"Arte é uma forma de expressão íntima. A criação de um ato livre" - Carlo Barbosa.
Dois espaços do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) estão abrigando a exposição "Entre Cores e Saudades", que celebra os 81 anos de vida e trajetória artística de Carlo Barbosa (1945-1988). A mostra foi aberta no dia 14 de julho e segue para visitação até 14 de agosto.
A importante mostra reúne obras, do acervo da família, que traduzem memória, sensibilidade e expressão. Foi idealizada pela Galeria de Arte Carlo Barbosa com apoio de Luciana Barbosa, sobrinha do artista, mais Ciro Barbosa e Jorge Barbosa, irmãos do artista.
Como disse a crítica de arte Lígia Motta, Carlo Barbosa tem "uma trajetória artística significativa para as artes plásticas da Bahia e do Brasil. Autodidata, pintou de tudo, retratos, obras decorativas e quadros temáticos diversificados, apurando sua técnica com intuição e inspiração surpreendentes".
Para Lígia, "sua obra permanece viva do que nunca, forte, atual e a cada dia mais, se revelando como nova, na sua beleza plástica, no conteúdo e na riqueza dos seus detalhes, as vistas de conhecedores, iniciantes e leigos, todos, admiradores de uma arte verdadeira, a arte de Carlo Barbosa".
Na Sala Dival Pitombo, a principal do Museu Regional de Arte (MRE), estão expostas dez obras de Carlo Barbosa, com destaque para a icônica "O Flagelo de Lucas da Feira", acrílica sobre tela, 240 x 150cm, 1987, que não canso de repetir, trata-se da maior obra - inclusive em tamanho - das artes plásticas feirenses.
Outras obras: "O Menino e o Casario" (1966), técnica mista; "Auto-Retrato" (1970), técnica mista sobre tela; "Rio" (1979), caneta sobre papel; "Passageiro" (1979), acrílica; duas "Fachada de Barraca"; três "Paisagem Urbana" (1980).
Na Galeria de Arte Carlo Barbosa, mais 23 trabalhos do artista reverenciado postumamente, incluindo "Apreensão", que é considerada sua primeira pintura, em acrílica sobre tela. Mais "O Coroinha" (1969), bico de pena sobre papel; "Evolução Cósmica" e "Romeiros", de 1983; três telas da "Fase Cósmica", de 1984, um auto-retrato, em desenho, e outro em acrílica sobre tela; "Terra Com Capacetes Futuristas" e "Anjo Com Ampulheta", de 1984. Também, dez trabalhos sem título.
Horários de visitação: de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 12 horas e das 13 às 17 horas; sábados às 9 às 12 e das 14 horas às 17h30.
Feira de Santana precisa visitar a exposição "Entre Cores e Saudades". Passada uma semana da abertura, pouco mais de duas centenas de pessoas na lista de presença. Escolas devem agendar visitação.


Nenhum comentário:
Postar um comentário