Por Gabriel Castro
Ao justificar a tentativa de controle sobre rádios e TVs, o partido alega que são concessões públicas. Para jornais e revistas, o argumento risível é de que os veículos têm isenção de impostos na compra de papel.
O Congresso do PT, realizado no último fim de semana, em Brasília, reforçou uma divergência que tem se mantido desde que o partido chegou à Presidência da República, em 2003. De um lado, uma legenda que defende a implementação do socialismo, como se o muro de Berlim não houvesse caído. De outro, um governo de perfil moderado, mas que volta e meia cede à pressão da militância.
Esse hiato se apresenta em vários temas. O partido que demoniza as privatizações comanda um governo que vai terceirizar a gestão de aeroportos. A legenda defende a legalização do aborto, mas a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a não trabalhar para isso. O PT critica as velhas oligarquias, mas seus governantes se aliam sem pudor a José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor.
Existem, também, alguns pontos em que o PT da teoria e o da prática se encontram, como o crescente aumento do papel do estado na economia. Mas ainda restam questões nebulosas, sobre as quais o PT virtual e a prática petista ainda não se acertaram. Uma das tarefas que a presidente Dilma Rousseff terá pela frente nos próximos meses será frear o ímpeto totalitário de parte de seus aliados.
O tema mais delicado desse grupo é a relação com a imprensa. O governo Lula preparou um anteprojeto de controle dos meios de comunicação, sob a batuta de Franklin Martins e o patrocínio do então presidente. Agora, na gestão seguinte, Dilma e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, têm dado declarações no sentido oposto. Resta saber se a influência da máquina partidária não pesará. Até agora, a prática tem mostrado que o governo ainda é maior do que o partido. Mas ainda restam quarenta meses de gestão e muitas dúvidas pela frente.
Fonte: "Veja Online"
Ao justificar a tentativa de controle sobre rádios e TVs, o partido alega que são concessões públicas. Para jornais e revistas, o argumento risível é de que os veículos têm isenção de impostos na compra de papel.
O Congresso do PT, realizado no último fim de semana, em Brasília, reforçou uma divergência que tem se mantido desde que o partido chegou à Presidência da República, em 2003. De um lado, uma legenda que defende a implementação do socialismo, como se o muro de Berlim não houvesse caído. De outro, um governo de perfil moderado, mas que volta e meia cede à pressão da militância.
Esse hiato se apresenta em vários temas. O partido que demoniza as privatizações comanda um governo que vai terceirizar a gestão de aeroportos. A legenda defende a legalização do aborto, mas a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a não trabalhar para isso. O PT critica as velhas oligarquias, mas seus governantes se aliam sem pudor a José Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor.
Existem, também, alguns pontos em que o PT da teoria e o da prática se encontram, como o crescente aumento do papel do estado na economia. Mas ainda restam questões nebulosas, sobre as quais o PT virtual e a prática petista ainda não se acertaram. Uma das tarefas que a presidente Dilma Rousseff terá pela frente nos próximos meses será frear o ímpeto totalitário de parte de seus aliados.
O tema mais delicado desse grupo é a relação com a imprensa. O governo Lula preparou um anteprojeto de controle dos meios de comunicação, sob a batuta de Franklin Martins e o patrocínio do então presidente. Agora, na gestão seguinte, Dilma e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, têm dado declarações no sentido oposto. Resta saber se a influência da máquina partidária não pesará. Até agora, a prática tem mostrado que o governo ainda é maior do que o partido. Mas ainda restam quarenta meses de gestão e muitas dúvidas pela frente.
Fonte: "Veja Online"

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