*

*
Clique na logo para ouvir

*

*

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Lembrando Zé Maria


José Maria Monteiro. Aliás Zé Maria (Foto: Reprodução). Artista plástico, decorador, figurinista, realizador de filmes, que marcaram os anos 60 a 80 em Feira de Santana e Salvador. Nesta quinta-feira, 29, ele completa aniversário. Atualmente, mora em Seabra, na Chapada Diamantina.
Lembrar que em 1976, ele expôs "Leotrias", primeira individual, no Carro de Boi, com 30 "cenas". No ano seguinte, no mesmo local, a vez da exposição "Intimidades" (Detalhe de "Cena" - Foto: Reprodução), em 10 de dezembro de 1977, com 21 trabalhos, desenhos a nanquim, quando se mostrou "mais solto, mais evoluído no traço do seu desenho a bico de pena", como Dimas Oliveira escreveu na coluna "Arte e Movimento", no jornal "Folha do Norte", edição de 4 de dezembro daquele ano. Ambas as mostras tiveram boa receptividade ante os apreciadores e colecionadores das artes plásticas.
Na apresentação do artista, Dimas Oliveira disse: "Zé Maria passa agora, um ano depois, as Intimidades, em que suas cenas evoluem para situações que retratam individualidades e coletividades num estilo bem pessoal (...) Das Leotrias às Intimidades, Zé Maria se mostra um artista mais solto, com seu desenho fortemente erótico, intimista, confirmando em seu gesto criador, um dos mais significativos nomes de sua geração."
Em 1974 e 1975, junto com Ideval Miranda, Zé Maria realizou dois filmes em Super 8, "Coisas do Destino" e "As Divinas Maravilhosas e o Vampiro Celestial", os quais tiveram edição de Dimas Oliveira. São dois filmes que precisam ser resgatados e digitalizados para o conhecimento atual do que se fazia em Feira de Santana há cerca de 40 anos.
Zé Maria participou da ficha técnica de várias montagens teatrais da Sociedade Cultural e Artística de Feira de Santana (Scafs) e do Movimento de Estudos Teatrais e Artísticos (Meta), incluindo "Cleóputo" e "Ezuma". O primeiro inaugurou o Teatro Margarida Ribeiro da rua Carlos Gomes e o segundo provocou o fechamento do improvisado - mas querido e lembrado - espaço municipal.
Zé Maria também desenhava cartazes, como o do IX Baile dos Artistas, realizado em 1978. Nesse ano, ele foi para São Paulo. Depois, foi trabalhar na TV Educativa.

Um comentário:

Jaime Cunha disse...

Parabéns Dimas, pela contribuição que vc vem dando à história do movimento cultural de Feira. Precisamos desse valoroso esforço. Abraço afetuoso para Zé Maria onde estiver.