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domingo, 7 de junho de 2026

Cine Farol: presença de Oscar Santana




 
Outro encontro marcante de Dimas Oliveira no Cine Farol, cerimonia de premiação do cinema independente na Bahia,na tarde de sábado, 6 de junho, no Museu de Arte da Bahia (MAB), na Vitória, em Salvador, foi com o icônico
cineasta baiano Oscar Santana, 91 anos.

Diretor e roteirista de longas metragens como "O Caipora" (1964), "O Pistoleiro" (1975) e do curta "Caetanave" (1972), produtor de "Abrigo Nuclear" (1981) e "O Mágico e o Delegado" (1983), ator em "Redenção" (1959), "A Grande Feira" (1961) e "O Santo Módico" (1964), sonoplasta em "Grito da Terra" (1964). Outros filmes que tiveram a participação de Oscar Santana: "Barravento" (1962), "Tocaia no Asfalto" (1962), "O Pagador de Promessas" (1962), "Yawar Mayu" (1997), "A Questão Amazônica 2" e "ACM: Tempo e Espaço". Com a Sani Filmes, ele produziu centenas de documentários.

Apresentado por Carlos Modesto, o contato foi para ele autografar - "com um abraço amigo de cinema" - o livro "Oscar Santana: 60 Anos Fazendo Fita", uma história do cinema na Bahia.

Cine Farol: reconhecimento a Dimas Oliveira





Antes do cinema, Deus e família - presentes na plateia a filha primogênita Thais Rabelo, a primeira neta Marina Santos, outra neta, Maria Clara Santana, e o genro Antonyony Santana. Assim, Dimas Oliveira marcou sua fala de agradecimento pelo reconhecimento do Cine Farol, na cerimonia de premiação do cinema independente na Bahia, quando recebeu, entre outros homenageados, a estatueta do prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir,ocorrido na tarde de sábado, 6 de junho, no auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), na Vitória, em Salvador.
Dimas Oliveira falou do gostar de cinema e de escrever em jornais sobre o tema desde 1967, há quase 60 anos. Também citou o Movimento Superoitista que liderou em Feira de Santana em meados dos anos 80 e dos filmes que realizou em Super 8, bem como de sua participação como assistente de direção de José Umberto nos filmes "Cantos Flutuantes" e "Ser Tão".
Como Glauber Rocha foi referenciado no evento, ele citou que o que considera o maior filme brasileiro de todos os tempos, "Deus e o Diabo na Terra do Sol", teve cenas gravadas em Feira de Santana, mais precisamente no antigo Campo do Gado, onde hoje está instalado o Boulevard Shopping.

Cine Farol: encontro com Carlos Modesto



No Cine Farol, cerimonia de premiação do cinema independente no estado, com a entrega do prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir, ocorrido na tarde de sábado, 6 de junho, no auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), na Vitória, em Salvador, o encontro de Dimas Oliveira com o cineasta e escritor e Carlos Modesto, que também é fotógrafo e memorialista.
Dimas Oliveira adquiriu e Carlos Modesto autografou dois dos seus últimos livros: "Oscar Santana: 60 Anos Fazendo Fita" (2023) e "Com Motta, a Bahia Era uma Festa" (2025). Naturalmente que a conversa entre os dois foi sobre um tema comum: cinema e memória.
Carlos Modesto é sergipano de Estância, radicado em Salvador. É reconhecido por sua contribuição à cultura sergipana e baiana. Ele se destaca por sua trajetória de décadas dedicada à preservação da memória cultural, à educação e ao resgate da história do cinema no Nordeste.
É autor de diversas obras, entre elas "Sombras da Saudade", "A História dos Cinemas da Cidade de Estância", "Contos da Escuridão", "Judas na Praça", "Um Dublê de Médico no Mundo do Cinema", além dos dois citados.
Ele é acadêmico efetivo da Academia de Letras e Artes do Salvador (Alas), ocupando a Cadeira nº 34, cujo patrono é Adonias Aguiar Filho.

Cine Farol: o grande homenageado






1. Roque Araújo recebe "cinema demais" de Dimas Oliveira

2. Roque Araújo conta sua trajetória no cinema

3. Roque Araújo entre Ajurimar Salles e Aline Bastos

4. Roque Araújo com Lula Oliveira e os Braig Brothers

Reconhecimento ao cineasta Roque Araújo se efetivou no Cine Farol, cerimonia de premiação do cinema independente no estado, com a entrega do prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir, na tarde de sábado, 6 de junho, no Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador

Ele foi o primeiro a receber a estatueta da premiação e contou sobre sua trajetória desde os anos 60, quando a Bahia ainda estava aprendendo a fazer cinema. Com 88 anos, quase 70 anos de cinema

Roque Araújo é uma figura importante e reconhecida na Bahia, no Brasil e no Mundo por sua paixão pelo cinema. Ele trabalhou muito ao lado do cineasta Glauber Rocha e realizou em 1987 o documentário "No Tempo de Glauber", 150 minutos, sobre o trabalho e o pensamento glauberiano. Uma seleção das 38 horas de película deixadas por ele quando filmou seu último trabalho e uma "colagem" de momentos diversos do cineasta.

Como disse José Telles "Roque foi figura onipresente no Cinema Novo e, em especial, na obra do mais importante diretor dessa fase, Glauber Rocha".

No início do terceiro milênio, ele atuou na Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (Dimas), órgão da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Hoje, mantém, sem apoio, em Cachoeira, na Estação Ferroviária, o Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual (IRA), desde 2014, um museu que atua na preservação e catalogação do acervo pessoal, que apresenta milhares de peças em sua exposição fixa. São documentos históricos e equipamentos raros preservados que têm um valor imensurável para a memória e identidade do cinema nacional.  

Ele foi diretor, diretor de arte, diretor de fotografia, ator - apareceu em "O Grito da Terra", de Olney São Paulo -, roteirista, editor, sonoplasta, assistente de câmera, eletricista e mais, inclusive trabalhando em filmes de Glauber Rocha.  

Roque Araújo palestrou sobre sua trajetória no Cinema Novo, ao lado do cineasta Glauber Rocha, principalmente, e suas andanças pelo mundo. Contou que foi sindicalista e lutou pelo reconhecimento das atividades ligadas ao cinema e que integrou o Conselho Nacional de Cinema (Concine), um órgão gestor do cinema brasileiro criado em 1976 e extinto em 1990. Reclamou que a Bahia precisa de um Museu do Cinema.

Pouco antes do início do evento, Dimas Oliveira teve a oportunidade de reencontrar com Roque Araújo, que recebeu autografado o livro "cinema demais". "Fazia tempo que não encontrava com ele", disse. O último encontro foi há quase 17 anos, em 7 de agosto de 2009, quando Dimas o convidou para participar do "Tributo a Olney São Paulo", que coordenou, uma "homenagem póstuma para manter viva na lembrança de Feira de Santana a obra do cineasta". Esse evento ocorreu na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), com realização da Prefeitura de Feira de Santana, no segundo governo do prefeito José Ronaldo de Carvalho, através da Secretaria de Cultura, Esporte Lazer e da Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa, além da Fundação Senhor dos Passos, através do Núcleo de Preservação da Memória Feirense. Roque Araújo junto com José Umberto e Tuna Espinheira participou no painel "A Importância de Olney São Paulo".

Cine Farol: o idealizador da iniciativa







1. Aderaldo Miranda abre o evento que idealizou

2. Aderaldo Miranda ouve fala de Dimas Oliveira

3. Aderaldo Miranda homenageia Oscar Santana

4. Aderaldo Miranda com Lula Oliveira e Joel Almeida

5. Aderaldo Miranda com Aline Bastos e convidada

6. Aderaldo Miranda com premiados e convidados

Fotos: Blog Demais

O cineasta cristão Aderaldo Miranda foi o idealizador do Cine Farol, cerimônia de premiação do cinema independente na Bahia, com a entrega do prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir. O evento ocorreu na tarde de sábado, dia 6 de junho, no Museu de Arte da Bahia (MAB), na Vitória, em Salvador.

Produtor audiovisual, criador de conteúdos digitais e apaixonado pelo cinema, ele considera que o cinema independente deve celebrar sua força, daí ter promovido a importante iniciativa.

José Aderaldo de Miranda Souza, militar da Marinha, é formado em Administração com ênfase em Análise de Sistemas (Uniabeu, 2002), possui pós-graduação em Marketing (Ucam, 2007), mestrado em Educação (UTCD - Paraguai, 2010), mestrado em Ciências Navais (Escola Superior de Guerra, 2012) e bacharelado em Teologia (Seminário Teológico Batista do Nordeste, 2019). Ele atua na literatura e no cinema desde 2012, quando estudou roteiro com Marcos Rocha, no Rio de Janeiro. É autor de 12 livros e dezenas de roteiros, além de diretor e ator. Entre suas obras, "Legado de um Nauta", "Vivência de um Fuzileiro Naval", "Zeca e Zuza", "Ainda Há Tempo - De Boa", "Jaguara" e "Poemas & Canções". No cinema, realizou os filmes "Filhos de Tanquinho", "Lições de um Salvamento", "Escotilha de Boreste", "Amigos do Criador", "Lucas da Feira", "Veteranos - O Filme" e "Sobrevivendo no Pantanal".

sábado, 6 de junho de 2026

O cinema da Bahia em festa!



1. A estatueta é uma réplica de um farol
2. Respeitável público presente
3. Aderaldo Miranda, idealizador do evento
4. Roque Araújo, grande homenageado no Cine Farol
5. Oscar Santana, presença marcante
6. Dimas Oliveira com a estatueta
7. Josman Lima, outro feirense contemplado
8. Os premiados no Cine Farol

"O cinema da Bahia está em festa!" Assim, com entusiasmo, o cineasta Aderaldo Miranda, abriu o Cine Farol, cerimonia de premiação do cinema independente no estado, com a entrega do prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir. 
Resistência foi a palavra chave do reconhecimento para 20 indicados, em momento ímpar ocorrido na tarde deste sábado, 6 de junho, no auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), na Vitória, em Salvador.
A cerimônia de premiação foi idealizado pelo cineasta Aderaldo Miranda, produtor audiovisual. Para ele, o cinema independente celebra a expressão de artistas que fazem da sétima arte uma maneira de arte livre. "A criatividade não encontra limites e ocupa espaços com histórias que ressoam com verdade", falou. 
O grande homenageado do evento foi  Roque Araújo, uma figura reconhecida na Bahia, no Brasil e no Mundo por sua paixão pelo cinema e por manter, sem apoio, em Cachoeira, na Estação Ferroviária, o Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual (IRA), desde 2014. O IRA atua na preservação e catalogação do acervo pessoal dele, que apresenta milhares de peças em sua exposição fixa. Os documentos históricos e equipamentos raros preservados pelo no museu tem um valor imensurável para a memória e identidade do cinema nacional. 
Roque Araújo é um nome importante desde os anos 60, quando a Bahia ainda estava aprendendo a fazer cinema. Ele foi diretor, diretor de arte, diretor de fotografia, ator - apareceu em "Grito da Terra", de Olney São Paulo -, roteirista, editor, sonoplasta, assistente de câmera, eletricista e mais, inclusive trabalhando em filmes de Glauber Rocha.  
Roque Araújo palestrou sobre sua trajetória no Cinema Novo, ao lado do cineasta Glauber Rocha, principalmente, e suas andanças pelo mundo. Contou que foi sindicalista e lutou pelo reconhecimento das atividades ligadas ao cinema e que integrou o Conselho Nacional de Cinema (Concine), um órgão gestor do cinema brasileiro criado em 1976 e extinto em 1990. Reclamou que a Bahia precisa de um Museu do Cinema.
Outros homenageados
Oscar Santana - diretor e roteirista de longas metragens como "O Caipora" (1964), "O Pistoleiro" (1975) e o curta "Caetanave" (1972), produtor de "Abrigo Nuclear" (1981) e "O Mágico e o Delegado" (1983), ator em "Redenção" (1959), "A Grande Feira" (1961) e "O Santo Módico" (1964), sonoplasta em "Grito da Terra" (1964). Natural de Salvador, nascido em 1935.
Ajurimar Sales - ator e cineasta premiado em Festival de Curtas Salto, ena estação turística de Salto, interior de São Paulo.
Braig Brothers - Aiky e Tales divididos entre a Europa e Brasil, são talentosos irmãos de Canavieiras. 
Aline Bastos - professora, atriz de teatro e cinema em Lauro de Freitas. 
Camila Gama - jornalista, atriz de teatro e cinema em Salvador;
Carlos Modesto - cineasta, escritor e memorialistam que conta a história do cinema na Bahia, como no livro "Oscar Santana:  60 Anos Fazendo Fita" (2023).
Dimas Oliveira - jornalista, cineasta e memorialista que há 59 anos, escreve sobre a sétima arte em jornais e revistas, em contínua atuação promovendo o cinema em Feira de Santana.
Flaviano Oliveira - ator e cineasta em Simões Filho.
Glauber Charles - cineasta especialista em efeitos especiais em Camaçari. 
Jean Oliver - ator e cineasta em Simões Filho.
Joél Áuves - ator e cineasta em Dias d'Ávila. 
Joseval dos Santos - gestor de talentos, ator e entusiasta da arte cinematográfica em Salvador.
Josman Lima - psicólogo, escritor, ator e fotógrafo em Feira de Santana.
Lucky Santiago - ator e cineasta em Salvador.
Lula Oliveira - jornalista e cineasta. É uma das vozes mais expressivas do audiovisual produzido na Bahia. Formado em Comunicação Social pela Ufba. Lula compartilhou a premiação com Joel Almeida - cineasta e cineclubista que tem uma longa trajetória com o cinema baiano. Natural de Cruz das Almas é bacharel e licenciado em História pela Ufba, com o trabalho "Roberto Pires e o Ciclo de Cinema da Bahia". É autor do trabalho de pesquisa "O Ator Negro no Contexto do Ciclo Baiano de Cinema".
Manas Borges - Lucy é fotógrafa e Bel é produtora de eventos em Irará.
Tonny Maravilha - ator e cineasta em Simões Filho.
Tudão Produções Audiovisuais - autoria do projeto Cinema no Coreto, levando arte e entretenimento para cidades do interior.
Waldeck Alves - professor, jornalista e teólogo em Santo Estêvão. À frente da TVDoor é umgrande entusiasta da arte cinematográfica.

Cine Farol: Prêmio Resistência da Sétima Arte

Cerimonia de premiação do cinema independente no Museu de Arte da Bahia


O cinema independente da Bahia estará em festa neste sábado, dia 6 de junho de 2026, entre 15 e 17 horas. O Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador, será palco do Cine Farol, cerimonia de premiação do cinema independente na Bahia. Com o prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir, o reconhecimento aos "guardiões de narrativas que muitas vezes fogem dos grandes estúdios, mas que ganham vida e impacto por meio da coragem e da paixão".

O evento foi idealizado pelo cineasta Aderaldo Miranda, produtor audiovisual e apaixonado pelo cinema. Ele percebe que o cinema independente celebra a força e a expressão dos artistas que fazem do cinema uma forma de arte livre, onde a criatividade não encontra limites e as histórias ressoam com verdade.

Aderaldo afirma que "o cinema independente não pede espaço, ele ocupa. Enquanto a indústria repete fórmulas seguras e lucra com o previsível, o cinema independente arrisca, provoca e incomoda. O cinema independente não existe para agradar, existe para dizer o que o mercado tenta calar." 

- Cada filme independente é um ato de resistência contra a ideia de que só quem tem dinheiro pode contar narrativas que importam - diz Aderaldo. Celebrando essa resiliência, ele reitera que o cinema independente "não é alternativa, é confronto. E enquanto tentarem reduzir a arte a produto, a gente continua filmando. Com pouco recurso, muita urgência e zero disposição para se curvar."

O grande homenageado desta cerimonia será o professor e cineasta Roque Araújo, conhecido na Bahia, no Brasil e no mundo por sua paixão pelo cinema e por seu inestimável acervo audiovisual, Roque Araújo em sua longa carreira fez quase tudo no cinema, realizou trabalhos em direção de fotografia, iluminação, elétrica, motorista, ator, direção geral, dentre outros. Uma lenda do cinema na Bahia. 

Dentre os homenageados, o jornalista e memorialista Dimas Oliveira que há 59 anos, escreve sobre a sétima arte em jornais e revistas, em contínua atuação promovendo a sétima arte em Feira de Santana. Ele também fez cinema Super 8 nos anos 1980 e foi assistente do cineasta José Umberto nos filmes "Ser Tão" e "Cantos Flutuantes".

Outros nomes: professor, jornalista e teólogo Waldeck Alves de Santo Estêvão, grande entusiasta da arte cinematográfica; Ajurimar Sales, da TVE, premiado no festival de curtas em São Paulo; Flaviano Oliveira, de Simões Filho; Joél Áuves, de Dias D'Ávila; Lucky Santiago, de Salvador; Mineirinho, de Simões Filho; Glauber Charles, de Camaçari; Luiz Miguel, de Lauro de Freitas;  Meire Vinhas, de Feira de Santana; Carlos Modesto, Sandra Lopes, Joseval Santos, Camila Gama, os quatro de Salvador; Aline Bastos, de Lauro de Freitas, e Tonny Maravilha mais Jean Oliver, de Simões Filho, fazem parte do seleto grupo de abnegados cineastas premiados têm dedicado suas vidas a contar histórias que emocionam, provocam e inspiram. Através de seu talento e persistência, esses artistas mantêm viva a essência do cinema independente.

Com informações de Aderaldo Miranda

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Adeus a Clint Eastwood para sempre, aos 96 anos: a família da lenda de Hollywood anuncia sua aposentadoria definitiva do cinema


Adeus a Clint Eastwood para sempre, aos 96 anos: a família da lenda de Hollywood anuncia sua aposentadoria definitiva do cinema

História de Luiza Zauza
 
Tudo indicava que Clint Eastwood estava trabalhando em outro filme após a estreia do excelente "Jurado Nº 2" (Juror #2), já que ele próprio havia dado a entender isso. No entanto, chegou agora a confirmação definitiva de sua aposentadoria do cinema por parte da própria família desse que é uma das maiores lendas da história do cinema.

É bastante surpreendente que a notícia tenha sido anunciada de forma tão discreta por seu filho, Kyle Eastwood, na France Info, onde ele destacou que "guardo muitas boas lembranças de ter trabalhado com ele. Agora ele está aposentado, mas tive muita sorte de poder trabalhar com ele em vários filmes. Foi uma ótima experiência para mim".

Não se sabe o motivo específico

Na verdade, essas declarações de Kyle Eastwood já foram feitas há alguns meses, mas só vieram a público agora, por motivos que desconhecemos. Ou seja, ele já está aposentado há algum tempo, aproveitando os últimos anos de vida que lhe restam. Espera-se que sejam muitos, mas é que, nesse dia 31 de maio, o cineasta completou 96 anos, e o corpo humano tem seus limites.

Espero que sua aposentadoria não tenha nada a ver com algum problema de saúde, algo que não se deve descartar de forma alguma nessa idade. É verdade que ele tem um físico privilegiado, fruto de uma série de hábitos que sempre seguiu à risca, mas isso também não torna ninguém imortal.

Com uma carreira repleta de sucessos tanto de bilheteria quanto de crítica, tendo conquistado nada menos que quatro Oscars - embora nunca tenha recebido um por seu trabalho como ator - e com o respeito de milhões de cinéfilos em todo o mundo, o que é certo é que ele conquistou de merito o direito de fazer o que bem entender.

Da minha parte, sempre lembrarei de "Um Mundo Perfeito" (A Perfect World) como meu filme favorito dirigido por ele, enquanto que, no que diz respeito ao seu trabalho diante das câmeras, sempre vou preferir Por uns Dólares a Mais, na minha opinião, o melhor filme da trilogia do dólar.

"Jurado nº 2" está disponível no Prime Video.

Diário Oficial dos EUA sanciona CV e PCC como terroristas e facções entram na mesma lista de Hamas, Hezbollah e Al Qaeda

Documento assinado por Marco Rubio afirma haver "base factual suficiente" para o enquadramento internacional.



O Federal Register, que é o Diário Oficial do governo federal dos Estados Unidos, publicou nesta sexta-feira, 5 de junho, a designação formal do PCC e do Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras. A determinação foi assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio e formaliza a segunda e mais abrangente das duas classificações anunciadas pelo Departamento de Estado em 28 de maio.

A publicação no Federal Register é o ato que confere vigência jurídica à medida, conforme previsto na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade americana.

O que diz o documento

O texto publicado no Federal Register afirma que "há base factual suficiente" para concluir que o PCC e o CV se enquadram como Organizações Terroristas Estrangeiras por terem "cometido ou tentado cometer, representado risco significativo de cometer ou participado de treinamento para cometer atos terroristas que ameacem a segurança de cidadãos dos EUA ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos".

O mesmo Federal Register também formalizou, em publicação separada, a classificação paralela das duas facções como Terroristas Globais Especialmente Designados, enquadramento em vigor desde 28 de maio com base na Ordem Executiva 13224.

Os efeitos práticos

Com a publicação, qualquer apoio material ou financeiro ao PCC e ao CV passa a ser crime federal nos EUA. Fundos e contas bancárias associados a membros ou associados das facções em instituições financeiras americanas devem ser bloqueados imediatamente e reportados ao Departamento do Tesouro, sem necessidade de notificação prévia.

A entrada de integrantes das facções nos EUA fica vedada, e membros que já estejam em território americano ficam sujeitos a deportação. Terceiros que forneçam apoio às organizações ficam expostos a penalidades civis e criminais.

Lista que as facções integram

Com as duas designações, PCC e CV passam a integrar uma lista de mais de 90 organizações tratadas pelos EUA como terroristas estrangeiras, ao lado de grupos como Hamas, Hezbollah, Al Qaeda, Estado Islâmico e Boko Haram, além de cartéis latino-americanos incluídos na esteira da pressão do governo Trump contra o narcotráfico, como o Cartel de Sinaloa, o Cartel de Jalisco Nueva Generación e o Tren de Aragua.

Posição do governo brasileiro

O governo Lula rejeitou formalmente a tipificação, reconhecendo que o PCC e o CV "espalham o terror nas comunidades onde atuam", mas argumentando que as facções não se enquadram no conceito legal de terrorismo da legislação brasileira por atuarem, segundo o Planalto, com motivação econômica e não ideológica.

O Brasil informou aos EUA que não alterará sua legislação interna e continuará tratando as facções como organizações criminosas.

Fonte: https://www.conexaopolitica.com.br/

Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo chega às últimas semanas de inscrições

Até o dia 30 de junho estão abertas as inscrições da edição 2026 do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional. O certame premiará jornalistas profissionais e universitários, com valores entre R$ 3 mil e R$ 38 mil, totalizando R$ 290 mil distribuídos em 30 categorias.

Podem concorrer os trabalhos jornalísticos produzidos em todo o País e que retratem ações executadas na área de atuação do BNB - estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo. O conteúdo noticioso precisa ser inédito e publicado em território nacional no período de 1° de janeiro de 2025 a 30 de junho de 2026.

Microcrédito rural é o tema do Grande Prêmio Nacional, cuja premiação é de R$ 38 mil. Além da categoria principal, o Prêmio Banco do Nordeste contemplará outros 29 materiais, com valores individuais de R$ 3 mil a R$ 23 mil, que tratem do tema geral “desenvolvimento regional”.

As vertentes desse assunto incluem expansão de crédito, empreendedorismo urbano e rural, geração de empregos, ocupação e renda, tecnologia e inovação, investimentos em infraestrutura, responsabilidade socioambiental e manifestações culturais

Serão premiados jornalistas profissionais e estudantes universitários que tenham material publicado ou veiculado nos estados de atuação do Banco e um profissional com atuação extrarregional. Os trabalhos inscritos devem ser enquadrados em uma das categorias: texto, fotografia, áudio, audiovisual e projetos multimídia.

Prêmios estaduais

Na categoria estadual, haverá dois trabalhos vencedores por estado em que o BNB atua, sendo um para comunicadores profissionais e um para estudantes universitários. O tema será aberto às vertentes do desenvolvimento regional com disputa entre todos os inscritos daquele estado, independentemente da mídia inscrita.

O regulamento completo está disponível na seção Prêmio BNB de Jornalismo do portal do Banco.

Enviado por IMPRENSA - Banco do Nordeste 

Rifa com obra de Malinovisky

 



"Michael" tem data para lançamento digital

Grande sucesso do cinema em 2026, “Michael”, cinebiografia do Rei do Pop, já tem data para ser disponibilizado nas plataformas de streaming.


Um dos maiores sucessos do cinema de 2026, "Michael", a cinebiografia de Michael Jackson, já tem data prevista para chegar às plataformas de streaming. Depois de levar milhões de pessoas aos cinemas, o Rei do Pop promete emocionar seus fãs diretamente do conforto de suas casas. 
A estreia de "Michael" já tem data marcada no Prime Video. A partir de segunda-feira, dia 8 de junho de 2026, às 23 horas (horário de Brasília), o filme que retrata a carreira de um dos maiores nomes da música estará disponível para compra por R$ 59,90. A opção de aluguel também será disponibilizada, com valor ainda a ser divulgado.

Sessões no cinema estão diminuindo

O sucesso de "Michael" é inegável, e a recomendação para quem quer assistir ao longa nas telas de cinema é que se adiantem, pois, com o lançamento do filme nas plataformas digitais e o passar do tempo, a tendência é que as sessões sejam reduzidas e, em breve, "Michael" saia de cartaz. No Orient CinePlace Boulevard, em Feira de Santana, sessões às 15h20, 18 horas e 20h40.

Para quem já assistiu, porém, a disponibilização do longa no streaming significa uma oportunidade para reassistir a produção que arrastou multidões de fãs do Rei do Pop aos cinemas.

"Michael" arrecadou valor bilionário 

O longa "Michael", estreado por Jaafar Jackson - sobrinho de Michael Jackson -, é um sucesso. Ao redor do planeta, o longa já arrecadou U$ 853.563.689,00 (cerca de R$ 4,3 bilhões), sendo U$ 31,1 milhões do valor vindo apenas de cinemas brasileiros. No panorama geral, 59,7% da bilheteria é internacional, e países como França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Brasil, México e Austrália.

Fonte: portalpopline-com-br

quinta-feira, 4 de junho de 2026

"Michael" é maior bilheteria da Universal no Brasil


O drama musical "Michael", de Antonio Fuqua, se torna o maior lançamento da história da Universal Pictures no Brasil. Conforme informações divulgadas pelo estúdio, o longa já levou 6,8 milhões de espectadores aos cinemas e acumula arrecadação superior a R$ 155 milhões no país. "Michael" entra em sétima semana em cartaz, inclusive em Feira de Santana. No Orient CinePlace Boulevard, sessões às 15h20, 18 horas e 20h40.

O desempenho de "Michael" chamou a atenção desde a estreia, em 23 de abril. No primeiro fim de semana em cartaz, o filme registrou a maior abertura de 2026 no Brasil, com mais de 1,7 milhão de ingressos vendidos e arrecadação superior a R$ 40 milhões.

Além do sucesso nacional, o filme ainda acumula resultados expressivos no mercado internacional. Em maio, o longa ultrapassou a marca de 700 milhões de dólares em bilheteria global e se consolidou entre os filmes de maior arrecadação do ano.

    Visão de "Boi de Prata"




    Assista ao filme: https://www.youtube.com/watch?v=2KkeA3nUyaw

    Recebi do cineasta José Umberto Dias, o link do filme "Boi de Prata", de Augusto Ribeiro Jr. (Foto), cineasta potiguar, nascido em Caicó (1949-1995). Um filme icônico que era tido como perdido.

    Não conhecia essa raridade fílmica, que é considerada um clássico do cinema potiguar e nacional. Foi um um dos primeiros filmes produzidos pelo modelo de regionalização da produção, implantado pela Embrafilme em 1976. Mas ao contrário do que era previsto pelo contrato com a Embrafilme, o "Boi de Prata" nunca foi distribuído para os cinemas do país. Depois de algumas pré-estreias e participações em festivais, caiu nas sombras e no silêncio das prateleiras da estatal de cinema.

    "Boi de Prata" foi filmado e montado entre 1976 e 1980. Fez parte do seminário "Boi de Prata - 40 anos pensando o Brasil a partir do sertão do RN", nascido a partir de pesquisa da publicitária e historiadora Flávia Assaf, que durante três anos analisou a obra em sua dissertação de mestrado e que lançou o  livro "Boi de Prata: estreia do sertão do Seridó no cinema terceiro mundista brasileiro".

    Em sua terra é que ele filmou a trama: o rico fazendeiro Elói Dantas (Álvaro Guimarães), retorna da Europa decidido a aumentar ainda mais seu patrimônio explorando minérios. Acompanha-o sua esposa Beatriz (Fátima Barreto), sempre embiagada e ansiosa por voltar a Londres. Associado a grupos estrangeiros, Elói  pretende explorar ouro e xelita e, para isso, tenta se apropriar do pequeno sítio de Antônio Vaqueiro (José Marinho), rico nesses minerais. Desesperado, Antonio corre em auxílio da curandeira cigana Maria dos Remédios (Luiza Maranhão) e do poeta e sonhador Tião Poeta (Lenicio Queirogo) para enfrentar a ganância de Elói e tentar salvar a terra que lhe resta. Tião sonha com o boi de prata - brilhante e misterioso - símbolo da libertação do povo. O fazendeiro contrata jagunços armados para invadir a propriedade de Antonio. Este, junto com Tião, constrói um muro de pedras, usando a música como arma de defesa contra os invasores, que logo o destroem com dinamite. Antonio é assassinado e Tião, torturado. Depois, durante um churrasco, Elói, vitorioso, e Beatriz, completamente embriagada, assistem a uma apresentação de bumba-meu-boi. O fazendeiro provoca o boi, que o derruba. De dentro do boi surge Tião, empunhando uma faca, e mata Elói. Todos fogem, encontrando pelo caminho o boi de prata, que passam a seguir.

    Zé Coió como fonte histórica

    Além do publicitário e cronista, José Carlos Pedreira deixou um acervo valioso para pesquisadores interessados na história, na cultura, na economia, na política e no cotidiano de Feira de Santana




    Por Everaldo Goes 

    Talvez ainda não tenhamos percebido a real dimensão da importância do legado deixado por José Carlos Pedreira, o Zé Coió, que nos deixou no último domingo, 31 de maio de 2026, aos 88 anos. Entre as muitas homenagens prestadas ao publicitário, empresário e comunicador, merece destaque um aspecto que extrapola sua trajetória profissional. Para pesquisadores interessados na história, na cultura, na economia, na política e no cotidiano de Feira de Santana, sua obra constitui um acervo de valor extraordinário.

    Ao longo de décadas, Zé Coió registrou fatos, personagens, acontecimentos, costumes e transformações da cidade. Em muitos casos, não escreveu apenas como observador. Foi testemunha ocular dos acontecimentos, conviveu com inúmeros personagens que retratou e participou de ambientes sociais, culturais, econômicos e políticos que depois transformou em narrativa. Seus textos preservam memórias que dificilmente seriam encontradas em documentos oficiais ou relatórios administrativos.

    A relevância desse material pode ser compreendida à luz da própria evolução da pesquisa histórica. Desde a renovação promovida pela Escola dos Annales, na primeira metade do século 20, historiadores como Marc Bloch e Lucien Febvre demonstraram que a História não se constrói apenas com leis, atas, decretos ou grandes acontecimentos políticos. Memórias, experiências cotidianas, práticas culturais e testemunhos também constituem fontes fundamentais para compreender uma sociedade.

    Um patrimônio documental da cidade

    Sob essa perspectiva, os textos de Zé Coió assumem importância singular. Neles encontramos informações sobre pessoas, famílias, empresas, manifestações culturais, relações sociais, espaços urbanos, lideranças políticas e transformações econômicas que marcaram diferentes períodos da história feirense. Jacques Le Goff lembrava que todo documento é também um testemunho do seu tempo. Peter Burke destacou a importância da História Cultural. Carlo Ginzburg mostrou como pequenos indícios podem revelar aspectos profundos de uma sociedade. A produção de Zé Coió dialoga diretamente com essas reflexões ao registrar o cotidiano da cidade por meio de seus personagens e histórias.

    Seus escritos constituem fonte valiosa para historiadores, sociólogos, jornalistas, memorialistas, estudantes, mestrandos e doutorandos interessados em compreender Feira de Santana. Em uma cidade que passou por profundas transformações urbanas, econômicas e sociais ao longo do século 20 e início do século 21, seus relatos ajudam a reconstruir cenários, identificar protagonistas e compreender modos de vida que poderiam desaparecer com o passar do tempo.

    Mais do que uma homenagem póstuma, talvez seja o momento de pensar na preservação desse patrimônio documental. A digitalização, catalogação e disponibilização pública de sua produção permitiriam que futuras gerações tivessem acesso a uma parcela significativa da memória feirense. Quando uma pessoa parte, desaparecem experiências e saberes acumulados ao longo da vida. Mas quando seus registros permanecem preservados, a memória continua dialogando com o futuro.

    É por isso que a obra de Zé Coió não pertence apenas ao passado. Ela constitui um legado para todos aqueles que desejarem compreender e interpretar a história de Feira de Santana.

    Fonte: @feirahoje