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sexta-feira, 11 de junho de 2010

"O equívoco dos institutos de pesquisa como voto espontâneo"

Deu no "Ex-Blog do César Maia":

1. A inclusão da intenção de voto espontânea como primeira pergunta feita pelos institutos de pesquisa é um equívoco. E um grave equívoco antes da reta final da campanha em eleições competitivas. Ela pode até sinalizar tendência de crescimento de candidaturas. Mas o que mostra mesmo, por ser a primeira pergunta, é a memória de nomes naquele momento.
2. O que ocorre é que se a resposta espontânea é frouxa, é de memória de nomes, necessariamente, quando vem a segunda pergunta sobre intenção de voto induzida, quem respondeu na espontânea, repete seu voto. Já se demonstrou que sem a espontânea, em pesquisas simultâneas ou quase, há um deslocamento de parte do eleitorado para outro nome.
3. Se a eleição tem um candidato com amplíssima vantagem, isso não faz diferença. Mas se é uma eleição disputada palmo a palmo, um deslocamento de 2 pontos, para cá ou para lá, muda a apresentação do resultado. Seria o mesmo Serra com 39% e Dilma com 35% ou vice-versa? As manchetes dos jornais, a apresentação no "Jornal Nacional" com os gráficos, produziriam o mesmo impacto? Certamente não.
4. Este Ex-Blog pede aos institutos de pesquisa que esqueçam a primeira pergunta de voto espontâneo. Ou que testem com todos os nomes dos candidatos, ou pelo menos com mais três além dos três que estão na frente se o resultado será igual ou se sofrerá alguma mudança. Comprovarão que sim. Para bem informar, abandonar a intenção espontânea de voto nas pesquisas é uma necessidade.

Um comentário:

Mariana disse...

Depois de Lula ter falado o nome de sua candidata durante um ano inteiro, antes da campanha e carregá-la por todo Brasil, até no interiorzão prá que fôsse super conhecida, queria o quê? a maioria das pessoas humildes, até sem verem televisão, a conhecem, com certeza. Na hora do voto instantâneo, a pergunta sôbre um nome de candidato, é óbvio que só se lembrarão dela.