Um encontro com a história, a memória e a cultura jacuipense
A Prefeitura de Riachão do Jacuípe, por meio do Departamento de Cultura, convidando para a celebração do Dia do Documentário, na sexta-feira, 9 de agosto, às 14h30, na Câmara Municipal de Riachão do Jacuípe. Trata-se de uma homenagem especial aos 90 anos de nascimento do cineasta jacuipense Olney São Paulo, um dos maiores nomes do cinema brasileiro e motivo de orgulho para nossa terra
O evento, que será aberto por Olney São Paulo Júnior, contará com a exibição dos filmes: "Sinais de Cinza a Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade", "Manhã Cinzenta" e "Grito da Terra", além de um bate-papo enriquecedor com convidados especiais: Yves São Paulo, Henrique Dantas e Sol Moraes.
"Será um momento de reflexão, valorização da nossa identidade cultural e reconhecimento da trajetória de um artista que marcou a história do cinema nacional, levando o nome de Riachão do Jacuípe para além das fronteiras."
"Participe deste merecido tributo e ajude a manter viva a memória e o legado de Olney São Paulo", é o convite.
A abertura do I NeuroInter - Encontro de Imersão em Neurologia e Neurocirurgia do Interior da Bahia, realizada na noite de quinta-feira, 23 de julho, no Centro de Convenções de Feira de Santana, marcou o início de um dos maiores eventos científicos já realizados fora da capital voltados à neurologia e à neurocirurgia. Idealizado pela Sociedade Baiana de Neurologia (SNB), o encontro segue até este sábado, 25, reunindo cerca de 700 participantes entre médicos, residentes, estudantes e demais profissionais da saúde.
Criado com o propósito de descentralizar o acesso à educação médica continuada e fortalecer a assistência neurológica no interior da Bahia, o NeuroInter superou todas as expectativas. Inicialmente planejado para receber cerca de 150 participantes em um único auditório, o evento precisou ampliar sua estrutura diante da grande procura, consolidando-se como um marco para a especialidade no estado.
Na abertura oficial, o presidente da Sociedade Baiana de Neurologia, Bruno Bacellar, deu as boas-vindas aos congressistas e destacou o significado da iniciativa para o fortalecimento da neurologia baiana.
A solenidade contou com a presença do presidente da Sociedade de Neurocirurgia da Bahia e da Comissão Organizadora do evento Márcio Brandão, da secretária da Saúde da Bahia Roberta Santana, da diretora-geral do Hospital Geral Clériston Andrade Cristiane França, e do coordenador do curso de Medicina da UnexMED Feira de Santana Rinaldo Antunes Barros, representando as instituições de ensino.
Para a secretária Roberta Santana, promover discussões sobre neurologia, neurocirurgia e doenças de alta complexidade no interior fortalece a assistência, aproxima o conhecimento dos profissionais e contribui para a fixação de especialistas em diferentes regiões da Bahia. "A descentralização da alta complexidade é fundamental em um estado com a dimensão territorial da Bahia. Trazer um evento dessa magnitude para Feira de Santana aproxima o conhecimento, fortalece os serviços especializados e reduz distâncias para a população", afirmou.
Após a cerimônia de abertura, a programação científica foi iniciada com palestras da neurologista e presidente do congresso Renata Nunes, do professor titular de Neurologia da Ufba Jamary de Oliveira, e dos médicos Pedro Antônio Pereira e Paulo Barbosa (subsecretário de Saúde, responsável pela criação do Programa Estadual Pulsar), que abordaram avanços no tratamento do AVC e do infarto agudo do miocárdio por meio do Pulsar.
A programação segue por mais dois dias, com palestras e debates sobre temas atuais da neurologia e da neurocirurgia, incluindo epilepsias, neuromodulação, esclerose múltipla, demências, doença de Alzheimer, cefaleias, neurointensivismo, neuropediatria, doenças neuromusculares e avanços terapêuticos em diversas áreas das neurociências.
Fotos: Rudeggry
Enviado por Orisa Gomes - Jornalismo Notre Comunicação
Neste sábado, 25 de julho, entre 9 e 12 horas, no Casarão Olhos d'Água, a escritora Cláudia Gomes lança o livro "O Sonho de Malu". Trata-se de uma obra repleta de magia, sonhos e ensinamentos que tocam o coração.
Algo especial no lançamento: "cada leitor poderá colorir a história do seu próprio jeito, dando vida às páginas com as cores da sua imaginação. Não é maravilhoso? Será uma oportunidade única para celebrar a infância, a leitura e a criatividade em um ambiente acolhedor e cheio de encantamento".
Quem é
Nascida em Natal-RN, naturalizada em Salvador e radicada em Feira de Santana, Cláudia Gomes é escritora e poeta, palestrante e ativista cultural. Doutora em Educação (Unoeste), mestra em Letras, graduada em Letras Vernáculas (Uefs). É especialista em Língua Portuguesa: Gramática pela Uefs e Gestão Escolar pela Ufba. É professora
da rede municipal de Feira de Santana e do Estado da Bahia. Ocupa a Cadeira 7 da
Academia Feirense de Letras, cuja patrona é a poetisa Edith Mendes da Gama.
Musk encurralou a editora da The Economist com uma pergunta que ela não respondeu
Por Rogerio Pires
Foram 85 minutos de conversa. Os primeiros trinta pareciam uma entrevista de tecnologia. Os últimos cinquenta viraram outra coisa: um duelo sobre quem tem o direito de definir as palavras que usamos para descrever o mundo.
De um lado, Zanny Minton Beddoes, editora-chefe da The Economist, símbolo maior do establishment da mídia europeia. Do outro, Elon Musk, recebendo a jornalista na Giga Texas para sua primeira grande entrevista desde o IPO bilionário da SpaceX. O material foi ao ar nesta quinta-feira no programa Insider, da própria revista.
E o que era para ser uma sabatina virou um raio-x do abismo entre a imprensa tradicional e o homem mais poderoso do mundo.
O começo cordial
A entrevista abre em terreno seguro. Musk fala de inteligência artificial com a convicção de sempre: a IA vai superar a inteligência humana somada em cerca de cinco anos, e em pouco tempo não haverá quase nada que ela não faça melhor do que nós.
Depois vem o DOGE, o departamento de eficiência governamental, e o discurso do corte de desperdícios. Aqui, Musk faz até uma admissão rara, quase uma autocrítica calculada: "me envolvi um pouco demais na política, me empolguei".
Até esse ponto, o tom é pragmático. Musk se apresenta como engenheiro, um solucionador de problemas estruturais. Não como ideólogo.
A virada
Aí Beddoes dispara a acusação que muda tudo: "Você apoia não só a direita populista, mas a extrema direita. Na verdade, partidos muito marginais em alguns países".
A resposta de Musk é o momento da entrevista. Ele não se defende. Ele rejeita a premissa inteira.
"Não, eu apoio as pessoas normais. O que você chama de extrema direita, falsamente."
E emenda o desafio que já roda o mundo em cortes de vídeo: fronteiras seguras, cidades seguras, gastos sensatos. "Qual desses três é extrema direita?"
Repare no movimento. Musk não discute se merece o rótulo. Ele invalida o léxico. Diz, na prática, que o dicionário da mídia está quebrado.
A batalha contra a sala de edição
O trecho mais revelador talvez nem seja o embate em si, mas o que vem depois. Musk admoesta a entrevistadora e a mídia pela "caracterização absurda da extrema direita", chama tudo de falso e enganoso, e então pede: "Por favor, mantenham essa parte. Não cortem essa parte".
"Nós manteremos tudo", responde Beddoes.
Musk sabia que não estava travando uma batalha apenas contra a jornalista à sua frente. Estava disputando com a sala de edição. Com o veto silencioso que decide o que o público vê e o que fica no chão da ilha de edição.
Dois dicionários, um abismo
A entrevista escancara um colapso no significado das palavras. O que Beddoes chama de extrema direita, Musk chama de pessoas normais. O que ela descreve como partidos marginais, ele descreve como defesa de gastos sensatos e segurança. Onde ela vê retórica de caos civilizacional, ele vê pré-requisitos básicos para uma sociedade funcionar.
Musk vai além e aciona o argumento da janela de Overton: seus princípios não se moveram, quem se deslocou foi o centro político. Discursos de Barack Obama e Hillary Clinton sobre imigração e segurança de fronteira, tratados como senso comum nos anos 2010, seriam hoje classificados como radicais se saíssem da boca dele ou de Trump.
Quando questionada a acusação sobe de tom e vira insinuação de racismo e islamofobia, Musk troca a ideologia por dados pessoais: a parceira meio indiana, os quatro filhos com ela, um deles batizado com o nome de um famoso físico indiano, executivos seniores de todas as raças em suas empresas. "Sou contra o estupro, o assassinato e a imposição de regras contrárias ao que aceitamos no Ocidente."
O que está por trás de tudo
Junte as peças e a visão de mundo aparece inteira. Para Musk, há três crises convergindo: a chegada da IA em cinco anos, a falência fiscal do Estado e a erosão dos valores ocidentais. Um gargalo civilizacional. Na cabeça dele, fronteiras seguras, cidades seguras e gastos sensatos não são bandeiras políticas. São patches de segurança para impedir que o sistema operacional do Ocidente trave antes da transição para a era da inteligência artificial.
No fim, a cena diz mais sobre Zanny Minton Beddoes do que sobre Elon Musk. A editora chegou com o veredicto pronto, esperando um réu, e encontrou alguém que se recusou a reconhecer o tribunal. É o retrato acabado de um establishment que trocou a apuração pelo carimbo: não pergunta mais o que as pessoas pensam, decreta o que elas são. Quando fronteiras seguras, cidades seguras e gastos sensatos viram "extremismo", quem se radicalizou não foi o entrevistado, foi a redação. Musk avisou, olhando nos olhos da editora: odeiam vocês muito mais do que vocês imaginam. A The Economist manteve a cena no ar não por coragem editorial, mas porque entendeu, tarde demais, que o monopólio da tesoura acabou. Uma imprensa que só se sustenta enquanto controla a edição já confessou que não sobrevive ao debate aberto. E o público, esse que Beddoes insiste em rotular em vez de escutar, já percebeu e compreendeu isso.
A ODISSEIA (The Odyssey), de Christopher Nolan, 2026. Com Matt Damon, Anne Hathaway, Eobert Pattinson, Charlize Theron, Lupita Nyong'o e Zendaya. Aventura. Após a Guerra de Tróia, o guerreiro grego Odisseu enfrenta uma perigosa viagem de volta a Ítaca, onde sua esposa Penelope o aguarda, encontrando criaturas miticas e deuses, como o Ciclope Polifemo, as Sereias e Calypso ao longo do caminho. Segunda semana. Cópia dublada. Duração: 172 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Horários: 13h30, 16h30, 17h05 e 20h30, com cópia dublada; e 20 horas, com cópia legendada.
A MORTE DO DEMÔNIO: EM CHAMAS (Evil Dead Burn), de Sébastirn Vanicek, 2026. Com Souheila Yacoub, Hunter Doohane Luciane Buchanan. Terror. Após perder o marido, uma mulher busca consolo com os sogros.À medida que, um a um, eles são transformados, ela descobre que os votos matrimoniais feitos em vida permanecem válidos mesmo a pós a morte. Em terceira semana. Cópia dublada. Duração: 117 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. Horários: 14 e 21 horas.
MINIONS & MONSTROS (Minions & Monsters), de Pierre Coffin e Patrick Delage, 2026. Animação. Na Hollywood dos anos 1920, enquanto os Minions procuram criaturas assustadoras para seu filme de monstros, fazem parceria com uma criatura verde e precisam salvar o planeta depois de libertar monstros. Quarta semana. Cópia dublada. Duração: 90 minutos. Não recomendado para menores de 6 anos. Horários. 13, 15, 17 e 19 horas.
Programação - sujeita a alteração - até terça-feira, 28 de julho.
O Botafogo acaba de empatar em 0 a 0 com o Vitória, em casa. E termina o primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série A em nono lugar, com sete vitórias, cinco empates e sete derrotas, 26 pontos ganhos, mais 33 gols pró e 32 gols contra, com saldo de um gol.
No Instagram dos Braig Brothers: "É com muita orgulho e alegria que compartilhamos essa notícia: fomos selecionados para a 1ª Residência para Jovens Cineastas no Festival de Cinema de Gramado!
Estar entre os 60 jovens nomes que estão construindo o futuro do audiovisual brasileiro no Conexões Gramado Film Market é um marco gigante para a trajetória dos Braig Brothers. Gramado, nos vemos em breve!
"Agradecemos demais a todos que acompanham e torcem pela nossa caminhada. O cinema independente vive!"
Os Braig Brothers, formada pelos talentosos irmãos baianos-alemães Aiky e Tales Braig, de Canavieiras, estiveram entre os premiados no Cine Farol, organizado pelo escritor e cineasta Aderaldo Miranda, em cerimônia realizada no Museu de Arte da Bahia (MAB), no dia 6 de junho, em Salvador.
Ferramenta compreende perguntas em linguagem natural e orienta passageiros sobre documentos, bagagem, voos, embarque e serviços do terminal
Esclarecer dúvidas antes, durante ou até depois da viagem ficou mais simples para quem passa pelo Salvador Bahia Airport, integrante da rede VINCI Airports. A Ana, assistente virtual do aeroporto, ganhou uma nova versão com Inteligência Artificial (IA) generativa e agora compreende perguntas feitas em linguagem natural,
A principal novidade está na forma como a assistente interage com os passageiros. Antes baseada em uma árvore de decisões, a Ana agora interpreta a intenção das perguntas, permitindo uma conversa mais natural. O passageiro pode escrever suas dúvidas da maneira que preferir e receber orientações sobre documentos para embarque, regras de bagagem, status de voos, portões de embarque, localização de lojas e restaurantes, serviços disponíveis no terminal, canais de atendimento das companhias aéreas, ouvidoria e outras informações relacionadas à viagem.
A assistente utiliza a base oficial de informações do Salvador Bahia Airport e, também, consulta dados operacionais, como o status dos voos, para oferecer respostas atualizadas ao longo da jornada do passageiro. Disponível 24 horas por dia, a ferramenta pode ser acessada pelo site do aeroporto, pelas redes sociais e por meio dos QR Codes distribuídos em diferentes pontos do terminal.
Desenvolvida pela Strelo, empresa baiana especializada em soluções digitais para aeroportos, a nova versão da Ana integra a estratégia do Salvador Bahia Airport de utilizar tecnologia para aprimorar continuamente a experiência dos passageiros, em linha com as iniciativas de transformação digital da rede VINCI Airports.
"Viajar já envolve muitas decisões e dúvidas. Queremos que a Ana seja a primeira opção do passageiro quando surgir uma dúvida sobre a viagem. Seja antes de sair de casa ou já no aeroporto, ela está preparada para orientar de forma rápida, simples e em uma conversa natural", afirma Daniela Franco, Gerente de Comunicação do Salvador Bahia Airport.
Para Shankar Cabus, CEO da Strelo, a evolução da Ana acompanha uma mudança na forma como as pessoas interagem com a tecnologia. “As pessoas não querem mais navegar por menus para encontrar uma informação. Elas querem fazer uma pergunta do jeito delas e receber uma resposta clara. É isso que a IA generativa permite: uma conversa mais natural, intuitiva e útil para quem está viajando. O verdadeiro diferencial, porém, está na capacidade de aprender com cada interação. Cada conversa gera insights sobre as necessidades dos passageiros e contribui para aprimorar continuamente a assistente e a experiência oferecida pelo aeroporto."
A evolução da assistente também abre caminho para novas funcionalidades e integrações que ampliarão, gradualmente, a experiência digital dos passageiros no aeroporto de Salvador, através da disponibilização do mapa do aeroporto ou a notificação do status do voo através do WhatsApp, por exemplo.”
O presidente do PL na Bahia, João Roma, presente na oficialização da chapa de ACM Neto (União) no centro de convenções de Salvador nesta quarta-feira, 22 de julho, foi questionado pela imprensa a respeito da relação do candidato à presidência da república Flávio Bolsonaro (PL) com as últimas medidas do tarifaço dos Estados Unidos sobre o Brasil.
Homologado candidato ao Senado pela Bahia na convenção, Roma foi pontual ao defender Flávio das alegações. Segundo ele, o senador não apenas não apoiou as medidas, como trabalhou para evitar que o aumento do tarifaço acontecesse.
"Eu não vi Flávio Bolsonaro levantando essa bandeira, pelo contrário, eu vi ele buscando que não ocorresse o tarifaço", declarou.
João Roma aproveitou a oportunidade para direcionar críticas à oposição, afirmando que o governo dirigido pelo PT tem dado um "péssimo exemplo" ao se aliar com o que chamou de "contramão do mundo civilizado".
De acordo com o presidente do PL baiano, essa postura tem imposto ao Brasil graves dificuldades no comércio internacional.
Comentário sobre o livro "Com Motta, a Bahia Era uma Festa", de Carlos Modesto
Lançado em 2025, o livro "Com Motta, a Bahia Era uma Festa", do escritor e memorialista Carlos Modesto, também cineasta e fotógrafo, é mesmo um mergulho no passado de Salvador, como disse o advogado e cineasta Cícero Bathomarco no prefácio. Um livro com conteúdo memorial e nostálgico. Uma viagem interessante e envolvente pelo túnel do tempo.
A publicação biográfica é um tributo ao português Thomas Antenor Borges da Motta, o Motta do título, que influenciou o cenário cultural da capital baiana. O autor resgata a memória cultural dos anos 1910 a 1960 e narra sobre um homem que construiu uma carreira ligada ao setor de entretenimento e que participou do surgimente de experiências culturais.
Como cineasta, não podia faltar o foco de Carlos Modesto sobre os cinemas que existiam na época, como o Ideal e o Olympia, criados pelo empresário retratado, que se juntaram ao Guarany, Politeama, São João, entre outras salas de então.
A idealização do Cassino Savoy, a transformação do Cassino Tabaris em uma das mais famosas casas de espetáculo do Nordeste e a participação societária no cassino do Palace Hotel, bem como os aspectos da boêmia também estão abordados no livro.
"Com Motta, a Bahia Era uma Festa" é dividido em três partes: "A Cidade de Salvador no Início do Século XX - Seus Cinemas e Teatros", "A Presença de Motta na Bahia", e "Vivendo na Companhia de Eros, Dionísio e Manto".
No posfácio/epílogo, Carlos Modesto sentencia sobre Motta, com letras maúsculas: "FEZ DE TUDO PARA QUE A BAHIA FOSSE UMA FESTA".
Quem é
Carlos Modesto é sergipano de Estância, radicado em Salvador. É reconhecido por sua contribuição à cultura sergipana e baiana. Ele se destaca por sua trajetória de décadas dedicada à preservação da memória cultural, à educação e ao resgate da história do cinema no Nordeste.
É autor de diversas obras, entre elas "Sombras da Saudade", "A História dos Cinemas da Cidade de Estância", "Contos da Escuridão", "Judas na Praça", "Um Dublê de Médico no Mundo do Cinema", e "Oscar Santana: 60 Anos Fazendo Fita".
Modesto é acadêmico efetivo da Academia de Letras e Artes do Salvador (Alas), ocupando a Cadeira nº 34, cujo patrono é Adonias Aguiar Filho.
PS:No Cine Farol, cerimonia de premiação do cinema independente no estado, com a entrega do prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir, no dia 6 de junho, no auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), na Vitória, em Salvador, o encontro de Dimas Oliveira com o cineasta e escritor e Carlos Modesto (Foto 2), quando este autografou dois dos seus últimos livros: "Oscar Santana: 60 Anos Fazendo Fita" (2023) e "Com Motta, a Bahia Era uma Festa" (2025), que acabei de ler.
"Arte é uma forma de expressão íntima. A criação de um ato livre" - Carlo Barbosa.
Dois espaços do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) estão abrigando a exposição "Entre Cores e Saudades", que celebra os 81 anos de vida e trajetória artística de Carlo Barbosa (1945-1988). A mostra foi aberta no dia 14 de julho e segue para visitação até 14 de agosto.
A importante mostra reúne obras, do acervo da família, que traduzem memória, sensibilidade e expressão. Foi idealizada pela Galeria de Arte Carlo Barbosa com apoio de Luciana Barbosa, sobrinha do artista, mais Ciro Barbosa e Jorge Barbosa, irmãos do artista.
Como disse a crítica de arte Lígia Motta, Carlo Barbosa tem "uma trajetória artística significativa para as artes plásticas da Bahia e do Brasil. Autodidata, pintou de tudo, retratos, obras decorativas e quadros temáticos diversificados, apurando sua técnica com intuição e inspiração surpreendentes".
Para Lígia, "sua obra permanece viva do que nunca, forte, atual e a cada dia mais, se revelando como nova, na sua beleza plástica, no conteúdo e na riqueza dos seus detalhes, as vistas de conhecedores, iniciantes e leigos, todos, admiradores de uma arte verdadeira, a arte de Carlo Barbosa".
Na Sala Dival Pitombo, a principal do Museu Regional de Arte (MRE), estão expostas dez obras de Carlo Barbosa, com destaque para a icônica "O Flagelo de Lucas da Feira", acrílica sobre tela, 240 x 150cm, 1987, que não canso de repetir, trata-se da maior obra - inclusive em tamanho - das artes plásticas feirenses.
Outras obras: "O Menino e o Casario" (1966), técnica mista; "Auto-Retrato" (1970), técnica mista sobre tela; "Rio" (1979), caneta sobre papel; "Passageiro" (1979), acrílica; duas "Fachada de Barraca"; três "Paisagem Urbana" (1980).
Na Galeria de Arte Carlo Barbosa, mais 23 trabalhos do artista reverenciado postumamente, incluindo "Apreensão", que é considerada sua primeira pintura, em acrílica sobre tela. Mais "O Coroinha" (1969), bico de pena sobre papel; "Evolução Cósmica" e "Romeiros", de 1983; três telas da "Fase Cósmica", de 1984, um auto-retrato, em desenho, e outro em acrílica sobre tela; "Terra Com Capacetes Futuristas" e "Anjo Com Ampulheta", de 1984. Também, dez trabalhos sem título.
Horários de visitação: de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 13 às 17 horas; sábados às 9 às 12 e das 14 horas às 17h30.
Feira de Santana precisa visitar a exposição "Entre Cores e Saudades". Passada uma semana da abertura, pouco mais de duas centenas de pessoas na lista de presença. Escolas devem agendar visitação.
Publicação reunirá textos sobre a trajetória da instituição e será apresentada em solenidade na Câmara Municipal de Feira de Santana
A Academia Feirense de Letras lançará revista comemorativa pelos 50 anos de fundação da instituição. A publicação reunirá textos de integrantes da entidade sobre literatura, cultura, memória e a trajetória da Academia, criada em 1976. O lançamento ocorrerá durante a solenidade comemorativa que será realizada na Câmara Municipal de Feira de Santana, prevista para 19 de outubro.
A produção da revista foi discutida e aprovada em reunião realizada na terça-feira, 21 de julho, sob a condução do presidente da Academia, João Batista de Cerqueira. Participaram do encontro os integrantes da diretoria Alpiniano Reis, Adnil Falcão, Cíntia Portugal, Humberto Oliveira e René Becker.
Também estiveram presentes os membros da Comissão de Contas, Dom Itamar Vian e Josué Mello, além de Ilza Maria, Raymundo Luiz e da contadora Maria Auxiliadora. Durante a reunião, foram aprovados o balanço contábil referente ao ano de 2025 e ao primeiro semestre de 2026, além de alterações no Regimento Interno da instituição.
Clube de leitura
Outro projeto aprovado foi a criação do Clube de Leitura da Academia Feirense de Letras, que será coordenado por Humberto Oliveira e Lícia Soares. A iniciativa será lançada em agosto, em homenagem ao mês de nascimento do escritor baiano Jorge Amado, e deverá promover encontros dedicados à leitura e ao debate de obras literárias.
A revista integrará o conjunto de atividades comemorativas do cinquentenário da Academia Feirense de Letras e servirá como registro da produção intelectual dos membros e da presença da instituição na vida cultural de Feira de Santana. A solenidade na Câmara marcará o jubileu e destacará a contribuição da entidade para a literatura, a preservação da memória e a valorização dos escritores feirenses.
Quantas vezes você já procurou algo realmente diferente para fazer em Feira de Santana?
Uma noite para sair da rotina.
Uma oportunidade para viver algo especial ao lado de quem você gosta.
Uma experiência capaz de transformar algumas horas em uma memória que permanece.
Pensando nisso, a Immerse Concerts apresenta Conexões Culturais: Argentina & Tango, uma
experiência inspirada na atmosfera vibrante de Buenos Aires.
Mais do que um espetáculo, esta é uma noite criada para quem valoriza cultura, emoção e momentos que fogem do comum.
No palco, músicos e bailarinos conduzem o público por uma jornada marcada pela paixão do tango, pela elegância da cultura argentina e por uma atmosfera cuidadosamente construída para envolver todos os sentidos.
Ao longo da noite, música, dança, projeções, interação com o público e surpresas especiais se unem para criar uma experiência memorável.
Feira de Santana recebe mais uma edição da série Conexões Culturais, um projeto criado para oferecer experiências artísticas de alto nível sem que você precise sair da cidade para viver algo marcante.
Porque algumas noites são apenas entretenimento. Outras se transformam em lembranças.
Atenção: o ingresso inteiro encontra-se em condição especial por tempo limitado, tornando a experiência mais acessível ao público.
Ingresso Standard
O ingresso Standard dá acesso completo ao espetáculo e a toda a experiência artística da noite.
Todos os setores terão acesso integral à apresentação, interação com o público.
Experiência VIP
A Experiência VIP inclui todos os benefícios do ingresso Standard e acrescenta uma série de experiências exclusivas criadas para tornar sua noite ainda mais especial.
Além do acesso completo ao espetáculo, os participantes da Experiência VIP terão:
Lugares privilegiados próximos ao palco
Entrada facilitada
Recepção exclusiva antes do espetáculo
Encontro com artistas participantes da noite antes do espetáculo
Degustação temática: 1 empanada argentina e 1 taça de vinho argentino selecionado
As vagas para a Experiência VIP são limitadas.
Recomendamos chegar com pelo menos 40 minutos de antecedência para aproveitar integralmente todos os benefícios da experiência.
Acessibilidade (somente na sessão das 20 horas): esta sessão contará com intérprete de Libras e audiodescrição para pessoas surdas e com deficiência visual. Se você utilizar algum desses recursos, pedimos a gentileza de entrar em contato conosco antecipadamente para que possamos preparar o atendimento da melhor forma possível.
Uma noite para lembrar
Todos os dias existem diversas opções de entretenimento.
Mas algumas noites oferecem algo mais.
Conexões Culturais: Argentina & Tango foi criado para quem valoriza experiências, cultura, emoção e momentos compartilhados.
Uma noite de música ao vivo, dança, projeções, interação com o público e uma atmosfera inspirada em Buenos Aires, reunidos em uma experiência que vai muito além de assistir a um espetáculo.
Porque algumas noites terminam quando as luzes se apagam.
Outras permanecem na memória por muitos anos.
Esperamos você no Teatro CDL, em Feira de Santana.
01 de agosto • Duas sessões: 17h30 e 20 horas • Lugares limitados
No aniversário de nascimento do professor, jornalista e ex-editor do Feira Hoje, lembramos também o escritor e dramaturgo que transformou a cultura sertaneja em literatura e teatro
Anchieta Nery permanece na memória de Feira de Santana como professor de Literatura Brasileira da Universidade Estadual de Feira de Santana, jornalista de texto refinado e secretário municipal de Comunicação Social em diferentes administrações. Neste 21 de julho, data em que completaria 72 anos, a homenagem pode ir além dessa trajetória conhecida e revelar outra dimensão de sua vida, ou seja, a do escritor que produziu poemas, textos literários e peças de teatro inspiradas na cultura e nos dramas humanos do Nordeste.
Manoel Anchieta Nery de Souza nasceu em 21 de julho de 1954, em Rodelas, no sertão banhado pelo Rio São Francisco. Chegou a Feira de Santana em agosto de 1975, com o propósito de estudar, e fez da cidade o lugar definitivo de sua vida. Na Uefs, onde havia ingressado como estudante, foi professor de Literatura Brasileira, participou da organização do acervo inicial do Museu Casa do Sertão e contribuiu para a criação da TV Olhos d'Água. Morreu em 30 de abril de 2015, aos 60 anos.
O dramaturgo por trás do jornalista
Entre as obras que ajudam a apresentar esse Anchieta menos conhecido está 'Acauã', também citada como 'O Canto do Acauã'. A peça alcançou o terceiro lugar no Festival de Teatro Amador do Rio de Janeiro nos anos 1980 e recebeu reconhecimento em outros festivais realizados no país. Ambientada no universo rural, a narrativa traz a tragédia provocada pela morte de um agricultor picado por uma cobra e o sofrimento que se espalha entre aqueles que ficam. O título recorre à ave cujo canto, no imaginário sertanejo, está associado ao anúncio de infortúnios.
Anchieta também escreveu, em parceria com Ronaldo de Salles Sena, a peça 'Romaria'. A aproximação entre os dois revela muito sobre a qualidade e a profundidade desse trabalho. Ronaldo é antropólogo, professor aposentado da Uefs e pesquisador reconhecido pelos estudos sobre cultura, religiosidade e sociedade nordestinas. A autoria compartilhada coloca 'Romaria' no encontro entre o teatro, a pesquisa antropológica e as manifestações populares, mostrando um Anchieta atento às crenças, aos conflitos e às formas de resistência do povo do sertão.
Uma escola de jornalismo no Feira Hoje
No jornalismo, Anchieta Nery teve uma relação profunda com o Feira Hoje. Entrou no periódico como revisor nos anos 1970, trabalhou como repórter e chegou à função de editor-chefe, especialmente durante as décadas de 1980 e 1990. Na redação, ajudou a formar uma geração de profissionais, exercendo influência não apenas pela capacidade de escrever, mas também pelo rigor, pela ética e pelo cuidado com cada palavra. Passou ainda pelos jornais A Tarde, Folha do Norte e Diário da Feira e colaborou com outros veículos da imprensa feirense.
Anchieta foi secretário de Comunicação Social nos governos de José Raimundo Pereira de Azevedo e nas duas primeiras administrações de José Ronaldo de Carvalho. Também respondeu interinamente pela Chefia de Gabinete e pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. Recebeu o Título de Cidadão Feirense em 2009 e hoje dá nome a um centro municipal de Educação Infantil. Mas sua herança não está apenas nos cargos ocupados ou nas homenagens oficiais. Está nas aulas, nos textos, nas redações, nos palcos e na lembrança dos que conviveram com um homem capaz de reunir jornalismo, literatura, educação e serviço público. Neste 21 de julho, o Feira Hoje recorda com gratidão um de seus grandes editores - e convida Feira de Santana a redescobrir o escritor e dramaturgo Anchieta Nery.
Magistrado ocupa vaga destinada a juízes federais no órgão e cumprirá o biênio 2026-2028
Na tarde de segunda-feira, 20 de julho, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) empossou como desembargador eleitoral titular, o juiz Iran Esmeraldo Leite, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O magistrado ocupa a vaga destinada a juízes federais e cumprirá o biênio 2026-2028. A posse, que ocorreu na sala da presidência do Eleitoral, reuniu os membros da Corte, servidores do órgão, advogados e familiares do empossado.
A solenidade foi conduzida pelo presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, que destacou como exemplar a trajetória do novo membro nas Justiças Federal e Eleitoral, além de enfatizar o perfil técnico de comprometimento com a coisa pública. "Receba os nossos votos de pleno êxito nesta nova missão. Que seu equilíbrio, sua experiência e seu elevado espírito público sigam inspirando a todos nós e contribuam para que o TRE-BA continue a cumprir, com excelência, o dever constitucional de garantir eleições seguras, transparentes e legítimas das 417 cidades da nossa Bahia", pontuou.
Durante seu discurso, o desembargador eleitoral Iran Esmeraldo Leite ressaltou a atuação no TRE da Bahia como um espaço de fortalecimento institucional e crescimento profissional, pela diversidade de experiências e perspectivas presentes na Corte. "Não posso deixar de expressar meu contentamento de estar aqui, por ser uma instituição ímpar, pluralista por essência, de ideias diferentes, com origens diferentes das diversas instâncias da Justiça. Então, é um local de engrandecimento e de debates. Um local que eu tenho certeza de que daqui a dois anos sairei bem melhor só pela convivência com os senhores e senhoras", declarou.
Homenagem
O desembargador eleitoral Iran Esmeraldo Leite foi agraciado no ato da posse com a Medalha do Mérito Eleitoral da Bahia. A honraria é destinada a figuras que contribuíram destacadamente para o engrandecimento, a eficiência e a respeitabilidade da Justiça Eleitoral no estado.
A escolha do novo membro titular do Regional baiano foi confirmada na quinta-feira, 16 de julho, na sessão extraordinária do Colegiado do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O juiz Iran Esmeraldo Leite já atuou na Corte do TRE-BA, ocupando a vaga de desembargador eleitoral substituto no biênio 2022-2024.
Conheça o Magistrado
Natural de Fortaleza, Ceará, o desembargador eleitoral Iran Esmeraldo Leite é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) e especialista em Direito Público também na UFC. Foi juiz federal da Seção Judiciária do Acre, de janeiro a setembro de 2005, e desde outubro de 2005 é juiz federal da Seção Judiciária da Bahia (SJBA). O magistrado é titular da 24ª Vara (Execução Fiscal) da Justiça Federal na Bahia.
BR-324, a principal rodovia federal do nosso estado da Bahia, em situação precária. Rota de segurança nacional com insegurança total. Lamentável.
Pistas de rolamento degradadas e com crateras, falta de sinalização coerente e fiscalização insuficiente. Custo Brasil maximizado e com alto risco de vida para os usuários. Tensão a todo instante. Perigo constante. Jornada preocupante.
Onde estão os nossos parlamentares, excelentíssimos representantes? Em tempo de eleição, deveriam ir além da simples locução e mostrar forte atitude e decisiva ação. Nada mais do que dever e obrigação.
A omissão é o catalizador da destruição. Esquecer a distribuição dos cargos e lembrar da execução dos encargos.
Vamos acordar, brava gente para o progresso inteligente. Urgem a gestão eficaz e eficiente junto com a engenharia capacitada e competente.
Paulo Cesar Bastos é engenheiro civil, produtor rural e colaborador do Blog Demais
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Compilação das peças do processo que resultou no fechamento da emissora. É resultado de pesquisa feita a partir de material disponível e de domínio público no Arquivo Nacional