Por Marco Antonio Vella
Sobre as manifestações de
amanhã, não está sendo dada a devida importância para o que poderá acontecer,
caso se cumpra as ameaças da Força Sindical e de outros organizadores:
1. vão impedir a livre
circulação pelas estradas. E as cargas perecíveis? E o produtor que necessita
entregar a mercadoria para o comprador? E aquele que aguarda o recebimento de
uma compra? E os deslocamentos por razão médica? E os deslocamentos
profissionais? E os de lazer? As estradas vão ser fechadas e o poder público
diz o que? Quer dizer que basta enviar uma correspondência avisando que vai
fechar uma rodovia e tudo bem?
2. e os milhões que querem
(e precisam) ir trabalhar? Não poderão deslocar pelas cidades porque o
Paulinho não quer? E o dia de trabalho, quem paga? O Paulinho? Quer dizer que
basta avisar as avenidas e ruas que desejam fechar que está tudo bem? E se a
moda pega?
3. e o custo econômico
desta balbúrdia? Quem paga?
4. os "manifestantes
exaltados", como disse uma jornalista no mês passado descrevendo um saque,
estão prontos para entrar em ação. E o que fará a polícia?
5. o crime organizado,
claro, também aproveitará o vácuo - pois a polícia estará mobilizada para
desobstruir as vias e proteger o patrimônio público e provado. E quem vai pagar
os eventuais prejuízos?
6. o direito de ir e vir,
de circular livremente, foi suprimido da Constituição?
7. será uma manifestação ou
uma ameaça a ordem pública? Não pode ser realizada a manifestação numa praça ou
em outro local público com amplitude? Por que é necessário interromper a livre
circulação das pessoas?
8. e se ocorrer uma
tragédia? Quem será o responsável?
9. 11 de agosto é a data de
nascimento dos cursos jurídicos no Brasil. Teremos uma bela comemoração de
respeito a Constituição.
Fonte: Blog do Marco Antonio Villa

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