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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O "wokismo" à luz da verdade cristã

Por Daniel Freitas

Introdução

Nos últimos anos, o chamado wokismo deixou de ser apenas um alerta contra injustiças pontuais e se tornou uma cosmovisão dominante em universidades, mídias, empresas e até em setores da igreja. Embora frequentemente apresentado como moralmente superior, esse movimento carrega pressupostos que entram em choque direto com a fé cristã histórica.

Este artigo busca definir o wokismo, apresentar exemplos concretos de sua atuação e demonstrar por que ele é incompatível com a Escritura e com a ética do Reino de Cristo.

O que é o wokismo

O termo woke surgiu como um chamado para estar "acordado" ou "consciente" de injustiças sociais, especialmente raciais. Contudo, ao longo do tempo, o wokismo deixou de ser uma postura de sensibilidade moral e passou a constituir uma cosmovisão ideológica completa, com pressupostos próprios sobre verdade, identidade, pecado, redenção e justiça.

Em sua forma atual, o wokismo afirma que:

  • A realidade é definida primariamente por relações de poder entre grupos.
  • A identidade humana é determinada por marcadores sociais (raça, gênero, orientação sexual, classe).
  • A moralidade é fluida e subordinada à experiência subjetiva e à narrativa do grupo.
  • A história deve ser reinterpretada a partir da lógica de opressor vs. oprimido.
  • Discordância não é erro intelectual, mas falha moral.

Na prática, trata-se de uma religião secular, com dogmas (narrativas intocáveis), pecados (linguagem “errada”), rituais (sinalizações públicas de virtude) e hereges (os que discordam).

Exemplos claros do wokismo em ação

Alguns exemplos ajudam a identificar essa cosmovisão:

  1. Reinterpretação da verdade pela experiência subjetiva
    Afirmações objetivas são rejeitadas se entram em conflito com sentimentos individuais. A pergunta não é "isso é verdadeiro?", mas "isso ofende alguém?". Essa abordagem contradiz a ideia bíblica de verdade revelada e objetiva (cf. João 17:17).
  2. Identidade fragmentada e fluida
    O indivíduo passa a se definir primariamente por desejos internos ou categorias sociais, e não por sua criação à imagem de Deus. A Escritura, porém, afirma que o ser humano é criado por Deus, como homem e mulher, com identidade recebida, não construída (cf. Gênesis 1:27).
  3. Justiça sem redenção
    O wokismo exige confissão pública, humilhação e cancelamento, mas não oferece perdão verdadeiro nem restauração. A ética bíblica, ao contrário, une justiça e misericórdia, arrependimento e graça (cf. Salmos 85:10).
  4. Inversão moral do pecado
    O que Deus chama de pecado é frequentemente celebrado como virtude, enquanto a obediência à Palavra é rotulada como ódio ou opressão (cf. Isaías 5:20).

O choque frontal com a Escritura

O conflito entre o wokismo e o cristianismo não é periférico; é estrutural.

a) Doutrina do pecado
O wokismo localiza o mal principalmente em sistemas externos e grupos específicos. A Bíblia afirma que o problema fundamental está no coração humano, sem exceção:

"Pois todos pecaram e não alcançam o padrão glorioso de Deus."
(Romanos 3:23)

b) Doutrina do homem
Para a Escritura, todos são igualmente criados à imagem de Deus e igualmente responsáveis diante dele (cf. Gênesis 1:26,27). O wokismo substitui essa unidade moral por uma hierarquia de culpa e virtude baseada em identidade coletiva.

c) Doutrina da salvação
No Cristianismo, a salvação vem pela graça mediante a fé em Cristo (cf. Efésios 2:8,9). No wokismo, a "salvação" vem pela adesão ideológica, pelo ativismo contínuo e pela conformidade pública.

d) Autoridade final
O Reino de Cristo se submete à Palavra revelada de Deus. O wokismo se submete ao espírito da época, às pressões culturais e às narrativas dominantes (cf. Romanos 12:2).

A ética do Reino de Cristo

Jesus Cristo não constrói seu Reino sobre ressentimento, mas sobre arrependimento; não sobre identidades fragmentadas, mas sobre nova criação; não sobre coerção moral, mas sobre transformação do coração.

O Evangelho confronta tanto o orgulho do opressor quanto o ódio do oprimido, chamando ambos ao pé da cruz. Nele não há justiça sem verdade, nem amor sem santidade, nem inclusão que negue o senhorio de Cristo.

"Busquem primeiro o Reino de Deus e a sua justiça."
(Mateus 6:33)

Essa justiça não é redefinida por movimentos culturais, mas revelada pelo Rei.

Conclusão

O wokismo não é apenas um erro social ou político; é uma cosmovisão rival, incompatível com o cristianismo bíblico. Onde ele redefine pecado, Cristo chama ao arrependimento. Onde ele redefine identidade, Cristo oferece nova vida. Onde ele promete justiça sem graça, o evangelho anuncia justiça satisfeita na cruz.

A igreja não deve se curvar ao wokismo, nem reagir com ódio, mas responder com fidelidade, clareza e coragem, proclamando que somente Cristo é o Senhor da história, da moral e da redenção (cf. Colossenses 1:16-20).

Fonte: https://www.internautascristaos.org/

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