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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

"Amalá": animação feirense costura ficção, cultura oral e a busca pelo bem viver

Projeto está em fase de mobilização e prevê estreia em fevereiro de 2026





Ambientado no interior da Bahia, o curta de animação "Amalá" constrói uma narrativa simbólica sobre a luta pelo bem viver, o senso comunitário e os impactos históricos do genocídio da população negra e dos povos originários promovido pelo Estado. Com estreia prevista para fevereiro de 2026, o projeto está em fase de mobilização e busca apoio para sua conclusão.

Com roteiro do feirense Gean Almeida e co-direção do soteropolitano Rodrigo Araújo, que também assinam a ilustração e a animação, o filme é uma realização da produtora Raízes BA, através do Raízes Laboratório de Movimento Animado. A obra aposta em uma linguagem visual marcada pelas raízes da cultura popular, espiritualidade e força ancestral, criando um universo que dialoga com as tradições culturais, a oralidade e as forças míticas da natureza.

Na trama, Ganzi decide procurar a advogada Kalunga em busca de orientação para processar o Estado brasileiro. O ponto de partida jurídico se transforma em uma travessia mais profunda, onde o real se mistura ao espiritual, revelando outras formas de compreender justiça, reparação e autonomia.

Com 15 minutos de duração, Amalá se estrutura como uma crônica social, é um filme de animação que comunica memória, território e resistência comunitária por meio de uma narrativa visual e poética.  O curta tem classificação indicativa a partir de seis anos, propondo reflexões que podem ser compartilhadas entre diferentes gerações e territórios  sendo poético e acessível para abordar temas complexos.

Segundo Gean Almeida, o projeto nasce do desejo de celebrar afetos comunitários e fortalecer o cinema negro de animação, "apresentando um filme inspirado nas tradições da cultura afro indígena, utilizando da animação  como forma de recriar mundos e atravessar as fronteiras do real e irreal. A ideia é provocar reflexão sobre a nossa condição humana e as perspectivas de vidas melhores", afirma o roterista.

Enviado por Tiara Brandão

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