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sábado, 25 de junho de 2016

Mais uma visão de "Grito da Terra"



Neste sábado, 25, mais uma visão do filme "Grito da Terra", de Olney São Paulo, realizado em Feira de Santana, em 1964, há 52 anos. 
Replico comentário feito por Dimas Oliveira para o catálogo do 8º Festival Internacional de Cinema "I Mille Occhi", efetivado entre 18 e 26 de setembro de 2009, em Trieste, na Itália, que constou de "Omaggio a Helena Ignez", especialmente escrito (e traduzido do inglês para o italiano), sobre "Grito da Terra", sobre o filme, que foi exibido no festival.
Como se sabe, a atriz Helena Ignez - que atuou na realização feirense - foi destacada com o "Premio Anno Uno" e teve mostra de seus filmes no evento. O catálogo dedica 26 páginas (29 a 54) a Helena Ignez, sendo as duas últimas destinadas ao filme de Olney São Paulo.
O artigo (em português)
Homem e sertão são personagens de "Grito da Terra"
O filme é regionalista, é pleno do universo cultural sertanejo, é Cinema Novo. Telúrico. As imagens de forte brilho em preto & branco (fotografia de Leonardo Bartucci) têm grande beleza plástica. O homem e a terra são personagens - a partir do título está clara a motivação. Com a revisão feita, a constatação que é mesmo sensível e lírico. É uma crônica rural como queria Olney São Paulo, que faz um filme-poema, cinema de força dramática, um depoimento quase documental sobre a vida do sertanejo sem amparo.
Enfim, um filme contemplativo, cheio de planos gerais, para ressaltar a paisagem bucólica e situar a realidade nua e crua do sertão. Com toda realidade na tela, um filme importante sobre a temática nordestina.
Ainda hoje, "Grito da Terra" causa espanto por ter sido realizado e produzido em Feira de Santana, uma cidade do interior da Bahia, do Nordeste. O certo é que um filme que foi ponta de lança na luta pela liberdade de expressão artística em período de repressão no país. Assim, com dimensão histórica e engajamento.

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