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terça-feira, 7 de junho de 2016

"Feliciano e Malafaia são os líderes que mais 'representam' evangélicos"

 Pesquisa realizada durante a Marcha para Jesus 
procurou traçar perfil dos fieis
 
Ocorrida dia 26 de maio, a 24ª edição da Marcha para Jesus em São Paulo reuniu cerca de três milhões de pessoas, segundo seus organizadores. Durante o evento, o Grupo de Pesquisa Mídia, Religião e Cultura (Mire), da Universidade Metodista de São Paulo, realizou uma pesquisa com os presentes.
O nome do estudo é "Evangélicos: Política e Pensamento Conservador" e foi realizado por meio de um questionário com perguntas fechadas.
Esse tipo de iniciativa é bem-vinda, pois no Brasil não existe uma tradição de usar pesquisas para traçar tendências. Embora a amostragem seja pequena, os seus idealizadores garantem ter usados técnicas modernas e afirmam que seu nível de confiança é de 97,5%.
Segundo os dados divulgados nos últimos dias, a maioria dos presentes na Marcha (48%) pertenciam a denominações independentes, não estando ligados à Renascer, promotora do evento. Questionados sobre política, a maioria (62,7%) diz não ter preferência de linha política (esquerda, centro ou direita). No quesito preferência partidária, 81,6% afirmaram não possuir nenhuma.
Contudo, ao serem perguntados sobre "representatividade", o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo apareceu como destaque, obtendo 58,6%, das menções no quesito "liderança". Em relação à representatividade política, o deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP) aparece em primeiro lugar, com 40,8%, dos entrevistados afirmando sentirem-se "representados ou muito representados" por ele.
Ainda na parte sobre política, 65% dos entrevistados disseram ser favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo, 68% acreditam que o ideal seriam novas eleições ainda este ano.
Quando perguntados sobre a Bancada Evangélica no Congresso, 46% disseram sentirem-se representados por ela, ao mesmo tempo em que 13% das pessoas afirmarem não conhecê-la. A maior homogeneidade foi alcançada quando se tratavam de pautas conservadoras.
Oitenta e dois por cento disse acreditar no conceito tradicional de família, formado por um homem e uma mulher. Já 69% afirmou ser totalmente contra o 'casamento' entre pessoas do mesmo sexo. No tocante ao aborto, as opiniões estavam mais divididas. Enquanto 48% dizem ser contrárias, 41% consideram aceitáveis nos casos previstos em lei. Em relação às drogas, 83% são contrários à legalização.

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