Relatório enviado ao STF indica aplicação de R$ 167 mil na instituição e reforça investigação sobre a relação do senador com executivos do banco
A Polícia Federal (PF) afirmou, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ter identificado indícios de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) mantinha investimentos no extinto Banco Master.
Segundo os investigadores, o parlamentar aparece em uma lista de clientes com uma aplicação de R$ 167.298,00 em um Certificado de Depósito Bancário (CDB), cujo valor seria de R$ 194.897,19.
O documento, encaminhado ao então superintendente-executivo de Tesouraria do banco, Alberto Felix, em agosto de 2025, integra o conjunto de provas da Operação Compliance Zero. O material foi tornado público pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
Além do investimento, a PF sustenta que Jaques Wagner mantinha uma relação próxima com o ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima, conhecido como "Guga", o que teria facilitado contatos com Daniel Vorcaro para tratar de temas de interesse do banco.
Os investigadores também reuniram mensagens entre Augusto Lima e Eduardo Sodré Martins, enteado do senador, nas quais são discutidos pagamentos relacionados a um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões. A PF suspeita que o imóvel tenha sido destinado ao parlamentar como vantagem indevida.
A investigação ainda cita o uso de aeronaves ligadas ao grupo, presentes, ingressos para shows e outras vantagens concedidas ao senador e a pessoas de seu círculo familiar. Segundo a corporação, há indícios de recebimento de benefícios econômicos em troca de atuação parlamentar favorável ao Banco Master.
Fonte: https://diariodopoder.com.br/

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