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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Olney por Dimas





Durante cerca de oito anos, o jornalista Dimas Oliveira conviveu com o cineasta Olney São Paulo, entre 1970 até o ano de sua morte, em 1978, através de contatos pessoais quando ele vinha do Rio de Janeiro para Feira de Santana dando notícias sobre seus filmes, bem como por meio de cartas que ele escrevia para este jornalista, também dando conta de suas realizações e andanças, até internacionais.
Antes desse convívio, a presença na pré-estreia de "Grito da Terra", em noite de gala no Cine Santanópolis, em 1964. Assistência ao curta "O Profeta da Feira de Santana", sobre o pintor Raimundo de Oliveira, no Cine Íris, e participação no lançamento de "A Antevéspera e o Canto do Sol", na Livraria Jacuípe, de Humberto Mascarenhas, ponto de encontro de artistas e intelectuais na praça Bernardino Bahia.
Junto com Olney, a visão de vários de seus filmes, inclusive "Manhã Cinzenta", em sessões clandestinas, com projetores 16mm conseguidos por mim em instituições, em paredes brancas da casa de meus pais e de seus familiares.
Em 1973, a ajuda para conseguir exibição de "Como Nasce uma Cidade", realizado para comemorar o centenário de Feira, junto ao gerente do Cine Timbira, Carlos Carvalho. Primeiro em uma sessão matinal privada com ele, o então prefeito José Falcão, secretários e convidados. Depois, incluindo o filme em programação regular do cinema, durante cerca de uma semana.
No início de 1976, assistimos juntos ao filme baiano "O Pistoleiro", de Oscar Santana, também no Cine Timbira, em sessão noturna.
No Clube de Cinema de Feira de Santana, reativado nos anos 70, a exibição de muitos de seus filmes, a exemplo de: "O Profeta de Feira de Santana", "Cachoeira, Documento da História", "Teatro Brasileiro I: Origens e Mudanças", "Teatro Brasileiro II: Novas Tendências", "Sob o Ditame de Rude Almajesto: Sinais de Chuva", "Grito da Terra". Também o filme "Memórias de um Fantoche", do seu filho Ilya São Paulo.
No ano de sua morte, 1978, como diretor Executivo da Secretaria de Turismo, Recreação e Cultura, gestão do prefeito Colbert Martins e secretário Antonio Miranda, participação ativa na promoção de mostra em memória com exibição de seus filmes "Um Crime na Rua", "Ciganos do Nordeste" e "Pinto Vem Aí", no auditório lotado da Biblioteca Municipal Arnold Silva. A maioria do público, formada por pintistas, intencionava ver o líder político no filme, o último a ser exibido, o que impacientou as pessoas.  Seu último filme, "Dia de Erê", também foi exibido pelo Clube de Cinema.
Exemplares do seu livro de contos "A Antevéspera e o Canto do Sol" foram deixados em consignação para a venda direta a pessoas interessadas na obra.
Para o jornal "Feira Hoje" e também "Folha do Norte", principalmente, foram entrevistas, matérias e notas produzidas sobre o cineasta.
Depois de sua morte e até hoje, registros sobre Olney para que permanecesse na memória de Feira de Santana. Nesse período, publicação de matérias sobre o autor e sua obra em jornais (atualmente no "Folha do Estado e no "NoiteDia"), revistas, programas de rádio e no Blog Demais sobre este personagem da cidade.
O cineasta feirense mereceu biografia em livro, "Olney São Paulo e a Peleja do Cinema Sertanejo", de Ângela José do Nascimento, incluindo depoimento de Dimas Oliveira. Em paralelo ao livro, Ângela José realizou o vídeo "O Cineasta do Sertão", um documentário biográfico cheio de respeito e ternura para com Olney, com depoimentos de colegas, familiares e amigos. O livro foi lançado e o vídeo foi apresentado em 1999 nesta cidade, no Feira Palace Hotel - tem texto de Olney Júnior, trilha sonora de Ilya, narração de Irving e participação de Pilar - os quatro filhos dele - e presença de Maria Augusta, sua mulher.
Em 2009, a realização do Tributo a Olney São Paulo, no Teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas, pela Prefeitura Municipal em parceria com a Fundação Senhor dos Passos, com a presença dos filhos Olney Júnior e Ilya São Paulo e de gente ligada ao cineasta e ao cinema, como André Setaro, Regina Machado, Roque Araujo, Robinson Roberto, Tuna Espinheira.
No catálogo oficial do I Mille Occhi, oitava edição do Festival Internacional de Cinema e de Arte, realizado em Triestre, na Ítália, entre 18 e 26 de setembro de 2009, consta artigo de Dimas Oliveira, especialmente escrito (e traduzido do inglês para o italiano), sobre "Grito da Terra", de Olney São Paulo, que foi exibido no festival. A atriz Helena Ignez - que atuou na realização feirense - foi destacada com o "Premio Anno Uno" e teve mostra de seus filmes no evento. O catálogo dedica 26 páginas (29 a 54) a Helena Ignez, sendo as duas últimas destinadas ao filme de Olney São Paulo.
Em 9 de agosto de 2013, a realização pela Fundação Senhor dos Passos, através do Núcleo de Preservação da  Memória Feirense, do Tributo a Olney São Paulo, que ocorreu no Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão. O cineasta Henrique Dantas - que descobriu copião de "Um Crime na Rua" no Arquivo Nacional,  palestrou sobre "A Importância e Permanência de Olney".
Em 1 de agosto de 2025, cometeu a palestra "Quem Foi Olney São Paulo, no Projeto Cinema no Casarão, no Casarão Fróes da Motta.
Em 28 de agosto de 2025, fez palestra "Vida e Obra de Olney São Paulo", no Instituto Histórico e Geográfico, na Casa de Cultura do Casarão dos Olhos d"Água.
Em setembro de 2025, a Academia Feirense de Letras (AFL) publicou em seu site biografia, feita por Dimas Oliveira, de Olney São Paulo, patrono da Cadeira 36.
O Teatro Universitário do Cuca acolheu na noite de 6 de agosto, véspera da data de nascimento de Olney, 7 de agosto, que é Dia Nacional do Documentarista, a abertura da "Mostra Olney São Paulo - 90 Anos". A ação foi realizada pelo Flifs Itinerante em parceria com o Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca/Uefs). "Como Nasce uma Cidade" (1973, 11 minutos) e "Grito da Terra" (1964, 83 minutos), foram os filmes mostrados. Na Roda de Conversa pós filmes, a intervenção do jornalista e memorialista Dimas Oliveira, com o professor doutor Clóvis Ramaiana atuando como mediador.

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