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terça-feira, 25 de junho de 2013

Do Ministério da Propaganda dos tempos de Hitler aos marqueteiros da atualidade...


Por Tiago Piñeiro Martins
Recapitulando um pouco o início das manifestações, que se alastraram por todo Brasil, ecoando a revolta e indignação do povo com o atual sistema político administrativo do pais. Um fato importante mas pouco citado é o encontro da presidente Dilma para "entender" o que se iniciava em todas as regiões do Brasil. A presidente resolveu se reunir com o ex-presidente Lula, até aí tudo bem, já que Lula foi o pai da candidatura e eleição de Dilma, além de ter ocupado a Presidência da Republica por oito anos consecutivos. Mas, duas figuras que também participaram dessa reunião em um hotel em São Paulo, antes mesmo de se reunir com o prefeito Fernando Haddad, são o presidente nacional do PT Rui Falcão e o marqueteiro João Santana. Ou seja, a partir daí já ficaria claro o objetivo do pronunciamento e medidas que a presidente iria adotar: medidas puramente eleitorais com uma roupagem de marketing para agradar a população e tentar tirar proveitos de um movimento popular!
Tirando por essa reunião onde a "chefe" da Nação ao ouvir o grito do povo clamando por mudanças significativas, ao invés de se reunir com sua equipe de governo, ou pelo menos parte de sua gigante equipe que inclui 39 assessores no primeiro escalão (ministros e auxiliares com status de ministro), ela prefere se reunir com membros do partido e com o marqueteiro de campanha. O resultado não poderia ser outro: um pronunciamento oficial da presidente com toda roupagem de um programa eleitoral onde a imagem da boa moça que estaria atenta a todas as necessidades do povo e, a partir daí as velhas promessas eleitoreiras!
Dilma não foi a primeira chefe de governo que se aconselhou com profissionais da propaganda e marketing antes de elaborar seus discursos a população. A história registrou na década de 30 a 40 um "importante" profissional da propaganda que influenciava a atuação de seu "líder" adequando as melhores palavras para agradar a grande massa. O Dr. Paul Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, por diversas vezes se reuniu com próprio Adolf Hitler para aperfeiçoar os discursos do "führer".
Joseph Goebbels foi uma figura-chave do regime, conhecido por seus dotes retóricos. Quando em finais de 1943, a guerra estava virando contra os poderes nazistas, Goebbels foi ávido em estimular a intensificar a propaganda, exortando os alemães a aceitar a ideia de guerra total e de mobilização. Ou seja, o ministro da Propaganda de Hitler intensificou a ideia que era melhor para o povo fazer tudo aquilo que o governo queria e já vinha fazendo! Uma das frases mais famosas do nazismo "uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade" é de autoria de Joseph Goebbels.
Se a presidente quisesse realmente mudança, ela poderia anunciar medidas práticas e que realmente mudariam o rumo da história. Além de se pronunciar a respeito de outras demandas que, mesmo não sendo de responsabilidade do executivo, ela poderia pedir a sua base de apoio no congresso que, atendendo o pedido soberano da população, fizesse algumas mudanças. Porém, preferiu apenas medidas midiáticas valorizando as práticas da propaganda e marketing já utilizados em outros momentos da história.
Fonte: Página no Facebook

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