Opção de transferência bancária para a Pessoa Física: Dimas Boaventura de Oliveira, Banco do Brasil, agência 4622-1, conta corrente 50.848-9

Clique na imagem

*

*
Clique na logo para ouvir


Telefones: (71) 3634-6194/ 6197/ 6060 - (71) 99965-4537 * E-mails: cpl@construtorapereiralima.com.br - construtoraplima@terra.com.br * Site: https://construtorapereiralima.com.br/

Lançamento nacional - Orient CinePlace Boulevard

Lançamento nacional - Orient CinePlace Boulevard
15h45 - 18h20 - 21 (Dublado)

sábado, 14 de fevereiro de 2026

A saudade tem som


A saudade tem som. E ele vem da Sociedade Filarmônica 25 de Março, que volta ao Coreto da Praça da Matriz com mais uma apresentação do Projeto Retreta, um encontro entre música, memória e cidade. Será no sábado, 28 de fevereiro, às 19 horas. Desta feita, a filarmônica convidada é Sociedade Lítero Musical Minerva Cachoeirana.
Ainda no programaexposição fotográfica com imagens antigas de Feira de Santana.  
O projeto Retreta é uma produção da Sociedade Filarmônica 25 de Março, com patrocínio da Rede Menor Preço, DPC Distribuidora e da Bartofil e apoio institucional da Fundação Senhor dos Passos. 
  

O dia em que meu pai foi presidente


Todos atentos para a escolha dos candidatos  a prefeito e vereadores.

Por Reynivaldo Brito

Quando se fala atualmente em presidente de partido vem logo na cabeça das pessoas que está recebendo muitos milhões do Fundo Partidário. Este ano por exemplo os dezenove partidos com representantes no Congresso Nacional já  receberam um total superior a um bilhão de reais. Dinheirame este que desaparece neste cipoal de maneiras não  republicanas. Este fundo foi criado em 1965 pela primeira Lei Orgânica dos Partidos Políticos, sancionada pelo presidente Humberto Castelo Branco. Fui vendo esta soma de recursos que daria para tirar centenas de pessoas da miséria que lembrei de um fato que presenciei. Perguntei ao meu pai  se recebia alguma remuneração ou se sabia se o partido que ele presidia recebia algum recurso, e ele simplesmente ignorava tudo isto. Todo o controle  estava com o chefe político local e não com ele.

Não lembro exatamente o ano, mas foi na década de 70 quando estava visitando meus pais em Ribeira do Pombal, interior da Bahia, e tomei conhecimento que haveria a convenção do partido  a que ele pertencia. Fiquei ainda sabendo que tinha sido escolhido presidente da entidade e como tal iria dirigir os trabalhos durante a convenção. Foi neste momento que passei a ficar preocupado. O meu pai tinha o pavio curto e não costumava levar desaforo para casa. Tinha cerca de dois metros de altura e era um homem corpulento . Todos sabem que as reuniões políticas costumam ser protagonizadas por alguns inflamados que discutem, trocam impropérios e às vezes até bofetões.

Diante disto resolvi acompanha-lo até o local onde iria ocorrer a tal convenção. Lá chegando havia uma mesa grande  e várias  poltronas  em semicírculos  para os convencionais e convidados. Na hora prevista o secretário do Partido anunciou a abertura e passou os trabalhos para meu pai. Ele pigarreou e com sua voz grave conclamou a todos que votassem com sua consciência. Foram distribuídas as cédulas com os nomes dos candidatos a prefeito e vereadores, sem nenhuma intercorrência. Ao final foi feita a contagem dos votos e ganhou para ser candidato a prefeito um sujeito que era comerciante conhecido na cidade, mas que não gozava de bom conceito.

Neste momento em diante inconformado com o resultado meu pai, presidente do partido, repetia baixinho sem parar. "Eu não voto nesta desgraça!". Me aproximei e pedi a ele que não ficasse repetindo àquela frase porque poderia vazar e complicar as eleições. Mas, ele deu pouca importância a minha preocupação e ao deixar o recinto da convenção já corria de boca-a-boca na Cidade que nem mesmo o presidente do partido ia votar no candidato a prefeito. Resultado, o candidato não conseguiu ser eleito e meu pai na convenção seguinte já não era o presidente do partido.

Fonte: https://reynivaldobrito.blogspot.com/

Mais uma adaptação cinematográfica de "O Morro dos Ventos Uivantes"


A primeira adaptação cinematográfica do livro da escritora britânica Emily Bronte (1818-1848), sobre amantes infelizes que destroem a si mesmos e a todos ao seu redor, foi em 1920 com "O Morro dos Ventos Uivantes", de A. V.  Bramble, com 
Colette Bretell e Milton Rosmer. 

Em 1939, "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de William Wyler, com Merle Oberon e Laurence Olivier (Foto 3), mais David Niven, Flora Robson, Geraldine Firzgerald e Leo G. Carroll. Teve oito indicações ao Oscar - Filme, Diretor, Ator, Atriz Coadjuvante, Roteiro, Direção de Arte, Música e Fotografia, que levou a única estatueta.

Em 1954, Luis Bunuel realizou "Escravos do Rancor" (Abismos de Pasión), uma recontagem parcial de "O Morro dos Ventos Uivantes" no México do século XIX. Com a atriz brasileira (do Rio de Janeiro, radicada no México) Irasema Dilián e Jorge Mistral (Foto 2).

Em 1970, "O Solar dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Robert Fuest, com Anna Calder-Marshall e Timothyy Dalton.

Em 1992, "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Peter Kosminsky, com Juliette Binoche e Ralph Fiennes.

Em 2011, "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Andrea Arnold, com Kaya Scodelario e James Howson. Produção do Reino Unido e Bélgica.

O livro rendeu ainda três filmes para a televisão, em 1948, 1962, 1998 e 2003, duas séries para a TV em 1967 e 1978, e uma minissérie em 2009. 

Agora, em 2026, com lançamento nacional nesta quinta-feira, 12, "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Emerald Fennell, com Margot Robbie e Jacob Elordi. No Orient CinePlace Boulevard, com cópia dublada, e sessões às 15h45, 18h20 e 21 horas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Visão do filme "Fuga Para Athena"


Visão do filme "Fuga Para Athena" (Escape To Athena), de George Pan Cosmatos, 1979. Comédia de guerra em tom de sátira tem ação e aventura. Diversão sem compromisso.
Durante a Segunda Guerra Mundial envolve um grupo de prisioneiros aliados, resistência grega, nazistas, tesouros do mercado negro, um mosteiro e uma base secreta de foguetes alemães.Na trama, os artistas americanos Charlie Dane (Elliott Gould), comediante, e Dottie Del Rio (Stefanie Powers), stripper, chegam ao campo de prisioneiros Stalag 17. Aí, uma referência ao clássico "Inferno Número 17" (Stalag 17), de Billy Wilder, 1953, no qual William Holden ganhou o Oscar de Melhor Ator. Charlie e Dottie passam por prisioneiros e ele olha para um deles. Trata-se de Wiiliam Holden, em rápida aparição. "Você ainda está aqui?", questiona, repetindo cena do filme citado.
No campo, estão presos o arqueólogo Blake (David Niven), o mágico Nat Judson (Richard Roundtree) e o cozinheiro italiano Bruno Rotelli (Sonny Bono), que ensinam o funcionamento do lugar. Os três estão envolvidos em um plano secreto para libertar o campo, com a ajuda da resistência grega, liderada por Zeno (Telly Savallas) e sua amante Eleana (Claudia Cardinale). O major nazista Otto Hecht (Roger Moore) se apaixona por Dottie e acaba ajudando o grupo a executar seu plano de fuga.

The Economist adota tom depreciativo sobre economia do Brasil e pede ao mundo que evite a 'brasileirização'

Sob Lula, revista britânica aponta que combinação entre juros elevados e crescimento da dívida pública brasileira representa um dos principais sinais de alerta para as economias globais.

A revista britânica The Economist publicou na quinta-feira, 12, um texto enquadrando a situação econômica do Brasil como o alerta mais importante hoje para as grandes potências globais. Segundo o artigo, o modelo brasileiro de convivência prolongada entre juros elevados e dívida pública crescente oferece uma lição mais significativa ao mundo do que a inflação persistente da Argentina ou a estagnação econômica da Itália.

No texto, a publicação afirma que o país enfrenta um dilema estrutural que tende a se agravar nos próximos anos: a necessidade de optar entre um programa de austeridade profunda ou a entrada em uma espiral de encargos financeiros cada vez mais elevados. A revista introduz o termo "brazilification", traduzido como "brasileirização", para descrever o risco de economias avançadas seguirem trajetória semelhante.

A análise sustenta que o custo do financiamento da dívida pública compromete o horizonte fiscal brasileiro. Com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o governo precisaria captar aproximadamente 8% do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente apenas para arcar com o pagamento de juros, segundo a revista. Para a publicação, fechar essa conta exclusivamente por meio de cortes de gastos é improvável no cenário político e orçamentário atual.

A The Economist aponta um conjunto de fatores que explicam a manutenção dos juros em níveis elevados no Brasil. Entre eles, estão a fragilidade histórica das instituições fiscais, a recorrente volatilidade inflacionária e a trajetória considerada preocupante do Orçamento federal. O gasto previdenciário recebe destaque específico: segundo a revista, ele consome cerca de 20% do PIB, limitando a margem de manobra do governo para ajustes estruturais.

A análise alega ainda que a tentativa de manter inflação sob controle sem enfrentar o crescimento das despesas obrigatórias tende a ampliar o custo do endividamento público, criando um círculo de dependência de juros altos para preservar a credibilidade monetária.

Fonte: conexaopolitica.com.br

Relíquia de familia!


O professor e fotógrafo Angelo Pinto compartilhando foto montagem da capa e página - com os nomes de seus pais - do livro "Feira de Santana", de Rollie E. Poppino. De fato, uma verdadeira relíquia de família.


Com duas vagas em jogo para o Senado, Roma mostra entusiasmo para candidatura de Coronel ao lado de ACM Neto: "É animador"


Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Após o senador Angelo Coronel (PSD) confirmar publicamente sua aliança com o grupo político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, manifestou entusiasmo com a movimentação. Com duas vagas em disputa para o Senado na eleição de 2026, ele avalia que a chegada de Coronel fortalece a chapa de oposição na Bahia.

"Eu acho que é animador para todos aqueles que querem transformar a Bahia, encerrar esse período de 20 anos do PT, onde foram feitas bonitas propagandas, mas infelizmente o PT não entregou o que prometeu, não melhorou a vida do baiano, então a chegada do Coronel fortalece essa chapa que quer mudança para a Bahia", disse em entrevista ao Bahia Notícias na quinta-feira (12), durante a primeira noite do Carnaval de Salvador.

"Ao invés do que alguns ficam achando que tem candidatura desse ou daquele do Senado, eu acredito numa chapa forte e coesa. Eu acredito que a chegada de Coronel fortalece tanto a eleição de João Roma quanto a eleição de Coronel, como, sobretudo, a eleição de ACM Neto, para que a gente possa passar por uma mudança, de fato, no estado da Bahia e que a gente volte a ter orgulho da Bahia e do Brasil", complementou.

A confirmação ocorre após Coronel comunicar sua saída do PSD, partido ligado ao senador Otto Alencar. O senador, no entanto, ainda não confirmou o novo partido que irá se filiar.

Fonte: https://www.bahianoticias.com.br/

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Na Biblioteca de Boa Vista do Tupim

Livro "O Processo de Cassação da Rádio Cultura" doado à Biblioteca Municipal Monteiro Lobato

O livro "O Processo de Cassação da Rádio Cultura", organizado por Dimas Oliveira, agora faz parte do acervo da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, em Boa Vista do Tupim. O amigo tupinense David Macedo Fraga foi quem fez a entrega da doação à direção. A publicação foi lançada em 13 de julho de 2018. 

Agro é fundamental


Por Paulo Cesar Bastos
Em qualquer país do mundo, não interessa o viés ideológico, não existe esse atentado ao setor produtivo de modo irracional e ilógico. Agro é fundamental. Isso precisa ser bem dito e propagado, pois o que não é bem visto também não será lembrado. Assim, as entidades da classe produtora precisam de um programa de comunicação adequado e permanente, desde a pré-escola até a universidade, para lembrar, aos nossos jovens, que a sustentabilidade deve andar junto com a prosperidade. Divulgar a verdade de que não se ganha uma partida fazendo gol contra. A informação viável em resposta ao que é lamentável. Forças do atraso teimam em fomentar o caos produtivo, desabastecimento, inflação, fome e confusão. Cuidado e atenção. Produzir alimento é cultivar a paz em todo momento. A omissão é o catalizador da destruição. Quando o interior não cria, cultiva e planta, a cidade não toma café, não almoça e não janta. Que todo mundo aprenda, não existe futuro sem fazenda. Vamos acordar, brasileira brava gente, para o desenvolvimento inteligente. Para isso, urge a gestão eficaz e eficiente junto com a tecnologia capacitada e competente. Com esperança e segurança, a comitiva do progresso precisa tocar em frente. Paulo Cesar Bastos é engenheiro civil e produtor rural.

Novo apoiador do Blog Demais


 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Roteiro do Orient CinePlace Boulevard

Por Dimas Oliveira e Milena Batista 

LANÇAMENTO NACIONAL

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES (Wuthering Heihghts) de Emerald Fennell, 2026. Com Margot Robbie,Jacob Elordi, Hong Chaw e Alison Oliver. Drama romântico. A paixão proibida de Catherine e Heathcliff, a princípio romântica, torna-se inebriante em um conto épico de luxúria, amor e loucura. Uma história de amor apaixonada e tumultuada que tem como pano de fundo os pântanos de Yorkshire, explorando um relacionamento intenso e destrutivo. Cópia dublada. Duração: 136 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Horários: 15h45, 18h20 e 21 horas.

CONTINUAÇÕES

STRAY KIDS: THE DOMINATE EXPERIENCE (Stray Kids: The DominATE Experience) de Paul Dugdale e Farah Khalid, 2025. Documentário musical. O filme-concerto sobre o grupo coreano registra as apresentações com ingressos esgotados do grupo de K-pop Stray Kids no SoFi Stadium, em Los Angeles, combinando imagens dos shows da turnê mundial dominATE com material de bastidores. O filme destaca a energia dos shows e momentos exclusivos para os fãs. Duração: 144 minutos. Classificação: Livre. Horário: 13 horas.

O SOM DA MORTE
 (Whistle) de Corin Hardy, 2025. Com Dafne Keen, Sophie Nelisse e Nick Frost. Terror.  
Um grupo de estudantes disfuncionais se depara com um Apito da Morte Asteca amaldiçoado. Logo eles descobrem que usar o objeto causa um som aterrorizante que prevê suas futuras mortes. Segunda semana. Duração: 100 minutos. Não recomendado para menores de 18 anos. Horário: 13 horas.

O PRIMATA (Primate), de Johannes Roberts, 2025. Com Johnny Sequoyah e Jessica Alexander. Terror.. A universitária Lucy vai passar férias em casa com a família e aproveita a ausência do pai para organizar uma festa na piscina. No evento, seu chimpanzé de estimação surge irreconhecível e agressivo, contaminado com raiva, forçando o grupo a buscar algum jeito de escapar da fúria do animal. Terceira semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 18 anos. Duração: 89 minutosHorário: 15h10. 

A EMPREGADA (Housemaid), de Paul Feig, 2025. Com Sydney Sweeney, Amanda Seyfried e Brandon Sklenar. Suspense. Millie é uma mulher passando por dificuldades que se sente aliviada com a chance de um novo começo como empregada doméstica de Nina e Andrew, um casal rico. Logo, ela descobre que os segredos da família são muito mais perigosos do que os seus. Quarta semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 16 anos. Duração: 131 minutos. Horários: 15h30, 18h05 e 20h40. 

O AGENTE SECRETOde Kleber Mendonça Filho, 2025. Com Wagner Moura e Maria Fernanda Cândido. Drama. Em 1977, um especialista em tecnologia foge de um passado misterioso e retorna à sua cidade natal, Recife, em busca de paz. Duração: 161 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos. Horários: 17h05 e 20h15.

BOB ESPONJA: EM BUSCA DA CALÇA QUADRADA (The SpongeBob Movie: Search For Square Pants), de Derek Drimon, 2025. AnimaçãoNa esperança de provar sua bravura ao Seu Sirigueijo, Bob Esponja segue um misterioso e aventureiro pirata fantasma conhecido como Holandês Voador em uma aventura marítima. Oitava semana. Cópia dublada. Classificação: LivreDuração: 96 minutos. Horário: 13h30. 
AVATAR: FOGO E CINZAS (Avatar: Fire and Ash), de James Cameron, 2025. Com Sam Worthington, Zoe Saldana, Oona Chaplin. Ação e fantasia. Depois de uma perda devastadora, a família de Jake e Neytiri enfrenta uma tribo Na'vi hostil, os Ash, liderada pela implacável Varang. Nona semana. Cópia dublada. Duração de 195 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Horário: 20 horas. 

ZOOTOPIA 2 (Zootopia 2), de Jared Bush e Byron Howard, 2025. AnimaçãoAgora parceiros inseparáveis, a coelha Judy Hopps e a raposa Nick Wilde enfrentam o desafio mais perigoso de suas carreiras. Décima segunda semana. Cópia dublada. Classificação: LivreDuração: 108 minutos. Horários: 13 horas, 15h20 e 17h40. 

Programação - sujeita a alteração - até quarta-feira, 18 de fevereiro.

Página 2, jornal "NoiteDia"



 


Tombamento do Monumento Relógio Rotary será solicitado

Rotary Clube pede ao prefeito José Ronaldo instauração do procedimento administrativo


Monumento Relógio Rotary, em 2021 (Foto: Franz Reuter)

O Rotary Club de Feira de Santana vai solicitar do prefeito José Ronaldo o Tombamento do Monumento Relógio Rotary como Patrimônio Cultural Municipal. Para tanto solicitará a instauração do procedimento administrativo visando ao determinado objetivo. 

O Relógio Rotary, construído por iniciativa do primeiro clube de Rotary da cidade, consolidou-se, ao longo do tempo, como marco urbano, referencial simbólico e elemento integrante da memória coletiva da cidade, ultrapassando sua função original para assumir relevante significado histórico, cultural, social e urbanístico.

Trata-se de um bem que expressa, de forma material, a contribuição do Rotary para o desenvolvimento urbano e para a promoção dos valores de cidadania, cooperação e serviço à comunidade, razão pela qual sua proteção legal representa um ato de reconhecimento institucional e de preservação da memória urbana de Feira de Santana.

Nesse sentido, o Rotary Club encaminhará um Dossiê Técnico de Tombamento, contendo histórico, justificativa, fundamentação legal e caracterização do bem, com vistas a subsidiar a análise pelos órgãos municipais competentes e a deliberação do Conselho Municipal de Cultura, culminando com a edição do respectivo Decreto de Tombamento.

O presidente Ruy Sandes Leal Filho, em nome dos rotarianos, conta com a sensibilidade do prefeito Josér Ronaldo para "as causas relacionadas à preservação do patrimônio cultural e à valorização da história da cidade".

Na justificatica da solicitação, o Rotary Club coloca que "o monumento ultrapassou sua função utilitária original para tornar-se referência espacial, ponto de encontro, elemento identitário e símbolo da cooperação entre sociedade civil organizada e poder público."

Dizs mais que "no longo do tempo, o Relógio Rotary consolidou-se como parte da memória coletiva urbana, integrando o cotidiano da cidade, aparecendo em relatos orais, fotografias, registros jornalísticos e na vivência afetiva da população."

Assim, o tombamento se justifica por: "Valor histórico, como testemunho da ação cívica do Rotary em Feira de Santana; Valor cultural e simbólico, enquanto marco identitário da cidade; Valor urbanístico, compondo a paisagem e a leitura histórica do espaço público; e Valor social, por integrar práticas de sociabilidade urbana e memória afetiva local."

Relevante cartão postal, o Monumento Relógio Rotary foi criado pelo arquiteto Amélio Amorim.
Foi doado pelo Rotary ao Município - então, era prefeito José Falcão da Silva.
É um exemplo visível de promoção da imagem pública do Rotary,  causando impacto positivo na comunidades, além de provocar  conscientização sobre o clube de serviço.
Localizado bem no centro da cidade, no segundo quarteirão da avenida Getúlio Vargas, onde está a praça de alimentação, o marco rotário é feito em fibra de vidro e tem altura de 16 metros.
Desde 7 de julho de 1997, há quase 29 anos, que o Monumento Relógio Rotary está implantado no centro da cidade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Mostra inédita de Sarah Maldoror, no Centro Cultural Banco do Brasil, celebra o legado anticolonial e a estética revolucionária da cineasta franco-guadalupense

31 títulos destacam papel pioneiro na história dos cinemas negros e de mulheres




Crédito: BJ Nikolaisen (divulgação)



Uma mostra inédita dedicada à Sarah Maldoror, considerada uma das primeiras cineastas negras a filmar na África, acontece no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP), de 21 de fevereiro a 22 de março.  Com entrada gratuita, a retrospectiva traz curtas e longas-metragens, que destacam o papel da cineasta franco-guadalupense na história dos cinemas negros e de mulheres.
Nascida na França, filha de pai guadalupense, Sarah Maldoror (1929-2020) foi uma figura central do cinema anticolonial. A cineasta construiu uma filmografia de mais de quarenta títulos que documentam e ficcionalizam as frentes de libertação em Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, além de tratarem de temas como a imigração, o engajamento político e o pensamento decolonial. Sua estética diferencia-se por fundir o rigor político à sensibilidade poética, deslocando o olhar para a subjetividade humana e, fundamentalmente, para o protagonismo feminino nas insurgências africanas.
Com curadoria conjunta de Lúcia Monteiro, Izabel de Fátima Cruz Melo e Letícia Santinon, a retrospectiva “O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror” no CCBB SP pode ser considerada uma das mais completas já realizadas sobre a cineasta no país. Sua programação conta com 34 obras, sendo 19 dirigidas por Sarah Maldoror e outras 15 assinadas por diferentes realizadores.
"Faz dez anos que planejamos uma retrospectiva da obra de Sarah Maldoror em São Paulo. Os filmes dela falam da luta contra o colonialismo, o racismo, o preconceito. Ela se interessou pelos imigrantes na França e por intelectuais precursores do pensamento decolonial, como Aimé Césaire e Léopold Senghor. São discussões extremamente necessárias em nosso contexto atual", diz Lúcia Monteiro, uma das curadoras.
"Esta mostra faz parte de uma movimentação mais ampla, que nos últimos anos tem reposicionado a figura e a produção de Sarah Maldoror na história do cinema. Por isso, acreditamos que iniciativas como essa colaboram tanto para o conhecimento do público em geral, quanto para o aprofundamento e reflexão dos críticos e pesquisadores", assinala Izabel de Fátima Cruz Melo, também curadora.
O evento abre no sábado, 21, às 17h30, com a exibição da versão restaurada de "Sambizanga" (1972), premiado no Festival de Berlim e considerado o título mais conhecido de Sarah Maldoror. Baseada em uma novela de Luandino Vieira, a história acompanha um homem que é preso injustamente e torturado, suspeito de pertencer a um grupo revolucionário. Após a sessão, a economista e sociólogaHenda Ducados, filha caçula de Maldoror e autora de ensaios para o jornal feminista Another Gaze, participa de um bate-papo com o público.  A primogênita da cineasta e fundadora da associação "The Friends of Sarah Maldoror and Mario de Andrade", Annouchka de Andrade, também estará presente na Mostra, participando de uma conferência sobre Sambizanga.
 A programação ainda traz filmes em que Maldoror trabalhou como assistente, como o célebre "A Batalha de Argel" (1966), de Gillo Pontecorvo, e o documentário "Elas", do argelino Ahmed Lallem, que ganha sua primeira exibição na cidade. Haverá também exibições de documentários de Chris Marker, como "Sem Sol" (1982) e o episódio 7 da série "A Herança da Coruja” (1989), que contêm imagens filmadas por Maldoror.
A retrospectiva "O Cinema Anticolonial de Sarah Maldoror" propõe alguns paralelos entre o cinema de Maldoror e a obra de cineastas negras da América Latina. Nesse sentido, a cineasta baiana Safira Moreira dirigirá a leitura dramática do roteiro de "As Garotinhas e a Morte", um dos mais de quarenta projetos inacabados de Sarah Maldoror. De Safira Moreira, a mostra exibirá seu primeiro longa-metragem, "Cais", que estreou na última edição da Mostra Internacional de Cinema, e quatro de seus curtas-metragens. Para completar, o evento também promove os cursos "Memória e Ancestralidade" com a cineasta, roteirista, poeta e produtora, Lilian Santiago, e com a crítica, curadora e professora Lúcia Monteiro; e "Restaurar Arquivos em Vídeo da Televisão" com Nathanaël Arnould, que conduziu a restauração da obra televisiva de Maldoror no Instituto Nacional do Audiovisual da França, e os professores Eduardo Morettin (USP) e Daniela Siqueira (UFMS).
Com patrocínio do Banco do Brasil, "O Cinema Anticolonial de Sarah Maldoror" é uma produção da Vasto Mundo, com a idealização de Lúcia Monteiro, coordenação geral e produção executiva de Leticia Santinon. A programação está disponível em bb.com.br/cultura. A mostra acontece também no CCBB Rio de Janeiro, de 19 de fevereiro a 16 de março, e em Salvador, de 5 a 24 de março.
SERVIÇO
Retrospectiva: "O Cinema Anticolonial de Sarah Maldoror"
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Período: 21 de fevereiro a 22 de março
Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis 1 hora antes de cada sessão na bilheteria do CCBB e em bb.com.br/cultura
Classificação indicativa: Consultar a classificação indicativa de cada sessão no site do CCBB SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico - SP 
Funcionamento: aberto todos os dias, das 9 às 20 horas, exceto às terças-feiras
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12 às 21 horas.
Transporte público: O CCBB fica a cinco minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 metros).
Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República.  Das 12 às 21 horas.
 
E-mail: ccbbsp@bb.com.br
  

Atendimento à imprensa:
Atti Comunicação
Eliz Ferreira - (11) 3729- 1455| (11) 99110-2442 _ eliz@atticomunicacao.com.br
Valéria Blanco – (11) 3729-1456 | (11) 99105-0441 _ valeria@atticomunicacao.com.br

Assessoria de Imprensa CCBB SP:
Bruno Borges - brunoborges@bb.com.br
Tel. e Whatsapp: (11) 4297-0603
 
PROGRAMAÇÃO COMPLETA POR DIA:
 
 
21/02/2026 (sábado)
16h30 - Sessão de Abertura| Sambizanga (comentada por Henda Ducados).
 
22/02/2026 (domingo)
14h30 - Monangambééé + Alma no olho (com participação de Henda Ducados)
16h – Debate Resiliência e resistência: o percurso de uma militante (com participação de Henda Ducados e mediado por Marcia Vaz)
17h – Sessão Carnaval (Fogo, uma ilha em chamas + Carnaval no Sahel + Em Bissau, o carnaval)
 
23/02/2026 (segunda-feira)
17h30 - Prefácio a Fuzis para Banta (comentada por Lúcia Monteiro  e Henda Ducados)
19h – Sessão Poesia em movimento (Louis Aragon, uma máscara em Paris + René Depestre, poeta haitiano + Léon G. Damas)
 
25/02/2026 (quarta-feira)
17h - Aimé Césaire, um homem, uma terra (sessão comentada por Rita Chaves)
 
26/02/2026 (quinta-feira)
18h – Cais (sessão seguida de apresentação de Safira Moreira)
 
27/02/2026 (sexta-feira)
17h - E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras (sessão comentada por Annouchka de Andrade)
19h - Leitura dramática de roteiro inédito da Sarah Maldoror, por Safira Moreira.
 
28/02/2026 (sábado)
14h - O Hospital de Leningrado + conversa com Annouchka sobre roteiros de Sarah Maldoror.
16h – Sambizanga (sessão comentada por Annouchka de Andrade)
 
01/03/2026 (domingo)
14h30 - Sem Sol
16h30 – Sessão Sarah assistente: Elas + O Legado da Coruja.
17h30 - Debate de Annouchka de Andrade e Mateus Araújo: conversa sobre a amizade de Chris Marker e Sarah Maldoror.
 
02/03/2026 (segunda-feira)
15h30 – Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude: Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris.
17h00 – Ôrí (sessão seguida de debate com Raquel Gerber e Annouchka de Andrade)
 
04/03/2026 (quarta-feira)
18h - Monangambée + Alma no olho, de Zózimo Bulbul
 
05/03/2026 (quinta-feira)
16h - Sessão Carnaval: Fogo, uma Ilha em Chamas + Carnaval no Sahel + Em Bissau, o Carnaval (três curtas de Sarah Maldoror
17h45 - A Batalha de Argel
 
06/03/2026 (sexta-feira)
16h - Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude: Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris. 17h30 - Sessão Curtas de Sara Gomez: Na outra ilha + Uma ilha para Miguel + Ilha do tesouro
 
07/03/2026 (sábado)
16h - Sessão Poesia em Movimento: Louis Aragon, uma máscara em Paris + René Depestre, poeta haitiano + Léon G. Damas.
17h30 - Aimé Césaire, um homem, uma terra
 
08/03/2026 (domingo)
15h - Sambizanga
17h – Sessão Sarah assistente: Elas + O Legado da Coruja.
 
09/03/2026 (segunda-feira)
18h30 - Prefácio a Fuzis para Banta
 
11/03/2026 (quarta-feira)
18h - Ôrí
 
12/03/2026 (quinta-feira)
18h - Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude: Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris.
 
13/03/2026 (sexta-feira)
16h - O Hospital de Leningrado
17h – Curso Restaurar arquivos em vídeo da televisão. Com Nathanaël Arnould (INA-França), Eduardo Morettin (USP) e Daniela Siqueira (UFMS)
 
14/03/2026 (sábado)
17h - E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras, com comentários de Nathanaël Arnould (INA-França)
 
15/03/2026 (domingo)
15h – Sessão Curtas de Sara Gomez: Na outra ilha + Uma ilha para Miguel + Ilha do tesouro, comentada por Nayla Guerra.
17h30 - Monangambééé + Alma no olho
 
16/03/2026 (segunda-feira)
17h30 - Sem sol
 
18/03/2026 (quarta-feira)
16h30 - Batalha de Argel, comentada por Tina Beskow.
 
19/03/2026 (quinta-feira)
18h - E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras
 
20/03/2026 (sexta-feira)
18h30 - Uma sobremesa para Constance
 
21/03/2026 (sábado)
15h - Sessão Curtas de Safira Moreira: Travessia + Nascente + Alágbedé + Da pele prata
16h - Prefácio a Fuzis para Banta
17h15 - Curso Memória e Ancestralidade, com Lilian Santiago e Lúcia Monteiro
 
22/03/2026 (domingo)
15h - Curso Sarah Maldoror Roteirista
17h - Uma sobremesa para Constance

FILMES E SINOPSES:

FILMES DE SARAH MALDOROR

Abertura do teatro negro em Paris
L'ouverture du théâtre noir à Paris, Sarah Maldoror, 1980, 6 min., França
Reportagem de Sarah Maldoror sobre um novo centro cultural de Paris, dedicado ao teatro negro.
 
Ana Mercedes Hoyos
Ana Mercedes Hoyos, Sarah Maldoror, 2009, 13 min., França/Colômbia.
Documentário dedicado à pintora e escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos. Atenta à multiculturalidade colombiana e em especial à presença negra e à história da escravidão na Colômbia, a artista desenvolveu uma relação especial com a população do Palenque de São Basílio, quilombo próximo de Cartagena, considerado o primeiro povo livre das Américas.
 
Assia Djebar
Assia Djebar, Sarah Maldoror, 1987, 7 minutos, França
Reportagem televisiva sobre a escritora argelina Assia Djebar, por ocasião do lançamento de seu livro "Sombra sultana". A autora reflete em voz alta sobre as mulheres no mundo árabe, sobre sua relação com o medo, o cerceamento no espaço doméstico e a esperança de ganhar a luz do exterior.
 
Aimé Césaire, a máscara das palavras
Aimé Césaire, the mask of words, Sarah Maldoror, 1987, 47 minutos, Estados Unidos, Martinica. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Dez anos após realizar seu primeiro filme em torno do poeta surrealista, dramaturgo, ativista e político martinicano Aimé Césaire, Sarah Maldoror volta a esta figura na ocasião em que recebe uma importante homenagem nos EUA. Ideólogo do conceito de "negritude", na entrevista que concede a Maldoror, Césaire fala de sua trajetória, reflete sobre história, colonialismo, preconceitos e sobre o papel da poesia.
 
Aimé Césaire - um homem, uma terra
Aimé Césaire - un homme une terre, Sarah Maldoror, 1976, 52 minutos, França, Martinica. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Aimé Césaire foi surrealista, ensaísta, ativista e um dos fundadores do movimento da Negritude, uma corrente artística e política progressista que defendia a cultura negra, fortemente ligada a ideais marxistas e anticoloniais.
 
Carnaval no Sahel
Un carnaval dans le Sahel, Sarah Maldoror, 1979, 23 minutos, Cabo Verde. Classificação: 14 anos.
Sinopse: O Carnaval é um evento e uma festividade em que os limites podem ser transgredidos em um contexto repleto de música, sensações e texturas. Neste filme, ele é também o ponto de partida para uma abordagem sobre a história da cultura negra e do colonialismo, com conceitos de identidade e negritude ocupando o centro da cena.
 
Christiane Diop
Christiane Diop, Sarah Maldoror, 1985, 6 minutos, França
Reportagem dedicada a Christiane Diop, que comanda a livraria e editora Présence Africaine desde a morte de seu companheiro, Alioune Diop, em 1980. Fundada em 1947 como revista, a Présence Africaine logo expande suas atividades e se torna ponto de convergência de intelectuais negros vindos da África e das Antilhas.
 
E os cães se calavam
Et les chiens se taisaient, Sarah Maldoror, 1976, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Peça teatral cuja narrativa foca na rebelião de um homem contra a escravização de seu povo, filmada no interior do Musée de l'Homme, em Paris. Com atuações de Gabriel Glissant e Sarah Maldoror.
 
Em Bissau, o carnaval
Carnival en Guinée-Bissau, Sarah Maldoror, 1980, 13 minutos, Guiné-Bissau. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um curta-metragem documental que aborda como os habitantes da Guiné-Bissau enxergam sua identidade e cultura negra, tendo como pano de fundo a celebração anual do Carnaval.
 
Fogo, uma ilha em chamas
Fogo, l'île de feu, Sarah Maldoror, 1979, 23 minutos, Cabo Verde, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: A Ilha do Fogo, em Cabo Verde, é o cenário deste documentário dos anos 70 produzido pelo governo revolucionário do novo país, no qual a diretora optou por uma abordagem antropológica. O filme lança um olhar belíssimo sobre uma nação no início de sua independência.

Léon G. Damas
Léon G. Damas, Sarah Maldoror, 1995, 24 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um curta sobre o cofundador da revista L'Étudiant Noir, que promoveu a conscientização cultural negra, colaborador da Présence Africaine, poeta, deputado guianense, representante da UNESCO e combatente da resistência francesa.
 
Louis Aragon, uma máscara em Paris
Un Masque à Paris: Louis Aragon, Sarah Maldoror, 1978, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Sarah Maldoror entrevista, neste documentário, Louis Aragon, poeta e figura fundamental do surrealismo francês. Ao mesmo tempo, questiona a forma como o movimento surrealista – nos períodos entre e pós-guerra – encarou a questão racial, do “outro” e da afirmação de outras identidades.
 
Monangambééé
Monangambeee, Sarah Maldoror, 1968, 16 minutos, Angola. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Os abusos dos traficantes de escravos portugueses em sua colônia de Angola são retratados por meio da tortura de um prisioneiro, fundamentada na ignorância e na incompreensão.
 
O hospital de Leningrado
L'hôpital de Leningrad, Sarah Maldoror, 1983, 58 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma história de prisão política ambientada em um hospital psiquiátrico, onde a polícia estatal de Stalin colocava seus opositores. A narrativa é fiel ao texto original, um conto do escritor russo Victor Serge.
 
Primeiro encontro internacional das mulheres negras
Première rencontre internationale des femmes noires, Sarah Maldoror, 1986, 6 minutos, França
Reportagem sobre o encontro ocorrido em novembro de 1986, em Paris.
 
René Depestre, poeta haitiano
René Depestre, poète haïtien, Sarah Maldoror, 1981, 5 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Pequeno documentário sobre René Depestre, poeta e antigo ativista comunista, umas das mais importantes figuras da literatura do Haiti.
 
Retrato de uma mulher africana
Portrait d'une femme africaine, Sarah Maldoror, 1985, 3 minutos, França. Classificação: Livre.
Reportagem televisia a respeito da imigração de senegaleses para a França. A cineasta acompanha uma jovem cozinheira senegalesa, que trabalha em um centro de acolhimento para trabalhadores estrangeiros.
 
Sambizanga
Sambizanga, Sarah Maldoror, 1972, 97 minutos, Angola, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Domingos é membro de um movimento de libertação africano, preso pela polícia secreta portuguesa, após eventos sangrentos em Angola. Ele não trai seus companheiros, mas é espancado até a morte na prisão, e sem saber que ele morreu, sua esposa percorre diversas prisões, tentando em vão descobrir o seu paradeiro.
 
Uma sobremesa para Constance
Un dessert pour Constance, Sarah Maldoror, 1981, 63 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Nos anos 70, Bokolo e Mamadou, varredores na cidade de Paris, buscam uma maneira de custear o retorno para casa de um de seus companheiros doentes.

 
FILMES DE OUTROS CINEASTAS
 
CONSTELAÇÃO SARAH MALDOROR
Filmes em que Sarah Maldoror trabalhou como assistente ou que contêm imagens filmadas por ela

A batalha de Argel
La battaglia di Algeri, Gillo Pontecorvo, 1966, 121 minutos, Argélia e Itália. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Nos anos 1950, o medo e a violência aumentam à medida que o povo da Argélia luta pela independência do governo francês. Sarah Maldoror foi assistente de Pontecorvo nas filmagens.
 
Elas
Elles, Ahmed Lallem, 1966, 22 minutos, Argélia. Classificação: 14 anos.
Sinopse: No período pós-independência, estudantes argelinas do ensino médio falam sobre suas vidas e comentam como vislumbram o futuro, a democracia e o seu lugar na sociedade. Sarah Maldoror foi assistente de Lallem nas filmagens.
 
Sem Sol
Sans soleil, Chris Marker, 1983, 104 minutos, França. Classificação: 14 minutos.
Sinopse: Uma mulher narra os escritos contemplativos de um viajante do mundo experiente, com foco no Japão contemporâneo.
 
O legado da coruja - Episódio 7
L'héritage de la chouette - "Logomachie ou Les mots de la tribu", Chris Marker, 1990, 27 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Cineastas ensaístas como Marker e Godard adoram jogos de palavras. Aqui, conforme as imagens mostram como vocábulos de origem grega permeiam a nossa mídia, as placas de rua e até mesmo os grafites, mergulhamos, sob uma perspectiva semiótica, nas bases da própria fala.
 
Prefácio a Fuzis para Banta
Préface à Des fusils pour Banta, Mathieu Kleyebe Abonnenc, 2011, 28 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma elegia ao filme perdido de Sarah Maldoror, "Fuzis para Banta", filmado em 1970 na Guiné-Bissau, durante a guerra de independência e confiscado durante a montagem, na Argélia. Abonnenc estrutura seu filme em torno das fotografias de cena, das anotações do roteiro e de conversas com Sarah Maldoror.
 
 
GENEALOGIA IMAGINATIVA
Filmes que apresentam proximidade estética e política com a obra de Sarah Maldoror
 
Alma no olho
Alma no olho, Zózimo Bulbul, 1973, 11 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Metáfora sobre a escravidão e a busca pela liberdade por meio da transformação interna do ser, em um jogo de imagens de inspiração concretista.
 
Ôrí
Ôrí, Raquel Gerber, 1989, 100 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um olhar sobre o movimento negro brasileiro entre 1977 e 1988, a partir da relação entre o Brasil e a África.
 
Cais
Cais, Safira Moreira, 2025, 70 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, Safira viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. Num curso fluvial, o filme percorre cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu, na Bahia, e pelo Rio Alegre, no Maranhão, para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte.
 
Curtas de Safira Moreira
 
Travessia
Travessia, Safira Moreira, 2017, 5 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos
Articulando poesia, arquivos fotográficos e encenação, Safira Moreira problematiza de forma poética a ausência ou dificuldade de permanência das imagens das pessoas negras.
 
Nascente
Nascente, Safira Moreira, 2020, 6 minutos, Brasil
Quatro mulheres e uma criança, reunidas em numa casa em Salvador, em agosto de 2020. Apesar das restrições pandêmicas, tudo ali flui como um rio correndo nas matas, em uma energia etérea e misteriosa.
 
Alágbedé
Alágbedé, Safira Moreira, 2021, 12 minutos, Brasil
Ogum, orixá yiorubá. Quando se manifesta sob o epíteto de Alágbedé, estão ressaltam-se suas habilidades com a forja, o fogo e os metais. Senhor das técnicas e das tecnologias – desceu à Terra para ensinar aos seres humanos a metalurgia.
 
Da pele prata
Da pele prata, Safira Moreira, 2025, 27 minutos
Neste filme dedicado aos seus pais, Angélica Moreira, pedagoga e idealizadora do Ajeum da Diáspora, e Chico da Prata, ourives especializado em joias com temática relacionada ao candomblé, Safira Moreira retoma, sob uma perspectiva diversa de Travessia (2017), a construção de um percurso breve, mas profundo, sobre a história da sua família.
 
Curtas de Sara Gómez

Ilha do tesouro
Isla del tesoro, Sara Gómez, 1969, 9 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma curta evocação poética de Sara Gómez sobre a Ilha de Pinos, a ilha onde Fidel Castro foi preso por Batista e onde a revolução constrói uma nova sociedade. O filme apresenta uma justaposição da prisão Presídio Modelo com a produção de cítricos.

Uma ilha para Miguel
Una isla para Miguel, Sara Gómez, 1968, 22 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Miguel, um de 12 filhos oriundos de um bairro pobre de Havana, é enviado pela família para a "Isla de Pinos", para se tornar um novo homem. Gómez aponta a sua câmara para este território, para onde os marginalizados (jovens, negros, pobres, homossexuais, religiosos, hippies) eram enviados para trabalho e reeducação forçados.

Na outra ilha
En la otra isla, Sara Gómez, 1968, 41 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Sara Gómez entrevista habitantes da Ilha da Juventude, em Cuba (então conhecida como Ilha de Pinos), capturando suas perspectivas sobre diversas questões sociais.


Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico - São Paulo - SP
 
Visite o CCBB no Google Arts & Culture