Por Cláudio Humberto
Assim como se queixa de ter
sido "humilhado", porque, sob suspeita de dar fuga a um procurado pelo governo
dos Estados Unidos, seu avião foi impedido de sobrevoar o espaço aéreo de
países europeus, o cocaleiro presidente da Bolívia, Evo Morales, impôs uma
humilhação ultrajante ao nanoministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, no
final de 2012, em episódio mantido em segredo pelo governo brasileiro até
agora.
Amorim visitara La Paz e se
preparava para decolar quando seu avião foi cercado e revistado, inclusive com
cães farejadores, a mando do cocaleiro, desconfiado que o ex-chanceler do
governo Lula levava um senador de oposição asilado na embaixada do Brasil.
A informação é de
diplomatas e funcionários que não podem ser identificados, em razão de
represálias.
A humilhação ao Brasil foi
ainda maior, considerando que o ministro era transportado por um avião da FAB.
Esta semana, Morales exigiu
e obteve a solidariedade dos parceiros do Mercosul, mas ele se comporta
exatamente como seus supostos detratores, mantendo cerco em La Paz à versão
boliviana do ex-agente americano Edward Snowden.
O senador oposicionista
Roger Pinto Molina se viu obrigado a pedir asilo político à embaixada do Brasil
em La Paz, onde se encontra há mais de um ano.
Ele quer deixar a Bolívia,
porque teme até ser assassinado, mas Morales se recusa a conceder-lhe salvo
conduto, para sair da embaixada em segurança até sair do país.
O senador Molina está há
mais de um ano asilado na embaixada do Brasil em La Paz.
O governo brasileiro
novamente se acovardou, diante da agressão ao ministro da Defesa, e apenas
emitiu na ocasião uma "nota de protesto" que permaneceu secreta, ou seja,
apenas foi lida pelo destinatário - que, claro, a ignorou.
Além do senador Moloina, há
muitos bolivianos asilados, tentando se proteger da perseguição de Evo Moraes.
Inclusive um candidato à presidência e também magistrados que ousaram prolatar
sentenças contra o governo do cocaleiro, tiveram de se asilar para não
morrerem.
Fonte: "Diário do Poder"

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