Por César Maia
1. Sempre
que se cria um custo adicional para qualquer bem ou serviço, deve-se conhecer
antes a elasticidade da demanda desse bem ou serviço. Dois anos a mais no SUS,
na carreira de médico, até ele ter liberdade de escolha, gera um custo
adicional levando a formatura total de 6 para 8 anos.
2. No Uruguai, o alargamento do tempo de cursos universitários se deu porque não havia emprego para todos os formandos: o mercado de trabalho era insuficiente. Mas aqui no Brasil se alarga o tempo para se formar médicos em mais 2 anos por razão exatamente inversa. E se a elasticidade nesse caso for negativa? A ideia dos 2 anos SUS produzirá, em médio/longo prazo, uma redução da oferta de médicos, estimulando outras carreiras na área das "exatas".
3. Médico é um termo geral que inclui dezenas de especialidades. Que especialidades o governo Mercadante pretende atrair? Ele fez o levantamento nas redes públicas de quais especialidades devem ser atraídas? E se os médicos estrangeiros que se interessarem pela oferta de 10 mil reais em jornada de 40 horas tiverem especialidades que estão suficientemente ofertadas nas redes públicas?
4. Há especialidades cuja oferta é insuficiente por menor demanda dos estudantes em função da remuneração esperada no mercado de trabalho público. Exemplo: pediatras. Mas há outras que o setor privado remunera muito melhor que o setor público e assim o interesse na especialidade não aponta para o setor público. Exemplo: anestesistas. É só levantar a situação de oferta e demanda nas grandes redes públicas para conhecer a situação de cada especialidade.
5. A falta de médicos em função das duas situações citadas é comum nas grandes cidades. Sendo assim, falar em necessidades focalizadas no Interior é outra bobagem.
6. A febre de OSs chegou às grandes cidades. Das duas uma: ou se está jogando dinheiro fora ou o problema de falta de médicos é de remuneração. Se for assim, o problema seria agregar aqueles 10 mil reais à remuneração dos médicos e não importar médicos. Então seria o caso de abrir uma investigação criminal contra os governos que adotaram aquele caminho.
7. O ministro Mercadante, do alto de seu bigode Zapatano e de sua conhecida arrogância, deveria pedir desculpas ao distinto público, convocar economistas de verdade e médicos com larga experiência como dirigentes do setor público de saúde e reavaliar o besteirol com que brindou à sociedade. Quem viveu e vive crises na saúde pública, sabe disso.
8. Em tempo. Seus assessores poderiam conhecer o sistema israelense de formação superior, que talvez ajude, exatamente pela razão inversa que o levou a alargar o curso. E avaliar se é ou não aplicável à nossa realidade.
2. No Uruguai, o alargamento do tempo de cursos universitários se deu porque não havia emprego para todos os formandos: o mercado de trabalho era insuficiente. Mas aqui no Brasil se alarga o tempo para se formar médicos em mais 2 anos por razão exatamente inversa. E se a elasticidade nesse caso for negativa? A ideia dos 2 anos SUS produzirá, em médio/longo prazo, uma redução da oferta de médicos, estimulando outras carreiras na área das "exatas".
3. Médico é um termo geral que inclui dezenas de especialidades. Que especialidades o governo Mercadante pretende atrair? Ele fez o levantamento nas redes públicas de quais especialidades devem ser atraídas? E se os médicos estrangeiros que se interessarem pela oferta de 10 mil reais em jornada de 40 horas tiverem especialidades que estão suficientemente ofertadas nas redes públicas?
4. Há especialidades cuja oferta é insuficiente por menor demanda dos estudantes em função da remuneração esperada no mercado de trabalho público. Exemplo: pediatras. Mas há outras que o setor privado remunera muito melhor que o setor público e assim o interesse na especialidade não aponta para o setor público. Exemplo: anestesistas. É só levantar a situação de oferta e demanda nas grandes redes públicas para conhecer a situação de cada especialidade.
5. A falta de médicos em função das duas situações citadas é comum nas grandes cidades. Sendo assim, falar em necessidades focalizadas no Interior é outra bobagem.
6. A febre de OSs chegou às grandes cidades. Das duas uma: ou se está jogando dinheiro fora ou o problema de falta de médicos é de remuneração. Se for assim, o problema seria agregar aqueles 10 mil reais à remuneração dos médicos e não importar médicos. Então seria o caso de abrir uma investigação criminal contra os governos que adotaram aquele caminho.
7. O ministro Mercadante, do alto de seu bigode Zapatano e de sua conhecida arrogância, deveria pedir desculpas ao distinto público, convocar economistas de verdade e médicos com larga experiência como dirigentes do setor público de saúde e reavaliar o besteirol com que brindou à sociedade. Quem viveu e vive crises na saúde pública, sabe disso.
8. Em tempo. Seus assessores poderiam conhecer o sistema israelense de formação superior, que talvez ajude, exatamente pela razão inversa que o levou a alargar o curso. E avaliar se é ou não aplicável à nossa realidade.
Fonte: "Ex-Blog do Cesar Maia"

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