Por Jorge Serrão
A doença parece ser o único verdadeiro opositor de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de mais um fim de semana em repouso forçado, Lula se submete hoje a amanhã a uma bateria de exames no Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, onde médicos proclamaram que ele tinha obtido a milagrosa cura de um câncer de laringe. Semana passada, Lula foi obrigado a cancelar compromissos de campanha por causa de dor na garganta e febre - problemas que o deixam indisposto.
Nem precisa ser médico para saber que Lula, ainda em tratamento pós-tumor, no mínimo, anda somatizando os recentes desgastes políticos. A saúde do PT anda péssima nesta eleição municipal. Além disso, Lula se envolve em brigas não-declaradas publicamente com o governo. Anda rompido com seu ex-aliado Guido Mantega, já tendo pedido a cabeça dele à presidente Dilma Rousseff - com quem sempre posa em fotos bem arrumadinhas, toda vez que aparecem sinais de divergências sérias entre os dois.
Mais crítica que a saúde eleitoral petista é a situação dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal. Lula e o comando petralha já dão como muito provável o risco de condenação para os principais dirigentes do partido - como José Dirceu e José Genoíno. Agora, o maior temor petista é com a condenação e possibilidade concreta de cadeia para Marcos Valério - o publicitário que até agora aparece como grande culpado de todas as operações mensaleiras (que não envolvem só ele, é claro). Preso - o que se avaliava impensável antes do julgamento -, o medinho da petralhada é que, por vingança, Valério jogue o PT no ventilador da história.
O risco também é altíssimo se o publicitário Duda Mendonça também for condenado e obrigado a puxar cadeia. Da mesma forma que Valério, Duda pode abrir a boca e comprometer ainda mais alguém da cúpula petista. Na CPI dos Correios, o baiano ensaiou que teria muito a dizer. Como sua empresa continuou com negócios com o governo, preferiu não criar problemas. Mas se o cárcere se tornar uma realidade, Duda tem tudo para soltar o verbo e principiar o começo do fim para alguns membros da cúpula petista - há 10 anos no papel de "zelite" do poder político tupiniquim, sem oposição efetiva e eficaz.
O julgamento final do mensalão tem tudo para atrapalhar bastante. Mas ainda não deve ser o ponto decisivo para a queda da petralhada. A verdade concreta é que a saúde e sobrevivência do PT no poder dependem muito mais do fator econômico. Se a gravíssima crise em curso na Europa - com o risco cada vez mais concreto de a Alemanha abandonar o Euro -, afetar as classes baixa e média brasileira, o partido sofrerá um desgaste de imagem inevitável. Só nesta conjuntura crítica, alguma nova denúncia de corrupção pode colar em seus dirigentes e forçar uma queda do partido. Ou, então, se as marionetes Lula e Dilma contrariarem os poderes globalitários - que são os derrubadores tradicionais de esquemas no poder.
Se depender da incompetência da tradicional oposição política interna, tudo fica como dantes no Palácio do Planalto e adjacências.
A doença parece ser o único verdadeiro opositor de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de mais um fim de semana em repouso forçado, Lula se submete hoje a amanhã a uma bateria de exames no Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, onde médicos proclamaram que ele tinha obtido a milagrosa cura de um câncer de laringe. Semana passada, Lula foi obrigado a cancelar compromissos de campanha por causa de dor na garganta e febre - problemas que o deixam indisposto.
Nem precisa ser médico para saber que Lula, ainda em tratamento pós-tumor, no mínimo, anda somatizando os recentes desgastes políticos. A saúde do PT anda péssima nesta eleição municipal. Além disso, Lula se envolve em brigas não-declaradas publicamente com o governo. Anda rompido com seu ex-aliado Guido Mantega, já tendo pedido a cabeça dele à presidente Dilma Rousseff - com quem sempre posa em fotos bem arrumadinhas, toda vez que aparecem sinais de divergências sérias entre os dois.
Mais crítica que a saúde eleitoral petista é a situação dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal. Lula e o comando petralha já dão como muito provável o risco de condenação para os principais dirigentes do partido - como José Dirceu e José Genoíno. Agora, o maior temor petista é com a condenação e possibilidade concreta de cadeia para Marcos Valério - o publicitário que até agora aparece como grande culpado de todas as operações mensaleiras (que não envolvem só ele, é claro). Preso - o que se avaliava impensável antes do julgamento -, o medinho da petralhada é que, por vingança, Valério jogue o PT no ventilador da história.
O risco também é altíssimo se o publicitário Duda Mendonça também for condenado e obrigado a puxar cadeia. Da mesma forma que Valério, Duda pode abrir a boca e comprometer ainda mais alguém da cúpula petista. Na CPI dos Correios, o baiano ensaiou que teria muito a dizer. Como sua empresa continuou com negócios com o governo, preferiu não criar problemas. Mas se o cárcere se tornar uma realidade, Duda tem tudo para soltar o verbo e principiar o começo do fim para alguns membros da cúpula petista - há 10 anos no papel de "zelite" do poder político tupiniquim, sem oposição efetiva e eficaz.
O julgamento final do mensalão tem tudo para atrapalhar bastante. Mas ainda não deve ser o ponto decisivo para a queda da petralhada. A verdade concreta é que a saúde e sobrevivência do PT no poder dependem muito mais do fator econômico. Se a gravíssima crise em curso na Europa - com o risco cada vez mais concreto de a Alemanha abandonar o Euro -, afetar as classes baixa e média brasileira, o partido sofrerá um desgaste de imagem inevitável. Só nesta conjuntura crítica, alguma nova denúncia de corrupção pode colar em seus dirigentes e forçar uma queda do partido. Ou, então, se as marionetes Lula e Dilma contrariarem os poderes globalitários - que são os derrubadores tradicionais de esquemas no poder.
Se depender da incompetência da tradicional oposição política interna, tudo fica como dantes no Palácio do Planalto e adjacências.
Fonte:
"Alerta Total"

Um comentário:
E olhe que o petralhão não foi nem indiciado, sendo o mentor dessa pouca vergonha, que foi o mensalão! Imagine se estivesse agora, na boca do ministro relator do mensalão, quase todos os dias, heim!
Devia é estar aliviado.
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