A construção de tantos
empreendimentos imobiliários em Belo Horizonte e região metropolitana fez com
que as mais diversas regiões se desenvolvessem, consolidando centros comerciais
também nos bairros periféricos
Quando uma região recebe grandes empreendimentos imobiliários, tende a se
desenvolver, atraindo opções de comércio e lazer para os novos moradores.
Assim, vai se formando nos próprios bairros centros comerciais que atendem às
necessidades das pessoas. Não havendo, portanto, necessidade de locomoção até o
centro da cidade para encher a despensa, comprar remédios, roupas e sapatos, ir
ao banco ou escola.
Graças a esse movimento, os bairros estão cada vez mais desenvolvidos e
independentes, sendo possível afirmar que, hoje, todas as regiões da grande
Belo Horizonte são boas para se viver. O diretor da Construtora Casa Mais,
Peterson Querino, acredita nessa ideia. "Praticamente toda a capital e região
metropolitana são assistidas por transporte coletivo, escolas, comércio,
supermercados, etc. Com isto, o cliente que compra hoje um imóvel nas regiões
mais periféricas tem acesso a isso tudo sem a necessidade de ir ao centro da
cidade", explica.
O diretor conta que a construção de empreendimentos residenciais faz com
que os bairros se desenvolvam: “Levamos investimentos para a região. Primeiro,
durante o período de obra, com a movimentação de trabalhadores e fornecedores.
Em segundo lugar, porque após a conclusão do empreendimento, as famílias
compradoras de nossos imóveis fazem com que o perfil de consumo do local mude,
gerando demanda por novos serviços de abastecimento da região”.
Mas será que morar no centro da cidade não continua sendo mais vantajoso?
Segundo Peterson, bairro e centro possuem tanto seus pontos negativos quanto
positivos. Mesmo assim, ele salienta a vantagem do bairro na atualidade. "O que
mais chama atenção é a mudança no perfil dos consumidores, tanto em questões de
trabalho, quanto em consumo. Um funcionário de banco, por exemplo, que trabalha
em uma agência em Santa Luzia, consegue morar próximo do seu trabalho e ter
acesso a todo tipo de comércio e lazer para sua família", afirma.
Todavia, tanto desenvolvimento e valorização dos bairros não acabariam
encarecendo os preços dos apartamentos? O diretor da Casa Mais garante que não.
Para ele, a alta recente dos imóveis se deu pela falta de terreno. "A escassez
de áreas para se construir e a especulação puxou a elevação dos preços
ocorridas nos últimos três anos", assegura.
Peterson conclui: "A valorização dos bairros ajuda na distribuição
demográfica da cidade, na ampliação de infraestrutura e das áreas de comércio".
(Com informações de Ana Paula Horta e Fernanda Pinho, da Mão Dupla
Comunicação)

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