Espaços dedicados a crianças e jovens no Flifs 2026 unem brincadeira, literatura, cultura pop, memória e inovação; Flifinha homenageia a Companhia Cuca de Teatro.
Na Flifinha, o mundo cabe num livro, numa brincadeira, numa história contada em verso. No Conectados, o mundo cabe num verso que vira vídeo, numa fantasia de cosplay, numa mesa sobre cultura pop. Juntos, eles formam o território jovem e infantojuvenil do Flifs 2026, onde imaginação, memória e inovação convivem em harmonia, convidando crianças e jovens a descobrir que existem muitas formas de ler, criar e transformar o mundo. A 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs) apresenta as identidades visuais da Flifinha e do Conectados, assinadas pelo ilustrador feirense Sidartha Gautama, que ampliam o diálogo com as juventudes e suas múltiplas linguagens.
A identidade visual da Flifinha parte do conceito "Feira É o Mundo" para apresentar esse universo a partir da imaginação das crianças. Inspirada nas brincadeiras de antigamente, a proposta resgata o poder da criatividade, quando objetos simples se transformam em grandes aventuras e qualquer espaço pode se tornar um cenário para contar histórias. Os personagens que compõem a identidade visual representam uma infância criativa e diversa, ocupando a cidade com brincadeiras, leitura, fantasia e descobertas. A composição reafirma a valorização da inclusão, reunindo diferentes infâncias em um mesmo espaço de convivência e pertencimento, onde todas as crianças podem imaginar, brincar e viver a literatura de forma coletiva.
Nesta edição, a Flifinha presta uma homenagem à Companhia Cuca de Teatro, reconhecendo sua contribuição para a formação cultural de gerações de crianças e jovens de Feira de Santana. A homenagem foi incorporada à própria identidade do evento: os dois "i" da palavra Flifinha transformam-se nos tradicionais mascotes da Companhia Cuca, integrando sua história à identidade visual e celebrando sua importância cultural para a cidade.
O Conectados, novidade desta edição, é dedicado ao público jovem e às novas formas de produzir, compartilhar e vivenciar a literatura. Nesse espaço, tradição e tecnologia caminham juntas. Um jovem músico, vestindo uma camiseta estampada com Lucas da Feira, traz em seus versos a memória e a resistência. Um jovem cordelista que atua como criador de conteúdo digital leva a literatura de cordel a novos públicos por meio das plataformas digitais. E duas jovens leitoras, uma com um livro impresso e outra utilizando um dispositivo digital, representam diferentes maneiras de acessar a leitura, reafirmando que a literatura ultrapassa os suportes e continua inspirando leitores sem perder sua essência.
A programação do Conectados inclui atividades como o Momento Cosplay, com desfile e apresentações, e mesa sobre cultura pop e literatura, além de apresentações musicais e espaços de interação que conectam o universo dos livros às expressões contemporâneas da cultura jovem. Já a Flifinha, batizada como Espaço Companhia Cuca de Teatro, oferece contação de histórias, espetáculos infantis, sarau literário com artistas e escritores mirins, e atividades brincantes.
Assim, a Flifinha e o Conectados apresentam um universo onde imaginação, brincadeira, literatura, inclusão, memória e inovação convivem em harmonia. Um espaço em que crianças e jovens são convidados a descobrir que as histórias podem nascer dos livros, das brincadeiras, da cultura popular e das novas tecnologias, revelando que existem muitas formas de ler, criar e transformar o mundo.
Sobre o artista
Sidartha Gautama é artista visual, músico e designer gráfico, com trajetória marcada pela integração de diferentes linguagens. Sob a assinatura Sidarta, atua no design e na ilustração, criando identidades visuais, campanhas e peças publicitárias para redes de franquias. Ilustrou as obras "A Espera de Morena" (2012) e "O Cordel da Caixa d'Água" (2021). Em parceria com o escritório Ed. Vasco, desenvolve painéis, murais e objetos decorativos, tendo participado de duas edições da CasaCor (2012 e 2014). Realizou exposições individuais e coletivas, com destaque para "Bicentenário da Independência" (2023, com apoio da Funceb), "Narrativas Visuais" (2021) e "Feira dos Meus Olhos d'Água" (2023, no MAC). Na música, assina conceito gráfico, composições e direção artística do grupo Calafrio, além de direção e roteiro de videoclipes. Foi premiado no festival Vozes da Terra e integra o Mapa Musical da Bahia.
Sobre o FLIFS
O Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs), reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia, é um dos maiores eventos literários do estado. Realizado anualmente desde 2007, promove o livro, a leitura e as diversas manifestações culturais, com destaque para a formação de novas gerações de leitores, contação de histórias, cordel, oficinas, lançamentos de livros e apresentações musicais. Foi a primeira feira literária da Bahia e completa 19 anos de história em 2026.
A realização é da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e do Sesc Feira de Santana. A organização conta com a parceria da Arquidiocese de Feira de Santana, Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Secretaria Estadual de Educação (NTE 19), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Instituto Federal da Bahia (Ifba) Campus Feira. O patrocínio é da Câmara Municipal de Feira de Santana e da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O apoio é da Fundação Pedro Calmon e do Estado da Bahia.
Serviço
O quê: 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS)
Tema: "Feira É o Mundo"
Quando: 25 a 30 de agosto de 2026
Onde: Centro de Convenções de Feira de Santana
Mais informações: @flifsoficial (Instagram)
Com informações da jornalista Juliana Vital



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