Por Ricardo Setti
Amigas e amigos, está no site
do Estadão de hoje:
"Temendo que o 'Dia
Nacional de Lutas', que pretende paralisar São Paulo nesta quinta-feira, 11,
centrais sindicais acertaram ontem que a presidente Dilma Rousseff deverá ser poupada de críticas
ácidas em palanque unificado na Avenida Paulista".
É claro que Dilma NÃO será
poupada em inúmeras das manifestações que já se espalham por todo o país hoje.
E também é certo que o dirigente da central sindical hoje opositora do
governo - mas que, até há pouco tempo, adorava governos em geral -, deputado Paulinho
da Força (PDT-SP), anunciou cartazes de "Fora, Dilma" dizendo que "o
trabalho" da Força Sindical é "empurrá-la para o buraco".
Mas o fato é que
essa greve de hoje, o "Dia Nacional de Luta", está sendo espertamente convocada
por centrais sindicais, como a CUT, e outras forças vassalas do
lulopetismo para, de forma oportunista e descarada, FINGIR que há outras
questões na mesa que não as que caem, obrigatoriamente, no colo do governo que
apoiam.
Uma delas seria o fim do
fator previdenciário, aquela providência que procura esticar o tempo de
permanência dos trabalhadores na ativa de forma a aliviar as contas da
Previdência, compensando-o, porém, com uma aposentadoria melhor na hora de
parar. O Congresso pode mudar isso, se quiser. Ou seja, não é algo que possa
ser atribuído ao governo Dilma.
Enfiaram também no
movimento protestos contra a Rede Globo e outros itens, tudo para disfarçar que
protagonizam, a CUT e outras forças pró-lulopetismo, como os malandros e
picaretas da UNE biônica e sem-voto, uma
estranhíssima greve a favor!
Estão fazendo greve
para não ficar atrás dos movimentos populares de protesto que, inevitavelmente, caminharam
para uma gritaria geral contra a corrupção (começando pela exigência de cadeia
para os condenados pelo mensalão lulopetista), contra os desmandos, contra
a inflação, contra os péssimos serviços médicos prestados à população, contra a
má qualidade do ensino público - tudo coisa do governo!
Claro que há clamores
generalizados contra os políticos, de todos os partidos, mas o grosso da conta está sendo espetada, nas
manifestações que mobilizaram milhões, na conta de quem efetivamente: a turma
que se encastelou no poder há dez anos e meio, deixou a
corrupção grassar, realizou alianças espúrias no Congresso, largou mão da
inflação, fez o país perder uma gigantesca oportunidade de dar um salto na
economia – que exibe índices chinfrins de crescimento -, descuidou-se
vergonhosamente da infraestrutura, fez explodir os custos da Copa das
Confederações e da Copa do Mundo de 2014, não sabe negociar eficazmente no
comércio exterior e isola o Brasil dos grandes acordos de livre comércio em
curso no mundo e realiza uma política externa dissociada dos nossos
verdadeiros interesses e verdadeiros e tradicionais aliados.
Fonte: "Blog Ricardo Setti"

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