Por
Reinaldo Azevedo
Lula,
o sem-limites, o papa-instituições, o sem-decoro, foi a Salvador fazer campanha
em favor do candidato do PT à Prefeitura, Nelson Pelegrino. Até aí, tudo bem!
Atacou, sem citar o nome, o líder na pesquisa, ACM Neto (Democratas), que está com 39%
das intenções de voto, segundo o Ibope, contra 27% do petista. Ok. Um
adversário político afirmar que o outro não é bom faz parte do jogo. Mas Lula,
como sempre, vai além do razoável, do legal, do aceitável, do constitucional.
Subiu
no palanque e decidiu chantagear os eleitores de Salvador, tratando-os como
gente de cabresto ou como raparigas - ou como uma soma das duas coisas. Leiam a
sua fala, segundo registro a Folha,
referindo-se a ACM Neto:
"Outra mentira daquele cidadão, que me recuso a falar o nome, é que é possível governar sem o governador e a presidente. Não faltará dinheiro com Nelson aqui."
"Outra mentira daquele cidadão, que me recuso a falar o nome, é que é possível governar sem o governador e a presidente. Não faltará dinheiro com Nelson aqui."
Vamos
ver. Em primeiro lugar, o candidato do Democratas não disse que é possível governar
"sem o governador e a presidente". Até porque essa hipótese não existe, já que
as três esferas da administração - municipal, estadual e federal -
necessariamente se imbricam. O que ele disse é que, na democracia, um prefeito
não precisa pertencer ao mesmo partido que está no governo do estado ou do
país. Assim, Lula contou uma mentira.
E fez
uma chantagem. Ao afirmar "não faltará dinheiro com o Nelson aqui", também está
afirmando: "Faltará dinheiro sem o Nelson aqui". É uma fala indecorosa e que
atenta contra a democracia.
Os
soteropolitanos deveriam se tomar dos mesmos brios que hoje movem a população
de quase todas as capitais brasileiras - o PT só lidera as pesquisas em
Goiânia: ninguém está aceitando essa mania de Lula de sempre dizer o que o povo
deve fazer, de dar ordens, de mandar votar nesse e odiar aquele. Na prática,
ele se coloca como um coronel das antigas que estivesse comprando os serviços
de uma rapariga.
E
eleitor não é rapariga, certo, soteropolitanos? A campanha de ACM não deveria
esconder essa fala do Apedeuta, não! Ao contrário, deveria levá-la ao ar e
perguntar se os eleitores aceitam ser chantageados e comprados. De resto,
tranquilizem-se: a conversa de Lula é pura bazófia.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

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