Comentário sobre o livro "Com Motta, a Bahia Era uma Festa", de Carlos Modesto
Lançado em 2025, o livro "Com Motta, a Bahia Era uma Festa", do escritor e memorialista Carlos Modesto, também cineasta e fotógrafo, é mesmo um mergulho no passado de Salvador, como disse o advogado e cineasta Cícero Bathomarco no prefácio. Um livro com conteúdo memorial e nostálgico. Uma viagem interessante e envolvente pelo túnel do tempo.
A publicação biográfica é um tributo ao português Thomas Antenor Borges da Motta, o Motta do título, que influenciou o cenário cultural da capital baiana. O autor resgata a memória cultural dos anos 1910 a 1960 e narra sobre um homem que construiu uma carreira ligada ao setor de entretenimento e que participou do surgimente de experiências culturais.
Como cineasta, não podia faltar o foco de Carlos Modesto sobre os cinemas que existiam na época, como o Ideal e o Olympia, criados pelo empresário retratado, que se juntaram ao Guarany, Politeama, São João, entre outras salas de então.
A idealização do Cassino Savoy, a transformação do Cassino Tabaris em uma das mais famosas casas de espetáculo do Nordeste e a participação societária no cassino do Palace Hotel, bem como os aspectos da boêmia também estão abordados no livro.
"Com Motta, a Bahia Era uma Festa" é dividido em três partes: "A Cidade de Salvador no Início do Século XX - Seus Cinemas e Teatros", "A Presença de Motta na Bahia", e "Vivendo na Companhia de Eros, Dionísio e Manto".
No posfácio/epílogo, Carlos Modesto sentencia sobre Motta, com letras maúsculas: "FEZ DE TUDO PARA QUE A BAHIA FOSSE UMA FESTA".
Quem é



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