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13h30 - 17 - 17h35 - 20h30 - 20h40 (Dublado)

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Grupo Civil participa da segunda edição do Salão Imobiliário da Bahia 2026 com empreendimentos e condições especiais

Empresa baiana, que celebra 65 anos de atuação no mercado, marca presença no evento com estande próprio e participação na programação técnica




O Grupo Civil participa da segunda edição do Salão Imobiliário da Bahia 2026, promovido pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), entre os dias 31 de julho e 16 de agosto, no Salvador Shopping. Reconhecido como um dos principais eventos do setor no estado, o Salão reúne construtoras, incorporadoras, instituições financeiras e profissionais do mercado, consolidando-se como um importante espaço para geração de negócios, networking e troca de conhecimento sobre as tendências do segmento.
Única empresa sócia-fundadora da Ademi-BA ainda em atividade, a Civil reforça, neste ano, sua presença com um estande exclusivo, totalmente concebido pela empresa. Onde apresentará os empreendimentos Cedro Horto, Lodge e Alive Horto e durante o evento, clientes e corretores terão acesso a condições comerciais especiais. 

Além da exposição dos empreendimentos, a empresa integra a programação do evento com palestras e participação no Radar Imobiliário, no dia 1º de agosto, ampliando o diálogo sobre o cenário do mercado e as perspectivas para o setor na Bahia.

A participação ganha um significado ainda mais especial em 2026, ano em que o Grupo Civil celebra 65 anos de atuação no mercado baiano. A presença no Salão reforça a trajetória da empresa no desenvolvimento imobiliário do estado e seu compromisso com a inovação, a qualidade dos empreendimentos e o fortalecimento do mercado local.

"O Salão Imobiliário da Bahia é um importante espaço de relacionamento com clientes, parceiros e profissionais do setor, além de reunir as principais tendências do mercado. Para a Civil, participar de mais uma edição reforça nossa história sólida de contribuição para o desenvolvimento imobiliário da Bahia e nosso compromisso em realizar empreendimento com conceito e qualidade construtiva que acompanham as novas demandas de morar e viver na cidade", destaca Rafael Valente, vice-presidente da Ademi-BA e Presidente do Grupo Civil.

Programação especial

Além da exposição dos empreendimentos, o Grupo Civil também integra a programação técnica do Salão Imobiliário da Bahia. No dia 6 de agosto, às 17h, a empresa promove, no palco da Ademi-BA, uma palestra sobre o uso da inteligência artificial no mercado imobiliário, conduzida por Jonatha Baptista, mais conhecido como Jota Baptista, uma das principais referências em inteligência artificial aplicada ao setor no Brasil. Atualmente, Jota lidera a Upload Lab, o primeiro laboratório de inovação em inteligência artificial voltado exclusivamente ao mercado imobiliário da América Latina, e foi eleito uma das 50 personalidades mais influentes do segmento. 

Coautor do livro digital Inteligência Artificial no Mercado Imobiliário, Jota defende que a tecnologia não substitui o corretor, mas atua como uma ferramenta estratégica para ampliar a eficiência e potencializar resultados. Em sua metodologia, o uso corporativo da IA é estruturado em três níveis progressivos: o operacional, voltado à geração de prompts; o estratégico, focado no mapeamento e na criação de agentes próprios; e o sistêmico, baseado na automação integrada de processos internos.

Durante o encontro, o especialista apresentará como ferramentas de inteligência artificial pode auxiliar corretores, incorporadoras e imobiliárias na otimização de processos, no aumento da produtividade e na potencialização de resultados, além de tornar a produção de conteúdos e a rotina comercial mais ágeis, eficientes e estratégicas.


Enviado por ComunicAtiva Associados

Cáren Cruz participa da 10ª edição da Flipelô e apresenta livro sobre elegância, identidade e representação

A consultora de imagem identitária, escritora e CEO da Pittaco Consultoria integra a programação oficial da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) para conversar com o público sobre o livro "Quem Decide o Que É Elegante?", no dia 7 de agosto, em Salvador.




Milhares de leitores, escritores e visitantes são aguardados na programação da 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a ser realizada entre os dias 5 e 9 de agosto, no Centro Histórico de Salvador. Entre os convidados do festival, o destaque fica para a participação da consultora de imagem identitária, escritora e CEO da Pittaco Consultoria, Cáren Cruz, que apresenta o livro "Quem Decide o Que É Elegante? Imagem, raça e poder na construção da aparência" no dia 7 de agosto, às 13 horas, na Vila Literária.

A participação na "Varanda dos Escritores" marca um dos encontros dedicados às discussões sobre comportamento, imagem identitária e representação dentro da programação da Flipelô. Na obra, Cáren retrata a elegância e como esse campo é marcado por códigos silenciosos e hierarquias invisíveis, criando um espaço de reconstrução, reflexão crítica e escuta sensível

"Participar da Flipelô representa uma oportunidade de ampliar esse diálogo com os leitores e compreender 'quem' decidiu nossos padrões de elegância. O livro convida o público a refletir sobre os códigos sociais que moldam nossa percepção, questionando padrões e propondo novos olhares sobre identidade, representação e comportamento. Estar em um dos maiores festivais literários do país fortalece ainda mais essa conversa", conclui Cáren.

SERVIÇO

Cáren Cruz na 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô)

Quando: 7 de agosto;

Onde: Vila Literária, Pelourinho, Centro Histórico de Salvador;

Horário: a partir das 13 horas;

Varanda dos Escritores: Anderson Shon; Cáren Cruz; Diego Cardoso; Elenia Cardoso; Filipe Soares; Lorena Ribeiro; Maria de Lourdes Pires Nascimento; Matheus Kawan; Norma Suely Gama Couto; Tatiana Costa Valverde.

O acesso à programação da Flipelô é gratuito.


Enviado por Antonio Anselmo - Assessoria de Imprensa


IF Baiano abre mais de 4 mil vagas em cursos técnicos em toda a Bahia para ingresso em 2027

Inscrições a partir de 3 de agosto para ingressar em cursos técnicos, integrados ou subsequentes ao Ensino Médio, ofertados nas modalidades presencial e a distância.



O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) publicou os primeiros editais do processo seletivo de ingresso em cursos técnicos para o ano letivo de 2027. As vagas são oferecidas nas modalidades Integrada ao Ensino Médio, Subsequente Presencial e Subsequente EaD. No total, são 4.451 vagas distribuídas em três formatos de ensino.

Para a modalidade Integrada ao Ensino Médio, são 2.486 vagas distribuídas nos 14 campi da instituição. Já para os cursos Subsequentes, são 405 vagas na modalidade Presencial e 1.560 na modalidade EaD, ofertadas pelos campi Governador Mangabeira, Teixeira de Freitas, Uruçuca e Xique-Xique, além de diversos polos de Educação a Distância espalhados pela Bahia.


As inscrições começam no dia 3 de agosto de 2026 e podem ser realizadas até 25 de setembro (para cursos Integrados) ou até 2 de outubro (para cursos Subsequentes), pela internet ou presencialmente nos campi do IF Baiano e polos de apoio. Candidatos poderão verificar locais para inscrição presencial nos editais específicos de cada unidade.


As oportunidades contemplam diferentes áreas da Educação Profissional e Tecnológica, como: Agropecuária, Agroindústria, Alimentos, Informática, Zootecnia, Administração, Guia de Turismo, Multimeios Didáticos, Secretaria Escolar, Vendas, Redes de Computadores, Agrimensura, Manutenção e Suporte em Informática, entre outras.


Entenda as modalidades dos cursos


Os cursos da modalidade Integrada ao Ensino Médio são presenciais e voltados para estudantes que concluíram ou vão concluir o 9º ano do ensino fundamental até a data da matrícula. Os cursos têm duração de três anos e a seleção é realizada por meio da análise do histórico escolar do Ensino Fundamental. Nessa modalidade, o estudante combina o ensino médio regular com a formação técnica profissional em um único currículo. 


Já os cursos técnicos da forma Subsequente ao Ensino Médio são ofertados nas modalidades presencial e EaD (Educação a Distância). Para ingressar nos cursos subsequentes, os candidatos precisam ter concluído o ensino médio até a data da matrícula. O critério de ingresso é a ordem de inscrição e a manifestação de interesse. O currículo dos cursos dessa modalidade focam especificamente na formação técnica, sem misturar matérias escolares básicas.


A modalidade Subsequente EaD é oferecida nos campi do IF Baiano e em diversos polos de apoio, ampliando o acesso à educação profissional. Nesta modalidade, os estudantes têm atividades a distância e alguns encontros presenciais.


Reserva de vagas

O processo de ingresso de estudantes no IF Baiano conta com reserva de vagas para estudantes da rede pública. Nos cursos integrados, 70% das vagas são destinadas a quem cursou integralmente o ensino fundamental em escolas públicas. 

Nos subsequentes, 50% das vagas são reservadas a egressos do ensino médio da rede pública, conforme a legislação vigente (Lei nº 12.711/2012, atualizada pela Lei nº 14.723/2023).

Saiba mais

Informações específicas sobre os cursos, editais e o passo a passo para se inscrever estão disponíveis no site: Portal de Ingresso de Estudantes do IF Baiano

O IF BAIANO - O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano foi criado em 2008 e é uma instituição de ensino médio e superior, focada na Educação Profissional e Tecnológica. Atualmente, possui 14 campi nos municípios de Catu, Senhor do Bonfim, Santa Inês, Guanambi, Valença, Teixeira de Freitas, Itapetinga, Uruçuca, Bom Jesus da Lapa, Governador Mangabeira, Serrinha, Alagoinhas, Itaberaba e Xique-Xique, além de quatro campi em fase de implantação em Remanso, Ruy Barbosa, Ribeira do Pombal e Santo Estêvão.

Enviado pela Diretoria de Comunicação do IF Baiano

Homenageada pela Flipelô, escritora Myriam Fraga é tema de exposição inédita no Centro Histórico

Mostra "Caixas de Afeto para Myriam - Um Tributo a Myriam Fraga" celebra o legado da poetisa baiana do século 20, a partir do olhar de vinte e dois artistas brasileiros. 





A poetisa, jornalista e escritora baiana Myriam Fraga disse certa vez: "Hei de voltar um dia, certamente". Homenageando o legado de uma das maiores porta-vozes da poesia brasileira, a soteropolitana recebe as honras de sua terra natal por meio da exposição inédita "Caixas de Afeto para Myriam - Um Tributo a Myriam Fraga", no dia 6 de agosto, a partir das 19 horas, no Espaço UNO, Pelourinho, em Salvador.  

Após a vernissage, a mostra gratuita estende seu período de visitação de 7 a 9 de agosto, das 10 às 20 horas, e de 10 a 15 de agosto, das 15 às 19 horas

O retorno de Myriam, como anunciado nos versos de "Peregrinos e torta de maçã: impressões de viagem", datado de 1985, chega ao Centro Histórico de Salvador no imaginário de 22 artistas plásticos, fotógrafos, pintores e escultores. Assinando 22 obras de arte em formato de galeria, a exposição é idealizada pelo fotógrafo e curador da mostra, Mário Edson.  

"Os artistas foram convidados a criar obras que traduzam, reinterpretem ou reverenciem a presença luminosa de Myriam Fraga, mulher de letras, de sensibilidade e de permanência, cuja voz continua ecoando pelos corredores da literatura e da cultura da Bahia. Sua obra, marcada pela delicadeza, força poética e profundo humanismo, pretende transformar o espaço expositivo em território de memória, literatura, afetos e resistência cultural", destaca o fundador do ME Ateliê da Fotografia, galeria destaque no Santo Antônio Além do Carmo. 

Reunindo soteropolitanos e turistas durante uma semana de homenagens especiais, a mostra integra o calendário da 10ª edição da Flipelô - Festa Literária Internacional do Pelourinho. Homenageada da edição, as 'memórias póstumas' de Myriam Fraga são traduzidas através da pintura, desenho, escultura, fotografia, instalação, objeto, gravura, assemblage, arte têxtil, arte digital e demais linguagens visuais - presentes na mostra. 

O desafio de retratar a guardiã da memória literária baiana, bem como seu universo poético, feminino, literário e afetivo, ficou a cargo dos artistas: Ale Fernandes, Ana Kruschewsky, Anubis Cedraz, Cláudio das Virgens, Dorge Studart, Flávio Ribeiro, Izabel Andion, Jacy Gordinho, Juli Gomes, Léo Furtado, Luter Vaz, Maria Socorro, Mário Edson, Patricia Dieder Dalmas, Rita Pinheiro, Rodrigo Nery, Silvana Lima, Suy Andrade, Valderli Costa, Viga Gordilho, Wagner Lacerda e Lys Florence. 

Segundo Mário Edson, a exposição estabelece um encontro entre arte e literatura, evocando a permanência da 'palavra poética' como gesto de memória e celebração. Para mergulhar ainda mais no imaginário de 25 livros publicados, a mostra "Caixas de Afeto para Myriam - Um Tributo a Myriam Fraga" atravessa a prosa e a poesia da ex-acadêmica de Letras da Bahia e diretora por três décadas da Fundação Casa de Jorge Amado, retratada pelas lentes de diferentes artistas da cena local.

"Os versos de Myriam Fraga se misturam aos de Jorge Amado e Zélia Gattai, dando ao lirismo poético uma sensibilidade única. Retratá-la, no entanto, é um desafio que se lança nas entrelinhas de cada processo criativo. Como diria a própria Myriam 'Hei de voltar, quando o silêncio habite minha alma', e cá estamos, após dez anos, homenageando o legado de uma das nossas maiores representantes da poesia, da arte e da cultura. Ela, que levou a Bahia e os seus trejeitos para diversos cantos do mundo, é merecedora das 'caixas de afeto' da sua terra natal", conclui Mário. 




Enviado por Antonio Anselmo, da Assessoria de Imprensa

Escritora feirense defende incentivo à leitura e valorização dos autores


Por Fernanda Peleteiro

A literatura permanece como um dos principais instrumentos de formação cultural, educacional e humana. Em um cenário marcado pelas transformações tecnológicas e pelas mudanças na forma como as pessoas consomem informação, escritores seguem enfrentando desafios para produzir, publicar e conquistar novos leitores. Para a escritora feirense Alexandra Patrocínio (Foto), a literatura continua cumprindo um papel essencial: aproximar pessoas, traduzir sentimentos e preservar histórias.

Ela destaca que ainda existe uma percepção equivocada de que escritores pertencem apenas ao passado ou aos grandes centros culturais.

"Quando eu era criança, a gente tinha uma ideia de que o escritor era algo distante do nosso alcance. É importante saber que existem escritores vivos, bem pertinho da gente, pessoas que trazem contribuição a partir da experiência, do estudo e do conhecimento."

Segundo Alexandra, reconhecer esses autores fortalece a cultura local e estimula a produção literária.

"Tem escritor que já se foi, mas tem muita gente viva escrevendo. É importante que as pessoas percebam isso e valorizem quem continua produzindo literatura."

A literatura fala aquilo que sentimos

Mais do que contar histórias, Alexandra acredita que a literatura tem a capacidade de traduzir emoções que muitas vezes o leitor não consegue expressar.

"A literatura diz coisas que talvez pessoas que não escrevem, ou que não desenvolveram essa habilidade, não saibam como dizer."

Ela explica que é justamente essa identificação que cria uma ligação entre o autor e o leitor.

"Nos textos, a gente encontra alguém que diz exatamente aquilo que sentimos. Muitas vezes pensamos: 'Era isso que eu queria dizer, mas não sabia como colocar em palavras'."

Para a escritora, essa é uma das maiores contribuições da literatura.

"Ela nos mostra como podemos falar, nos expressar e compreender melhor aquilo que sentimos."

Escrever é só o começo

Embora o processo criativo seja desafiador, Alexandra afirma que a maior dificuldade enfrentada atualmente pelos escritores acontece depois que a obra está pronta.

"Hoje, para mim, o principal desafio está na produção do livro. Não basta escrever. É preciso que esse texto seja publicável."

Ela explica que publicar envolve diversas etapas técnicas.

"É preciso uma editora, diagramação, revisão, ilustradores em alguns casos, além do ISBN, que é como se fosse o CPF do livro."

Segundo Alexandra, encontrar profissionais qualificados e com preços acessíveis ainda é um grande obstáculo para quem escreve.

"Temos dificuldade de encontrar editoras sérias que consigam produzir nossos livros dentro de uma condição financeira que o escritor consiga pagar."

Diante desse cenário, ela decidiu aprender todas as etapas da produção editorial.

"Hoje eu mesmo escrevo, produzo e publico meus livros. Eu tenho o meu selo editorial justamente porque percebi que precisava dominar esse processo."

Ela acredita que muitos autores deixam de publicar por causa dos custos envolvidos.

"O maior desafio hoje está justamente na publicação e no alto valor que ela representa para quem escreve."

A leitura mudou, mas continua viva

Com o avanço da tecnologia, Alexandra reconhece que os hábitos de leitura passaram por mudanças importantes.

"A gente precisa entender que os modos de ler são variados. Antes existia praticamente apenas o livro físico."

Hoje, segundo ela, os leitores também encontram a literatura em diferentes plataformas.

"Existem livros digitais, livros virtuais e outras formas de leitura. Essa nova geração também lê, escreve e produz conteúdo."

Apesar disso, Alexandra ressalta que a experiência do livro impresso continua sendo especial.

"Para quem é leitor e escritor, tocar o livro, sentir o cheiro das páginas, é uma experiência única."

Livro físico fortalece habilidades cognitivas

Como psicóloga, Alexandra destaca que a leitura também produz efeitos importantes sobre o funcionamento do cérebro.

"Quando estamos lendo, o cérebro cria imagens, desenvolve uma linguagem própria, trabalha a imaginação, a concentração e o foco."

Ela explica que o livro físico favorece uma leitura contínua, sem tantas interrupções.

"No ambiente digital aparecem links, notificações e outros estímulos que podem interromper a leitura. Já o livro físico permite que a pessoa permaneça conectada com a história."

Segundo ela, esse hábito estimula diversas funções cognitivas.

"A leitura trabalha atenção, imaginação, concentração, funções executivas e pode até ajudar no controle da ansiedade. São inúmeros benefícios para o desenvolvimento do cérebro."

Formar leitores começa pelo exemplo

Questionada sobre como despertar o interesse das novas gerações pelos livros, Alexandra afirma que a família exerce papel importante na formação de leitores.

"A maioria dos leitores se forma pelo exemplo. Quando existe uma casa leitora, pais leitores, os filhos acabam aprendendo esse hábito naturalmente."

Ao mesmo tempo, ela lembra que esse não é o único caminho.

"Eu não tive uma família leitora. Meus pais eram semianalfabetos. Meu primeiro livro foi encontrado no lixo e, mesmo assim, eu me apaixonei pela leitura."

Por isso, ela defende o fortalecimento das ações realizadas pelas escolas.

"A escola tem um papel fundamental. As rodas de leitura, a contação de histórias, os concursos literários e o trabalho das academias de letras ajudam a despertar esse interesse."

Na avaliação da escritora, toda a sociedade pode contribuir para a formação de novos leitores.

"Mesmo quando não existe uma família leitora, é possível formar leitores por meio da escola e dos projetos de incentivo à leitura."

Persistir é o caminho

Para quem sonha em publicar a primeira obra, Alexandra deixa uma mensagem de incentivo.

Ela lembra o ensinamento do poeta Rainer Maria Rilke ao defender que o escritor não deve depender da aprovação de outras pessoas para acreditar no próprio talento.

"Ninguém precisa validar a nossa escrita."

E reforça:

"Se você tem um texto guardado na gaveta, no celular ou no computador, confie nele. Confie nos seus sonhos e publique. Tenho certeza de que existe, em algum lugar, um leitor esperando exatamente pelo seu texto."

Para Alexandra Patrocínio, escrever continua sendo um ato de coragem e de generosidade. Em um mundo cada vez mais acelerado, ela acredita que a literatura permanece como um espaço de reflexão, encontro e transformação, capaz de aproximar autores e leitores por meio das palavras.

Fonte: https://diaadianewsba.com.br/

Colorrida 2026 será lançada com meta de viabilizar a nova sede da AAPC

Evento de lançamento acontece no dia 6 de agosto e apresentará os detalhes da terceira edição da corrida, que já está com inscrições abertas.




A 3ª Colorrida 2026, realizada em prol da Associação de Apoio à Pessoa com Câncer (AAPC), será oficialmente lançada no próximo 6 de agosto, às 19h30, no Auditório da Acefs, – Largo São Francisco, nº 43, Kalilândia, em Feira de Santana. O evento marcará o início de mais uma edição da corrida e apresentará ao público o propósito que norteará a mobilização deste ano: contribuir para a construção da nova sede da instituição.
A nova estrutura permitirá ampliar a capacidade de acolhimento e atendimentos oferecidos pela AAPC às pessoas em tratamento contra o câncer e seus familiares.
Durante o lançamento também serão apresentados os resultados da edição de 2025, uma homenagem especial à Bia, símbolo da Colorrida, o time de embaixadores da edição 2026 e as oportunidades para que empresas e parceiros apoiem a realização do evento.
Consolidada no calendário esportivo e social de Feira de Santana, a Colorrida reúne participantes de diferentes idades em uma experiência que alia prática esportiva e impacto social. Ao adquirir o kit de participação, a comunidade contribui diretamente para o fortalecimento das ações desenvolvidas pela AAPC.
As inscrições para a Colorrida 2026 já estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Bilhetify.
Com informações de Karine Mascarenhas, da Assessoria de Imprensa (apoio voluntário)

Taurino Araújo assina o prefácio da nova obra de Lícia Soares de Souza sobre Canudos e a Nação Mestiça do Canadá



A literatura comparada brasileira ganha uma obra destinada a ocupar lugar de destaque nos estudos sobre as Américas. Dois ciclos literários revolucionários: 'Canudos e a Nação Mestiça do Canadá', da professora e pesquisadora Lícia Soares de Souza, será lançado durante a V Flican - Feira Literária Internacional de Canudos, realizada até sábado, 1º de agosto, no Campus Avançado da Uneb, em Canudos, sob a curadoria do professor Luis Paulo Neiva.

O livro chega ao público reunindo mais de duas décadas de pesquisas desenvolvidas entre Brasil e Canadá e propondo uma leitura inédita sobre dois dos mais importantes movimentos de resistência do continente americano: a experiência comunitária de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro, e as rebeliões dos Métis, conduzidas por Louis Riel, na segunda metade do século XIX.

A abertura da obra já anuncia sua dimensão estética e intelectual. O livro é precedido pelo poema 'Assemblage', de Taurino Araújo, e por um prefácio no qual o escritor interpreta a pesquisa de Lícia Soares de Souza como um grande exercício de reconstrução da memória continental.

No poema, Taurino sintetiza essa perspectiva em um dos versos que funcionam como verdadeira chave de leitura da obra:

"A arte é remontagem; ela se faz com as cores que o mundo deixa cair e não com tintas artificiais. O chão é tela, das mais produtivas e criativas."

A metáfora ultrapassa o campo artístico. Ela anuncia o próprio procedimento intelectual desenvolvido por Lícia Soares de Souza. Assim como o artista recompõe uma imagem a partir de fragmentos aparentemente dispersos, a autora reúne acontecimentos históricos, tradições culturais, textos literários e sistemas simbólicos separados por milhares de quilômetros para revelar uma mesma experiência americana de colonização, resistência e reinvenção.

Mais do que comparar dois acontecimentos históricos, a pesquisadora recompõe uma cartografia cultural das Américas.

Canudos deixa de ser apenas um episódio brasileiro.

A resistência Métis deixa de ser apenas um capítulo da história canadense.

Ambos passam a integrar uma mesma tradição de enfrentamento às formas coloniais de ocupação do território, de destruição dos modos comunitários de vida e de apagamento das culturas populares.

É precisamente nesse deslocamento que reside uma das maiores originalidades da obra.

Professora emérita da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), professora associada da Université du Québec à Montréal (UQAM) e uma das principais referências latino-americanas em estudos comparados entre Brasil e Canadá, Lícia Soares de Souza amplia, neste livro, uma trajetória acadêmica reconhecida internacionalmente.

Sua investigação articula literatura, semiótica, história, filosofia, ecocrítica e estudos culturais para construir uma leitura interamericana dos conflitos que marcaram a formação das nações do continente.

Ao longo da obra, dialoga com autores fundamentais da tradição brasileira, como Euclides da Cunha, Mario Vargas Llosa, Oleone Fontes, Guilhon Loures, Aleilton Fonseca e J. J. Veiga, ao mesmo tempo que aproxima escritores canadenses ligados às narrativas indígenas e mestiças, produzindo um dos mais amplos estudos comparativos já realizados entre os dois países.

Um dos conceitos mais inovadores apresentados pela autora é o de Sertãoceno.

Inspirado criticamente nos debates contemporâneos sobre o Antropoceno, o conceito procura compreender a devastação ambiental da Caatinga como consequência inseparável da violência colonial, da concentração fundiária e da expulsão histórica das populações sertanejas.

A destruição da paisagem e a destruição das comunidades aparecem, assim, como dimensões de um mesmo processo histórico.

Ao lado do Angloceno, utilizado para interpretar as políticas coloniais inglesas no Canadá, o Sertãoceno torna-se uma categoria capaz de aproximar experiências distintas por meio de uma mesma lógica histórica de ocupação territorial.

Nesse percurso, a autora revisita criticamente 'Os Sertões', reconhecendo sua condição de obra fundadora da literatura brasileira, mas também investigando suas ambiguidades à luz dos debates contemporâneos sobre colonialismo, identidade nacional, comunicação e memória.

Em vez de reduzir Euclides da Cunha às interpretações consagradas, Lícia propõe um diálogo crítico que evidencia tanto sua extraordinária potência literária quanto as tensões ideológicas presentes em seu pensamento.

O resultado é uma obra que ultrapassa os limites da literatura comparada.

Ela dialoga com a história, a antropologia, a filosofia da linguagem, a ecologia decolonial e os estudos da cultura para oferecer uma nova leitura da formação das Américas.

Não por acaso, o prefácio de Taurino Araújo evita apresentar o livro apenas como resultado de uma pesquisa acadêmica.Ao contrário, interpreta-o como um exercício de remontagem da memória coletiva.

A imagem construída pelo poeta - a arte feita com "as cores que o mundo deixa cair" - traduz a própria arquitetura intelectual do livro: reunir vestígios dispersos para devolver unidade às histórias fragmentadas pela colonização.

Mais do que reconstruir o passado, a obra devolve protagonismo às vozes que permaneceram durante séculos à margem da narrativa oficial.

Canudos e a Nação Métis deixam de ser apenas episódios derrotados da história para se tornarem experiências vivas de organização comunitária, resistência cultural e produção de conhecimento.

O lançamento durante a V Flican possui, portanto, um significado que ultrapassa o calendário editorial.

Realizar esse encontro em Canudos significa devolver o livro ao território que ajudou a produzi-lo simbolicamente.

É fazer com que a reflexão acadêmica retorne ao lugar onde a história aconteceu.

É permitir que literatura, memória e território dialoguem novamente.

Mais do que um novo título na vasta produção intelectual de Lícia Soares de Souza, Dois ciclos literários revolucionários: Canudos e a Nação Mestiça do Canadá representa uma importante contribuição para o pensamento contemporâneo sobre as Américas.

É um livro que propõe novas categorias de interpretação, amplia o campo da literatura comparada e reafirma a capacidade da cultura de reconstruir aquilo que a história tentou apagar.

Nesse sentido, o poema Assemblage deixa de ser apenas a abertura da obra.

Converte-se em sua declaração de princípios.

Porque toda grande literatura nasce justamente desse gesto: recolher os fragmentos esquecidos do mundo para devolvê-los à história sob a forma de memória, pensamento e criação.

Fonte: @feirahoje





quarta-feira, 29 de julho de 2026

Roteiro do Orient Cinemas Boulevard

Por Dimas Oliveira e Milena Batista

Lançamento Nacional

HOMEM-ARANHA: UM NOVO DIA  (Spider-Man: Brand New Day), de Destin Daniel Cretton, 2026. Com Tom Holland e Zendaya. Ação e aventura. Peter Parker agora é um adulto que vive totalmente sozinho, tendo se apagado voluntariamente da vida e das memórias daqueles que ama. Combatendo o crime em uma Nova York que não sabe mais seu nome, ele se dedica inteiramente a proteger sua cidade - um Homem-Aranha em tempo integral - mas à medida que as exigências sobre ele se intensificam, a pressão desencadeia uma evolução física surpreendente que ameaça sua existência, mesmo quando um novo padrão estranho de crimes dá origem a uma das ameaças mais poderosas que ele já enfrentou. Cópia dublada. Duração: 145 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos. Horários: 13h30, 17 horas, 17h35, 20h30 e 20h40.

CONTINUAÇÕES

A ODISSEIA (The Odyssey), de Christopher Nolan, 2026. Com Matt Damon, Anne Hathaway, Eobert Pattinson, Charlize Theron, Lupita Nyong'o e Zendaya. Aventura. Após a Guerra de Tróia, o guerreiro grego Odisseu enfrenta uma perigosa viagem de volta a Ítaca, onde sua esposa Penelope  o aguarda, encontrando criaturas miticas e deuses, como o Ciclope Polifemo, as Sereias e Calypso ao longo do caminho. Terceira semana. Cópia dublada. Duração: 172 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Horários: 13h30 e 17 horas e 20h10.
MINIONS & MONSTROS (Minions & Monsters), de Pierre Coffin e Patrick Delage, 2026. Animação. Na Hollywood dos anos 1920, enquanto os Minions procuram criaturas assustadoras para seu filme de monstros, fazem parceria com uma criatura verde e precisam salvar o planeta depois de libertar monstros. Quinta semana. Cópia dublada. Duração: 90 minutos. Não recomendado para menores de 6 anos.  Horários. 13h30 e 15h30.
Programação - sujeita a alteração - até quarta-feira, 5 de agosto.