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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

"Conversa de palanque"


De Alex Ferraz, na coluna "Em Tempo", na "Tribuna da Bahia"
"Gosto muito da presidente Dilma, mas não posso deixar de passar mais um escorregão eleitoreiro dela: disse no evento em que o PT comemorou dez anos de poder, que 'estamos vivendo a melhor década da história'.
Bem, tirando a violência absurda e cada vez maior; a destruição do sistema de saúde pública; a corrupção deslavada; e a péssima educação pública, pode até ser que ela tenha razão. Hum!"

CDL lança terceira edição do "Anuário Estatístico de Feira de Santana"

Na manhã desta segunda-feira, 25, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) lançou o "Anuário Estatístico 2012", publicação que condensa dados econômicos, geográficos, históricos, sociais e políticos da cidade. O presidente da CDL Alfredo Falcão e o coordenador  do Centro Tecnológico do Comércio Roberto Lima fizeram a entrega do primeiro exemplar ao prefeito José Ronaldo de Carvalho (Foto: Jorge Magalhães).
Os dados e informações contidas na terceira edição da publicação estão divididos em 15 tópicos: Histórico e Caracterização Territorial, Demografia, Domicílios Particulares e Família, Migração, Saneamento Básico, Bens Duráveis e Combustíveis nos Domicílios, Trabalho e Rendimento, Saúde, Educação, Justiça, Segurança Pública, Associação e Movimento Eleitoral, Agropecuária e Extração Vegetal, Atividade Industrial, Comércio, Serviços, Agregados Macroeconômicos e Diversos, 14 Mapas Geográficos Temáticos, 14 Gráficos Estatísticos, divididas em 426 tabelas e 602 páginas.
De acordo com o coordenador do Centro Tecnológico do Comércio (CTC), Roberto Lima, na terceira edição do "Anuário" as informações foram ampliadas. "Aumentamos a série histórica do anuário, antes colocávamos dados em torno de 05 anos e agora temos uma evolução para 06, assim damos ao leitor condições de fazer uma análise da evolução daquele dado num determinado período. Além disso, ampliamos as informações no setor de importações e exportações, avaliando o mercado de Feira de Santana em relação aos outros países", informa.
Para Roberto Lima, uma sociedade que conhece a sua realidade econômica, social, histórica e política é uma sociedade que está num processo de desenvolvimento sustentável. "A CDL desenvolve este trabalho para que a comunidade possa conhecer a sua realidade através dos dados contidos no anuário; os lojistas possam utilizá-lo para conhecer melhor a região antes da instalação ou ampliação de empresas ou lançamentos de novos produtos e disponibilizar aos órgãos públicos municipais informações suficientes para que nossos gestores possam planejar um melhor desenvolvimento para a cidade", enfatiza.
Outras edições
A primeira edição do "Anuário" foi lançada em 1998 e a segunda edição do "Anuário" foi lançada em 2008.
O Blog Demais agradece a edição digital do "Anuário Estatística" enviada.
(Com informações de Silvana Ferraz, da Assessoria de Comunicação da CDL Feira de Santana)

Projeções animadoras


Empresas investem pesado e ajudam a manter as expectativas
para a construção civil no ano, além de criar mais
postos de trabalho, afetando a economia de forma positiva

 
As previsões para a construção civil neste ano de 2013 não poderiam ser melhores. Em nível nacional, a projeção de crescimento é de 3%. Em Minas, o cenário é ainda mais animador: estima-se aumento de 4,6%, segundo dados de Leda Vasconcelos, assessora econômica do Sinduscon/MG. Outra pesquisa, do Data Popular, indica ainda que dezenove milhões de brasileiros pretendem comprar um imóvel nos próximos dois anos. Desse número, 11 milhões estão na classe C.
Se depender das construtoras, essas previsões tendem a se tornar realidade, e muito em breve. A Casa Mais, por exemplo, têm investido muito nesse mercado. Em dezembro, a empresa lançou o Residencial Guignard. Já em janeiro, foi a vez do Residencial Pura Vida. Agora em fevereiro, a incorporadora vai lançar o Saint Tropez.
A construtora prevê para 2013 o lançamento de cerca de 900 unidades. Isso representa investimento de 135 milhões de reais. "Teremos diversos lançamentos na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Muitos serão direcionados para o programa Minha Casa Minha Vida, com valores entre 95 mil e 140 mil reais. Também há empreendimentos voltados para a classe média com valores de até 350 mil reais", conta Peterson Querino, diretor da Casa Mais.
Ele lembra que os residenciais lançados em dezembro de 2012 e em janeiro desse ano já são um sucesso. "O resultado superou nossas expectativas. Buscamos sempre o diferencial Preço x Qualidade x Localização. Com isto, aumentamos muito a velocidade de vendas em relação a outros players que trabalham o mesmo mercado que o nosso", comemora o diretor.
Satisfação compartilhada também por aqueles que conseguiram se firmar no mercado de trabalho, graças ao investimento de empresas como a Casa Mais. "Geramos, em 2012, algo em torno de 150 novos postos de trabalho. Nossa expectativa para 2013 é de triplicar este volume", salienta Peterson.
O diretor conta ainda que a construtora irá investir pesado em qualificação de seus profissionais e colaboradores: "Vamos passar por um novo ciclo em nosso mercado de trabalho, o de qualificação de mão de obra. O maior problema não é a falta de trabalhadores, mas a baixa produtividade. Este processo irá auxiliar muito para que tenhamos menos impacto com mão de obra".
(Com informações de Ana Paula Horta e Fernanda Pinho, da Mão Dupla Comunicação)

 

O pior filme do ano


O filme "Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2", foi o vencedor da 33ª edição do Framboesa de Ouro, premiação irônica que elege as piores produções do ano. Das 11 indicações, venceu em sete: pior filme, atriz (para Kristen Stewart), ator coadjuvante (Taylor Lautner), elenco, casal para Mackenzie Foy e Taylor Lautner, sequência e roteiro.

"Hasta la vista"


Deu em Claudio Humberto
Yoani Sánchez não imaginava que a truculência da ditadura cubana se materializasse nas turbas de "camisas negras", de inspiração fascista.

Da série: Saúde de Cuba é "uma maravilha"


Em entrevista ao jornal venezuelano "El Nacional", o médico José Rafael Marquina, especialista em pneumologia, que se tornou famoso por revelar detalhes sobre a saúde do presidente Hugo Chávez em sua conta no Twitter, afirma que se manteve a par do estado de saúde dele através de relatos de familiares próximos, pois temia que o governante não recebesse a assistência médica adequada. "E esses temores não eram infundados, pois em Cuba erraram o diagnóstico e o tratamento de Chávez".
Fonte: "Blog do Noblat"

Sem pornografia


O Blog Demais não apela para a pornografia para ter mais visitação.

Três vezes Daniel Day-Lewis



Daniel Day-Lewis quebrou o recorde de premiações de Melhor Ator no Oscar. Com a vitória por seu trabalho em "Lincoln" (Foto: Divulgação) - ainda inédito em Feira de Santana - , ele agora tem três estatuetas na categoria, feito jamais alcançado.
A 85ª edição da cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood aconteceu na noite de domingo, 24, em Los Angeles.
Antes do reconhecimento pelo filme de Steven Spielberg, o ator britânico havia vencido por "Meu Pé Esquerdo", em 1989, e "Sangue Negro", em 2007.

Oscar 2013



A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood fez na noite de domingo, 24, a cerimônia de entrega do Oscar 2013, em Los Angeles.
 O principal concorrente deste ano foi "Lincoln", de Steven Spielberg, que disputa em 12 categorias, ficando com apenas dois prêmios. Em seguida, "As aventuras de Pi", de Ang Lee, com 11 indicações e quatro premiações.
Eis os ganhadores (em negrito, filmes já vistos em Feira de Santana)
Filme
"Argo" 
 

Diretor
Ang Lee ("As Aventuras de Pi")Ator
Daniel Day-Lewis (“Lincoln”)
Atriz
Jennifer Lawrence ("O Lado Bom da Vida")
Ator coadjuvante
Christoph Waltz ("Django Livre") 
 
Atriz coadjuvante
Anne Hathaway ("Os Miseráveis")
Filme estrangeiro
"Amor" (Áustria)   
Roteiro original
Quentin Tarantino ("Django Livre")
Roteiro adaptado
Chris Terrio ("Argo") 
 
Animação
"Valente"
Fotografia
"As Aventuras de Pi"
Edição
"Argo"
Trilha sonora original
 Mychael Danna ("As Aventuras de Pi") 
 
Canção original
"Skyfall", de "007 - Operação Skyfall" - Adele (música e letra)
Efeitos visuais
"As Aventuras de Pi"
Edição de som
"007 - Operação Skyfall" e "A Hora Mais Escura"
Mixagem de som
"Os Miseráveis"
Figurino

"Anna Karenina"
Design de produção
"Lincoln"
Maquiagem e cabelo
"Os Miseráveis"

Deu em Claudio Humberto


domingo, 24 de fevereiro de 2013

"Não é que eles amem tanto o comunismo… Eles amam mesmo é a ditadura!"



Por Reinaldo Azevedo
Por que Yoani Sánchez, mulher de aparência frágil, fala doce e textos nada inflamados, provoca a fúria de alguns dinossauros da ideologia mundo afora, inclusive no Brasil? A resposta não é simples.  Ainda que as esquerdas contemporâneas tenham mudado a sua pauta, e já não se encontrem mais comunistas de verdade nem em Pequim (restaram alguns apenas nas universidades brasileiras), é certo que elas conservam o gene totalitário e o ódio à democracia e à pluralidade. Herdaram do passado uma concepção de sociedade que as coloca como a vanguarda da história.
Essa vanguarda seria a caudatária legítima de todas as lutas em favor do progresso, da igualdade e da justiça e, por isso, estaria habilitada a conduzir a humanidade para o futuro. Elas se consideram dotadas desse exclusivismo moral - e, em nome dele, tudo lhes seria permitido. Os que não aderem à sua pauta, pouco importa o conteúdo, seriam forças da reação, agentes do atraso, sabotadores do progresso. A história é rica em exemplos. A depender das necessidades, o comunismo internacional ora se alinhou com o nazi-fascismo "contra o imperialismo", ora com o imperialismo "contra o nazi-fascismo". Seus comandados defenderam com igual entusiasmo uma coisa e outra e, em ambas, vislumbraram o caminho para a redenção do homem. Afinal, os donos da história sempre sabem o que é melhor para a humanidade.
Esses grandes embates ficaram no passado. Desmoronou também a ambição de se criar um modelo econômico alternativo ao capitalismo. Setenta anos de história bastaram para evidenciar a impossibilidade, restando, a exemplo de Cuba, algumas experiências que vivem de esmagar as liberdades individuais e que se impõem pela violência. O capitalismo fatalmente chegará à ilha hoje tiranizada pelos irmãos Raúll e Fidel Castro não porque a história tenha acabado, e esse modelo de sociedade vencido. O capitalismo chegará justamente porque a história não acabou, e o estado comunista fracassou no seu intento de refundar o homem, a economia, a ciência, a natureza e até a metafísica. Não custa lembrar que as esquerdas é que eram partidárias do "fim da história", não os liberais.
O comunismo fracassou. Curiosamente, aquele "império" ruiu mais com suspiros do que com estrondo, tais eram as suas fragilidades. Não foi o pouco de abertura econômica  proporcionada pela era Gorbachev que liquidou o modelo, mas o pouco de liberdade que ele resolveu inocular no sistema. O totalitarismo é uma doença anaeróbia do espírito. Não convive com o oxigênio da liberdade e do contraditório. Aquilo tudo foi abaixo. A existência de Cuba e da Coreia do Norte é a prova mais evidente de que o comunismo, como a humanidade o conheceu um dia, acabou. Mas as esquerdas sobreviveram com a sua mesma concepção de história.
A despeito de todos os desastres humanitários que já provocaram, continuam a reivindicar o monopólio do humanismo e da verdade e a vender a fantasia de que são as únicas forças moralmente habilitadas a nos conduzir para o futuro. Essa é a razão pela qual a noção de "crise" - entendida como um momento de transformação - é a que mais estimulou, ao longo do tempo, a imaginação dos historiadores e ensaístas de esquerda, a começar do pai original, Karl Marx. Eles julgam saber para onde conduzir a humanidade, ainda que esta, eventualmente, não queira…
Yoani provoca a fúria do governo cubano e dos esquerdistas que se manifestam sem restrições nas democracias (justamente porque o comunismo perdeu…) não porque defenda a economia de mercado - todo esquerdista sabe, hoje em dia, que não há alternativa; não porque esteja colocando em dúvida supostas "conquistas" da revolução - ela é até bastante cordata a respeito. Os furiosos protestam porque Yoani é a evidência de que o exercício da liberdade individual desconstrói a fantasia totalitária, pouco importa em que modelo econômico ela esteja ancorada. E isso vale também para o Brasil.
Vivemos, a despeito dos totalitários em voga, num regime de plenas liberdades democráticas. É uma conquista da população brasileira, não desta ou daquela forças políticas em particular. Não existe mais em nosso país um embate relevante entre os que defendem e os que atacam a economia de mercado. O mercado venceu porque é a escolha mais eficiente, mais racional e mais adequada às habilidades e às aspirações humanas. Mas permanece, sim, um confronto inconciliável entre os que acreditam nas liberdades individuais e os que entendem que estas devam se subordinar aos anseios daqueles que se apresentam ainda hoje como "a vanguarda".
Aqueles patetas fantasiados de Che Guevara que hostilizaram Yoani, a absurda participação de um funcionário graduado do governo na conspirata armada pela embaixada cubana, as grosserias que contra ela desferiram parlamentares de esquerda, tudo isso é a evidência não de amor pelo comunismo, mas do ódio à liberdade. Com a sua simplicidade, com a sua verve mais tímida do que encantatória, com algumas formulações muitas vezes óbvias sobre o que é ser livre, Yoani não trouxe à luz apenas as violências do regime político cubano; ela conseguiu denunciar também as tentações totalitárias que ainda estão muito vivas no Brasil. Não é que essa gente que saiu urrando contra ela ainda acredite no comunismo. Mas é certo que essa gente ainda acredita na ditadura. Em Cuba ou aqui.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Botafogo na pior com Osvaldo de Oliveira



O Botafogo, que insiste com Osvaldo de Oliveira, não conseguiu ganhar do Boa Vista, na tarde deste domingo, 24, pela Taça Guanabara. O Alvinegro está em pior situação entre os quatro grandes do Rio de Janeiro, com 15 pontos. Flamengo tem 22, Vasco da Gama e Fluminense com 16. Mais. O "atacante" Rafael Marques fez seu enésimo jogo e continua sem marcar um gol sequer. Agora, o Botafogo - que não ganha nenhum clássico - enfrenta o Flamengo que tem a vantagem do empate para chegar na final.

Fluminense de Feira é freguês



Mais uma derrota do Fluminense de Feira para o Bahia de Feira pelo Campeonato Baiano. O placar foi 2 a 0, no Estádio Municipal Alberto Oliveira, o Jóia da Princesa, na tarde deste domingo, 24. O time está na zona de rebaixamento.

Dimas promove discursão da Lei de Serviço de Acesso Condicionado



A Lei de Serviço de Acesso Condicionado com os novos rumos da produção audiovisual para a televisão do Brasil e os impactos econômicos e sociais no setor independente serão discutidos em encontro na próxima terça-feira, 26, às 17 horas, na Sala Walter da Silveira, Barris, em Salvador. 
Na pauta, estarão questões relativas à difusão de trabalhos através da televisão, fundos e mecanismos de apoio disponíveis e propostas de como potencializar as oportunidades criadas. A reunião é aberta ao público em geral, especialmente a todos os profissionais do audiovisual na Bahia.
Sancionada em 12 de setembro de 2011, a lei determina que os canais de TV por assinatura devem promover a cultura brasileira e estimular produções independentes e regionais, reservando parte de sua programação a conteúdos brasileiros. Além disso, o Fundo Setorial do Audiovisual garante a aplicação do mínimo de 30% da sua receita para produções do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que vem a gerar uma injeção orçamentária para o audiovisual das três regiões e uma demanda crescente de novos produtos. Neste contexto, o debate sobre a temática torna-se importante para realizadores e profissionais do audiovisual.
O encontro é promovido pela Diretoria de Audiovisual (Dimas) da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado, em parceria com a Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV/ABD-Ba) e Associação de Produtores e Cineastas da Bahia (APC-BA). 

(Com informações de Paula Berbert, assessora de Comunicação da Funceb)


"Huis clos"

Políticos de Feira de Santana - vereadores, deputados estaduais e deputados federais - perderam uma grande oportunidade de reconhecimento externo (fora das quatro paredes da cidade). Bastaria uma simples moção para a blogueira cubana Yoani Sánchez para sair do "huis clos".
"Huis clos" é a tradução de "Entre quatro paredes", peça do existencialista francês Jean-Paul Sartre.

Sem postagens




Yoani Sánchez depois da postagem "El viejo ato de repudio", na terça-feira, 19, sobre os insultos que recebeu em "Feria de Santana", não mais postou no seu blog "Generación Y".

"O jornalismo independente ilumina a paisagem infestada de repórteres invertebrados e colunistas estatizados"




Na edição impressa de VEJA, comentei o livro do jornalista Merval Pereira sobre o julgamento do mensalão. Segue-se o texto. (AN)
Por Augusto Nunes
Numa paisagem infestada de repórteres invertebrados, críticos construtivos, colunistas estatizados e analistas que combatem valentemente quem ousa discordar do governo, o espaço ocupado por jornalistas nascidos sob o signo da independência e condenados a amar a verdade acima de todas as coisas parece perturbadoramente acanhado. É mesmo diminuto, mas não há motivos para inquietação.
Os integrantes dessa linhagem nunca foram muitos. Mas cada um vale por uma multidão, comprova Merval Pereira em Mensalão - O dia a dia do mais importante julgamento da história política do Brasil (Editora Record; 285 páginas; 34,90 reais). "O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter", ensinou Cláudio Abramo.
É o que Merval tem feito há mais de 40 anos, ao longo dos quais brilhou como repórter de campo ou exercendo cargos de chefia nas Organizações Globo, no Jornal do Brasil e em VEJA. É o que faz todos os dias em sua coluna no Globo e nos comentários para a GloboNews e para a rádio CBN. Foi o que fez durante os quatro meses e meio em que milhões de brasileiros acompanharam - primeiro com ceticismo, em seguida com esperança, enfim com justificado entusiasmo - o julgamento da quadrilha que tentou a captura do Estado Democrático de Direito até ser desbaratada em meados de 2005.
Aos 63 anos, eleito há quase dois para a Academia Brasileira de Letras, o jornalista carioca reconstitui essa metamorfose fascinante no livro que reúne 86 artigos publicados na página 4 do Globo, precedidos por um pedagógico prefácio do ex-ministro Carlos Ayres Britto e completados por dois textos, até agora inéditos, que induzem o mais descrente dos leitores a acreditar que o Brasil nunca mais será o mesmo. Começou a mudar - para melhor.
Como adverte o posfácio, nenhuma decisão judicial é capaz de iluminar da noite para o dia a face escura de um país. Se no Brasil Maravilha que Lula inventou é possível até erradicar a miséria por decreto, no Brasil real os avanços são mais demorados. O Supremo não erradicou a corrupção. Ao condenar uma organização criminosa comandada por figurões federais, contudo, revogou a norma não escrita segundo a qual alguns são mais iguais que os outros, embora todos sejam iguais perante a lei.
Ao contrário do miserável-brasileiro, o brasileiro corrupto não virou uma espécie extinta. Mas ninguém mais pode considerar-se condenado à perpétua impunidade. Veja-se o escândalo protagonizado por Rosemary Noronha e seus comparsas. Um jipe doado a um dirigente do PT por serviços prestados a uma empresa privada, exemplifica Merval, "equivale à operação plástica para a chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, em troca talvez de uma audiência marcada".
Nem existem diferenças notáveis, lembra o autor, entre arranjar emprego para a ex-mulher do político poderoso ou premiar com um cruzeiro marítimo a secretária que diz que conversa com o ex-presidente todos os dias. O caso Rose sugere que o país é o de sempre. Visto de perto, informa aos gritos que as coisas mudaram.
Há um ano, como demonstra o livro, Lula estava em campanha para adiar o julgamento do mensalão ou absolver todos os culpados. Confiante no apoio de gente que nomeou, como o presidente Ayres Britto ou o relator Joaquim Barbosa, enxergou subordinados obedientes onde havia juízes honrados. Decidido a ganhar de goleada, recorreu à chantagem para enquadrar Gilmar Mendes. A vítima do achaque contou o que acontecera e Lula preferiu acompanhar o julgamento pela TV Justiça.
Atropelado em novembro pela Operação Porto Seguro, que apurou as bandalheiras da turma de Rose, o mais falante dos palanqueiros foge da história há mais de três meses. "Depois do julgamento do mensalão, há mais chance de o poderoso de plantão, apanhado com a boca na botija, pagar por seus crimes, até mesmo na cadeia", constata Merval. É verdade, confirma a estridente mudez de Lula.
Fonte: "Direto ao Ponto"

 



Deu em Claudio Humberto


Declaração de Imposto de Renda



Um contribuinte, teve sua declaração de Imposto de Renda rejeitada pela Receita Federal porque, aparentemente, respondeu a uma das questões incorretamente.
Em resposta à pergunta "Você tem dependentes?" o homem escreveu:
- 40.000 imigrantes ilegais, 110.000 viciados,1.250.000 servidores públicos, 250.000 criminosos em nossas prisões, além de uma porrada de políticos em Brasília, nos estados e nos municípios.
A Receita afirmou que o preenchimento que ele deu foi inaceitável.
A resposta do homem à Receita foi:
- De quem foi que eu me esqueci?


sábado, 23 de fevereiro de 2013

"Veja", Yoani e o medo cubano




A revista "Veja" (Capa) desta semana traz reportagem especial sobre a visita ao Brasil de jornalista e filóloga Yoani Sanchéz, internacionalmente conhecida pelo blog "Generación Y".

"Extinta nos países civilizados, a subespécie comunista não vai sumir tão cedo do Brasil"




 A última ararinha-azul deixou de voar nos céus do sul da Bahia em 2002. É uma espécie extinta. O mico-leão dourado é visto cada vez mais raramente na região montanhosa do Rio de Janeiro. É uma espécie em extinção. Talvez para escapar das constrangedoras cobranças de entidades que lutam pela preservação de relíquias da fauna, o governo federal vem estimulando há 10 anos a expansão de uma espécie - o comunista - em acelerado processo de desaparecimento no mundo civilizado.
Pelo que se viu nesta semana, não vai sumir tão cedo a subespécie que, batizada cientificamente de stalinista-que-quer-ser-guevara-quando-crescer, acaba de ganhar um codinome que homenageia o país de origem e a ilha que venera: comunista-de-cubrasil. Excitado com a visita da jornalista Yoani Sánchez, esse espanto tropical, cujo principal habitat é a selva dividida pelo PT e pelo PCdoB, exibiu-se com tamanha frequência que, em menos de uma semana, milhões de brasileiros aprenderam a reconhecê-lo.
Os integrantes da subespécie só circulam em bando. Alimentam-se de sanduíches de mortadela. Bebem tubaína e, nas aparições patrocinadas pela embaixada de Cuba, também cerveja quente. Ornamentam o peito com o pôster de Che Guevara e/ou estrelinhas vermelhas. Creem em Fidel Castro e Hugo Chávez. Estão permanentemente coléricos. Repetem aos berros meia dúzia de palavras de ordem que sempre incluem expressões como "imperialismo ianque", "CIA", "direita" e "revolução". Não permitem que quem se exprime em linguagens distintas emita qualquer som enquanto estiverem por perto. E não se reproduzem em cativeiro.
Baseados no vídeo abaixo, especialistas em degenerações da espécie humana acham que o comunista-de-cubrasil é um caso clínico. Gente normal acha que é um caso de polícia
Assista ao vídeo:  http://youtu.be/ym8l9GuiGDk
Fonte: Veja Online

Ainda Yoani

Fonte: "Denunciando Adoidado"


"Uma semana de almanaque"



Por Vitor Hugo Soares
No computador, ligado para produzir estas linhas semanais de opinião, escuto cantar o artista cearense Belchior, um de meus preferidos do primeiro time da música popular brasileira. O rapaz latino americano que anda outra vez sumido no mundo, interpreta uma famosa música de Chico Buarque de Holanda, gravada no álbum "Vício Elegante" (1996), no qual empresta seu jeito especial de cantar na regravação de grandes sucessos de compositores da MPB.
A canção que escuto é "Almanaque".
Nos versos precisos e bem humorados, um rosário de perguntas incômodas e preocupações inusitadas em "sambas de namoro e amor". Questões levantadas em tempos temerários (a expressão é do grande Nestor Duarte, no título de seu romance fabuloso), pontuados de loucuras, inquietações e dúvidas, mas que os dias correntes na Bahia, em Brasília, em São Paulo, no País e lá fora, revelam que continuam à espera de respostas até agora.
Os fatos, palavras e imagens tristemente produzidos na passagem em Recife, Feira de Santana, Salvador, Brasília e São Paulo, da blogueira Yoani Sanches, combativa e combatida dissidente do regime dos irmão Castro, em Cuba, são atestados contundentes de atualidade das questões que a música levantava há tantas décadas.
Um triste espetáculo de intolerância e burrice com exposição planetária. Daqueles que o conceberam nos desvãos de palácios, gabinetes e embaixada, e dos que os executaram como "paus mandados" ou inocentes inúteis. É difícil entender - e mais difícil ainda explicar -, um espetáculo assim em Recife: a capital pernambucana de tantos heróicos resistentes em longos combates pela democracia e contra a repressão nos anos da canção de Chico, ou em passado mais remoto.
Ou aquele show grotesco de violência e subserviência misturadas, encenado na noite vergonhosa de segunda-feira passada em Feira de Santana. A gloriosa e honrada cidade na entrada do sertão da Bahia, de tantas jornadas históricas lideradas por um de seus filhos mais ilustres, o saudoso prefeito afastado pelo regime militar-civil em 64, Francisco Pinto.
Mais tarde, o deputado Chico Pinto, que se transformaria em um dos mais dignos e emblemáticos parlamentares da história do País em qualquer tempo. Ao lado do colega e amigo pernambucano Fernando Lyra (que morreu dias antes dos episódios deprimentes nas duas cidades que ele tanto amou e exaltou), Chico Pinto é uma referência nacional do bom combate na política e na vida pública e privada, inimigo ferrenho de todas as ditaduras, até a morte.
Escuto a voz cortante de Belchior emprestada à interpretação da música de Buarque:
"Ó menina vai ver nesse almanaque como é que isso tudo começou / Diz quem é que marcava o tic-tac e a ampulheta do tempo disparou / Se mamava se sabe lá em que teta o primeiro bezerro que berrou”.
Penso: O que e quem teria movido os cordéis daqueles mansos cordeiros do poder, que agora, com olhos inflamados e veias do pescoço quase explodindo de ira, acenam com notas falsificadas de dólares nas mãos? Militantes femininas de presumíveis "partidos de esquerda e ongs", que puxam os cabelos e tentam intimidar com gestos vis e palavras grosseiras a jovem blogueira cubana, recebida em sua primeira viagem permitida fora de seu país aos gritos de "vendida ao capitalismo americano", no Aeroporto dos Guararapes, na capital de Pernambuco.
Quanta ironia na cena inacreditável!
Belchior segue com as incômodas perguntas de "Almanaque": Quem penava no sol a vida inteira/ como é que a moleira não rachou?/ Me diz, me diz/ Quem tapava esse sol com a peneira e quem foi que a peneira esfuracou / Me diz, me diz, me responde por favor/ Quem pintou a bandeira brasileira/ Que tinha tanto lápis de cor?"
E a imagem pula para Feira de Santana : A horda ululante impede a exibição do documentário "Conexão Cuba-Honduras", do cineasta baiano Duda Galvão, um dos motivos principais da visita de Yoani ao Brasil. No meio do caos, um momento de luz e lucidez. Na Feira de Chico Pinto, a digna e corajosa figura do senador paulista, Eduardo Suplicy enfrenta a turba enfurecida com uma convocação à reflexão e ao debate. Assim evita o pior, mesmo sem impedir o desastre que já estava consumado.
O resto é o que se viu e se vê no rastro da passagem da blogueira por Brasília, São Paulo e onde quer que vá a dissidente cubana em sua luta, armada com uma câmera e um computador, contra a intolerância e a favor da liberdade de expressão. Ah, e um ar sereno e o riso irônico ao encarar os que a ofendem, parecendo dizer com os olhos: "Senhor, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem!"
Ao fundo, antes do ponto final, Belchior segue com as perguntas da canção de Chico Buarque:
..."Quem é que sabe o signo do capeta/ E o ascendente de Deus Nosso Senhor /Quem não fez a patente da espoleta/ Explodir na gaveta do inventor/ Me diz, me diz, me responde por favor/ Quem tava no volante do planeta/ Quando o meu continente capotou? / Vê se tem no almanaque, essa menina/ Como é que termina um grande amor. Me diz, me diz, me responde por favor/ Se adianta tomar uma aspirina, ou se bate na quina aquela dor?".
Responda quem souber!
Vitor Hugo Soares é jornalista
Fonte: "Blog do Noblat"
O grifo é do Blog Demais

"Neil Ferreira: R$ 2,34 por dia e 'A Miséria Acabou'"


Se a Russa de terno vermelho falou e a globo mostrou, então é que a "Miséria acabou" (Foto: JF Diorio / AE)

Por Neil me dá um dinheiro aí Ferreira, publicado no "Diário do Comércio" da Associação Comercial de São Paulo

R$ 2,34 POR DIA E “A MISÉRIA ACABOU”
"Do Povo" (é nóis, é nosso imposto), "Para o Povo" (é elis i nóis, nóis é Povo), na boca da Democracia, dus Dereito dus Mano e na manchete de DC de ontem, 5ª feira. R$ 2,34 por dia e "A Miséria Acabou" 
Russa, fantasiada com o Paletósinho (Camisona? Batinha?) Vermelho e Presidenta da Escola de Samba Unidos do Mensalão, botou seu bloco na rua em plena Quaresma, pra apresentar sua mais recente marquetagem , "A Miséria Acabou". Acredite ou vai em cana.
Tome umas e outras pra acreditar; não esqueça de uma talagada das boas para o Santo, senão o milagre mela; você sabe quem é o Santo que aprecia gordas talagadas.
Ao som de "A Miséria Acabou", o Santo lançou Russa candidata a Presidenta da Unidos do Mensalão por mais 4 anos, numa festança na quadra deles, sob a emoção, choro e aplausos de todas as alas. O Santo falô e disse.
Com umas e mais outras, você entra em Alpha e acredita piamente que a miséria acabou, que o Pac desempacou, que a Fome Zero zerou e em qualquer outra patranha vinda lá do palanque de 2014, armado e habitado pela Russa e pelo Criador de Todas as Coisas, inclusive da mais santa corrupção de todos os tempos.
Não quero encrenca com essa turma, veja o sucedido que sucedeu com Toninho de Campinas e Celso Daniel, conte comigo fora dessa.
A Russa canta e nos espanta: "A Miséria Acabou" porque "ela agora dá" R$ 2,34 por dia para os mais miseráveis de todos os miseráveis da nossa Pátria Amada Salve Salve.
Do jeito que ela fala parece que a grana milionária sai da humilde bolsinha Vuiton dela, do ordenadinho dela. Presidenta ganha uma merreca, muito menos que Dirceu O Inocente Injustiçado e do que o João Paulo Cinquenta Contos Cunha.
Não misture a Russa Presidenta da Unidos do Mensalão com a Russa Verdadeira, da comunidade da Unidos de Vila Isabel, que é a campeã deste ano.
Essa sim mulher do povo, Russa Verdadeira porque comunista sincera que nunca precisou de verba oficial para apoiar quem quer que fosse.
Sou Beija-Flor, propriedade do Corretor Zoológico inocente das acusações dos inimigos invejosos, brimo Aniz Abrahão e posso elogiar quem me dá na telha, então elogio a Russa Verdadeira.
A outra Russa nunca será Verdadeira por ser uma lenda urbana e não uma personagem real, da pura, da legítima, da mineira e de vez em quando também da gaúcha.
Russa Verdadeira apoiou Martinho da Vila com quem teve a Martinália, na trilha do sucesso como cantora. Vai ter que carregar esse nome a ela imposto quando era um bebê indefeso e não tinha como protestar.
Protestava chorando e ao invés de lhe trocarem o nome, trocavam a fralda ou davam mais uma mamadeira, reafirmando o velho brocardo "Quem não chora não mama", mesmo que esteja com dor de barriga e não queira mamar. Uzômi chora i mama pra caramba nas gordas tetas da Viúva.
Estou fantasiado de Miserável, fantasia que grudou em mim como cascão e não sai nem com Omo. Entro na Fila da Miserabilidade pra receber os meus milionários R$ 2,34 e torrá-los comprando meia média com meio pão sem manteiga ou uma talagada da purinha de cabeça de alambique.
Com a fortuna de R$ 2,34 todos os dias, estou feito - dia sim, uma talagada; dia não, meia média e meio pão sem manteiga. "País feliz é país sem miséria".
Depois a grana evapora, não dá pra mais nada, mas dá pra falar em tudo quanto é jornal, rádio e tv que "A Miséria Acabou". Se a Globo deu, aconteceu; se a Globo deu que "A Miséria Acabou", a miséria acabô.
O Brasil então virou uma imensa Bahia com alegria permanente, praia, carnaval, Trios Elétricos com o combustível caro ou barato todo santo dia, com chuva ou sem chuva, com Yvete Sangalo e a Outra Baiana, que é a mesma Sangalo com outro nome. Uma e Outra são a mesma .
Felizes todo santo dia , quem sabe recebam incentivos culturais da Petrobras, o verdadeiro Ministério da Cultura que dá grana pra Escola de Samba cumpanhera, filme político cumpanhero, biografia cumpanhera do cumpanhero Lula, peças cumpanheras, times de futebol cumpanheros.
Como Cultura não dá dinheiro, a Petrobras desde o tempo do cumpanhero Gabrielli tá pra lá de Marrakesh de tão quebrada, quebrando junto a cambada de otários pequenos acionistas eu, você, ele; nós, vós, eles.
O lulo-petismo celebra 10 anos de pudê com um festão festejando a corrupção do bem, a que é praticada para a inclusão e o bem de todos nós. Eles dão risada de nós há 10 longos anos.
Os festejos são abrilhantados pelos mais que mais festejados Lula, a Russa do Paletósinho Vermelho e os Mensaleiros Heróis do Povo, condenados e sentenciados pelo STF. Nos usos e costumes deles, condenação é condecoração. Se foi condenado e sentenciado, palmas pra ele.
Umas duas semanas depois que o carnaval acabou, o carnaval vai continuá áá no país da felicidade eterna nunca antes vista "neçepaíz", que canta "Tudo vai bem no melhor dos mundos", de autoria do Dr. Pangloss.
Gaste com moderação os R$ 2,34 por dia da Bolsa "A Miséria Acabou".
Fonte: Ricardo Setti

O que é achaque


Não o significado de mal-estar freqüente. Sim, o defeito e imperfeição moral de comportamento que tem sido praticado em Feira de Santana.
 

"Silêncios vergonhosos"


Por Reinaldo Azevedo
Vocês leram o que disse a direção da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) sobre os atos covardes perpetrados contra a blogueira Yoani Sánchez? Não? Compreendo. É que a ABI não disse nada. Na última vez em que a entidade frequentou o noticiário, tinha cedido seu auditório no Rio para José Dirceu comandar um ato contra o Poder Judiciário brasileiro. Estava presente, desrespeitando a lei, o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláiz.
Vocês leram o que disse a direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre as ações ilegais que constrangeram a cubana no Brasil? Viram o que afirmou o Conselho Federal sobre o fato de uma embaixada organizar atos de caráter político e confessar que espiões de um país estrangeiro transitam livremente pelo país? Não? Compreendo. É que a OAB não disse nada. Na última vez em que frequentou o noticiário, o comando da entidade enunciou que estava disposto a verificar se a delação premiada é mesmo inconstitucional, como pretendem dois doutores que trabalham para mensaleiros: o notório Kakay (Antonio Carlos de Almeida Castro) e José Luiz de Oliveira Lima (o querido "Juca" de alguns jornalistas), que tem como cliente José Dirceu, aquele que comandou um ato contra o Judiciário em pleno território da ABI.
Essas duas ausências dão conta do estado miserável do que já se chamou "sociedade civil" no Brasil. As duas omissões são igualmente graves porque os ataques à blogueira remetem mesmo à razão de ser de cada uma delas. A principal tarefa da ABI é zelar pela liberdade de expressão e pela preservação dos valores éticos da profissão de jornalista. A filóloga Yoani Sánchez é também jornalista. A palavra é a sua matéria-prima. Em Cuba, luta por um regime de liberdades democráticas, por pluralismo político, por respeito aos direitos humanos. Esses valores constituem a essência da história da associação. A única ABI que expressou seu repúdio às agressões foi a Associação Baiana de Imprensa. A Federação Nacional dos Jornalistas, conforme o esperado, também se calou. Nem poderia ser diferente. A Fenaj tentou criar no país o Conselho Federal de Jornalismo, que colocaria o trabalho da imprensa sob censura, a exemplo do que ocorre em Cuba, que essa gente ama tanto.
O que dizer, então, da OAB? É a entidade que, em tese, vigia, em nome da sociedade, a, por assim dizer, saúde jurídica do país. Não tem função meramente cartorial. Ao contrário: a Ordem sempre foi um organismo político, buscando zelar, como expressão da sociedade civil, pela qualidade do estado democrático e de direito. Os constrangimentos a que arruaceiros - PAREM, SENHORES DA IMPRENSA, DE CHAMAR PESSOAS QUE PROMOVEM AQUELA BAIXARIA DE "MANIFESTANTES"! - submeteram Yoani até agora desrespeitam a ordem legal, violam-na. Como é que a OAB ousa - a palavra essa! - ficar muda?
Eis mais um sintoma de uma sociedade em que um campo ideológico está hipertrofiado (tenha ele o nome que se queira dar: esquerda, vigarice, oportunismo) em prejuízo de outro, que está acuado. Que "outro" é esse? O dos defensores da democracia representativa, da ordem legal e democrática, do estado de direito. OAB e ABI já se manifestaram sobre casos com muito menos gravidade do que esse.
Não se trata de superestimar o caso Yoani. A rigor, nem cumpre falar em assegurar a "pluralidade" porque mal se ouviu o que ela tinha a dizer. A questão é ainda anterior: trata-se de assegurar o direito à voz. Se esses vândalos fazem isso agora com uma visitante de um país estrangeiro, não tarda, e estarão fazendo também com os nacionais.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

 




 

Convite exposição "O Melhor dos Mundos Possíveis!", de Nara Amelia


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

João Durval defende energia solar como alternativa



O senador baiano João Durval (PDT) voltou a defender na manhã desta sexta-feira, 22, o uso da energia solar como alternativa para resolver dois grandes problemas: a insegurança energética e a pobreza do sertanejo. No primeiro caso ele sustenta que a energia solar resolve a questão da falta de água em represas, em função de secas prolongadas, como o que vem acontecendo. No caso do sertanejo, que ano após ano sofre com perdas de produção, ele acredita que a cessão de terras para a instalação das usinas solares pode ser uma solução definitiva na geração de renda.
No discurso, ele defendeu investimentos no setor de captação de energia do sol, abundante na região do semi-árido. Enumerou dados sobre a tecnologia e o interesse de várias empresas em investir no país. E fez um apelo ao Ministério das Minas e Energia, para garantir a compra dessa energia, viabilizando a implantação de projetos existentes.
A insegurança energética brasileira se dá basicamente pela diminuição nos níveis dos reservatórios das grandes hidrelétricas, em função de grandes estiagens. João Durval defendeu o uso da energia solar porque essa é uma alternativa que utiliza exatamente a extrema insolação observada nesses períodos. Como a seca e a baixa nebulosidade são características da região do semi-árido, ele defendeu que é aí que devem se instalar os projetos de captação.
No final o senador baiano foi aparteado pela senadora gaúcha Ana Amélia Lemos. Ela agradeceu a referência, no discurso, a uma usina termelétrica, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, que estava desativada e teve que voltar a funcionar emergencialmente, usando gás da Argentina justamente em função da seca de 2012. Ana Amélia elogiou a preocupação do senador baiano com a questão energética.
João Durval encerrou defendendo o produção de energia limpa e fazendo um apelo ao Governo Federal para que realize leilão específico e fomente a "implantação de usinas de a geração de energia solar, especialmente, no semi-árido nordestino, o mais rapidamente possível".
(Com informaões de Silvio Romero, da Assessoria do Senador João Durval Carneiro)