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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Novo piso salarial do comércio é de R$ 870,00



Convenção Coletiva 2014/2015 já está em vigor

Nova Convenção Coletiva do trabalho foi aprovada no dia 25 pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Feira de Santana. De acordo com a convenção, o novo piso salarial do comércio é de R$ 870,00 para os empregados que exercem a função de comerciário.
O novo piso salarial não se aplica  aos office-boys, faxineiros, serventes, embaladores, entregadores, ajudantes de depósito, ajudantes de caminhão, bem como todos os empregados que não exerçam funções típicas do comerciário. Para os empregados que recebem salário superior ao piso da categoria, o reajuste é de oito pontos percentuais sobre o salário de novembro de 2013.
(Com informações de Silvana Ferraz, da Assessoria de Comunicação da CDL)

"Este homem, de quase US$ 100 milhões, deixa muita gente em pânico. Por quê?"





Por Reinaldo Azevedo
Porque ninguém prova, com tanta eloquência, a existência de um esquema criminoso na Petrobras. Mais do que isso: ele também é um emblema da dimensão do assalto. Vamos lembrar: Pedro Barusco (foto) era um mero gerente de Serviços da Petrobras, um auxiliar de Renato Duque, o diretor da área, que era da cota petista. Mais do que isso: pertence, vamos dizer, ao "universo José Dirceu". Segundo Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, Duque era o homem que cuidava do propinoduto para o PT. Mas voltemos a Barusco.
O subordinado de Duque se dispôs a devolver, prestem atenção!, US$ 97 milhões aos cofres públicos. Esse é o dinheiro que ele admite ter sido, na prática, roubado da Petrobras. Estamos falando, leitores, de algo em torno de R$ 252 milhões. Como é que um quadro de segundo escalão é capaz de amealhar tal fortuna?
Muito bem! Parece que a sua disposição de devolver o dinheiro é para valer. Uma conta já foi aberta na Caixa Econômica Federal, e, em breve, cumprida a sua parte no acordo, Barusco transfere o dinheiro para o banco brasileiro.
Qual é o temor especial que seu nome desperta? Barusco está, consta, muito doente e muito pessimista sobre suas possibilidades de cura. Aqueles que fizeram negócios com ele ao longo dos anos temem que resolva ter um surto de sinceridade num momento difícil da sua vida. Essa gente está com medo da rapidez com que o engenheiro trocou uma iminente prisão pela confissão de que, sim!, era tudo verdade.
Há pânico com a possibilidade de que ele resolva, vamos dizer, fazer uma faxina na sua biografia dizendo tudo o que sabe. E ninguém que rouba essa quantidade sabe pouco. Já escrevi e reitero: acho que é preciso que se apure a possibilidade de que ele seja um laranja de uma estrutura bem maior.
"Ah, em situações extremas, as pessoas podem mentir…", dirá alguém. Até podem. Mas me parece que se trata de uma daquelas circunstâncias em que a pessoa busca, ao menos, um alívio para a própria consciência. Todos aqueles que concorreram para que Barusco conseguisse ter US$ 97 milhões no exterior estão certamente preocupados.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

José Ronaldo prorroga validade de concurso público por dois anos

O prefeito José Ronaldo de Carvalho decretou que fica prorrogado por dois anos, a contar de 20 de dezembro de 2014, o prazo do Concurso Público destinado a provimento dos cargos da Administração Municipal.
Ele considerou que "o Concurso Público realizado pela Administração Municipal para prover vagas de vagas nos quadros da Prefeitura, teve seu resultado homologado através de Decreto Municipal, em 20 de dezembro de 2012"; considerou também que "o Edital desse Concurso estabelece que 'o prazo de validade pode ser prorrogado uma vez por igual período'; considerou ainda que "a Constituição Federal estabelece que 'o prazo de validade do concurso público será de dois anos, prorrogável uma vez por igual período'; e enfim considerou "persistirem as necessidades do serviço público municipal que determinaram a realização da seleção, caracterizando assim o interesse da coletividade na prorrogação do prazo de validade do referido Concurso".
O Concurso Público é destinado a provimento dos cargos de agente de trânsito, arquiteto, assistente social, auditor fiscal, biólogo,  contador, enfermeiro, engenheiro agrônomo, engenheiro ambiental, engenheiro civil, engenheiro químico, especialista em educação, fiscal de serviços públicos, geólogo, intérprete de libras, mecânico de máquinas e veículos, médico, motorista, operador de máquinas pesadas, professor (Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental), secretário escolar, técnico em enfermagem.
O Decreto nº 9.409 foi publicado na edição desta quarta-feira, 26, do jornal "Folha do Estado".

"PT já se prepara para provável prisão de Vaccari"



Já é dada como certa na cúpula do PT a prisão do seu tesoureiro João Vaccari Neto, apontado como o principal interlocutor do partido junto ao esquema bilionário de corrupção na Petrobras. A expectativa no PT é que haverá uma nova fase da Operação LavaJato, da qual Vaccari não escapará da prisão, a exemplo de outros agentes políticos sem foro privilegiado, inclusive do PP e o PMDB, igualmente delatados.
Questão de tempo
O próprio Vaccari até já preveniu a família e os amigos mais próximos sobre sua provável prisão, conforme está coluna revelou há um mês.
Cordão de isolamento
Dilma ordenou e o PT afastou João Vaccari da campanha após as primeiras denúncias. Edinho Silva foi improvisado como seu tesoureiro.
Maracutaia
Operação Lava Jato apurou que Vaccari criou empresa-fantasma para ocultar a grana suja recebida do esquema de ladroagem do Petrolão.
Pensando bem…
…como concluiu um atilado leitor, ser tesoureiro do PT é uma profissão de risco: sempre dá cadeia.
Fonte: Cláudio Humberto

"Juiz da Operação Lava-Jato reage às tentativas de desmoralizá-lo. E tem a lei a seu favor"



Por Reinaldo Azevedo
No dia 3 de novembro, escrevi aqui um post intitulado "O PT e advogados de corruptos se organizam agora para tentar destruir o juiz Sérgio Moro", com base em reportagem publicada na revista VEJA.
Dois advogados de empreiteiras o acusam de manobrar à margem da lei para impedir que o caso migre todo para o Supremo. Ele também estaria usando a decretação de prisões para forçar delações premiadas e cerceando o direito de defesa ao não permitir o acesso de acusados ao conteúdo das delações. A acusações foram feitas pelos advogados Alberto Toron, em entrevista concedida à Folha, e Fabio Tofic Simantob, em reclamação ao Supremo. Eles defendem, respectivamente, as empreiteiras UTC e Engevix. Advogados têm o dever de defender os seus clientes. Mas nem por isso a gente precisa ser sensível à livre interpretação que possam fazer da lei. Moro classificou as acusações de "fantasiosas" - e me parece que ele está certo.
Vamos ver. O juiz tem impedido que os investigados citem nomes de políticos em seus depoimentos por uma razão simples: eles têm foro especial por prerrogativa de função, e caberá ao STF ou ao STJ, a depender do cargo, a condução do processo. Assim quer a Constituição, não o juiz. Ele tem ciência - e parece que não pode ser censurado por conhecer os códigos de seu país - de que poderia provocar a nulidade do processo por um mero erro formal. O juiz negou que esteja investigando políticos: "O objeto desse processo não envolve o crime de corrupção de agentes políticos, mas sim crimes licitatórios, de lavagem e, quanto à corrupção, apenas de agentes da Petrobras."
Do que os advogados o acusam? De reconhecer a existência do chamado foro privilegiado? É a lei. De resto, acho que não fica bem toda essa ânsia dos doutores para que o caso migre para o Supremo. Acaba passando a impressão de que, na Corte maior do país, eventuais corruptos teriam melhor sorte. Acho bom o STF refletir sobre tal ilação.
Quanto ao acesso à delação premiada, dizer o quê? Seu caráter é necessariamente sigiloso. E só há consequências se as revelações feitas estiverem ancoradas em provas. Toron fala como se não soubesse do que seu cliente está sendo acusado. E ele sabe. Ter acesso às delações implica imiscuir-se no trabalho de investigação do Ministério Público e da Polícia Federal. Não consta que essa seja uma prerrogativa de um advogado de defesa. Fosse assim, nenhuma investigação avançaria, não é? É como se Toron quisesse que seu cliente soubesse antes tudo o que os investigadores já sabem para, então, responder a uma pergunta.
Não vamos confundir alhos com bugalhos. Todos os advogados sabem do que são acusados seus respectivos clientes. O que não sabem - nem devem saber - e de quais provas já dispõem as autoridades que investigam e que dizem respeito, atenção!, a toda a teia criminosa. E os crimes, como a gente sabe, aconteceram, ou um grupo de delatores não se disporia a entregar alguns milhões de dólares que foram roubados da Petrobras.
O ministro Teori Zavascki, relator do caso no Supremo, encaminhou alguns questionamentos a Moro. Não está claro se foi mera ação burocrática ou se, de fato, se mostra simpático à tese dos advogados. De resto, não custa lembrar: é o Ministério Público Federal quem detém a guarda do conteúdo da delação premiada, não o juiz Sérgio Moro.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Charge de Sponholz


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Charge de Sponholz


Releitura de Caim e Abel


James Dean e Raymind Massey em "Vidas Amargas"
Foto: Divulgação

"E saiu Caim de diante da face do Senhor e habitou na terra de Node, à leste do Éden". É do versículo 4: 16 de Gênesis que foi tirado o título de "East of Eden", romance de John Steinbeck, no qual foi baseado o filme que no Brasil tem o título de "Vidas Amargas". Assim, uma releitura da passagem bíblica de Caim e Abel.
Revi ao filme em DVD de minha coleção. Tinha assistido ao filme em 1966 - primeiro visto nesse ano -, no Cine Íris. "Vidas Amargas" é excelente, realizado com muita sensibilidade.
No drama, a luta desesperada de Cal (James Dean) com seu irmão Aron (Richard Davalos) pelo amor e reconhecimento do pai (Raymond Massey). Ele descobre que sua mãe (Jo Van Fleet), até então dada como morta, mora na cidade vizinha. A jovem Abra (Julie Harris) namora Aron, mas fica dividida com o desajustado Cal. O conflito entre o bem e o mal está contido no filme, assim como o tema da desintegração familiar. Como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial transformando a vida de uma pacata cidade. Mesmo com a amrgura do título brasileiro, há esperança.
Primeiro filme de James Dean, marcou sua primeira indicação póstuma ao Oscar, a primeira do tipo na história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Teve outras indicações ao Oscar: Diretor (Elia Kazan), Roteiro (Paul Osborn) e Atriz Coadjuvante (Jo Van Fleet), tendo conquistado esta premiação. Foi o Melhor Filme Dramático do Festival de Cannes, indicado à Palma de Ouro, e conquistou o Globo de Ouro na categoria de Melhor Filme.



Lembrando postagem sobre a Placo do Brasil

Em postagem no dia 12 de julho de 2013, a partir de postagem do prefeito José Ronaldo em sua página no Facebook, o Blog Demais deu:
Na tarde desta sexta-feira, 12, o prefeito José Ronaldo recebeu a visita do diretor industrial José Ernesto Luksas, da Placo do Brasil, empresa do grupo francês Saint-Gobain, líder mundial na fabricação de vidro, cerâmica e gesso que está sendo implantada no Núcleo da BR-324 do Centro Industrial do Subaé (CIS). O grupo investe R$ 100 milhões para a produção de placas de gesso, tipo drywall.
O secretário de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico Antonio Carlos Borges Júnior acompanhou o encontro.
A empresa está presente em 68 países, empregando mais de 100 mil pessoas.
"Externei a satisfação do investimento da empresa em Feira de Santana e foi tratada sobre a possibilidade de implantação de outras empresas do grupo. Ainda foi feito pleito da Placo apoiar a Prefeitura na construção de uma unidade escolar", disse José Ronaldo.

Ilusão de ética



 Por Sergio Oliveira
Um empresário, Ricardo Semler, que se diz tucano, com ficha abonada por Fernando Henrique, autor de um texto intitulado "Nunca se roubou tão pouco no Brasil", publicado na "Folha de São Paulo", texto este que está sendo divulgado pelos petistas como um troféu, anistiando-os, talvez, das suas roubalheiras (roubaram pouco), alega que a Petrobrás cobra propina desde a década de 70. Sabedor disto, para quem ele denunciou, a partir do momento em que tomou conhecimento de tal fato? Citam, também o Paulo Francis,como fez o Tarso Genro num texto que escreveu, referindo à Lava-Jato: "Cometem um erro grave, por dois motivos fundamentais: primeiro, todos lembram das denúncias de Paulo Francis, 'arquivadas' pelo governo da época, que acusava a existência de pesados esquemas de corrupção na estatal. Logo, a corrupção na Petrobras é histórica e o que deveríamos celebrar é que ela vem sendo combatida." Paulo Francis não apresentou provas; questionado se a fonte era segura, disse: "É verdade. Um amigo meu, advogado…"
Toda vez que o PT é pego com mão na cumbuca, vem com o argumento de que os outros também fizeram no passado. O caso é que, no passado, quando o PT foi criado, todos os outros eram desonestos, safados, enfim, e eles os éticos. Hoje vemos que tudo não passou de ilusão de ética.
Sergio Oliveira, aposentado, é de Charqueadas-RS

Quatro continuações nas telas



No Orient Cinemas Boulevard, nesta 49ª semana, a partir de quinta-feira, 27, somente continuações nas telas. 
Em segunda semana, o filme de ação e ficção-científica "Jogos Vorazes: A Esperança - Parte I", de Francis Lawrence, primeira parte do terceiro filme da saga. Jennifer Lawrence continua encabeçando o elenco, como Katniss Everdeen. Em 2012, a franquia começou com "Jogos Vorazes", de Gary Ross; em 2013, a sequência com "Jogos Vorazes: Em Chamas", de Francis Lawrence.
Em terceira semana, "Irmã Dulce", cinebiografia de Vicente Amorim, sobre a religiosa baiana conhecida com o "Anjo Bom da Bahia". Também em terceira semana, a comediota americana "Debi e Lóide 2", com Jim Carrey e Jeff Daniels.
Somente em uma sessão vespertina, no sábado e no domingo, a continuação em oitava semana da animação "A Lenda de Oz", destinada ao público infantil.

"cinema demais": etapa de colagem e acabamento



Miolo do livro "cinema demais" está impresso (Fotos). Agora a etapa de colagem e acabamento.
No marca-texto: A partir de colunas escritas semanalmente por Dimas Oliveira entre 1967 e 1970, durante quatro anos, para o jornal semanário "Situação", o livro "cinema demais" oferece um panorama da exibição cinematográfica em Feira de Santana, apresentando um recorte da história dos dois cinemas de então, Íris e Santanópolis.
Os textos reunidos no livro têm consistência de coletânea. É fruto de incentivo à preservação da memória feirense.

"Quem foi Che Guevara?"

Por Ion Mihai Pacepa


É hora de tirar a sorridente mascara de Che e revelar a sua verdadeira face.   

Hollywood se despede de 2009 com uma fraude monumental: o épico 'Che', de Steven Soderbergh, com quatro horas de duração, em castelhano, transformando um assassino marxista sádico num, de acordo com o 'New York Times', "genuíno revolucionário durante as estações do seu martírio". [1] A palavra "estações" faz referência a Cristo nas Estações do Calvário - a Via Crucis.  O protagonista do filme, Benicio del Toro, realmente comparou "o herói revolucionário cubano Ernesto Che Guevara" a Jesus Cristo. [2] 
O 'Che' de Soderbergh é uma ficção criada pela comunidade KGB, da qual fez parte o serviço de espionagem romeno ao qual pertenci - o DIE - numa época que me coloca diretamente na trama. O Che real foi um assassino que comandou pelotões de fuzilamento comunistas e fundou o terrível gulag cubano. Foi também um covarde que obrigou os outros a lutar até a morte pela causa comunista e que mandou para o patíbulo centenas de pessoas que se recusaram a fazê-lo, mas que se rendeu sem luta ao exército boliviano embora estivesse armado até os dentes. "Não me matem" implorou Che aos seus captores. "Valho mais vivo do que morto". [3] O filme de Soderbergh omite este episódio - o qual demoliria o seu Che.
Eu poderia escrever um livro sobre como o terrorista Che foi transformado num ídolo esquerdista inspirador - como um belo príncipe emergindo lindamente de uma repulsiva lagarta - e pode ser que o faça algum dia. Por enquanto, aqui vai um resumo de como a KGB criou o seu Che de ficção.
Na década de 1960, a popularidade do bloco soviético estava em baixa. A brutal repressão soviética ao levante húngaro de 1956 e o seu papel na crise dos mísseis cubanos de 1962 enojaram o mundo, e cada um dos ditadores dos países satélites soviéticos tentou se safar como pôde. Khrushchev substituiu a "imutável" teoria marxista-leninista da revolução proletária mundial pela política de coexistência pacífica e fingiu ser um defensor da paz. Dubcek apostou num "socialismo com face humana" e Gomulka no lema "deixe a Polônia ser a Polônia". Ceausescu proclamou a sua "independência" de Moscou e se retratou como um "dissidente" dentre os líderes comunistas.
Os irmãos Castro, que temiam qualquer tipo de liberalização, decidiram apenas maquiar, com uma romântica fachada revolucionária, o seu comunismo desastroso que estava matando o país de fome. Escolheram Che como garoto propaganda, já que ele havia sido executado na Bolívia - na época um aliado dos EUA - e assim podia ser retratado como um mártir do imperialismo americano.
A "Operação Che" foi lançada mundialmente pelo livro "Revolution in the Revolution" - uma cartilha para insurreição guerrilheira comunista escrito pelo terrorista francês Régis Debray - que elevou Che aos altares. Debray dedicou a sua vida a exportar a revolução estilo cubano por toda a América Latina; em 1967, entretanto, uma unidade das forças especiais bolivianas treinada pelos EUA o capturou, juntamente com todo o bando guerrilheiro de Che.
Che foi sentenciado à morte e executado por terrorismo e assassinato em massa. Debray foi sentenciado a 30 anos de prisão mas foi libertado depois de três anos devido à intervenção do filósofo francês Jean Paul Sartre, um comunista romanticamente envolvido com a KGB, que também era o ideólogo do bando terrorista Baader-Meinhof. Sartre aclamou Che Guevara como "o ser humano mais completo do nosso tempo". [4] Em 1972, Debray retornou à França, onde trabalhou como conselheiro para a América Latina do presidente François Mitterrand, e dedicou o resto da vida a disseminar o ódio contra os Estados Unidos.
Em 1970, os irmãos Castro elevaram a santificação de Che a um novo patamar. Alberto Korda, oficial da inteligência cubana trabalhando secretamente como fotógrafo para o jornal cubano 'Revolución', produziu uma foto romantizada de Che. Aquele Che agora famoso, com longos cabelos ondulados e usando uma boina com estrela, olhando diretamente nos olhos de quem o vê, é o logo de propaganda do filme de Soderbergh.
É de se notar que esta foto de Che foi apresentada ao mundo por um agente da KGB trabalhando secretamente como escritor - I. Lavretsky -, num livro intitulado "Ernesto Che Guevara", editado pela KGB. [5] A KGB chamou a foto de "Guerrillero Heroico" e a espalhou por toda a América do Sul - área de influência de Cuba. O editor milionário italiano Giangiacomo Feltrinelli, outro comunista romanticamente envolvido com a KGB, inundou o resto do mundo com a imagem de Che impressa em cartazes e camisetas. O próprio Feltrinelli virou terrorista e foi morto em 1972 enquanto plantava uma bomba nos arredores de Milão.
Ouvi o nome de Che pela primeira vez em 1959, da boca do general Aleksandr Sakharovsky, antigo chefe da inteligência soviética e conselheiro para a Romênia, que mais tarde dirigiu a "revolução" dos Castro e foi recompensado com a promoção a chefe da toda-poderosa organização de inteligência estrangeira soviética, posição que manteve por quinze anos. Ele chegou a Bucareste com o seu chefe, Nikita Khrushchev, para conferências sobre Berlim Oriental e sobre a "nossa Gayane cubana". Gayane era o codinome geral para a operação de sovietização da Europa Oriental.
Na época, a burocracia soviética acreditava que Fidel Castro era apenas mais um aventureiro, e relutava em apoiá-lo. Mas Sakharovsky havia ficado impressionado com a devoção ao comunismo do irmão de Fidel, Raul, e do seu tenente, Ernesto Guevara, e fez deles os principais protagonistas da "nossa Gayane cubana". Os dois foram levados a Moscou para serem doutrinados e treinados, e ganharam um conselheiro da KGB.
De volta a Sierra Maestra, Che provou ser um verdadeiro assassino sangue frio nos moldes da KGB - responsável pela morte de mais de 20 milhões de pessoas apenas na União Soviética. "Meti uma bala de calibre 32 no lado direito do seu cérebro, que vazou por toda a têmpora" escreveu Che no seu diário, descrevendo a execução de Eutimio Guerra, um "traidor da Revolução", a quem matou em fevereiro de 1957. [6] Guerra era a sétima pessoa a quem Che matara. "Para enviar homens para o pelotão de fuzilamento não é preciso provas judiciais", explicou. "Estes procedimentos são detalhes burgueses obsoletos. Isso aqui é uma revolução! E uma revolução deve se tornar uma fria máquina de matar movida por puro ódio." [7]
No dia 1° de janeiro de 1959, a "Gayane cubana" venceu, e a KGB encarregou Che de limpar Cuba dos "anti-revolucionários".  Milhares de pessoas foram enviadas para “el paredón”. Javier Arzuaga, capelão da prisão Al Cabaña no início de 1959, escreveu em seu livro "Cuba 1959: La Galeria de la Muerte" ter testemunhado "o criminoso Che" ordenando a execução de cerca de duzentos cubanos inocentes. "Argumentei diversas vezes com Che a favor dos prisioneiros. Lembro-me especialmente de Ariel Lima, um garoto de apenas 16 anos. Che estava obstinado. Fiquei tão traumatizado que em maio de 1959 recebi ordens para deixar a paróquia Casa Blanca, onde ficava La Cabaña… Fui para o México receber tratamento." [8]
De acordo com Arzuaga, as últimas palavras de Che para ele foram: "Quando tirarmos nossas máscaras, seremos inimigos". [9] É hora de tirar a sorridente máscara de Che e revelar a sua verdadeira face. O Memorial Cubano no Parque Tamiami, em Miami, contém centenas de cruzes, cada uma com o nome de uma pessoa identificada, vítima do terror comunista de Raul e Che. [10]
Também é tempo de interromper a mentira de trinta anos, reforçada pelo filme de Soderbergh, de que os irmãos Castro e o seu carrasco Che eram nacionalistas independentes. Em 1972, eu estava presente a um discurso de seis horas no qual Fidel pregou a mesma mentira. No dia seguinte, fui a uma pescaria com Raul. Havia outro convidado no barco, um soviético que se apresentou como Nikolay Sergeyevich. O meu colega cubano, Sergio del Valle, sussurrou no meu ouvido "Aquele é o coronel Leonov". Anteriormente, ele já havia explicado para mim que Leonov era conselheiro da KGB para Raul e Che nas décadas de 1950 e 1960. Lá, naquele barco, para mim ficou claro como nunca que a KGB estava nas rédas da carruagem revolucionária dos Castro. Dez anos mais tarde, Nikolay Leonov foi recompensado por seu trabalho de manipulação de Raul e Che com a promoção a general e representante chefe de toda a KGB.
Na década de 1970, a KGB era um estado dentro do estado. Hoje, a KGB, renomeada de FSB, é o estado na Rússia, e o Che de Soderbergh é o maná dos céus para os representantes dela na América Latina. Meses atrás, duas marionetes do Kremlin - Hugo Chávez e Evo Morales - expulsaram, no mesmo dia, os embaixadores americanos de seus países. Milhares de pessoas carregando o retrato do Che de Soderbergh tomaram as ruas pedindo a proteção militar russa. Navios de guerra russos estão de volta a Cuba - e, mais recentemente, chegaram à Venezuela - pela primeira vez desde a crise dos mísseis cubanos.
"A fraude trabalha como cocaína" costumava dizer para mim Yury Andropov, o pai da contemporânea era russa da fraude, quando ele era chefe da KGB. Em seguida, explicava: "Se você cheirar uma ou duas vezes, não mudará a sua vida. Mas, se você usá-la dia após dia, ela fará de você um viciado, um homem diferente". Mao tinha a sua própria frase: "Uma mentira repetida centenas de vezes vira verdade". O filme de Soderbergh sobre Che prova que ambos estavam certos.
Notas:
[1] A. O. Scott, "Saluting the Rebel Underneath the T-Shirt," The New York Times, December 12, 2008.
[2] Guillermo I. Martínez, "Guevara biopic belies his ruthlessness," The Sun Sentinel, January 1, 2009, p. 13A.
[3] Idem.
[4] Idem.
[5] I. Lavretsky, "Ernesto Che Guevara," Progress Publishers, 1976, ASIN B000B9V7AW, p. 5. Initially published in Russian in 1973.
[6] Matthew Campbell, "Behind Che Guevara mask, the cold executioner," The Sunday Times, September 16, 2007.
[7] Mark Goldblath, "Revenge of Che: no amount of Hollywood puferry will change the fact that commies aen’t cool," The Wall Street Journal, December 19, 2008.
[8] "The Infamous Firing Squads," p. 1, as published in 
http://therealcuba.com/page5.htm.
[9] Idem.
[10] Ibidem.

O general Ion Mihai Pacepa é o oficial soviético de mais alta patente que recebeu asilo político nos Estados Unidos. No Natal de 1989, Ceausescu e a sua esposa foram executados após um julgamento no qual as acusações eram, quase palavra por palavra, extraídas do seu livro "Red Horizons", subsequentemente traduzido para 27 idiomas.
Publicado no FrontPageMagazine.com em 23 de janeiro de 2009.
Tradução: Ricardo Hashimoto, editor do blog Letters To Hungary.
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

"OUSADIA CRIMINOSA – Segundo diretor de empreiteira, cadeia criminosa continua a atuar mesmo depois de deflagrada Operação Lava Jato"



Por Reinaldo Azevedo
O que se vai narrar abaixo é uma história de ousadia - e de ousadia criminosa. Sim, meus caros: segundo um dos presos que contou detalhes do esquema de roubalheira incrustado na Petrobras, houve pagamento de propina mesmo depois de deflagrada a Operação Lava Jato. Prestem atenção!
Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, já admitiu que pagou, sim, propina à quadrilha que atuava na Petrobras. E um dos intermediários da roubalheira, segundo ele, é alguém que entra tardiamente no relato das tramoias, mas que, tudo indica, era muito bem relacionado: Shinko Nakandakari. Segundo Erton, Shinko atuava como operador do esquema de corrução comandado por Renato Duque, o petista que era diretor de Serviços e homem de José Dirceu na Petrobras.
Outro subordinado de Duque, Pedro Barusco, não custa lembrar, já admitiu devolver, calculem vocês!, US$ 97 milhões. Segundo informa o Globo, "os advogados de Fonseca entregaram nesta segunda-feira à Justiça Federal do Paraná várias notas fiscais relativas à propina. Elas foram emitidas a favor da LFSN Consultoria e Engenharia, no valor de R$ 8,863 milhões, e teriam como finalidade pagar a propina a políticos".
A LFSN Consultoria pertence a Shinko Nakandakari, Luís Fernando Sendai Nakandakari, que seria filho dele, e a Juliana Sendai Nakandakari. O endereço informado à Receita Federal, segundo o Globo, é um apartamento num prédio residencial no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, que está em nome de Luís Fernando.
Sabem o que impressiona? A ousadia da turma e a aposta na impunidade. Aqueles quase R$ 9 milhões em propina foram pagos entre 2010 e 2014, enquanto o processo do mensalão corria no Judiciário. Só isso? Não! A última nota fiscal é de 25 de junho de 2014, dois meses depois de deflagrada a operação Lava Jato. Os advogados de Fonseca entregaram nesta segunda à Justiça Federal do Paraná algumas notas fiscais referentes ao propinoduto.
Shinko não é desconhecido da Polícia e da Justiça. Ele é um dos denunciados num processo de improbidade administrativa envolvendo a construtora Talude, que foi contratada pela Infraero para obras no aeroporto de Viracopos, em Campinas. O valor inicial do contrato, assinado em 2000, foi de R$ 13,892 milhões. Seis meses depois da assinatura, foi feito um aditivo de R$ 1,904 milhão. O segundo aditivo, de R$ 1,540 milhão, ocorreu em 2011. Para o Ministério Público Federal, não havia razões para firmar os aditivos, que tornaram a obra mais cara. O caso está na Justiça.
Convenham: ainda que este senhor realmente fosse um prestador de serviços convencional, a sua ficha já não o autorizaria a celebrar contratos com a Petrobras. Mas sabem como é… Os patriotas não dão bola para isso.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Como os livros queimam



Cena de "Fahrenheit 451"
Divulgação
O que seria da sua vida se você não tivesse o direito de ler? Esta a premissa do filme “Fahrenheit 451”, de François Truffault, realizado há 41 anos, ainda atual. Foi visto no Cine Santanópolis, no final dos anos 60. Também em VHS e em DVD, que foi adquirido para coleção. É baseado no romance homônimo de Ray Bradbury. Tem Oskar Werner e Julie Christie no elenco.
O título é uma referência à temperatura que os livros são queimados. Convertido para Celsius, esta temperatura equivale a 233 graus. O filme faz refletir sobre a necessidade de liberdade de expressão. Faz apologia à livre circulação de idéias. O tema da manipulação de informações também está contido na obra.
Em um futuro hipotético, em Estado totalitário, os bombeiros têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que literatura é um propagador da infelicidade. Mas um bombeiro começa a questionar essa linha de raciocínio quando vê uma mulher preferir ser queimada com sua biblioteca ao invés de permanecer viva.
Os créditos iniciais do filme não são escritos, mas narrados, para antecipar o clima de leitura proibida. Também são mostradas várias antenas de televisão nas casas, indicando ironia com as grandes invenções tecnológicas dos anos 50, pela influência exercida desde então nos lares, bem como com o futuro da humanidade.

Deu em Claudio Humberto


Feira de Santana tem IDHM de Alto Desenvolvimento Humano

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Feira de Santana é de 0,712, considerado como Alto Desenvolvimento Humano (de 0,700 até 0,799) - Longevidade 0,820, Renda 0,710, Educação 0,619. 
O IDHM  reúne indicadores de saúde, renda e educação. O IDHM é um índice composto por três das mais importantes áreas do desenvolvimento humano: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda).

O IDHM foi divulgado nesta terça-feira, 25. Foi produzido pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (Pnud), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiro.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Lembrando postagem "O que é arte"



Imponente Monumento ao Caminhoneiro
Foto: ACM/Secom
A arte é tudo o que pode causar uma emoção estética, tudo que é capaz de emocionar suavemente a nossa sensibilidade, dando a volúpia do sonho e da harmonia, fazendo pensar em coisas vagas e transparentes, mas iluminadas e amplas como o firmamento, dando-nos a visão de uma realidade mais alta e mais perfeita, transportando-nos a um mundo novo, onde se aclara todo o mistério e se desfaz toda a sombra, e onde a própria dor se justifica como revelação ou pressentimento de uma volúpia sagrada. É em conclusão, a energia criadora do ideal.
A definição de arte é de Clóvis Monteiro e vem a calhar neste momento em que se discute (até em fóruns de discussão sobre arquitetura e urbanismo na Internet) o belo Monumento ao Caminhoneiro, criado pelo artista plástico Gil Mário, que é um marco de Feira de Santana, recentemente inaugurado e que causa impacto, inclusive pelas suas dimensões, daí ser considerado o maior no Norte e Nordeste - ainda sem contestação.
O certo é que o Monumento ao Caminhoneiro é o mais novo cartão postal da cidade.
Postagem no Blog Demais em 2 de outubro de 2007.

 

Exposição "Revisitando Leonel Mattos"


Lançamento de álbum com desenhos de Luiz Humberto Carvalho e textos de Claudius Portugal


Na quinta-feira, 27, das 19 às 22 horas, no Atmosfera Mall, na rua São Domingos, 588, Santa Mônica, o lançamento do álbum  “Registro Civil” na série “Comparsas”, publicação da editora P55, com edição limitada, numerados e assinados pelos autores, reunindo desenhos de Luiz Humberto Carvalho e textos de Claudius Portugal. Quando do lançamento será aberta uma exposição dos desenhos, com dezoito originais apresentados no livro.
A série “Comparsas” tem como objetivo principal reunir imagens das artes visuais às palavras de textos literários, colocando lado a lado, um autor de cada segmento, não como ilustração, e sim um trabalho conjunto, de cumplicidade, tendo sido inaugurada em janeiro de 2011 com três álbuns. “Em Teu Nome”, desenhos de Bel Borba; “Fluxo”, pinturas de Sérgio Rabinovitz, “Só Danço Samba”, fotografias de Valéria Simões, prosseguindo em 2012 com “Paredes Planas” fotografias de Andréa Fiamenghi, todos com textos de Claudius Portugal.      
OS AUTORES
Claudius Portugal é baiano de Salvador (1951). Publicou: “Carta à Família”, “Em Mãos,” “Olho de Gato”, “Notas Bandalhas”, “WXYZ”, “Negro Azul,” “Duende”, “Águas”, “Texto Táctil” e em 2014, “Um Lugar Outros”. É autor de livros sobre artes visuais: “Outras Cores - 27 Artistas da Bahia, Reportagens Plásticas”, “Sérgio Rabinovitz, a Poesia da Cor”, “Pinturas Recentes de Sante Scaldaferri”, “Murilo, a Cor Desta Cidade”, Juarez Paraíso, um Mestre da Arte na Bahia”. Em teatro teve encenado: “Quincas Berro d’Água”, “Pelo Telefone,” “Cara Amiga Sarah H.”, “Não Vamos Falar Nisso Agora”, “Poesia É Coisa de Mulher”, “Noite na Taverna”. Escreveu a rádio-novela “O Caso da Menina Morta”. Atualmente dirige e apresenta os programas “Atelier” e “Assembleia Literatura” para o Canal Assembleia/Bahia e é consultor da Paulo Darzé Galeria de Arte.
Luiz Humberto Carvalho nasceu em Feira de Santana, 1950. Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia em 1974. Suas esculturas e desenhos são criados a partir de materiais normalmente destinados à arquitetura, recursos de computação gráfica, modernos meios mecânicos de execução, plotters, máquinas de corte à laser, entre outros. Ao interagir plenamente com outros elementos da prática arquitetônica atual, a criação de esculturas, relevos e desenhos gráficos é essencial ao processo de concepção de vários produtos utilitários. Sua obra é caracterizada, em grande parte, por temas folclóricos, bíblicos, e por formas gráficas originais, associadas a uma técnica moderna. Seu estilo único já se tornou uma marca própria, facilmente reconhecível em objetos e estruturas de design arrojado, ou em construções modernas, erguidas em Feira de Santana, Salvador, e em várias cidades brasileiras, como o “Monumento à Heroína Maria Quitéria”, localizado em Feira de Santana - um trabalho em parceria com Juracy Dórea.
A EDITORA 
A P55 editora publica a série “Cartas Bahianas”, já tendo lançado 42 títulos, tendo ainda no catálogo a produção outras séries, a “Coleção A/C Brasil”, coordenada por Aninha Franco. Além das séries, edita títulos diversificados, abrangendo desde as artes plásticas, passando pela poesia e prosa, edições no segmento da saúde e da culinária; da literatura infantil; da cultura baiana e livros de fotos. A P55 comercializa todosos seus livros, além da rede de livrarias, pelo site www.p55.com.br  
(Com informações de Celi Gomes)

Projeto da Lagoa Grande foi apresentado por José Ronaldo



Lembrando postagem no Blog Demais, em 17 de maio de 2007: Projeto da Lagoa Grande é prioridade de Feira no PAC 

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se reuniu na terça-feira, 15, em Brasília, com prefeitos de oito municípios da Bahia para discutir ações nas áreas de habitação e saneamento. Após o encontro, já em Feira de Santana, o prefeito José Ronaldo, que esteve acompanhado do secretário de Planejamento, Carlos Brito, manifestou otimismo de que em breve o Governo Federal vai liberar recursos relativos ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para atender a projetos prioritários do município para a área de urbanismo e saneamento.

"As propostas têm grande alcance social e representam vetor indispensável para melhoria da qualidade de vida da população feirense, razão por que tenho convicção de que serão priorizadas nos investimentos destinados ao Estado da Bahia", afirmou José Ronaldo.
O prefeito apresentou projetos das obras consideradas prioritárias para o município, que possam ser incluídas no PAC. Foram quatro projetos propostos, todos na área de urbanização e saneamento, destacando-se o que envolve a Lagoa Grande.
Na reunião de trabalho para identificação dos projetos prioritários do PAC, o prefeito José Ronaldo apresentou o Projeto da Lagoa Grande, que envolve obras de saneamento no entorno do espelho d'água, com construção de estação de tratamento de rede de esgoto, na região de Santo Antônio dos Prazeres, Caseb, Parque Getúlio Vargas e Estação, na Bacia do Rio Pojuca, urbanização da lagoa.
Os outros projetos apresentados foram a urbanização e saneamento do bairro Nova Esperança, conclusão da rede de esgotamento sanitário das bacias dos rios Subaé e Jacuípe. "São projetos enquadrados dentro das prioridades do que determina o Programa de Aceleração do Crescimento, que atendem todos os requisitos pré-estabelecidos nas normas", salientou o prefeito. Ele destacou que a ministra Dilma Rousseff elogiou os cuidados do Governo Municipal em apresentar projetos básicos prontos para serem licitados.
No encontro, cada prefeito apresentou projeto prioritário para cada um dos municípios. Também participaram da reunião, que ocorreu no Palácio do Planalto, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, e representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, bem como o governador Jaques Wagner. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve rapidamente no encontro e cumprimentou todos os prefeitos baianos presentes.

"O Palácio do Planalto ofende a VEJA, e os fatos ofendem o Palácio do Planalto. Ou: Que tal dar explicações, presidente?"



Por Reinaldo Azevedo
O governo federal teve uma ideia genial diante da reportagem de VEJA evidenciando que, em 2009, tanto o então presidente Lula como a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, poderiam ter dado um murro na mesa e interrompido a roubalheira na Petrobras - caso fosse, claro!, do interesse do petismo fazê-lo. Em vez de dar uma reposta decente, o governo preferiu ofender a VEJA.
Só para lembrar: computadores do Palácio do Planalto apreendidos pela PF na operação que investigava as lambanças de Erenice Guerra, amigona da agora presidente, trazem um e-mail de Paulo Roberto Costa a Dilma alertando o governo que o TCU havia apontado irregularidades na construção das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, e no terminal do porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo. O tribunal recomendara a suspensão de repasse de verbas para esses empreendimentos, o que o Congresso acatou. Paulo Roberto, um mero diretor de Abastecimento da Petrobras, acreditem!, recomendava que o governo buscasse uma "saída política" para manter o fluxo de verbas, a exemplo do que se fizera em 2007 e 2008. A "solução" veio: Lula vetou a suspensão dos recursos, o dinheiro continuou a fluir, e a roubalheira se manteve intocada.
Ora que mimo! Um diretorzinho da Petrobras - que agora confessa ter sido o homem que gerenciava a propina do PP, repassando recursos também para o PT - estimula uma ministra de Estado, que também presidia o Conselho da Petrobras, a ignorar os alertas de desvios de recursos feitos pelo TCU.
O Planalto foi indagado a respeito do e-mail. Ignorou o assunto e afirmou que o governo, então, encaminhou as restrições do TCU à Controladoria-Geral da União. Como se sabe, nada aconteceu. Não fosse Youssef ser investigado pela PF, que chegou ao descalabro na Petrobras, tudo teria continuado na mesma. Publicada a reportagem, o Palácio do Planalto preferiu sair com uma nota malcriada contra a revista.
Não é, claro!, a primeira vez. Quando VEJA trouxe a primeira reportagem com detalhes do esquema, relatados por Paulo Roberto na delação premiada, as baterias do PT e do Planalto se voltaram contra a… revista! Dilma admitiu pela primeira vez a existência da roubalheira há meros 37 dias, em 18 de outubro.
Reação igualmente bucéfala aconteceu quando a revista informou que Alberto Youssef havia afirmado, no âmbito da delação premiada, que Dilma e Lula sabiam de tudo. A mesma informação foi publicada depois por todos os veículos de comunicação relevantes. Mas só a VEJA virou alvo da fúria oficial.
Muito bem! O líder da oposição no Congresso, Ronaldo Caiado (DEM-GO), quer que Dilma e Lula sejam convocados a depor na CPI da Petrobras. E diz, de modo muito lógico: "Ela disse que não vai deixar pedra sobre pedra e que ela está disposta a aprofundar toda a investigação. Nada mais justo do que ela ir à CPI para esclarecer, em primeiro lugar, a fala do Alberto Yousseff e, agora, esse e-mail do Paulo Roberto Costa". Ele informa que a primeira convocação a ser solicitada, entretanto, será a do ex-presidente Lula, que comandava o governo à época e que ignorou a recomendação do TCU e liberou os recursos para as obras garantindo, desse modo, a indústria dos desvios.
Pois é… Todas as ofensas dirigidas contra a VEJA não conseguiram impedir que os fatos começassem a vir à tona. Só um dos investigados na operação, Pedro Barusco, da cota do PT,  se dispõe a devolver aos cofres públicos US$ 97 milhões roubados da Petrobras naquele escândalo cuja existência Dilma se negava a reconhecer.
O Palácio ofende VEJA. E os fatos ofendem o Palácio.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Contabilidade criativa



Por Sergio Oliveira
É a denominação que se dá, quando governos querem manipular o resultado orçamentário.
O resultado orçamentário ocorrido no exercício financeiro poderá ser:
Nulo, quando receita e despesa orçamentária totalizam o mesmo valor, o que é muito difícil de ocorrer;
Superavitário, quando o total da receita orçamentária tem valor maior do que o da despesa;
Deficitário, quando a despesa orçamentária superar o valor da receita orçamentária.
É o que está pretendendo o Governo Federal neste momento, quando envia ao Congresso um projeto para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para tentar evitar o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o qual desobrigaria o governo de fazer qualquer esforço fiscal este ano; pelo projeto todas as despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), bem como o valor das desonerações tributárias, seriam abatidas da meta de superávit primário (poupança para o pagamento dos juros da dívida pública).
Aí os especialistas dão seus pitacos.
Um deles disse:
- Na prática, você gera um déficit primário e diz que é superávit. Isso é maluquice. Seria muito melhor se o governo dissesse que não terá superávit, que ele será zero.
Se o cara disse que, na verdade, haverá déficit, por conseguinte não haverá superávit, não podendo ser o mesmo "zero", pois superávit sempre será positivo. Zero ocorreria, se as receitas e despesas orçamentárias totalizassem o mesmo valor, ocorrendo, portanto, como vimos lá no início, resultado "nulo".
NÃO EXISTE DÉFICIT ZERO E, TÃO POUCO, SUPERÁVIT ZERO. ZERO É NULO.
Sergio Oliveira, aposentado, é de Charqueadas-RS

"Menino da Gamboa" premiado

O curtametragem "Menino da Gamboa" ganhou o prêmio de Melhor Direção para Rodrigo Luna e Pedro Perazzo - que tem vínculos com Feira de Santana -, no 24º Cine Ceará Festival Ibero-Americano.
O filme estreou no Festival do Rio e venceu o prêmio de Melhor Filme Baino no X Panorama Coisa de Cinema (Foto: Reprodução). No festival cearense foi o único representante da Bahia e concorreu na Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem. 
Em dezembro, de 4 a 14, participa do Latinoamericano Cine del Nuevo Internacional Festival, em Havana, Cuba.