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terça-feira, 12 de abril de 2016

"Wagner pede cabeça de vice se impeachment não for aprovado"

Por Reinaldo Azevedo
A arrogância dos petistas é dessas coisas sem par e sem precedentes na história. Jaques Wagner, aquele senhor que, quando deputado, pediu o impeachment de Itamar Franco, já anunciou qual será a nova frente de batalha do governo caso consiga barrar o impeachment na Câmara: a renúncia de Michel Temer!
Sim, acreditem, é isso mesmo que vocês leram. Wagner acha que Temer, nessa hipótese, não pode continuar porque o vazamento do áudio, em que o vice saúda a aprovação do impeachment o coloca "no papel de patrocinador e maior beneficiário desse golpe dissimulado".
Em primeiro lugar, "golpe dissimulado" uma ova! Em segundo, gostaria de saber como o senhor Wagner imagina que poderia obrigar o outro a renunciar - isso, insista-se, na hipótese de o impeachment não ser aprovado.
Então ficamos assim: Dilma cometeu crime de responsabilidade. Está demonstrando. Diz que não renuncia de jeito nenhum. Também não aceita o impeachment. No momento, ela e seus valentes cometem crimes de improbidade às pencas para tentar impedir a aprovação da denúncia - crimes que também podem motivar impeachment, diga-se.
Ainda assim, antes mesmo que aconteça a votação na Câmara, o senhor Wagner está pedindo a cabeça de alguém que também foi eleito, contra quem não existe denúncia nenhuma.
Com aquela fineza de pensamento que tão bem o caracteriza, disse Wagner em entrevista coletiva:
"Depois de assumir a conspiração, o mínimo de coerência com o que ele fez é, uma vez derrotada a conspiração, ele renuncie, porque vai ficar um clima insustentável, insuportável".
Qual conspiração? Ela só existe na mente perturbada deste que, agora, nem ministro é. De resto, alguém precisa avisar o doutor que o cargo de vice não pertence à presidente da República. Ela pode demitir e nomear quem quiser para o seu ministério, mas o vice-presidente foi eleito pelo povo.
O clima ficaria "insuportável", Wagner? É mesmo? E o que a presidente pensa fazer? Mandar cercar o Palácio do Jaburu? Mandar prender o vice-presidente? Pedir autorização ao Congresso para decretar estado de sítio e, assim, encarcerar conspiradores?
Imaginem vocês… Se o governo sobrevivesse, a primeira tarefa de Dilma seria tentar reconstruir uma maioria no Congresso para ver se conseguiria conduzir o barco até 2018 - o que, em qualquer caso, podem apostar, não vai acontecer.
Em vez de estar contando com essa possibilidade, os companheiros já ficam imaginando vinganças e expurgos.
Para lembrar frase conhecida: eles não aprendem nada nem esquecem nada.
Fonte: http://veja.abril.com.br/

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