Visão do filme de cangaço "O Cabeleira", de Milton Amaral, 1963. É baseado no livro homônimo do escritor cearense Franklin Távora, que é considerado o "primeiro romancista do nordeste", autor da adaptação para o cinema em parceria com Ody Fraga.
A trama conta a vida de José Gomes (Hélio Souto), apelidado de "O Cabeleira", bandido que aterrorizou Recife e o interior de Pernambuco nos idos de 1760, dando origem ao cangaço. Seu pai, Joaquim Gomes (Milton Ribeiro), o introduz no crime. Ele lidera um bando e tenta fazer do filho um bandido tão temido como ele, contrariando a índole do rapaz.
Produção paulista, o filme teve como locações a cidade de Arceburgo, em Minas Gerais, e Mococa, em São Paulo.
Em 1968, "O Cabeleira" foi comercializado com a Itália, com o titulo "Se Incontri Sjango, Cercati un Posto Per Morrire" (Se Encontrar Django, Procure um Lugar Para Morrer", com trilha sonora do maestro Piero Umilani.
O diretor Milton Amaral foi casado com a atriz Marlene França, que foi descoberta na feira-livre de Feira de Santana.



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