Opção de transferência bancária para a Pessoa Física: Dimas Boaventura de Oliveira, Banco do Brasil, agência 4622-1, conta corrente 50.848-9

Clique na imagem

*

*
Clique na logo para ouvir


Telefones: (71) 3634-6194/ 6197/ 6060 - (71) 99965-4537 * E-mails: cpl@construtorapereiralima.com.br - construtoraplima@terra.com.br * Site: https://construtorapereiralima.com.br/

Pré-venda para pré-estreia

Pré-venda para pré-estreia
Quarta-feira, 29 - 20h30 - 21 (Dublado)

Lançamento Nacional

Lançamento Nacional
13 - 15h10 - 15h40 - 16h20 - 17h50 -18h20 - 19 - 20h30 - 21 (Dublado)

sexta-feira, 24 de abril de 2026

"Sobrevivendo no Pantanal" no 54º Festival de Cinema de Gramado

Uma viagem que era para ser inesquecível… Se transforma em uma luta brutal pela sobrevivência.


Assista ao trailer:
https://www.youtube.com/watch?v=9ieuG8MjxVM

"Sobrevivendo no Pantanal", de Aderaldo Miranda e Glauber Charles, os mesmos diretores de "Lucas da Feira", é um filme de suspense e sobrevivência que mostra até onde o ser humano é capaz de ir quando a única escolha é continuar lutando para viver. O filme vai participar do 54º Festival de Cinema de Gramado, entre 12 a 22 de agosto de 2026, como informa Miranda.

Produzido pela North Filmes, o projeto traz uma experiência visual intensa e realista, com todas as imagens captadas de forma autoral, incluindo cenas aéreas com drones e filmagens cinematográficas feitas em locação, valorizando a beleza e os perigos reais do Pantanal brasileiro.

No coração de uma das regiões mais selvagens do Brasil, um grupo de turistas decide explorar as belezas naturais do Pantanal. Cercados por paisagens deslumbrantes, rios imensos e uma natureza aparentemente tranquila, eles não imaginavam que, em poucas horas, tudo mudaria.
Perdidos no meio da mata, sem sinal, sem direção e cercados pelos perigos da natureza, cada passo passa a ser uma batalha contra o tempo, o medo e os próprios limites humanos. A fome, o cansaço e a presença constante dos predadores transformam o paraíso em um verdadeiro teste de sobrevivência. "Prepare-se para sentir a tensão, o silêncio da mata e a força da natureza", é o apelo.

O filme vai concorrer em festivais no Rio de Janeiro-RJ e em Vitória-ES. Após os festivais, vai ser exibido em Feira de Santana.

"Veteranos - O Filme" no 54º Festival de Cinema de Gramado

Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=fsbyt3OG3oU

 "Veteranos - O Filme", do cineasta cristão Aderaldo Miranda, o mesmo diretor de "Lucas da Feira", vai participar do 54º Festival de Cinema de Gramado, entre 12 a 22 de agosto de 2026, como informa o diretor, assim como "Sobrevivendo no Pantanal".

Fechamento do cadastro: TRE-BA realiza plantão de atendimento neste sábado

Serviço será oferecido das 8 às 12 horas na capital e interior do estado


Começa neste sábado, 25, o plantão de atendimento ao eleitor do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). A ação tem início às 8 horas e segue até as 12 horas nos cartórios eleitorais da capital e do interior do estado e na Central de Atendimento ao Público (CAP), localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

O atendimento acontecerá por ordem de chegada e ocorre diante da proximidade do fechamento do Cadastro Eleitoral no dia 6 de maio. A medida foi estabelecida pela Portaria nº 406, de 7 de abril de 2026, publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) e visa disponibilizar os serviços da Justiça Eleitoral para cadastramento de novos eleitores e para aqueles que ainda precisam regularizar pendências. 
Além do dia 25 de abril, o atendimento extraordinário também ocorrerá em maio, nos dias 1º (sexta-feira - feriado) e 2 (sábado), das 8 às 12 horas. 
Serviços
Durante a atividade, será possível solicitar a primeira via do título, regularizar a situação eleitoral, coletar a biometria, realizar a transferência de domicílio eleitoral, alterar o local de votação,  revisar os dados cadastrais, entre outros procedimentos.
Documentos
Para ser atendido, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência emitido há, no máximo, três meses. No caso do alistamento eleitoral (primeira via do título), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do modelo antigo não será aceita de forma isolada, sendo obrigatória a apresentação de documentação complementar. Para homens que completam 19 anos no ano do alistamento, também é exigido o certificado de quitação militar.
Prazo
Após 6 de maio, o cadastro será fechado em razão dos preparativos para o pleito deste ano. O fechamento segue a aplicação do artigo 91 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e do Calendário Eleitoral 2026, estabelecido pela Resolução TSE n° 23.760, e ocorre 150 dias antes do primeiro turno das Eleições Gerais, marcadas para 4 de outubro.

Enviado por Ascom - TRE-BA

A inteligência artificial é só uma ferramenta… ou parte de algo muito mais profundo?

Será que o mundo vai acabar nas mãos das máquinas?

Ou… será que a inteligência artificial já está assumindo um papel maior do que imaginamos?

Todos os dias, algoritmos decidem o que você vê…
máquinas criam imagens, vozes, conversas…
e, aos poucos, a linha entre o real e o artificial vai desaparecendo.

Mas e se isso não for apenas avanço tecnológico?

🤖 Livro A Mente de Silício 🔥Só Hoje por R$ 9,85🔥

Gospel Goods
LançamentosMais VendidosBíbliasLivrosTeologiaEditoras Cristãs

Curta o Geek Experience no Boulevard


Camaçari sedia 2ª etapa do Circuito Baiano de Skateboard Street 2026

Competição acontece na Praça 1° de maio (Praça Abrantes), no centro da cidade, e promete reunir aproximadamente 100 atletas




A 2ª etapa do Circuito Baiano de Skateboard Street será realizada neste sábado, 25, e domingo, 26, em Camaçari. A competição acontece na Praça 1° de maio, antiga Praça Abrantes, no centro da cidade, e tem previsão de reunir cerca de 100 skatistas.
Acontecendo na modalidade street, a competição terá sete categorias, sendo três femininas (mirim, iniciante e amador) e quatro masculinas (mirim, iniciante, amador e master). As inscrições para a etapa já estão abertas. Atletas interessados em participar devem se inscrever pelo site https://cbsk.com.br/eventos/2106 até esta quinta-feira, 23, pagando taxa de inscrição de R$ 55,00.
Para o evento, são esperados na competição atletas de Salvador, Região Metropolitana e Sudoeste, Sul, Recôncavo, Extremo Sul e Sergipe, além de competidores de outras cidades com presença constante nas edições do circuito, como Feira de Santana. "Será mais uma etapa que vai somar pontos para o ranking estadual deste ano. Portanto, para os atletas que visam disputar o campeonato nacional é fundamental marcar presença e seguir na disputa, até mesmo para aumentar o coeficiente e termos mais vagas na competição nacional", destaca Ernesto Belote, diretor-presidente da Federação de Skateboard do Estado da Bahia (Feseb).
Homologado pela Confederação Brasileira de Skateboarding (CBSk), o Circuito Baiano entregará prêmios para os oito primeiros colocados das sete categorias. Além de troféus e medalhas, os atletas serão premiados com shapes de skate, rodas, lixas, truck e outros materiais.
"Um dos nossos maiores orgulhos é poder premiar os nossos atletas com materiais para uso de skate. Com isso, um competidor pode trocar uma peça do skate ou receber como prêmio uma roda ou lixa com qualidade superior compatível ao skate profissional. E o mais importante é que isso não ocorre somente com os competidores que ficam no pódio, e sim com quase todo o top 8", pontua André Borges, coordenador de Esporte da Feseb.
O Circuito Baiano de Skateboard Street 2026 é realizado e homologado pela Feseb e conta com a parceria do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e a Superintendência dos Desportos (Sudesb). Para esta etapa, conta com apoio da Prefeitura de Camaçari, Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (Sejuv) da cidade, além do Novo Mix Supermercados, que vai fornecer alimentação e hidratação aos atletas e Café da Vovó que vai fortalecer o café da manhã  dos skatistas.
Crédito das imagens: Chaos PA.
Enviado por Bruno Ganem

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Um paraíso perto de Curitiba - Recanto Salto Boa Vista reforça compromisso com preservação ambiental após incidente controlado e amplia conscientização de visitantes

Área de conservação administrada por uma família há mais de duas décadas, une turismo de natureza e proteção de espécies nativas, ao mesmo tempo em que intensifica ações educativas diante de impactos causados por visitantes



Em meio à crescente busca por experiências ao ar livre, o Recanto Salto Boa Vista, localizado em Bateias, em Campo Largo, Paraná, a cerca de 40 quilômetros de Curitiba, consolida-se como um refúgio ecológico que equilibra visitação e preservação ambiental. Com origem em 2001 como propriedade familiar, o espaço foi aberto ao público a partir de 2020, ampliando seu propósito para além do uso privado e se tornando um destino de conexão com a natureza.
Inserido em uma área de mata nativa preservada, o Recanto abriga espécies raras e mantém grande parte de sua extensão protegida, com acesso controlado a apenas uma parcela do território. A proposta é clara: permitir que natureza e presença humana coexistam de forma respeitosa e sustentável.
Recentemente, no entanto, um episódio acendeu um alerta sobre os limites dessa convivência. Visitantes realizaram oferendas em uma área do Recanto, o que acabou provocando um princípio de incêndio. As chamas foram rapidamente controladas dentro da propriedade, sem maiores danos, mas o caso evidenciou riscos significativos para o ecossistema local.
"A situação foi controlada com rapidez, mas poderia ter tomado proporções muito maiores, principalmente por estarmos em uma área de preservação com vegetação sensível. Esse tipo de prática exige reflexão sobre responsabilidade coletiva", afirma Tobias Gelasko, administrador do Recanto Salto Boa Vista.
Além desse episódio, outra preocupação recorrente envolve intervenções diretas na vegetação, como marcações em troncos de árvores, prática que compromete a saúde das espécies e descaracteriza o ambiente natural.
Diante desse cenário, o Recanto vem reforçando seu papel educativo junto aos visitantes, adotando uma abordagem orientativa desde a chegada ao espaço. Informações sobre conduta ambiental, níveis de trilhas e preservação são compartilhadas no momento do check-in, buscando sensibilizar o público sobre a importância de atitudes responsáveis durante a visita.
Como parte da experiência, o turismo rural também ganha protagonismo dentro do Recanto, ampliando a conexão do visitante com o território. A produção local, incluindo mel, integra a vivência proposta pelo espaço e reforça a valorização de práticas tradicionais e sustentáveis, aproximando o público da origem dos alimentos e da cultura regional.
A principal virada de chave do projeto aconteceu com a criação do Café Rural, que passou a traduzir essa conexão de forma sensorial. "Percebemos que a conexão com a natureza poderia ir além do visual, ela também poderia acontecer através do paladar", afirma Gelasko.
Com uma proposta que se distancia do tradicional café colonial, o Café Rural do Recanto valoriza uma experiência mais autêntica e regional, com preparos artesanais que resgatam receitas e sabores locais. Servido em formato de mesa farta, o espaço reúne opções variadas de doces e salgados, além de pratos quentes que complementam a experiência gastronômica em meio à natureza.
Essa mudança trouxe uma nova dimensão para o Recanto, transformando a visita em uma experiência completa onde o visitante não apenas vê e sente a natureza, mas também a prova.
"Hoje, a experiência vai muito além da paisagem. O visitante vive o ambiente em diferentes sentidos, com calma, tempo e conexão real com o espaço", destaca o administrador.
Com mais de nove trilhas sinalizadas, mirantes a mais de 1.100 metros de altitude e a maior cachoeira da região metropolitana de Curitiba, o Recanto recebe milhares de visitantes mensalmente, especialmente em períodos de alta temporada. O crescimento da procura reforça a necessidade de equilibrar acesso e conservação, um desafio comum a destinos naturais em expansão.
Ao mesmo tempo em que amplia sua estrutura e experiências, o espaço mantém como princípio a mínima intervenção ambiental, priorizando práticas como reutilização de água, uso de energia solar e proteção integral de áreas sensíveis.
O episódio recente, longe de comprometer a operação, passa a ser tratado como ponto de inflexão para fortalecer o diálogo com o público. A expectativa é que a conscientização avance na mesma medida em que cresce o interesse por destinos naturais.
"Mais do que um local de visitação, o Recanto é um espaço de aprendizado. Preservar não é apenas uma responsabilidade da gestão, mas de todos que passam por aqui", conclui Gelasko.
Sobre o Recanto Salto Boa Vista
O Recanto Salto Boa Vista é um destino de turismo de natureza localizado em Bateias, distrito de Campo Largo (PR), a cerca de 40 km de Curitiba. Criado em 2001 como um espaço de uso familiar, foi aberto ao público em 2020 com o propósito de oferecer experiências de conexão genuína com o meio ambiente. Inserido em uma área de preservação com espécies nativas e raras, o Recanto combina trilhas, mirantes e a maior cachoeira da região metropolitana com práticas sustentáveis e controle de visitação.
Além das atrações naturais, o espaço também se destaca pelo turismo rural, com produção local - como mel artesanal - e pelo Café Rural, que valoriza a gastronomia regional com preparos artesanais. Com gestão familiar e foco em preservação, o Recanto se consolida como um ambiente onde natureza e presença humana coexistem de forma consciente e integrada.

Mais informações podem ser obtidas em: https://saltoboavista.com.br/

Crédito Imagens: Divulgação/Recanto Boa Vista

Com informações de Jana Fogaça - DIT - Descomplica Comunicação

Revisão de melodrama clássico


O melodrama clássico "Sublime Obsessão" (Magnificent Obsession), de Douglas Sirk, 1954, foi revisto. É baseado em best seller de Lloyd C. Douglas. Foi incluído na lista de 400 filmes do American Film Institute de 2002 indicados para os 100 melhores filmes de histórias de amor da América. Jane Wyman foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo sua interpretação.  Um dos primeiros papeis principais de Rock Hudson.

No drama, quando o rude e mimado homem rico Bob Merrick (Rock Hudson) destrói sua lancha, a equipe de resgate o ressuscita com um equipamento que, portanto, não está disponível para ajudar um herói local, o Dr. Wayne Phillips, que morre como resultado. Phillips ajudou muitas pessoas e, quando Merrick descobre o segredo de Phillips, doar abnegadamente e em segredo, ele o experimenta de forma presunçosa. O resultado afasta ainda mais a viúva de Phillips, Helen (Jane Wyman), por quem Merrick se apaixonou. A persistência de Merrick causa outra tragédia, e ele deve refazer sua vida, incluindo voltar para a faculdade de medicina, na tentativa de fazer as pazes e conquistar o amor dela.

Depois, em 1955, Jane Wyman e Rock Hudson atuaram juntos em outro filme de Douglas Sirk, "Tudo o Que o Céu Permite" (All That Heaven Allows). Ambos foram exibidos em Feira de Santana no Cine Santanópolis, entre o final dos anos 50 e início dos anos 60.
Ainda no elenco: Agnes Moorehead, Otto Kruger, Barbara Rush, Gregg Palmer, Paul Cavanagh, Sara Shane, Richard H. Cutting, Judy Nugent, Lisa Gaye, Myrna Hansen, Kathleen O'Malley, entre outros.

Por filmes como este, Douglas Sirk se tornou um dos mais influentes cineastas dos anos 50, com seu estilo extravagante, marcado pelo uso do Tecnicolor de cores fortes e explosivas (fotografia de Russell Metty). Sirk é reconhecido pela utilização de técnicas do melodrama, como música abundante, emoções ilimitadas e lágrimas para emocionar o público, atingindo-o diretamente no coração.

TRE nega recurso petista contra o União Brasil em denúncia de propaganda antecipada durante evento em Feira de Santana

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) negou um recurso da Federação Brasil da Esperança, composta pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), em denúncia de propaganda eleitoral antecipada do partido União Brasil, durante evento da sigla do ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto, em Feira de Santana. 

Na denúncia, o grupo da base governista afirma que o evento, que marcou o lançamento da campanha "União pela Bahia", se configura como ato de "convenção antecipada", onde "houve um verdadeiro comício com pedido expresso de votos e não votos nos discursos proferidos pelos pré-candidatos ora representados, inclusive com utilização de artista". 

O processo, julgado pelo desembargador Paulo Chenaud, julgou a representação como improcedente. Respondendo aos apontamentos da Federação Brasil da Esperança, o magistrado expõe que "a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos e, de outro lado, as críticas à gestão do governo atual, não desbordaram dos contornos legais, sendo certo que a transmissão realizada no perfil do pré-candidato em rede social também não encontra vedação, sendo esta restrita às emissoras de rádio e televisão."

Na decisão, ele conclui: "Portanto, tenho que o evento questionado não ultrapassa o âmbito da liberdade de expressão e da atividade político-partidária, não restando demonstrada a invocada prática de propaganda irregular. Pelo exposto, em harmonia com o parecer ministerial, julgo improcedente o pedido deduzido na peça exordial."

Para o advogado Ademir Ismerim, um dos responsáveis pela defesa, "agiu bem o desembargador quando entendeu que foram feitas críticas à atual administração e que isto é permitido", narra o jurista. 

"A decisão deixa claro a mínima intervenção do judiciário no debate político, não sendo necessárias intervenções constantes, devendo privilegiar a democracia, além de assegurar aos Partidos plena liberdade", afirma.

Fonte: bahianoticias.com.br

Visão do western "A Hora da Pìstola"


Visão do western "A Hora da Pìstola" (Hour of the Gun), de John Sturges, 1967. O diretor reque realizou em 1957, com o lendário homem da lei em abordagem diferente. Wyatt Earp é um dos personagens do Velho Oeste mais retratados no cinema.

Na trama, em Tombstone, 1881, após o duelo do Curral OK, o delegado Wyatt Earp (James Garner) mata dois homens da gangue de Ike Clanton (Robert Ryan). Como vingança, bandidos de Clanton matam Morgan (Sam Melville) e ferem Virgil (Frank Converse), irmãos de Earp. Assim, Wyatt começa a perseguir os assassinos junto com seu amigo Doc Holliday (Jason Robards).

Como curiosidades, este filme marcou a estreia de Jon Voight no cinema. Apenas uma presença feminina creditada no elenco: a bela Charlene Holt, como a mulher do barbeiro acordado para presenciar um crime.

Filmes no campus


 Enviado por Yves São Paulo

Feira de Santana possui 15.219 eleitores com título eleitoral suspenso

TRE-BA alerta: mais de 450 mil eleitores estão com título cancelado na Bahia 

Regularização pode ser feita em qualquer cartório eleitoral ou unidade de atendimento da Justiça Eleitoral até 6 de maio


453.414 eleitores estão com o título cancelado na Bahia, segundo dados do Portal de BI do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). A regularização do documento pode ser feita de forma presencial, comparecendo a qualquer cartório eleitoral ou unidade de atendimento da Justiça Eleitoral no estado baiano até 6 de maio. Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado.
Também é possível fazer o serviço sem sair de casa, de forma on-line, por meio do Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do Tribunal. 
A diretora-geral do órgão, Mirella Cunha, comentou sobre a importância de estar com o documento regular, sendo fundamental para poder exercer o direito ao voto nas próximas eleições, que acontecerão no dia 4 de outubro, e evitar restrições em atividades públicas e privadas que exigem comprovação de quitação eleitoral. "Com o título cancelado, não é possível emitir passaporte, tomar posse em cargo público, renovar a matrícula em instituição de ensino, entre outros impeditivos", alertou. 
Dados
Salvador é a cidade da Bahia que ocupa o primeiro lugar na quantidade de títulos cancelados, registrando 106.019, seguida por Feira de Santana, que possui 15.219 eleitoras(es) com o documento suspenso, e Vitória da Conquista, com 11.600 títulos cancelados. Camaçari, possui 7.852 pessoas com o título cancelado.
Documentos necessários
Para regularização do documento, é necessário apresentar, no atendimento, comprovante de residência emitido há, no máximo, três meses, e documento de identificação com foto (Registro Geral; Carteira Nacional de Habilitação do modelo novo; Passaporte; Carteira de Trabalho e Previdência Social; Documento Nacional de Identificação ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei, a exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e Conselho Federal de Medicina (CRM).
Postos de atendimento
Além dos Cartórios Eleitorais, das Centrais de Atendimento ao Público (CAP), tanto em Salvador quanto em outras cidades do interior do Estado, é possível procurar os serviços da Justiça Eleitoral nos postos do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) e nos Postos de Atendimento Descentralizados

Enviado por Ascom TRE-BA

Do circuito internacional ao palco aberto, Amaro Freitas leva jazz premiado para Salvador

O "maior festival de jazz e sonoridades afro-brasileiras" traz a line-up com Sandra Sá, A Cor do Som, Vanessa Moreno, Aguidavi do Jêje, Skanibais e Grupo Garagem, em edição histórica para 15 mil pessoas


Primeiro brasileiro a conquistar a honraria internacional "Paul Acket (2026)" de jazz, o pianista pernambucano Amaro Freitas (Foto: Micael Hocherman) será headliner do Festival Salvador Jazz no dia 30 de maio. Transformando o piano em território ancestral, o groove marcante do álbum premiado Y'Y marca a noite de melodia e referências à diáspora africana, durante o maior palco de jazz e identidade da música negra da temporada.

Confirmado na line da 7ª edição do Festival, o artista se apresenta ao lado de Sidiel Vieira (contrabaixo acústico) e Rodrigo Digão Braz (bateria), com um repertório de jazz moderno, soul e música negra contemporânea. Expandindo no palco o universo sonoro de Y'Y, eleito "Melhor Álbum do Ano de 2024" pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), Amaro conduz uma performance imersiva para mais de 15 mil pessoas no Largo da Mariquita, em Salvador. 

Considerado a "revelação do jazz internacional", Amaro chega ao palco do Salvador Jazz após apresentações marcantes no Cork Jazz (Irlanda do Norte), Montreux Jazz Festival (Suíça), Pisa Jazz (Itália), e no emblemático Newport Jazz Festival (Estados Unidos). As master sessions de jazz, piano e demais instrumentos que compõem a sétima edição do festival continuam no groove de Sandra Sá, A Cor do Som, Vanessa Moreno, Aguidavi do Jêje, Skanibais e Grupo Garagem. 

SERVIÇO

7ª edição do "Festival Salvador Jazz"
Quando: entre os dias 27 e 31 de maio;
Onde: Largo da Mariquita, Rio Vermelho;
Atrações divulgadas até o momento: A Cor do Som;
Gratuito

Enviado por Antonio Anselmo, da Assessoria de Imprensa

Academia Feirense de Letras agenda sessão solene na Câmara pelos 50 anos


O presidente da Academia Feirense de Letras, João Batista de Cerqueira, esteve na quarta-feira, 22, na Câmara Municipal de Feira de Santana, oportunidade em que se reuniu com o presidente da Casa, Marcos Lima, e com o vereador Jorge Oliveira.
Durante o encontro, foram abordadas pautas relacionadas à atuação institucional da Academia, com ênfase na organização das atividades alusivas ao seu jubileu.
Ficou definida a realização de sessão solene em homenagem aos 50 anos da Academia Feirense de Letras, prevista para o dia 19 de outubro, nas dependências da Câmara Municipal.
A solenidade marcará a data comemorativa e reconhecerá a contribuição da Instituição para a literatura, a cultura e a preservação da memória em Feira de Santana ao longo de cinco décadas.

Fonte: Academia Feirense de Letras 

Roteiro do Orient CinePlace Boulevard

Cinema na Cidade 

Por Dimas Oliveira e Milena Batista

Roteiro do Orient CinePlace Boulevard 

LANÇAMENTO NACIONAL
MICHAEL (Michael), de Antoine Fuqua, 2026. Com Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long e Juliano Valdi. 
Drama biográfico musical. Narra a história do "Rei do Pop" Michael Jackson. Desde sua infância como estrela do Jackson Five, passando por momentos de abuso por parte de seu pai Joe Jackson. Ao seu sucesso "Thriller" e à compra de Neverland Valley, até sua morte trágica e inesperada em 25 de junho de 2009. Cópia dublada. Duração: 128 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Horários: 13 horas, 15h10, 15h40, 16h20, 17h50, 18h20, 19 horas, 20h30 e 21 horas.
PRÉ-ESTREIA
O DIABO VESTE PRADA 2
 (The Devil Wears Prada 2), de David Frankel, 2026. Com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Lady Gaga e Kenneth Branagh. Comédia. Quando Miranda Priestly se aproxima da aposentadoria, ela se reúne com Andy Sachs para enfrentar sua ex-assistente que se tornou rival: Emily Charlton. Cópia dublada. Dração: 120 minutos. Não recomendado para menores de 10 anos. Horários: 20h30 e 21 horas, na quarta-feira, 29 de abril.
CONTINUAÇÕES
MALDIÇÃO DA MÚMIA
 (Lee Cronin's the Mummy), de Lee Cronin, 2026. Com Jack Reynor e Laia Costa
. Terror. A filha de um jornalista desaparece no deserto sem deixar rastros. Oito anos depois, sua família dilacerada fica chocada quando ela retorna para casa, mas o que deveria ser um reencontro feliz se transforma em um pesadelo vivo. Segunda semana.Cópia dublada. Duração: 133 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. Horários: 13h30 e 20h30.
RIO DE SANGUE
de Gustavo Bonafé, 2026. Com Giovanna Antonelli, Alice Wagmann e Ravel Andrade. Drama
Após comandar uma operação fracassada, uma policial jurada de morte se afasta de São Paulo em busca de segurança e da retomada dos laços com a filha, que atua numa ong como médica e é raptada no interior do Pará por garimpeiros ilegais. Segunda semana. Duração: 105 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Horários: 16h20 e 19 horas.
SUPER MARIO GALAXY
 (The Super Mario Galaxy Movie) de Aaron Horvath e Michael Jelenic, 2026
. Animação. Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos se encontram em uma missão intergaláctica para deter um novo vilão ameaçador. Quarta semana. Cópia dublada. Duração: 99 minutos. Classificação: Livre. Horários: 14 horas,  16h10 e 18h20.
CARA DE UM, FOCINHO DE OUTRO
 (Push), de Daniel Chong, 2026. Animação
Para impedir que um bosque que abriga os animais seja destruído, a jovem Mabel transfere a própria mente para um castor robótico realista. Infiltrada no mundo selvagem, a jovem defensora da natureza une forças aos bichos em uma aventura animal. Oitava semana. Cópia dublada. Classificação: LivreDuração: 105 minutosHorário: 13 horas. 

Programação - sujeita a alteração - até terça-feira, 28 de abril.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Nenhum homem é uma ilha (mas umas ilhas são mais iguais que outras)

A ditadura cubana está por um fio. Uma boa notícia para os ilhéus, mas nem tanto para os ativistas que olham para Cuba como se ela não passasse de um charuto. 

Por Paulo Nogueira para o Observador:

Em 1978, o compositor e cantor brasileiro Chico Buarque de Holanda foi a Havana pela primeira vez. Na volta, detido no aeroporto do Rio de Janeiro, foi interrogado pela Polícia Federal sobre a viagem durante dez horas. 50 anos mais tarde, muita coisa mudou no mundo, mas não Chico Buarque, que este mês peregrinou de novo à ilha da rumba e do daiquiri.

O Brasil já não vive sob uma ditadura militar de direita, mas sob um governo de esquerda que nutre pela ditadura cubana de partido único (que já dura 67 anos) uma paixão enternecida. A Música Popular Brasileira (MPB), outrora uma das mais requintadas do planeta, vai de mal a pior, usurpada pelos excrementícios "sertanejos" (pastiche do pior "country") e funks (volta e meia misóginos e ligados a facções criminosas). O nome mais proeminente da MPB hoje é Annita, que está para Elis Regina, Gal Costa ou Maria Bethânia como Paulo Coelho está para Machado de Assis.

O próprio Chico, autor de 537 canções registadas, várias de um lirismo esplêndido, agora é sobretudo ficcionista: sete romances (que não são a minha praia), e prêmio Camões em 2019. Apesar disso, fiel a Fidel, nunca deu um pio sobre os seus pares escritores que Havana oprimiu, como Herberto Padilla (forçado a uma degradante "confissão pública"), José Lezama Lima, Reinaldo Arenas (suicidou-se no exílio aos 47 anos) e Guillermo Cabrera Infante, como tantos outros "apagados" da história literária cubana no melhor estilo estalinista.

Como Fidel rugia nos seus paquidérmicos discursos (o mais longo dos quais, em 24 de fevereiro de 1998, durou 7 horas e 15 minutos): "Dentro da Revolução, tudo; contra a Revolução, nada!" É uma boa definição de totalitarismo. Artistas e ideólogos estrangeiros, deferentes e performáticos, reverenciavam o Presidente, o Primeiro-Ministro e o Ministro da Reforma Agrária (ou seja: Fidel). É que Cuba não é um país de verdade, mas um palco e um cenário - e os turistas da Revolução não são testemunhas, mas voyeurs. Há dias, Chico Buarque exumou as bocas do costume contra o imperialismo ianque, a desfilar pelo Malecón num descapotável cor de flamingo.

O Muro de Berlim caiu de podre, mas Cuba continua a ser a Disneylândia da esquerda. Quem precisa de liberdade (incluindo a de expressão), democracia ou prosperidade, quando tem o mefistofélico "embargo" como bode expiatório? Em 1960, Sartre foi a Havana beijar a mão de Che Guevara, que descreveu como "o ser humano mais completo da nossa época". Bem, essa apoteose humana dava ordens para fuzilamentos sumários ("paredón") na prisão de La Cabaña, e criou o primeiro campo de concentração cubano, o de Guanahacabibes, cuja divisa era "O trabalho faz homens", que lembra a frase sádica na entrada de Auschwitz.

Guevara morreu na Bolívia há 59 anos – logo, não pode ser responsabilizado por todas 7.335 mortes atribuídas ao regime castrista desde 1959 até hoje (nem pelos atuais 2000 presos políticos). E o Che só deu o pontapé de saída dos campos de trabalhos forçados – servidão que já ditou três condenações na ONU, quatro no Parlamento Europeu e miríades da Human Rights Watch.

Em 1967, o bilionário editor italiano Giangiacomo Feltrinelli voou para La Paz com uma mala de dinheiro para resgatar o Che (e, de brinde, Regis Debray). Falhou, mas continuou a financiar radicais no mundo inteiro, até ir ele próprio pelos ares quando punha uma bomba em Milão, em 1972, para sabotar a rede de eletricidade – os "apagões" de que os cubanos agora sofrem.

Dois anos depois, Roland Barthes, Julia Kristeva e Philippe Sollers, finíssimos intelectuais parisienses, foram à China apaparicar Mao, em plena Revolução Cultural, que ceifava milhares de professores, autores e artistas. Já durante o Maio de 1968, em Paris, filósofos e meninos maus das boas famílias tinham celebrado "a imaginação ao poder", e se marimbado para o outro lado da Cortina de Ferro, onde os tanques do Pacto de Varsóvia espezinhavam a Primavera de Praga. Nos anos 1970, Noam Chomsky defendeu Pol Pot, que em 4 anos conseguiu exterminar um quarto da população do Camboja. Em 1979, em Teerão, Michel Foucault cobriu o aiatolá Khomeini de piropos e gabou a "espiritualidade política" do teocrata, que dez anos depois condenaria à morte Salman Rushdie por ter escrito… um romance.

Hoje quem está a salivar pela ilha do Caribe é Trump, que ronronou no Salão Oval: "Acredito que terei a honra de libertar Cuba." (Isso foi antes da embrulhada no Irão.) O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, é filho de cubanos. Havana fica a mão de semear de Miami: 150 kms (uma horita de voo), distância que Diana Nyad (Annette Bening no bom biopic da Netflix) percorreu a nado em 2013, aos 64 anos, em 53 horas.

Com o fim da URRS, que era uma espécie de multibanco de Fidel, o PIB de Cuba mirrou pela metade na década de 1990. Fidel não se fez de esquisito: legalizou o dólar e uns laivos de iniciativa privada, e tolerou incentivos ao turismo, que desprezava. Não bastou. Em 1994 manifestantes refilaram no Malecón. Naquela noite El Comandante anunciou na TV que qualquer um que quisesse deixar Cuba já ia tarde. Foi um deus nos acuda. Em 3 semanas, 40 mil cubanos precipitaram-se ao mar como tartaruguinhas recém-nascidas, rumo à Flórida. Famílias inteiras empilhadas em jangadas coladas com cuspo. Centenas afogaram-se ou foram devorados por tubarões.

A crise em Cuba só deu um niquinho de sossego com a eleição de Hugo Chávez na Venezuela, em 1998. Chávez fornecia petróleo, Cuba retribuía com médicos, professores, instrutores desportivos e agentes de segurança. Após a morte de Chávez em 2013, Maduro (que jura ter visto o mentor depois de morto, na forma de um pássaro que visitou-o e assobiou, talvez "El Condor Passa") continuou a enviar petróleo para Cuba. Porém, cada vez menos (desde 2025 o principal fornecedor cubano é o México), devido a pane da economia venezuelana – hoje, 9 milhões de venezuelanos vivem fora do país.

O roto já não pode socorrer o nu. Com Maduro a ver o sol aos quadradinhos, a sua sucessora, Delcy Rodríguez, fechou a torneira para Cuba. E a Rússia limita-se a recrutar soldados cubanos: há milhares deles a combater a Ucrânia, atraídos por US$ 3.000 mensais. Enfim, para variar Cuba está com uma mão à frente e outra atrás, numa crise talvez terminal.

O apagão de outubro de 2024, que deixou o país inteiro no escuro por dias a fio, foi só o início de uma série de encrencas energéticas, facilitadas pela infraestrutura da idade da pedra. Há quase um ano e meio os cubanos habituaram-se a ter eletricidade só algumas horas por dia. As companhias aéreas restringiram ou suspenderam os voos para a ilha, pois os aviões não conseguem reabastecer. Os turistas sumiram do mapa.

Na semana passada, os EUA permitiram que um petroleiro russo desembarcasse 730 mil barris de petróleo em Cuba, que produz só 40% do óleo necessário para sua rede elétrica. Emissários norte-americanos em Havana propuseram levar à ilha a Internet via satélite Starlink, de Elon Musk, e viabilizar a conexão à borla.

Entre 2021 e 2024, Cuba perdeu bem mais de 15% de sua população (1 em cada 5 cubanos pirou-se para os Estados Unidos, Espanha ou México). Uma sangria agravada por uma das menores taxas de natalidade da América Latina (cerca de 1,3 filhos por mulher) e uma população que envelhece a galope: 23% dos cubanos têm mais de 60 anos. Pelo menos, à gerontocracia cubana não faltam hierarcas.

O sistema de saúde pena com a escassez de medicamentos, insumos básicos e pessoal. Hospitais não têm antibióticos, analgésicos e equipamentos cirúrgicos, e milhares de médicos emigraram. A anedota de humor negro local é de que os doutores aconselham aos doentes: "Morra que passa!"

Havana está às moscas, por causa do lixo acumulado nas ruas e porque não consegue manter o transporte público a circular. O governo decretou o trabalho remoto, e as universidades operam virtualmente (quando há luz). Nas poucas bombas de gasolina em funcionamento, os carros vegetam em filas de até 26 horas.

Quem manda em Cuba hoje? Díaz-Canel é o Presidente desde 2018, o primeiro em 6 décadas que não é da família Castro. Quando "candidatou-se", a campanha semeou cartazes com fotos dele e dos irmãos Castro – e o slogan "Continuidade". Foi escolhido a dedo por Raúl Castro, que aos 94 anos continua a mandar, apesar de oficialmente reformado. E há Castros novinhos em folha, quem sabe para uma dinastia tipo Kim na Coreia do Norte. Óscar Pérez-Oliva Fraga, sobrinho-neto de Fidel e Raul, anunciou outro dia uma ruptura mirabolante: pela primeira vez desde 1959 os exilados cubanos foram autorizados a ter empresas e a investir em Cuba (a lógica dadaísta do Comunismo…).

Trump tem falado com Raúl Guillermo Castro, neto do matusalémico Raúl, "influencer" no Instagram e notório pela ostentação de riqueza. Quando Diaz-Canel divulgou as conversas com Trump, Raúlito pavoneou-se na TV estatal, repimpado com o mais alto escalão do regime.

O único filho de Raúl, Alejandro Castro, também mete o nariz – em 2014, liderou a delegação cubana nas negociações secretas com Obama, que resultaram num fugaz degelo. Em março de 2016, Obama foi o primeiro presidente dos EUA a visitar Cuba desde Calvin Coolidge, em 1928.

Longe de aproveitar aquela abertura para reformas políticas imprescindíveis, Havana usou o alívio das sanções e a normalização diplomática para endurecer ainda mais o regime, empurrando com a barriga qualquer mudança estrutural. Aliás, o principal efeito prático do embargo americano foi dar um álibi à ditadura comunista. Inúmeros estudos independentes atestam que as sanções foram responsável por uma parcela insignificante (menos de 1/10) da perda dos rendimentos cubanos desde a Revolução. E nunca houve embargo europeu – até o fim da vida (1965), Churchill continuou a fumar os seus charutos Romeo Y Julieta. Ainda hoje a Europa é o maior mercado de exportação de Cuba (seguida da China). Com o rançoso estatismo burocrático depois de 1959, o PIB per capita cubano, antes da Revolução 80% maior que a média da América Latina (Cuba tinha a quarta maior economia da região), caiu para abaixo da média regional.

Nos anos 1950, havia mais cubanos de férias nos EUA que americanos de férias em Cuba. A classe média cubana era uma consumidora tão importante que as lojas da Califórnia, de NY e da Flórida anunciavam promoções nos jornais de Havana. Os cubanos tinham mais aparelhos de TV, telefones e jornais per capita que qualquer outra nação da América Latina. E eram mais escolarizados, com 1.700 escolas privadas e 22 mil públicas. O país dedicava 23% de seu orçamento à educação – de matar de inveja muitos escandinavos contemporâneos.

Com a Revolução, em vez de elevar os pobres, os Castros empurraram os ricos e a classe média para baixo. E com o fim da URRS, foi o prego no caixão. A produção de açúcar, que sustentava a economia, caiu de 8 milhões de toneladas em 1989 para 200 mil toneladas em 2025. Em 1958, os cubanos consumiam em média 2700 calorias por dia, um dos valores mais altos das Américas. Em 2023, o consumo foi de menos de 1900 calorias.

Enquanto Lula chegava a Portugal, Brasil, México e Espanha divulgaram uma nota conjunta (e protocolar) de "apoio à soberania de Havana". Não é de hoje que os governos brasileiros do PT têm sido mais do que uma mãe para Cuba. Em 2014, a presidente Dilma Rousseff inaugurou o porto cubano de Mariel. O banco estatal brasileiro BNDES pagou 70% das obras, executada pela Odebrecht, a principal empresa no escândalo do Petrolão. O prazo do "empréstimo" era de 25 anos, o mais longo da história do BNDS. Parece piada, mas o governo petista aceitou como garantia as receitas de Cuba com a venda de charutos. Só que aquela cifra é controlada sigilosamente pela ditadura cubana, e as autoridades brasileiras jamais fizeram a menor ideia dela – e até agora não viram nem um tostãozinho para o Santo António.

O que não impediu que o BNDS torrasse mais uma pipa de massa com os Castros: a modernização do Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, e de aeroportos regionais em Santa Clara, Holguín, Cayo Coco e Cayo Largo. E a construção de uma fábrica de soros e equipamentos de hemodiálise. De novo, as construtoras brasileiras receberam à pronto do BNDES, que engoliu o barrete dos caloteiros (quem paga a fava é o contribuinte brasuca).

Em 2013, Dilma lançou o programa "Mais Médicos", para levar médicos cubanos a regiões brasileiras carentes. O Brasil pagava à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que transferia os valores a Cuba. O regime abotoava-se com o pilim, e os doutores recebiam uma esmolinha. Inúmeros médicos desertaram e processaram a OPAS nos EUA, acusando-a de envolvimento em trabalho escravo.

Em 2012, foi aprovada no Congresso brasileiro a Lei de Acesso à Informação. Mas o Governo pôs sob sigilo os documentos dos financiamentos a Cuba e a Angola. A desculpinha era técnica: proteger "informações estratégicas". Contratos principescos pagos com dinheiro público foram blindados por até 15 anos.

Lula, em 2023, jurou de pés juntos que "Cuba é boa pagadora". A ditadura é mais sincera: em reunião com o Ministério da Economia brasileiro, representantes de Havana avisaram que estão sem cheta. Em 2023, a dívida vencida era de US$ 671,7 milhões. Com as parcelas a vencer, o total chega hoje US$ 1,1 mil milhões.

Há aquela expressão idiot savant (idiota sábio), que descrevia (foi cancelada por capacitismo) alguém com dificuldades de aprendizagem, mas genial nalguma área, como matemática ou música. Desconfio que há também os sábios idiotas, inteligentes e cultos mas que em política não dão uma para a caixa. Uma clássica sábia-idiota foi a ensaísta americana Susan Sontag, que vociferou : "A raça branca é o cancro da humanidade!" Em 2001, ainda os corpos esfacelados e calcinados de 2753 vítimas de 90 nacionalidades nas Torres Gémeas não tinham sequer arrefecido, Sontag assinava um artigo na "New Yorker": "Onde está o reconhecimento de que isso não foi uma agressão cobarde à civilização e à liberdade, mas contra uma superpotência global?" Traduzindo: que nenhum inocente fique impune.

Numa recente manif em Havana, com 60 VIP globais – como o ex-líder trabalhista britânico Jeremy Corbin e a banda irlandesa Kneecap, cujo nome é uma das formas mais cruéis de tortura do IRA – , os convidados hospedaram-se no suntuoso hotel Royalton, que tem geradores e cuja diária é de 400 euros (10 vezes o ordenado médio do país, 7 mil pesos cubanos ou 247 euros).

A ditadura militar brasileira, que acabou em 1985, cunhou o patriótico lema "Brasil: Ame-o ou Deixe-o!" Ao que os gaiatos replicaram: "O último a sair que apague a luz". Sob a ditadura cubana, a luz já quase não acende, com o obscurantismo dos pseudo-iluministas. Entretanto, em Paris, Chico Buarque é o feliz proprietário de uma casa na mais aristocrática e exclusiva área da Cidade Luz: a ilha de Saint Louis. É que há ilhas e ilhas.

Fonte: https://otambosi.blogspot.com/