Retreta dos 158 anos da Sociedade Filarmônica 25 de Março
1. Sociedade Filarmônica 25 de Março
2. Filarmônica Terpsícore Popular, de Maragogipe
3. Parte da plateia na Praça Monsenhor Renato Galvão
Fotos: Angelo Pinto
Hinos, dobrados, marchas concertantes, valsa, passo sinfônico, sinfonia, samba, MPB, pop e tema de filme compuseram a terceira noite do Projeto Retreta, nesta quarta-feira, 25.
Tanto enlevo musical para celebrar um marco: os 158 anos da Sociedade Filarmônica 25 de Março. No palco, o Coreto da Praça da Matriz (Praça Monsenhor Renato Galvão), o repertório carregou o peso dessa trajetória, com peças que definem a identidade da banda ao lado de arranjos que aproximam o passado do presente.
A filarmônica aniversariante já estava a postos, quando entra na praça a banda convidada - Filarmônica Terpsícore Popular, de Maragogipe - tocando e anunciando sua chegada. A Vinte e Cinco executa um trecho musical, em resposta. E se dá a introdução de marcha. Uma homenageando a outra. Que belo momento!
A Filarmônica 25 de Março, sob a regência do maestro Antonio Neves, executou como prelúdio o Hino à Feira, de Georgina Erissman. Na sequência o seu Hino. o dobrado Tuta Filho (homenagem a Alpiniano Reis, presente na plateia), a marcha concertante "Ressurreição", de Tertuliano Santos - grande mestre feirense cujas obras figuram entre as marcas mais preciosas do acervo da 25 de Março, a MPB "Azul da Cor do Mar", de Tim Maia, com arranjo de Wellington das Mercês, o dobrado "Tusca", de Estevam Moura, peça cuja história está profundamente entrelaçada com a própria história da Filarmônica, a valsa Judith Aragão, de Waldemar da Paixão, o bolero "Cel. Joel Barbosa", de Amando Nobre, e "Não Posso Ficar", de Adoniran Barbosa (em quatro tempos), com arranjo de Antonio Júnior.
Com o público de pé - a maioria de pessoas que curtem retreta desde os anos 60 -, aplaudindo e cantando, a Sociedade Filarmônica 25 de Março ainda tocou o "Parabéns Pra Você".
A banda convidada, a Instituição Filantrópica e Recreativa Filarmônica Terpsícore Popular, de Maragogipe, executou repertório com a marca de quem ajudou a construir sua própria identidade.
Foram oito peças: "As Nimphas do Amor", marcha concertante de Mathias de Almeida; "Ao Passeio", dobrado de Heráclio Guerreiro; "Otaviano Teixeira", dobrado de Estevam Moura; passo sinfônico "Rabbi da Galileia", de Heráclio Guerreiro, bolero "Eloísa Maria", de João Azevêdo; sinfonia "O Guarani", de Carlos Gomes; Tributo a Michael Jackson, com arranjo de Julião Barbosa; e "Caravan", de Juan Tizol e Duke Ellington, da trilha sonora do filme "Whiplash: Em Busca da Perfeição" (2014).




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