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sábado, 24 de junho de 2017

Clássica comédia romântica e dramática


Shirley MacLaine e Jack Lemmon em "Se Meu Apartamento Falasse" 
Fotos: IMDb

Na manhã deste sábado, 24, a visão da comédia romântica e dramática "Se Meu Apartamento Falasse" (The Apartment), de Billy Wilde, 1960. Trata-se de um clássico, que ganhou cinco prêmios Oscar - Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original (Billy Wilder e I.A.L. Diamond), Melhor Direção de Arte em Preto e Branco e Melhor Edição. Foram dez indicações, inclusive para Melhor Ator (Jack Lemmon), Melhor Atriz (Shirley MacLaine) e Melhor Ator Coadjuvante (Jack Kruschen).
Amargura, ambição, conflitos pessoais, consumismo, decepção, infidelidade e solidão são temas que pontuam o filme.
Na trama, C. C. Baxter (Lemmon) é um dos milhares de funcionários de uma empresa de seguros. Ele tem um trabalho burocrático, mas tem planos ambiciosos para crescer. Desejando se tornar um executivo, aceita emprestar seu apartamento, onde vive sozinho, para os encontros extraconjugais de executivos da empresa. Dessa forma, Baxter ganha pontos, o que facilita suas promoções.
A estratégia traz problemas pessoais para ele, pois acaba privado do seu apartamento para satisfazer as escapadas dos diretores da empresa. Ele é tido como um libertino pela senhoria e pelo casal do apartamento vizinho, que pensam que Baxter promove baladas em seu apartamento com diferentes mulheres.
Jeff D. Sheldrake (Fred MacMurray), principal executivo da empresa também resolve usar o apartamento, para passar momentos com sua amante, Fran Kubelik (MacLaine). Ascensorista no edifício, ela é o interesse romântico de Baxter, o que traz consequências.
Faz citações a Greta Garbo, Joan Crawford, John Barrymore, Marilyn Monroe e Perry Como, entre outros nomes do cinema e da TV, mais Fidel Castro, Pablo Picasso e Robinson Crusoé.
Na trilha sonora, além de Tchaikowsky ("Capriccio Italien - Opus 45") e "Jingle Bell", de James Piermont, cantada a capela, tem música brasileira, o samba "Madalena", de Ary Macedo e Ayrton Amorim, executada - com orquestração - em encontros furtivos dos usuários do apartamento. Trata-se de sucesso do Carnaval de 1951, cantada entre outros por Linda Batista, cuja primeira estrofe diz assim: "Amar como eu amei/ Ninguém deve amar/ Chorar como eu chorei/ Ninguém deve chorar/ Chorava que dava pena/ Por amor a Madalena…"

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