O prédio da Prefeitura de Feira de Santana, o Paço Municipal Maria Quitéria, completa 100 anos em 2026, no dia 24 de abril.
O engenheiro Manoel Aciolly Ferreira da Silva, que projetou outras construções locais, foi o responsável pela obra, iniciada na gestão do coronel intendente Bernardino Bahia e concluída na administração seguinte, do intendente Arnold Silva, que foi o primeiro chefe do poder executivo feirense a despachar no novo espaço.
Em seus quase cem anos de existência, o Paço Municipal Maria Quitéria - assim batizado muitos anos depois -, não serviu tão somente de sede do executivo. O legislativo e o judiciário também mudaram para a nova prefeitura, sendo que a câmara nela funcionou até a segunda metade dos anos 60, quando a sexta legislatura foi transferida para os dois últimos andares do antigo prédio do INPS.
Independente dos espaços já existentes na época para eventos, muitos foram os realizados no interior da Prefeitura. No passado, exposições de fotografias, mostras de pinturas e tapeçarias de artistas consagrados, noites de autógrafos, lançamentos de jornais, revistas e outras publicações, faziam lotar o saguão do prédio imponente.
No salão nobre, a partir da primeira turma e por muitos anos seguintes, a sociedade feirense assistia aos atos solenes de colação de grau dos professores pela Escola Normal. Concertos musicais com atrações internacionais e bailes coroando rainha e princesas de antigas micaretas também ocorriam no local.
Ainda na área educacional, dependências da Prefeitura também serviram de salas de aula, pois o então prefeito Heráclito Dias de Carvalho atendeu aos apelos do professor Gastão Guimarães, quando este viu a Escola Normal por ele dirigida, sendo transformada em alojamento militar quando da Guerra Mundial.
A primeira grande reforma do prédio sem que precisasse de interdição, aconteceu no começo dos anos 70 na gestão do prefeito Newton da Costa Falcão. Além de incluir a recuperação dos afrescos usando o talento do artista Vivaldo Lima, também reativou o salão nobre com parte do mobiliário original e nele implantou a galeria dos intendentes e prefeitos, sem esquecer-se de retratar o médico Joaquim Remédios Monteiro, ultimo presidente do conselho municipal, extinto com a queda do Império e o advento da República.
A última e mais importante reforma aconteceu no segundo mandato do prefeito José Ronaldo, com reabertura em 27 de dezembro de 2007 depois de vários meses de trabalho.
Com dados memoriais de Adilson Simas


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