Evento gratuito reúne apresentação musical e bate-papo com foco em patrimônio material e imaterial, na próxima quarta-feira, 14
Cantadeiras do Vale do Neiva (Crédito: Adriana Couto)
Correntão - Joias de liberdade (joias crioulas), ouro, Bahia, século XVIII. Acervo MCMCP. (Créditos: Aníbal Gondim e Sérgio Benutti)
Cartão postal. J. Melo editor, 1904-1915. Arquivo MCMCP
O Museu Carlos e Margarida Costa Pinto realiza, na quarta-feira, 14 de janeiro, às 17h, em seu auditório, o encontro "Conexões Culturais - Joias de Liberdade (Bahia) e Cantadeiras do Vale do Neiva (Portugal)". Aberto ao público e com entrada gratuita, o evento promove um bate-papo seguido de apresentação musical, propondo um diálogo entre o canto tradicional polifônico do Norte de Portugal e as joias de crioula baianas.
A iniciativa aproxima dois eixos simbólicos conectados historicamente: o canto tradicional minhoto, preservado por grupos femininos do Vale do Neiva, e as joias de crioula baianas, que o Museu vem ressignificando como joias de liberdade. O encontro conta com o apoio do Instituto Sacatar e é fruto da articulação da artista visual e performer portuguesa Rita Guedes Tavares (Rita GT), responsável por trazer à Bahia o grupo Cantadeiras do Vale do Neiva, formado por mulheres dedicadas à preservação do canto tradicional da região do Minho, em Portugal.
O encontro contará com a participação da museóloga Simone Trindade, diretora adjunta cultural do Museu Carlos e Margarida Costa Pinto e especialista em joalheria crioula. Ela vai abordar as conexões históricas, simbólicas e estéticas entre as joias minhotas e as joias de liberdade baianas, destacando o papel das mulheres, da oralidade e da cultura material na construção dessas heranças compartilhadas.
Fundado em 1982 pelo etnógrafo Manuel Delfim da Silva Pereira, o grupo Cantadeiras do Vale do Neiva é dedicado à pesquisa, recolha, preservação e transmissão do património oral do Vale do Neiva. Seu repertório reúne canções associadas aos ciclos do trabalho agrícola, às romarias e às práticas comunitárias da região minhota. O grupo canta à capela, a várias vozes, mantendo formas tradicionais de interpretação vocal e contribuindo para a salvaguarda do património cultural imaterial.
O encontro dialoga diretamente com o projeto de Rita GT "O Círculo das Contas de Ouro em Filigrana - Conexões Históricas entre Bahia e Viana do Castelo", que investiga as relações entre joias minhotas e joias de crioula baianas, estas últimas preservadas pelo Museu Carlos e Margarida Costa Pinto em sua principal coleção museológica.
Sobre o Museu
Inaugurado em novembro de 1969, o Museu Carlos e Margarida Costa Pinto conta com acervo de artes decorativas que retrata a sociedade baiana dos séculos XVIII e XIX. O local abriga exposições permanentes e temporárias, programação cultural, educacional e atividades formativas. O MCMCP, localizado no Corredor da Vitória, 2490, em Salvador, está aberto ao público de segunda a sexta-feira, exceto às terças, das 14h30 às 18h. Para mais informações: https://www.museucarloscostapinto.org/; contato@museucarloscostapinto.org e @museucostapinto.
Serviço
Conexões Culturais - Joias de Liberdade (Bahia) e Cantadeiras do Vale do Neiva (Portugal)
Quando: Quarta-feira, 14 de janeiro, às 17 horas
Onde: Auditório do Museu Carlos e Margarida Costa Pinto, no Corredor da Vitória
Entrada gratuita
Enviado pela ComunicAtiva Associados





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