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segunda-feira, 20 de julho de 2026

A semana que a direita terá de escolher o Brasil


Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

Há semanas que passam pelo calendário sem deixar marca. Outras acabam de finindo o rumo de uma eleição. A que termina com a convenção do PL no dia 25 parece ser uma delas. 

A candidatura de Flávio Bolsonaro tira a direita da zona de conforto. Até aqui, muita gente conseguiu adiar uma definição, esperar o cenário mudar ou alimentar a expectativa de que apareceria um nome capaz de unir todo o campo conservador. Esse tempo acabou. 

O Brasil atravessa uma rara janela de mudança. A chance de recuperar a segurança jurídica, fortalecer o Congresso e proteger as liberdades talvez não volte tão cedo. Mesmo assim, uma parte da direita continua parada. Não por falta de espaço para par ticipar nem porque tenha construído uma alternativa nacional mais consistente. Em muitos casos, a razão é bem menos nobre: uma resistência quase pessoal a Flávio. 

É curioso observar esse movimento. Há quem queira o eleitor bolsonarista, mas não queira o bolsonarismo. Quer herdar sua força eleitoral, mas sem carregar o peso político que ela traz. Quer os dividendos, mas não aceita o investimento. Ninguém precisa concordar com tudo o que Flávio faz. Política não funciona assim. Divergências são naturais e continuarão existindo. 

O problema aparece quando a crítica deixa de servir para melhorar uma candidatura e passa a servir apenas para justificar a própria omissão. Eleição se vence com forças políticas reais, não com candidatos imaginários. 

Flávio representa hoje uma dessas forças. Tem identidade política, base social con solidada e um eleitorado que permaneceu mobilizado, mesmo depois de anos de ataques, isolamento e hostilidade institucional. 

Quem acredita que existe um caminho melhor tem todo o direito de defendê-lo. Mas precisa mostrar votos, es trutura, capilaridade e capacidade de liderar uma disputa nacional. 

O curioso é que alguns já parecem fazer contas para 2030 antes mesmo de decidir o que farão em 2026. Como se o Brasil pudesse entrar em modo de espera durante quatro anos. 

Como se o desgaste do país criasse, automaticamente, uma oportunidade melhor lá na frente. É um cálculo confortável para quem pensa na própria carreira. Contudo, para o restante dos brasileiros, a conta chega muito antes. 

Quatro anos passam rápido na política e devagar na vida de quem trabalha. Em presas fecham, investimentos deixam de vir, empregos desaparecem e decisões institucionais criam efeitos que não somem na posse do governo seguinte. 

País nenhum aperta um botão e volta ao ponto de partida. Por essa razão, sempre causa estranheza quem enxerga vantagem em deixar o país piorar para depois apresentar um projeto de reconstrução. 

Conservadorismo nunca foi isso. O conservador procura preservar o que ainda funciona, limitar os danos e impedir que o problema cresça. Apostar na deterioração para colher divi dendos políticos mais adiante é outra lógica. 

A semana que termina no dia 25 começa a separar quem pretende disputar o Brasil de quem ainda prefere disputar espaço dentro da própria direita. Flávio não precisa ser tratado como um candidato perfeito. Precisa ser reconhecido como o nome que hoje reúne as melhores condições para unificar esse campo e transformar essa força em maioria. 

Se tal oportunidade for desperdiçada, dificilmente a explicação estará na falta de um candidato ideal. Estará na incapacidade de parte da direita de entender que, em política, o momento certo também passa. E, quando passa, não costuma voltar.

Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro

Documento garante ao ex-deputado o direito de viver e trabalhar nos EUA por tempo indeterminado


Green Card de Eduardo Bolsonaro. (Foto: Reproduçâo)

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu o Green Card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
O documento garante ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro o direito de viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais.
Com a residência permanente, Eduardo passa a ter praticamente os mesmos direitos de um cidadão norte-americano, embora não possa votar nas eleições do país.
O ex-deputado mora nos Estados Unidos desde o início de 2025, quando se licenciou do mandato na Câmara dos Deputados, alegando sofrer perseguição política no Brasil.
Com dados do Diário do Poder

Bahia tem 11.321.005 eleitores aptos a votar nas Eleições Gerais 2026

Estado registra crescimento de 62,2% entre os eleitores que declararam algum tipo de deficiência, em relação às Eleições 2022; Mulheres seguem como maioria do eleitorado baiano, totalizando 53%



A Bahia contará com 11.321.005 eleitores aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026, de acordo com as estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na manhã desta segunda-feira, 20 de julho. Desse total, 101.818 eleitores declararam possuir algum tipo de deficiência, representando um crescimento de 62,2% em relação ao pleito de 2022, que registrou 62.772 pessoas com deficiência.

O estado baiano é o quarto maior colégio eleitoral do país, ficando atrás de São Paulo - 34.105.33, Minas Gerais - 16.377.659 e Rio de Janeiro - 12.857 no número do eleitorado apto a votar, respectivamente. 

O município de Salvador concentra o maior eleitorado do estado, com 1.951.716 eleitoras e eleitores aptos, seguido por Feira de Santana, com 434.532,  Vitória da Conquista, com 264.091, e Camaçari, com 210.364. 

Biometria

10.706.119 eleitores possuem cadastro biométrico, representando 94,57% em relação ao eleitorado apto no estado. Em Salvador, esse número é de 1.851.708 biometrias coletadas, Feira de Santana registrou 393.002 pessoas que fizeram o procedimento, Vitória da Conquista contabilizou 229.182 indivíduos com biometria e Camaçari possui 176.972 eleitoras e eleitores com o cadastro biométrico atualizado. A biometria agiliza a identificação na seção eleitoral e reforça a segurança do processo eleitoral.

Estatísticas do eleitorado

Do total de pessoas aptas a votar na Bahia, 53% (5.973.532) são mulheres e 47% (5.347.433) são homens. Assim como nas eleições anteriores (2022), as mulheres permanecem como maioria do eleitorado baiano. 

Em 2026, 1.737 eleitores na Bahia farão uso do nome social. No quesito identidade de gênero, os dados demonstram que o estado possui 5.263 pessoas declaradas como transgênero. 

Ainda segundo dados do TSE, 1.261.113 (59,6%) pessoas se declararam pardas, 496.424 pretas (23,47%) e 336.404 brancas (15,9%). 26.850 (1,27) pessoas se identificam como quilombolas e 10.929 (0,52%) como indígenas. 

Voto facultativo 

Nos termos do artigo 14 da Constituição Federal de 1988, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e menores de 18 anos. Em relação aos jovens eleitores, aqueles que possuem 16 ou 17 anos, as eleições 2026 contarão com 165.336 pessoas nessa faixa etária, na Bahia.

O estado possui 1.029.832 eleitoras e eleitores com idade entre 70 anos e 99 anos. 

Cargos em disputa

Nas Eleições Gerais de 2026, o eleitorado escolherá presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se houver, será realizado em 25 de outubro. 

Enviado pela Assessoria de Comunicação do TRE-BA

Feira de Santana tem 434.532 eleitores aptos a votar


Feira de Santana está com 434.532 eleitores aptos a votar nas eleições deste ano. São 408.508 (94,01%) com biometria e 26.024 (5,99%) sem biometria. Voto obrigatório de 388.614 eleitores e voto facultativo de 45.918 eleitores.

Nas Estatísticas do Eleitorado do TSE, consultando as quatro zonas eleitorais, a 154ª está com 116.920; 155ª com 88.146; 156ª com 122.159; e 157ª com 107.307 eleitores. 
As informações, última atualização em 18 de julho de 2026, foram extraídas na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Copa do Mundo Feminina desafia Salvador a construir imagem para milhões de turistas, aponta especialista

Segundo a diretora de Publicidade da Prefeitura de Salvador, Lília Lopes, a comunicação será decisiva para transformar o torneio em legado duradouro para as cidades-sede.




Chegando pela primeira vez à América Latina, a Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 já movimenta os bastidores da comunicação pública. Com o turismo esportivo em alta, movimentando cerca de 1,3 trilhão milhões de dólares até 2032, segundo a Statista, traduzir os números em construção de imagem, usando a publicidade, é um dos desafios profissionais da temporada

As cidades-sede dos jogos, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília, correm contra o tempo para construir a imagem que vão 'apresentar' ao mundo, usando seus canais de comunicação para estruturar o ambiente de negócios antes do apito inicial. As expectativas são altas, uma vez que, antecedendo o torneio feminino, o legado da Copa do Mundo da Fifa 2026 estima movimentar R$ 14 bilhões em campanhas digitais, publicidade e patrocínio. 

Conectando investimentos locais ao interesse das marcas, as engrenagens por trás das telas também possuem o desafio de comunicar a identidade do povo, a cultura e a realidade das comunidades locais. De acordo com a diretora de Publicidade na Prefeitura Municipal de Salvador, Lília Lopes (Foto: Francisco Moreira), o sucesso da estratégia depende do fortalecimento da identidade cultural e do orgulho regional.

"A comunicação é a ponte entre o evento e as pessoas. Mais do que divulgar que Salvador será uma cidade-sede, ela ajuda a construir pertencimento, orgulho e expectativa na população, além de mostrar ao mundo quem nós somos: Salvador já tem uma identidade muito forte, marcada pela cultura, pela diversidade, pela hospitalidade, pela alegria e em especial a excelência operacional de uma cidade acostumada a receber grandes eventos como a Copa de 2014, a Copa da Confederações, sem falar do Carnaval de Salvador - a maior, melhor e mais organizada festa do mundo. E a comunicação ajuda a traduzir tudo isso de forma clara e estratégica para quem está aqui e para quem vai nos conhecer através da Copa", afirma Lilia Lopes.

Uma cidade organizada serve de vitrine para os investidores privados que financiam o ecossistema do esporte feminino e, em paralelo, outros setores do próprio país, como o turismo esportivo, comércio, mobilidade urbana, hotelaria, gastronomia e a economia criativa e circular. E não para por aí. Para Lília, é na comunicação que um evento mantém o seu legado, mesmo após o encerramento dos jogos. 

"Uma boa comunicação ajuda a transformar um evento em uma experiência coletiva. Estimulando o turismo, movimentando a economia, fortalecendo pequenos e grandes negócios e incentivando as pessoas a participarem desse momento. Além disso, cria um ambiente de celebração e envolvimento que faz com que a população se sinta parte da Copa", avalia.

O saldo dessa exposição internacional funcionará como um teste para a gestão de imagem das metrópoles brasileiras. "Quando as pessoas entendem a importância do evento e enxergam oportunidades nele, o legado vai muito além dos jogos e permanece para a cidade por muitos anos", conclui. 

Enviado por Nicholas Costa - Criativos

Juraci Dórea: conquista dos europeus há 38 anos

O Blog Demais publica artigo atualizado do jornalista Dimas Oliveira, que acompanhou Juraci Dórea em Veneza, documentando em vídeo a participação do artista na Bienal, também produzindo artigos, como este que saiu na edição do jornal "A Tarde", de 20 de julho de 1988, há 38 anos:


1. Juraci Dórea, no pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza; 

2. Capa do catálogo da Bienal de Veneza 

(Fotos: Reproduções)


Perto do final de século passado, quando tudo já havia sido experimentado, o artista feirense Juraci Dórea aparece na XLIII Exposição Internacional de Arte - a Bienal de Veneza, com sua obra aberta, de uma singularidade significativa que se ocupava em buscar a afirmação de uma identidade brasileira e as raízes culturais. Sua obra esteve exposta nos jardins de Veneza, entre 26 de junho e 25 de setembro. Obra de cor, cheiro e alma.
Juntamente com o escultor paulista José Resende, Juraci foi escolhido pela curadora Lélia Coelho Frota para representar o Brasil no grande evento internacional e conseguiu transpor um pouco do pardo requeimado das caatingas, ambientando na cosmopolita Veneza o cenário para suas quatro esculturas de couro e madeira. Espinhos, cascalho, bosta de vaca foram componentes da instalação no pavilhão brasileiro, sendo que este último causou certo frisson na considerada bem-comportada Bienal, pois sendo polemizado, ganhando espaço em jornais como "Il Gazzettino" e "Corriere Della Sera", conseqüentemente aumentando o número de visitantes. Em tudo ficou a constatação de um equívoco: os sensíveis narizes europeus não conseguiram entender que o cheiro era do couro curtido utilizado nas esculturas e não do estrume que compunha o ambiente.
Para o artista importa ter quebrado o isolamento cultural, pois em contato com a criação estética e a crítica internacional surgiram as conseqüências imediatas: convites para exposições na Suíça e nos Estados Unidos, além da muito provável participação na Bienal de Cuba, no ano seguinte, o que se confirmou. O crítico francês Pierre Restany, um dos jurados da Bienal, afirmou então que Juraci tem um "trabalho de consciência nacional, com sensibilidade ecológica e antropológica. Interessa-me muitíssimo". Já Belgica Rodriguez, presidente da Associação Internacional dos Críticos de Arte, disse na época que o artista tem "uma obra incomum, de uma singularidade impressionante na recuperação de material fora de órbita não-tradicional". Para a curadora Lélia Coelho Frota, a obra de Juraci Dórea "é um retrato possível entre os retratos possíveis do Brasil".

CONFRONTO

A Bienal de 1988 ocupou 60 mil metros quadrados, com 258 artistas de 45 países. Nos dias 22, 23 e 24 de junho ela foi aberta aos artistas, críticos, jornalistas, aos coquetéis. Até então tinham sido credenciados exatamente 1.323 jornalistas, 757 estrangeiros de 41 países (incluindo o autor deste artigo). Um recorde de presença nos últimos anos. Essa foi a 19ª participação do Brasil, que desde 1950 - só esteve ausente em 1974 - diz presente, a partir de 1964 com seu próprio pavilhão. No domingo, 26 de junho de 1988, a Bienal foi inaugurada, com a premiação. Naquele dia, excepcionalmente, o público teve entrada gratuita. Foram estimados em oito mil visitantes que percorreram todos os pavilhões nacionais.
A primeira Bienal, há 93 anos, teve mais de 200 mil visitantes. Em 1976, o recorde com 692 mil visitantes. Hoje centenária, a Bienal de Veneza concorre em importância com a Documenta de Kassel. A Bienal de São Paulo é totalmente relegada pelos italianos. Achille Bonito Oliva, por exemplo, prefere que ela seja definitivamente fechada, pois considera que o evento é copiado e sem importância. Mas, num levantamento feito, além de Juraci Dórea que participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, e participou da 43ª edição do evento veneziano, outros 13 artistas, que estiveram nesse ano passado em São Paulo, estão agora em Veneza, praticamente com o mesmo trabalho: Barbara Steinman (Canadá), Duba Sambolec (Iuguslávia), George Lappas (Grécia), Guy Rombouts (Bélgica), Isabella Gustowska (Polônia), Juan Carlos Savater (Espanha), Kari Caven (Finlândia), Motti Mizrachi (Israel), Patricia Lipperti (Luxemburgo), Peer Veneman (Holanda), Roland Brener (Canadá), Susana Solano (Espanha) e Leon Tarasewicz (Polônia).

PREMIAÇÃO

A Bienal colocou em questão o seu prestígio: mercado de idéia ou idéia para o mercado? De certo que o venerando evento é útil à afirmação comercial do artista expositor. O americano Jasper Johns, que na Bienal de 1958 passou despercebido com sua Pop Art, ganhou o Leão de Ouro, premiação que foi mais um reconhecimento à Fundação Guggenheim, curadora do pavilhão dos Estados Unidos. Johns, mesmo em Veneza, não se deu ao luxo de comparecer ao evento. Nem mesmo para receber o prêmio ele pisou nos jardins. O lobby americano foi intenso e mesmo antes de ser anunciada a premiação, todos já contavam como certa. À Itália coube outro Leão de Ouro como melhor representação, numa patriótica premiação. O pavilhão do Brasil nem sonhou com o prêmio, que depende de muita influência nos bastidores. Nem mesmo Volpi, que chegou a ser tentado para também representar o país, teria chance. Sua obra não esteve presente pelo alto custo de seguro e não houve quem bancasse a fatura. Entre a indicação e a abertura da Bienal, o grande artista faleceu. O evento somente premia artista vivente. Os artistas Juraci Dórea e José Resende ainda sofreram o descaso da Embaixada Brasileira na Itália que praticamente abandonou-os à própria sorte. Os artistas e amigos é que montaram o espaço, pois operários italianos não foram contratados para tal fim. Para a inauguração do pavilhão constava na programação oficial dirigida à imprensa que seria servido um cafezinho. Nem isso a Embaixada providenciou.
Com sua participação em Veneza, a carreira de Juraci Dórea se tornou mais que feita e consagrada. Choveram elogios e também críticas. Há os que criticavam a sua excessiva introspecção. Ele quase não circulava socialmente. Armava-se de defesas para que seu atelier não vire um salão de tietagem. Sempre foi assim e ele que não pretendia mudar, até que mudou um pouco. O fazer artístico de Juraci é convincente, dedicado, experimentado, técnico, trabalhado, sério. Apesar de tudo, seu limite ainda não está traçado, pois é um artista que pode aventurar-se por outros caminhos. Sua obra tridimensional é de grande contribuição e está sendo cada vez mais reconhecida, desde 1988 internacionalmente, mesmo continuando em Feira de Santana. Para ele é importante estar aqui, mas olhando para o mundo.

APRESENTAÇÃO

Em Veneza, o projeto Terra foi apresentado por documentação fotográfica e vídeo e duas esculturas dos "Jardins de Veneza", em couro e madeira, 3,60x3,00. Paineis fotográficos representando a construção de esculturas em vários pontos do sertão baiano. A maior parte dessas obras foi inserida na região de Canudos, tendo como público o homem do campo. As fotografias ampliadas nesses paineis eram precedidas de mapas da região e representavam os seguintes momentos do projeto: a construção de uma escultura, Tapera, 1987; Escultura da Lagoa das Bestas, 1984; Escultura do Raso da Catarina, 1984; Escultura de Canudos, 1984, Escultura do Cumbo, 1985; Mural da Casa de Edwirges, 1984; exposições itinerantes no sertão, 1985. Textos que reproduziam as interpretações e comentários dos sertanejos sobre a arte pública de Juraci Dórea acompanharam os paineis fotográficos. Também foram apresentados os vídeos sobre a obra de Juraci: "Terra", 1982, transcrito do Super 8, fotografia de Robinson Roberto; "Escultura da Tapera", com imagens de Dimas Oliveira e Juraci Dórea, texto de Antônio Brasileiro e edição de Amadeu Campos (DB Vídeo) e Dimas Oliveira, músicas de Elomar e Fábio Paes.

FUNDAÇÃO CULTURAL

Dentro do seu objetivo de promover e incentival o desenvolvimento e a difusão de atividades artísticas e culturais é que a então existente Fundação Cultural de Feira de Santana articulou-se com a também então existente Drogafarma Comercial Ltda para viabilizar a participação do artista Juraci Dórea na 43ª Bienal de Veneza através do Projeto Terra. A Drogafarma procedeu a doação, nos termos da Lei Sarney, de recursos e a Fundação administrou para o artista, adquirindo quatro passagens aéreas, fornecendo a cota oficial de CZ$ 1 mil para cada componente (o próprio artista, mais Antônio Brasileiro, Dimas Oliveira e Washington Falcão) e pagando as despesas com a produção de material informativo à Idea Design (cartões postais, cartaz, livro e documentação em vídeo e fotografia).

Com alta de 10%, Salvador Bahia Airport transporta cerca de 2 milhões de passageiros no 2º trimestre

  • Desempenho reflete a ampliação da malha aérea com novos voos e reforço de frequências existentes;
  • O Aeroporto de Salvador recebeu 4,2 milhões de pessoas no 1º semestre do ano, um aumento de 11%
  • Pousos e decolagens comerciais chegam a 14.435, alta de 7,4%.


Foto: Will Recarey

O Salvador Bahia Airport, integrante da rede Vinci Airports, encerrou o segundo trimestre de 2025 com resultados positivos em sua movimentação operacional. Entre abril e junho, o aeroporto recebeu cerca de 2 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025. Na parcial do ano, foram mais de 4,2 milhões de pessoas que passaram pelo terminal – 11% a mais do que o 1º semestre de 2025.

No mesmo intervalo, foram registrados 14.435 voos comerciais, número 7,4% superior ao volume observado no segundo trimestre do ano anterior.

O desempenho reflete a ampliação da malha aérea. Entre os destaques estão a retomada dos voos para a Cidade do Panamá pela Copa Airlines e o anúncio do novo banco de conexões da GOL, adicionando 44 decolagens por semana na malha aérea da Companhia em Salvador, com destinos como São Paulo, Belo Horizonte, Natal, Vitória, Maceió, Recife, Fortaleza, Campina Grande e Petrolina. Já a Latam reforçou rotas para Porta Alegre e Rio de Janeiro.

Desempenho global da Vinci Airports

A rede Vinci Airports, da qual o Salvador Bahia Airport faz parte, recebeu mais de 159 milhões de passageiros no primeiro semestre de 2026. Entre abril e junho, foram registrados 85,1 milhões de passageiros nos aeroportos da rede. Apesar dos impactos causados por fatores geopolíticos em alguns mercados, como o conflito no Oriente Médio e as tensões entre China e Japão, o desempenho do grupo foi sustentado pela ampla diversificação geográfica de sua operação e pela resiliência de aeroportos em diferentes regiões do mundo. 

Na Europa, aeroportos como Belgrado, Edimburgo, Budapeste e os terminais portugueses mantiveram trajetória de crescimento impulsionada pela expansão da malha aérea, pelo fortalecimento das conexões internacionais e pelo aumento da demanda por viagens de lazer e rotas transatlânticas. No Caribe, os aeroportos da República Dominicana registraram crescimento expressivo com a ampliação da oferta de voos por companhias aéreas da América do Norte e da América Latina. Já em Cabo Verde, a abertura de novas conexões com destinos europeus contribuiu para o aumento do fluxo de passageiros, reforçando o bom desempenho da rede em mercados estratégicos.

Sobre o Salvador Bahia Airport 

Localizado na capital do estado da Bahia, o Salvador Bahia Airport é a primeira Concessão da rede Vinci Airports no Brasil, que assumiu sua operação em 2 de janeiro de 2018. Desde então, o Aeroporto de Salvador incorporou padrões operacionais globais, buscando oferecer mais eficiência, segurança e uma melhor experiência de viagem para seus passageiros. Com um investimento de R$ 700 milhões em obras de modernização e ampliação do terminal, aumentou sua capacidade em 50%, atendendo até 15 milhões de passageiros por ano. Além disso, foi reconhecido com o Selo de Diversidade Étnico-Racial pela Secretaria Municipal da Reparação de Salvador em virtude das iniciativas de combate ao racismo institucional. O Salvador Bahia Airport também se destaca como o “Aeroporto Mais Sustentável do Brasil”, liderando ações de preservação ambiental.

Sobre a Vinci Airports

A Vinci Airports, líder mundial em operação de aeroportos privados, atua em mais de 70 aeroportos em 13 países. Graças à sua expertise como integradora global, a Vinci Airports desenvolve, financia, constrói e gerencia aeroportos, disponibilizando sua capacidade de investimento e seu know-how na otimização do desempenho operacional, modernização da infraestrutura, gerenciamento das operações e transição ambiental. A Vinci Airports foi a primeira operadora de aeroportos a se comprometer com uma estratégia ambiental internacional em 2016, visando alcançar a meta de emissões líquidas zero em toda a sua rede até 2050.


Para mais informações:

www.vinci-airports.com

@VINCIAirports

https://www.linkedin.com/company/vinci-airports/ .

Enviado por ComunicAtiva Associados

Encontro de Mulheres Negras e Afroempreendedorismo marcam o Julho das Pretas em Feira de Santana



O mês de julho será marcado por um importante momento de valorização da cultura, da identidade e do protagonismo das mulheres negras em Feira de Santana. No dia 25 de julho, das 8 às 14 horas, o Teatro do Colégio Estadual de Tempo Integral Georgina de Melo Erismann receberá o 10º Encontro Moviafro de Mulheres Negras e o Circuito Moviafro de Afroempreendedoras - 3ª Edição, reunindo conhecimento, empreendedorismo, arte e fortalecimento das lutas da população negra.

A programação contará com rodas de conversa, exposição de afroempreendedoras, momentos de troca de experiências e intervenções afro-poéticas e musicais, proporcionando um ambiente de fortalecimento da identidade, da ancestralidade e da cultura afro-brasileira.

Além de incentivar o empreendedorismo negro feminino, o evento busca ampliar o debate sobre equidade racial, direitos das mulheres negras e o fortalecimento de iniciativas que promovam desenvolvimento social, econômico e cultural em Feira de Santana.

A iniciativa integra a programação do Julho das Pretas, celebrando o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

A idealização é da Associação Cultural Moviafro de Feira de Santana, com realização do Bloco Afro Cultural Império Africano.

"A comunidade está convidada a participar desse dia de formação, cultura, empreendedorismo e valorização das mulheres negras, fortalecendo o compromisso coletivo com a igualdade, a diversidade e a promoção da cultura afro-brasileira", afirma Val Conceição, coordenador do Moviafro.

Será disponibilizado certificado com carga horária de 8 horas e as inscrições poderão ser feitas através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdtjgNTAGp7aG_uNJEVx9pkktJ5r-T2vtlbMCDMatz3jqu82g/viewform. 

Enviado pela jornalista Orisa Gomes

Museu Juraci Dórea: Arte, Sertão e Memória


Clique a assista: https://www.youtube.com/watch?v=hj_KiEOtOUM

Neste documentário, mergulhamos no universo da Fazenda Garajau, localizada no semiárido baiano, entre os municípios de Ruy Barbosa e Macajuba, para conhecer o Museu Juraci Dórea, um verdadeiro santuário da arte popular.

Idealizado e mantido pela paixão do casal Aécio Pamponet e Selma de Paula, o espaço abriga um tesouro impressionante: um acervo de aproximadamente 2.500 peças que expressam a alma, a resistência e a poesia da cultura nordestina. O minucioso trabalho de gestão, arquivamento e catalogação de todo esse patrimônio garante que a história e o talento de dezenas de artesãos, renomados e anônimos, sejam preservados e celebrados pelas futuras gerações. Uma imersão necessária na nossa identidade!

Ficha Técnica: Reportagem e Direção: José Raimundo; Imagens e Edição: Genser Freire

Enviado por José Umberto Dias

Veredas da Resistência realiza quarta edição entre Canudos e Uauá com caminhada de 65 quilômetros e programação cultural

Expedição acontece de 23 a 26 de julho e reúne cerca de 60 participantes em percurso que refaz caminhos históricos da Guerra de Canudos





A IV edição das Veredas da Resistência será realizada entre os dias 23 e 26 de julho. A caminhada de aproximadamente 65 quilômetros ocorre entre o Parque Estadual de Canudos e o município de Uauá, no sertão baiano. A iniciativa reúne cerca de 60 caminhantes de diferentes regiões da Bahia e de outros estados brasileiros para uma imersão na história, na cultura e nos aspectos socioambientais da Caatinga.
A programação tem início na quinta-feira, 23, no Parque Estadual de Canudos, com atividades culturais e rodas de conversa. Na manhã de sexta-feira, 24, o grupo inicia a travessia, passando por comunidades rurais e locais emblemáticos da Guerra de Canudos. A chegada a Uauá está prevista para o domingo, 26, às 12 horas, quando será realizada a I Feira da Resistência, espaço voltado ao encontro, à troca de experiências e ao fortalecimento das redes de trabalhadores e trabalhadoras da cultura, da Caatinga, do campo e da cidade.
Mais do que uma atividade de ecoturismo ou aventura, a Veredas da Resistência propõe uma experiência de educação patrimonial, memória e valorização dos territórios do Semiárido. Ao longo dos três dias de caminhada, os participantes percorrem trechos historicamente conhecidos como "Madeira da Discórdia", visitando lugares que marcaram os combates da Guerra de Canudos, como Alto da Favela, Vale da Morte e Lagoa de Sangue, além das comunidades de Mandaipó, Barra da Fortuna, Algodões e Maria Preta.
Durante o percurso, os caminhantes são acolhidos pelas comunidades locais, onde acontecem os acampamentos. A alimentação é preparada por mulheres da região com produtos da agricultura familiar, valorizando a culinária sertaneja e fortalecendo a economia local.
A programação inclui apresentações musicais, intervenções artísticas, exibição de documentários, rodas de conversa e atividades formativas conduzidas por pesquisadores, lideranças comunitárias, agricultores, artistas e moradores que compartilham conhecimentos sobre a Guerra de Canudos, os povos tradicionais, os sistemas de Fundo de Pasto, as agroflorestas, a ancestralidade afro-indígena e a preservação da Caatinga.
Segundo a organização, a caminhada também busca ampliar o debate sobre a importância da conservação do bioma e das formas de vida construídas historicamente pelas populações sertanejas.
Para a organizadora Mayara Andrade, moradora de Uauá, a iniciativa representa "uma oportunidade de adentrar os aspectos socioambientais, territoriais e culturais que permeiam a Caatinga do Semiárido baiano".
Realizada desde 2019, a Veredas da Resistência passou a receber inscrições abertas ao público a partir de 2023. A expedição adota diferentes modalidades de participação para ampliar o acesso de pessoas interessadas, incluindo alternativas de financiamento para quem não possui condições financeiras de custear integralmente a experiência.
A iniciativa conta com apoio das Prefeituras de Canudos e Uauá, da Coopercuc e de parceiros locais.
Além da caminhada, a programação reafirma Canudos como referência histórica de resistência popular. Mais de um século após a Guerra de Canudos, o percurso convida os participantes a refletirem sobre a memória do conflito, os desafios contemporâneos do Semiárido e a permanência das comunidades que seguem construindo formas de resistência cultural, social e ambiental.

PROGRAMAÇÃO

23 de julho (quinta-feira) – Canudos

17h30 – Intervenção Artística
  • Grupo de Capoeira Esquiva (Canudos)
  • Museu Casa de Vó Izabel
19h – Programação Musical
  • Banda de Pífanos de Canudos Velho
  • Terreiro de Dona Maria Botão
20h30 – Veredas dos Saberes
  • Roda de conversa com Dona Maria Botão, Dona Zefinha e Dona Tereza
  • Tema: Histórias de vida e as histórias de Canudos passadas de geração em geração
  • Mediação: João Batista

24 de julho (sexta-feira) – Algodões

7h – Intervenção Artística
  • Canudos: Memórias de Maria Domingas – Mel do Cumbe
12h – Veredas dos Saberes
  • Seu Alcides e Fabrício Bianchini
  • Tema: Fundo de Pasto e os desafios da Mata Branca para sobreviver, resistir e permanecer
16h30 às 18h – Intervenções da Banda de Pífanos de Canudos Velho
18h – Apresentação dos alunos da Escola Municipal Miguel Avelino Gomes
19h – Veredas dos Saberes
  • Dona Edite, Rita dos Santos e Nathalia Alves
  • Tema: Mulheres, lutas, vitórias e histórias das comunidades
  • Mediação: Gorete Cardoso
20h – Jam Sertaneja
  • Mel do Cumbe
  • Jarbas Nogueira
  • Lucas Sanfoneiro
21h30 – Fogueira e Leito Aberto
  • Intervenções artísticas livres

25 de julho (sábado) – Maria Preta

13h – Veredas dos Saberes
  • Diana Dias e Marcela Santana
  • Tema: Presença e ancestralidade afro-indígena na Caatinga contadas pelas mulheres que atuam nas comunidades tradicionais
  • Mediação: Lorrayne Trindade
13h40Canudos: Memórias de Maria Domingas – Mel do Cumbe
19h – Homenagem a Dona Maria Trindade
  • Exibição de documentário e bate-papo com Taiane Costa
  • Tema: Agroflorestas e Recaatingamento
  • Mediação: Egídio Trindade
20h30 – Show
  • Junior do Acordeon e Banda

26 de julho (domingo) – Uauá

10h – Abertura da I Feira da Resistência
12h – Chegada dos caminhantes
12h30Canudos: Memórias de Maria Domingas – Mel do Cumbe
13h – Mística de encerramento e agradecimentos
14h30, 16h, 17h30 e 19h – DJ EmersonBEAT
15h – Jarbas Nogueira e Grupo Circuladô
16h30 às 17h30 – Apresentações de quadrilhas
18h – Lucas Sanfoneiro e Forró Tabuleiro
19h30 – Encerramento
Mais informações: @veredasdaresistencia
Fotos: Acervo Veredas da Resistência.

Enviado por Cid Fiuza - oCordel