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domingo, 22 de março de 2026

"Ben-Hur": Maior vencedor do Oscar na Páscoa

11 ou mais coisas sobre um dos maiores filmes de todos os tempos





Ainda não se sabe se Feira de Santana será contemplada com a exibição de "Ben-Hur". 
O Orient CinePlace Boulevard está em manutenção técnica desde meados de fevereiro.
A Warner Bros. Pictures anuncia o relançamento do clássico de William Wyller, realizado em 1959, nos cinemas brasileiros em uma programação especial de Páscoa. As sessões acontecem entre quinta-feira, 2, e domingo, 5 de abril.
O drama histórico é baseado no livro "Ben-Hur: Uma História de Cristo", de Lew Wallace, escrito em 1880. Major-general, advogado e político de 53 anos, Wallace publicou o romance que levou quatro anos para escrever. Rapidamente se tornou um fenômeno editorial e, em 1900, era o segundo livro mais vendido nos Estados Unidos, perdendo apenas para a Bíblia.
Wallace, que não era crente, disse que queria retratar a vida de um homem que é transformado ao permitir que Cristo entre em sua vida. E foi assim que o próprio autor passou por seu processo de conversão pessoal enquanto escrevia o livro.
Desde 2021, quando o filme "Ben-Hur" (1925) entrou em domínio público nos Estados Unidos, este é o único filme da franquia "Ben-Hur" que ainda pertence à Warner Bros. Entertainment.
Em 1925, ainda no cinema mudo, a Metro-Goldwyn-Mayer produziu "Ben-Hur” (Ben-Hur: A Tale of the Christ), de Fred Niblo, com Ramon Novarro, Francis X. Bushman e May McAvoy, como o trio de personagens principais. Claude Payton aparece como Jesus Cristo.
Em 2016, a refilmagem "Ben-Hur" (Ben-Hur), de Timur Bekmambetov, com Jack Houston, Tony Kebell e Nazanin Boniardi como Judah Ben-Hur, Messala e Esther, respectivamente, mais Rodrigo Santoro como Jesus.
Considerado um dos maiores épicos da história do cinema, o longa retorna em exibição limitada em salas selecionadas pelo país.
O filme acompanha a trajetória de Judah Ben-Hur, um nobre que é traído e condenado à escravidão, iniciando uma jornada marcada por vingança, redenção e transformação. 
O filme também explora temas como fé e perdão. 
Ambientado na Jerusalém do século I, combina drama pessoal com uma narrativa histórica de grande escala.
Além do impacto técnico e narrativo, a produção é lembrada por suas sequências icônicas, como a corrida de bigas, considerada uma das cenas mais impressionantes já filmadas.
"Ben-Hur", com duração de três horas e 32 minutos, é celebrado por sua grandiosidade e visual deslumbrante. Bem como pelos valores de produção, cinematografia e atuações do elenco.
Recorde histórico no Oscar
O longa se tornou um marco ao conquistar 11 estatuetas no Oscar, das 12 indicações, um recorde que permanece como um dos maiores da premiação até hoje. 
Um recorde que permaneceu por 38 anos, até quando "Titanic" (1997) igualou a marca. Outro filme conquistou 11 Oscars: "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" (2003). Várias das categorias vencidas pelos dois não existiam na época de "Ben-Hur", o que torna suas 11 estatuetas ainda mais impressionantes. 
É também o primeiro filme a ganhar dez Oscars em categorias competitivas e todos os prêmios técnicos: Diretor, Montagem, Fotografia, Som, Trilha Sonora, Figurino, Direção de Arte e Efeitos Especiais. 
Ganhou Melhor Filme, Diretor (William Wyler), Ator (Charlton Heston (com duas horas, um minuto e 23 segundos, a sua atuação neste filme é a mais longa a ganhar um Oscar de Melhor Ator e a segunda mais longa em qualquer categoria), Ator Coadjuvante (Hugh Griffith), Fotografia (Robert Surtees), Trilha Sonora (Miklós Rózsa), Som (Franklin Milton), Edição (Ralph E. Winters e John D. Dunning), Efeitos Especiais (A. Arnold Gillespie, R. A. MacDonald e Milo P. Lory) - o primeiro e único vencedor do Oscar de Melhor Filme a também ganhar este prêmio -, Direção de Arte (William A. Horning, Edward  C. Caragno e Hugh Hunt) e Figurino (Elizabeth Haffenden). Só não ganhou Melhor Roteiro (Karl Tunberg) - a MGM encomendou mais de 40 roteiros para o filme ao longo de seis anos.
Elenco: Charlton Heston (Judah Ben-Hur), Stephen Boyd (Messala), Jack Hawkins (Quintus Arrius), Haya Harareet (Esther), Hugh Griffith (Sheik Ilderim), Martha Scott (Miriam), Cathy O'Donnell (Tirzah), Sam Jaffe (Simonides), Finlay Currie (Balthazar), Frank Thring (Poncius Pilatos), Terence Longton (Drusus), mais Marina Berti, Jose Greci, Lando Buzzanca, Mino Doro, Franco Fantasia, Enzo Fiermonti, Duncan Lamont, John Le Mesurier, Tutte Lemkov, Ferdy Mayne, Furio Meniconi e Venantino Venantini e muitos outros. 
Curiosidades
- Quase 70 anos depois, "Ben-Hur" permanece um filme influente e significativo na história de Hollywood.
- A produção custou à Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) a quantia de 15 milhões de dólares e foi uma aposta do estúdio para se salvar da falência. 
- Com o filme arrecadando 75 milhões de dólares, a aposta deu certo. Ajustado pela inflação, este seria o 13º filme de maior bilheteria de todos os tempos. 
- No ano de seu lançamento, 1959, foi o filme americano de maior bilheteria.
- "Ben-Hur" foi exibido em Feira de Santana em dezembro de 1961, no Cine Santanópolis.
- Foi o 186º filme assistido por Dimas Oliveira, então com 13 anos, como está em Caderno de Filmes.
- Mais de 50 mil pessoas estiveram envolvidas na produção do filme, incluindo 365 personagens com falas no elenco.
- O diretor William Wyler cunhou a famosa frase de que "foi preciso um judeu para fazer um bom filme sobre Jesus".
- Embora fosse judeu, Wyler estava particularmente interessado em fazer um filme que agradasse a todas as religiões. De qualquer forma, ele considerava o subtítulo do romance, "Uma História de Cristo", quase incidental à trama. 
- Os créditos do filme aparecem tendo como pano de fundo painel central "A Criação de Adão" do teto da Capela Sistina. 
- A representação de Pilatos lavando as mãos, um tema popular na arte aos longo dos séculos, baseia-se no relato de Mateus 27: 24, única menção bíblica do evento.
- Várias vezes durante o filme, Judah Ben-Hur toca uma caixa no batente da porta de sua casa. Trata-se de uma Mezuzá, um estojo contendo uma passagem da Torá (Deuteronômio 6; 4-9 e 11: 13-21), que os judeus tradicionalmente fixam nos batentes das portas de suas casas, como um lembrete constante da presença de Deus.
- Esther diz a Judah que os sábios tempos antigos de Salomão foram "há muito tempo". Na verdade, foram quase 1000 anos antes.
- Na tradição cristã, Baltazar, dos Três Reis Magos, é o negro ou de pele escura. No filme, ele é retratado como branco e interpretado pelo ator escocês Finlay Currie. Enquanto que Melquior, tradicionalmente branco, tem pele escura e é interpretado por Reginald Lal Singh.
- Judah Ben-Hur diz a Messala que Roma estava estrangulando o mundo inteiro e que, quando caísse, haveria um grito de liberdade como o mundo jamais ouvira. Ele estava certo, só que foram necessários mais 250 anos para que Roma começasse a ruir e outros 200 para que finalmente caísse.
- Os 300 cenários construídos exigiram cinco anos de pesquisa e 14 meses de trabalho.
- O cenário que representa Jerusalém é historicamente preciso. Ocupou 10 quarteirões, com a utilização de 40 mil pés cúbicos de madeira, mais de um milhão de libras de gesso e 250 milhas de tubos de metal.
- A corrida de bigas exigiu 15 mil figurantes em um cenário construído em sete hectares de terreno nos estúdios Cinecittà, nos arredores de Roma - até então, o maior cenário externo já construído para um filme. A filmagem da corrida levou cinco semanas.
- A corrida de bigas foi filmada sem som, que foi adicionado na pós-produção, quando também foi decidido que não haveria música durante a sequência.
- A sequência da corrida, por si só, custou cerca de quatro milhões de dólares - cerca de um quarto de todo o orçamento, e levou 10 semanas para ser filmada.
- O diretor William Wyler manteve uma rotina de 16 horas por dia, seis dias por semana, durante os nove meses de filmagem.
- Sergio Leone foi um diretor de segunda unidade não creditado. Anos depois, ele alegou ter dirigido as cenas da corrida de bigas, mas isso é um exagero aparentemente convicente (Leone tinha a fama de distorcer a verdade).
- Jesus Crito - que só aparece de costas - é interpretado pelo cantor de ópera americano Claude Heater, que não recebeu créditos em seu único papel em um longa-metragem.
- Esther do "Ben-Hur" de 1925, May McAvoy é a única atriz do elenco original da MGM a aparecer também neste filme. Ela é figurante em uma cena com multidão.
- Giuliano Gemma, que depois de notabilizou nos filmes western-spaghetti, aparece como um oficial romano.
- O dublê Cliff Lyns atuou como condutor de biga tanto neste filme quanto no "Ben-Hur" de 1925. 
- Quando a legião romana faz uma marcha triunfal por Roma, a banda toca exatamente a mesma música que a legião usou em "Quo Vadis" (1951).
- As sequências no deserto estavam programadas para serem filmadas na Líbia, até que as autoridades do país, uma nação muçulmana, perceberam que o filme promovia o cristianismo. O governo ordenou que a MGM deixasse o país, forçando o estúdio a transferir as filmagens para a Espanha, que possui o único deserto da Europa.
- Ao término das filmagens, os laboratórios da MGM, em Londres, haviam processado mais de 1.250.000 pés de filme EastmanColor de 65mm, ao custo de um dólar por pé (30,48cm).
- Desejando o máximo de autenticidade possível, aristocratas reais foram recrutados pela produção para interpretar patrícios como convidados na sequência de festa. Entre eles estavam Emanuele Ruspoli, o Conde Marigliano del Monte, a Duquesa Nona Medici e o Príncipe Raimondo da Itália, o Conde Santiago Oneto da Espanha, a Princesa Carmen de Hohenlohe-Oehringer da Áustria e seu marido, o Príncipe, a Princesa Irina Wassilchikoff da Rússia e a Baronesa Liana Del Balzo da Hungria.
- "Ben-Hur" gerou mais de 20 milhões de dólares em merchandising, incluindo livros, brinquedos, doces, perfumes, gravatas, jóias, vestidos, triciclos em frma de carruagem e toalhas de banho "Ben-Her" e "Ben-His".
- Lançado pela Editora Cultural Bruguera, o álbum de figurinhas "Ben-Hur", com 216 cromos tecnicoloridos tirados diretamente do filme de William Wyler, 1959. No Mercado Livre alcança preço entre R$ 100,00 e R$ 500,00. Tenho um exemplar completo.
- Trata-se do único filme de Hollywood a entrar na lista de aprovados pelo Vaticano na categoria de religião.
- Incluído na lista dos 100 Filmes Americanos de 1998 do American Film Institute.
- Incluído na lista dos 25 Filmes do American Film Institute de 2001 dos Filmes Americanos Mais Emocionantes.
- Incluído na lista dos 25 Filmes do American Film Institute de 2005, intitulada 100 Anos de Trilhas Sonoras de Filmes do AFI.
- Em junho de 2008, "Ben-Hur" foi classificado em segundo lugar na lista dos 10 Melhores Filmes Épicos do American Film Institute.
- Incluído na lista dos "1001 Filmes Que Você Deve Ver Antes de Morrer", editada por Steven Schneider.

Com dados do International Movie Data-base (IMDb)

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