Por Cláudio Humberto
O governo Dilma disfarça,
mas não está preocupado só com a segurança do papa Francisco no Rio: a coluna
apurou que é grande o temor com a "agenda independente" do chefe da Igreja e do
Vaticano, um estado soberano, que não admite mudar as regras para evitar
protestos populares na primeira visita do papa ao exterior. O governo teme o 'efeito Woytila', quando João Paulo II visitou a Polônia e apoiou o sindicato
Solidariedade, desencadeando o fim do comunismo.
Vaya com Dios
A decisão do Vaticano de
manter no Palácio da Guanabara encontro de Dilma com o papa e o governador
Sérgio Cabral emparedou o governo.
Imprevisiível
Os pronunciamentos de
Francisco, conhecido pela simplicidade e pelos improvisos no estilo "bateu,
levou", também preocupam governo Dilma.
Questão interna
O Vaticano quer evitar que
a visita papal sinalize apoio à insatisfação popular com o governo Dilma, mas
admite ser isso "assunto do Brasil".

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