia, temos um Papa que, logo no começo de seu pontificado, abençoou gelo em submissão ao soft power de Al Gore. O Papa Francisco era completamente devoto.

O filme de Al Gore é o maior crime financeiro e ético, como soft power, da história!

Fonte: https://thyselfolord.blogspot.com/

Blog Demais completa:

O documentário "Uma Verdade Inconveniente", de Davis Guggenheim, foi lançado em 2006. O realizador segue Al Gore em suas palestras enquanto o ex-candidato a presidente dos Estados Unidos faz campanha para conscientizar sobre "os perigos do aquecimento global", pedindo ações para conter os efeitos no meio ambiente.

Foi o primeiro filme do gênero a ganhar dois Oscars - Melhor Documentário e Melhor Canção original - da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Roteiro do Orient CinePlace Boulevard

 Por Dimas Oliveira e Milena Batista

PRÉ-ESTREIA


DIA D  
(Disclosure Day), de Steven Spielberg, 2026. Com Emily Blunt, Josh O'Connos, Colin Firth, Colman Domingo e Eve Hewson. Ficção científica. "Tudo será divulgado" é a frase de efeito do filme. Na trama, a questão: "Se você descobrisse que não estamos sozinhos, se alguém abrisse seus olhos e te mostrasse, provasse isso, você ficaria assustado, com medo?" Cópia dublada.  Duração: 168 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Horário: 19h20.

LANÇAMENTOS NACIONAIS


MESTRES DO UNIVERSO (Masters of the Universe), de Travis Knight, 2026. Com Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Idris Elba, Jared Leto e Morena Baccarin. Ação e aventura. Nas regiões mais distantes do espaço, o reino de Eternia é ameaçado pelo vilão Skeletor e seus maléficos exércitos das trevas. Para salvar o reino de seu pai e proteger a vida daqueles que ele ama, o jovem Príncipe Adam precisa recuperar uma espada mítica e se tornar o lendário guerreiro conhecido apenas como "He-Man". Cópia Dublada. Duração: 133 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Horários: 13 horas, 15h40, 18h20 e e 21 horas.
TODO MUNDO EM PÂNICO (Scary Movie), de Michael Tiddes, 2026. Com Anna Faris, Regina Hall e Marlon Wayans. Comédia de terror. Mais de 25 anos depois de escaparem de um assassino mascarado muito familiar, o quarteto formado por Shorty, Ray, Cindy e Brenda está novamente na mira do criminoso e nenhuma franquia de terror está a salvo. Os quatro se envolvem em uma confusão com assassinos, monstros e criaturas sobrenaturais. Cópia dublada.  Duração: 90 minutos. Não recomendado para menores de 11 anos. Horários: 13h20, 15h20, 17h20 e 19h20. 

CONTINUAÇÕES

O DIABO VESTE PRADA 2 (The Devil Wears Prada 2), de David Frankel, 2026. Com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Lady Gaga e Kenneth Branagh. Comédia. Quando Miranda Priestly se aproxima da aposentadoria, ela se reúne com Andy Sachs para enfrentar sua ex-assistente que se tornou rival: Emily Charlton. Quinta semana. Cópia dublada. Duração: 120 minutos. Não recomendado para menores de 10 anos. Horários: 13 e 21h10.
MICHAEL (Michael), de Antoine Fuqua, 2026. Com Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long e Juliano Valdi.
Drama biográfico musical. Narra a história do "Rei do Pop" Michael Jackson. Desde sua infância como estrela do Jackson Five, passando por momentos de abuso por parte de seu pai Joe Jackson. Ao seu sucesso "Thriller". Sexta semana. Cópia dublada. Duração: 128 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Horários: 14 horas e 16h40.
Programação - sujeita a alteração - desta quarta-feira, 10 de junho.

Cafeicultura brasileira tem nas algas marinhas uma aliada importante para aumento da produtividade


O café vive momento de expansão e transformação no Brasil. Mesmo diante dos impactos das mudanças climáticas sobre as principais regiões produtoras, a atividade acelera o investimento em inovação para aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade das lavouras. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de café em 2026 está estimada em 66,7 milhões de sacas, com crescimento de 18% em relação ao ciclo anterior e novo recorde histórico. O avanço é impulsionado pela recuperação da produtividade, novas áreas de produção e adoção de tecnologias que contribuem para melhoria do desempenho das plantas.
Ao mesmo tempo, pesquisadores e produtores intensificam a busca por soluções que, efetivamente, ajudam as lavouras a enfrentar períodos de estiagem, temperaturas elevadas e irregularidade das chuvas, fatores cada vez mais frequentes nas regiões de cultivo. Nesse contexto, os bioestimulantes à base da alga marinha Ascophyllum nodosum ganham espaço como ferramenta estratégica para apoiar o desenvolvimento e a produtividade do café.
"A busca por maior produtividade precisa estar alinhada à construção de lavouras mais resilientes. Por isso, os cafeicultores têm investido cada vez mais em tecnologias que ajudam as plantas a enfrentar esses desafios climáticos e a manter altos níveis de desempenho produtivo", afirma Marcos Bettini, diretor de Desenvolvimento de Mercado Latam da Acadian Sea Beyond.
Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, ao longo da costa do Canadá, Ascophyllum nodosum desenvolve-se em um ambiente naturalmente desafiador. A alga está constantemente exposta a variações de maré, alta salinidade e intensas oscilações de temperatura, que podem variar de -22 °C a 40 °C. Essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência e adaptação a diferentes condições. Quando aplicados às culturas agrícolas por meio de bioestimulantes, os compostos bioativos presentes em Ascophyllum nodosum ajudam a ativar processos fisiológicos que aumentam a tolerância das plantas aos estresses ambientais, favorecendo seu crescimento, vigor e potencial produtivo.
Referência global em pesquisas com algas marinhas para a agricultura, a Acadian Sea Beyond dedica-se há mais de quatro décadas ao estudo da alga e ao desenvolvimento de tecnologias que potencializam seus benefícios às plantas. A empresa é pioneira na investigação científica dos compostos bioativos presentes em Ascophyllum nodosum e mantém uma das mais robustas estruturas de pesquisa da área, com estudos conduzidos em parceria com universidades, centros de pesquisa e instituições agrícolas ao redor do mundo.
De acordo com Bruno Carloto, gerente de Marketing Estratégico da Acadian Sea Beyond na Unidade Atlantic (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai), o uso de bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum representa estratégia cada vez mais relevante para a cafeicultura brasileira. "O produtor precisa extrair o máximo potencial da lavoura mesmo diante de cenários desafiadores. Os bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum ajudam a planta a ativar mecanismos naturais de tolerância ao estresse, favorecendo o desenvolvimento, a eficiência fisiológica e a produtividade ao longo de todo o ciclo."
Carloto destaca que a adoção dessas tecnologias está alinhada às novas demandas por produtividade associada à sustentabilidade. "A cafeicultura busca soluções que aumentam a resiliência das plantas sem abrir mão da sustentabilidade. As algas marinhas contribuem justamente para esse equilíbrio, auxiliando o produtor a produzir mais e melhor em um cenário de constantes mudanças."
"O café exige planejamento e visão de longo prazo. Por isso, investir em tecnologias para enfrentar condições adversas e expressar seu máximo potencial produtivo será cada vez mais importante para a sustentabilidade e para a rentabilidade das lavouras", finaliza o especialista da Acadian.
Sobre a Acadian Sea Beyond
A Acadian Sea Beyond, fundada em 1981 no Canadá, é a maior empresa independente de coleta, manejo e extração de algas marinhas do mundo, além de ser líder internacional em soluções biológicas sustentáveis baseadas em ciência para cultivos de alto valor, bem como para cultivos em larga escala. A empresa está comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores e patenteados, com foco em sustentabilidade, produtividade e agricultura regenerativa. Presente em mais de 80 países e com cerca de 400 colaboradores em todo o mundo, a Acadian se dedica à pesquisa com Ascophyllum nodosum, a alga marinha mais estudada no mundo e com resultados consistentes para bioestimulação de plantas.
Enviado por Vanessa Yokomizo - Texto Comunicação Corporativa


Morre cineasta baiano Orlando Senna

Ele atuou em "Grito da Terra", primeiro longa-metragem de Olney São Paulo


O cineasta Orlando Senna morreu na tarde de terça-feira, 9 de junho, aos 86 anos, no Rio de Janeiro. Além de diretor, era ator, escritor, jornalista, roteirista e gestor cultural. Baiano de Lençois (25 de abril de 1940), Orlando Senna era considerado um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro e latinoamericano. 
 
Em sua trajetória, ele dirigiu, escreveu, dirigiu e produziu filmes que marcaram o cinema brasileiro, como o premiado "Iracema: Uma Transa Amazônica" (1975), codirigido com Jorge Bodanzky, Melhor Filme no Festival de Cinema de Brasília. 
Em 1961, realizou seu primeiro filme, o curta-metragem "Festa". No mesmo ano, apareceu como ator em "A Grande Feira". No ano seguinte, dirigiu outro curta, "Imagens da Terra e de Povo" e atuou em "Tocaia no Asfalto". Em 1964, a vez de aparecer no primeiro longa-metragem de Olney São Paulo, "Grito da Terra".
"A Construção da Morte" (1969), "Gitirana" (1975). "Diamante Bruto" (1978) - indicado ao prêmio de Melhor Filme do Festival de Cinema de Gramado - "Brascuba" (1987), "Cinema Novo" - episódio de "Enredando Sombras" (1998), "Idade da Água" (2018), e "Longe do Paraíso" (2020), foram outros filmes dirigidos por ele.
Orlando Senna roteirizou "O Rei da Noite" (1975), "Coronel Delmiro Gouveia" (1978), "Abrigo Nuclear" (1981), "Opera do Malandro" (1985), "Iremos a Beirute", entre outros filmes.
Ele foi secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura entre os anos de 2003 e 2007. Também foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), bem como foi um dos fundadores da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba, ao lado de Fernando Birri e do escritor Gabriel García Márquez.
Entre 21 de abril e 10 de maio deste ano, ele recebeu uma homenagem com a mostra retrospectiva "Orlando Senna: Cinema, Brasil e América Latina", realizada na Caixa Cultural Rio de Janeiro, com exibição de filmes, debates, exposição e encontros com o público.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Pré-venda no Orient CinePlace Boulevard para pré-estreia de "Toy Story 5"


A Orient Cinemas informando a pré-venda no Orient CinePlace Boulevard para a pré-estreia da animação "Toy Story 5" (Toy Story 5), de McKenna Harris e Andrew Stanton, 2026, que ocorre na quarta-feira, 17 de junho, às 14 horas, 16h10, 18h20 e 20h30, com lançamento na semana de quinta-feira, 18, a quarta-feira, 24 de junho. O filme tem 102 minutos de duração e a classificação é livre..

Na trama, Buzz, Woody, Jessie e os demais brinquedos tradicionais ficam em risco e são desafiados pela nova obsessão das crianças do século XXI: os dispositivos eletrônicos, uma nova ameaça à hora de brincar.

Por que Rubio está certo ao dizer que o Brasil de Lula não é amigo dos EUA

Não é segredo para ninguém que Lula e o PT nunca morreram de amores pelos Estados Unidos. Desde a fundação do partido, em 1980, eles cultivam uma atitude hostil aos americanos, que culminou com a fundação do Foro de São Paulo, em parceria com Fidel Castro (1926-2016), em 1990.


Por José Fucs para a Gazeta do Povo:

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, reagiu com indignação à afirmação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o Brasil é uma exceção na "coalizão de países amigos" dos Estados Unidos na América Latina, ao lado de Cuba, da Venezuela e da Colômbia.

"A declaração de Rubio é inédita. Nem quando o Dean Rusk (secretário de Estado de 1961 a 1969) e o Lincoln Gordon (ex-embaixador dos EUA no país de 1961 a 1966) estavam conspirando (para derrubar o presidente João Goulart), um secretário de Estado excluiu o Brasil da lista de países amigos", disse Amorim. "É uma declaração impressionante e preocupante. Precisamos ver o que ocorrerá a partir disso, mas nem quando havia conspiração essa situação foi formalizada."

Convenientemente, Amorim omitiu em sua resposta a informação essencial de que a fala de Rubio veio poucas horas depois de o presidente Lula dizer que ele é "inimigo mortal de Cuba", "anti-América Latina" e "não gosta do Brasil", o que já seria mais do que suficiente para justificá-la. Como se isso não bastasse, o presidente ainda dobrou a aposta no dia seguinte, ao chamar Rubio de "latino-americano frustrado" durante uma reunião ministerial, reforçando a percepção de que, com "amigos" como o Brasil de Lula, os EUA não precisariam de inimigos.

Com certeza, suas declarações não seriam incluídas no livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, o eterno best-seller do escritor americano Dale Carnegie, com mais de 30 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Ninguém que procura cultivar um relacionamento saudável e sólido com seu interlocutor - no caso, com o presidente dos EUA, Donald Trump - vai se referir assim a um de seus colaboradores mais próximos. Nem vai falar que ele agora "vai pensar duas vezes antes de tomar decisões contrárias ao Brasil", como fez Amorim logo após Trump receber Lula na Casa Branca, com surpreendente cordialidade, no início de maio.

Trata-se de uma regra básica de convivência que se torna ainda mais pertinente se você for o presidente do Brasil ou seu principal assessor na área externa e ele, o chefe da diplomacia dos EUA, a nação mais poderosa do planeta. Sobretudo quando o país tem pendências relevantes a negociar, como o tarifaço de 25% sobre produtos nacionais, recomendado pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), e divergências significativas na forma de lidar com grupos criminosos como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), recentemente classificados como organizações terroristas pelo governo americano.

Nenhum país - e aqui "nenhum" não é só força de expressão - reagiu desta forma às medidas e ameaças de Trump. Nem a China nem a União Europeia, que são bem mais importantes para a economia e a geopolítica dos EUA e que também foram alvo do aumento de tarifas, entre outras medidas, tiveram a petulância de Amorim e de Lula, que saiu do encontro em Washington celebrando o fato de ter arrancado dele um sorriso.

Conjunto da obra

A fala de Rubio, porém, vai muito além das reações brasileiras ao tarifaço e à classificação do PCC e do CV como grupos terroristas. Vai muito além também da reação irada de Lula ao cancelamento de vistos de autoridades brasileiras e às sanções promovidas pelos EUA com base na Lei Magnitsky (norma que permite aplicar penalidades a estrangeiros envolvidos em violações a direitos humanos ou casos graves de corrupção), motivadas pelas denúncias de restrições à liberdade de expressão no país e de perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político.

A afirmação de Rubio se deve muito mais ao conjunto da obra de Lula e Amorim ao longo do tempo do que às suas grosserias recentes contra ele mesmo e contra Trump. Diante do retrospecto da dupla petista na arena internacional, não faltam razões para o secretário de Estado americano excluir o Brasil da lista de amigos dos EUA na América Latina - e não precisa ser bolsonarista nem de "extrema direita" para se dar conta disso.

Não é segredo para ninguém que Lula e o PT nunca morreram de amores pelos Estados Unidos. Desde a fundação do partido, em 1980, eles cultivam uma atitude hostil aos americanos, que culminou com a fundação do Foro de São Paulo, em parceria com Fidel Castro (1926-2016), em 1990. O objetivo declarado da entidade, que reúne partidos políticos, ONGs, movimentos sociais e sindicalistas de esquerda e extrema-esquerda da América Latina e do Caribe, foi justamente servir como contraponto à hegemonia dos EUA na região e no mundo, após a queda do Muro de Berlim e o fim do comunismo.

Depois, com a chegada de Lula ao poder em 2003, nos quase 20 anos de governos petistas, eles seguiram na mesma toada e agiram para aplicar suas ideias retrógradas ao mundo real. Encontraram em Amorim - que se filiou à sigla em 2009 – o mais completo tradutor do antiamericanismo petista entre os diplomatas do Itamaraty.

Com a ascensão da esquerda na América Latina nos anos 2000, eles atuaram para formar um "cinturão rosa" (ou era vermelho mesmo?) na região e aproximaram-se do regime dos aiatolás do Irã e de grupos guerrilheiros islâmicos. Tiveram ainda um papel ativo na criação do bloco do Brics, ao lado da China, da Rússia, da Índia e depois da África do Sul e de outros países, para reforçar o tal do Sul Global - um eufemismo para o velho terceiro-mundismo ressentido da esquerda latino-americana - do qual eles tanto tanto falam.

Agora, com Trump na Casa Branca e Rubio à frente do Departamento de Estado, que não engolem o lero lero esquerdista de Lula e sua turma, parece que a coisa degringolou de vez. Com a chacoalhada master promovida pelo presidente americano na geopolítica predominante no pós-guerra, o embate tornou-se mais direto e ganhou contornos de um conflito ideológico explícito.

"Turma do amor"

De repente, em vez de procurar se adaptar à nova realidade mundial, que colocou em xeque o multilateralismo defendido pelo atual governo e pelo PT, o Brasil resolveu falar grosso e peitar o gigante americano de igual para igual. Em vez de buscar um entendimento, preferiu seguir a cartilha do "companheiro" Fidel, resgatando o embolorado discurso anti-imperialista, em defesa da "soberania nacional", dos anos 1950 e 1960.

O antagonismo da "turma do amor" começou ainda nas eleições americanas, em novembro de 2024, quando Lula declarou apoio à candidata democrata Kamala Harris e sugeriu que uma vitória de Trump representaria o retorno do fascismo e do nazismo "com nova cara". É uma visão que foi reforçada recentemente pelo presidente do PT, Edinho Silva, autor do seguinte "afago" a Trump: "Ele é o maior líder fascista do século 21".

Desde a posse de Trump, em janeiro de 2025, Lula já fez todo tipo de provocação contra ele. Já ironizou sua ambição pelo prêmio Nobel da Paz e sua suposta agressividade, ao dizer que iria levar um pé de jabuticaba para acalmá-lo. Também já o chamou de "imperador", "senhor da guerra" e "gringo" e afirmou que ele "não foi eleito para governar o mundo" e "não faz bem para a democracia mundial". De quebra, ainda falou que "se o Trump fosse brasileiro e tivesse feito o que fez no Capitólio estaria sendo julgado no Brasil". Como se vê, Lula foi só "carinho", de um "verdadeiro" amigo do peito, ao se referir ao presidente americano.

Desdolarização

Seus ataques a Trump, no entanto, superam de longe a retórica conflituosa e incendiária. Decorridos apenas um ano e meio desde o seu retorno à Casa Branca, Lula ampliou sua aliança com a China, a Rússia e o Irã; defendeu a desdolarização das transações comerciais entre os países do Brics e o fim do uso do dólar como padrão monetário global; e fez duras críticas às ações dos EUA contra o regime do Irã, contra a Venezuela, que levou à captura do ex-ditador Nicolás Maduro, e contra o cerco a Cuba, que ele procurou furar enviando "ajuda humanitária" ao país.

Ele ainda se negou a participar de duas grandes iniciativas lançadas por Trump: o "Escudo das Américas", que reúne 12 países latino-americanos com o objetivo de combater grupos narcoterroristas da região e conter a imigração ilegal, e o Conselho da Paz, destinado inicialmente a promover a desmilitarização e a reconstrução da Faixa de Gaza, mas desenhado para atuar também em outros conflitos globais.

Além disso, Lula ainda declarou apoio oficial à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, à sucessão de António Guterres na Secretaria-Geral da ONU, que deverá ocorrer no fim de 2026, opondo-se aos nomes defendidos pelo presidente americano, e articulou com governos de esquerda na região o fortalecimento da Celac (comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) como alternativa à sua influência na OEA (Organização dos Estados Americanos).

Isso sem falar da revogação do visto e da proibição da entrada no Brasil de Darren Beattie, assessor do governo Trump, em suposta retaliação pelo cancelamento do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da expulsão de um agente de imigração americano do país - uma medida que também teria sido um troco pelo revogação do visto do representante da Polícia Federal nos EUA, Marcelo Ivo de Carvalho, acusado de ter atuado fora de suas atribuições legais na prisão do ex-deputado e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, em solo americano.

Diante de todo o bombardeio de Lula, Amorim e da tropa de choque petista contra Trump e os Estados Unidos, é difícil discordar de Rubio quando ele diz que hoje o Brasil não faz parte do grupo de países amigos de Washington na América Latina.

Ao se referir ao secretário de Estado americano, o presidente afirmou que ele "não gosta do Brasil". Mas, na realidade, uma coisa é não gostar do Brasil. Outra, bem diferente, é não gostar de Lula, de Amorim e de seus aliados - e nisso Rubio não está sozinho.