Na minha
casa, líamos essa revista. Meu pai, era comerciante, dizia-se um capitalista.
Ficou todo feliz com os militares no poder. Acho que sua ideia era de que o
poder é tudo num país. Mas, hoje, nem sei se ele tinha uma visão correta do que
é uma democracia representativa. Acho que faltou a ele o que falta ainda ao
povo brasileiro como um todo. A contrarrevolução de 1964, era um
movimento anticomunista, nisso ela foi ótima. Também foi ótima por ser um
passo à frente em termos de progresso tecnológico. Hoje vemos que a abrangência
do que fez não deixou uma escola democrática no país para que todos seguissem.
Os militares passaram a ser o foco do ódio das esquerdas porque lhes impediu de
realizar todas as baboseiras do marxismo e dos marxistas.
Faltou ao
Brasil uma dor doída como a dos japoneses, porque tiveram na carne o horror das
bombas atômicas. Renderam-se , mas aproveitaram os ensinamentos da guerra como
ninguém. A Coreia do Sul também sofreu as horríveis dores de um conflito
militar armado, empurrados contra os comunistas. e tiraram grande
proveito. Hoje, até o Vietnam já dá mostras de recuperação, mesmo depois
de ter o país destroçado.
Nós não
tivemos guerra nenhuma. Ainda que pareça hipócrita a fala, a guerra traz muitos
ensinamentos ao povo. As esquerdas valorizaram a guerrilha, como se fosse uma
guerra, ganharam a mídia, obtiveram poder, mantêm-no e nós ainda só entendemos,
como guerra, o jogo da seleção de futebol. Estamos engatinhando no
aprendizado do que seja democracia. Mesmo o conteúdo da Revista Seleções sendo
útil, falta-nos a presença do povo. Quem salvou o País foram as Forças Armadas,
mas o povo não tem o mesmo caráter delas, nem a autoestima. Como dizer
que foi então a nação que salvou a si mesma? Isso é uma figura de estilo, uma
hipérbole ou exagero, mas é também confundir nação com Forças Armadas. Todos
(?) estamos agradecidos aos que defenderam o país contra o comunismo, mas país
não é o mesmo que nação. Nação é a alma do povo, como a nação judaica , que
anda espalhada pelo planeta, mas tem identidade.
A nossa
nação não conheceu a democracia, alguns tolos e vigaristas da esquerda usam
essa palavra para atrair os otários, como se marxismo fosse democracia , e não
é. Talvez esses baderneiros que estão destruindo e queimando trecos no Leblon e
Ipanema estejam mostrando o que é a ausência da democracia, eles também
são aproveitadores circunstanciais de algo que tem valor, mas que os espertos
procuram dizer que é um movimento pacífico, a criar novos rótulos para
algo que não entenderam, ou seja , o surgimento da nação. A democracia não vai
ser conseguida como a palavra "pacífica", no muito, seria
manifestação ordeira. A palavra 'ordem' , que está na bandeira,
nunca foi praticada entre nós, é uma palavra positivista, que traduz equilíbrio
ou ordenamento social. Não é o contrário de bagunça.
Há que se
entender que o banditismo é parte do caos, de uma desordem que nada tem a ver
com a palavra "ordem" e ordeira não quer dizer pacífica. é muita
enganação, tanto dos políticos quanto de outros instrumentos de comunicação da
sociedade. Hoje, depois de muitos anos, ver essa Revista Seleções Reader's
Digest e usá-la para reforçar a ideia de que somos a nação que salvou a si
mesma é valorar algo que não corresponde ao que se pretendia, criar uma nação
com democracia. E isso não foi criado, tanto é verdade que o PT está no poder
ao lado do Pc do B e dos guerrilheiros dissidentes do PCB, enquanto o povo vive
sem direitos e deveres, sem elementos básicos como saúde, educação e segurança.
Isso só quem vai ter o Papa, mas nada vai mudar
É
possível que essa nação de que se fala na revista possa nascer dos escombros
que ficaram da luta das Forças Armadas contra os guerrilheiros ajudados pelos
corruptos . Mas isso, só com democracia, o que ainda não existe. Esses
políticos de hoje não merecem nem a glória de dizer que ajudaram a criar bases
para uma nação democrática, infelizmente.
Leia “A
nação que se salvou a si mesma” em ivanag17@gmail.com
Enviado pelo pastor Maroel Bispo


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