Opção de transferência bancária para a Pessoa Física: Dimas Boaventura de Oliveira, Banco do Brasil, agência 4622-1, conta corrente 50.848-9

Clique na imagem

*

*
Clique na logo para ouvir


Telefones: (71) 3634-6194/ 6197/ 6060 - (71) 99965-4537 * E-mails: cpl@construtorapereiralima.com.br - construtoraplima@terra.com.br * Site: https://construtorapereiralima.com.br/

Vem aí!

Vem aí!

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Biografia de Geraldo Leite tem lançamento no dia 29 de julho


A biografia "Geraldo Leite: Cidadão do Mundo", autoria de Lelia Vitor Fernandes de Oliveira, será lançada no dia 29 de julho, às 15h30, no Hall da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). 

Segundo a autora, sua quadragésima primeira obra é "uma biografia solo de Dr. Geraldo Leite, o primeiro reitor da Uefs, cidadão que tem uma vida dedicada à família, à Medicina, à Educação e ao seu clube de Rotary".

Diz mais que "ao completar 100 anos , no dia 23 de abril,  recebeu muitas homenagens justas e oportunas, visto aos grandes serviços prestados ao mundo, justificando o título do livro pela sua ampla atividade exercida".

Jornada do Aparelho Digestivo reúne especialistas para debater os avanços da gastroenterologia em Feira de Santana

Inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo Sympla. 




Muito além da digestão dos alimentos, o aparelho digestivo desempenha funções essenciais para o equilíbrio do organismo, influenciando desde a absorção de nutrientes até a imunidade e a qualidade de vida. Diante dos constantes avanços no diagnóstico e no tratamento das doenças gastrointestinais, a atualização científica torna-se indispensável para os profissionais da área.

É com esse propósito que Feira de Santana sediará, nos dias 14 e 15 de agosto, no Centro de Convenções, a XI Jornada do Aparelho Digestivo do Interior da Bahia (Jadib). Promovido pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva - Regional Bahia (Sobed Bahia), o evento é realizado a cada dois anos e chega à sua 11ª edição consolidado como um dos principais encontros científicos da especialidade no estado. 

Voltada para médicos especialistas, profissionais da saúde, pesquisadores, docentes e estudantes, a jornada tem como missão descentralizar o acesso ao conhecimento, promovendo atualização médica de qualidade no interior do estado. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla. 

A programação reúne palestrantes de referência nacional e regional, entre eles especialistas como Luiz Almeida, Victor Rossi, Fernanda Sales, Victor Galvão, Eric Marins, Gerson Brasil e Samara Martins. Ao longo dos dois dias, serão discutidos casos clínicos, avanços científicos e abordagens multidisciplinares relacionados às doenças do aparelho digestivo. 

Entre os temas em destaque estão esofagite eosinofílica, esôfago de Barrett, adenocarcinoma de esôfago, infecção por Helicobacter pylori, lesões gástricas precoces, síndrome do intestino irritável, doenças inflamatórias intestinais, rastreamento do câncer colorretal, doenças hepáticas, câncer de pâncreas, microbiota intestinal, cirurgia bariátrica, sangramento digestivo e técnicas avançadas em endoscopia, além de sessões interativas com discussão de vídeos e casos clínicos. 

De acordo com o gastroenterologista e endoscopista Luiz Almeida, membro da comissão organizadora da jornada e um dos palestrantes do evento, a proposta é promover uma programação prática e baseada nas evidências científicas mais recentes. "A Jadib foi criada para aproximar o conhecimento dos profissionais que atuam no interior da Bahia, fortalecendo a educação médica continuada e proporcionando discussões que possam ser aplicadas diretamente na prática clínica. Nesta edição, reunimos especialistas de diferentes áreas para oferecer uma atualização completa sobre os principais desafios da gastroenterologia e da endoscopia digestiva", destaca. 

A expectativa da organização é reunir profissionais de diversas regiões da Bahia em dois dias de intenso intercâmbio científico, fortalecendo a integração entre especialistas e contribuindo para a melhoria da assistência aos pacientes com doenças do aparelho digestivo.

Enviado por Orisa Gomes - Jornalismo Notre Comunicação

Jornalista lança chamada para divulgação gratuita de artistas independentes e projetos sociais de toda a Bahia

Natural de Feira de Santana, jornalista e assessora de imprensa Gi Santana busca fortalecer projetos culturais e de impacto social através de estratégia de comunicação


A jornalista baiana Gi Santana (@gisantana.assessoria), que atua há 15 anos com assessoria de imprensa voltada para projetos de cultura, educação e impacto social, está com uma chamada aberta para selecionar artistas independentes e projetos sociais para receberem, gratuitamente, uma ação de divulgação através da assessoria de imprensa. As inscrições para a chamada “Minha História merece ser Irradiada” estão abertas até o dia 20 de julho no link: https://forms.gle/oWZmfbfF4oiWhPHC8

Natural de Feira de Santana, a jornalista teve a ideia a partir de seu desejo em contribuir na visibilidade de artistas e iniciativas que promovem transformações sociais e impacto positivo, mas ainda não tem condições de investir nessa estratégia de comunicação. A proposta é abrir caminhos para que talentos e iniciativas que já fazem a diferença em suas comunidades possam ganhar visibilidade, fortalecer suas trajetórias e alcançar novos espaços de reconhecimento através da mídia. 

Autointitulada como “Irradiadora de Histórias”, a jornalista e assessora explica que sempre refletiu sobre o seu papel social com a comunicação na construção de uma sociedade mais inclusiva, solidária, empática, diversa e sustentável.

“Eu acredito que compartilhar boas histórias gera um ciclo de reconhecimento, autoestima e inspiração que ajuda a transformar o mundo. Ao longo da minha trajetória, conheci muitas histórias incríveis de artistas talentosos e iniciativas que transformam vidas diariamente, mas que lutam para manter seus projetos ativos, sem financiamento. Essa foi a forma que encontrei de fortalecer esses projetos”, afirma Gi Santana.

Quem pode participar

A chamada é destinada a artistas independentes, coletivos e projetos sociais sem fins lucrativos que nunca tenham contratado assessoria de imprensa, não contem com apoio financeiro de editais ou patrocínios e sejam naturais ou residentes na Bahia. 

Será selecionado um projeto ou artista por mês para um trabalho estratégico que inclui elaboração de release e a busca por oportunidades de entrevistas, reportagens e inserções na mídia. A proposta é contribuir para que histórias relevantes alcancem novos públicos e ampliem seu potencial de impacto. 

"Quero mostrar que mesmo diante das crises e problemas sociais tem muita histórias boa que merece ser compartilhada", conclui Gi Santana

Com mais de uma década de atuação na assessoria de imprensa, Gi Santana já trabalhou em projetos de artistas consagrados e de renome nacional, como Jorge Vercillo, Tiê, Melly, Ana Carolina, Djavan, entre outros dos mais diversos segmentos da cultura: teatro, literatura, cinema e música. 

Atuou como coordenadora de Comunicação da Mostra de Cinemas Africanos por cinco anos, foi assessora de Imprensa do Festival Internacional VIVADANÇA (2021) e assessora de Comunicação de eventos da Embaixada de Gana no Brasil. Foi produtora e repórter na TV UFBA e coordenadora de Marketing da Associação de Jovens Empreendedores da Bahia (2019-2020). É facilitadora em workshops de comunicação estratégica para empreendedores e artistas. 

Informações e inscrições: no perfil @gisantana.assessoria

Parque temático do Sonic chega ao Boulevard Shopping

Personagem comemora 35 anos e é a nova atração reunindo aventura e games para crianças de até 12 anos



O Boulevard Shopping Feira de Santana recebe, até o dia 30 de agosto, o Sonic Mountain Park, parque temático inspirado no ouriço azul mais famoso dos videogames. O espaço reúne boia cross, parede de escalada, escorrega, piscina de bolinhas e área de games em uma programação voltada para as crianças.

A temporada no shopping coincide com a celebração dos 35 anos do Sonic. Criado pela SEGA, o personagem conquistou os fãs e se tornou um fenômeno da cultura pop, com presença em jogos, séries, filmes e uma ampla linha de produtos licenciados.

Instalado na Praça de Eventos, o parque funcionará de acordo com o funcionamento do shopping. A atração é indicada para crianças de quatro a 12 anos. Os menores de quatro anos também podem participar, desde que acompanhados por um responsável. Um dos diferenciais do espaço é o circuito de boia cross, que pode ser compartilhado por pais e filhos.

O ingresso custa R$ 50,00 para 30 minutos de permanência, com cobrança de R$ 1,00 por minuto adicional. Crianças com deficiência (PCD) têm direito a 50% de desconto.

Para Fernanda Studart, gerente de marketing do Boulevard Shopping, a atração visa proporcionar momentos de lazer e convivência para toda a família. "É uma oportunidade de aproximar diferentes gerações por meio de um personagem que faz parte da memória afetiva de muitas pessoas e continua conquistando novos fãs", destaca.

O Sonic Mountain Park é um projeto da DW4 Cenografia, empresa licenciada para realizar eventos oficiais do personagem no Brasil. Com sede no Rio de Janeiro e atuação nacional, a empresa também desenvolve projetos cenográficos para televisão e outros centros de entretenimento.

Serviço

Evento: Sonic Mountain Park

Local: Praça de Eventos 

Data: até 30/08

Valor: R$ 50,00 (30 minutos) / Minuto extra: R$ 1,00 a cada 1 minuto


Enviado pela ComunicAtiva Associados

Visitação de "Entre Cores e Saudades" até 14 de agosto






Na noite de terça-feira, 14 de julho, ocorreu a abertura da exposição "Entre Cores e Saudades", na Galeria de Arte Carlo Barbosa, no Museu Regional de Arte, do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). 

A mostra celebra os 81 anos de vida e trajetória artística de Carlo Barbosa (1945-1988), reunindo obras que traduzem memória, sensibilidade e expressão, incluindo a icônica "O Flagelo de Lucas da Feira", acrílica sobre tela, 240 x 150cm, 1987, que se trata da maior obra - inclusive em tamanho - das artes plásticas feirenses.

A exposição foi idealizada pela Galeria de Arte Carlo Barbosa com apoio de Luciana Barbosa, sobrinha do artista, mais Ciro Barbosa e Jorge Barbosa, irmãos do artista.

A visitação, durante um mês, permanece até 14 de agosto.  Horários: de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 13 às 17 horas; sábados às 9 às 12 e das 14 horas às 17h30.

Morre atriz mexicana Elsa Aguirre



Faleceu nesta quarta-feira, 15 de julho, a atriz mexicana Elsa Aguirre, aos 95 anos. Ela foi um ícone e uma das grandes estrelas da época de ouro do cinema mexicano dos anos 40 a 60.
Filmografia: "A Mulher Que Eu Amei" e "Pernas Provocantes", em 1950, "Amar Foi Seu Pecado" e "A Estátua de Carne", em 1951, "Acapulco" e "Esposa Clandestina", em 1952, "A Donzela de Pedra", em 1956. Em Hollywood, apareceu em "Assim Caminha a Humanidade" (Giant), 1956, ao lado de Rock Hudson, Elizabeth Taylor e James Dean. Foram cerca de 40 filmes em sua carreira.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Forte presença de público











Significativa presença de público no Casarão Fróes da Motta marcou a solenidade de posse dos novos membros da Academia Feirense de Letras (AFL), na noite de sexta-feira,  10 de julho.

O empossamento integrou a programação comemorativa dos 50 anos da instituição, ratificando a importância da Academia na vida cultural de Feira de Santana.

Representantes de diversos segmentos da sociedade, entre escritores, professores, pesquisadores, artistas, jornalistas, gestores públicos, profissionais liberais, familiares dos empossados, convidados e membros da comunidade acadêmica e cultural marcaram presença.

Discurso de Humberto Oliveira aos novos membros da Academia Feirense de Letras

Discurso do Professor Doutor Humberto Luiz Lima de Oliveira, em 10 de julho de 2026. saudando os novos membros da Academia Feirense de Letras



Professor Doutor João Batista de Cerqueira, Presidente da Academia Feirense de Letras;
Professora Liacélia Pires Leal, Presidente do Instituto Geográfico e Histórico de Feira de Santana;
Dom Itamar Vian, arcebispo emérito de Feira de Santana;
Sr. Professor Doutor Carlos Brito, secretário municipal do Planejamento;
Sr. Professor Mestre Cristiano Lobo, secretário de Cultura de Feira de Santana;
Demais autoridades presentes ou representadas a quem estendo estes cumprimentos;
Caríssimos confrades;
Caríssimas confreiras;
Senhoras e senhores;
É inegável que estou orgulhoso de vivenciar este momento, mas permitam-me
esclarecer o que significa este sentimento, pois não pode ser confundido com a soberba.
O orgulho, para os africanos do Quênia com quem conviveu a escritora Karen Blixen é
"[…] o orgulho é a consciência que temos dos desígnios de Deus sobre nós, assim como a confiança que estes desígnios nos inspiram.
O orgulhoso (fier) tem o sentimento de que sua razão de ser é de realizá-los. Não
procura a felicidade ou o bem-estar, enquanto podem não coincidir com o conceito que Deus tem dele. Seu sucesso é o plano de Deus; ama sua sorte como os bons cidadãos acham sua felicidade na realização de seu dever cívico.
O homem orgulhoso acha seu contentamento na implementação de seu destino.
Os seres sem orgulho ignoram que uma idéia divina presidiu sua criação; talvez façam 
que os outros por vezes duvidem que tal plano existiu. […]" 
(eu tomo esta citação do pensador Hubert Lepargneur em seu livro 'Destino e identidade'.
É consciente desta responsabilidade que, ao agradecer ao Presidente João Batista
de Cerqueira, pela honraria que me faz ao me designar para saudar os novos membros que hoje tomam posse, estendo este agradecimento a todos os antepassados e ancestrais, eu que sou um mestiço brasileiro, nascido deste surpreendente encontro de culturas e povos diversos: aos povos originários que aqui já se encontravam, aos europeus que vieram explorar estas terras e aos africanos que foram trazidos como escravos.
Imensa é minha gratidão por minha existência sobre este Mundo. E meu pedido
de perdão pelo sofrimento que possam ter vivenciado. Brasileiros, como eu, não
existiríamos sem estes encontros dolorosos, por vezes sangrentos, mas com resultados surpreendentes, por vezes maravilhosos, como nos prova a riqueza cultural desta Bahia, deste Nordeste, deste vasto Brasil.
Para cumprir a missão que me foi confiada pelo Presidente desta egrégia
Academia, tentarei seguir a orientação do filósofo Martin Buber que nos diz que
"Não podemos transmitir ao leitor, sob a forma de conceitos, aquilo de que aqui tratamos.
Podemos, entretanto, representá-lo por meio de exemplos, contanto que não tenhamos receio, quando se trata de assunto importante, de procurá-los nos nossos mais íntimos recessos da vida pessoal. Pois onde mais poderíamos encontrar exemplos semelhantes?"

(Martin Buber. Diálogo. 1982, p. 37).
Por isso esta minha fala será carregada por esta subjetividade de quem sabe que
ninguém chega sozinho a nenhum lugar, e por isso, também agradeço, de todo coração, a todos que, consciente ou inconscientemente, contribuíram para que agora eu estivesse aqui, eu que, graças à educação e ao amor aos livros, consegui fugir do círculo de ferro da pobreza.
O fato é que neste momento de agora está presente, de modo cabal, a infância na
roça onde via a fartura sem riqueza dos "bons tempos", das boas colheitas, e a violenta pobreza na cidade onde o pai, trabalhador urbano, como um mago, tentava equilibrar o orçamento familiar com seu salário mínimo e a profusão de esperanças imorredouras no olhar e no coração, aliado que estava à coragem de minha mãe que, numa véspera de Natal, fez a façanha de vender os seus cabelos, numa ousada atitude para um tempo onde ter os cabelos longos era sinônimo de “virtude moral da mulher”, a fim de que pudéssemos celebrar, “como cristãos”, - ela dizia - o nascimento do Deus Menino representando alegria e esperança.
Por isso, senhor Presidente, confrades e confreiras, senhores e senhoras presentes, quero deixar claro que se estou aqui e agora, neste momento de júbilo, neste pódio da cultura, é por ter conseguido utilizar a única magia possível para quebrar este enfeitiçamento que me condenava, como a milhões de outros e outras, ao mundo da penúria: e pobre, meus senhores e minhas senhoras, é, essencialmente, quem não sabe o quê nem quando poderá fazer refeições, como nos lembra Machado de Assis, em seu
conto 'Pai contra a Mãe' (https://dominiopublico.mec.gov.br/download/texto/bv000245.pdf )
Minha enorme gratidão à educação e aos livros, à vida da Cultura, não poderia ser
outra: sou um sobrevivente desta catástrofe naturalizada que é a fabricação da pobreza.
Incentivado pela família e pelos professores, internalizei o sonho de sair do círculo da pobreza que não era apenas material, mas também mental e espiritual. E lembro que é Benjamin, um materialista que nos lembra que "[…] Aquilo que desejamos na juventude, recebemos em abundância na idade madura [escreveu Goethe]. Na vida, quanto mais cedo alguém formular um desejo, tanto maior será a possibilidade de que se cumpra.
Quando se projeta um desejo distante no tempo, tanto mais se pode esperar por
sua realização. Contudo, o que nos leva longe no tempo é a experiência que o preenche e o estrutura. Por isso, o desejo realizado é o coroamento da experiência […]". 
(BENJAMIN, 1989, p. 129)
Este discurso de circunstância bem ao estilo dos velhos chefes indígenas que, como nos lembra a historiadora canadense Diane Boudreau
(https://www.erudit.org/fr/revues/etudlitt/1995-v28-n2-etudlitt2256/501126ar.pdf)
precisavam comover os colonizadores brancos para que se tornassem capazes de escutar as justas demandas das tribos indígenas, mas que é também fundamentado na melhor filosofia do Ocidente, se faz necessário para vos conclamar para os grandes desafios que deverão ser enfrentados pelos homens e mulheres de boa vontade e que se conscientizem da nobreza de sua missão enquanto militantes da Palavra, pois as palavras são nossa profissão. Afirmamo-lo sem sombra de timidez ou de ironia.
"As palavras são coisas tenras, intratáveis e vivas, mas feitas para o homem e não o homem para elas. Sentimos todos que estamos a viver num tempo em que é preciso reconduzir as palavras ao sólido e nu brilho de quando o homem as criava para delas se servir […] São
homens os que atendem as nossas palavras, pobres homens como nós quando esquecemos que a vida é comunhão. Escutar-nos-ão com dureza e confiança, prontos a incarnar as palavras que diremos. Desiludi-los seria atraiçoá-los, seria trair também o nosso passado”. 
(PAVESE, in https://www.redalyc.org/pdf/561/56100306.pdf)
Cada um dos senhores e das senhoras que, agora estão sendo recebidos como
novos membros, foram escolhidos com cuidado e rigor, e, confiantes de vossa grandeza, abrimos nossas portas para vos receber, meus confrades e minhas confreiras. A Academia Feirense de Letras muito espera de cada um, de cada uma de Vossas Senhorias para desenvolver e consolidar suas atividades, nestes tempos perigosos, como nos lembra Peter McLaren ao dizer que
"Em tempos perigosos, aqueles que desejam exercer liderança em prol de valores
e práticas que compreendem como eticamente importantes necessitam não apenas expressar-se, mas expressar-se bem e, com um efeito pedagógico máximo, persuadir, mas persuadir honestamente e com base em argumentos seguros e evidências fortes" 
(MCLAREN, 1997, p.21-22).
Perigosos são os tempos em que impera a desilusão e o desencanto do mundo,
logo onde se tem o predomínio do cinismo como modo de ser e ver o mundo em
fragmentos (GAJANIGO, 2012). Um modo de ser que pressupõe a ênfase no ter e o sufocamento dos anseios de realização do ser.
Um olhar atento ao conturbado panorama mundial, vemos que a humanidade
parece estar diante de uma encruzilhada, confrontada a caminhos que a levariam a
supostos paraísos: um, a um futuro ancorado em miríades de clivagens, puro
essencialismo, num desenfreado culto à deusa Liberdade, contraface do Deus mercado.
O outro caminho, com um forte apelo a um fantasioso paraíso perdido, repudia a
diversidade, nega o progresso, e exige obediência cega ao Deus mercado e à mesma deusa Liberdade.
No entanto, podemos vislumbrar um caminho do meio onde, recusando os
essencialismos e identidades fixas, a humanidade possa encontrar condições de descobrir e articular laços de solidariedade e pertencimento, e assim descobrir que, sob a aparência da diversidade, encontra-se a mesma humanidade.
Talvez que o papel do intelectual que milita nas Letras seja oferecer contribuições
para livrar os homens e mulheres, jovens e crianças, de uma mentalidade onde impera a desilusão, o desamor, a falta de afetividade, pois estamos mergulhados num individualismo exacerbado, onde vivemos sem conseguir sair da separatividade que nos condena à solidão e ao desencanto do viver.
Selecionados dentre centenas de outros e outras, Vossas Senhorias, em diferentes
modalidades, são profissionais qualificados no mundo do trabalho da Literatura, das Artes e da Cultura. São mais do que braços para a seara do bem, são luzes que, levantadas com o trabalho intelectual, sustentadas com dedicação e respeito contribuirão para iluminar o mundo, para reinstituir a esperança nas mentes e corações, sinalizando para possibilidades de reconstrução apesar da aparência do caos.
A minha geração tem consciência de que não fomos capazes de legar um mundo
melhor aos jovens e às crianças. Ao contrário, vejo com temor as velhas barbáries
ameaçando o mundo, lançando sombras em praticamente todo o universo e grande parte da humanidade, como que enfeitiçada, parece não ver que segue perigosamente sorrindo enquanto tropeça à beira do precipício.
Nunca, no entanto, o respeito, o cuidado com a Palavra se fizeram tão mais
necessários e urgentes, pois somente pela Palavra podemos libertar as mentes
aprisionadas no feitiço do desencanto do viver. Não um sortilégio das feiticeiras ou
bruxas, de tempos primitivos ou medievais, mas uma ideologia sofisticada que forma multidões para, pensando que são livres, viverem subservientes, desprovidos de vontade própria, zumbificados ou massificados, renunciando ao pensar, com a sensibilidade embotada ou apagada, nesta chamada “banalização do mal”, como nos lembra a filósofa Hannah Arendt.
É este o mundo em que vivemos, seja no Sertão da Bahia ou em Paris, guardadas
as devidas proporções, e para romper esta forte cerração que condena homens e mulheres a viverem desorientados, na mais completa alienação, é que esta Academia Feirense de Letras vos convoca, vos conclama, pois como nos lembra Frantz Fanon, a “humanidade espera muito mais de nós”. Não tenhais medo, pois, como nos lembra o poeta turco Nazim Hikmet: “Se eu não ardo, se tu não ardes, de nós não ardemos, como venceremos as trevas?” Sabemos que pedimos muito, pois esperamos uma entrega, uma disponibilidade para o agir coletivo.
Pois, é nosso dever, enquanto militantes da Palavra, não deixarmos esquecer a
catástrofe das barbáries, como nos lembra o filósofo francês Paul Ricœur e, como antenas da Sociedade, tentarmos, sem medo de parecer ingênuos, dizer a cada indivíduo, jovem ou idoso, homem ou mulher, “Não foste feito para bruto, mas para o conhecimento e a virtude”, como nos lembra Dante Alighieri em seu 'Canto XXVI'. Pois toda barbárie é fruto de uma ignorância, de uma cegueira.
Façamos a parte que nos cabe, saiamos do "modo barricada: ninguém solta a mão
de ninguém", para o modo afetividade, único de fato revolucionário: como na dança
sagrada do toré, fiquemos de mãos estendidas, para que possamos convidar mais gente de boa vontade a se juntar a nós, nesta sagrada missão de amar a humanidade, acordando-a deste feitiço que a faz viver distraída.
Muito obrigado.

Posse do professor Ricardo Carvalho na Academia Feirense de Letras


Assista ao vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=_OVetmSJDeI

Fonte: 

Band Bahia Oficial

Confrades e confreiras

Na solenidade de posse dos novos membros da Academia Feirense de Letras (AFL), na noite de sexta-feira,  10 de julho, momentos de encontros entre confrades e confreiras, como nas fotos.
O novo acadêmico Dimas Oliveira com o presidente do sodalício João Batista de Cerqueira (Foto 1), com a segunda vice-presidente Cíntia Portugal (Foto 2), com o acadêmico Vladimir Queiros (Foto 3), e com a nova acadêmica Laila Geovana Beirão (Foto 4). 

Noite de "Entre Cores e Saudades"


A exposição "Entre Cores e Saudades" celebra os 81 anos de vida e trajetória artística de Carlo Barbosa (1945-1988), reunindo obras que traduzem memória, sensibilidade e expressão.

"Venha viver essa experiência e conhecer um legado que continua inspirando gerações", é o apelo.

Entre as obras, "O Flagelo de Lucas da Feira", acrílica sobre tela, 240 x 150cm, 1987. Trata-se da maior obra - inclusive em tamanho - das artes plásticas feirenses.

Abertura na noite desta  terça-feira, 14, às 19 horas. Visitação de 15 de julho a 14 de agosto, na Galeria de Arte Carlo Barbosa, no Museu Regional de Arte (MRE), Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). Horários: de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 13 às 17 horas; sábados às 9 às 12 e das 14 horas às 17h30.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Discurso de posse de Dimas Oliveira, Acadêmico Efetivo da Academia Feirense de Letras


"Antes de qualquer palavra desta noite, permitam-me reconhecer a origem de toda

boa palavra. A inteligência humana é admirável, mas não é autossuficiente. Todo

conhecimento verdadeiro, toda capacidade de pensar, criar e compreender são, em última

instância, dons de Deus. Como afirma a Escritura: ‘Porque dele, por meio dele e para ele

são todas as coisas.’

Se hoje recebo esta honra, faço-o com profunda gratidão, devolvendo a glória

Àquele que é a fonte da sabedoria e o Autor de toda verdade."

Senhor Presidente,
Senhores acadêmicos,
Minhas senhoras e meus senhores,
Neste décimo dia do sétimo mês do ano de um dois mil e vinte e seis, este
momento ímpar para mim: tomo posse e ocupo a Cadeira Dezesseis como membro efetivo
da Academia Feirense de Letras (AFL). Uma data que será sempre lembrada, pois
também marca a celebração de bodas de ouro. Há cinquenta anos estou casado com a
querida Doralice, aqui presente. Coincidentemente este sodalício comemora cinco
décadas de atuação.
Estas são as palavras iniciais.
Quero ressaltar neste momento que gratidão é a chave.
Gratidão a Deus pelo talento concedido a mim. Agradecimento pela proteção e
sustento diário, mesmo diante de tantos desafios.
Gratidão à minha família. Aqui estão esposa, filhas, filho, genro, nora, netos e
netas.
Gratidão ao Professor Doutor João Batista de Cerqueira, presidente desta
Academia, pela indicação do meu nome para compor esta instituição.
Gratidão aos confrades e confreiras, que por unanimidade, aprovaram a minha
indicação.
Gratidão ao casal amigo João Pereira Lima Filho e Consa, que se deslocaram de
Salvador para prestigiar uma amizade de décadas. Agradecimento ao artista plástico Gil
Màrio, neto de Áurelo de Oliveira Filho, o patrono da Cadeira 16.
Gratidão aos irmãos da Aprisco Church, que se mobilizaram para participar desta
celebração.
*
Bem, no dia de ontem completei 78 anos de idade e fui contemplado com o
presente de integrar este Sodalício.
Permitam-me falar mais de comemoração, pois tem mais. Além da de ontem, data
de meu nascimento, e da de hoje, tem a de amanhã. Neste sábado, 11 de julho, completo
32 anos de conversão a Cristo.
E aqui afirmo que sou Dimas Boaventura de Oliveira, um nome carregado com
profundo significado espiritual. Dimas é o nome do personagem arrependido e
crucificado ao lado de Jesus. Boaventura remete às boas aventuranças relatadas nas
Escrituras Sagradas. Oliveira é uma das árvores mais antigas cultivadas pela humanidade.
*
De volta a mais agradecimentos. Gratidão à direção da Academia por atender
minha solicitação de ter o ilustre Professor Áureo Filho como Patrono.
Assim, quero revelar um fato que remete à Áureo de Oliveira Filho, Patrono da
Cadeira Dezesseis que estou assumindo. Ele foi meu padrinho por procuração. Como?
Nasci no distrito de Angico, em Monte Alegre, hoje Mairi. Em 1948, minha mãe,
a professora Hilda Pereira Boaventura de Oliveira, estava grávida. Com meu pai, o
comerciante Carlos Simões de Oliveira, receberam a visita naquela pequena comunidade
do então deputado estadual Jorge Calmon, que foi agradecer o apoio dado na campanha.
Vendo minha mãe gestante, logo se interessou em ser padrinho da criança que estava por
vir. O que foi concordado pelos meus pais.
A criança veio ao mundo e o tempo foi passando. Advogado, jornalista - foi editorchefe do jornal A Tarde, entre 1934 e 1995 - e professor, o deputado era muito ocupado.
Nos anos 50, fui a Salvador com meu pai, na Assembleia Legislativa e na redação de A
Tarde, e não houve o esperado encontro para a marcação da data do batismo.
Naquela época, não havia a comunicação que existe hoje. Tudo era tratado por
carta. Algum tempo depois, em 1961, a solução para a questão. Meus pais receberam
justificativa de Jorge Calmon e a indicação do então vereador, cirurgião dentista e
professor Áureo de Oliveira Filho, que logo depois foi deputado estadual, para me batizar
por procuração. Com 13 anos, fui batizado na então Matriz.
Meu sobrenome é Oliveira como o de Áureo Filho. Não tinha aproximação com
ele. Mas, era uma figura pública que admirava, principalmente por manter um Colégio
como o Santanópolis - onde nunca estudei -, e por dotar Feira de Santana de uma sala de
espetáculos de qualidade e excelência, o Cine Santanópolis, inaugurado em 13 de
dezembro de 1958, um sábado, com a exibição do clássico drama musical “Sinfonia
Interrompida”.
Com dez anos, já assistia filmes e era habituê das outras salas de cinema
existentes, o Cine Íris e Cine Plaza.
*
Mais sobre lembranças, todas relacionadas às Letras. No tempo em que cursava o
Primário nas Escolas Anexas à Escola Normal, no prédio onde hoje é o Centro
Universitário de Cultura e Arte (Cuca), que recebi da professora Ivone Sofia Brandão um
livro de presente pelo meu interesse em letras: “Espumas Flutuantes”, a única obra poética
publicada em vida por Castro Alves.
Desde meados dos anos 1950 que a enciclopédia de conhecimentos “Tesouro da
Juventude”, obra inglesa, editada pela editora W. M. Jackson, Inc., com 18 volumes, fez
parte do acervo de minha casa paterna – e agora na minha biblioteca. Foi fundamental a
sua leitura para o complemento dos estudos de toda a família. A enciclopédia reúne
conhecimentos gerais que todas os jovens necessitavam naquela época possuir. O texto
de “Tesouro da Juventude” ainda hoje é admirável.
Além de ajudar no trabalho do meu pai, vendendo balas e doces, em meados dos
anos 1960, trabalhei na Livrara Guanabara e na Livraria Jacuípe. Mais tarde, fui habituê
da Livraria Leitura.
No ginásio e no colegial, além da faculdade, li todos, ou quase todos, livros
recomendados da literatura brasileira e mundial, além de publicações sobre a sétima arte.
Entre os primeiros filmes vistos, lembranças de "O Rei dos Reis", baseado na Vida
e Paixão de Cristo; "Robinson Crusoé", inspirado em Daniel Defoe; "Os Três
Mosqueteiros", baseado na obra de Alexandre Dumas; "A Volta ao Mundo em 80 Dias",
baseado no livro de Jules Verne; "E Agora Brilha o Sol", baseado na obra de Ernest
Hemingway, entre outros.
Nos meados dos anos 1960 que participei do movimento teatral de Feira de
Santana e faço link com a literatura. Atuei na peça "Viúva, Porém Honesta", do
dramaturgo Nelson Rodrigues, encenada no palco do Cine Santanópolis; e fiz parte da
equipe técnica da encenação da peça teatral "Os Justos", do escritor e filósofo francoargelino Albert Camus.
Outra lembrança memorável. E mais recente. Há 38 anos, participei da equipe de
Juraci Dórea na Bienal de Veneza, entre junho e julho de 1988. E, tive a oportunidade de
acompanhar o artista em um encontro com o poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz
(1998).
Depois de cerca de 50 anos afastado do teatro, voltei aos palcos em 2022.
Integrando-me ao Movimento de Artes Aprisco (Maap) e fiz teatro cristão.
Primeiro, em parceria com Paty de Brito, fiz uma adaptação da passagem do
Evangelho de João que trata da Santa Ceia com "Um Grão de Trigo", peça teatral em dois
atos, levada ao palco da Aprisco Church, na noite do Domingo de Páscoa, 17 de abril de
2022.
A encenação da Santa Ceia, relevante na montagem do momento emocionante e
enlevante da vida de Cristo com seus discípulos, foi um memorial da Ceia do Senhor para
que a Igreja recorde continuamente o sacrifício vicário de Cristo na cruz em favor de
todos.
Um grão de trigo é apenas um grão de trigo. Mas, assim como Jesus o grão de
trigo quando cai na terra necessita primeiro morrer para depois gerar a vida que abençoará
a quem dele comer. Sem a morte do trigo não existirá a vida.
Depois, atuei como narrador da peça "O Peregrino: O Destino Final", texto
adaptado do clássico da literatura cristã, "O Peregrino", de John Bunyan, escrito há mais
de 130 anos, em 1890, que foi encenada uma semana antes do Natal, na Aprisco Church,
em 18 de dezembro de 2022.
A peça sintetiza sobre o caminho da salvação, que é estreito e difícil. É a história
de Cristão, um homem em necessidade que entendeu que precisa de Nosso Senhor Jesus
para transformar sua vida.
Assim, uma alegoria da vida de um peregrino, personagem que enfrenta uma
caminhada da Cidade da Destruição para a Cidade Celestial em trajetória de perigos e
maldades e
Em 2023, fiz adaptação da parábola d'O Filho Pródigo, contida no livro de Lucas
15: 11 a 32, encenada no Dia dos Pais, mostrando O exemplo maior, que é Deus Pai, Pai
misericordioso, bondoso.
Assim, memórias que se referem à minha relação com as letras.
*
Agora, vamos a um rápido perfil do político e construtor da modernidade feirense,
o Patrono da Cadeira que assumo na Academia Feirense de Letras.
Áureo de Oliveira Filho nasceu em Feira de Santana, no dia 11 de agosto de 1902.
Filho de Áureo Olímpio de Oliveira e Dona Catarina Picharra de Oliveira, a qual era de
origem libanesa.
Em 1932, formou-se, com distinção, em Odontologia pela Universidade Federal
da Bahia (Ufba).
Primeiro, exerceu a profissão em Salvador e depois em Feira de Santana,
por muito tempo. Viajando pelo interior da Bahia encontrou a sua amada, Dona Palmyra
Sampaio Mascarenhas, em Itaberaba, com quem se casou no dia 11 de novembro de 1926.
Deste matrimônio teve cinco filhos: Maria Cristina, Joaquim Manoel, Alberto, Maria
Lúcia e Evandro José Sampaio de Oliveira, este que está vivo.
Ele casou-se em segunda núpcias com Ceres Oliveira Matos, com quem teve mais
quatro filhos.
Áureo Filho também exerceu a vocação do magistério. Seguindo o exemplo das
irmãs Edelvira Oliveira, conhecida carinhosamente como Catuca, e Hermengarda
Oliveira, tornou-se professor do Ginásio Donato de Souza. A experiência não durou
muito, mas foi um estímulo para a criação do Ginásio Santanópolis (depois, Colégio
Santanópolis), em 1933. Junto com o Colégio Taylor Egídio de Jaquaguara, o Ginásio
Municipal de Ilhéus e o Colégio de Ponte Nova, em Wagner, na Chapada Diamantina,
este estabelecimento foi considerado um dos “principais núcleos irradiadores do
conhecimento” que proporcionaram o ensino secundário no interior da Bahia
O Santanópolis foi um marco na Educação de Feira de Santana e por extensão da
Bahia. Primeiro com o Curso Ginasial e mais tarde com a Escola Técnica do Comércio.
Instalou na Avenida Senhor. dos Passos um internato para receber alunos vindos de toda
a parte da Bahia. Construiu um auditório para o Colégio, o qual tendo em vista a sua
grandiosidade, transformou-se no Cine Teatro Santanópolis. Também construiu o Hotel
Caroá.
Educador, político nato e apaixonado pela educação, trazia no sangue a fibra da
terra libanesa, herança materna da qual sempre se orgulhou.
Áureo Filho ingressou na política como Vereador e depois Deputado Estadual, por
três legislaturas. Era um orador eloquente, sempre convidado para proferir palestras e
conferências.
Homem de porte aristocrático, possuía uma notável elegância que o distinguia
onde estivesse. Tinha o talento de tratar grandes problemas com simples soluções.
Nenhum obstáculo era grande demais ou intransponível para ele. Sua inteligência
privilegiada, aliada a uma grande sabedoria, fazia com que ele enxergasse a vida sob
vários aspectos. Assim, havia sempre mais que uma única maneira de ver as coisas.
Foi com este espírito empreendedor que ele conduziu ao então Governador do
Estado Antônio Carlos Magalhães, o grupo que idealizou a criação de um Observatório
em Feira de Santana, o Observatório Astronômico Antares.
Criou o Aeroclube de Feira de Santana, o qual foi seu primeiro presidente. Foi
também membro fundador e presidente do Rotary Club de Feira de Santana (ano rotário
1945-1946).
Aliou-se ao grupo que lutou pela Universidade Estadual de Feira de Santana
(Uefs), teve seu nome indicado para o primeiro Conselho Administrativo. Ao saber do
primeiro vestibular da Universidade, já no leito da dor ele disse; "Agora estou feliz, é
irreversível". Faleceu uma semana depois, no dia 21 de junho de 1976 – nos próximos
dias, o cinquentenário de sua morte -, durante seu quarto mandato como deputado
estadual.
Até o fim da vida, foi um atuante defensor das demandas de Feira de Santana,
principalmente da área da educação. Foi um homem que sempre impulsionou o
crescimento de Feira de Santana. A partir do Santanópolis, centenas de famílias vieram
morar no município, em busca de educação para seus filhos.
De 2 a 9 agosto de 2002, a Câmara Municipal de Feira de Santana realizou uma
Semana comemorativa do Centenário de nascimento de Áureo de Oliveira Filho, numa
rica programação que incluiu a criação do Troféu Áureo Filho, como principal premiação
das Olimpíadas Estudantis Municipais, realização de uma minimaratona, quando foi
sancionada a Lei denominando Praça Áureo de Oliveira Filho no bairro do Tomba,
Celebração Eucarística na Catedral Metropolitana de Senhora Santana com assinatura de
mensagem, pelo Prefeito José Ronaldo de Carvalho, enviando projeto de Lei à Câmara
Municipal para nominação da Escola Municipal Áureo Filho e lançamento do livro
"Centenário de Nascimento de Áureo Filho".
Outorgada pela Câmara Municipal de Feira de Santana, existe a Comenda Áureo
Filho, que distingue educadores importantes do município.
Em sua terra, o Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (Ceteb) foi
nomeado em sua homenagem. Atualmente, a denominação é Ceep Áureo de Oliveira
Filho. Tem rua que leva seu nome, na Serraria Brasil, e escolas que levam seu nome nos
municípios de Anguera, Ipecaetá e Santa Bárbara.
Atuou como primeiro vice-presidente da Assembleia por dois anos seguidos, em
1969 e 1970.
Representou a Assembleia Legislativa em inúmeros congressos educacionais
estaduais e nacionais e defendeu a extinção dos exames de admissão e concurso
vestibular.
Por fim, lembrar que o ocupante da Cadeira 16, e meu antecessor, foi José Gerson
Lordello.
Senhores acadêmicos,
Senhoras e senhores,
Reitero neste momento em que encerro minha fala, a imensa gratidão em
participar desta Academia. Assim, estava escrito.
Muito obrigado!

Publicado na home page da Academia Feirense de Letras - https://academiafeirensedeletras.com.br/