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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

China instrui criancas para perseguir a religião


Crianças simulam um julgamento contra uma religião não aprovada


Policial doutrina crianças contra os "cultos malignos" (Foto Weibo)

Por Luís Dufaur

O site comunista oficial chinês "anti-cultos malignos" incita as crianças a se mobilizar contra as “religiões ilegais”, especialmente a católica, denunciou "Bitter Winter". 

Em Baoshang, Shangai, os "pequenos guardiões" recitam slogans e encenam julgamentos condenatórios para incutir medo aos fiéis numa guerra cultural e ideológica que evoca a cruel Revolução Cultural de Mao Tsé tung.

É um exemplo flagrante de controle autoritário e aliciamento ideológico feito por um Estado inimigo de Deus sob o disfarce de educação, comentou "Bitter Winter".

A Associação Chinesa "anti-cultos malignos" (anti-xie-jao) elogia o "poder puro" das crianças defendendo sua "pátria harmoniosa", onde sob a orientação de verdadeiros juízes, fazem de "juízes", "acusadores", "réus" e "advogados de defesa", reencenando casos e "condenando" os membros do "xie jiao" a pesadas penas de prisão, relatou o bem informado site "Bitter Winter". 

O verdadeiro propósito é muito mais: transformar o senso do bem e do mal para se encaixar na moralidade definida pelo Estado.

As crianças também assistem a palestras sobre "estado de direito" intitulada que focam os "perigos" de grupos religiosos inaceitáveis pelo Estado.

Essa experiência obscurece a fronteira entre educação e doutrinação marxista, transformando o tribunal - teoricamente um símbolo de justiça - em um palco para condicionamento ideológico pela ditadura.

O termo "xie jiao" foi cunhado na China socialista para servir de ferramenta para deslegitimar e criminalizar grupos religiosos que não se enquadram nas políticas do Estado ditatorial.

O rótulo justifica a espionagem, a detenção e a reeducação. Recrutando as crianças para essa campanha satânica, o Estado perpetua a repressão e garante sua permanência no poder.

A violação da infância ensina às crianças que a religião, e sobretudo a católica é uma ameaça e que a obediência ao ditador Xi Jingping e ao Estado comunista é a virtude suprema.

As crianças perdem as qualidades que as tornam humanas: empatia, pensamento crítico e autonomia moral, concluiu "Bitter Winter".

Fonte: https://pesadelochines.blogspot.com/

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