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sexta-feira, 19 de julho de 2013

"A nação que se salvou a si mesma”



Na minha casa, líamos essa revista. Meu pai, era comerciante, dizia-se um capitalista. Ficou todo feliz com os militares no poder. Acho que sua ideia era de que o poder é tudo num país. Mas, hoje, nem sei se ele tinha uma visão correta do que é uma democracia representativa. Acho que faltou a ele o que falta ainda ao povo brasileiro como um todo. A contrarrevolução de 1964,  era um movimento anticomunista, nisso ela foi ótima. Também foi ótima por ser  um passo à frente em termos de progresso tecnológico. Hoje vemos que a abrangência do que fez não deixou uma escola democrática no país para que todos seguissem. Os militares passaram a ser o foco do ódio das esquerdas porque lhes impediu de realizar todas as baboseiras do marxismo e dos marxistas. 

Faltou ao Brasil uma dor doída como a dos japoneses, porque tiveram na carne o horror das bombas atômicas. Renderam-se , mas aproveitaram os ensinamentos da guerra como ninguém. A Coreia do Sul também sofreu as horríveis dores de um conflito militar armado, empurrados contra os comunistas. e tiraram grande proveito.  Hoje, até o Vietnam já dá mostras de recuperação, mesmo depois de ter o país destroçado.
Nós não tivemos guerra nenhuma. Ainda que pareça hipócrita a fala, a guerra traz muitos ensinamentos ao povo. As esquerdas valorizaram a guerrilha, como se fosse uma guerra, ganharam a mídia, obtiveram poder, mantêm-no e nós ainda só entendemos, como guerra,  o jogo da seleção de futebol. Estamos engatinhando no aprendizado do que seja democracia. Mesmo o conteúdo da Revista Seleções sendo útil, falta-nos a presença do povo. Quem salvou o País foram as Forças Armadas, mas o povo não tem o mesmo caráter delas, nem  a autoestima. Como dizer que foi então a nação que salvou a si mesma? Isso é uma figura de estilo, uma hipérbole ou exagero, mas é também confundir nação com Forças Armadas. Todos (?) estamos agradecidos aos que defenderam o país contra o comunismo, mas país não é o mesmo que nação. Nação é a alma do povo, como a nação judaica , que anda espalhada pelo planeta, mas tem identidade.
A nossa nação não conheceu a democracia, alguns tolos e vigaristas da esquerda usam essa palavra para atrair os otários, como se marxismo fosse democracia , e não é. Talvez esses baderneiros que estão destruindo e queimando trecos no Leblon e Ipanema estejam mostrando o que é  a ausência da democracia, eles também são aproveitadores circunstanciais de algo que tem valor, mas que os espertos procuram dizer que  é um movimento pacífico, a criar novos rótulos para algo que não entenderam, ou seja , o surgimento da nação. A democracia não vai ser conseguida como a palavra "pacífica", no muito, seria manifestação ordeira.  A palavra 'ordem' , que está na bandeira,  nunca foi praticada entre nós, é uma palavra positivista, que traduz equilíbrio ou ordenamento social. Não é o contrário de bagunça.
Há que se entender que o banditismo é parte do caos, de uma desordem que nada tem a ver com a palavra "ordem" e ordeira não quer dizer pacífica. é muita enganação, tanto dos políticos quanto de outros instrumentos de comunicação da sociedade. Hoje, depois de muitos anos, ver essa Revista Seleções Reader's Digest e usá-la para reforçar a ideia de que somos a nação que salvou a si mesma é valorar algo que não corresponde ao que se pretendia, criar uma nação com democracia. E isso não foi criado, tanto é verdade que o PT está no poder ao lado do Pc do B e dos guerrilheiros dissidentes do PCB, enquanto o povo vive sem direitos e deveres, sem elementos básicos como saúde, educação e segurança. Isso só quem vai ter o Papa, mas nada vai mudar
É possível que essa nação de que se fala na revista possa nascer dos escombros que ficaram da luta das Forças Armadas contra os guerrilheiros ajudados pelos corruptos . Mas isso,  só com democracia, o que ainda não existe. Esses políticos de hoje não merecem nem a glória de dizer que ajudaram a criar bases para uma nação democrática, infelizmente.

Leia “A nação que se salvou a si mesma” em ivanag17@gmail.com
Enviado pelo pastor Maroel Bispo

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