A enorme distância que
separa as promessas anunciadas na campanha de 2010 e a realidade das obras pelo
país derruba de uma vez por todas a fama de boa gestora da presidente Dilma
Rousseff. Essa é a avaliação feita pelo deputado federal Antonio Imbassahy
baiano (Foto: Divulgação),do PSDB, ao comentar reportagem do O Globo segundo a qual das 42 maiores
obras apresentadas no primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), em abril de 2007, apenas metade entrou em operação até hoje.
"Isso mostra, realmente, o
tipo de gestora que Dilma Rousseff é", afirma Imbassahy.
Além da demora, a
ineficiência do PAC é marcada pela distância entre o orçamento e o dinheiro
efetivamente gasto. Dois projetos demonstram bem a junção dos problemas: a
refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, estava orçada em R$ 5,6 bilhões e tinha
conclusão prometida para janeiro de 2011; os custos foram elevados para R$ 33,8
bilhões e o término anunciado para maio de 2015.
Já o Complexo Petroquímico
do Rio de Janeiro (Comperj) foi inicialmente prometido para março de 2012, sob
o custo de R$ 8,2 bilhões - o governo elevou o valor da obra para R$ 26,6
bilhões e adiou sua inauguração para agosto de 2016.
"Temos com isso a
comprovação da fraude que Lula apresentou ao Brasil em 2010 - a ideia de que
Dilma era uma boa gestora. Verificamos, na prática, que ela é uma
administradora de qualidade duvidosa, sem condições de liderar o Brasil e fazer
as transformações que o país precisa", declarou Imbassahy.
O deputado acrescentou que
a situação, além de prejudicar a infraestrutura nacional, afeta também a
economia. "Não à toa, a inflação não para de subir", disse. Segundo o
parlamentar, a presidente Dilma falha na hora de aplicar os recursos públicos: "é um governo perdulário. Especialista para aumentar a despesa, fraco para
investir da maneira correta".
Propaganda
Imbassahy criticou ainda a
preocupação excessiva do Governo Federal com a publicidade. Matéria da revista
"Época" constatou que, ao longo de seus dois anos e meio de mandato, Dilma
Rousseff promoveu 41 cerimônias no Palácio do Planalto, para o lançamento de 17
planos, 15 programas e seis pactos - sem que as iniciativas trouxessem, de maneira
efetiva, melhorias para a sociedade.
Levantamento divulgado pela
revista mostrou que, no ano passado, apenas 31% do orçamento prometido pelo
governo federal foi efetivamente gasto. O quadro repetiu o registrado no ano
anterior, com despesas de somente 55% do esperado. Transporte e saúde encabeçam
as áreas com o maior descompasso entre o montante prometido nos gabinetes e o
que se tornou realidade.
"O governo se preocupa em
governar com base na propaganda. Conduz sua administração como um projeto
eleitoral, um projeto de poder. Mas a credibilidade do PT está se esgotando. A
queda de popularidade da presidente Dilma demonstra isso. A população percebe
que paga impostos a um governo que arrecada muito, mas não traz o retorno
efetivo", apontou o deputado.


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