
O Supremo Tribunal Federal formou hoje maioria para confirmar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, suspeito de comandar uma organização criminosa com um braço armado que intimidava adversários por meio de uma milícia privada, conforme decisão do ministro André Mendonça acompanhada por Luiz Fux e Nunes Marques.
O julgamento segue aberto até a próxima sexta-feira, faltando apenas a posição de Gilmar Mendes, que decidiu deixar o voto para semana que vem.
Além de votar, ele pode pedir vista ou suspender o julgamento.
Entre os cinco ministros da Segunda Turma, Dias Toffoli se declarou suspeito e não participa do julgamento.
Com esse resultado, também continuam detidos Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e o ex-policial federal Marilson Roseno.
André Mendonça publicou um voto de 53 páginas refutando todas as alegações da defesa de Daniel Vorcaro.
Elas foram decisivas para justificar a prisão do banqueiro com provas concretas e vários fios de investigação ainda abertos.

Aqui, os motivos por que o fundador do Master deve permanecer preso, segundo Mendonça.
- Investigação está longe do fim
A defesa alegou que não há mais elementos novos após a primeira prisão de Vorcaro. Mendonça esclareceu que a PF só analisou 1 celular dos 9 apreendidos com ele. As provas da prisão atual vieram desse único aparelho - 8 celulares ainda não foram examinados, além de outros dados volumosos pendentes de análise. - Grupo "A Turma" praticou violência real
Os advogados chamaram de “suposição” (ilação) o grupo de WhatsApp "A Turma", liderado pelo "Sicário" e com Vorcaro. Mendonça apresentou provas concretas: diálogos mostram 7 milicianos perseguindo e ameaçando um ex-capitão do iate de Vorcaro, além de outros ex-funcionários e desafetos do banqueiro. - A organização ainda está ativa e é perigosa
Mendonça rejeitou a tese de que o grupo foi desarticulado. A PF tem indícios de até 6 membros não identificados ainda soltos, formando uma "ameaça latente". Não há provas de que as atividades criminosas pararam, mantendo o risco público e à investigação. - Hackers do grupo foram interceptados na estrada
Durante a 3ª fase da operação, a PRF abordou um carro do "Sicário" (Phillipi Mourão, que está morto depois de se enforcar na sede da PF, segundo versão da polícia) no km 871 da BR-381 (MG). Dentro, estavam "os meninos", núcleo tecnológico da "Turma" responsável por hackeamentos e invasões digitais. Os dois prestaram depoimento. - "Projeto DV": tentativa de comprar influenciadores
Mesmo após a 1ª fase da operação, Vorcaro lançou o "Projeto DV" para pagar até R$ 2 milhões a influenciadores digitais publicarem conteúdos a seu favor e atacarem o Banco Central. Esse plano está em inquérito separado, comprovando continuidade de ações criminosas. - Risco de fuga: tentaram vender jato de R$ 538 milhões. Apesar dos bloqueios judiciais, a organização tentou vender uma aeronave de R$ 538 milhões por apenas US$ 80 milhões (R$ 415 mi) - sinal de dilapidação patrimonial urgente. Mendonça ainda confirmou o bloqueio de R$ 2,2 bilhões na conta do pai de Vorcaro (Henrique) na corretora Reag. Fonte: https://vespeiro.com/

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