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terça-feira, 27 de junho de 2017

Balão sem perpetuação

Soltar balão, junto com bandeirinhas, fogueira, milho assado e forró não podia faltar numa festa junina - de São João e de São Pedro. Bastava um papel de seda, barbante, talisca de bambu, tesoura, cola e uma bucha acesa para uma pessoa fazer e soltar um balão. "Balão beijo!" era uma brincadeira entre namorados quando quem via u
m balão primeiro pedia o beijo. Balões não enfeitam mais o céu do Nordeste nas noites frias de junho.
Em Feira de Santana e região não deve existir registro de ocorrência como incêndio provocado por balões. Quando o balão caía era porque estava com a bucha apagada. Mas, hoje é crime. Segundo a Lei de Crimes Ambientais, além de soltar balões, também é crime fabricar, vender ou transportar o lúdico artefato. Quem for pego em uma dessas situações será detido de um a três anos ou receber multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Balão era parte do folclore, de raízes do passado. Uma tradição que não tem perpetuação por causa de uma lei equivocada.
É certo que os festejos juninos, principalmente na zona rural, permanecem um tanto quanto fiéis à tradição, com canjica, milho assado, pamonha, bolo de milho, de puba e de aipim, milho cozido, milho assado, amendoim cozido. Forró. Mas, também já não se fazem fogueiras como antigamente, de onde eram retirados tições para acender fogos de artifício.
As festas juninas atuais são com música de qualidade duvidosa, bebedeira, bombas, guerra de espadas, assaltos, estupros e outros crimes, sem que nada disso seja proibido ou contido.

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