Opção de transferência bancária para a Pessoa Física: Dimas Boaventura de Oliveira, Banco do Brasil, agência 4622-1, conta corrente 50.848-9

Clique na imagem

*

*
Clique na logo para ouvir


Telefones: (71) 3634-6194/ 6197/ 6060 - (71) 99965-4537 * E-mails: cpl@construtorapereiralima.com.br - construtoraplima@terra.com.br * Site: https://construtorapereiralima.com.br/

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

"Governo Dilma: dois anos e seis impasses! Risco de 'acabar' antes do tempo"


Por César Maia
1.     Politicamente, falta um ano e meio para terminar o governo Dilma. Tendo ultrapassado as quedas de ministros, que ficaram na conta de Lula, já a partir do final de 2011, Dilma passou a enfrentar impasses em sequência. Alguns de fora para dentro e outros de dentro para fora. Hoje são seis vetores de impasses que ela enfrenta, num sinal de risco do governo - como operador - "terminar" antes do final do mandato.
2. O primeiro impasse é o econômico. A economia parada, os investimentos caindo, o saldo comercial reduzindo e o crédito apontando para uma "bolha". A redução dos juros não produziu efeito e menos ainda os novos estímulos ao consumo. O pacote de infraestrutura se mostrou pífio.
3. O segundo impasse é o parlamentar, com o descolamento progressivo do PMDB, demonstrado na açodada antecipação da escolha do novo presidente da Câmara de Deputados. A enorme maioria da 'base aliada' é meramente formal, tendo o governo que negociar qualquer medida por mais insignificante que seja. E a voracidade por uma reforma ministerial em janeiro aumenta.
4. O terceiro impasse é o político. Mesmo se sabendo de antemão que em eleições municipais a base do governo se separa, o que não se podia prever é que houvesse um estilhaçamento da parte substantiva da base de apoio. O caso do PSB é exemplificativo e as declarações de Lula aos íntimos mostra isso. O julgamento do mensalão pelo STF atinge o PT na medula e a tentativa de desviar a atenção com a CPI do Cachoeira foi pífia e terminou - parcialmente - no colo do próprio PT de Brasília.
5. O quarto impasse são as greves generalizadas que, por mais declarações "firmes" que a presidente faça, mostra que a percepção do "andar de cima" dos servidores é que falta autoridade ao governo. Os cartazes, as interrupções de serviços-chave e os confrontos mostram isso. E vai contaminando o funcionalismo estadual. SP e RJ são exemplos.
6. O quinto impasse é a insegurança crescente no empresariado por conta das declarações presidenciais e da forma - digamos - descortês que grandes empresários são tratados. No dia 1º de maio começou a série, com os bancos. Depois os planos de saúde, seguidos pelas empresas de telefonia. O setor automobilístico veio a seguir, mas a pressão da CUT mudou o comportamento presidencial. Agora, a criação de uma empresa de seguros coloca o setor em pânico.
7. O sexto impasse é a acentuação da convergência bolivariana, liderada pessoalmente pela presidente Dilma no caso do Paraguai e no ingresso da Venezuela. Hoje - sem o nome - a Alba de Chávez incorporou Brasil e Argentina. Com isso, o Mercosul - na prática - deixou de existir. A crise argentina - econômica e política - atinge o Brasil. Paralelamente, países do Pacífico - Chile, Peru, Colômbia e México - criaram a 'Aliança do Pacífico', poderosa de partida, pois dialoga com a única região econômica que é a asiática. Esvaziando as alianças, tratados e acordos brasileiros.
Fonte: "Ex-Blog do César Maia"

Um comentário:

Mariana disse...

E Lula deve estar também, à boca miúda, se dizendo o remédio prá maior parte dêsses problemas, como se nada disso tivesse crescido, casô estivesse êle, ocupando a presidência da república. Não duvido.