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quarta-feira, 25 de março de 2026

Praça no centro revela beleza ignorada na rotina de Feira

Entre sombras, história e tranquilidade, espaço tradicional contrasta com a correria do comércio e convida à contemplação

Passar pela Praça Agostinho Fróes da Motta, no centro comercial de Feira de Santana, pode parecer apenas mais um deslocamento na rotina apressada da cidade. Mas basta reduzir o ritmo para perceber algo que escapa à maioria. Ali, onde o comércio pulsa e o fluxo de pessoas é constante, existe um espaço que resiste ao tempo e à pressa.

Olhar atento

A praça se apresenta limpa, arborizada ePraça no centro revela beleza ignorada na rotina de Feira acolhedora. Sob a sombra das árvores, pessoas se sentam para almoçar com tranquilidade. Comerciários, trabalhadores e visitantes vindos do interior encontram ali um raro momento de pausa. Não há aglomeração. Há silêncio relativo, descanso e convivência.

Cenário histórico

O conjunto formado pelo coreto, pelo busto de Agostinho Fróes da Motta e pelo casarão ao fundo cria uma paisagem que mistura memória e presença. O coreto, construído em 1919, permanece como símbolo de uma época em que os espaços públicos eram também locais de encontro Praça no centro revela beleza ignorada na rotina de Feiracultural. O busto, erguido em 1956, reafirma a importância de uma figura central na história administrativa da cidade.

Memória viva

De acordo com registros do professor Joaquim Gouveia da Gama, a área onde hoje está a praça já foi um grande largo no século 19. Era ponto de chegada de tropeiros e espaço de convivência popular. Ao longo do tempo, recebeu diferentes nomes, como Largo do Fumo e Praça da Imperatriz, até se tornar Praça Agostinho Fróes da Motta em 1922.

Patrimônio preservado

Em frente à praça, o Casarão Fróes da Motta reforça o valor histórico do espaço. Construído em 1902, o imóvel foi restaurado e hoje abriga atividades culturais, sobPraça no centro revela beleza ignorada na rotina de Feira responsabilidade da Fundação Senhor dos Passos. A condução do trabalho, liderada por memorialista Carlos Brito, tem sido fundamental para manter viva a memória arquitetônica e cultural da cidade.

Entre pressa e pausa

Apesar de tudo isso, a maior parte das pessoas atravessa a praça sem perceber sua beleza. O olhar está voltado para compromissos, compras e deslocamentos. O espaço Praça no centro revela beleza ignorada na rotina de Feirapermanece ali, silencioso, 






oferecendo sombra, história e equilíbrio. Talvez falte apenas um gesto simples para que ele seja plenamente reconhecido. Olhar.

Everaldo Goes / Feira Hoje 

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@feirahoje

25/03/26

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