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quinta-feira, 2 de julho de 2020

"Narrativas para a história da imprensa brasileira"


Nelson Varón Cadena anunciando seu novo livro, "Narrativas para a história da imprensa brasileira: Memórias do jornal, revistas, rádio, televisão e outras mídias", em formato e-book
Durante três anos (2008-2011), ele foi o único jornalista do país a escrever regularmente, todas as semanas, artigos sobre a memória da imprensa no Brasil. Publicados, a maioria, no Portal Imprensa, outros no Observatório da Imprensa e, alguns, na Revista Imprensa e no Correio da Bahia. Entre mais de 160 artigos do gênero, ele selecionou 125 que compõem este livro, disponível para compra no Amazon.
"A obra, a primeira de uma trilogia de livros meus, inéditos, que pretendo lançar este ano, em formato e-book, tem prefacio assinado por Luís Guilherme Pontes Tavares", conta, completando que "a maiorias dos artigos são inéditos, baseados em fontes primárias e, outros, trazem novas abordagens sobre o tema."

2 de Julho: Maria Quitéria

Maria Quitéria de Jesus (Feira de Santana, 27 de julho de 1792 - Salvador, 21 de agosto de 1853) foi heroína da Guerra da Independência. A imagem a óleo de Maria Quitéria (Foto: Reprodução), 1,55 x 2,535, obra do italiano Domenico Failutti (1873-1923), foi presenteado pela Câmara Municipal de Cachoeira e integra o acervo do Museu do Ipiranga, em São Paulo-SP, por Decreto da Presidência da República, de 28 de junho de 1996. 
No Gabinete do Prefeito no paço com seu nome, uma réplica do quadro. Maria Quitéria foi reconhecida como Patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. A sua imagem encontra-se em todos os quarteis e repartições da Arma, por determinação ministerial, bem como reproduzida em livros de História do Brasil.
Em sua terra tem seu nome em distrito, no Paço Municipal, em uma das principais avenidas, em Colégio Estadual, em monumento, em comenda da Câmara Municipal.
Na revista "Veja", edição de 25 de dezembro de 2011, uma matéria especial sobre História, "50 grandes brasileiros e seu legado", que insere a feirense Maria Quitéria entre os personagens "que ajudaram a construir o Brasil e que ainda inspiram as gerações atuais na tarefa de antecipar o futuro".
Maria Quitéria (1792-1835)
Nascida em São José das Itapororocas, na Bahia, ficou orfã da mãe aos 9 anos e assumiu o comando da casa. Na juventude, montava, caçava, manejava armas de fogo e dançava lundus com os escravos. Em 1822, vestida com a farda do tio, alistou-se nas tropas que lutavam pela causa da independência do Brasil. Adotou o nome do cunhado, soldado Medeiros, e ingressou no Regimento de Artilharia. Mais tarde, foi transferida para o Batalhão dos Periquitos. No combate de Pituba, em fevereiro de 1823, destacou-se por ter feito prisioneiros. Depois da entrada no Exército Libertador, em Salvador, foi condecorada no Rio de Janeiro com a insígnia de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro pelo imperador dom Pedro I. Retornou à fazenda Serra da Agulha, onde foi aclamada como heroína pela família e pela população local. Casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito e teve uma única filha, Luísa da Conceição. Morreu em Salvador, onde vivia de seu soldo de alferes, já quase cega. (Verbete escrito pela historiadora Mary Del Priore)
Como pioneira no desafio ao preconceito de gênero, ficaria impressionada com a participação das mulheres em todas as esferas da vida profissional.
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1. Além de Maria Quitéria, apenas outra personagem mulher, a princesa Isabel.
2. Além de Maria Quitéria, mais quatro baianos entre os 50: Frei Vicente do Salvador, Luís Gama, Rui Barbosa e Anísio Teixeira.

Maria Quitéria de Jesus

Há quase 68 anos, na edição de 21 de fevereiro de 1952 de "Imprensa dos Municípios", a transcrição de artigo assinado por Antonio Manoel de Araújo (09.07.1924-29.07.2006) publicado no semanário "Vanguarda", que se editava em Feira de Santana.
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"Heróis! Como o cedro augusto
Campeia rijo e vetusto
Dos sec'los ao perpassar,
Vós sois os cedros da história
A cuja sombra de glória
Vai-se o Brasil abrigar".
CASTRO ALVES
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"Se um povo existe, ufanoso por haver conquistado de pé a sua independencia, esse foi o povo brasileiro. Não se ajoelhou perante a corte nem beijou os pés dos reis. Assim é a historia da nossa independencia exuberante de lutas bravas e denodadas, de heroismos, cuja dramaticidade, nem a pena sábia dos historiadores, nem a épica dos poemas puderam descrever em toda sua autenticidade.
Diverso, mui diverso daquele brado eloquente, romantico e impulsivo do principe 'às margens placidas do Ipiranga' foi a conquista da nossa independencia. 'Independencia ou morte'. Já na Bahia um brado mais forte que eloquente, mais dramático que romantico, vinha tisnando o solo pátrio com o sangue de bravos. Era a morte pela independencia. 'A pugna imensa travara-se nos cerros da Bahia.'
Foi nessa 'pugna imensa' que surgiu, dentre os bravos, a figura gigantesca de u'a mulher sertaneja; flor do agreste do sertão, levando de Feira de Santana - seu torrão natal - às margens ensanguentadas do Paraguaçu, como chama vivificante aos bravos cachoeiranos todo o fogo de uma alma incandescente de amor à pátria, para ali, da Cachoeira heroica, marchar ombro a ombro com os soldados pela vitória dos nossos direitos que a corte Portuguesa, à passos largos, restringia.
Grande exemplo de coragem! Exemplo de amor à pátria! Profundo e incomparavel amor à pátria, pois foi esse o único sentimento que Maria Quitéria de Jesus levara em seu peito, quando abandonara o lar paterno em defesa de um lar maior - o Brasil! Nenhum outro sentimento conduziria em sua alma de mulher.
Era a ardencia pura e nata do patriotismo.
Um dever de gratidão e justiça impõe-se à geração presente no culto perene dos que a glorificaram no passado - transmitir à gerações provindouras esse culto de veneração para que a pátria possa sempre sentir-se abrigada dos feitos gloriosos dos seus filhos.
Aproxima-se o centenário de morte da grande heroina Maria Quiteria. Movimente-se a Bahia no sentido de celebrar condignamente essa efeméride. Esse movimento valoroso e patrioticamente vanguardeado pelo grande bahiano ministro Simões Filho e apoiado pelo governador do Estado, vem sendo dirigindo pelo poeta, jornalista, educador e historiador bahiano prof. Pereira Reis Junior. Que seja uma grande festa para que a nossa heroina tenha uma glorificação à altura dos louros que lhe ornaram a fronte, constituindo assim, um marco triunfal de uma geração grata e reconhecida!
E nós feirenses, que palmilhamos o mesmo chão que serviu de berço a Maria Quiteria de Jesus e vivemos sob o mesmo céu que testemunhou sua vida heroica, nós feirenses temos um dever mais imperioso e mais sagrado.
Unamo-nos, pois, para que a Feira possa ser grata ao nome aureolado da 'destemida Penthesilea' que, escrevendo em nossa historia a mais bela página de heroismo, tornou-se a joia mais valiosa da nossa gloriosa tradição! E a nossa tradição não seja apenas uma linda historia a acalentar o nosso orgulho e a engalanar a nossa recordação; seja antes de tudo uma forte e gloriosa historia, ligando na distancia dos anos a presença indestrutível e incorrupta da nossa consciencia democratica - fonte perene dos mais elevados anseios de liberdade!"
Observação: Texto transcrito conforme o original

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Feira de Santana também tem fog


Não é só Londres, não.
Amanhecer em Feira de Santana fotografado por Silvio Tito 

Museu Casa do Sertão Celebra 42 anos


Assista ao vídeo
Pioneiro entre os museus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), da sua idealização aos dias atuais, o Museu Casa do Sertão e Centro de Estudos Feirenses completou na terça-feira, 30 de junho, 42 anos de um devir de ações e estratégias a fim de promover a conservação, investigação e comunicação do patrimônio cultural sertanejo. Para comemorar, o público é convidado a conhecer a mais recente produção audiovisual, disponível na Internet (Clique acima)
A proposta aborda a sugestiva narrativa do cordel "Casa do Sertão", de João Crispim Ramos, criado na campanha de arrecadação de fundos para a construção do espaço que hoje abriga o Museu, inaugurado em 1978. A genuína composição, com a devida licença poética, alude um inventário material de potenciais acervos de couro, ferro, barro, madeira, fibra e peculiaridades que deveriam fazer-se presentes na eminente instituição.
Neste resgate, a icônica escrita de Ramos é perpassada por imagens dos espaços e parte do acervo, e registram os resultados materiais da exitosa campanha que tinha por objetivo abrigar do esquecimento, reminiscências de um tempo e de sujeitos históricos. E dessa forma:
"O turista vai então
Dizer pelo mundo inteiro
Que Feira de Santana
Tem algo belo, altaneiro
E que numa casa viu
O Nordeste brasileiro."
A iniciativa atende à vivência com o atual cenário e a necessidade do distanciamento social que projetam ao aniversariante novos desafios para o cumprimento de sua missão museológica, ou seja, fruir e estimular a apropriação de memórias e dos bens culturais sob sua guarda. E segue as recomendações do Instituto Brasileiro de Museus para que instituições de todo o país se façam presentes através do engajamento digital e da ampliação de conteúdo online disponibilizados à população.
 Cultura e Diversidade
A implantação da instituição museológica no Campus Universitário foi resultado do desejo e empenho de membros da comunidade, em especial do Lions Clube de Feira de Santana. A gênese desse aprazível recanto cultural remete a diversificadas fontes de inspiração, como as "Cartas da Serra" em que o jurista e poeta Eurico Alves Boaventura pontuou a importância da institucionalização de aparatos de memórias que proporcionem características e origens da cidade.
Aliado a isso, a militância intelectual de abnegados apoiadores que fomentaram a preocupação em salvaguardar vestígios materiais da cultura popular. Foi considerado um resgate do que se encontrava em franco processo de desuso ou silenciamento, face a dinâmica social.
A heterogeneidade e inventividade do seu acervo, com coleções relacionadas aos artefatos de usos e costumes, de criações artísticas populares e de itens documentais e bibliográficos, fundamentaram uma sistemática interatividade com variados públicos. Ao longo desses anos, o Museu Casa do Sertão tem promovido atividades reflexivas sobre memória e estética sertaneja por meio das exposições permanentes, temporárias e itinerantes, das ações culturais e educativas e apoio às pesquisas relacionadas ao seu acervo.
Acesse também:
Facebook: Museu casa do sertão - Uefs
Instagram: @museu.casa.do.sertao
(Com informações de Everaldo Goes)

Filme noir com citações bíblicas

Dianna Lynn, que faz dois papeis,  e Zachary Scott em "O Insaciável"
Fotos: IMDb

"O Insaciável" (Ruthless), de Edgard G. Ulmer, 1948, é um drama. "Cruel" é a tradução do título original. Integrante do digistrack "Film Noir Vol 13", lançado pela Versátil, trata sobre ambição e ganância pela busca de sucesso. Também sobre amizade e traição. 
Na trama, nos anos 40, em um encontro filantrópico promovido pelo milionário Horace Woodruff Vendig (Zachary Scott), o convidado Vic Lambdin (Louis Hayward) conta a Mallory Flagg (Dianna Lynn) - em flashback - a história do início e do fim de sua amizade com o anfitrião.
Quando eles são meninos, Horace (Bob Anderson) é um pobre filho de pais disfuncionais - Pete Vendig (Raymond Burr) e Kate Vendig (Joyce Arling) e melhor amigo de Vic (Arthur Stonne), que salva a garota rica Martha Burnside (Ann Carter) de se afogar em um rio. Horace é adotado pelo rico casal Burnside (Dennis Hoey e Edith Barrett) e mais tarde enviado para Harvard e fica noivo de Martha (Dianna Lynn, por quem Vic tem interesse.
Quando o ambicioso Horace se encontra com a mais abastada, Susan Duane (Martha Vickers), que pertence a uma família mais influente, ele cancela seu compromisso com Martha e se muda para Nova York. Mais tarde, ele conhece o milionário Buck Mansfield (Sydney Greenstreet) e seduz sua jovem esposa, Christa (Lucille Bremer) para lucrar nos negócios, fato que leva a consequências trágicas.
O filme inicia com a citação bíblica: "Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"
Outras citações bíblicas: Provérbios 31: 10 ("Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis"), e Obadias 1: 2 a 4 (Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor.").

terça-feira, 30 de junho de 2020

Morre ator e diretor Carl Reiner


Faleceu na segunda-feira, 29, o ator, diretor, roteirista e produtor americano Carl Reiner (Foto: IMDb), aos 98 anos. Também atuou na televisão.
Filmografia 


Quem inaugurou o Teatro Margarida Ribeiro em 1971


O Teatro Margarida Ribeiro inaugurado em 1971 - situado na rua Carlos Gomes – gravado na memória como uma imagem "ezumada" da cena feirense começou com o espetáculo "Cleóputo", de Antonio Miranda (último agachado). O cartaz foi criado pelo artista plástico Lito.
Foi um espetáculo com várias estórias, interpretadas por Ronaldo Santos (falecido), Getúlio Marinho (falecido), Gilberto Duarte (mora em Salvador), Edson Baptista (mora em Humildes), Alvalice Mércia, Aliomar Simas (falecido), Ideval Alves (mora em Salvador), José Brandão (voltou para Feira depois de trabalhar no Rio de Janeiro), em pé. Geraldo Lima, Alvalinda Márcia, Naron Vasconcelos, Dimas Oliveira, Edna Batista e Maria das Graças, agachados. Mary Barbosa (mora no Rio de Janeiro), que atuou na peça, não aparece na foto.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Quando os filmes voltarão


Por Milena Batista
Em cumprimento a decretos governamentais do Estado e do Município, as salas do Orient Cineplace Boulevard e do CineSercla estão fechadas pelo vírus chinês. São pouco mais de 100 dias sem exibição de filmes
No CineSercla Shopping Avenida, os últimos filmes apresentados foram: "Bloodshot", "Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica", "Sonic - O Filme", e "O Homem Invisível".
No Orient Cineplace, os últimos programas foram os mesmos "Bloodshot", "Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica", "Sonic - O Filme", e "O Homem Invisível", mais "Aprendiz de Espiã", "Solteira Quase Surtando", "A Maldição do Espelho", e "Dolittle".
A medida das empresas encontra-se em vigor com o objetivo de zelar pela saúde e bem-estar de todos os clientes e funcionários.
Com todas as salas de cinema de Feira de Santana - e do país - fechadas desde meados de março devido, pela primeira vez na história, o Brasil passou a registrar faturamento zero de bilheteria.
O cenário para os cinemas é devastador e não se sabe quando as salas voltarão a receber público.
Coluna "Cinema na Cidade", com publicação na edição desta terça-feira, 30, do jornal !Folha do Estado"

Carlos Brito infectado pela Covid-19


O secretário de Planejamento Carlos Brito (Foto: Jorge Magalhães) está internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Emec, infectado pelo coronavírus, uma rápida recuperação. A família informa que ele se encontra estável. A expectativa  é de que ele tenha rápida recuperação.
O internamento ocorreu nesta segunda-feira, 29, quando Carlos Brito, que também é professor  da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), sentiu desconforto respiratório. Memorialista, Carlos Brito tem resgatado fatos do pretérito e disponibilizado ao público através do Núcleo de Preservação da Memória Feirense Rollie E. Popino.
O prefeito Colbert Martins Filho acompanha as informações sobre o secretário. "Ele realmente se encontra em um estado que requer atenção, mas conta com o acompanhamento de uma competente equipe médica. Estamos confiantes de que muito em breve estará de volta às atividades e ao convívio de sua família."
Fonte: Secretária de Comunicação Social

A vez de "Joaninha", de Ciro de Carvalho Leite

Recebi nesta segunda-feira, 29, mais um livro de Ciro de Carvalho Leite, o romance "Joaninha", adquirido no Sebo União, de Salvador, através da Estante Virtual.
Lançado em 1975, pela Encontro de Brasília Livraria Editora, coleção Autores Brasileiros, com capa de Hugo Mund Junior.
Na contracapa do livro está escrito: "... a personagem central Joaninha, encarna, na sua vida atribulada, e através dos seus menores gestos, todo o estigma de uma terra esquecida dos deuses e dos homens. Joaninha e o chão, o pó das estradas, o sol e o latifúndio devorante. W, aos mesmo tempo, a varanda da casa grande, o aboio, as cavalhadas..." - Caio Porfírio Carneiro.
Escritor, contista e historiador, Caio Porfírio Carneiro (01.07.1928-17.07.2017) era cearense.
A ação do romance começa em 1925, na Fazenda Boqueirão, situada a dois quilômetros da vila de Bonfim (hoje, distrito de Bonfim de Feira).
Escritor feirense Ciro de Carvalho Leite, falecido há nove anos, em janeiro de 2011, aos 96 anos, nasceu no distrito de Bonfim de Feira. Ele morava em Brasília.
Outros livros do autor: a trilogia "Caatinga", iniciada em 1963, que inclui "Mulheres de Vida Fácil", "Grito da Terra" e "Flagelados do Nordeste". Também lançou os livros "Cacimba", pela Editora Tempo Brasileiro, em 1967; e "Virgens de Barro", pela Editora Arte Nova, em 1977. Ficou inédito, "Pensamentos Esparsos".

Homenagem aos fotógrafos


Fonte: IMDb ("Uma Mulher Casada", 1964)

Pedro Roberto completaria 70 anos se estivesse vivo

Se estivesse vivo, o artista plástico Pedro Roberto (auto-retrato) faria 70 anos nesta segunda-feira, 29. Pedro Roberto Boaventura de Oliveira nasceu em 29 de junho de 1950, em Angico, distrito de Mairi, na Bahia. Filho da professora Hilda Pereira Boaventura de Oliveira e do comerciante Carlos Simões de Oliveira, ambos falecidos, sendo o oitavo filho do casal. Aos dois anos de idade veio morar em Feira de Santana e, desde criança mostrou muito interesse por trabalhos manuais, desenhos e um conhecimento especial sobre cinema, na época, o grande divertimento da garotada.
Aos 16 anos, com incentivo de sua mãe, foi trabalhar com o arquiteto Amélio Amorim, então, o mais renomado da cidade, onde aprendeu desenho técnico, tornando-se logo, um dos mais requisitados nessa área. Com a dupla de arquitetos José Monteiro Filho e Juraci Dórea continuou desenhista até o início dos anos 70, quando prestou vestibular em Salvador, cursando Artes Plásticas na Universidade Federal da Bahia (Ufba), até 1976. Em 1973, realizou sua primeira exposição individual, no Clube de Campo Cajueiro, em Feira de Santana, denominada "Realismo Fantástico", que obteve repercussão imediata, tanto na parte comercial como na mídia especializada, recebendo citação em matéria da conceituada crítica Matilde Matos, do "Jornal da Bahia". Paralelamente, em Salvador, trabalhou com vários arquitetos, entre eles Itamar Batista, Geraldo Gordilho, Luiz Humberto Carvalho e Neilton Dórea.   
Até o final dos anos 80, realizou dezenas de exposições individuais, participou de salões e coletivas, criou cartazes (duas vezes para a Micareta de Feira de Santana) e figurinos para teatro, decoração para eventos, murais, além de cenários para desfiles de moda e peças teatrais.   
Aos 30 anos de idade foi morar no Rio de Janeiro e, em 1982, mudou-se para São Paulo, onde abriu o atelier "Garagem 957" juntamente com a designer de jóias Jeanette Pires. 
Em 1988, foi convidado pelo estilista Ney Galvão para mostrar seus quadros no programa "Veja o Gordo" e indicado pelo mesmo para ser cenógrafo no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).
Ele trabalhou dezesseis anos na emissora, até 2004, exercendo os cargos de assistente de Cenografia, cenógrafo, chefe de Cenografia, gerente de Contra-Regra, gerente de Cenografia & Contra-regra, gerente de Cenografia & Figurino e como coordenador de Cenografia & Figurino. 
Vitimado por um câncer, ele voltou para Feira de Santana em dezembro de 2004, depois de ter se submetido a uma delicada cirurgia. Nesta cidade, fez tratamento de quimioterapia e radioterapia. Realizou a que seria sua última exposição, "Faces", de desenhos, na Galeria de Arte Carlo Barbosa. Em setembro de 2005, com o recrudescimento da doença, ele voltou para São Paulo, onde faleceu em 1º de janeiro de 2006. Seu corpo veio para Feira de Santana, onde foi sepultado no dia seguinte, 2 de janeiro, no Cemitério Piedade.
A Fundação Carlo Barbosa lançou em 13 de dezembro de 2012 um álbum sobre o artista, assim como sobre Marcus Moraes, dando continuidade ao projeto "Memórias - Pintores de Feira de Santana", que já contemplou os artistas plásticos Carlo Barbosa (in memoriam), Gil Mário, Cesar Romero, Leonice Barbosa e Juraci Dórea.

domingo, 28 de junho de 2020

Morre atriz Linda Cristal

Nascida Marta Victoria Moya Burges em Buenos Aires, Argentina, no dia 23 de fevereiro de 1934, Linda Cristal faleceu neste domingo, 28, aos 86 anos. Ela foi atriz de Holywood, contratada pela Universal Pictures, atuando ao lado de nomes como Dana Andrews ("Comanche", 1956), Jock Mahoney ("Cavalgada Para o Inferno", 1958), Tony Curtis ("De Folga Para Amar", 1958, papel com o qual ganhou o Globo de Ouro de Novata mais Promissora), John Saxon ("Destino Maldito", 1959), John Wayne ("O Álamo", 1960), James Stewart ("Terra Bruta", 1961), Howard Duff ("Pânico na Cidade", 1968), e Charles Bronson ("Desafiando o Assassino", 1974). Na Itália, atuou como Cleópatra em "As Legiões de César", 1959, e "A Mulher do Faraó", 1960. Foi mais famosa na televisão por participar de capítulos das séries "Chaparral", "Rawhide" e "Bonanza" e também no programa da NBC "The Tab Hunter Show".
Linda Cristal era considerada uma das mais belas atrizes estrangeiras no cinema americano. Foi capa de revistas como "Cine Revue", "Novela Film", "Films in Review" e "Picture Goer".

Disney Pixar lança trailer de "Soul"


Assista ao trailer
A Disney Pixar lançou novo trailer do filme de animação "Soul", de Pete Doctor e Kemp Powers. A animação será lançada em 19 de novembro deste ano, O teaser de um minuto mostra um dia típico na vida de Joe, o protagonista, que é professor de música do ensino médio.
Joe sonha em ser um artista de jazz, mas antes que ele consiga, um acidente inesperado faz com que sua alma se separe do corpo. Ele então é transportado para o Great Before, um lugar fantástico onde novas almas obtêm suas personalidades, peculiaridades e interesses antes de ir para a Terra. Lá, ele se une a uma alma gêmea chamada 22. Os dois trabalham juntos para devolver a alma de Joe ao seu corpo na Terra antes que seja tarde demais.

Filme indiano "Fantasia Oriental" sempre lembrado


Assista

Vídeo com Lata Mangeshkar cantando a bela canção "Aaj Mere Mann Mein Sakhi" no filme indiano “Fantasia Oriental” (Aan)


Quem se lembra do filme "Fantasia Oriental", que foi exibido no Cine Santanópolis, nos anos 60? Era menino quando assisti à essa produção indiana, de sucesso internacional. Com quase - 161 minutos -  três horas de duração, "Fantasia Oriental" (Aan), de Mehboob Khan, 1952, encontrou seu lugar na história como o primeiro filme feito a cores - Technicolor - na Índia. 
Era anunciado como o "primeiro drama musical espetacular que já saiu da Índia mística e mágica!"
Em Londres, a premiére foi um evento marcante, com presenças de estrelas de Hollywood, como Errol Flynn, Joan Fontaine, Douglas Fairbanks e Vivien Leigh. Foi muito apreciado e ficou 12 semanas em cartaz. Uma típica aventura, o filme foi baseado no clássico "A Megera Domada", de William Shakespeare. Foi filmado com grandes gastos, cenário caro e figurino glamouroso. Além de aventura, tem ação, drama, romance e música.
A narrativa: Jai (Dilip Kumar) é um fazendeiro que vive pacificamente com sua mãe numa humilde morada. Um dia, o príncipe Shamsher Singh (Prem Nath) vem ao vilarejo e avista a bela Mangala (Nimmi). Ele tenta conquistá-la, mas ela não cede, já que ama Jai. Shamsher seqüestra Mangala, e Jai vai ao palácio para resgatá-la. Mangala se suicida e em vingança, Jai seqüestra a cruel e arrogante princesa Rajshree (Nadira), cujo acessório favorito é um chicote. Ele a domestica, e ela se torna humilde e feminina. Jai e a princesa se apaixonam, e enquanto isso, no palácio, Shamsher continua com seus atos tirânicos. Finalmente Jai inicia uma rebelião em massa com a ajuda dos habitantes do vilarejo. Ele derrota o exército de Shamsher e casa-se com a princesa. Foi distribuído pelo mundo inteiro - em alguns lugares o título foi "Princesa Selvagem".

sábado, 27 de junho de 2020

Morre atriz Taryn Power


Faleceu a atriz americana Taryn Power, aos 67 anos. Era filha dos astros Tyrone Power e Linda Christian.
Filmografia
1972 María
Fonte: IMDb

Ilustrador feirense em Hollywood

Cláudio Marcelo cria pôsteres de divulgação de filmes

Natural de Feira de Santana, Cláudio Marcelo Carneiro dos Reis, 44 anos, cursou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. Ele é artista gráfico e ilustrador e iniciou sua carreira profissional em 1992, graduando-se em Desenho Industrial com especialização em Comunicação Visual em 1996 pela Ufba. Mudou-se para São Paulo em 2000 quando passou a atuar como diretor de arte e instrutor de ferramentas da Macromedia (Adobe).
Entre 2003 e 2005, Cláudio Marcelo foi contratado como diretor de arte responsável pelo desenvolvimento das interfaces e tutoriais do projeto McInternet para o McDonalds. Nesse mesmo período, elaborou trabalhos para HP, Rapp Collins, Sabesp, Organon, Itaú, Quartzolit e diversas outras grandes empresas.
Em 2006, ele conquistou um dos seus maiores sonhos quando recebeu proposta para trabalhar com criação de pôsteres e campanhas de filmes para os grandes estúdios cinematográficos em Hollywood. Desde então, o feirense Cláudio Marcelo mora em Los Angeles, California, trabalhando para a agência de publicidade The Arterie, especializada em campanhas no mercado impresso, onde cria, desenvolve e finaliza pôsteres e campanhas de filmes.
Dentre seus trabalhos em Hollywood, podem ser citados "Lucas, Um Intruso no Formigueiro" (The Ant Bully), da Warner Bros., seu primeiro trabalho em Hollywood; "Alvin e os Esquilos" - prêmio de Melhor Pôster no Key Art Award (Oscar das campanhas de marketing), 2006; "Encantada" (Enchanted), da Disney, 2007; "Ratatouille" (Ratatouille), da Disney Pixar, 2007; e "As Crônicas de Nárnia: Príncipe Cspian" (The Chronicles of Narnia: Prince Caspian), da Disney, 2008. Também tem trabalhos para o estúdio Universal Pictures e Discovery Channel (canal fechado de televisão).
Ele também fez stand-in - peça que é colocada dentro do cinema - de "Wall.E". Ele fez um banco, com o Wall·E e a Eve sentados, para a criança interagir. Claudio Marcelo também fez o stand-in de "Toy Story 3". Assim, o designer e ilustrador feirense tem se destacado fora do Brasil numa área pouco reconhecida no país: a dos cartazes de divulgação dos filmes. O publicitário e designer gráfico contou ao repórter Guilherme Bryan, da "Folha Universal On Line" que "sempre sonhei em fazer pôsteres de cinema, mas no Brasil não conseguia, pois precisava me dedicar a diferentes atividades. Quando cheguei a Los Angeles, fiz questão de demonstrar, para um mercado extremamente competitivo, o melhor que poderia fazer e, assim, ser valorizado".
Foi através de Antônio Carlos Soares dos Reis, o Carlinhos, aluno de minha mãe, Hilda Pereira Boaventura de Oliveira, e contemporâneo de meu irmão mais velho, Natércio Carlos Boaventura de Oliveira, que tive informações sobre seu filho Cláudio Marcelo em um encontro casual.

Ele demonstrou a sua felicidade em estar com um conhecido que há muito não via e também o contentamento sobre o trabalho de seu filho na meca do cinema. Sem dúvida, um feirense talentoso que em Los Angeles a convite de uma agência.
O leitor do Blog Demais que tiver interesse em conhecer mais os trabalhos de Cláudio Marcelo, pode conferir a página da The Arterie, clicando aqui: http://www.thearterie.com/
Os links para visão dos pôsteres criados por Cláudio Marcelo:
"As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian" (The Chronicles of Narnia: Prince Caspian)
http://www.impawards.com/2008/chronicles_of_narnia_prince_caspian_ver4.html
"Ratatouille" (Ratatouille)
http://www.impawards.com/2007/ratatouille_ver2.html
"Lucas, um Intruso no Paraíso" (The Ant Bully)

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Morre ator Fernando Neves

Faleceu o ator de cinema e teatro Fernando Neves. Era natural de Belém e teve intensa participação na Bahia. No Festival de Cinema de Brasília, em 2005, foi premiado como Melhor Ator Coadjuvante, por seu trabalho em "Em Me Lembro" (Foto), de Edgard Navarro. 
No teatro, atuou em peças como "Quincas Berro d'Água", "Em Família", "Volta ao Lar", "O Sonho", "Deus Lhe Pague", "Os Sete Gatinhos", "O Jardim das Cerejeiras", "Brutos Inocentes" e "Check-Up", entre outras.
Filmografia
Fonte: IMDb

A primeira indústria de Feira

Por Antônio do Lajedinho
Não sei exatamente a data da fundação da Fábrica Leão do Norte, mas lembro-me dela em 1930 situada entre os fundos da Prefeitura e o ABC (hoje, avenida Sampaio). Era a única construção em meio a um grande matagal. Ocupava uma área de uns 20.000 m², incluindo a chácara com a residência do seu fundador e proprietário, Paulo Costa Lima, o químico que criou a famosa Jurubeba Leão do Norte.
A fábrica tinha uma grande área construída dividada em escritório, salão das dornas onde ficavam umas 15 delas de 2 a 4 mil litros, salão de engarrafamento, rotulagem e acabamento, sala de carpintaria e embalagem, galpão de moagem com as primeiras máquinas a motor, sala de produção onde se faziam as bebidas, sala de tanoaria, sala de lavagem de garrafas, além de vários depósitos para carroças, dependências para operários e um sem número deles.
Durante todos os dias da semana havia muito movimento de carroças transportando caixas e barris de bebida para a Estação Ferroviária e para o comércio local. Nos dias de segunda-feira, dia da feira local, a fábrica ficava tomada de animais de carga que vinham de toda parte comprar bebidas e vinagre.
É díficil de se acreditar que uma cidade até então tão pequena tivesse uma fábrica daquele porte, mas era tão grande e boa que Feira ficou pequena para ela e o Paulo Costa Lima levou-a para a capital onde mais se desenvolveu e ainda hoje tem nome no Brasil e no exterior - a Jurubeba Leão do Norte, nascida em Feira de Santana.
A minha permanência na Marinha durante a Segunda Grande Guerra e posterior residência em fazenda no sertão, me afastou da família de Paulo Costa Lima, mas como bom feirense não esqueço de D. Senhora nem dos seus filhos, especialmente Vivaldo, que era dos mais novos senão o mais novo. E já que falei em bom feirense, que tal se os senhores vereadores, nascidos ou residentes aqui, que também são feirenses, trocassem um desses nomes de rua como Los Angeles, Buenos Aires, Ayrton Senna etc. pelo nome do respeitável Paulo Costa Lima numa justa homenagem ao primeiro industrial de Feira de Santana, ao homem íntegro, ao pai que deu filhos ilustres a Feira de Santana, como foram todos os seus filhos.
Vamos ser menos ingratos com os antepassados que conduziram Feira ao alto do progresso. Esquecer ou negar o nome de homens que fizeram a história da cidade não é só ignorância e ingratidão: é uma covardia.
Fonte: Blog "A Feira Antiga"

quinta-feira, 25 de junho de 2020

"Descobrindo a Verdade"

Com a reflexão "A Verdade existe sim, publicada no Blog Demais na terça-feira, 23: (https://oliveiradimas.blogspot.com/2020/06/a-verdade-existe-sim.html), a sugestão do pastor Alex Cosmo, do Ministério Aprisco, em ampliar a questão com a leitura do estudo "Descobrindo a Verdade", publicado no canal "Vai na Bíblia" (https://www.vainabiblia.com/videos/descobrindo-a-verdade/):



Descobrindo a Verdade
O que é a verdade e o que sabemos sobre ela? Será que ela é absoluta ou toda verdade é relativa? Como descobrimos a verdade sobre aquilo que não podemos ver? Será que somente a ciência lida com fatos, enquanto a religião permanece meramente no campo da fé? E, por fim, é possível saber se aquilo em que acreditamos é de fato a verdade?
A verdade existe?
Os principais questionamentos da humanidade são quanto à nossa origem, identidade, propósito, moralidade e destino, ou seja, de onde viemos, quem somos, por que estamos aqui, como devemos viver e, principalmente, o que acontece após a morte. Será que é possível conhecer a verdade sobre estas questões? E se for possível, onde está a resposta? Na ciência ou na religião?
Alguns vão dizer que a verdade nem sequer existe. Porém, quem faz essa afirmação já está tentando defender uma verdade, a de que "não existe verdade", o que não faz sentido. Se a verdade não existisse, não haveria razão alguma para se buscar sabedoria ou aprender qualquer coisa sobre qualquer assunto na vida. Além disso, exigimos a verdade em praticamente todas as áreas, principalmente naquelas que afetam nosso dinheiro, nossos relacionamentos, nossa saúde e a nossa segurança. Dificilmente encontraremos alguém que goste de ouvir mentiras e ser enganado. A realidade é uma só: nós precisamos da verdade!
O que é a Verdade?
Podemos dizer que verdade é uma afirmação que está conforme os fatos ou a realidade. Toda verdade é absoluta, imutável, transcultural, completa e exclusiva. Ela não depende dos nossos sentimentos ou preferências. Se alguma coisa é verdadeira, ela é verdadeira para todas as pessoas, em todos os momentos, em todos os lugares.
Quem afirma que a verdade é relativa, por exemplo, está afirmado algo verdadeiro ou relativo? Quem afirma que não existe verdade absoluta, está absolutamente certo disso? Quem afirma que a verdade dele é diferente da nossa, está afirmando algo verdadeiro só pra ele ou para nós também? Tais afirmações são falsas em si mesmas.
O fato de um daltônico, por exemplo, enxergar um objeto numa cor diferente, não muda a verdade sobre a cor original daquele objeto, assim como não deixa de ser uma verdade o fato de que ele enxerga aquele objeto numa cor diferente. A verdade é absoluta nos dois sentidos. Gosto, opinião ou perspectiva não muda a realidade sobre as coisas. A verdade simplesmente existe, ela não pode ser inventada, ela precisa ser descoberta! A questão é: como isso acontece? Como descobrimos a verdade sobre as coisas?
Descobrindo a verdade
Por meio das evidências
Um dos principais métodos para se encontrar a verdade, são as evidências. Através da observação do mundo ao nosso redor, podemos chegar a conclusões razoáveis sobre praticamente todos os assuntos.
Sabemos, por exemplo, que objetos caem por conta da lei da gravidade, mesmo sem fazer o teste com todos os objetos. Sabemos que todo ser humano é mortal, mesmo sem observar a morte de todas as pessoas. Porém, nem sempre é possível ter este mesmo tipo de certeza em outras questões. A razão disso é que somos seres finitos e nem sempre conheceremos todos os particulares que envolvem uma questão. Até mesmo a ciência se utiliza de algum tipo de fé para preencher as lacunas no conhecimento.
Por meio da lógica
Outro importante método para se descobrir a verdade, são os princípios autoevidentes da lógica.
A lei da não-contradição
O primeiro deles é a lei da não-contradição, ela ensina que informações contraditórias não podem ser verdades ao mesmo tempo. Se algo é verdadeiro, o seu oposto é falso. Um exemplo disso é a própria existência de Deus, enquanto alguns afirmam que Deus existe, outros afirmam que Ele não existe. Os dois não podem estar certos ao mesmo tempo. Se um estiver certo, o outro está errado!
A lei da exclusão do meio-termo
Já o segundo princípio é a lei da exclusão do meio-termo. Significa que, ou algo é verdadeiro ou não é, não existe uma terceira opção. Mesmo quando alguém afirma que não é possível conhecer a verdade sobre um determinado assunto, essa verdade continua existindo, independente do conhecimento que se tem sobre ela.
Por meio da ciência e da lógica
Por fim, o método mais eficaz para se conhecer uma verdade sobre qualquer assunto, é a combinação da ciência com a lógica. Quando formulamos um argumento a partir de premissas verdadeiras, a conclusão sempre será verdadeira.
Exemplo:
Todo animal é mortal.
Os cachorros são animais.
Logo, todos os cachorros são mortais.
Enquanto a ciência identifica que as duas premissas são verdadeiras, "todo animal é mortal" e "os cachorros são animais"; a lógica nos dá a conclusão verdadeira de que "todos os cachorros são mortais", ou seja, verdades nos conduzem a outras verdades
Existe verdade na religião?
E quanto à religião? Será que somente a ciência lida com fatos, enquanto a religião permanece meramente no campo da fé?Realmente, muitas das crenças que as pessoas possuem não são apoiadas por evidências ou baseadas em provas, mas apenas na preferência e naquilo que elas acham atraente. Muitos possuem crenças baseadas na religião dos pais, dos amigos ou da cultura em que vivem. Outros formulam suas crenças com base em vontades e sentimentos. E, por mais que os sentimentos sejam sinceros, querer que algo seja verdadeiro não faz com que aquilo se torne verdadeiro.
A questão principal é que qualquer ensinamento, religioso ou não, só é digno de confiança se apontar para a verdade, caso contrário, ele deve ser completamente rejeitado.
Mas será que é possível descobrir se existe verdade na religião? Afinal, embora as religiões tenham algumas semelhanças, elas discordam em praticamente todas as questões principais, como a natureza de Deus, a natureza do homem, criação, pecado, salvação, céu e inferno. As religiões possuem mais crenças contraditórias do que complementares. E, como as verdades excluem seus opostos, significa que não é possível que todas as crenças religiosas sejam verdadeiras.
Deus é um ser pessoal como afirmam os cristãos, ou uma força impessoal como afirma a Nova Era? Se um está certo, o outro está errado. Jesus morreu e ressuscitou dos mortos como a Bíblia afirma, ou isso não aconteceu, como afirma o Alcorão. Mais uma vez, se um está certo, o outro está errado.
A questão é: com tantas religiões no mundo, como saber qual delas diz a verdade? Como saber se existe uma religião verdadeira?
A grande notícia é que, além da investigação científica e lógica, muitas das afirmações feitas pelas religiões, também podem ser avaliadas por meio de uma investigação histórica, afinal, nenhuma crença religiosa séria, pode ignorar a história. Quando este tipo de investigação é feita, algumas crenças se mostram perfeitamente aceitáveis, enquanto outras, claramente improváveis.
É possível conhecer a verdade sobre Deus?
O primeiro e mais importante passo no processo da busca pela verdade na religião, é investigar a principal afirmação feita por ela: a existência de Deus. É óbvio que, como seres humanos limitados, não possuímos o tipo de conhecimento que vai nos dar uma prova absoluta da existência de Deus, porém, como tudo o que veio a existir possui uma causa, podemos observar se os efeitos apontam ou não para a existência de um ser superior.
Contudo, antes de investigar a verdade sobre Deus e sobre as questões religiosas, é preciso pontuar algo muito importante: será que nossa resistência para acreditar em algo, é apenas intelectual, ou também é volitiva e emocional?
Quem se importa com a verdade?
Quais seriam as implicações se a verdade sobre Deus é que Ele, de fato, existe? Quais seriam as implicações se aquilo que a Bíblia ensina, de fato, é a verdade? Será que estaríamos dispostos a rever nossas atitudes e nossas crenças?
O grande problema é que quando se trata de questões religiosas, que envolvem moralidade, muitos não querem a verdade. Afinal, verdades morais constrangem nossa consciência. Por essa razão, muitos tentam ajustar a verdade para que ela se encaixe em suas próprias convicções, ao invés de ajustar suas convicções para que elas estejam conforme a verdade.
Conclusão
Se queremos a verdade sobre tudo, inclusive na moralidade e na religião, precisamos estar dispostos a suportar as consequências desta verdade. Se Deus não existe, também não existe uma maneira certa ou errada de se viver. Não importa o que fazemos ou no que acreditamos, pois o destino de todos é o pó. Por outro lado, se Deus existe, então é bem provável que também exista um significado e um propósito para a vida. E que as escolhas que faremos hoje, nos afetarão não somente aqui, mas também na eternidade.
Será que se tivéssemos respostas satisfatórias sobre Deus e sobre a Bíblia, estaríamos dispostos a rever nossos conceitos e, se preciso, abandonar nossas crenças atuais? Se a resposta honesta é não, talvez a nossa busca não seja pela verdade.
Existem muito mais evidências que apontam para a existência de Deus, do que o contrário. Nos próximos vídeos nós veremos como é possível ter uma alto grau de certeza nessa questão. Porém, já sabemos que nem mesmo as provas mais evidentes podem convencer quem não está disposto a acreditar.
Fonte: https://www.vainabiblia.com