terça-feira, 6 de outubro de 2026
Salvador Bahia Airport lança programa de acessibilidade e inaugura sala multissensorial
O Salvador Bahia Airport, membro da Vinci Airports, anuncia a inauguração da primeira sala multissensorial do terminal. Na ocasião, haverá o lançamento do programa Lumi, que reúne iniciativas voltadas ao acolhimento e à acessibilidade de passageiros com diferentes necessidades, incluindo pessoas do espectro autista, com TDAH, entre outras condições.
No evento, estarão presentes Julio Ribas, CEO da Vinci Airports no Brasil; Tomé Barros Monteiro da Franca, ministro de Portos e Aeroportos do Brasil; representantes da Prefeitura de Salvador e do Governo da Bahia, além de membros de associações e entidades que atuam na área da diversidade e inclusão.
Data: quinta-feira, 8 de outubro
Horário: 9 às 11 horas
Local: Auditório do Aeroporto Internacional de Salvador Luís Eduardo Magalhães, 2° piso.
Programação:
9 horas: Receptivo
9h30: Falas institucionais - autoridades, lideranças e parceiros
10 horas: Visita à sala multissensorial
11 horas: Fim do evento
Enviado por ComunicAtiva Associados
Pesquisas eleitorais voltam a errar feio, e sempre à esquerda

As mais badaladas pesquisas eleitorais erraram feio de novo.
E, de novo, inflaram candidaturas de esquerda.
Encerrada a totalização, Flávio Bolsonaro criticou os institutos enquanto parlamentares já falam em CPI das pesquisas.
Com exceção dos institutos Gerp, Veritá, Futura, Vox Populi e Palver, que tiveram seus resultados divulgados de forma discreta pela chamada grande mídia, todos os demais davam vitória para Lula no primeiro turno, ainda que a margem de erro pudesse inverter a previsão em algumas pesquisas.
Foi o caso das últimas pesquisas de Datafolha, Quaest, AtlasIntel, CNT/MDA, Nexus/BTG e Real Time Big Data, que registravam vantagem numérica para o candidato do PT, mas Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos.
No Distrito Federal, levantamentos que apontavam vitória de Celina Leão no primeiro turno, com percentuais entre 52% e 55% em algumas pesquisas, não anteciparam que ela ficaria com 49,9% e disputaria o segundo turno contra Leandro Grass, que obteve 34,4%.
No Rio de Janeiro, o erro foi mais expressivo: pesquisas de véspera davam a Eduardo Paes vantagem de oito a 11 pontos sobre Douglas Ruas, mas as urnas inverteram a liderança, com Ruas em 49,27% e Paes em 42,76%; a definição do resultado ainda depende da decisão do TSE sobre os votos de Anthony Garotinho.
No Paraná, as pesquisas acertaram Sérgio Moro como favorito, mas subestimaram sua votação: os levantamentos indicavam percentuais de votos de 40% a 44,7%, enquanto ele venceu no primeiro turno com 50,11%, evitando uma segunda rodada antes considerada provável.
Na eleição para o Senado, os desvios mais relevantes ocorreram no Rio de Janeiro, onde Benedita da Silva, do PT, aparecia em algumas pesquisas na liderança ou em condições de conquistar uma das duas vagas, mas Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, foram eleitos com 26% e 24%, respectivamente.
Em São Paulo, as pesquisas apontavam empate técnico entre Guilherme Derrite, André do Prado, Simone Tebet e Marina Silva, mas a apuração mostrou vantagem mais ampla dos dois eleitos, com Derrite em 30,59% e André do Prado em 29,28%, contra 19,23% de Tebet e 18,12% de Marina.
As divergências repetem um padrão observado em 2022, quando as pesquisas de véspera projetavam vantagem de 11 a 14 pontos de Lula sobre Jair Bolsonaro no primeiro turno, mas a diferença final foi de 5,2 pontos; no Rio, também subestimaram a vitória de Cláudio Castro sobre Marcelo Freixo, cuja margem nas urnas chegou a 31,3 pontos, acima dos 9 a 19 pontos indicados pelos levantamentos.
Fonte: https://vespeiro.com/
A força do nome Bolsonaro
Além da esposa Michelle Bolsonaro e do filho Carlos Bolsonaro, que conquistaram vagas no Senado, pelo Distrito Federal e por Santa Catarina; do irmão Renato Bolsonaro, que foi eleito deputado federal por São Paulo; e do filho Jair Renan Bolsonaro, que conseguiu uma cadeira na Câmara por Santa Catarina, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda deve eleger o filho Fábio Bolsonaro como presidente do Brasil, em 26 de outubro.
A ex-mulher de Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro (PL) não se elegeu para a Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, ficando como suplente. O mesmo ocorreu com o primo Marcelo Bolsonaro (PL) e a prima Valéria Bolsonaro (PL), ambos por São Paulo. Ainda tem o caso de um dos irmãos de Michelle Bolsonaro, o cunhado Eduardo Torres (PL), que concorreu a uma vaga de deputado distrital e não se elegeu.
Mas ainda tem os casos dos que usaram o nome de Bolsonaro nas eleições, como Bruno Bolsonaro Scheid (PL), que se elegeu senador por Rondônia, mais os eleitos deputados estaduais: Capitão Mosart Bolsonaro (PL), Fabiana Bolsonaro (PL), por São Paulo; Fão de Bolsonaro (PL), pelo Paraná; e Joel Bolsonaro (PP), pelo Rio Grande do Sul.
Enéas Bolsonaro, Jean Bolsonaro e Negona de Bolsonaro, todos do PL, não se elegeram deputados federais. Clodoaldo Bolsonaro e Samanta Bolsonaro, também do PL, não se elegeram deputados estaduais.
O bolsonarismo está cada vez mais vivo com a força do nome Bolsonaro.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Revisão de "Latigo, o Pistoleiro"
Revisão do western cômico "Latigo, o Pistoleiro" (Support Your Local Gunfighter), de Burt Kennedy, 1971. "Apoie Seu Pistoleiro Local" é a tradução do título original. Foi lançado depois de "Uma Cidade Contra o Xerife" (Support Your Local Xeriff!), 1969, do mesmo diretor e elenco quase igual. Foi visto no Vine Timbira, em meados de 1974.
O vigarista, jogador e mulherengo Latigo Smith (James Garner) chega a uma cidade de mineração, Purgatório, escapando de um casamento com Goldie (Marie Windsor). A cidade é controlada por dois empresários rivais. Tanto Taylor Barton (Harry Morgan) quanto Coronel Ames (John Dehner) acreditam que ele é um pistoleiro famoso, Swift Morgan (Chuck Connors), e tentam contratá-lo para eliminar a concorrência. Latigo tem um problema embaraçoso que exige um médico, Doc Schultz (Dub Taylor), mas que não é divulgado imediatamente. Também estão na trama a filha explosiva de Barton, Patience (Suzanne Pleshette), que se torna interesse romântico de Latigo; Jug May (Jack Elam), que se torna ajudante dele; a cafetina Jenny (Joan Blondell), que é enganada por Latigo; a irmã do coronel, Abigail (Ellen Corby), que namora Barton; a dona do hotel, Mrs. Perkins (Kathleen Freeman); o jovem pistoleiro Colorado (Ben Cooper); o barbeiro Ortiz (Pedro Gonzalez-Gonzalez), entre outros.
No final, o personagem de Jack Elam diz: "Vou tentar ser astro de faoeste italiano", uma brincadeira com a concorrência. Em 1968, ele atuou em dois "espaguetes": "Sartana Não Perdoa" e o clássico de Segio Leone "Era Uma Vez no Oeste".
domingo, 4 de outubro de 2026
Família Bolsonaro tem quatro candidatos eleitos ao Congresso Nacional
Esposa, irmão e filhos de Jair Bolsonaro passam a ocupar cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado a partir de 2027.
Michelle, Renato, Jair e Carlos Bolsonaro estarão no Congresso Nacional na próxima legislatura (Reprodução | Arte Congresso em Foco)
A família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) elegeu quatro de seus integrantes para o Congresso Nacional neste domingo, 4 de outubro. Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro conquistaram vagas no Senado, pelo Distrito Federal e por Santa Catarina; Renato Bolsonaro foi eleito deputado federal por São Paulo, e Jair Renan Bolsonaro conseguiu uma cadeira na Câmara por Santa Catarina.
Com trajetórias distintas, os quatro estarão no Congresso a partir de 2027. Carlos passou 25 anos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro; Renato tentou chegar ao Legislativo federal em diferentes eleições desde a década de 1990; Jair Renan iniciou a carreira eleitoral em 2024; e Michelle disputou neste ano sua primeira eleição.
Michelle estreia em cargo eletivo
A eleição para o Senado marca o primeiro mandato coinquistado por Michelle Bolsonaro. Natural de Brasília, ela ganhou projeção nacional durante o governo do marido, quando foi primeira-dama entre 2019 e 2022. Antes disso, trabalhou como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados e como produtora de eventos.
No Palácio do Planalto, Michelle presidiu o conselho do programa Pátria Voluntária e concentrou sua atuação em iniciativas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência e à comunidade surda. Após o fim do governo Bolsonaro, assumiu o comando nacional do PL Mulher e passou a percorrer o país em atividades partidárias.
Michelle disputou uma das duas vagas abertas pelo Distrito Federal e foi eleita ao lado de Bia Kicis (PL). A partir de 2027, as duas dividirão a bancada do DF com Damares Alves (Republicanos), formando uma representação inteiramente feminina do Distrito Federal no Senado.
Carlos deixa o Rio após 25 anos
Carlos Bolsonaro construiu a carreira política no Legislativo municipal antes de disputar o Senado. Segundo filho de Jair Bolsonaro, ele foi eleito vereador do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2000, aos 17 anos, e tomou posse no ano seguinte.
Ele permaneceu na Câmara Municipal por sete mandatos consecutivos, de 2001 a 2025. No último ano, deixou o Rio de Janeiro e transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde lançou a candidatura ao Senado ao lado da deputada Caroline de Toni.
A entrada de Carlos na disputa alterou a composição política que vinha sendo construída no Estado. Sua migração rompeu a aliança entre PL e PP para a eleição ao Senado, passando a concorrer contra Esperidião Amin (PP), até então segundo nome da chapa do governador Jorginho Mello.
Jair Renan sobe da Câmara Municipal ao Congresso
Jair Renan Bolsonaro, o mais novo entre os quatro filhos homens do ex-presidente, chegou à Câmara dos Deputados apenas dois anos depois de disputar sua primeira Sua entrada formal na política catarinense começou antes das urnas. Em 2023, assumiu cargo de assessor no gabinete do senador Jorge Seif (PL) e deixou a função no ano seguinte para concorrer a vereador de Balneário Camboriú.
Na eleição de 2024, Jair Renan adotou "Jair Bolsonaro" como nome de urna e recebeu 3.033 votos, tornando-se o vereador mais votado do município. Foi a primeira vitória eleitoral de sua carreira.
No primeiro mandato, teve dois projetos aprovados pela Câmara Municipal até meados deste ano. Um criou programa de apoio psicológico para estudantes da rede pública, e o outro instituiu iniciativa voltada à formação cidadã de jovens. Em julho, anunciou que disputaria uma vaga de deputado federal.
Neste domingo, voltou a utilizar "Jair Bolsonaro" como nome de urna e conquistou o primeiro mandato no Congresso.
Renato chega à Câmara após três décadas de tentativas
A trajetória eleitoral de Renato Bolsonaro é a mais antiga entre os quatro integrantes da família eleitos neste domingo. Irmão mais novo do ex-presidente, ele é capitão reformado do Exército e começou a disputar eleições há mais de três décadas.
Em 1994, concorreu a deputado federal por São Paulo, mas não conseguiu uma cadeira. Sua primeira vitória ocorreu dois anos depois, quando recebeu 834 votos e foi eleito vereador de Praia Grande, no litoral paulista.
O mandato, exercido entre 1997 e 2000, permaneceu como sua única experiência em cargo eletivo nas décadas seguintes. Renato voltou às urnas em diferentes disputas municipais e também tentou novamente chegar à Câmara dos Deputados.
Em 2024, concorreu à Prefeitura de Registro-SP pelo PL e terminou em segundo lugar, com 9.708 votos, equivalentes a 29,82% dos votos válidos. Dois anos depois, recebeu mais de 360 mil votos para deputado federal e terminou como o segundo candidato mais votado do PL para a bancada paulista na Câmara.
Fonte: https://www.congressoemfoco.com.br/
Visão de "O Buraco da Agulha"
Visão do drama "O Buraco da Agulha" (Eye of the Needle), de Richard Marquand, 1981. Baseado no romance homônimo de Ken Follett, best-seller com mais de três milhões de cópias vendidas antes da produção do filme, que o próprio Follett roteirizou.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1944, o espião alemão Heinrich Faber (Donald Sutherland), que carrega informações vitais sobre o Dia D, se envolve com a jovem e bela esposa, Lucy (Kate Nellighan), de um homem paraplégico, Dave (Christopher Cazenove), em uma ilha isolada na costa escocesa enquanto ele espera ser pego por um submarino alemão, para sair da Grã-Bretanha. A infidelidade ocorre.
Ainda no elenco: Faith Brook, Ian Bannen, Alex McCrindle, Barbara Ewing, Stephen MacKenna e Philip Martin Brown.
Flávio Bolsonaro na frente no exterior
Os boletins de urna levantados pelo G1 em várias partes do mundo até agora mostram Flávio Bolsonaro (PL) à frente na soma dos votos.
No Japão, Flávio Bolsonaro venceu em todas as seções e abriu a maior vantagem registrada até aqui. Após o fechamento das urnas, ele somou 25.109 votos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flavio Bolsonaro ganhou a maioria dos votos em Israel. Em todas as seções somadas, o candidato do PL teve 523 votos. Na Grécia, 230 votos para Flávio.
Da mesma forma, Flávio ganhou no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos. Nas seções do Qatar, ele teve 173 votos. Já nos Emirados Arabes, Flávio ganhou com 659.
Flávio Bolsonaro em Hong Kong teve 105 votos; em Taiwan, foram 107 para Flávio.
Flávio também liderou nas Filipinas, na Tailândia e na Índia. Em Manila, foram 33 votos para Flávio; em Bangkok, 51; em Nova Dheli, o candidato do PL teve 26 votos.
Visão de "A Cruz de Ferro"
Visão do filme de guerra "A Cruz de Ferro" (Cross of Iron), de Sam Peckimpah, 1977. O título remete a uma condecoração militar alemã. Baseado no livro "The Willing Flesh", de Willi Heinrich, 1955. Como os filmes do diretor, muita violência, com atrocidades e crimes de guerra.
Orson Welles disse que este foi o melhor filme de guerra que ele viu desde "Sem Novidade no Front" (1930). Ele gostou de como a história foi contada, do ponto de vista de um soldado comum.
Destaque para a participação da atriz austríaca Senta Berger, como a enfermeira Eva, uma mulher tentando fazer o homem que ela ama, o cabo Rolf Steiner), entenda que a guerra é inútil. O pedido dela foi inútil. Outras participações femininas: Véronique Vendell, Katherine Haber, Iviva Pajer, Sonja Jeanine e Hermina Pipinic.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, no front russo, o cabo alemão Rolf Steiner (James Coburn) é promovido a sargento após outra missão bem-sucedida. Enquanto isso, o arrogante capitão Hauptmann Stransky (Maximilian Schell) é designado como o novo comandante de seu esquadrão. Depois de uma batalha do esquadrão de Steiner contra as tropas russas lideradas pelo tenente Meyer (Igor Galo), que morre em combate, o ambicioso Stransky assume o crédito pelos atos heróicos de um homem morto, afirmando que liderou seu esquadrão contra os russos e pede a Cruz de Ferro para satisfazer sua ambição pessoal junto com a de sua família aristocrática. Ele dá os nomes de Steiner e do tenente Triebig (Roger Fritz) como testemunhas de sua conquista, mas Steiner, que tem problemas com a arrogância de Stransky, se recusa a participar da fraude. Quando o coronel Brandt (James Mason) dá o comando de deixar a posição na frente, Stransky não retransmite a ordem ao esquadrão de Steiner, e eles ficam sozinhos, cercados pelo inimigo e precisam lutar para sobreviver.
Lula e Flavio são coadjuvantes na campanha do STF, que roubou a cena política
Os eleitores chegam às urnas, neste domingo (4), com Lula (PT) e Flávio (PL) tecnicamente empatados, mas todos perplexos com o protagonismo de ministros do STF, que roubaram a cena, criando um "TSE paralelo" e ofuscando candidatos em benefício de um deles. A disputa entre projetos de governo virou sequência de decisões monocráticas, ataques, decano reclamando de "ética de máfia" para acudir colegas enrolados. Ao final, a lisura do pleito fica sob suspeita não por fraude nas urnas, mas pela percepção, até dos jornais tradicionais, de que o STF escolheu lado.
sábado, 3 de outubro de 2026
Franklin Maxado concorre a cadeira na Academia Brasileira de Letras
Professor aposentado da Uefs e referência na literatura de cordel, ex-presidente da AFL recebe apoio de entidades culturais de Feira de Santana
O escritor e cordelista feirense Franklin Maxado formalizou candidatura à cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), anteriormente ocupada pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura. A informação foi comunicada pelo presidente da Academia Feirense de Letras (AFL), João Batista de Cerqueira, que anunciou o apoio da instituição à candidatura.
Nascido em Feira de Santana em 15 de março de 1943, Maxado tem 83 anos e trajetória como advogado, jornalista, poeta e xilógrafo. Professor aposentado da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), é um dos idealizadores do Museu Casa do Sertão. Ex-presidente da AFL, ocupa a cadeira 27, que tem como patrono o jurista e escritor Fernando Alves Dias. Também integra o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana, onde exerce a função de orador oficial.
Referência na literatura de cordel
Autor de centenas de cordéis, Franklin Maxado reúne uma produção que aborda política, acontecimentos cotidianos, personagens históricos, futebol e narrativas fantásticas. A atuação em feiras, espaços culturais e universidades contribuiu para ampliar a circulação da poesia popular nordestina e aproximá-la de públicos de diferentes regiões do país.
Além da criação literária e da xilogravura, Maxado se dedica ao estudo e à divulgação do cordel. Entre os livros publicados estão "O que é literatura de cordel" (1980), "Cordel, xilogravura e ilustrações" (1982) e "O cordel televivo" (1984), obras reconhecidas como referências para o conhecimento dessa expressão cultural.
Mobilização de entidades feirenses
Ao anunciar apoio à candidatura, João Batista destacou a atuação independente de Maxado em defesa das letras e da cultura nordestina, apresentando-o como Embaixador Feirense da Literatura de Cordel. Segundo o presidente da AFL, com o aval das respectivas presidências, será elaborado um manifesto em nome de quatro entidades. São elas, a Academia Feirense de Letras, a Academia de Educação, a Academia de Letras e Artes e o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana.
A cadeira 32 da ABL foi declarada vaga após a Sessão da Saudade em homenagem a Zuenir Ventura, realizada em 24 de setembro. O período de inscrições termina em 8 de outubro, e a eleição está marcada para 12 de novembro.
Fonte: Academia Feirense de Letras
Glauber Rocha filmou seqüência de "Deus e o Diabo na Terra do Sol" em Feira de Santana
Jorge Amado morou duas vezes na Estância-SE
Assim era Jorge Amado quando morou em Estância
Por Carlos Modesto
Por haver escrito livros mostrando a maneira cruel como os coronéis do cacau enriqueceram em Ilhéus e Itabuna, no Sul da Bahia, protegidos pelas espingardas e pistolas dos seus capangas para conquistarem as terras férteis para o plantio do cacaueiro; por defender os trabalhadores rurais, vítimas da ferocidade dos donos da terra, e por ser simpatizante da ideologia da Aliança Nacional Libertadora (ANL), o escritor baiano Jorge Amado tornou-se vigiado pela polícia. Assim, seus amigos os aconselharam a afastar-se do Rio de Janeiro para ficar a salvo da arbitrariedade do governo Vargas. O escritor logo pensou em ir para a região Sul, no entanto, seu pai João Amado, filho da Estância-SE., dissuadiu-o de tal pensamento e o convenceu a abrigar-se no calor da terra dos seus ancestrais, chegando na Estância no ano de 1936.
Nesta cidade, passou quase um ano morando no Vitória Hotel, de Juca Nunes, jogando pôquer por noites inteiras com os amigos Tota, João Lima da Silveira (Capitão ou Kpitão, como assinava) e Osmar o criador do "Jornal Falado", impresso na extinta Casa Inglesa, brilhante empreendimento literário cujas crônicas notáveis eram censuradas por alguns e fartamente elogiadas pela maioria.
Colaborou com esse jornal a nata intelectual da Estância: João Nascimento Filho, Manoel Rodrigues do Nascimento (Nhô Galo), Ribeiro de Mesquita, João Lima da Silveira, Ernâni Prata e Armando Pacífico Guerra, todos eles estudados por Jorge Amado e transportados para os seus livros com fidelidade surpreendente. Os dois primeiros da lista acima são "João Fulgêncio" e o "Nhô Galo" do romance "Gabriela". Os demais figuram em "Terra Sem Fim", como também outros estancianos dos quais seus romances estão cheios - Dr. Jessé Fontes, Tota, Zéca Tripa e até Zinho, o trampolineiro.
Em março de 1937, Jorge Amado despede-se da Estância através de uma nota publicada no semanário "A Razão" e parte com destino a Salvador, Rio de Janeiro, e depois passa a excursionar pelo nosso continente, onde dessa viagem, nos fala na série de artigos "Rondas das Américas".
Segunda visita de Jorge Amado a Estância
Na data de 23 de junho de 1938, tornou a voltar ao nosso convívio, exatamente na véspera das festividades de São João, ficando deslumbrado com as fogueiras acesas no meio das ruas, de tal modo que, no ano seguinte, encantou os estancianos com uma sensacional Corrida da Fogueira. Logo que chegou, pretendia ficar por mais tempo que a vez anterior, então alugou uma casa na Rua Jackson de Figueiredo e ali escreveu "Capitães de Areia". Nessa casa, considerada mal assombrada por muitos, só tinha de sobrenatural a fama que o romancista lhe dera.
Maior e mais intensiva do que a primeira estadia, a situação sócio intelectual de Jorge Amado. Nesta segunda permanência na Estância, fê-lo credor do afeto e admiração de seu povo. Continuou colaborando com o "Jornal Falado", fez a Festa do Livro em benefício da Biblioteca Monsenhor Silveira, que funcionava na Casa Inglesa (minha mãe Helena contava sempre, que foi muitas vezes ali pedir livros emprestados), realizou concursos de beleza e o inesquecível réveillon no Grupo Escolar Gumercindo Bessa, acompanhado de uma encenação da peça "Sonho de uma noite de verão". A escola foi transformada, internamente, no cenário de uma das ruas de Salvador. Nas extremidades, as orquestras da União Têxtil, pertencente a Fábrica Senhor do Bonfim, e a de Nonô da Lira embalavam a representação. A exibição cênica foi um fracasso financeiro. A renda não cobriu as despesas, e os promotores tiveram prejuízo. Para cobrir o déficit, a solução encontrada foi montar pela primeira vez na Estância, no Cineteatro São João, uma magnífica revista musical de tema local, intitulada "A célebre Papelaria Modelo", texto escrito por Jorge Amado, com um resultado financeiro pífio, revelando outra vez, que o escritor na época, não era tão bom em empreendimentos financeiros.
Mas Jorge Amado não se deu por vencido e insistiu, mais uma vez, no palco do mesmo cinema, pertencente ao seu amigo Diógenes Freire Costa, em por em cena "Alô, Alô Estância", peça muito mais simples e despretensiosa, utilizando quase integralmente o mesmo elenco anterior foi um verdadeiro sucesso. Com o dinheiro apurado nesta última representação, foram saldadas as dívidas existentes.
O romancista declarou seu amor por Estância, escrevendo para a revista "Carioca", edição de 1938 na coluna "Coisas e aspectos do Brasil", a matéria "Estância, cidade de paz e alegria", contando de uma maneira leve e romântica coisas da nossa cidade.
Nessa mesma época, ele também escrevia para o jornal "A Razão" e uma de suas matérias, publicada nesse hebdomadário sob o título "As crianças estão morrendo", foi um grito de alerta que promoveu o movimento oficial para a construção da Casa da Criança, o primeiro lactário do Brasil, sob a orientação do Departamento Nacional da Criança.
A Casa da Criança foi construída na gestão do então intendente Leopoldo de Araújo Souza, em 1939, com a finalidade específica de distribuir leite pasteurizado de primeira qualidade às crianças. A casa mantinha uma nutricionista para promoção de palestras e cursos de puericultura, resultando daí a redução da mortalidade infantil. Como complemento dessa instituição láctica, foi instalado, nos fundos, um parque infantil, com escorrego, gangorras, argolas, trapézio e outras coisas. Ali, por morar na frente desse paraíso de entretenimento, quando era criança, deliciei-me, brincando e fazendo muitas travessuras, recordando-me dele com bastantes saudades e carinho.
Jorge Amado nunca esqueceu Estância, Algumas vezes a visitava para rever os amigos que aqui deixara, entre estes, o criador da Papelaria Modelo, João Nascimento Filho. Na verdade, para o romancista baiano, esta cidade representou para ele momentos apaziguantes, que o fizera esquecer das angustiantes dúvidas do que seria o seu futuro ante a ditadura Vargas.
Para quem não sabe, fica agora sabendo, que o famoso escritor morou duas vezes na nossa cidade, deixando entre nós lembranças maravilhosas. Cujas palavras marcantes escritas induziram a criação da Casa da Criança, uma instituição láctea, promoveu a Festa do Livro, transformou amigos em personagens dos seus livros, levando para longe o reconhecimento do nome da Estância.
Carlos Modesto é cinéfilo e membro da Academia de Letras e Artes de Salvador
O Ocidente que resistiu a bordo de um Boeing
Os israelitas a bordo, com a indispensável ajuda do comandante, perceberam que ou tratavam do assunto ou o assunto trataria deles. Já haverá "ativistas" a exigir a sua punição.
Por Alberto Gonçalves para o Observador:
O Ministério da Saúde de Gaza (abro um avantajado parêntesis para notar que, a julgar pelas notícias que nos chegam, o governo de Gaza parece ter um único ministério, o da Saúde. Raramente se ouve alusões ao Ministério do Interior, que existe, nunca se ouve alusões ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que parece que está na Cisjordânia, e não há vestígios de um Ministério do Ambiente ou da Agricultura & Pescas. A preponderância da “pasta” da Saúde não admira, dada a desmesurada quantidade de hospitais, clínicas e estabelecimentos similares disseminados pelo território: sempre que Israel atinge um alvo ali, quase invariavelmente calha de ser um hospital. Às vezes, também acontece Israel atingir uma escola, embora não haja alusões nos “media” ao Ministério da Educação de Gaza. De qualquer modo, se descontarmos os escudos humanos, os massacres regulares de dissidentes, as penas brutais para homossexuais e adúlteras, a endoutrinação de criancinhas no ódio aos vizinhos e o pormenor de a generalidade dos “hospitais” e das “escolas” esconderem túneis e armazéns com propósitos bélicos, não há dúvida de que o Hamas valoriza imenso os cuidados médicos e a instrução) apresentou há dias um relatório com dados da natalidade e da mortalidade locais, identificando mortes por causas naturais e violentas.
Empresa fantasma que trabalhou para Maduro gastou até R$ 2 milhões em anúncios contra Flávio
PT usou o aso para denunciar "138 anúncios negativos" contra Lula, mas Flávio foi alvo de mais de 600
Uma rede de sites fabricados em série e páginas patrocinadas concentrou ataques a Flávio Bolsonaro (PL) em anúncios pagos, segundo apuração da plataforma A Investigação. A empresa que figura como pagadora de parte das peças, a Corporativo Lam, LLC, já havia usado a mesma conta verificada no Google para divulgar campanhas de órgãos do governo de Nicolás Maduro na Venezuela.
O PT levou a operação ao gabinete do ministro Flávio Dino, no STF, como possível caso de "interferência estrangeira" nas eleições. A petição citou 138 anúncios negativos a Lula, número tirado de levantamento da Agência Lupa. O mesmo material, porém, já apontava cerca de 600 peças contra Flávio. Na amostra examinada pela reportagem - 1.428 anúncios de 70 páginas -, 514 foram classificados como ataques diretos ao senador e ele aparece como personagem central em 627.
A Corporativo Lam está registrada em Delaware, estado americano conhecido pelo anonimato dos proprietários. O cadastro indica a formação da empresa e o agente registrado, mas não identifica quem a controla nem quem a contratou para atuar no Brasil. Há indícios que apontam para a República Dominicana; o mandante e a origem do dinheiro seguem sem identificação.
A rede reuniu 76 páginas no Facebook e 40 endereços com aparência de portais brasileiros. Trinta e sete desses domínios foram registrados em 6 de setembro, em sequência de cerca de 50 minutos. Os sites compartilham token de verificação do Google e estrutura de navegação idêntica, embora exibam nomes, marcas e cidades diferentes. Até o fim de setembro acumulavam cerca de 130 mil artigos, muitos reescritos automaticamente a partir das mesmas pautas. Uma mesma matéria política chegou a aparecer em 20 portais no mesmo segundo.
Os anúncios começaram em julho, antes da maior parte dos sites existir. Naquela fase favoreciam Renan Santos (Missão) e atacavam Flávio; a partir de setembro passaram a impulsionar Augusto Cury (Avante), sem tirar o senador do centro dos ataques. Em 23 peças de 20 páginas, a operação reimpulsionou vídeos produzidos pela coligação Lula-Alckmin - com nome e CNPJ da campanha visíveis -, entre eles um que chama Flávio de "o pior dos Bolsonaros" e outros que o associam a Daniel Vorcaro e Rodrigo Bacellar sob a palavra "PRESO".
Nas faixas informadas pela Meta, o gasto desses 1.428 anúncios fica entre US$ 210 mil e menos de US$ 385 mil (cerca de R$ 1,1 milhão a R$ 2 milhões). O investimento no Google não entra nessa conta. A plataforma removeu parte das peças por descumprimento das regras de publicidade política, sem identificar o contratante.
O histórico venezuelano da Corporativo Lam - 37 anúncios entre abril e maio, inclusive de órgãos do governo Maduro - e o reimpulsionamento dos vídeos da coligação não comprovam que Maduro, Lula ou o PT tenham financiado a ofensiva. Os registros mostram Flávio como principal alvo da rede levada ao STF. Quem encomendou a campanha permanece desconhecido.
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Arquiteto feirense Hugo Ribeiro é destaque de 2026 pela revista 'Exame'
Único representante da Bahia na seleção, profissional celebrou o reconhecimento em encontro realizado em São Paulo
O arquiteto feirense Hugo Ribeiro (Fotos: Divulgação) foi selecionado entre os Arquitetos de Destaque de 2026 pela revista 'Exame'. Único representante da Bahia na lista, o profissional, que atua em Feira de Santana, Salvador e São Paulo, participou do coquetel de celebração no dia 28 de setembro, no Hotel Rosewood, na capital paulista.
O encontro reuniu os profissionais selecionados e contou com a presença de Amanda Ferber, responsável pela curadoria. Na ocasião, Hugo recebeu uma placa de reconhecimento por sua participação na seleção. "Uma honra fazer parte da seleção de 15 escritórios que estão trazendo novas ideias para a arquitetura brasileira. Estar nessa lista como o único arquiteto da Bahia tem um significado muito especial para mim. Nunca imaginei ser reconhecido dessa forma", ressaltou.
Nascido em Feira de Santana, Hugo tem mais de dez anos de experiência e atua em arquitetura de interiores, produção visual e design de mobiliário. Seu trabalho explora memória, cor e identidade brasileira. Essas referências estiveram presentes em sua cozinha e jantar na CasaCor Bahia 2026, um ambiente inspirado nas lembranças do interior e na estética dos anos 1970, com materiais naturais e peças autorais.
A seleção da 'Exame' soma-se a outros reconhecimentos recentes. Em fevereiro deste ano, o projeto Apartamento Saint Remy foi capa da 'Casa Vogue Brasil', após conquistar o primeiro lugar no concurso promovido pela revista em parceria com a Todeschini.
Além dos projetos de arquitetura e interiores, Hugo atua como produtor visual, designer de móveis e palestrante. Também compartilha sua experiência com arquitetos e designers por meio de cursos e encontros sobre criação, produção e participação em mostras.
Veja aqui edição completa da Exame, com os arquitetos selecionados.


















.jpeg)

