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segunda-feira, 20 de agosto de 2007

"Graxeira, Graças a Deus" premiada em Festival Nacional de Teatro

Elenco de "Graxeira, Graças a Deus"
Divulgação

“Melhor Espetáculo Adulto” pelo Júri Popular do VIII Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, no Espírito Santo. Esta a mais nova conquista dda Companhia Graxeira de Teatro com a peça “Graxeira, Graças a Deus”, de Luiz Gomes, com direção de Fernando Marinho. A participação foi no Teatro Municipal Fernando Torres, no período de 14 a 18 de agosto.
A peça ainda teve três outras indicações: Melhor Ator (José Guedes), Melhor Ator Coadjuvante (Márcio Sherrer) e Melhor Maquiagem (Grupo).
Aproveitando a estadia no Espírito Santo, o grupo cometeu duas apresentações em Aracruz.
Enquanto isso, “Graxeira, Graças a Deus” estará representando a Bahia no Festival de Teatro Nacional de São Mateus, também no Espírito Santos, com encenação no dia 29 deste.
A montagem feirense está há 14 anos em cartaz, permanência que demonstra seu sucesso.
A ida ao Festival foi viabilizada através de projeto aprovado no Programa de Incentivo Cultural e Esportivo do Município de Feira de Santana (ProCultura), edição 2007.

domingo, 19 de agosto de 2007

"O Brasil é isso mesmo que está aí"

Ensaio de Roberto Pompeu de Toledo, na revista "Veja", que está nas bancas:
Os distraídos talvez ainda não tenham percebido, mas o Brasil acabou. Sinais disso foram se acumulando, nos últimos meses: a falência do Congresso e de outras instituições, a inoperância do governo, a crise aérea, o geral desarranjo da infra-estrutura. A esses fatores, evidenciados por acontecimentos recentes, somam-se outros, crônicos, como a escola que não ensina, os hospitais que não curam, a polícia que não policia, a Justiça que não faz justiça, a violência, a corrupção, a miséria, as desigualdades. Se alguma dúvida restasse, ela se desfaz no parecer autorizado como poucos de um Fernando Henrique Cardoso, cujas credenciais somam oito anos de exercício da Presidência da República a mais de meio século de estudo do Brasil. "Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí", declara ele, numa reportagem de João Moreira Salles na revista Piauí.
Ora, direis, como afirmar que o Brasil acabou? Certo perdeste o senso, pois, se estamos todos ainda morando, comendo, dormindo, pagando as contas, indo às compras, nos divertindo, sofrendo, amando e nos exasperando num lugar chamado Brasil, é porque ele ainda existe. Eu vos direi, no entanto, que, quando acaba a esperança, junto com ela acaba a coisa à qual a esperança se destinava. É à esperança no Brasil que o sociólogo-presidente se refere. Para ele, o Brasil jamais conhecerá um crescimento como o da China ou o da Índia. "Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo", diz. O prognóstico é tão mais terrível quanto coincide com - e reforça –-o sentimento que ultimamente tomou conta mesmo de quem não é sociólogo nem nunca conheceu por experiência própria os mecanismos de governo e de poder.
O Brasil que "é isso mesmo" é o das adolescentes grávidas e dos adolescentes a serviço do tráfico, das mães que tocam lares sem marido, das religiões que tomam dinheiro dos fiéis, dos recordes mundiais de assassinatos e de mortos em acidentes automobilísticos, dos presos que comandam de suas células o crime organizado, dos trabalhadores que gastam três horas para ir e três horas para voltar do trabalho, das cidades sujas, das ruas esburacadas.
Procura-se o governo e... não há governo. Há muito que nem o presidente, nem os governadores, nem os prefeitos mandam. Quem manda é a trindade formada pelas corporações, máfias e cartéis. Não há governo que se imponha a corporações como a dos policiais, ou a dos professores, ou a dos funcionários das estatais. Não há o que vença as máfias dos políticos craques em arrancar para seus apaniguados cargos em que possam distribuir favores e roubar. Para enfrentar - ou, humildemente, tentar enfrentar - cartéis como o das companhias aéreas, só em época em que elas estão fragilizadas, como agora. Às vezes os cartéis se aliam às máfias, em outras se transmudam nelas. Em outras ainda são as corporações que, quando não se aliam, se transformam em máfias. Em todos os casos, o interesse público, em tese corporificado pelos governos, não é forte o bastante para dobrar os fragmentados interesses privados.
A tais males soma-se o cinismo. Não há outra palavra para descrever o projeto, supostamente de fidelidade partidária, aprovado na semana passada na Câmara. O projeto, muito ao contrário de punir ou coibir os trânsfugas, perdoa-lhes o passado e garante-lhes o futuro. Quanto ao passado, estão anistiados os parlamentares que trocaram de partido e que por isso, no entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, deveriam perder o mandato. No que concerne ao futuro, o projeto estabelece que a cada quatro anos os parlamentares terão folga de um mês na regra da fidelidade partidária, pois ninguém é de ferro, e estarão abertos a negócios e oportunidades. Estamos diante de uma das mais originais contribuições da imaginação brasileira ao repertório universal de regras político-eleitorais. Para concorrer a uma eleição, o candidato deve estar filiado a um partido há pelo menos um ano. Mas, segundo o projeto, no mês que antecede a esse ano de jejum o candidato pode trocar o partido pelo qual foi eleito por outro. Como a eleição é sempre em outubro, esse mês será o setembro do ano anterior. Eis o Carnaval transferido para setembro. O projeto é uma esposa compreensiva que, no Carnaval, libera o marido para a gandaia.
FHC não era tão descrente. No parágrafo final do livro A Arte da Política, em que rememora os anos de Presidência, escreveu: "Se houve no passado recente quem empunhasse a bandeira das reformas, da democracia e do progresso, não faltará quem possa olhar para a frente e levar adiante as transformações necessárias para restabelecer a confiança em nós mesmos e no futuro desse grande país". Na reportagem da revista Piauí, ele não poupa nem seu próprio governo: "No meu governo, universalizamos o acesso à escola, mas pra quê? O que se ensina ali é um desastre". Pálidos de espanto, como no soneto de Bilac, assistimos à desintegração da esperança na pátria, o que equivale a dizer que é a pátria mesma que se desintegra aos nossos olhos
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sábado, 18 de agosto de 2007

Licitação deflagra inimizades no mercado publicitário baiano

O clima está péssimo no mercado publicitário baiano desde o resultado da licitação para a escolha das agências que farão a propaganda do governo. De cartas apócrifas a “plantações” de toda a sorte nos jornais locais e até em sites nacionais, como o de Cláudio Humberto, praticamente de tudo no campo da comunicação está sendo usado para se atacar concorrentes e enlamear reputações.
O fato novo, entretanto, é uma carta aberta ao presidente da Abap (Associação Baiana de Agências de Propaganda), Sidônio Palmeira, de autoria do publicitário Fernando Passos, proprietário da agência Engenho Novo, lamentando que estejam lhe atribuindo a responsabilidade pela rede de intrigas que joga suspeitas sobre a licitação, seu legítimo patrono, o governo, e as agências ganhadoras da concorrência.
Além de presidente da Abap, Palmeira foi o marketeiro da campanha de Jaques Wagner e é dono da Leiaute, uma das agências selecionadas na licitação. A Engenho Novo, de Fernando Passos, foi uma das agências que entraram com recurso questionando o resultado do certame. A outra é a RochaMarket, de Vera Rocha, presidente do Sinapro (Sindicato das Agências de Publicidade).
Embora fosse mais do que esperado que a mudança de governo desse uma vigorosa sacudida na área governamental do mercado publicitário baiano, as inimizades deflagradas com a abertura da licitação, assim como a guerra que se trava ainda nos bastidores baseada em algo muito mais valioso do que a conhecida vaidade dos publicitários baianos, está a surpreender até as mentes mais ardilosas.
Fonte:www.politicalivre.com.br

Recurso contra "licitação"

Deu na coluna do jornalista Cláudio Humberto:

Agências de propaganda da Bahia ingressaram com recurso contra a “licitação” que deu vitória à agência Leiaute, ligada ao governador Jaques Wagner (PT), cujas campanhas sempre fez. A Leiaute levou a maior conta, de R$ 28,8 milhões. Outras três, também ligadas ao esquema, abiscoitaram contas de R$ 13,8 milhões, R$ 12,6 milhões e R$ 9,9 milhões. A oposição quer uma CPI investigando as relações de Wagner com as agências.

Bandido merece homenagem póstuma?

O destino de Lucas da Feira foi findado. Já confessou seus pecados a um padre e foi enforcado como bandido, porque roubava. Não importa se dos ricos. No dia 18 de outubro, bicentenário de seu nascimento. É capaz de surgir na cidade a pretensão de fazer homenagens póstumas.

"Bicho-preguiça"

Na coluna "Nhenhenhém", de Jorge Bastos Moreno, em "O Globo":
Para se contrapor ao "Cansei", bem que os governadores do Nordeste poderiam criar o "Cansados".
Jaques Wagner (BA), Eduardo Campos (PE), Marcelo Déda (SE) e Cássio Cunha Lima (PB) estão cansados de tanto não fazer nada.

"Cabral, o pioneiro"

Do Blog Ancelmo Góis:

O governador Sérgio Cabral (do Rio de Janeiro) pode dizer que deixou uma contribuição única na política brasileira. O País já tinha visto manifestantes vaiarem políticos. Pintarem o rosto. Saírem de preto na rua. Já tinha visto, até, autoridades saírem no braço com manifestantes (o general Figueiredo).
Mas um palanque vaiar uma manifestação (e com onze gatos pingados!, como fez o bonacheirão governador, é inédito.
Dá-lhe, seu Cabral!

"30 dias para trair"

Editorial do jornal "Folha de São Paulo", de quinta-feira, 16:

Com "fidelidade" que prevê um mês por biênio para trocas de partido à vontade, deputados caçoam dos cidadãos
Os deputados federais brasileiros acabam de deixar mais uma marca na história universal do despautério político. Não é todo dia que se consegue produzir algo como a janela bianual de 30 dias franqueando o troca-troca partidário.
A invenção brotou na noite de anteontem, na votação de um projeto de lei complementar de autoria de Luciano Castro (PR-RR). Na sua origem, o texto tornava inelegíveis por quatro anos, contados a partir da diplomação, políticos que trocassem de legenda no decurso do mandato.
Até aí, tudo ótimo. Tratava-se de versão de um mecanismo inteligente -similar ao que o Senado aprovara havia seis anos- para induzir à fidelidade partidária sem, no entanto, lançar mão de medidas drásticas como a cassação do mandato. Mas, na passagem pela Comissão de Constituição e Justiça, a proposta foi corrompida e transformada num dispositivo patético.
No projeto aprovado com o voto de 292 parlamentares, a fidelidade partidária vigora por 23 meses em cada período de dois anos. Ao longo desse tempo, o político que mudar de sigla não só fica inelegível por quatro anos como pode ter o mandato cassado, mediante ação de seu partido de origem na Justiça Eleitoral.
Os deputados, contudo, ofereceram um período de graça a si mesmos. A fidelidade fica suspensa em todo setembro que preceder um ano eleitoral: quem trocar de legenda enquanto essa janela estiver aberta não poderá ser punido. O espírito dos festejos carnavalescos, quando a ordem vigente é suspensa temporariamente, invadirá a política nacional nesses 30 dias caso o Senado e o presidente da República cometam a sandice de confirmar o projeto da Câmara.
A titularidade do mandato, que era do partido, volta a ser de pleno gozo do político nesse breve período, para logo depois retornar à agremiação. A absoluta incoerência da medida revela o grau de cinismo a que pode chegar a maioria dos deputados na tentativa de preservar seus interesses mesquinhos. Afirmar que alguma fidelidade partidária foi instalada com o projeto é ofender a inteligência dos eleitores.
Se a janela para trair tornar-se lei, a vontade das urnas continuará a ser desrespeitada a troco de negociatas, emendas, cargos e migalhas de poder - exatamente como acontece hoje. A única diferença é que os movimentos ficarão concentrados no tempo e tomarão a forma de manadas anunciando a primavera.
A Câmara produziu um monstro legislativo na tentativa de ludibriar a opinião pública - e de fazer passar uma "anistia prévia" ao troca-troca de legendas após a manifestação do TSE de que considera o partido, e não o político, o titular do mandato. Vai-se confirmando, para a infelicidade e o atraso da nação, o prognóstico de que os atuais legisladores serão incapazes de conduzir uma reforma política que atenda aos anseios da sociedade.

PPS vai à Justiça caso Senado confirme anistia a infiéis

Deu no site do PPS, na quinta-feira, 16:

O PPS vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto de lei aprovado na terça-feira (14) pelo plenário da Câmara, que institui uma espécie de salvo-conduto a parlamentares que trocaram de partido nesta Legislatura, seja aprovado pelo Senado.
A informação é do líder do PPS, Fernando Coruja (SC), que acertou a estratégia com o presidente nacional do partido, ex-senador Roberto Freire. Coruja entende que a proposta, aprovada na Câmara, de autoria do Partido da República (o que mais se beneficou com o troca-troca), não resolve o problema da infidelidade partidária. Ao contrário, já que anistia os parlamentares que trocarem de partido até o final de setembro próximo e ainda abre uma janela de um mês para que os parlamentares possam "pular as cercas" partidárias às vésperas de eleições. Como punição para o político que migrar para outra agremiação, fora da janela de um mês, prevê a inelegibilidade no próximo pleito.
Segundo Roberto Freire, a decisão do plenário da Câmara contraria entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que o mandato pertence ao partido e, não, ao parlamentar. "A grande maioria dos parlamentares se elege com os votos de outros companheiros da legenda ou da coligação. Ou seja, precisa dos votos do partido para alcançar o coeficiente eleitoral e conquistar o mandato. Sem o partido e seus votos, não há mandato. Portanto, o mandato é do partido. Foi isso o que afirmou o TSE", explica Freire.
O PPS foi o partido que mais perdeu parlamentares na Legislatura. A agremiação elegeu 22 e conta com apenas 13. O partido considera que o referido projeto tem o claro objetivo de derrubar o entendimento do TSE e legitimar a vergonhosa cooptação de parlamentares para o governo. Considera ainda que, o projeto aprovado é inconstitucional, por tratar de assunto que só poderia ser modificado por uma Proposta de Emenda Constituicional (PEC).
Ao lado de outros partidos de oposição, o Partido Popular Socialista reivindicou ao STF o mandato dos oito parlamentares que deixaram a legenda. E deve entrar em breve com pedido para tentar reaver o mandato de Geraldo Resende (MS), que também foi para a base aliada de Lula.
O deputado federal feirense Colbert Martins da Silva é um dos parlamentares que trocaram o PPS por outro partido - no caso o PMDB.

"Vexame e avanço no Congresso"

Editorial do jornal "Estado de S. Paulo", de sexta-feira, 17:

Com poucas horas de diferença, o Congresso Nacional decidiu dar, aos brasileiros que ainda não perderam por inteiro a paciência com o assunto da reforma política, uma notícia má e outra boa. A notícia má veio do plenário da Câmara. A notícia boa, de uma comissão do Senado. Uma é a aprovação de um projeto de lei complementar sobre fidelidade partidária - um duplo escárnio, como já se verá. Outra é a aprovação de um projeto de emenda constitucional sobre coligações nas eleições para deputados e vereadores - um passo na direção do progresso, como também se verá. O que a Câmara fez é um vexame porque fingiu coibir o entra-e-sai das legendas, permitindo-o apenas durante os 30 dias de setembro que precedem o fim do prazo de filiação partidária exigido dos interessados em disputar a eleição de outubro do ano seguinte.
Já que se fala em fidelidade, é como se um casal convencionasse liberar a traição por um mês a cada dois anos e punir o parceiro que a praticasse em outra data. A idéia original desfigurada autorizava a migração partidária a qualquer momento, mas tornaria o migrante inelegível para o pleito seguinte (a menos que provasse que a agremiação mudou de linha, ou para criar uma nova).
O escárnio maior, no entanto, é a anistia preventiva concedida aos parlamentares que pularem a cerca desde a sua eleição até o próximo 30 de setembro. (Por enquanto, 40 o fizeram, alguns mais de uma vez.) Aliás, foi para isso que aprovaram o projeto, depois de rejeitar, no primeiro semestre, um a um, os demais itens da proposta de reforma política concebida por uma comissão especial da Câmara. A anistia se antecipa a uma possível decisão desfavorável do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em março, respondendo a uma consulta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi à raiz do mal: por 6 votos a 1 entendeu que os partidos não podem ser penalizados pelas migrações de seus parlamentares porque os mandatos não pertencem a eles, mas às legendas pelas quais se elegeram. Isso lhes permitiria preencher com um suplente a vaga aberta pela defecção. Ora, como o número de cadeiras em cada casa legislativa é constante, o resultado seria a perda do mandato do trânsfuga. A questão foi parar no Supremo por envolver uma delicada questão constitucional. A Carta prevê a perda de mandato apenas em duas situações: por renúncia ou cassação. Para alguns especialistas, ainda assim, o entendimento do TSE seria auto-aplicável. Para outros, o tribunal se excedeu. Ironicamente, se a fidelidade partidária flexível passar no Senado, o STF também será acionado.
Isso porque o projeto estipula que os infiéis fora do período autorizado, além de ficarem inelegíveis por quatro anos, poderão perder os mandatos se os partidos abandonados requererem à Justiça Eleitoral a cassação dos seus diplomas. Para tanto, porém, seria preciso mais do que a proposta de lei complementar aprovada na madrugada de anteontem: uma emenda constitucional com o seu quórum qualificado de 3/5 dos sufrágios em duas votações separadas nas duas Casas do Congresso. De novo o Supremo dará (a contragosto) a última palavra - e de novo os políticos se queixarão da judicialização das decisões legislativas. De todo modo, será um espanto se o STF legitimar a decisão malandra tomada por 292 votos a 34 e repudiada pelo DEM, PSDB, PSOL e PPS.
Muito diferente, na forma e no mérito, foi a atitude dos senadores em relação a outro item crítico da legislação eleitoral. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou projeto de emenda à Constituição que extingue as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Se a decisão for ratificada pelo plenário (e ainda pela Câmara), será um avanço histórico para o saneamento da política brasileira, ferindo de morte as infames legendas de aluguel, que vendem aos outros partidos as suas frações de tempo no horário eleitoral em troca de lugares para os seus criadores na chapa comum para deputados (ou vereadores). As alianças nesses pleitos, além de imorais, são um ato de lesa-eleitor. Não custa repetir: ele vota no candidato X do partido A e acaba elegendo, sem saber, o candidato Y do partido B coligado àquele. Há quem diga que, se a reforma política devesse se limitar a um só ponto, seria este.

Mico

Na tarde de domingo passado, 12, um conhecido político de Feira de Santana achou de ir assistir à parada gay do canteiro da avenida Getúlio Vargas. Descoberto pelos promotores, teve seu nome anunciado e convidado para subir no trio elétrico. Constrangido, ele enrubesceu e procurou se esquivar. Teria sido melhor não sair de casa.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Era Multiplex completa seis anos

Com a exibição do filme “Moulin Rouge: Amor em Vermelho”, a Orient Filmes recebeu autoridades, jornalistas e convidados para a inauguração oficial do Orient Cineplace, na noite de uma quinta-feira, 23 de agosto de 2001. O complexo de cinemas foi aberto ao público uma semana antes, no dia 17, com a apresentação de cinco lançamentos, “A Senha”, “Pokemon 3”, “Jurassic Park III”, “Dr. Dolittle” e “Planeta dos Macacos”.
Desde então o Multiplex do Iguatemi tem sido realmente a grande opção de entretenimento de Feira de Santana, com excelente nível de freqüência em todas as quatro salas. No primeiro final de semana quase três mil pessoas freqüentaram as sessões dos cinemas. Nesses seis anos, mais de um milhão e meio de ingressos vendidos.
Na abertura oficial, a presença do prefeito José Ronaldo de Carvalho, secretários, vereadores, empresários e jornalistas de Feira de Santana e Salvador, que foram recepcionados pelo empresário Aquiles Mônaco, diretor-presidente da Orient Filmes.
Na oportunidade, confiando no investimento feito, Aquiles Mônaco declarou que “fizemos questão de trazer o melhor do mercado cinematográfico para Feira de Santana e continuaremos investindo na cidade”. Com o investimento consolidado, Aquiles Mônaco afirma que o plano de expansão - investimento em mais quatro salas - está em pé, sendo uma questão de tempo, para a sua concretização. De fato, com a implantação do complexo cultural (Teatro e Centro de Convenções) nas imediações do Iguatemi, mais a implantação anunciada pelo prefeito José Ronaldo do Museu Parque do Saber, elementos que devem assegurar a afirmativa do empresário.
O Orient Cineplace promove semanalmente uma programação com lançamentos de filmes simultaneamente com os melhores cinemas das maiores cidades do mundo. O empreendimento na área de entretenimento proporciona dezenas de empregos diretos e continua dinamizando fluxo de pessoas no Shopping Iguatemi.
No Multiplex, o foyer é amplo e permite perfeita circulação das pessoas que também podem dispor do mix oferecido com variedade de guloseimas, pipocas, sorvetes e refrigerantes. As poltronas são confortáveis e anatômicas. As três últimas fileiras são com poltronas com recosto reciclável, do estilo “Love Seat”, mais aconchegantes para casais.
Todas as quatro salas possuem o sistema Stadium, que garante visibilidade perfeita. O Cineplace possui sistema de projeção de alta definição (Isco Optic Ultra Star HD), com telas de parede a parede proporcionando perfeita visibilidade e acabando com o inconveniente de pessoas mais altas na frente. O som é Dolby Digital Surround CP 650, da melhor qualidade, que faz com que a platéia se sinta participando da cena.

Carro de Boi e Jerimum não têm futuro

A única coisa definida em reunião realizada na quinta-feira, 16, sobre a boate Jerimum e o restaurante Carro de Boi, foi a marcação de um novo encontro, para a próxima quinta-feira, 23. Como toda reunião dirigida por petista, não vai dar em nada.
Primeiro, que o Governo do Estado - que suspendeu a importante obra do Teatro e Centro de Convenções - não vai investir cerca de R$ 1 milhão para reformar boate e restaurante, sem a mínima perspectiva do que fazer nos dois espaços.
Segundo, porque a iniciativa privada, que está sendo instada a participar, não vai embarcar em canoa furada. Lembrar que o complexo iniciou como um investimento privado, que depois foi assumido pelo Estado.
Os espaços vão ficar como estão: caindo aos pedaços.

Blog do Almanaque

Veja no Blog do Almanaque o novo espaço "Hora do Reclame". Veja também artigos sobre a proibição da propaganda de bebidas na seção artigos, bem como noticias e comentários. Se você não conhece ainda, visite:
www.almanaquedacomunicacao.com.br/blog

Perspectivas de implantação de pólo de informática em Feira

Será realizado na segunda-feira, dia 27 de agosto, na Spazio, o I Seminário de Perspectivas de Implantacao do Pólo Tecnológico de Feira de Santana, com promoção da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e Núcleo Setorial de Informática (NSI), da Associação Comercial de Feira de Santana.
Pelo programa, a abertura se dará às 8h30, pelo secretário Ildes Ferreira, de Ciência, Tecnologia e Inovação. Às 9 horas, palestra sobre "Implantação do Porto Digital", por Maurício Schneck, diretor de Encubação do Porto Digital. Às 11 horas, depois de coffee break, palestra sobre "Mão de Obra de Apoio ao Pólo Tecnológico", com Claudenir Moreira Machado, superintendente do Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (Ceteb) Áureo de Oliveira Filho.
Na parte da tarde, às 14h10, lançamento da 3ª Infotec, pelo presidente do NSI, Argileu Suzart; às 14h30, palestra sobre "Blusoft Pólo Tecnológico, Seus Erros, Seus Acertos", com Jeziel Montanha, da Blusoft, de Blumenau-SC.
Às 16h30, debate sobre as perspectivas de criação do Pólo Tecnológico de Feira de Santana, com participação de Ildes Ferreira, Jeziel Montanha, Claudenir Moreira Machado, Argileu Suzart, mais o reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), José Carlos Barreto de Santana.

Lilia Campos no "Feira Hoje"

Lília Campos informando que está escrevendo a coluna social do jornal on-line "Feira Hoje". "Quem quiser acompanhar nosso trabalho só acessar: www.jornalfeirahoje.com.br (Colunista Lilia Campos)", informa a colega jornalista. "Conto com o apoio de todos vocês", estima. Qualquer comunicação com ela é só acessar a página ou mandar pelo e-mail: liliacampos@terra.com.br.

Cine Marabá inicia processo de renovação

Diferente do destino de tantas salas de cinema históricas da cidade de São Paulo, que se transformaram em outros tipos de estabelecimento, o Cine Marabá, localizado na avenida Ipiranga, 757, encerra temporariamente suas operações nesta sexta-feira, 17 de agosto, para dar início a um processo de restauração pelo Grupo PlayArte. Essa primeira etapa consiste na criação do projeto de restauro solicitado pela Prefeitura de São Paulo, que precisa ser realizado antes do início de qualquer obra no local.
O projeto de renovação do Cine Marabá pelo Grupo PlayArte tramita na Prefeitura de São Paulo há três anos e tem seguido todas as solicitações feitas pelos técnicos municipais. Como parte do processo de aprovação, a solicitação mais recente do Município foi a elaboração de uma proposta técnica de restauro para algumas das áreas internas do cinema por seu caráter histórico.
Por isso, a partir deste sábado, 18, o Cine Marabá fecha as portas para que esse p rojeto seja realizado pelo arquiteto Samuel Kruchin. O prazo estimado de conclusão é de trinta dias. Passado esse período, estima-se que a Prefeitura avalie o novo projeto em mais sessenta dias. Ou seja, todo o processo deverá acontecer em aproximadamente três meses.
Tanto as obras de restauro quanto as de reforma e ampliação terão início somente após a aprovação de todo o projeto por parte da Prefeitura de São Paulo. Ambos os trabalhos acontecerão paralelamente. O Grupo PlayArte pretende devolver um novo multiplex totalmente modernizado ao público paulistano em meados de 2008. O novo Cine Marabá contará com cinco salas de exibição sem perder seu charme histórico.
“Essa é nossa contribuição para a manutenção de um dos marcos da cultura paulistana e também para a revitalização do centro de São Paulo, que não pode ser esquecido nunca”, comentou Otelo Bettin Coltro, vice-presidente executivo do Grupo PlayArte. “Modernizar o Marabá é um sonho que temos há muito temp o e é muito bom ver o processo dando seus primeiros passos para começarmos a preservar a memória do cinema e adapta-lo à modernidade.
”A restauração é necessária pelo fato de o cinema ser um edifício tombado pelo Patrimônio Histórico. O novo projeto arquitetônico é assinado pelo renomado Ruy Othake. O Cine Marabá foi inaugurado no dia 20 de maio de 1944.

Foco na antecipação

Pré-candidato a prefeito, o deputado estadual Tarcízio Pimenta (DEM), afirmou na manhã desta sexta-feira, 17, ao Blog Demais, que pretende realizar um seminário político, provavelmente na próxima semana, para discutir questões sobre as eleições municipais de 2008, com foco principal voltado para a antecipação da definição do grupo governista da candidatura à sucessão do prefeito José Ronaldo de Carvalho.

Erramos

Está em cartaz a partir desta sexta-feira, 17, no Orient Cineplace, o filme "Invasão de Domicílio" (Breaking and Entering), de Anthony Minghella, com Jude Law. Equivocadamente, em postagem de terça-feira, nominamos o filme como sendo "Invasão de Privacidade" (Sliver), de Phillip Noyce, com Sharon Stone, lançado em 1993. Já consertamos a postagem anterior.

Duas ou mais coisas sobre a 3ª Conferência da Cidade

Primeira: "Cidade não se constrói com palavras". Frase pinçada da fala do secretário de Planejamento Carlos Brito, na cerimônia de abertura da 3ª Conferência da Cidade de Feira de Santana, na manhã desta sexta-feira, 17, no anfiteatro da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). "Problemas seculares (de Feira de Santana) não podem ser resolvidos em quatro anos", disse mais.
Segunda: O deputado estadual José Neto (PT) esteve rapidamente no evento. Ele chegou às 10 horas, 60 minutos após a abertura, quando se desenrolava a atividade de aprovação do regimento da Conferência. Cumprimentou algumas pessoas e passados cinco minutos pinicou a mula. Pior fez o deputado federal Colbert Martins Filho (PMDB) que em momento algum apareceu, pelo menos no primeiro dia.
Mais coisas:
* O político com mandato mais atuante na Conferência foi o vereador Antônio Joel Barbosa, que participou da mesa e fez pronunciamento, além de dirigir grupo de trabalho "As Intervenções Urbanas e os Recursos".
* O deputado estadual Tarcízio Pimenta também participou da mesa e se pronunciou.
* O vereador Marialvo Barreto chegou às 10h40 pe manhã e à tarde também estava presente, inclusive liderando um abaixo-assinado para que o prefeito José Ronaldo vete a lei aprovada na Câmara que beneficia bares, reataurantes e similares na questão de colocarem cadeiras nas calçadas.
* Construção, construir. Os termos mais falados durante a Conferência.
* Marli Carrara, do Conselho das Cidades, do Ministério das Cidades, repetiu várias vezes que "se Deus quiser", as ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão concretizadas. Assim, se Lula não fizer, já existe um culpado...
* Militantes de movimentos populares foram quem mais se manifestaram durante o primeiro dia da Conferência. Fizeram o papel que lhes cabia fazer, com intervenções de muito lero-lero.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Roteiro de Filmes











Período de 17 a 23 de agosto.


LANÇAMENTO NACIONAL
OS SIMPSONS – O FILME
(The Simpsons Movie), de David Silverman, 2007. Animação. Homer Simpson tem um porco como novo animal de estimação. Devido a um silo perfurado e cheio de fezes, um desastre de grandes proporções acontece em Springfield. Isto faz com que uma multidão sedenta por vingança se reúna diante da casa dos Simpsons, querendo Homer e sua família de qualquer jeito. Eles conseguem escapar, mas a partir de então passam a discutir e se dividir sobre o ocorrido. O fato chama a atenção do presidente dos Estados Unidos e do chefe da Agência de Proteção Ambiental, que planeja realizar um plano para conter o desastre ocorrido. Classificação: 12 anos. Duração: 90 minutos. Horários: 13h30, 15h25, 17h20, 19h15 e 21h10. Sala 4 (264 lugares)
LANÇAMENTOS
A VOLTA DO TODO-PODEROSO
(Evan Almighty), de Tom Shadyiac, 2007. Com Steve Carell, Morgan Freeman, John Goodman e Laura Graham. Comédia. Âncora de um telejornal foi eleito para seu primeiro mandato como congressista. Ele se muda para Washington com sua esposa e os três filhos. Logo após se instalar em sua nova casa, ele passa a receber estranhas encomendas, que incluem ferramentas e grandes quantidades de madeira. É quando se encontra com Deus, que lhe incumbe a missão de construir uma arca, já que uma inundação está por vir. Inicialmente, ele descarta a idéia, mas uma série de situações faz com que aceite a missão. Classificação indicativa: Livre. Duração: 96 minutos. Horários: 13, 15, 17, 19 e 21 horas. Sala 1 (243 lugares).
INVASÃO DE DOMICÍLIO (Breaking and Entering), de Anthony Minghella, 2007. Com Jude Law, Juliette Binoche, Robin Wright Penn e Ray Winstone. Escritório de arquitetura que tem tecnologia avançada é alvo constante de ladrões na região de King’s Cross. Cansado desta situação, um dia o arquiteto Will segue um dos integrantes da quadrilha que assalta sua empresa. Ele mora com sua mãe, uma refugiada bósnia. Na intenção de investigar o roubo, torna-se amigo da mulher. Porém ela logo descobre suas intenções e passa a fazer chantagem para proteger seu filho. Classificação indicativa: 16 anos. Duração: 125 minutos. Horários: 18h50 e 21h20. Sala 2 (160 lugares).
CONTINUAÇÕES
TRANSFORMERS
(Transformers), de Michael Bay, 2007. Com Shia LaBeouf, Josh Duhamel, Megan Fox, Tyrese Gibson e John Turturro. Aventura. Inspirado em brinquedos que fizeram sucesso na década de 80, o filme mostra a guerra entre dois grupos de robôs, um que acredita na paz e na tolerância, e outro que quer varrer a raça humana do planeta. Cópia dublada. Em quinta semana. Classificação indicativa: 10 anos. Duração: 143 minutos. Horários: 13h10 e 16 horas. Sala 2.
DURO DE MATAR 4.0 (Live Free Or Die Hard), de Len Wiseman, 2007. Com Bruce Willis, Timothy Olyphant, Maggie Q, Justin Long e Cliff Curtis. Ação. O ex-policial John McClane volta de sua aposentadoria para impedir que terroristas instalem o caos pela Internet, depois que um hacker invade a infra-estrutura que controla as comunicações, os transportes e a energia dos Estados Unidos. Em terceira semana. Classificação indicativa: 14 anos. Duração: 129 minutos. Horários: 13h20, 15h50, 18h25 e 21 horas. Sala 3 (167 lugares).

ENDEREÇO E TELEFONES
Orient Cineplace - Shopping Iguatemi, telefax 3225-3056 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.
As informações sobre programação e horário são prestadas pela empresa exibidora, a Orient Filmes.

"Balance o Cachorro"

Cartaz original de "Mera Coincidência"
Divulgação



“Balance o Cachorro” é a tradução literal para “Wag the Dog”, que no Brasil levou o título de “Mera Coincidência”, para vincular o filme com o escândalo sexual de Bill Clinton com a estagiária Mônica Lewinski, que ocorreu em 1997, antes do seu lançamento. Por que o cachorro balança o rabo? A resposta seria porque ele é mais esperto do que o apêndice. O contraditório é uma analogia à manipulação da mídia.
No filme, visto por alunos de Jornalismo e Publicidade da Unef, primeiro semestre, na terça-feira, 14, como complemento de aula de Língua Portuguesa, da professora Helanya Carneiro, uma mostra de como a mídia e o público podem ser facilmente manipulados. No caso, por um governo e sua assessoria. “Mera Coincidência” trata então sobre o poder da mídia, que faz com que a massa seja facilmente manipulada para o que a televisão diz - acredita-se em tudo que “passou na tv”. A atenção do público é desviada para outro fato - verdade é detalhe, como é dito no filme - bem mais apropriado para interesses eleitoreiros. Imagens de guerra são criadas e manipuladas e a mídia é envolvida com a armação.
O presidente dos Estados Unidos - que em momento algum aparece – é acusado de ter abusado sexualmente de uma garota, às vésperas das eleições. Relações públicas é convocado por sua assessoria para tentar impedir o massacre que a imprensa faria no dia seguinte. Ele contrata um produtor de cinema e logo vem a estratégia de plantar informações sobre uma guerra iminente com a Albânia. A farsa armada é logo engolida pela mídia. Quando os repórteres questionam, a negação de tudo. A curiosidade aumenta e os repórteres consideram que o governo está mentindo, que existe mesmo a guerra. Tudo planejado.
No filme, os meios justificam os fins, pois tudo seria válido quando o assunto é política. Ficam claras as possibilidades de criação de notícias baseadas em fatos inexistentes, ou até existentes, pois não existe realidade sem a percepção exposta de alguém. A notícia divulgada, verdadeira ou mentirosa, é veiculada segundo os interesses dos meios, empresas e políticos.

III Conferência da Cidade nesta sexta e no sábado

Pontos importantes da administração pública serão discutidos nesta sexta-feira, 17, e no sábado, 18, durante a III Conferência Municipal da Cidade de Feira de Santana, que terá lugar na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Cerca de 150 delegados que representam diversos segmentos da sociedade participarão dos debates. A conferência será presidida pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho.
Os trabalhos serão abertos às 9 horas, por José Ronaldo, no anfiteatro do módulo II do campus. O evento é parte preparatória para a Conferência Estadual. Serão escolhidos os delegados que participarão da conferência que vai ser realizada em Salvador. Sob o lema "Desenvolvimento Urbano Com Participação Popular e Justiça Social", e o tema "Avançando na Gestão Democrática da Cidade", os participantes vão discutir e encaminhar propostas que objetivam a implementação de políticas de desenvolvimento.
“Este é um evento interessante porque a participação da comunidade em questões importantes para o futuro próximo e distante de Feira significa um exemplo de gestão democrática”, disse o prefeito. “É, sem dúvidas, uma oportunidade para que todos os segmentos dêem suas contribuições de forma consciente”, completou. Na avaliação de José Ronaldo, a participação popular na gestão pública vem crescendo nos últimos anos.
Para o prefeito, as discussões deverão sugerir formas para que se chegue ao desenvolvimento sustentado. Ele salientou que durante a conferência serão debatidos assuntos importantes, relacionados ao meio ambiente, saúde, educação, assistência social e qualidade de vida para os feirenses.
O tema 1, “A Política de Desenvolvimento Urbano e as Intervenções nas Cidades”, será subdividido em três subtemas: “As Intervenções Urbanas e Integração de Políticas”, “As Intervenções Urbanas e o Controle Social” e “As Intervenções Urbanas e os Recursos”. O tema 2, “A Capacidade de Forma de Gestão das Cidades”, e subtemas “Capacidade Administrativa e de Planejamento e Estrutura Institucional” e “Receitas Municipais e Ampliação de Receitas Próprias”.

Vereadores protestam contra exclusão do aeroporto

“O Governo do Estado disse que ia olhar com todo carinho para o aeroporto de Feira de Santana, mas ele não foi incluído nos investimentos de mais de R$ 300 milhões liberados pelo Governo Federal”. O protesto foi em discurso, na Câmara Municipal, do vereador Etevaldo de Jesus (PRP).
O vereador enumerou todos os aeroportos baianos que serão beneficiados com recursos que somam R$ 390 milhões, inclusive seis localizados no interior. Ele lamentou que o Aeroporto João Durval Carneiro tenha sido excluído, embora também precisa de melhorias, a exemplo da sinalização que possibilite o uso noturno.
No primeiro semestre deste ano, ele apresentou uma indicação na Casa, reivindicando ao governo Jaques Wagner as melhorias. “Responderam dizendo que o aeroporto seria olhado com todo carinho, mas na verdade não estão olhando com bons olhos para Feira de Santana”, lamentou.
Em aparte, o vereador Luiz de Jesus (PSL) cobrou a representatividade política dos correligionários do atual governador. “Aonde estão os deputados Colbert Martins Filho, Sérgio Carneiro, José Neto e Fernando Torres, que não cobram respeito por Feira de Santana?”, provocou.
Lulinha ainda fez uma ironia, lembrando que o aeroporto leva o nome do senador João Durval Carneiro, um feirense que se arvora de fazer parte da vitória de Wagner.

"Memória do Rádio" com Antônio Miranda na Educadora FM

Na próxima segunda-feira, 20, às 22 horas, na Radio Educadora FM 107,5 no programa "Memória do Rádio", especial com Antônio Miranda. Acesso ao site www.educadora.ba.gov.br para audição, também ao vivo. Para quem não sabe, o publicitário Antônio Miranda, da Artecapital, também é músico.

Duas obras no Iguatemi

Quem chega ao Shopping Iguatemi está percebendo de cara que novidades estão vindo. O shopping encontra-se com duas grandes áreas em obras: no Estacionamento E5, está sendo construída uma loja Le Biscuit, e no Estacionamento E3, será construído o parque in door Game Over.

Provedor da Santa Casa dá coletiva

Após reunir-se na tarde de quarta-feira, 15, com o secretário de Estado da Saúde, Jorge Solla, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, Outran Borges, vai se reunir com os membros da Mesa Diretiva da instituição, para deliberar sobre decisões a serem tomadas em relação ao Hospital Dom Pedro de Alcântara. Nesta sexta-feira, 17, às 7h30, o provedor concederá entrevista coletiva à imprensa, no auditório do Dom Pedro.

Contrato para construção de viadutos será assinado na terça-feira

A assinatura do contrato entre a Prefeitura de Feira de Santana e o consórcio TOP/Tranenge, que venceu a licitação pública internacional para a construção de cinco viadutos, será realizada na próxima terça-feira, 21, às 11 horas, no auditório do Centro de Atendimento ao Feirense (Ceaf). Depois, a ordem de serviço que será dada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho.
O consórcio venceu a licitação, no dia 13, com uma proposta de R$35.882.351,89. O contrato a ser assinado prevê um prazo de 15 meses - 450 dias - para execução dos serviços. A primeira obra a ser executada será a de construção do viaduto no cruzamento da avenida Getúlio Vargas com a avenida João Durval Carneiro. Paralelamente, serão iniciadas as obras de construção do viaduto na rotatória do bairro Cidade Nova. Os outros três viadutos serão construídos no Anel de Contorno, nos cruzamentos com as avenidas Maria Quitéria, João Durval Carneiro e Getúlio Vargas.

Palco Sobre Rodas domingo na Cidade Nova

Cantora Danny Nascimento, que faz show no Palco Sobre Rodas

Divulgação
O projeto Palco Sobre Rodas aporta em Feira de Santana, neste domingo, 19, na praça José Falcão da Silva, na Cidade Nova. A ação cultural é desenvolvida em uma carreta adaptada e transformada numa estrutura de palco itinerante, contando com equipamentos de som e iluminação para a apresentação de espetáculos de dança, música e teatro, além de projeção de filmes.
O público feirense vai ser contemplado com a exibição do filme “Por Água Abaixo”, animação destinada ao público infantil, às 18 horas; a peça teatral “Atrás do Trio Elétrico”, com direção de Nadja Turenko; e show musical, de MPB, da cantora feirense Danny Nascimento.
A iniciativa da promoção é da Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e da Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa. A realização é da Unidade Brasil Marketing Cultural, com o apoio do Governo do Estado, através do programa Faz Cultura. Todo apoio logístico ao evento será bancado pelo Governo Municipal
A idéia do Palco Sobre Rodas é levar, gratuitamente, para o público do interior, espetáculos de sucesso apresentados em Salvador. As apresentações serão no horário de 18 horas às 22h30. “Trata-se de um instrumento de intercâmbio de manifestações, que tem o propósito de democratização da cultura”, avaliou Jairo Carneiro Filho, da Fundação Cultural.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

"Anistia a fidelidade partidária é retrocesso"

Matéria de Denize Baccocina, que está no site do PPP (www.pps.org.br):
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio de Mello, disse que a anistia para políticos que já mudaram de partido no projeto de reforma política aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira, 14, “é um retrocesso cultural e um estímulo à transgressão da lei”.
“É como se dissessem: transgridam a lei, que mais tarde nós damos um jeito. É um retrocesso porque gera um sentimento de impunidade”, afirmou o ministro, em entrevista à BBC Brasil.
“O que me causa perplexidade é a verdadeira anistia que se implementa quanto àqueles que, à margem da ordem jurídica, tal como declarada pelo Tribunal Superior Eleitoral, trocaram de partido. Quando você agasalha situações como esta, você tem um retrocesso cultural e um estímulo à transgressão à lei”, disse.
O projeto prevê perda de mandato e inelegibilidade por quatro anos para quem trocar de partido depois das eleições, mas isenta da punição quem já fez ou fizer a troca até setembro deste ano.
Ele disse que a mudança será respeitada pelo TSE, mas pode ser modificada no Supremo Tribunal Federal (STF). “Ela pode ser questionada no Supremo e o Supremo declarar a lei inconstitucional. Mas aí nós temos que esperar pra ver”, afirmou Marco Aurélio de Mello, que também é ministro do STF.
O TSE respondeu nos últimos anos a duas consultas sobre fidelidade partidária, e na mais recente decidiu por unanimidade que o político eleito por um partido perde o mandato se trocar de legenda depois das eleições. O problema da troca de legenda, na avaliação do ministro, é que depois de eleitos os políticos tendem a mudar para um partido da base aliada ao governo. “Essa corrida em direção ao governo não é boa em termos de democracia, porque gera hegemonia”, afirmou.