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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Quando as professoras eram vistas como "deusas fardadas"

Obra de Ione Celeste de Sousa resgata a história das normalistas de Feira de Santana e ilumina um capítulo da formação educacional e feminina no Brasil

Antes de se tornar o Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), o centenário prédio da Rua Conselheiro Franco abrigou a Escola Normal de Feira de Santana, instituição responsável por formar gerações de professoras que assumiram a missão de levar a educação aos sertões baianos. Entre as décadas de 1920 e 1940, as chamadas normalistas circulavam pela cidade com fardas brancas, laços coloridos e livros nos braços, imagem que simbolizava modernidade, disciplina e prestígio social em uma época em que o país vivia um processo de escolarização em expansão.

Foi esse universo que a historiadora Ione Celeste de Sousa, professora aposentada sa Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), reconstruiu em seu estudo 'Garotas tricolores, deusas fardadas: as normalistas em Feira de Santana, 1925 a 1945'. A obra nasceu de  dissertação de mestrado em História Social apresentada à PUC-SP em 1999. Anos depois, a pesquisadora concluiu o doutorado na mesma universidade, consolidando-se como referência nos estudos sobre cultura escolar, formação docente e a participação das mulheres na história da educação brasileira.

Um capítulo da emancipação feminina

O trabalho de Ione evidencia que a Escola Normal não se limitava a preparar professoras. Ela moldava novas figuras femininas para uma sociedade que buscava se aproximar dos modelos educacionais europeus e norte-americano. No imaginário da época, as normalistas eram vistas como agentes do progresso nacional, capazes de ocupar um espaço público até então pouco acessível às mulheres, e de transformar o magistério em um campo de intervenção social e cultural.

Hoje, o prédio que protagonizou essa trajetória abriga o Cuca, guardião da memória cultural da cidade. Exposições, oficinas, seminários e apresentações artísticas seguem dando sentido ao espaço, lembrando que a história da educação em Feira de Santana também é narrativa de emancipação feminina e de construção simbólica da docência no Brasil.

Para quem desejar conhecer a obra de Ione Celeste de Sousa, basta realizar uma busca na Internet pelo nome da autora e pelo título do livro.

"Garotas tricolores, deusas fardadas: as normalistas em Feira de Santana, 1925 a 1945"

Fonte: Feira Hoje

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