Por Olavo de Carvalho
1 - Do ponto de vista dos
organizadores e líderes, o sentido do movimento é claro: acabou a fase de
transição, de conchavos e acomodações; agora é o socialismo para valer e
foda-se a primeira leva de revolucionários que nos conduziu até aqui. Para os
participantes, exceto os bem treinados, que sabem a quem obedecem, o negócio
pode significar o que bem desejem.
Nunca imaginei que a inteligência da massa universitária pudesse descer tão baixo. No Occupy Wall Street você não encontrará um único baderneiro que imagine estar participando de um movimento "apolítico", que ignore tratar-se de iniciativa da esquerda radical. No Brasil, cada um atribui ao movimento como um todo a vontade pessoal que o anima por dentro. Porque o sujeito não se sente comunista, e participa do movimento, ele conclui que o movimento não é comunista. Parece impossível explicar a essas criaturas que um movimento político não é a confluência fortuita de emoções íntimas que, por casualidade, estavam na mesma praça na mesma hora. Nunca a expressão "massa de manobra" foi mais oportuna e exata.
2 - Aqueles que acham impossível a esquerda lutar contra a esquerda, quando na verdade todas as revoluções só crescem por cissiparidade, deveriam antes notar o que está acontecendo nos EUA: Bill Ayers, mentor e padrinho político de Barack Hussein Obama, agora está berrando que o homem deveria ser processado por crimes políticos. Isso é simplesmente normal, é a regra, acontece em 100 por cento dos casos. A revolução é uma divindade saturnina que come os seus próprios filhos.
Nunca imaginei que a inteligência da massa universitária pudesse descer tão baixo. No Occupy Wall Street você não encontrará um único baderneiro que imagine estar participando de um movimento "apolítico", que ignore tratar-se de iniciativa da esquerda radical. No Brasil, cada um atribui ao movimento como um todo a vontade pessoal que o anima por dentro. Porque o sujeito não se sente comunista, e participa do movimento, ele conclui que o movimento não é comunista. Parece impossível explicar a essas criaturas que um movimento político não é a confluência fortuita de emoções íntimas que, por casualidade, estavam na mesma praça na mesma hora. Nunca a expressão "massa de manobra" foi mais oportuna e exata.
2 - Aqueles que acham impossível a esquerda lutar contra a esquerda, quando na verdade todas as revoluções só crescem por cissiparidade, deveriam antes notar o que está acontecendo nos EUA: Bill Ayers, mentor e padrinho político de Barack Hussein Obama, agora está berrando que o homem deveria ser processado por crimes políticos. Isso é simplesmente normal, é a regra, acontece em 100 por cento dos casos. A revolução é uma divindade saturnina que come os seus próprios filhos.
P. S: Só escapa dessa regra o
revolucionário que tenha a sorte de morrer em tempo ou de viver o bastante assumir
ele próprio o comando das metamorfoses e matar todos os seus antigos
companheiros. Lenin e Stálin exemplificam os dois tipos respectivamente.
3 - O que a massa sente e imagina não conta. O que conta é: quem comanda? Quem planejou? Quem subsidia? Qual a estratégia geral em que se insere o movimento? A massa, se surgir de dentro dela uma liderança antagônica aos organizadores iniciais, pode, é claro, mudar o curso das coisas, mas cadê essa liderança? Como ela não existe, os anticomunistas que participam dos protestos são a massa de idiotais úteis mais solícita que já existiu.
3 - O que a massa sente e imagina não conta. O que conta é: quem comanda? Quem planejou? Quem subsidia? Qual a estratégia geral em que se insere o movimento? A massa, se surgir de dentro dela uma liderança antagônica aos organizadores iniciais, pode, é claro, mudar o curso das coisas, mas cadê essa liderança? Como ela não existe, os anticomunistas que participam dos protestos são a massa de idiotais úteis mais solícita que já existiu.
4 - O Foro de São Paulo quer
dar o "salto qualitativo"para o socialismo; se para isso for preciso
destruir o PT, ele nem se incomoda.
Fonte: "Jabuticaba Republic"

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