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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Viagem envolvente pelo túnel do tempo.

Comentário sobre o livro "Com Motta, a Bahia Era uma Festa", de Carlos Modesto




Lançado em 2025, o livro "Com Motta, a Bahia Era uma Festa", do escritor e memorialista Carlos Modesto, também cineasta e fotógrafo, é mesmo um mergulho no passado de Salvador, como disse o advogado e cineasta Cícero Bathomarco no prefácio. Um livro com conteúdo memorial e nostálgico. Uma viagem interessante e envolvente pelo túnel do tempo.

A publicação biográfica é um tributo ao português Thomas Antenor Borges da Motta, o Motta do título, que influenciou o cenário cultural da capital baiana. O autor resgata a memória cultural dos anos 1910 a 1960 e narra sobre um homem que construiu uma carreira ligada ao setor de entretenimento e que participou do surgimente de experiências culturais.

Como cineasta, não podia faltar o foco de Carlos Modesto sobre os cinemas que existiam na época, como o Ideal e o Olympia, criados pelo empresário retratado, que se juntaram ao Guarany, Politeama, São João, entre outras salas de então.

A idealização do Cassino Savoy, a transformação do Cassino Tabaris em uma das mais famosas casas de espetáculo do Nordeste e a participação societária no cassino do Palace Hotel, bem como os aspectos da boêmia também estão abordados no livro.   

"Com Motta, a Bahia Era uma Festa" é dividido em três partes: "A Cidade de Salvador no Início do Século XX - Seus Cinemas e Teatros", "A Presença de Motta na Bahia", e "Vivendo na Companhia de Eros, Dionísio e Manto".

No posfácio/epílogo, Carlos Modesto sentencia sobre Motta, com letras maúsculas: "FEZ DE TUDO PARA QUE A BAHIA FOSSE UMA FESTA".

Quem é

Carlos Modesto é sergipano de Estância, radicado em Salvador. É reconhecido por sua contribuição à cultura sergipana e baiana. Ele se destaca por sua trajetória de décadas dedicada à preservação da memória cultural, à educação e ao resgate da história do cinema no Nordeste.
É autor de diversas obras, entre elas "Sombras da Saudade", "A História dos Cinemas da Cidade de Estância", "Contos da Escuridão", "Judas na Praça", "Um Dublê de Médico no Mundo do Cinema", e "Oscar Santana: 60 Anos Fazendo Fita".
Modesto é acadêmico efetivo da Academia de Letras e Artes do Salvador (Alas), ocupando a Cadeira nº 34, cujo patrono é Adonias Aguiar Filho.

PS: No Cine Farol, cerimonia de premiação do cinema independente no estado, com a entrega do prêmio Resistência da Sétima Arte - Cinema É Resistir, no dia 6 de junho, no auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), na Vitória, em Salvador, o encontro de Dimas Oliveira com o cineasta e escritor e Carlos Modesto (Foto 2), quando este autografou dois dos seus últimos livros: "Oscar Santana: 60 Anos Fazendo Fita" (2023) e "Com Motta, a Bahia Era uma Festa" (2025), que acabei de ler.

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