Venda antecipada de ingressos no Orient Cineplace Boulevard

Venda antecipada de ingressos no Orient Cineplace Boulevard

Em lançamento mundial no Orient Cineplace Boulevard

Em lançamento mundial no Orient Cineplace Boulevard
13 - 15h40 - 18h25 (Dub) - 21h10 (Leg) no Orient Cineplace Boulevard

quarta-feira, 13 de abril de 2016

"A blitzkrieg discursiva do PT: ecos do Foro de São Paulo e da Internacional Socialista"

Por Saulo de Tarso Manriquez
Respaldados pelas recentes declarações contra o impeachment da presidente Dilma, emitidas pela Internacional Socialista [1] e por parceiros do Foro de São Paulo [2]o PT, juntamente com as suas organizações satélites, com os artistas-Rouanet e outros artistas esquerdistas voluntários, com os intelectuais orgânicos e com os jornalistas oficiais do partido, estão jogando pesado para retomar o controle da narrativa dos fatos.
Para tanto, apelam aos seguintes discursos: 1) todos erram ou são, em algum grau "corruptos"; 2) o PT estaria sendo vítima de uma luta seletiva contra corrupção; 3) os crimes e erros cometidos pelos políticos de outros partidos no passado justificam todos os crimes e erros do PT no presente; 4) a Lava Jato e o impeachment objetivam o fim da CLT, a privatização do pré-sal, a extinção dos direitos e conquistas sociais, a promoção de juros altos para beneficiar banqueiros etc; 5) quem luta contra o PT está lutando contra a democracia.
1 - "Todos erram ou são, em algum grau, 'corruptos'".
Ora, que novidade há nisso? O apóstolo Paulo já indagava e asseverava: "Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma [...] todos estão debaixo do pecado. Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer." (Romanos 3: 9-10). Invocar a corruptibilidade humana para justificar a destruição da Pátria é mais uma amostra da má-fé e da malícia do petismo. Não se pode confundir os pecados e os erros que cada um comete com crimes cometidos em escala nacional que afetam toda a coletividade. É bem verdade que alguns erros e alguns pecados podem ser crimes, mas só alguns. Jogar papel de bala no chão, mandar e receber "nudes" pelo WhatsApp, furar filas, colar nas provas etc., são atos censuráveis e podem ser considerados pecaminosos, mas, via de regra, não são crimes; não são atos que afetam uma nação inteira.
2 - O PT não está sendo vítima de uma luta seletiva contra corrupção.
Na luta contra a corrupção, a Lava Jato, por exemplo, já condenou políticos de outros partidos e poderá condenar membros de partidos tidos como de oposição ao PT. Se as investigações acabam se concentrando no PT é porque, oras, é o partido que governa o país há 14 anos, sendo diretamente responsável pelo o que aconteceu com a Petrobrás e por outras tramoias correlatas.
Quando o assunto é impeachment, o PT também tenta fazer se fazer de vítima de um combate seletivo a corrupção. Não há seletividade alguma aqui. Quem é a presidente afinal? De que partido ela é? O que esperavam os petistas?
Cumpre lembrar ainda que, segundo os petistas e isentões, para falar contra a corrupção para se perpetuar no poder feita pelo comuno-petismo, é preciso antes ou concomitantemente falar também dos casos de corrupção verificados em cada cidade ou Estado da federação, mesmo que isso não afete diretamente a totalidade do país. Não importa se o que faz o governo federal afeta a todos os brasileiros. Sabe aquele empréstimo irregular de um trator feito por aquele prefeito tucano de alguma cidadezinha do interior do Acre? Se você não falar disso antes de criticar o governo federal você estará sendo "seletivo".
3 - "Os crimes e os erros cometidos por políticos de outros partidos no passado justificam todos os crimes e erros do PT no presente."
Quem algum dia já investiu em alguma coisa já deve ter ouvido o jargão das finanças que diz que "rendimentos passados não significam rendimentos futuros". No dialeto petista há um jargão com um significado bastante diferente: "Crimes passados justificam crimes futuros".
4 - DELÍRIO TOTAL: a Lava Jato e o impeachment objetivam o fim da CLT, a privatização do pré-sal, a extinção dos direitos e conquistas sociais, a promoção de juros altos para beneficiar banqueiros, etc.
Quase não mais podendo oferecer fatos e argumentos em defesa do PT, os petistas e os defensores pagos e voluntários do partido tentam aterrorizar o povão com as mentiras mais sórdidas. O mesmo tipo de campanha delinquente foi feita pelo PT em períodos eleitorais.
Nem o juiz Sergio Moro e nem os defensores do impeachment podem ser acusados de terem tais interesses. Essas acusações são apenas mentiras de pessoas desesperadas que não têm mais o que inventar para se garantir no poder.
A única coisa que é sabida, é que integrantes da Fiesp e algumas lideranças impeachmistas propõe um diálogo saudável sobre a possibilidade de diminuir a rigidez das normas trabalhistas, sobre o modo pelo qual são conduzidas as políticas públicas, e sobre a participação da iniciativa privada no pré-sal. NÃO HÁ uma posição fechada sobre esses assuntos entre os defensores do impeachment; NÃO HÁ uma campanha articulada contra os direitos trabalhistas e sociais.
O desespero é tanto que já apelam ao "imperialismo yankee", ao qual Moro e os impeachmistas estariam subordinados. É a velha estratégia de arrumar um inimigo externo para forjar um discurso de unidade nacional em torno do partido governante.
Quanto aos juros, vale lembrar que a redução irresponsável dos juros feita pelo Banco Central em determinados períodos dos desgovernos petistas conduziu o país ao atual caos econômico e financeiro. E quem ouve os petistas falando pensa que temos uma taxa de juros baixíssima, o que é uma mentira (atualmente a taxa Selic é de 14,15% a.a., uma das taxas de juros mais altas do mundo).
E sobre beneficiar banqueiros, deixo aqui dois links:
a) http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/3603306/dilma-candidata-dos-bancos-instituicoes-nunca-ganharam-tanto-pais
b) http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/08/mesmo-diante-de-crise-lucro-dos-bancos-nao-para-de-crescer.html
5 - "Quem quer o impeachment de Dilma, quem é contra o PT, ou quem, de alguma forma acaba indo de encontro aos interesses do partido, só pode estar lutando contra a democracia, pois democratas são os petistas, oras!"
Anda circulando na rede uma série de vídeos em "defesa da democracia" feitos por "movimentos sociais", artistas agraciados com verbas públicas e artistas de esquerda que prestam serviços gratuitos ao petismo, intelectuais orgânicos e jornalistas oficiais do PT. Mas defesa de qual democracia?
O PT não tem compromisso algum com a democracia representativa, que é o tipo de democracia consagrada na Constituição de 1988.
Para o PT, a democracia não é uma forma de governo vinculada a direitos, a conceitos e a instituições que a informam e das quais depende. O PT entende a democracia como um significante vazio. Quem dá significado à democracia é o partido. Assim, a democracia pode ser qualquer coisa que a nomenklatura queira que seja. Em 2005, quando Lula disse que na Venezuela havia "excesso de democracia", ele estava apenas dizendo que a concepção petista de democracia estava sendo colocada em prática pelo ditador Hugo Chávez.
Desde a redemocratização, nenhum outro partido atentou tanto contra a democracia constitucionalmente delineada (inúmeros os ataques à separação de poderes, inúmeras tentativas de censurar a imprensa, uso de urnas fraudáveis, caixa 2, etc.).
Não obstante, mister lembrar que, na contramão do que o PT finge defender, os governos petistas sempre mostraram prontidão para defender ditaduras socialistas mundo afora e, usando indevidamente o BNDES, financiaram e ainda financiam obras promovidas por ditadores companheiros.
A "defesa da democracia" feita por petistas e mortadeleiros é a defesa do modelo de democracia do PT, é a defesa do que não é democracia.
Ao dizerem que estão defendendo a democracia, as forças petistas tentam fazer colar a ideia mentirosa de que impeachment é "golpe" e, logo, todos os que defendem a saída de Dilma são "golpistas" e inimigos da democracia.
A retórica adotada pelo PT na reta final para a votação do impeachment no Congresso é a mesma adotada pela Internacional Socialista e pelos parceiros do PT no Foro de São Paulo.
Por fim, é importante destacar que a declaração do Foro de São Paulo além de atacar diretamente o impeachment, chamando-o de golpe, acusa de golpista o Poder Judiciário[3], o que, traduzindo, significa acusar juiz Sergio Moro de golpista, num tentativa clara de deslegitimar a Lava Jato.
Notas:


[1] Para mais informações sobre a Reunión del Comité de la Internacional Socialista para América Latina y el Caribe, realizada em Santo Domingo, República Dominicana, entre os dias 1º e 2 de abril de 2016, cf. o seguinte link: http://www.socialistinternational.org/viewArticle.cfm?ArticleID=2430
[2] A declaração também pode ser lida no seguinte link: http://www.pt.org.br/blog-secretarias/declaracao-contra-el-golpe-de-estado-no-al-oscurantismo/
[3] "Expresamos nuestro enérgico rechazo al Golpe de Estado en marcha en Brasil contra el legítimo Gobierno de Dilma Roussef, emprendido por sectores económicos, políticos y del Poder Judicial".
Saulo de Tarso Manriquez é mestre em Direito pela PUC-PR.
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

Nenhum comentário: