Nesta quarta-feira, 17, a matéria "MEC estuda autorizar outros diplomados a exercer o jornalismo. Abaixo o preconceito!", na "Folha de S. Paulo":
O MEC (Ministério da Educação) estuda autorizar profissionais que tenham formação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro Fernando Haddad (Educação) também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com direito, medicina e pedagogia.
O MEC (Ministério da Educação) estuda autorizar profissionais que tenham formação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro Fernando Haddad (Educação) também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com direito, medicina e pedagogia.
Ainda neste mês, o ministro disse que vai constituir um grupo de trabalho para apresentar, em 90 dias, uma proposta nesse sentido. "A comissão fará uma análise das diretrizes curriculares do jornalismo e, sobretudo, das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma.
"Ele disse à Folha que seu objetivo não é entrar na discussão travada no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Ministério do Trabalho sobre a obrigatoriedade do diploma, mas tratar da formação do jornalista. Do ponto de vista prático, se o STF - que deve julgar ação neste semestre - entender que o diploma de jornalista é obrigatório, a discussão se tornará inócua.
"No mundo inteiro as pessoas se formam nessa área, mesmo onde não há obrigatoriedade. Sou favorável à boa formação. Não discuto a questão do exercício profissional.
"Para um profissional formado em outra área ser habilitado ao diploma de jornalista, ele precisaria cursar disciplinas essenciais para a formação na área, como técnica de reportagem, ética e redação, disse ele.
Para Max Monjardim, chefe da comunicação do Trabalho, a discussão poderia se dar no grupo que discute a regulamentação da profissão, do qual participa: "Seria bom se o ministro indicasse algum representante da Educação para participar do grupo que já está funcionando [no Trabalho]".
Reinaldo Azevedo comenta:
É um avanço. Mas ainda é pouco.
Gostaria que o ministro Haddad me dissesse por que é preciso ter um canudo para ser jornalista - e também para ser ministro da Educação ou presidente da República. Quem tem de avaliar se o sujeito sabe escrever ou não e se tem talento e habilidades para o exercício da profissão é a empresa que o contrata e os leitores.
Jornalista abre abdômen ou crânio? Faz estação de metrô? Cava túneis? Arranca dente? “Ah, mas ele pode abrir rombo na reputação de muita gente”. Código Penal nele, ué! Desde quando um diploma, nessa área do conhecimento, é garantia ou de qualidade ou de ética? Isso é conversa mole. Ademais, nem diploma de engenheiro impede túnel de inundar e estação de desmoronar, não é mesmo? Mas admito: há profissões em que a comprovação do curso de terceiro grau tem de ser exigência legal.
O jornalismo tem, sim, algumas técnicas. Que se aprendem nas redações. Os cursos da área são formidáveis máquinas de deformação ideológica. São necessários alguns anos para livrar o jovem profissional da craca ideológica esquerdopata que se gruda no coitado. Transmitida, não raro, por “professores” que jamais pisaram numa redação e que não distinguiriam um lead de uma fatia de presunto. Não sabem compor uma oração subordinada, mas se querem versados em Chomsky e taras afins.
Dê liberdade à liberdade, ministro! Jornalismo só precisa de talento. O resto é papo de sindicalista analfabeto.

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