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quinta-feira, 29 de maio de 2014

"Dilma decidiu extinguir a democracia por decreto. É golpe!"



Por Reinaldo Azevedo
Atenção, leitores!
Seus direitos, neste exato momento, estão sendo roubados, solapados, diminuídos. A menos que você seja um membro do MTST, do MST, de uma dessas siglas que optaram pela truculência como forma de expressão política.
De mansinho, o PT e a presidente Dilma Rousseff resolveram instalar no país a ditadura petista por decreto. Leiam o conteúdo do decreto 8.243, de 23 de maio deste ano, que cria uma tal "Política Nacional de Participação Social" e o um certo "Sistema Nacional de Participação Social". O Estadão escreve nesta quinta um excelente editorial a respeito. Trata-se de um texto escandalosamente inconstitucional, que afronta o fundamento da igualdade perante a lei, que fere o princípio da representação democrática e cria uma categoria de aristocratas com poderes acima dos outros cidadãos: a dos membros de "movimentos sociais".
O que faz o decreto da digníssima presidente? Em primeiro lugar, define o que é "sociedade civil" em vários incisos do Artigo 2º. Logo o inciso I é uma graça, a saber: "I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações;"
Pronto! Cabe qualquer coisa aí. Afinal, convenham: tudo aquilo que não é institucional é, por natureza, não-institucional. Em seguida, o texto da Soberana estabelece que "todos os órgãos da administração pública direta ou indireta" contarão, em seus conselhos, com representantes dessa tal sociedade civil - que, como já vimos, será tudo aquilo que o governo de turno decidir que é… sociedade civil
Todos os órgãos da gestão pública, incluindo agências reguladoras, por exemplo, estariam submetidos aos tais movimentos sociais - que, de resto, sabemos, são controlados pelo PT. Ao estabelecer em lei a sua participação na administração pública, os petistas querem se eternizar no poder, ganhem ou percam as eleições.
Isso que a presidente está chamando de "sistema de participação" é, na verdade, um sistema de tutela. Parte do princípio antidemocrático de que aqueles que participam dos ditos movimentos sociais são mais cidadãos do que os que não participam. Criam-se, com esse texto, duas categorias de brasileiros: os que têm direito de participar da vida púbica e os que não têm. Alguém dirá: "Ora, basta integrar um movimento social". Mas isso implicará, necessariamente, ter de se vincular a um partido político.
A Constituição brasileira assegura o direito à livre manifestação e consagra a forma da democracia representativa: por meio de eleições livres, que escolhem o Parlamento. O que Dilma está fazendo, por decreto, é criar uma outra categoria de representação, que não passa pelo processo eletivo. Trata-se de uma iniciativa que busca corroer por dentro o regime democrático.
O PT está tentando consolidar um comissariado à moda soviética. Trata-se de um golpe institucional. Será um escândalo se a Ordem dos Advogados do Brasil não recorrer ao Supremo contra essa excrescência. Com esse decreto, os petistas querem, finalmente, tornar obsoletas as eleições. O texto segue o melhor padrão da ditadura venezuelana e das protoditaduras de Bolívia, Equador e Nicarágua. Afinal, na América Latina, hoje em dia, os golpes são dados pelas esquerdas, pela via aparentemente legal.
Inconformado com a democracia, o PT quer agora extingui-la por decreto.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

"Padrão Brasil"



Por Merval Pereira

Ao tentar rebater as críticas aos aeroportos brasileiros afirmando que eles não são "padrão Fifa", mas, sim, "padrão Brasil", a presidente Dilma mais uma vez escorregou no improviso (dando de barato que não foi uma "sacada genial" de seus marqueteiros) e, sem querer, chancelou o "padrão Brasil" como definição de produto de má qualidade.
Até hoje produtos "made in China" carregam consigo a desconfiança do consumidor, enquanto os "made in Japan" já conseguiram ser um atestado de qualidade. Os aeroportos "made in Brasil" definitivamente não são sinônimo de coisa boa, pelo menos enquanto não entram em funcionamento os novos terminais que deveriam estar prontos para a Copa.
O Brasil, como nação, perdeu uma grande oportunidade de se mostrar ao mundo como capacitado a realizar grandes eventos como uma Copa ou as Olimpíadas. Só havia uma razão para o governo brasileiro batalhar por essa realização, e por isso a China realizou as Olimpíadas de 2008, a África do Sul realizou a Copa em 2010 e a Rússia vai ser a sede da Copa de 2018.
Todos esses países que formam os Brics têm como objetivo ganhar espaço político no mundo multipolar, e o Brasil estava no caminho certo ao pleitear a Copa e as Olimpíadas quase ao mesmo tempo. Mas perdeu sua grande chance ao não se dedicar à organização e ao planejamento desses eventos planetários com a prioridade devida. Valeu mais para o governo Lula ganhar a disputa pela realização deles do que a realização em si.
Resta agora torcer para que, mesmo dentro de condições mínimas, corra tudo bem neste próximo mês. Mas o que o mundo está vendo nestes momentos pré-Copa não faz bem à imagem do país. Até índios dando flechadas em plena Esplanada dos Ministérios em Brasília apareceram nas televisões internacionais, reforçando estereótipos. A questão é que grupos oportunistas, que querem aproveitar a Copa para fazer chantagem, fazem greves, pedem aumentos abusivos, interrompem o trânsito.
Mesmo um grupo pequeno consegue hoje interromper o trânsito nas grandes metrópoles, parando as cidades. E há ainda grupos minoritários de vândalos, ou de black blocs, que fazem uma campanha contra a Copa que absolutamente não envolve a maioria do povo.
O sentimento geral é de crítica ao governo, que não cumpriu o que prometeu, atrasou tudo, mostrou ineficiência. As pessoas suspeitam de que houve muita corrupção nas obras da Copa, mas todas essas são críticas específicas, ninguém é maluco, a esta altura, de achar que o melhor é que não tenha Copa.
Pode-se até achar que não deveria ter Copa, que o governo deveria, em vez de ter batalhado para sediá-la, não ter colocado isso na sua pauta, não deveria ser objetivo prioritário para um país pobre, necessitado de muitas coisas. Mas, já que fez, não há sentido em querer boicotar a Copa, é coisa de minorias.
Misturar política com Copa do Mundo, e aproveitar a situação para tirar proveito próprio ou político, é atitude criticável. Mas o governo também precisaria atuar com mais decisão desde sempre, no relacionamento com os chamados "movimentos sociais", para evitar os abusos que estão acontecendo hoje.
Agora, diante da realidade que o populismo não conseguiu controlar, é preciso montar esquemas de segurança menos falhos, cumprir pelo menos a sua parte agora, já que a parte dos chamados legados da Copa está prejudicada pelos atrasos nas obras.
Pelo menos agora o governo tem que montar um esquema para garantir a segurança das pessoas e das delegações, dos mandatários que vêm ver os jogos. Mais uma demonstração de ineficiência do esquema oficial foi vista na saída da delegação brasileira para Teresópolis, quando professores em greve chegaram a atacar o ônibus com os jogadores da seleção brasileira dentro.
Não importa se a culpa é do governo federal ou dos governos estaduais e até municipais, esse "inferno" de várias esferas de poder que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, experimentou. O fato é que o país perdeu uma grande chance de se mostrar ao mundo como uma potência emergente devido a seus próprios defeitos, turbinados pelo populismo no poder.
A constatação não decorre de complexo de vira-lata, mas, ao contrário, da rejeição da fantasia marqueteira de um governo que vende um país que não existe, em vez de tentar mudar sua realidade. E que agora, depois do leite derramado, quer usar o patriotismo como refúgio de seus próprios erros.
Fonte: "O Globo"

"Rumo ao atraso"



Agora, mais que nunca, no exterior têm certeza de que há macacos, cobras, onças, e elefantes nas ruas do Brasil, e índios atirando flechas.
Fonte: Cláudio Humberto



"A Copa das Copas"

Por Flavio Quintela
Faltam 15 dias para a Copa do mundo. A lembrança chega até mim pelo Facebook, já que aqui nos EUA a gente não vê notícia nenhuma sobre o torneio.
Nunca deixei de acompanhar uma Copa. A primeira lembrança que tenho é da Copa de 1982, e é uma memória bem vívida do jogo Brasil x Itália. Eu tinha seis anos de idade e estava em Santa Rosa de Viterbo, interiorzão de São Paulo, na casa de meus tios. Quando o Falcão empatou o jogo pela segunda vez nós saímos correndo para a rua de paralelepípedos, nós e todos os vizinhos, na maior alegria. Todo mundo sabe que essa alegria não durou nem 10 minutos, pois o Paolo Rossi estava inspirado naquela tarde e marcou três num jogo só. Foi o nosso "arrivederci"…
Quatro anos depois a família se reuniu em nossa casa, em São Bernardo do Campo. Alguém trouxe um daqueles telões engraçados, que você conectava na TV de tubo e tentava de alguma forma conseguir uma imagem decente através de uma lente gigantesca de acrílico. Seguindo a tendência da imagem, que ficou ruim o tempo todo, o jogo terminou triste, e todos os "especialistas" presentes afirmavam categoricamente que foi um absurdo deixarem o Zico cobrar aquele pênalti sem estar aquecido. Aliás, história que ficaria na boca do povo por mais alguns dias, até que o fiasco fosse finalmente esquecido.
Veio mais uma Copa, em 1990. Essa foi difícil de ver - meu pai havia sido transferido por um tempo para os Estados Unidos, e estávamos em uma cidade do interior de Illinois durante o torneio. Conseguimos ver somente as finais, pois a TV americana simplesmente não transmitia os jogos. O fato é que não perdemos muita coisa… O senhor Caniggia carimbou nossa passagem de volta para o Brasil.
Finalmente veio 1994. Eu tinha 18 anos de idade, e lembro que a final aconteceu no meio de um retiro espiritual onde eu estava com minha família. Não lembro muita coisa do retiro, mas lembro claramente que estávamos todos, mais de 100 pessoas, no salão principal, acompanhando a cobrança de pênaltis e o presentaço de Roberto Baggio para nós. Ufa! Depois de tantos anos de vida finalmente pude gritar "Brasil Campeão!"
Mais quatro anos se passaram e chegou 1998. A primeira e única Copa da época de faculdade. Foi muito legal ver os jogos com os grandes amigos que até hoje fazem parte da minha vida, mas não tão legal ver o chocolate que a França de Zidane deu no Brasil. E dá-lhe teoria da conspiração! Tinha pelo menos umas três que tentavam explicar o que aconteceu com o Ronaldo e a consequente derrota. Acho que até forças alienígenas foram cogitadas em uma delas…
E lá vamos nós! 2002 foi uma Copa que eu fiquei ansioso para ver. Sempre gostei do Felipão, e tinha muita esperança que ele faria um bom trabalho. Lembro que vi a final na chácara de meus pais, em São Pedro, ao lado do meu querido pai. Aliás, foi a última final de Copa que vimos juntos, antes do acidente que lhe tirou a vida. Foi um tremendo de um jogo, e essa eu comemorei muito. Merecida!
A Copa de 2006 foi tão ridícula para o Brasil que não dá vontade nem de comentar. A eliminação logo nas quartas de final foi de doer. E nesse caso não tinha teoria conspiratória que conseguisse explicar. Enfim, dessa vez foi "Au revoir!"
E chegamos a 2010. Mais uma Copa digna de ser esquecida, num ano que marcou o início do pior governo que o Brasil já teve. Aliás, 2010 foi um dos piores anos da minha vida. A verdadeira urucubaca-mor. E logo nas quartas de final ouviríamos bem alto, vindo dos Holandeses, "Afscheid!"
E estamos em 2014, próximos do início daquela que é chamada pela monstra que ocupa a presidência de "A Copa das Copas". E pela primeira vez na história deste país ela pode estar certa. Esta pode ser "A Copa das Copas", porque de todas as Copas esta é a que tem a maior possibilidade de influenciar o destino de nosso país.
A Copa sempre acontece em junho-julho, e as eleições sempre são em outubro. Desde 1994 elas coincidem com o ano em que é disputada a Copa do Mundo. Muita gente fala que o resultado da Copa influencia o resultado das eleições, mas isso não é verdade. O período entre os dois eventos, de três meses, é suficiente para dissipar qualquer empolgação ou desânimo que possa ter sido gerado pelo torneio. Basta olhar para 2002 e 2006: Lula conseguiu se eleger depois de duas Copas totalmente diferentes, e na segunda ele ainda enfrentava as dificuldades com o estouro do Mensalão. A Copa não nos ajudou em nada… Quem nos dera o povo tivesse ficado tão chateado a ponto de enfim enxergar que estava sendo governado por criminosos.
Mas por que a Copa deste ano pode ser diferente? Não são os mesmos três meses entre eventos? Não é a mesma situação das últimas cinco Copas? Não são os mesmos partidos na disputa? Para mim, e deixo claro que essa é somente minha opinião, não. Nada é igual. Tudo é diferente nesta Copa. É uma Copa no Brasil, e não fora dele. É uma Copa trazida pelo PT, pelo ex-presidente Lula, e adotada pela atual mandatária. É uma Copa que acontece em meio a protestos, em meio a uma quantidade inédita de críticas ao governo petista, na internet, na mídia impressa e em diversas obras publicadas nos últimos 15 meses, que têm batido recordes de venda a cada semana. É uma Copa em que se gastou o suficiente para três Copas, e cujo resultado não é satisfatório nem para meia. É uma Copa desunida, uma que o povo brasileiro não está querendo para si.
Por isso, eu vejo duas possibilidades para essa Copa:
- Tudo acontece da melhor forma possível, o povo esquece de todas as lambanças do governo, nenhum protesto atrapalha os jogos, os aeroportos dão conta do movimento, o caos passa longe das cidades-sede, a seleção brasileira joga bem e o povo sai feliz. Será a Copa das Copas para o PT.
- A lei de Murphy não dá tréguas e as coisas não acontecem como esperado. As cidades-sede sofrem com a falta de infraestrutura, os jogos são afetados por protestos, muitos lugares experimentam o caos urbano, turistas são assaltados, os sistemas de transporte pedem água, os aeroportos ficam entupidos, e a seleção brasileira joga o que tem jogado, o suficiente para passar das quartas, mas não para ser campeã. Com toda essa conta no bolso, mais a tendência atual de queda de popularidade, e há uma chance de que Dilma Rousseff não se reeleja. Seria a Copa das Copas para o Brasil.
Prefiro nunca mais ver nossa seleção ganhar uma Copa do Mundo a ver o PT ganhando mais uma eleição presidencial. Não escondo de ninguém: não torcerei nesta Copa, não quero que tudo dê certo e não quero que o mundo olhe para o Brasil e diga "nossa, que Copa maravilhosa eles organizaram". Quero que essa bandida receba o pior legado possível desse evento, e que seja um ônus tão grande a ponto de lhe tirar a reeleição. Somente assim poderei chamar essa Copa de "A Copa das Copas", e quem sabe, daqui a alguns anos, colocar em minha lista: 2014 foi a melhor Copa de todas.
Fonte: "Mídia Sem Máscara"


"Sorry, Seleção!"

"Não podemos sorrir enquanto outros choram, é preciso se juntar para melhorar e não separar, uns sorriem vendo os outros chorar" - Miguel Romeiro.

Fonte: MCC Guarulhos


"João + Cultura - Industrialização"

Cartaz de "Cleóputo", peça que inaugurou o Teatro Margarida Ribeiro
Foto: Arquivo Blog Demais


Aos poucos e poucos vai se conseguindo definir a boa vontade de quem quer e a má vontade de quem não é legal. João Durval prometeu o teatro logo o início do seu governo. Não pode dar no momento exato em que queria. Indústria, indústria, indústria, estava na cabeça do homem. A cuca fundiu e fundiu certo. Ou indústria para Feira ou Feira viverá do passado. Indústria traz emprego e traz imposto para a nossa Prefeitura da Princesa do Sertão. É o elemento básico. É a estrutura. Da promessa do teatro surgiu o que queríamos. O Teatro Margarida Ribeiro. Pequeno. Bonitinho. Gostoso. Bom de se trabalhar com ele. Bom até de mastigar. Nós não queríamos, João, um elefante branco como o Castro Alves. Elefante branco ou o Belo Antônio: é bonito mas não funciona. O que nós queríamos mesmo é isto que está aí. Pra nós, João, você cumpriu o que prometeu. Deu o teatro da Feira de Santana. E o resto deixa sangrar como diz Caetano, a figura mais linda do nosso patropi. Os inconformados, por certo, vão dizer que queriam outra coisa maior, melhor e mais luxuoso. Porém quem faz esta joça deste teatro em Feira de Santana somos nós e portanto nós é quem temos a condição de avaliar se está bom ou se está ruim e está bom mesmo. Você é legal, João. Chega a ser bom demais. Traz em si aquele dom das pessoas que vivem para atender, para servir, para dizer sim. Não quer contrariar para não desgostar ninguém. Você, João, escolheu uma turma da pesada para lhe ajudar. Juraci (Dórea), Everaldo (Cerqueira) e Edson (Prado), a trilogia da santíssima curtição, da pesada. Este pessoal trabalhou com muito interesse. E trabalhou bem. Teve mais dois caras, João, gente sua e nossa. Começou com Faustino (Dias Lima), eta amigão... ret... e terminou com Araújo Freitas, o homem que disse que “o Teatro vai ser inaugurado mesmo”. Araújo também é bom. Não fosse Margarida, João, o teatro ia ter seu nome. O caso é que Margarida era boa demais pra gente. Ela era da nossa, mesmo. Sentia o que nós sentimos. E nós sabíamos, João, que você nos daria a liberdade de escolher o nome. Ela ficará com o nome na casa de espetáculo e você já está automaticamente ligado à história do teatro na Bahia, Feira é a maior cidade. Pra qui virão gentes e muitas gentes apresentar muita coisa no nosso palco. E foi você quem mandou fazer."

Texto assinado pela Equipe de "Cleóputo", peça que inaugurou o Teatro Margarida Ribeiro, em 1971. Está contido no programa do espetáculo.

"Ney Matogrosso, Romário, Roger… todos detonam o PT, enquanto Aécio conjuga o verbo “amalgamar”…"


Por Felipe Moura Brasil
[Vamos fazer uma breve comparação entre o discurso dos detonadores recentes do PT e as novas falas do candidato Aécio Neves e do governador Geraldo Alckmin, do PSDB:
Ney Matogrosso:
"No PT é muito mais visível a corrupção."
"O governo brasileiro está gastando bilhões de reais para fazer esses estádios de futebol… Nos hospitais públicos, as pessoas estão sendo jogadas no chão, em cima de um paninho. São imagens que você vê na televisão, diariamente… Hoje em dia a saúde pública no Brasil é uma vergonha!"
"A educação no país é vergonhosa! Tem aí um levantamento que se faz da educação no mundo, o Brasil é lá cento e cinquenta e não sei quanto [no ranking]."
"Nós somos o país que mais paga imposto NO MUNDO! Para onde vai o dinheiro desses impostos? Nós não temos nada! Esse dinheiro não reverte em nada!"
"O transporte público é HORROROSO!"
"Então, como é que o povo pode estar satisfeito com isso [só] porque tudo é Padrão Fifa? Então que seja Padrão Fifa para o povo brasileiro, não para a Fifa!"
"Já que tinha tanto dinheiro disponível, por que não resolver os problemas do nosso país? De transporte, de educação, de saúde…"
"A presidente Dilma agora, claro, a eleição está chegando, ela disse que vai dar 10 reais a mais do Bolsa-Família…"
"Eu sou crítico. Tem que ser. Eu não posso estar satisfeito com aquilo que eu vejo. Eu adoraria viver num país civilizado, com direitos respeitados."
"Infelizmente, [este] é o Brasil que eu posso falar. Eu adoraria estar aqui dizendo que tudo está maravilhoso, que o povo está feliz, bem tratado, bonito e viçoso. Mas não é."
Romário:
"Eu, ao contrário deles, jogo limpo."
"Visitei todas as cidades-sede da Copa e todas as críticas que faço são com propriedade. Este país gastou MAIS do que deveria e realizou MENOS do que era obrigação."
"Não souberam planejar, superfaturaram obras, não entregaram as que prometeram, principalmente as de mobilidade, e agora, o governo do PT, que superestimou o evento, está colhendo os frutos que plantou com a revolta da população."
"O inimigo que este PT deveria atacar é a corrupção. Alguém?"
"Não vão me calar! #MimimiPetista"
Roger:
"Hoje fui atacado no Twitter pela militância virtual do PT, os chamados MAVs."
"Gente paga para militar. Gente que, na impossibilidade ou incapacidade de defender suas ideias, ataca a pessoa. Gente baixa, gente escrota…"
"Quem está me pagando é o povo, do qual eu faço parte, através de um órgão do governo que, repito e enfatizo, não pertence a um partido político, ao contrário do que querem acreditar esses canalhas que me perseguem por eu exercer meu direito de pensar e me expressar livremente."
"E eu estou com o saco cheio dessa violência indiscriminada, dessa luta de classes cruel e ignorante que vem sendo incentivada de uns tempos pra cá."
Muito bem. Agora vejamos:
Geraldo Alckmin:
"Os nossos adversários, o PT, estão fazendo a política do medo, a antítese da política, porque política é esperança (…). É tempo de ética, honradez… É tempo de Aécio Neves."
Quer dizer: de um lado, há o partido governante dizendo que todo mundo vai voltar a ser pobre se o PSDB assumir o poder; do outro, tem o governador de São Paulo dizendo que isto é a "antítese da política".
Uau. "Ui, ui, ui!" Que resposta contundente, não é mesmo? Só faltou explicar ao povo o que é antítese. Só faltou escrever um manual de regras para a campanha eleitoral. A reação do PSDB aos ataques petistas soam como a da vítima que, no momento do estupro, diz ao estuprador que a etiqueta manda ele não segurar assim seus cabelos.
Essa dita oposição (ô posiçãozinha!) ainda quer se vender como "ética" e cheia de "honradez" sem demonstrar aos brasileiros que os adversários são corruptos, cínicos, canalhas, ladrões em doses nunca antes vistas "nêsti paíf".
Desse jeito - fraca para desmascarar, fraca para ridicularizar -, só vai conseguir esclarecer mais uma vez o quanto é frouxa.
Aécio Neves:
"Vocês imaginam esses partidos que hoje estão ao lado do PT quando o PT perder a eleição? Ao lado para defender ideias? Não! O que tem para amalgamá-los é o poder."
Outro dia, como comentei aqui, Aécio falou que o PT vive seus "estertores". Agora fala que o poder é o que "amalgama" os partidos aliados. Em ano de eleição no Brasil, isto sim é a "antítese da política". Quando é que o candidato e seus partidários vão aprender a se comunicar de maneira clara, direta e objetiva com os eleitores brasileiros? Ninguém precisa de um amplo vocabulário para mostrar qualquer tipo de superioridade em relação à Dilma.
Mas eu amalgamo, tu amalgamas e Aécio não só amalgama, como ousa dizer que o PT dá "quase um salvo conduto" a quem pratica desvios. Como assim "quase", senador? E por que não "licença para roubar" ou qualquer coisa mais digerível pelo povo, sabendo-se que depois Lula ainda diz que o crime sequer existiu?
Assim fica difícil, a menos que os desastres petistas derrotem o partido por si mesmos.
Mitt Romney, mesmo com o fracasso das políticas econômicas de Barack Obama a seu favor, perdeu as eleições americanas tratando o presidente como um amante da Constituição, com quem tinha apenas algumas divergências interpretativas, enquanto era tratado pelo Partido Democrata como alguém que odiava mulheres, queria a morte dos velhinhos e era o pior sujeito desde Mussolini. Aécio segue firme no mesmo caminho.
Além de descomplicar o discurso com Patrícia Secco, o candidato do PSDB precisa de umas aulinhas de firmeza e objetividade com Ney Matogrosso, Romário e Roger.
Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil


Deu em Claudio Humberto


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Filmes em Exibição no Orient Cineplace



Período de 29 de maio a 4 de junho
LANÇAMENTOS MUNDIAIS


MALÉVOLA (Maleficent), de Robert Stromberg, 2014. Com Angelina Jolie, Elle Fanning, Sharlto Copley e Miranda Richardson. Fantasia. Uma bela e ingênua jovem com atordoantes asas negras, Malévola leva uma vida idílica, crescendo em um reino pacífico, até que um exército invasor de humanos ameaça a harmonia da região. Malévola surge como protetora da região, mas acaba sendo vítima de uma traição. Determinada a se vingar, ela enfrenta uma batalha contra o rei dos humanos, que amaldiçoa sua filha recém-nascida, Aurora. Conforme a menina cresce, Malévola percebe que Aurora é a peça essencial para estabelecer a paz no reino. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 10 anos. Duração: 97 minutos. Horários: 14h30, 16h40, 18h50 e 21 horas. Sala 1 (264 lugares).
NO LIMITE DO AMANHà(Edge of Tomorrow), de Doug Liman, 2014. Com Tom Cruise, Emily Blunt e Bill Paxton. Ação e ficção científica. O tenente-coronel Bill Cage é um oficial que nunca viu um dia de combate. Ele é rebaixado e depois escalado para o que equivale a pouco mais do que uma missão suicida. É morto em alguns minutos. Mas, incrivelmente, desperta e volta ao início do mesmo dia e é forçado a lutar e morrer de novo… e de novo. O contato físico direto com alienígena o jogou em um túnel do tempo, condenando-o a viver o mesmo combate sem parar. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 110 minutos. Horários: 14 e 19 horas, e 21h20. Sala 2 (160 lugares).
LANÇAMENTO NACIONAL
OS HOMENS SÃO DE MARTE... E É PRA LÁ QUE EU VOU, de Marcus Baldini, 2014. Com Monica Martelli, Paulo Gustavo, Eduardo Mocovis, Marcos Palmeira, Humberto Martins e Herson Capri. Comédia.  Fernanda, exemplo da mulher do terceiro milênio, é livre em suas escolhas, independente e com dificuldade de encontrar um amor. Ela abandonou a vida pessoal para se dedicar à carreira e agora, com 39 anos, acha que a situação afetiva é emergencial. Fernanda aposta tudo em cada relação, se envolve com diferentes tipos de homens - do político sedutor ao hippie gringo - e a cada tentativa acredita ter encontrado seu par ideal. Não recomendável para menores de 14 anos. Duração: 108 minutos. Horários: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50. Sala 3 (167 lugares).
CONTINUAÇÕES
X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO (X-Men: Days of Future Past), de Bryan Singer, 2014. Com Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, James McAvoy, Michael Fassbender, Patrick Stewart, Ian McKellen, Halle Berry e Anna Paquin. Ação. No futuro, os mutantes são caçados pelos Sentinelas, robôs gigantescos. Os sobreviventes precisam viver escondidos para não morrer. Entre eles estão o professor Xavier, Magneto, Tempestade, Kitty Pryde, Vampira, Bobby e Wolverine, que buscam um meio de evitar que sejam aniquilados. A forma encontrada é enviar a consciência de Wolverine em uma viagem no tempo, rumo aos anos 70. Em segunda semana. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 124 minutos. Horários: 13 horas, 15h40, 18h20 e 21 horas. Sala 1 (243 lugares).
GODZILLA (Godzilla), de Garret Edwards, 2014. Com Aaron-Taylor Johnson, Bryan Cranston e Juliette Binoche. Ação e ficção-científica. Joe Brody criou o filho sozinho após a morte da esposa em um acidente na usina nuclear em que ambos trabalhavam no Japão. Ele nunca aceitou a catástrofe e quinze anos depois continua remoendo o acontecido, tentando encontrar alguma explicação. Seu filho é soldado do exército americano e precisa lutar desesperadamente para salvar a população mundial - e em especial sua família - do gigantesco, inabalável e assustador monstro Godzilla. Em terceira semana. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 10 anos. Duração: 126 minutos. Horário: 16h20. Sala 2 (160 lugares).

ENDEREÇO E TELEFONES
Orient Cineplace - Multiplex do Boulevard Shopping, telefax 3225-3185 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.
(Com informações do Departamento de Marketing de Orient Cinemas)


Aleluia diz que "Bahia de Wagner é terror e bombardeio"



"Terror e bombardeio! Esta é a Bahia de Jaques Wagner!", diz o presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia, diante das explosões de bancos nas cidades de Mundo Novo e Serra do Ramalho, na madrugada desta quarta-feira, 28. "Este ano, já são quase 100 ações criminosas deste tipo, aterrorizando as pessoas no interior do Estado. É uma explosão de banco a cada dois dias".
Além do terror e pânico que os bandidos causam nas cidades, os cidadãos ficam sem os serviços das agências de banco. "Há seis meses a única agência bancária de Várzea Nova foi assaltada e até hoje está fechada", lembra Aleluia. O líder democrata quer saber se os assessores do governador Jaques Wagner, que adoram fazer certos comparativos, estão contabilizando esta marca inédita de explosões de bancos.
"Os petistas dizem que são mais em tudo. E realmente são mais em índices negativos que afetam diretamente a vida dos baianos, como mais homicídios, mais explosões de bancos, mais caos na saúde pública e mais desesperança. Mas o juízo final das urnas está chegando", comenta Aleluia.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do Democratas Bahia)

Democratas estimula participação das mulheres na política



O Núcleo Mulher Democratas Bahia ganha nova presidente. Nesta quinta-feira, 29, às 16h30, na sede do partido, toma posse a contadora Natascha Roddewig (Foto: Divulgação). Eleita pelas demais representantes do sexo feminino que compõem a legenda, Natascha está comprometida em trabalhar ativamente pelo engajamento das mulheres baianas na política do estado.
"Este ano já contamos com duas pré-candidatas ao legislativo estadual, Sandra Borges e Virgínia Cerqueira, ambas integrantes do nosso núcleo", informa a nova presidente Natascha. Segundo ela, será intensificado o trabalho em favor das mulheres, através de seminários, palestras e encontros com temas voltados aos interesses femininos, abrangendo todas as suas vertentes e necessidades, além das ações sociais em prol dos mais carentes.
Serão empossadas também no Núcleo Mulher Democratas Bahia, Milena Costa, vice-presidente de política institucional e social, Camila Miranda, vice-presidente de ações sociais, Alana Gonzalez, vice-presidente de assuntos jurídicos, Nadja Pinto, tesoureira, e Auristela Carneiro, secretária geral.
Para o presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia, é importante o crescimento da participação feminina na política. "É pequena ainda a presença das mulheres. O Democratas trabalha para que os índices de participação feminina atinja padrões europeus de 50% da representação política".
(Com informações da Assessoria de Comunicação do Democratas Bahia)

Quem torce contra se satisfaz mais


Não é de agora - vira modismo - que torço contra a seleção brasileira. Desde 1974, há 11 edições da Copa do Mundo que estimo pela derrota de times que têm pouco a ver com o País. Quem torce contra se satisfaz mais do que quem torce a favor. Ganho de 8 a 2. Espero ganhar de novo.
Não sou contra a Copa do Mundo. Sou contra o "patriotismo" babaca e ufanista fomentado pelas publicidades, inclusive oficiais. Nelas, a seleção ganha todas as copas, como se não existissem adversários.
Assim, a seleção está pronta para decepcionar de novo a torcida. Ela depende do superestimado Neymar, que vai cair muito e não vai resolver sozinho. A seleção não chega à final do torneio. A taça deste ano deve ficar com Alemanha, Argentina, Espanha ou Itália, que têm melhor futebol e melhores times. 

"Decadência"



Os Correios pioram a cada dia. Uma encomenda despachada dia 16 em Londrina (PR) para Itabuna (BA) está há dez dias dormitando, "em trânsito", em Feira de Santana (BA). Deve ser Sedex viajando no lombo do jegue que Lula sugeriu como meio de transporte, em lugar de metrô.
Fonte: Cláudio Humberto

"Tolerância"



Só no Brasil, a pretexto de "respeitar o direito a manifestação", permite-se o bloqueio de avenidas, suprimindo o direito de ir e vir da maioria.
Fonte: Cláudio Humberto


Entrevista de Cicero Bathomarco e documentário "Sante Scaldaferri"

Cícero Bathomarcao com Sante Scaldaferri
Foto: Reprodução

Entrevista com o cineasta Cícero Bathomarco, diretor do documentário "Sante Scaldaferri", falando sobre a produção, no programa "Tá na Tela", da TV Câmara Salvador, de sexta-feira, 16. Também o documentário "Sante Scaldaferri" sobre o artista plástico baiano, que tem Robinson Roberto na equipe realizadora.
O filme "Sante Scaldaferri" aborda a forma, o conteúdo e o processo criativo do artista.
 Acompanhe a programação da TV Câmara Salvador, em tempo real, pelo canal 10 da SIM TV ou no portal da Câmara: 
Clique para ver a entrevista mais o documentário:

Ufba realiza seminário sobre “"Estado, Movimentos Contestatórios e Comportamento Político”"



A Universidade Federal da Bahia (Ufba) realiza seminário sobre "Estado, Movimentos Contestatórios e Comportamento Político" nesta quinta-feira, 29, e na sexta-feira, 30.

A iniciativa é do Grupo de Pesquisa Processos de Hegemonia e Contra-hegemonia, coordenado pelo professor Jorge Almeida, do Departamento de Ciência Política. A temática é bem atual, considerando a situação econômica do país, as manifestações de 2013 e acerca da Copa do Mundo e as eleições de 2014.
Serão oito mesas de debate, sendo a principal, na quinta-feira às 19 horas, sobre o tema "Desenvolvimentismo, Dependência e Crise", que contará com a presença dos professores doutores Nildo Ouriques (UFSC e Iela) e Eliziário Andrade (Uneb), na Faculdade de Economia da Ufba, na praça da Piedade, em Salvador.
A programação completa está em:
A participação é livre e a inscrição gratuita.
PROGRAMAÇÃO:
Durante a manhã e tarde dos dois dias, a realização de sete Mesas de Debate com trabalhos de 20 autores e lançamento de livros. Todas na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH), Campus de São Lázaro.
Estas mesas tratarão dos seguintes subtemas: "Processos, Hegemonia e Contra-hegemonia", "Estado e Sociedade Civil"; "Desenvolvimentismo, Dependência e Neoliberalismo"; "Movimentos Sociais e Políticos de Resistência e Contestação"; "Crise Mundial e Suas Repercussões no Brasil"; "As Jornadas de Junho de 2013"; "A Luta das Mulheres"; "Comportamento Político e Mídia e Política", com a participação de membros do Grupo, de professores e estudantes de fora do grupo e de outras instituições universitárias estaduais e nacionais, assim como será aberto à sociedade civil e movimentos sociais interessados nessa temática.
Haverá certificado a quem participar de ao menos 75% das atividades.
Na página do Centro podem ser vistos todos os trabalhos aceitos para apresentação, seus autores, assim como a palestra e a mesa redonda, com os respectivos horários e locais de apresentação das mesas de comunicação dos trabalhos.
O evento tem promoção compartilhada entre o Grupo de Pesquisa Processos de Hegemonia e Contra-hegemonia, o Departamento de Ciência Política, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Ufba.
(Com informações de Jorge Almeida)

"Esses admiráveis ex-petistas"

Por Percival Puggina
De uns tempos para cá se tornou impossível encontrar um novo petista. Só há velhos petistas. Por muitos anos, contudo, não foi assim. O sujeito vinha de uma família tradicionalmente ligada ao PSD, ao PL ou à UDN e, depois, à Arena ou ao PDS. Contava anos e anos votando nos partidos conservadores ou liberais. E de repente - vupt! -, se bandeava para o Partido dos Trabalhadores. O PT era o novo, oposição "a tudo isso que está aí", e era promissor (promessas e leviandades permitidas à oposição não faltavam ao PT, que navegava nas águas serenas da utopia). Durante anos, a gente via isso acontecer todo dia, toda hora. O partido da estrela se expandia com velocidade de seita evangélica, salpicando de estrelinhas os espaços urbanos do país. Cada novo petista considerava-se a mais recente encarnação do Bem. Em seus olhos luzia um brilho místico, como se houvessem presenciado revelação particular de alguma divindade. O petismo era mais do que uma religião. Era, concretamente, o novo Céu e a nova Terra.
Pois eis que passados 12 anos de hegemonia petista, não se encontram mais novos militantes da estrela. Inversamente, passa-se a topar, onde se vá, com ex-petistas de todas as idades. Você fala para eles em PT e pedem briga. Parecem dispostos a rachar ao meio qualquer vivente que lhes mencione o partido das duas letrinhas.
Considero-os admiráveis. A cada dia que passa, mais do que qualquer outra força política, eles se convertem em esperança para o país. Era necessário que essa migração iniciasse para que as energias cívicas renascessem. Os ex-petistas estiveram com Jonas no estômago da baleia, conheceram pessoalmente o Averno e viveram, duas vezes, a experiência da salvação. Uma, alegre, mas ilusória. Outra, sofrida pelas dores de um novo parto. Eu os acolho com júbilo. Eu os aclamo como o bom presságio de um país cujo futuro imediato deles depende.
A nação andou com os ex-petistas para aquele mesmo lugar muito alto onde o demônio tentou Jesus, buscando seduzi-lo com os poderes terrenos. O PT nem pestanejou. Abraçou a companhia e foi em frente. Mas os ex-petistas recuaram: "Até aqui pudemos vir. Além disso não iremos!". Eu amo esses caras! Eles falam pelas vozes de tantos traídos, de tantos iludidos! A eleição do próximo dia 5 de outubro passa a depender muito, muito mesmo, da ruptura que fizeram com seu passado recente. São eles que fornecem os dados mais estimulantes das últimas pesquisas eleitorais. São eles que estão virando o jogo. Há neles algo que falta em muitos que não viveram a experiência pela qual passaram. Enquanto os que nunca foram petistas manejam os instrumentos da disputa política segundo o que aprenderam em sucessivas derrotas, os ex-petistas lutam com o ânimo dos que morderam a medalha da vitória e cuspiram o gosto amargo das esperanças frustradas. E se robusteceram para as escaramuças que se avizinham. Sejam bem-vindos. O Brasil precisa muito de vocês.

Fonte: "Mídia Sem Máscara"

"Não dá para controlar"

Por Dora Kramer
A ofensiva do governo para inviabilizar os trabalhos de investigações sobre a Petrobrás no Congresso foi bem-sucedida. Isso do ponto de vista imediato e olhando-se exclusivamente para o Parlamento.
A CPI do Senado caiu no ridículo. Com ela, seus integrantes e os dois depoentes (Sergio Gabrielli e Nestor Cerveró) que foram lá desmentir a eles mesmos. A comissão mista a ser instalada tampouco promete.
O ex-presidente Luiz Inácio da Silva deu a ordem de "ir pra cima" para evitar a CPI, lembrando no que resultou aquela iniciada com denúncia sobre os Correios, o Palácio do Planalto captou a mensagem, a base aliada achou mais prudente suspender temporariamente a rebeldia e deu-se a blindagem.
Nem por isso param de surgir notícias sobre negócios altamente suspeitos envolvendo direta ou indiretamente a estatal ou personagens ligados a ela. Pelo simples fato de que as propostas de comissões parlamentares de inquérito apareceram quando já iam adiantadas investigações na Polícia Federal, Ministério Público e Tribunal de Contas.
Portanto, não se depende de CPI para saber que a PF desconfia da existência de uma "organização criminosa" atuando dentro da estatal. A suspeita surgiu pela descoberta de ligação entre a compra da refinaria de Pasadena (EUA) e o esquema de lavagem de dinheiro descoberto na Operação Lava Jato.
Operação esta em que "brilham" um ex-diretor da Petrobrás cheio de amizades com políticos e um doleiro conhecido da polícia e da Justiça de outros carnavais e cujas ligações com o mundo político atingem amplo espectro partidário.
Também não é necessário CPI para que, de repente, a presidente Dilma Rousseff em pessoa se veja compelida a explicar melhor sua participação no negócio de Pasadena perante o Tribunal de Contas da União.
Esses e tantos outros casos que todo dia surgem no noticiário, como o saque de US$ 10 milhões da conta da refinaria em uma corretora feito mediante autorização verbal. O dado consta em auditoria da própria Petrobrás, que considera a transação "normal".
Essas investigações em algum momento chegarão a alguma conclusão. Produzirão resultados que deixarão mais evidente que o motivo de "melar" as CPIs era torpe.
Muito provavelmente o PT conseguirá evitar esse barulho na eleição. Mas, e se perder e voltar a ser oposição? Pode se arrepender de ter enterrado o instrumento da CPI com o qual chegou a prestar bons serviços ao País.
Tira-teima. Ronaldo Fenômeno disse que sente vergonha dos atrasos nas obras da Copa. A presidente Dilma rebateu afirmando que não devemos nos envergonhar.
Devemos, então, nos orgulhar?
Assim é. João é um jovem profissional na área de publicidade. Salário curto, parte vai para a família no interior, paga aluguel, despesa aqui e ali, não sobra para o plano de saúde.Ele, como milhões de brasileiros, fica nas mãos do serviço público. No final da semana passada, com gripe forte, foi ao hospital. Diagnóstico: "uma gripezinha".
Febril, voltou no dia seguinte e ouviu do médico: "Você não é homem para aguentar uma gripe de nada?".
No domingo amanheceu expelindo sangue e foi de novo ao hospital. A médica de plantão examinou, diagnosticou "uma infecçãozinha" o mandou o rapaz para casa.
João perguntou se ela se responsabilizaria pela vida dele. A doutora só então pediu uma chapa do pulmão. Resultado: princípio de pneumonia.
Essa história aconteceu em hospitais de áreas nobres de São Paulo, um deles o das Clínicas, tido como de excelência, onde não faltam equipamentos nem médicos.
Mas, assim como nos grotões das periferias, sobra descaso pelo cidadão.
Fonte: Jornal "O Estado de S. Paulo"

"Casamento cristão: a submissão feminina ao marido que ama sua esposa"

Por Cintia Kaneshigue

Efésios 5.22-33:
"Mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; 
Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido". 
(Nova Versão Internacional)
Quando me converti, há sete anos , não conseguia "engolir" essa parte das escrituras. A formação que tive, numa casa de mulheres independentes, não me fazia apta a entender este texto, principalmente porque me encontrava separada de meu marido. Hoje vejo com tristeza muitos lares desfeitos, inclusive de casais cristãos, entendo como este texto precisa ser compreendido por maridos e esposas.

Eu e meu marido estamos aprendendo a andar conforme a Bíblia nos ensina. Nós dois aprendemos a ceder, e a ouvir.
Abaixo algumas coisas que aprendemos juntos, caminhando sempre com o Senhor ao nosso lado, nos corrigindo e nos aprimorando. Não há segredo!
Se todo homem amasse sua esposa como a si mesmo, muitos casamentos estariam ainda de pé. Se todas as esposas se sujeitassem aos seus maridos, brigas e desentendimentos seriam desnecessários. Amar como a si mesmo é respeitar, se preocupar, se doar, ter paciência, dar presentes, ligar no meio do dia, ser atencioso em casa, fazer elogios, ouvir. Todos esses pontos são fundamentais para que o marido sustente um casamento feliz.
Se sujeitar ao marido não quer dizer que a esposa seja uma escrava que tenha que se submeter aos caprichos e desmandos do marido. Mas, sim, quer dizer que ela não tomará decisões sem consultar seu marido, que dará atenção ao seu lar para que quando ele chegue do trabalho se sinta acolhido; não gastará dinheiro desvairadamente sem perguntar se pode; não tomará as rédeas da família para si.
Nós fomos criados numa sociedade onde o movimento feminista cresceu conosco. Mulheres e homens são diferentes anatomicamente e psicologicamente. Logo, não temos as mesmas habilidades.
Os papéis do homem e da mulher na família são bem específicos, não podemos trocá-los, pois as coisas não funcionariam como deveria. Comparo as funções de marido e esposa com os ponteiros de um relógio. Se um dos ponteiros não estiver funcionando corretamente, não conseguiremos saber a hora exata. Ambos os ponteiros são importantes, e têm sua finalidade específica. Um ponteiro não é menos importante do que o outro. Assim um lar também precisa estar bem ajustado, para que tudo corra como deveria.
Cintia Kaneshigue é editora do blog "Vivendo a Última Hora", colabora com a União de Blogueiros Evangélicos (UBE Blogs)