As atividades deste ano do Núcleo de Preservação da Memória Rollie E. Poppino, da Fundação Senhor dos Passos serão iniciadas na sexta-feira, 20 de fevereiro, com duas programações no Casarão Fróes da Motta.
Primeira: lançamento do vídeo documentário do projeto "Grandes Pintores Feirenses". O álbum e revista lançados em novembro de 2007 em homenagem a sete artistas, 18 anos depois ganham uma releitura através de um videodocumentário.
Como no lançamento anterior, um compromisso entre duas instituições: a Fundação Senhor dos Passos e a Fundação Carlo Barbosa, que preservam valores culturais de Feira de Santana. Os artistas contemplados são Carlo Barbosa, César Romero, Leonice Barbosa, Marcus Moraes e Pedro Roberto, in memoriam, mais Gil Mário e Juraci Dórea.
Segunda: o projeto Cinema no Casarão tem sua abertura neste ano, fora da Sala Dimas Oliveira, com apresentações dos documentários "Princesa do Sertão", da Indio Filme do Brasil, 1963, com palestra de Carlos Brito; e "100 Anos: Casarão Fróes da Motta", que trata sobre a história desse patrimônio histórico, com direção de Rey Bacelar, sendo roteirista o jornalista Edson Borges, que vão palestrar sobre a obra, lançada em 10 de dezembro do ano passado, lotando o espaço de eventos do Casarão Fróes da Motta, mesmo local da próxima programação.
Em "Princesa do Sertão", a Feira de Santana no início dos anos 60, mostrando aspectos da economia, com principais lojas do comércio, a expostação de fumo, a primeira frota de ônibus, a industrialização de cal, a Oficina Pernambucana. Também o então prefeito Francisco Pinto inaugurando obras e recebendo o senador Juscelino Kubitschek.
Em "100 Anos: Casarão Fróes da Motta", como disse Rey Bacelar, o filme busca reconstruir a trajetória do imóvel que "serviu de palco a decisões políticas importantes e até de abrigo para armas escondidas em sua cisterna durante períodos de instabilidade. O casarão, com sua imponência arquitetônica, representa não apenas a história de uma família tradicional, mas também a própria formação política e urbana da cidade."
O documentário apresenta o testemunho de várias pessoas, à exemplo da bisneta de Agostinho Fróes da Mota Maria Marta Fróes da Motta, advogado Celso Pereira, artista plástico e publicitário Vivaldo Lima - que trabalhou na última restauração do Casarão -, historiador Sidney Araújo, além de Carlos Brito, membro da Fundação Senhor dos Passos, um dos responsáveis pelo incentivo para adquição e restauração da Villa Fróes da Motta, que ele denomina como "a joia da coroa da Princesa do Sertão".



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