Todas as
emendas da minoria que blindavam a agência foram rejeitadas
"Em tese, a criação da Agersa é uma iniciativa importante, sobretudo para frear os abusos da Embasa, que nos últimos anos aplicou reajustes extorsivos que variaram de R$120% a 210%, obrigando o consumidor a pagar a conta pela universalização dos serviços de abastecimento. Só que o projeto do governo prevê que os cargos sejam indicados pelo governo. Ou seja, a agência não terá autonomia nem força para exercer suas atribuições", afirmou Bruno Reis.
A oposição apresentou emenda determinando que as indicações para a Agersa passem pelo crivo da Assembleia e tenham mandato com tempo estabelecido, nos moldes das agências federais. "Como essa agência vai ter autonomia para cobrar da Embasa se o governo terá o poder de demitir na hora que quiser quem vai fazer a fiscalização? O que o governo quer é usar a Agersa para acomodar o PR na sua base de sustentação. Não há o objetivo de se criar de fato um agência reguladora", criticou Reis, em discurso.
No total, a oposição apresentou seis emendas ao projeto de lei de criação da Agersa, todas rejeitadas. Uma delas determinava que a agência só aceitasse reajuste da conta de água com base na inflação do período. Outra emenda rejeitava impedir o corte da água por falta de pagamento às sextas-feiras e vésperas de feriado. "Tudo que apresentamos a favor dos consumidores baianos foi rejeitado pelo governo”"
(Com informações da Assessoria
do Deputado Bruno Reis)
Nenhum comentário:
Postar um comentário