Opção de transferência bancária para a Pessoa Física: Dimas Boaventura de Oliveira, Banco do Brasil, agência 4622-1, conta corrente 50.848-9

Clique na imagem

*

*
Clique na logo para ouvir


Telefones: (71) 3634-6194/ 6197/ 6060 - (71) 99965-4537 * E-mails: cpl@construtorapereiralima.com.br - construtoraplima@terra.com.br * Site: https://construtorapereiralima.com.br/

Vem aí!

Vem aí!

Segunda semana no Orient Cinemas Boulevard

Segunda semana no Orient Cinemas Boulevard
13h30 - 14 - 17 - 17h30 - 20 (Dublado) - 20h30 (Legendado)

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

"Mostra Olney São Paulo - 90 Anos" aberta no Cuca


O Teatro Universitário do Cuca recebeu público significativo na noite de quinta-feira, 6 de agosto, para a abertura da
"Mostra Olney São Paulo - 90 Anos". O evento foi aberto por Silvia Azevedo, do Cine Cuca, e Cristiana de Oliveira Ramos, diretora do Cuca.

A ação é realizada pelo Flifs Itinerante em parceria com o Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca/Uefs).

"Como Nasce uma Cidade" (1973, 11 minutos) e "Grito da Terra" (1964, 83 minutos), foram os filmes mostrados. Na Roda de Conversa pós filmes, a intervenção do jornalista e memorialista Dimas Oliveira, com o professor doutor Clóvis Ramaiana atuando como mediador.

Dimas começou ressaltando que Olney é "referenciado e reverenciado em Feira de Santana, por inscrever seu nome no cenário cinematográfico nacional e internacional"

Sobre "Grito da Terra" comentou que "passados 62 anos, causa espanto por ter sido produzido e realizado em Feira de Santana". Disse mais que "um filme que vive nas cinematecas mais importantes domundo".

Lembrou que Olney descreveu sua obra como "um filme-poema em que o Homem e a Terra são os únicos personagens. Um quase documentário, uma crônica rural. Um depoimento sobre a vida do sertanejo desamparado e explorado".

O memorialista contou que Olney achava que "o filme ('Grito da Terra') devia viver para o povo, sendo exibido nas roças, nos forrós, nas igrejas, nas praças, em tela armada em frente a um projetor de 16mm em cima de uma Kombi, com o pessoal se acomodando na cerca do curral, a imagem brilhando no meio da plantação." Ressaltava que não fez o filme para "as pessoas educadas, alimentadas, urbanas." 

Dimas citou Alex Viany que revelou sobre Olney: "Ele é de fato um homem de cinema. Tem amor pelo cinema, amor por sua região, amor por sua gente. Gente que é vista com ternura."

Também fez referência a Orlando Senna, que em entrevista definiu Olney como "cineasta maldito do sertão". E traçou o perfil: "Camponês e vaqueiro, ator, fumante de Hollywood com filtro, pater famílias, erudito por defastio, amado hasta la locura por Maria Augusta, andarilho do mundo, herói de Feira de Santana, cabra macho sim senhor, é um cineasta maldito."

Dimas e Olney

Durante cerca de oito anos, Dimas Oliveira conviveu com Olney - entre 1970 até sua morte, em 1978, través de contatos pessoais quando ele vinha do Rio de Janeiro para Feira de Santana dando notícias sobre seus filmes, bem como por meio de cartas que ele escrevia para o jornalista, também dando conta de suas realizações e andanças, até internacionais.

Há 48 anos, o jornalista tem publicado artigos, entrevistas, matérias e notas sobre o autor e sua obra, em memória, em jornais ("Situação", "Feira Hoje", "Folha do Norte", "Gazeta Feirense", "Diário da Feira", entre outros e que atualmente escreve no "Folha do Estado" e "NoiteDia"), revistas ("Panorama" e outras) e programas de rádio sobre este personagem da cidade. Também, em postagens no Blog Demais, há quase 20 anos.

Fez referência que o catálogo oficial do I Mille Occhi, oitava edição do Festival Internacional de Cinema e de Arte, realizado em Triestre, na Ítália, entre 18 e 26 de setembro de 2009, consta artigo de Dimas Oliveira, especialmente escrito (e traduzido do inglês para o italiano), sobre "Grito da Terra", de Olney São Paulo, que foi exibido no festival. A atriz Helena Ignez - que atuou na realização feirense - foi destacada com o "Premio Anno Uno" e teve mostra de seus filmes no evento. O catálogo dedica 26 páginas (29 a 54) a Helena Ignez, sendo as duas últimas destinadas ao filme de Olney São Paulo.

Nesta sexta-feira, 7 de agosto, Dia do Documentário Brasileiro, data criada pele Associação Brasileira de Documentaristas em 2011. Uma grande homenagem.

O certo é que, de fato, a dimensão da importância olneyiana é grande, também segundo historiadores, pensadores e pesquisadores. 

Próximo programa


A segunda etapa da "Mostra Olney São Paulo - 90 Anos" acontece na quinta-feira, 13, às 19 horas, no Teatro do Sesc Feira Centro, com os filmes: "Manhã Cinzenta" (1969, 22 minutos) e "Sinais de Cinza: A Peleja de Olney Contra o Dragão da Maldade" (2023, 86 minutos), de Henrique Dantas, com Roda de Conversa mediada pelo professor doutor Yves São Paulo, e participação do cineasta Henrique Dantas e do professor doutor Cláudio Novaes.



Nenhum comentário: